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Espiritualidade versus Profissionalismo
"Elimine o profissionalismo de nosso meio, ó Deus, e em seu lugar dai-nos uma oraç...
Quinto, "devoção fervorosa a Jesus".
Houve um tempo em que tudo era Jesus. As nossas canções só falavam d'Ele. As nossas p...
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Espiritualidade versus profissionalismo

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Artigo do pastor Adriano Xavier Machado.

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Espiritualidade versus profissionalismo

  1. 1. Espiritualidade versus Profissionalismo "Elimine o profissionalismo de nosso meio, ó Deus, e em seu lugar dai-nos uma oração apaixonada, pobreza de espírito, fome de ti, estudo rigoroso das coisas sagradas, devoção fervorosa a Jesus Cristo, extrema indiferença diante de todo lucro material e o labor incessante para resgatar os que estão perecendo, aperfeiçoar os santos e glorificar nosso soberano Senhor" (John Piper) Eis uma citação que vale a pena fazermos algumas considerações. Enxergando o perigo do profissionalismo ministerial ou mesmo eclesiástico, John Piper faz uma súplica aos céus. Ele compreendeu que somente uma intervenção divina pode trazer cura e libertação de todo o empreendimento religioso sem a vida do Espírito Santo de Deus. É lamentável, mas muito se tem perdido a percepção espiritual de tudo o que diz respeito ao Reino. A Igreja tem sido tratada como uma empresa, um negócio, e, não, como o verdadeiro Corpo de Cristo. Buscando corrigir qualquer distorção, Piper apresenta em oração alguns parâmetros do que ele entende ser o caminho traçado pelo Reino. Primeiro, "uma oração apaixonada". Não é por uma oração à base do grito nem por uma oração teatralizada, mas, uma oração quebrantada, verdadeira, humilde e sincera diante de Deus. Nos dias de hoje, acreditamos no poder dos métodos, das estratégias, menos no poder da oração. Afinal, não temos conhecido o Deus de todo poder. Se não conhecermos a Deus em toda a Sua majestade e soberania, jamais confiaremos n'Ele para mudar o cenário de pecado e secularização que há no mundo. Conhecida é a sentença de Oswald Smith: “Quando trabalhamos, trabalhamos; quando oramos, Deus trabalha”. Segundo, "pobreza de espírito". À luz do sermão do monte, pobreza de espírito é humildade. É o que de fato mais tem faltado nos dias de hoje. Sim, temos uma cultura que nos leva a seguir o caminho da arrogância e da prepotência. Em outros termos, temos sido autossuficientes. Tomamos decisões sem antes fazermos qualquer consulta a Deus. Fazemos coisas sem qualquer dependência de Deus. Falando claro, é na carne mesmo, é na força do homem, e, não, no Espírito Santo de Deus. Lembrando o que já disse Agostinho: "Foi o orgulho que transformou anjos em demônios, mas é a humildade que faz de homens anjos." Terceiro, "fome de ti". Piper entende que o caminho da espiritualidade é a fome de Deus. Sejamos honestos, temos fome de tudo, menos de Deus, não é mesmo? Temos fome de sucesso, aplausos, reconhecimento e de até um tapinha nas costas, não é verdade? Ai, desse homem corrupto que habita em nós! Seja ele crucificado! Busquemos apenas o que é de Deus. Naquele Dia, isto é, quando estivermos face a face com o Senhor, nada que é do homem terá valor algum, mas apenas o que é de Deus. "Buscai ao Senhor e a sua força; buscai a sua face continuamente" (Salmos 105.4). Quarto, "estudo rigoroso das coisas sagradas". O nosso problema é que somos preguiçosos demais. Lemos pouco, estudamos pouco, pesquisamos pouco, pois, temos preguiça de pensar. Nada é mais perigoso para um sociedade do que a preguiça mental e intelectual. O caminho da dominação é a ignorância. Uma nação esclarecida, corre menos risco de ser enganada e subjugada. Não é diferente quando se pensa no Reino. Uma Igreja esclarecida na Palavra de Deus não será levada por ventos de heresias e mentiras. Precisamos levar mais a sério o que já disse George Washington: "É impossível governar perfeitamente o mundo, sem Deus e sem a Bíblia".
  2. 2. Quinto, "devoção fervorosa a Jesus". Houve um tempo em que tudo era Jesus. As nossas canções só falavam d'Ele. As nossas pregações só enfatizavam Jesus. Jesus era a resposta para tudo. Nos dias de hoje temos trocado Jesus pelas receitas de autoajuda, pelos mecanismos do marketing e por tudo o que exalta o esforço do próprio homem. Assim como foi nos tempos antigos, não é mesmo diferente nos dias de hoje: "Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim" (Marcos 7.6). Sexto, "extrema indiferença diante de todo lucro material". O quê? Será isso possível? Se essa sentença fosse publicada em alguma página de relacionamento virtual é bem provável que muitos céticos respondessem assim: kkkkk. Pois é, a nossa geração está sendo seduzida e enganada pelo deus Mamom. Poucos são os que estão dispostos a pagar um real preço pela Causa de Cristo Jesus. O que tem determinado muitas escolhas e decisões no ministério é o lucro, a vantagem, a recompensa material. Deus tenha misericórdia, porquanto, "Ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará a um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro" (Mateus 6.24 – NVI). Sétimo, "o labor incessante para resgatar os que estão perecendo". O que tem "rolado" no meio evangélico é o show gospel, mas pouco ou nada de um coração que expresse paixão pelas almas. A Cruz de Cristo tem tido pouco sentido para o homem contemporâneo, logo, que propósito tem a evangelização ou a obra missionária? Ah, a "parada" mesmo é o encontro disso e daquilo, mas onde está o labor incessante para resgatar os que estão perecendo? Há muito que se tem perdido a verdadeira visão do Reino. Deveríamos meditar mais no questionamento de Oswald Smith: "Por que alguém deveria ouvir do evangelho duas vezes, quando há pessoas que não ouviram nenhuma vez?" Oitavo, "aperfeiçoar os santos". Piper fala sobre o aperfeiçoamento dos santos, algo muito bem definido nas Escrituras (Efésios 4.11-13). Todavia, muito do que se faz hoje, não passa de entretenimento ou distração religiosa. Os santos de Deus precisam experimentar crescimento, maturidade e desenvolvimento espiritual. Os santos de Deus precisam ser capacitados para a obra de Cristo. Os santos de Deus precisam ser capacitados para a unidade da fé. Os santos de Deus precisam ser capacitados na mesma medida da plenitude de Cristo. O que estiver abaixo disso, não representa a graça e a virtude do Reino. E por fim, o nono aspecto é "glorificar nosso soberano Senhor". Somente Deus é digno de toda a honra e louvor. Pelo Senhor vale a pena termos uma oração apaixonada, um coração humilde, fome de Sua presença, aplicação nas coisas sagradas, devoção fervorosa a Jesus, indiferença para com o materialismo, paixão pelas almas e o trabalho dedicado para a capacitação da Igreja do Senhor, a fim de viver única e exclusivamente para a glória de Deus. Deus seja bendito hoje e eternamente. Deus seja louvado em tudo. "Sê exaltado, ó Deus, acima dos céus! Sobre toda a terra esteja a tua glória!" (Salmos 57.11). Deus deseja homens e mulheres que sejam verdadeiramente espirituais! Pr. Adriano Xavier Machado http://adrianomachado.webnode.com.br/ http://escreverparatransformar.blogspot.com.br/ https://twitter.com/adrianoxmachado

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