TOPONIMIA

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TRABALHO SOBRE A REGIÃO INUNDADA DA BARRAGEM DE SOBRADINHO NO ESTADO DA BAHIA - BRASIL

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TOPONIMIA

  1. 1. Objetivo Demonstrar a Toponímia da Região inundada pela barragem de Sobradinho Valor Histórico Francisco ReZende
  2. 3. Rio São Francisco <ul><li>Hierotopônimos : topônimos relativos a nomes sagrados de crenças diversas, a efemérides religiosas, às associações religiosas e aos locais de culto </li></ul><ul><li>Foi o navegador Américo Vespúcio que primeiro conheceu-lhe a foz, em 4 de outubro de 1501, dia do Santo que lhe deu o nome </li></ul>
  3. 5. A Barragem de Sobradinho
  4. 6. Histórico <ul><li>A história de Sobradinho é atípica. No antigo distrito,localizado a 46 quilômetros da sede do município de Juazeiro, ao qual pertencia, iniciaram-se em 1973, as obras de construção da barragem de Sobradinho. Logo a povoação tornou-se um grande núcleo urbano, habitado pelos trabalhadores que edificavam a barragem. </li></ul>
  5. 7. O projeto da CHESF <ul><li>Companhia Hidro Elétrica do São Francisco </li></ul><ul><li>Depois de concluída a construção, organizar a retirada dos trabalhadores e destruir o núcleo urbano formado. No entanto, diante de forte mobilização dos moradores que através de plebiscito em 1989, acabou por se tornar uma cidade permanente. Orgulho da engenharia brasileira, a barragem forma o maior lago artificial do mundo. Município de Sobradinho </li></ul>
  6. 16. Sobradinho <ul><li>ECOTOPÔNIMO – relativo`as habitações em geral </li></ul><ul><li>Motivação Toponímica – originou em </li></ul><ul><li>função de um pequeno sobrado localizado próximo a cachoeira, para operação do sistema </li></ul><ul><li>de eclusa, a qual era chamada de cachoeira do Sobrado ou cachoeira do Sobradinho. </li></ul><ul><li>Gentílico: sobradinhense </li></ul>
  7. 17. Sobradinho
  8. 18. Remanso <ul><li>    Hidrotopônimo : relativo  a acidentes hidrográficos em geral </li></ul><ul><li>Motivação Toponímica </li></ul><ul><li>A existência na época, de um redemoinho formado pelo Rio São Francisco em frente à cidade. </li></ul><ul><li>Gentílico - Remansense </li></ul>
  9. 19. Remanso
  10. 26. Casa Nova <ul><li>Cronotopônimos: topônimo relativo a indicadores cronológicos representados pelo adjetivo novo (a), velho (a) </li></ul><ul><li>Após a inundação passou a existir Casa Nova Velha e Casa Nova </li></ul><ul><li>Gentílico - casanovense </li></ul>
  11. 34. Sento Sé <ul><li>Antropotopônimo: topônimos relativos aos nomes próprios individuais </li></ul><ul><li>O nome inicial era de um índio chamado </li></ul><ul><li>CENTO – CÊ , com a mudança da ortografia passou a chamar-se Sento Sé </li></ul><ul><li>Gentílico - Sentoseense </li></ul>
  12. 40. Pilão Arcado <ul><li>Ergotopônimos : topônimos relativos aos elementos da cultura material </li></ul><ul><li>Conta a tradição local que a denominação está ligada a uma lenda de pescadores que encontraram um pilão, com formato de uma curva em arco, em uma das margens do Rio São Francisco, e passaram a utilizá-lo para pilar o sal que salgava o peixe </li></ul><ul><li>Gentílico - Pilãoarcadense </li></ul>
  13. 47. Referência Bibliográfica <ul><li>Dick , M.V. de P. do A. 1980. A motivação Toponímica e a realidade brasileira. São Paulo, Arquivo do Estado. </li></ul><ul><li>Dick , M.V. de P. do A. 1975. O problema das taxionomias toponímicas: uma contribuição metodológica. Separata da Revista Língua e Literatura. </li></ul><ul><li>Prefeituras de Remanso, Casa nova, Sento Sé, Pilão Arcado e Sobradinho. </li></ul><ul><li>Professora Maria do Socorro Reis – “Socorro Balaio” Tel 074 3537 2142 e 074 3537 2085 – Sento Sé - Bahia </li></ul><ul><li>Sargento de Marinha Ramos – contribuição com material de apresentação. </li></ul><ul><li>Sites das prefeituras das Cidades de Remanso, Casa Nova, Sento Sé, Pilão Arcado e Sobradinho </li></ul>
  14. 48. As águas baixam
  15. 49. Mostram Remanso
  16. 50. Mostram Pilão Arcado
  17. 51. Mostram Sento Sé
  18. 52. Mostram Casa Nova
  19. 53. Só não mostram a vida dos ex moradores
  20. 54. O Compadre D´água
  21. 55. <ul><li>“ Não é um medo total, mas um respeito que eu tenho pela água. Eu sou pescador </li></ul><ul><li>profissional e há mais de 30 anos que eu pesco neste rio. Eu nunca tive um acidente nesse </li></ul><ul><li>rio porque toda vida tive respeito pelo rio. A pessoa que não respeita sofre as </li></ul><ul><li>conseqüências (...) ah, de ter o barco virado pelo caboclo d´água (...) porque o compadre </li></ul><ul><li>não gosta de quem zomba dele, de quem suja onde ele mora (...) ah, vou te contar a </li></ul><ul><li>estória: O caboclo d’água tem 1,5 metros de altura. Ele é todo cabeludo. Parece um </li></ul><ul><li>macaco mesmo. Só que a cabeça dele parece uma cuia. Não tem um fio de cabelo na </li></ul><ul><li>cabeça. A simpatia que a gente tem com o caboclo d’água é o seguinte. A gente leva para </li></ul><ul><li>ele uma pinga e um fumo. É o fumo de rolo que a gente compra, mais ou menos umas 200 </li></ul><ul><li>gramas e põe lá em uma pedra, ou em cima de um toco, ou no barranco e oferece para o </li></ul><ul><li>compadre. No outro dia, que a gente vai lá buscar, não está porque ele já pegou. Então 21 </li></ul><ul><li>ele fica muito agradecido com aquilo e recompensa que ele dá para a gente é o peixe que </li></ul><ul><li>ele pega e põe no anzol para a gente(...) eu acredito sim porque tudo o que tem na terra </li></ul><ul><li>tem na água né ”. ( José, 67 anos, pescador profissional). </li></ul>
  22. 56. <ul><li>Ah menina eu já vi fui duas vezes já (..).ele é tipo uma pessoa, só que se a gente </li></ul><ul><li>maltratar ele, ele joga no rio. Mas como a gente convive no rio ele já conhece a gente, </li></ul><ul><li>então ele não faz nada pra gente (...).são vários, mas eu já vi dois. Ele é cabeçudo, </li></ul><ul><li>pequeno, não tem cabelo, só que ele não fala com a gente.(..).eu vi ele de dia...um dia a </li></ul><ul><li>gente estava pescando na época em que desce muitos troncos no rio e ele estava lá </li></ul><ul><li>brincando em cima dos troncos.Ele apareceu porque a gente é acostumado no rio e ele já </li></ul><ul><li>está acostumado com a gente. Se as outras pessoas maltratar ele, se chegar gente de fora </li></ul><ul><li>ele não aceita, .a pessoa morre (..).não é ele quem mata não, mas é que a pessoa não </li></ul><ul><li>conhece o rio e pensa que não tem nada e vai entrando, entrando e </li></ul><ul><li>desaparece....aconteceu muito aqui em Ibiaí. Gente que vem pra cá, de outro lugar, </li></ul><ul><li>tomar banho no rio, pescar e não voltou mais nunca, ninguém achou e é por causa do </li></ul><ul><li>encanto da água, do compadre d´água. Ele não faz nada com a gente que é pescador e </li></ul><ul><li>até ele ajuda a gente quando a pesca tá ruim, mas você tem que dar alguma coisinha pra </li></ul><ul><li>ele, uma garrafa de pinga, um pedaço de fumo e aí você coloca na beira do rio pra ele </li></ul><ul><li>ajudar a gente na pescaria. Quando a gente não põe ele atrapalha a pesca porque eles </li></ul><ul><li>ficam esperando e se a gente não coloca ele atrapalha .(Domingas, 48 anos, pescadora </li></ul><ul><li>profissional) </li></ul>
  23. 57. Carrancas
  24. 62. <ul><li>“ O sertão vai virar mar...” </li></ul><ul><li>Antonio Consellheiro </li></ul>

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