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Fisiologia do Tecido Ósseo e Cartilagens

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Algumas pessoas imaginam os próprios ossos como “estruturas duras e sem vida”. Mas isso é um equívoco. Os ossos do nosso corpo são tecidos vivos. Eles têm seus próprios vasos sanguíneos e células vivas, que os ajudam a crescer e a reparar-se. Além disso, proteínas, sais minerais e vitaminas também formam o tecido ósseo. Mais informações: http://artrose.med.br/?page_id=11

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Fisiologia do Tecido Ósseo e Cartilagens

  1. 1. FACULDADE DE MEDICINA UNINOVE
  2. 2. SISTEMA LOCOMOTOR ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA PROF CAIO GONÇALVES DE SOUZA
  3. 3. Fisiologia do Tecido Ósseo e Cartilagem
  4. 4. Tecido Ósseo
  5. 5. Esqueleto
  6. 6. Tipos de Ossos • Ossos longos • Ossos largos ou laminares • Ossos curtos • Ossos sesamóides • Ossos Irregulares
  7. 7. Osso • Epífise (Apófise) • Metáfise • Diáfise
  8. 8. Osso • Osso esponjoso • Osso Cortical
  9. 9. Osso • Canal de Volkmann – Transversal • Canal de Havers – Longitudinal
  10. 10. Classificação Tecido Ósseo • Osso Primário – Imaturo • Osso Secundário – Lamelar
  11. 11. Osso Lamelar
  12. 12. Funções do Tecido Ósseo • Sustentação • Proteção dos órgãos internos • Reserva de Cálcio e Fósforo • Produção de células do sangue na medula óssea • Possibilitar a movimentação • Manutenção do equilíbrio ácido-base, através da absorção de sais alcalino
  13. 13. Composição do Tecido Ósseo • Componente celular – Tecido ósseo é vivo, logo permite mudanças em sua estrutura! • Matriz óssea – Matriz extracelular é endurecida pela presença de compostos de Cálcio em suas estruturas
  14. 14. Matriz Óssea • Parte inorgânica (65%) – cálcio e fosfato (hidroxiapatita) – íons de potássio, magnésio, citrato, sódio e bicarbonato • Parte orgânica (35%) – colágeno tipo I (90%) – glicoproteínas (sulfato de condroitina) – proteoglicanas
  15. 15. Hidroxiapatita • Ca10(PO4)6(OH)2
  16. 16. Resistência Mecânica • Arquitetura óssea (geometria) • Microarquitetura • Composição do tecido ósseo – Hidroxiapatita + Colágeno tipo 1
  17. 17. ARQUITETURA ÓSSEA • GEOMETRIA • MICROARQUITETURA LAMELAR E TRABECULAR
  18. 18. Células do Tecido Ósseo • Osteócitos – fundamental na manutenção da integridade da matriz óssea – localizados em cavidades ou lacunas dentro da matriz óssea – Originam-se de osteoblastos (quando estes são envolvidos completamente pela matriz óssea)
  19. 19. Células do Tecido Ósseo • Osteoblastos – Sintetizam a parte orgânica da matriz óssea – Responsáveis pela mineralização da matriz
  20. 20. Células do Tecido Ósseo
  21. 21. Células do Tecido Ósseo • Osteoclastos – Absorção e remodelação do tecido ósseo – Derivadas de monócitos
  22. 22. Células do Tecido Ósseo
  23. 23. Formação do Tecido Ósseo • Ossificação intramembranosa • Ossos laminares • Ossificação endocondral • Ossos longos • Forma cartilagem antes de mineralizar
  24. 24. Embriologia • Inicialmente se forma a cartilagem • Depois esta é mineralizada  Osso
  25. 25. Embriologia
  26. 26. Remodelação Óssea • Interleucinas 1 e 6 • TGF alfa (Transforming Growth Factors) • BMPs (Bone Morfogenetic Proteins) • FGFs (Fibroblasts Growth Factors) • PDGFs(Platelet Derived Growth Factors)
  27. 27. Vitamina D
  28. 28. Vitamina D
  29. 29. Vitamina D
  30. 30. Vitamina D • Nível ideal – 800 a 1.200 UI/dia • Fontes naturais – Gordura do leite – Fígado de peixes de águas frias • Produção natural – 7-dihidrocolesterol + UVB = colicalciferol
  31. 31. Vitamina D3 Suplementação Oral • Suplementação de D3 ou D2 –Fígado -> 25-hidrocolicalciferol (calcidiol) –Rins -> 1,25 dihidrocolicalciferol (calcitriol)
  32. 32. Vitamina D3 Suplementação Oral • Doses de Manutenção – 400 to 800 IU diárias para jovens – 1000 to 2000 IU diárias para idosos e pessoas com baixa exposição ao Sol
  33. 33. Ações da Vitamina D • Absorção intestinal e Reabsorção tubular renal do Cálcio • Reduz os níveis de PTH • Estimula a osteogênese pelos osteoblastos • Ação antibiótica respiratória
  34. 34. Ações da Vitamina D • Modulação do equilíbrio • Aumenta a força muscular • Estimula a diferenciação e inibe a proliferação celular (Proteção contra câncer de mama, próstata e intestino)
  35. 35. Efeito do Cálcio e Vitamina D em taxa de fraturas não vertebrais em homens e mulheres saudáveis
  36. 36. Segurança da Vitamina D Low Ideal High Toxic 0 30 60 90 25(OH)D ng/mL Hipercalciúria Hipercalcemia Ampla margem de segurança 10.000 IU/day for 6 months- no side effects (Vieth e col, Am J Clin Nutr 2001)
  37. 37. Cálcio
  38. 38. Cálcio • Mineral mais comum no corpo humano • 99% encontrado nos ossos • Nível sérico e extracelular não podem aumentar muito (precipitação)
  39. 39. Funções do Cálcio • Vasodilatação e vasoconstrição • Sinapses dos nervos • Contração muscular • Secreção de hormônios como a Insulina
  40. 40. Funções do Cálcio • Resistência mecânica do esqueleto • Contração muscular • Coagulação sanguínea • Secreção de hormômios • Secreção de neurotransmissores • Aderência celular
  41. 41. Ingestão diária recomendada Recommended Dietary Allowance (RDA) for Calcium Life Stage Age Males (mg/day) Females (mg/day) Infants 0-6 months 200 (AI) 200 (AI) Infants 6-12 months 260 (AI) 260 (AI) Children 1-3 years 700 700 Children 4-8 years 1,000 1,000 Children 9-13 years 1,300 1,300 Adolescents 14-18 years 1,300 1,300 Adults 19-50 years 1,000 1,000 Adults 51-70 years 1,000 1,200 Adults 71 years and older 1,200 1,200 Pregnancy 14-18 years - 1,300 Pregnancy 19-50 years - 1,000 Breast-feeding 14-18 years - 1,300 Breast-feeding 19-50 years - 1,000
  42. 42. Biodisponibilidade Dietética e Equivalência ao Leite ALIMENTOS g Ca mg Absor. (%) Absor. (mg) Equiv. LEITE 260 300 32,1 96,3 1 FEIJÃO 177 50 15,6 7,8 12,3 BRÓCOLIS 71 35 61,3 21,5 4,5 COUVE 65 47 58,8 27,6 3,5 ESPINAFRE 90 122 5,1 6,2 15,5
  43. 43. Alimentação DIETA “POBRE” DIETA HIPOCÁLCICA HIPOVITAMINOSE D DIETA “RUIM” VERDURA COSIDA DIETA HIPERPROTÊICA ALCOOLISMO INTOLERÂNCIA À LACTOSE DISTÚRBIOS GASTROINTESTINAIS
  44. 44. Suplementação de Cálcio  Administração após refeições leves Antes do almoço e jantar  Dose máxima de 550 mg/ tomada (- dieta)  Sais de Cálcio  Carbonato  Citrato Fosfato tribásico
  45. 45. Carbonato Citrato Fosfato Tribásico % Cálcio Elementar 40,0% 24,1% 38,8% Estudos Disponíveis ++++ ++ + A quem indicar?  Crianças e Adolescentes  Homens e mulheres de qualquer idade  Grávidas e lactantes  Acloridría  Neo Gástrica  Gastrite Atrófica  Cirurgia Bariátrica  Litíase Renal  Homens e Mulheres > 70 anos com baixa ingestão de fósforo (raro)  Intolerância a Lactose  Institucionalizados  Dificuldade de se alimentar
  46. 46. Cartilagem Hialina
  47. 47. Cartilagem
  48. 48. Componentes • Condrócitos (células) • Matriz extracelular – Colágeno tipo 2 – Agregado de proteoglicanos • Glicosaminoglicanas (GAGs) • Água
  49. 49. Produção da Cartilagem
  50. 50. Proteoglicanas • Proteínas extracelulares ligadas a glicosaminoglicanos • Função: – Rigidez a matriz – Resistir a compressão – Preencher espaços
  51. 51. Proteoglicanos
  52. 52. Glicosaminoglicanos • Compostos polissacarídicos de longas cadeias não ramificadas • Componente importante dos tecidos conectivos e da cartilagem • Possuem alta quantidade de carga negativa, e por isso acabam atraindo cátions (Sódio) • Capacidade de atrair água (hidratar) a matriz
  53. 53. Glicosaminoglicanos • Sulfato de Condroitina • Queratan Sulfato (Keratan)
  54. 54. A compressão da matriz libera água e diminui o volume da cartilagem. A descompressão restabelece o volume
  55. 55. Colágeno
  56. 56. Colágeno • Maior constituinte dos tecidos conectivos animais: – bovinos – suinos – peixes – aves
  57. 57. Colágeno • Gelatina = forma desnaturada de colágeno • Hidrólise enzimática solubiliza a gelatina • Solúvel em água fria • Grau farmacêutico e grau alimento
  58. 58. Colágeno • Colágeno Hidrolizado OU • Peptídeos de Colágeno • Colágeno tipo II não desnaturado
  59. 59. Colágeno Hidrolizado • Polipeptídeos (1 a 20 Kda) – Digeridos (peptidases) – Hidrolizados (enzimas FDA) • Pool de Oligopeptídeos (1 a 2 KDa) • Aminoácidos livres • Dipeptídeos, Tripeptídeos, Tetrapeptídeos
  60. 60. Mecanismo de ação  Aumento da expressão de genes dos maiores componentes da matrix extracelular: agrecan e colágeno tipo II  Podem prevenir a degradação da matrix da cartilagem pelo aumento da produção de agrecan e colágeno tipo II
  61. 61. Articulação Cartilagem hialina + Líquido sinovial
  62. 62. Líquido sinovial • Lubrificação Articular • Menor estresse mecânico • Nutrição do condrócito • Agregação de Proteoglicanos e Glucosaminoglicanos.
  63. 63. Condrócito Proteoglicano Agrecano Matriz Cart. Extracelular Líquido sinovial Cartilagem normal Boa função articular Sinoviócitos
  64. 64. DÚVIDAS?

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