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Sarita Albagli - Que Ciência Aberta?

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Mais do que um termo “guarda-chuva”, a ciência aberta avança no sentido de ampliar e integrar o movimento pelo acesso aberto à literatura científica a outras frentes, como os dados científicos abertos, as ferramentas científicas abertas, os cadernos abertos de laboratório, a educação aberta e a ciência cidadã.

Esse “movimento de movimentos” transforma o cenário e a dinâmica de colaboração, comunicação e difusão da ciência, ampliando suas condições para responder a novas e complexas questões da contemporaneidade, ao mesmo tempo em que colocando novos desafios. Abrem-se, por um lado, novas possibilidades de geração de benefícios sociais, econômicos e ambientais, bem como de inovação, associadas ao aumento do alcance, da velocidade e da qualidade da produção e circulação do conhecimento científico, seus resultados e possíveis usos. Por outro, impõem-se novos requisitos institucionais e tecnológicos à adoção de políticas, estratégias e práticas da pesquisa aberta (regulações, capacitações, infraestruturas, ferramentas), e os custos daí derivados. Desenvolve-se, assim, uma nova economia da ciência aberta, juntamente com novos modelos de negócio, com repercussões sobre o presente e o futuro dos periódicos científicos e de sua relação com outros sistemas de publicação e publicização científica emergentes nesse quadro, bem como com os aparatos de monitoramento, avaliação e financiamento da pesquisa.

Ao mesmo tempo, trata-se de enfrentar o desafio de transpor a barreira entre ciência (e suas diversas formas de disponibilização de dados) e política. Hoje temos um abismo nesta interface que deveria estar se estreitando para que, cada vez mais, as decisões políticas, particularmente aquelas que afetam mais diretamente as áreas social e ambiental, sejam baseadas em ciência de qualidade e plural. Para estreitar essa relação, são necessários esforços para compatibilizar linguagens e tempos que permitam o diálogo virtuoso entre esses dois campos.

Cabe por fim reconhecer as distintas implicações desse cenário em transformação para países mais e menos desenvolvidos, colocando novas oportunidades e barreiras para seus sistemas de ciência, tecnologia e inovação e seus respectivos reposicionamentos no cenário global.

Ementa
Ciência aberta, comunicação da ciência e os desafios do desenvolvimento sustentável; publicações abertas e inovação; a nova economia (política) da ciência aberta e suas infraestruturas de comunicação científica: custos e benefícios (acadêmicos, sociais, econômicos); requisitos políticos e institucionais; modelos de negócio emergentes das publicações científicas abertas; oportunidades e desafios para os países em desenvolvimento.

Published in: Science
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Sarita Albagli - Que Ciência Aberta?

  1. 1. Que Ciência Aberta? Sarita Albagli Pesquisadora do IBICT. Professora do Programa de Pós em Ciência da Informação /IBICT-UFRJ “O impacto político e social dos periódicos e das pesquisas que comunicam”
  2. 2. Colaboradores ANDRÉ APPEL HEBE VESSURI CAMERON NEYLON LESLIE CHAN MARIANO FRESSOLI
  3. 3. Ciência Aberta: movimento de movimentos • Publicações científicas abertas • Cadernos abertos de laboratório • Dados científicos abertos • Ferramentas científicas abertas • Ciência cidadã • Recursos Educacionais Abertos
  4. 4. NOVAS BASES SOCIOTÉCNICAS  Datificação e digitalização  Novas plataformas e culturas de compartilhamento, abertura, colaboração e coprodução  Mudanças na avaliação, métricas e ferramentas de análise NOVAS AGENDAS - ODS Crise planetária: urgência e complexidade  Crise de soluções: novas formas de abordar problemas e definir soluções  Novas questões e modos de produzir CT&I Novos paradigmas?
  5. 5. Ciência aberta em questão Aumentar a velocidade e a produtividade da ciência, tecnologia e inovação VERTENTE PRAGMÁTICA Expandir a base social, a porosidade e a interlocução da ciência com outros saberes VERTENTE DEMOCRÁTICA Para que? Para quem? Em que condições? O que conta? Quem conta?
  6. 6. Agenda • O FUTURO da COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA • As visões e estratégias de INTERNACIONALIZAÇÃO • Os novos modelos de negócio e a INDEPENDÊNCIA das INFRAESTRUTURAS • Os novos desafios da ABERTURA • A ciência (do) COMUM
  7. 7. O futuro da comunicação científica • “Se espera que el acceso abierto se ajuste a las formas, normas y rutinas de las revistas y artículos.” • “aparecen nuevas formas de publicación” > “plataformas de publicación” • “dada la perspectiva de transformaciones profundas aunque en buena medida impredecibles, ¿qué podemos pensar sobre el futuro de la comunicación científica? • “escudriñar el futuro focalizándonos en esas funciones más que en los formatos de la comunicación vigentes hoy en día” > el “Gran Diálogo” en la producción de conocimiento
  8. 8. Que internacionalização? • “performance of excellence rather than excellent performance” • Quality is not objective > International = North Atlantic > “their interests are not in fact global” • “the implicit goal of creating a new cycle of dependency (usually referred to ‘creating new markets for services’) on systems built for and within the North Atlantic region” • “open scholarship” […] is also often tied to systems and structures that require access to significant – and costly – technical infrastructures”
  9. 9. Open Science Vs Enclosure of scholarly infrastructures • In order to support the spirit of open science, we need to think beyond the confines of the genre of the academic journal and the narrow set of standards and quality markers designed and controlled by profit driven entities. • “the same global system of validation, controlled by an increasingly small number of corporate players from the global North.” • We should pause and reflect on what we may be giving up in the name of “professionalization” and “internationalization”, and question who gets to set standards, for whom, and to what end. • Open science > opening up the entire research life cycle > enabling and keeping infrastructure open, independent, and public for diverse forms of outputs and processes, our collective labour from surveillance and commercial exploitation.
  10. 10. Os desafios da abertura apenas começam • “El acceso abierto a las publicaciones [...] lejos de ser el final del camino, los desafíos de la apertura recién comienzan.” • Apertura significa cambios. “contribuir al desarrollo inclusivo y la ampliación de la democracia.” • “las publicaciones científicas continúan promoviendo un modelo de comunicación unidireccional y focalizado casi exclusivamente en un público experto reducido.” • Se trata de explorar de qué manera las revistas pueden integrarse con el resto de las herramientas y experiencias de ciencia abierta. > la publicación como un espacio dinámico • ¿Contribuirán los nuevos formatos a acelerar la resolución de problemas científicos, pero también sociales y ambientales? ¿Permitirán integrar diferentes experticias en pos de alcanzar nuevas formas de inteligencia colectiva?
  11. 11. Da Ciência Aberta à Ciência (do) Comum • Comunicação científica > colocar EM COMUM > encontro na diferença > EXTRAMUROS > RELACIONAL • Ciência Cidadã – não é mera produção de dados > interlocução, coprodução, reconhecimento, PIC, autoria, benefícios • Condições, processos >> resultados, impactos > Protocolos e infraestruturas do comum • Ciência Aberta – Inovação Aberta – Inovação Cidadã
  12. 12. Programa de Pesquisa Ciência Aberta e Inovação Cidadã Liinc IBICT PPGCI/IBICT-UFRJ Sarita Albagli Coordenadora André Appel Vanessa Jorge Allan Yu Anne Clinio Beatriz Martins Daniel S. Ribeiro HHesley Pyey Py Henrique Parra Miguel Papi Paulo Guanaes Luana Rochaana Rocha Victor BarcellosLuana Sallesa Salles Pascal Aventurier Juliana Barros

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