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dissertações (...)

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dissertações (...)

  1. 1. Parava no larguinho em frente aos postes da EDP. Fazíamos fila e esperávamos ansiosos anossa vez desde cedo, pois desta maneira tínhamos mais livros para escolher.E era assim todos os meses.. A carrinha da Gulbenkian trazia-nos o que poucos tinham emcasa. Livros.À exceção dos amigos mais próximos, nunca pude partilhar com mais ninguém as minhasleituras, conhecer opiniões de quem já lera os mesmos livros, mostrar imagens das minhasfantasias com o que lia. Era o que tínhamos, era o que havia, e era.E crescemos, e a sociedade evolui, e os tempos mudam, mas as vontades…Hoje já não esperamos a carrinha, e muitas vezes nem à biblioteca vamos ver as “novidades”.Esperamos no sofá de casa, ou no espaço internet mais perto, que nos cheguem notícias sobreo que lá se passa.E a biblioteca diz-nos. E isto porque estejamos ou não de acordo, tentemos ou não arranjarestratégias, para dinamizar “a casa dos livros”, a sociedade de hoje assim o exige. O acesso, apartilha e a divulgação da informação, requerem-se de forma imediata e atualizada.E eu que continuo a preferir o cheiro dos livros, levo esse incenso em palavras e imagens quetransporto virtualmente e te dou e partilho contigo para que saibas que os livros continuam cáe que na verdade, o que nos preenche e transforma continua a estar no folhar de um livro.

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