Pre modernismo.lobato.augusto&aranha

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Pre modernismo.lobato.augusto&aranha

  1. 1. Pré-Modernismo Monteiro Lobato, Augusto dos Anjos & Graça Aranha
  2. 2. José (Bento) Renato Monteiro Lobato
  3. 3. Vida: 1882-1948, São Paulo-Argentina; Advogado, jornalista, editor, adido cultural brasileiro nos Estados Unidos.
  4. 4.  Literatura Infantil 1920 - A menina do narizinho arrebitado 1921 - Fábulas de Narizinho Obras: 1921 - Narizinho arrebitado 1921 - O Saci 1922 - O marquês de Rabicó 1922 - Fábulas 1924 - A caçada da onça 1924 - Jeca Tatuzinho Temática adulta 1924 - O noivado de Narizinho 1927 - As aventuras de Hans Staden O Saci Pererê: resultado de um inquérito 1928 - Aventuras do príncipe (1918) 1928 - O Gato Félix Urupês (1918) 1928 - A cara de coruja Problema vital (1918) 1929 - O irmão de Pinóquio Cidades mortas (1919) 1929 - O circo de escavalinho Idéias de Jeca Tatu (1919) 1930 - Peter Pan Negrinha (1920) 1930 - A pena de papagaio A onda verde (1921) 1931 - Reinações de Narizinho O macaco que se fez homem (1923) 1931 - O pó de pirlimpimpim Mundo da lua (1923) 1932 - Viagem ao céu Contos escolhidos (1923) 1933 - Caçadas de Pedrinho O garimpeiro do Rio das Garças (1924) 1933 - Novas reinações de Narizinho O choque (1926) 1933 - História do mundo para as crianças Mr. Slang e o Brasil (1927) 1934 - Emília no país da gramática Ferro (1931) 1935 - Aritmética da Emília América (1932) 1935 - Geografia de Dona Benta Na antevéspera (1933) 1935 - História das invenções Contos leves (1935) 1936 - Dom Quixote das crianças O escândalo do petróleo (1936) 1936 - Memórias da Emília Contos pesados (1940) 1937 - Serões de Dona Benta O espanto das gentes (1941) 1937 - O poço do Visconde Urupês, outros contos e coisas (1943) 1937 - Histórias de Tia Nastácia A barca de Gleyre (1944) 1938 - O museu da Emília Zé Brasil (1947) 1939 - O Picapau Amarelo Prefácios e entrevistas (1947) 1939 - O minotauro Literatura do minarete (1948) 1941 - A reforma da natureza Conferências, artigos e crônicas (1948) 1942 - A chave do tamanho Cartas escolhidas (1948) 1944 - Os doze trabalhos de Hércules Críticas e Outras notas (1948) 1947 - Histórias diversas Cartas de amor (1948)
  5. 5. Características e temáticas Preocupação em  Região do vale do denunciar os Paraíba-SP e sua problemas das decadência; pessoas do interior;  Os problemas da Formalmente ainda queda do café. se aproximava da literatura oficial da época.
  6. 6. Urupês Desmistificação da tradição “alencarina” de que a mestiçagem de índio com branco gerava uma nação forte. Urupês: espécie de fungo parasita, metáfora do caboclo que esgota os recursos da terra e depois vai embora dela.
  7. 7. Negrinha – Monteiro Lobato Negrinha era uma pobre órfã de sete anos. Preta? Não; fusca, mulatinha escura, de cabelos ruços e olhos assustados. Nascera na senzala, de mãe escrava, e seus primeiros anos vivera-os pelos cantos escuros da cozinha, sobre velha esteira e trapos imundos. Sempre escondida, que a patroa não gostava de crianças. Excelente senhora, a patroa. Gorda, rica, dona do mundo, amimada dos padres, com lugar certo na igreja e camarote de luxo reservado no céu. Entaladas as banhas no trono (uma cadeira de balanço na sala de jantar), ali bordava, recebia as amigas e o vigário, dando audiências, discutindo o tempo. Uma virtuosa senhora em suma — “dama de grandes virtudes apostólicas, esteio da religião e da moral”, dizia o reverendo. Ótima, a dona Inácia. Mas não admitia choro de criança. Ai! Punha-lhe os nervos em carne viva. Viúva sem filhos, não a calejara o choro da carne de sua carne, e por isso não suportava o choro da carne alheia. Assim, mal vagia, longe, na cozinha, a triste criança, gritava logo nervosa: — Quem é a peste que está chorando aí? Quem havia de ser? A pia de lavar pratos? O pilão? O forno? A mãe da criminosa abafava a boquinha da filha e afastava-se com ela para os fundos do quintal, torcendo-lhe em caminho beliscões de desespero. — Cale a boca, diabo! No entanto, aquele choro nunca vinha sem razão. Fome quase sempre, ou frio, desses que entanguem pés e mãos e fazem- nos doer... Assim cresceu Negrinha — magra, atrofiada, com os olhos eternamente assustados. Órfã aos quatro anos, por ali ficou feito gato sem dono, levada a pontapés. Não compreendia a idéia dos grandes. Batiam-lhe sempre, por ação ou omissão. A mesma coisa, o mesmo ato, a mesma palavra provocava ora risadas, ora castigos. Aprendeu a andar, mas quase não andava. Com pretextos de que às soltas reinaria no quintal, estragando as plantas, a boa senhora punha-a na sala, ao pé de si, num desvão da porta. — Sentadinha aí, e bico, hein? Negrinha imobilizava-se no canto, horas e horas. — Braços cruzados, já, diabo!
  8. 8. Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos
  9. 9. Vida: 1884-1914, na Paraíba-Minas Gerais; Advogado, professor de literatura, colaborador em jornais.
  10. 10. Características e temáticas Relação entre  Pessimismo; Parnasianismo (as  Temas antipoéticos formas e estruturas - (decomposição da soneto) e Simbolismo matéria). (a construção de imagens); Intertextualidade com o Científico; Divagações metafísicas; Angústia existencial; Visão filosófica, niilista e fatalista da existência
  11. 11. Obra:
  12. 12. Psicologia de um vencido Eu, filho do carbono e do amoníaco, Monstro de escuridão e rutilância, Sofro, desde a epigênese da infância, A influência má dos signos do zodíaco. Profundissimamente hipocondríaco, Este ambiente me causa repugnância... Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia Que se escapa da boca de um cardíaco. Já o verme - este operário das ruínas - Que o sangue podre das carnificinas Come, e á vida em geral declara guerra, Anda a espreitar meus olhos para roê-los, E há de deixar-me apenas os cabelos, Na frialdade inorgânica da terra!
  13. 13. O pulso – Arnaldo Antunes O pulso ainda pulsa O pulso ainda pulsa... Peste bubônica Câncer, pneumonia Raiva, rubéola Tuberculose e anemia Rancor, cisticircose Caxumba, difteria Encefalite, faringite Gripe e leucemia... E o pulso ainda pulsa E o pulso ainda pulsa Hepatite, escarlatina Estupidez, paralisia Toxoplasmose, sarampo Esquizofrenia Úlcera, trombose Coqueluche, hipocondria Sífilis, ciúmes Asma, cleptomania... E o corpo ainda é pouco E o corpo ainda é pouco Assim... Reumatismo, raquitismo Cistite, disritmia Hérnia, pediculose Tétano, hipocrisia Brucelose, febre tifóide Arteriosclerose, miopia Catapora, culpa, cárie Câimba, lepra, afasia... O pulso ainda pulsa E o corpo ainda é pouco Ainda pulsa Ainda é pouco
  14. 14. Versos íntimos Vês! Ninguém assistiu ao formidável Enterro de tua última quimera. Somente a Ingratidão - esta pantera - Foi tua companheira inseparável! Acostuma-te à lama que te espera! O Homem, que, nesta terra miserável, Mora, entre feras, sente inevitável Necessidade de também ser fera. Toma um fósforo. Acende teu cigarro! O beijo, amigo, é a véspera do escarro, A mão que afaga é a mesma que apedreja. Se a alguém causa inda pena a tua chaga, Apedreja essa mão vil que te afaga, Escarra nessa boca que te beija!
  15. 15. A última quimera – Ana Miranda
  16. 16. José Pereira de Graça Aranha
  17. 17. Vida: 1868-1931no Maranhão-Rio de Janeiro; Advogado, diplomata; Membro da Academia Brasileira de Letras; Participantes da Semana de Arte Moderna.
  18. 18. Características e temáticas Cientificismo;  Imigração alemão Naturalismo; para o Brasil. Impressionismo; Personagens inverossímeis.
  19. 19. Obras: Canaã, 1902 Malasarte, 1911 A Estética da Vida, 1921 Espírito Moderno, 1925 Futurismo (manifesto de Marinetti e seus companheiros), 1926 A Viagem Maravilhosa, 1929 O manifesto dos mundos sociais, 1935
  20. 20. Canaã – Graça Aranha
  21. 21. Vale muito a pena ver!!!

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