Exposição violência doméstica

1,409 views

Published on

0 Comments
1 Like
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

No Downloads
Views
Total views
1,409
On SlideShare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
1
Actions
Shares
0
Downloads
25
Comments
0
Likes
1
Embeds 0
No embeds

No notes for slide

Exposição violência doméstica

  1. 1. DEFINIÇÃO DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA Qualquer acto, omissão ou conduta que serve para infligir dor física, sexual ou mental, directa ou indirectamente, por meio de enganos, ameaças, coacção ou qualquer outro meio, a qualquer mulher. Tem por objectivo e como efeito intimidá-la, puni-la, humilhá- la, ou mantê-la nos papéis estereotipados ligados ao seu sexo, ou recusar-lhe a dignidade humana, a autonomia sexual, a integridade física, mental e moral.Fontes:Guia Orientador para o Atendimento a mulheres em Situação de ViolênciaII Plano Nacional Contra a Violência Doméstica 2003-2006Site da Associação de Mulheres Contra a Violência - www.amcv.org.ptSite da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima—Manual Alcipe
  2. 2. TIPOS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA VIOLÊNCIA FÍSICA Acção ou omissão que coloque em risco ou cause dano à integridade física de uma pessoa. VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA Ameaça directa ou indirecta, humilhação, isolamento ou qualquer outra conduta que implique prejuízo à saúde psicológica, à autodeterminação ou ao desenvolvimento pessoal. VIOLÊNCIA SEXUAL Acção que obriga uma pessoa a manter contacto sexual, físico ou verbal, ou a participar de outras relações sexuais com uso da força, intimidação, manipulação, ameaça ou qualquer outro mecanismo que anule ou limite a vontade pessoal.Fontes:Guia Orientador para o Atendimento a mulheres em Situação de ViolênciaII Plano Nacional Contra a Violência Doméstica 2003-2006Site da Associação de Mulheres Contra a Violência - www.amcv.org.ptSite da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima—Manual Alcipe
  3. 3. O CICLO DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA 1. FASE DE TENSÃO CRESCENTE Existe um aumento da tensão, mas a mulher acredita que pode apaziguar a situação. 3. FASE CALMA 2. O EPISÓDIO O homem pode negar a vio- lência, dizer que estava DA AGRESSÃO alcoolizado, dizer que está Verifica-se a descarga de arrependido e promete que tensões retidas no estadio tal não volta a acontecer. anterior com maus tratos, Esta fase tende a diminuir abuso sexual e ameaças com o tempo. verbais.Fontes:Guia Orientador para o Atendimento a mulheres em Situação de ViolênciaII Plano Nacional Contra a Violência Doméstica 2003-2006Site da Associação de Mulheres Contra a Violência - www.amcv.org.ptSite da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima—Manual Alcipe
  4. 4. A VIOLÊNCIA E A LEI A Constituição da República Portuguesa garante: - Igualdade de direitos e deveres de homens e mulheres (art. 13º); - Acesso ao direito e aos tribunais para defesa dos direitos (art. 20º); - Direito à integridade física e moral (art. 25º); - Igualdade no casamento (art. 36º). O Código Penal Português, lei n.º 59/2007, prevê e pune os crimes de violência doméstica, nomeadamente: - Maus tratos físicos e psíquicos (art. 152º); - Incumprimento do dever de alimentos (art. 250º).Fontes:Guia Orientador para o Atendimento a mulheres em Situação de ViolênciaII Plano Nacional Contra a Violência Doméstica 2003-2006Site da Associação de Mulheres Contra a Violência - www.amcv.org.ptSite da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima—Manual Alcipe
  5. 5. O QUE FAZER SE FOR VÍTIMA DE VIOLÊNCIA - Deve recorrer ao hospital mesmo sem sinais externos de agressão. - Deve apresentar queixa contra o agressor junto da PSP, GNR ou Polícia Judiciária, e exigir o documento comprovativo da queixa. - Se apresenta queixa contra o agressor e receia pela sua integridade física ou psíquica, ou a dos seus filhos, pode sair de casa. - Ocorrência de maus tratos deve tanto quanto possível, ser conhecida pelos familiares, vizinhos ou pessoas amigas.Fontes:Guia Orientador para o Atendimento a mulheres em Situação de ViolênciaII Plano Nacional Contra a Violência Doméstica 2003-2006Site da Associação de Mulheres Contra a Violência - www.amcv.org.ptSite da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima—Manual Alcipe
  6. 6. DO MITO À REALIDADE Já pode ser quebrado o ditado “Entre marido e mulher ninguém mete a colher” O Código Penal Português prevê e pune os crimes de Violência Doméstica como um CRIME PÚBLICO. A Violência Doméstica assume a natureza de crime público, o que significa que o procedimento criminal não está dependente de queixa por parte da vítima, bastando uma denúncia ou o conhecimento do crime, para que o Ministério Público promova o processo. QUEM CALA CONSENTE! NÃO CONSINTA, DENUNCIE…Fontes:Guia Orientador para o Atendimento a mulheres em Situação de ViolênciaII Plano Nacional Contra a Violência Doméstica 2003-2006Site da Associação de Mulheres Contra a Violência - www.amcv.org.ptSite da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima—Manual Alcipe
  7. 7. COMO IDENTIFICAR SE EXISTE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA - Tem medo ou receio do seu companheiro? - Tem a sensação de que necessita de andar em pontas de pés ou sem fazer qualquer barulho para não despertar a fúria do seu companheiro? - Ele toma todas as decisões por si? - É controlada no que faz, aonde vai, com quem conversa e no dinheiro que ganha? - Ele destrói os seus objectos pessoais ou ameaça matar os seus animais? - O seu companheiro, por vezes, ameaça-a de morte?Fontes:Guia Orientador para o Atendimento a mulheres em Situação de ViolênciaII Plano Nacional Contra a Violência Doméstica 2003-2006Site da Associação de Mulheres Contra a Violência - www.amcv.org.ptSite da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima—Manual Alcipe
  8. 8. COMO IDENTIFICAR SE EXISTE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA - É frequentemente obrigada a fazer algo contra a sua vontade? - Perdeu o contacto com a maioria dos seus amigos? - Sente-se isolada, como se não pudesse procurar ajuda e pensa que ninguém iria acreditar em si, mesmo que tentasse? - Perdeu o emprego por causa do seu companheiro? SE A MAIORIA DAS RESPOSTAS É POSITIVA, PRECISA DE AJUDA IMEDIATAFontes:Guia Orientador para o Atendimento a mulheres em Situação de ViolênciaII Plano Nacional Contra a Violência Doméstica 2003-2006Site da Associação de Mulheres Contra a Violência - www.amcv.org.ptSite da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima—Manual Alcipe
  9. 9. COMO AGIR FACE A UMA MULHER AGREDIDA - Estabelecer uma relação de confiança, respeito e empatia. - Deixar a vítima contar a sua história, sem emitir julgamentos. - Utilizar linguagem simples. - Não fazer perguntas irrelevantes. - Mostrar confiança na resolução dos problemas. - Não fazer promessas irrealistas. - Deixar à vitima o máximo de iniciativa possível.Fontes:Guia Orientador para o Atendimento a mulheres em Situação de ViolênciaII Plano Nacional Contra a Violência Doméstica 2003-2006Site da Associação de Mulheres Contra a Violência - www.amcv.org.ptSite da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima—Manual Alcipe
  10. 10. EQUIPA MULTIDISCIPLINAR Uma abordagem de sucesso é sempre feita com recurso a uma INTERVENÇÃO MULTIDISCIPLINAR. O primeiro técnico a ter contacto com a vítima, ajuda a abrir a porta a todos os recursos existentes na comunidade . Na comunidade existe uma rede: - A Rede de Apoio a Mulheres em Situação de Violência - ARSLVT/Sub-região de Saúde de Setúbal/Centro de Saúde de Montijo Hospital de Nossa Senhora do Rosário, E.P.E Comissão de Protecção de Crianças e Jovens Equipa de Coordenação dos Apoios Hospital do Montijo Educativos do Montijo, Alcochete e Moita Rede de Apoio a PSP Mulheres em Situação GNR de Violência Instituto de Reinserção Social Câmara Municipal de Montijo Centro de Emprego do Montijo Instituto de Segurança Social CERCIMA – Cooperativa para a Educação e Reabilitação do Cidadão InadaptadoFontes:Guia Orientador para o Atendimento a mulheres em Situação de ViolênciaII Plano Nacional Contra a Violência Doméstica 2003-2006Site da Associação de Mulheres Contra a Violência - www.amcv.org.ptSite da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima—Manual Alcipe
  11. 11. A NOSSA EXPERIÊNCIAEm 2005 o Serviço de Urgência Geral do Hospital de NossaSenhora do Rosário, EPE iniciou a implementação do Projectode Apoio a Mulheres Vítimas de Violência Doméstica. Em 2006 sinalizámos 176 vítimas de violência doméstica. Em 2007 esse número subiu para 193.
  12. 12. IDADE DAS UTENTES/VÍTIMAS 73 49 48 43 38 33 17 14 15 10 10 6 4 5 2 2 10-19 anos 20-29 anos 30-39 anos 40-49 anos 50-59 anos 60-69 anos 70-79 anos 80-89 anos 2006 2007Regista-se uma maior incidência de vítimas de violência doméstica entre os 30 e os 50 anos. LOCAL DE RESIDÊNCIA DAS UTENTES/VÍTIMAS 32 33 29 27 24 24 24 21 20 20 17 15 13 11 9 8 7 7 5 5 3 3 3 2 1 2 1 1 1 0 1 0 0 0 Baixa da Banheira Rio Maior Palhais Moita Lisboa Alto Seixalinho Montijo Sto. Ant.º Charneca Santo André Alcochete Poceirão Barreiro Viseu Lavradio Alhos Vedros Verderena Vale da Amoreira 2006 2007
  13. 13. RELAÇÃO DO AGRESSOR COM A VÍTIMA78 77 76 60 7 7 9 8 6 4 4 4 1 2 2 3 1 2 2 1 0 3 2 1 1 0 1 1 2 3 1 0 0 0 0 0 Filho Neto Tio Cunhado Pais Sogra Ex-marido Namorado Ex-namorado Sogro Sobrinho Genro Ex-companheiro Marido Amigo/Conhecido Padrasto IrmãoCompanheiro 2006 2007 O agressor é frequentemente o marido ou o companheiro. TIPOLOGIA DA AGRESSÃO 184 165 143 134 11 4 Física Psicológica Sexual 2006 2007
  14. 14. 53 Esquimoses Arma branca 75 3 7 80 Escoriações Arma de fogo 59 1 3 4 Fracturas 13 Corpo do agressor Feridas 162 165 2225 Objectos do Hematomas domicílio 21 18 78 75 Objectos da via Edemas pública 2 2 43 432006 2006 Intoxicação 3 Ofensas 41 medicamentosa 32007 verbais 2007 66 Traumatismo 13 4 psicológico taco de 12 7 basebol 0 1 7 FORMA DE AGRESSÃO Violação 2 Queimadura na Chá quente CONSEQUÊNCIAS DAS AGRESSÕES 0 0 1 face 1 Contusão 0 8 Ameaças torácica 1 0 Traumatismo 0 1 craneano/facial 1 Preseguição 0 A agressão directa e as ofensas verbais são as formas de agressão mais frequentes.
  15. 15. QUEM PRESENCIOU A AGRESSÃO 76 77 73 62 30 29 16 17 0 2 0 3 Filhos Outros Vizinhos Não foi Am igos Não responde fam iliares presenciada 2006 2007A maior parte das agressões foram presenciadas pelos filhos ou, então, não foram presenciadas. TEMPO DE AGRESSÃO 59 57 50 48 35 32 22 17 18 15 7 9 Prim eira vez Menos de 1 1-4 anos 5-9 anos 10 ou m ais Não ano anos responde 2006 2007
  16. 16. CONHECIMENTO DOS LOCAIS DE APOIO À VÍTIMA 127 113 66 60 3 0 Sim Não Não responde 2006 2007 RECORRÊNCIA AOS LOCAIS DE APOIO À VÍTIMA 163 152 30 18 6 0 Sim Não Não responde 2006 2007A maioria dos utentes não conhece, nem recorre aos locais de apoio à vítima.
  17. 17. Domicílio 136 115 Domicílio de 34 familiares 38 Domicílio de 0 amigos 7 Casa de Abrigo 5 5 0 PSP 9 2006 GNR 0 2 Espaço 2007 0 Informação 6 Mulher Outro Hospitalutentes/vítimas. Internamento 0 2 0 ENCAMINHAMENTO DAS UTENTES/VÍTIMAS 7 0 Bloco de Partos 2 É sempre respeitada a vontade das Nâo resposta 1 0
  18. 18. DADOS GLOBAIS SOBRE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA Segundo o Concelho da Europa, a violência contra as mulheres no espaço doméstico é a maior causa de morte e invalidez entre mulheres dos 16 aos 44 anos, ultrapassando o cancro, acidentes de viação e a guerra. De acordo com a Amnistia Internacional, uma em cada três mulheres no mundo sofre algum tipo de violência durante a sua vida. Em PORTUGAL no ano de 2006 - 112 mulheres foram vítimas de violência doméstica por dia; - Cerca de 900 pessoas passaram pelas casas abrigo; - 39 mulheres foram assassinadas pelos maridos ou companheiros; - Cerca de 15% do total de doentes do sexo feminino, observadas na Urgência, vivem uma relação de maus tratos.Fontes:Guia Orientador para o Atendimento a mulheres em Situação de ViolênciaII Plano Nacional Contra a Violência Doméstica 2003-2006Site da Associação de Mulheres Contra a Violência - www.amcv.org.ptSite da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima—Manual Alcipe
  19. 19. PROJECTOS FUTUROSAlargar o projecto à Urgência Pediátrica e Urgência Ginecológica/Obstétrica. Sensibilizar os profissionais para aproblemática, nomeadamente os Centros de Saúde que dão apoio às zonas deresidência com maior número de situações de Violência Doméstica.
  20. 20. CONTACTOS ÚTEISAPAV - Associação Portuguesa de Apoio à VítimaTelefones: 289820787 / 707200077 / 265534598 (Delegação de Setúbal)Comissão para a Cidadania e a Igualdade de GéneroTelefone: 217983000Associação das Mulheres Vítimas de ViolênciaTelefone: 218511223Serviço de Informação às Vítimas de Violência DomésticaTelefone: 800202148 (24 horas 7 dias por semana)PSP Barreiro - Telefones: 212076553 / 212076588PSP Montijo - Telefone: 212310144Espaço Informação Mulher (Montijo) - Telefone: 212327856Queixa on-line - http://queixaselectronicas.mai.gov.pt Pode sempre ligar o 144

×