Successfully reported this slideshow.
We use your LinkedIn profile and activity data to personalize ads and to show you more relevant ads. You can change your ad preferences anytime.

Radiografia das Pastagens - Observatório Agricultura de Baixo Carbono, mudanças climáticas e o papel estratégico da pecuária

1,093 views

Published on

Apresentação exibida durante o workshop "Radiografia das Pastagens", realizado em 11 de dezembro pela SAE/PR em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG).

Leia mais: http://ow.ly/Gaoje

Published in: Environment
  • Be the first to comment

Radiografia das Pastagens - Observatório Agricultura de Baixo Carbono, mudanças climáticas e o papel estratégico da pecuária

  1. 1. Radiografia das Pastagens Observatório Agricultura de Baixo Carbono, mudanças climáticas e o papel estratégico da pecuária Brasília, dezembro de 2014 SAE
  2. 2. Observatório do Plano ABC  Lançado em Maio de 2013 é uma iniciativa voltada a engajar a sociedade no debate sobre a agricultura de baixo carbono  Tem por foco a implementação do Plano Agricultura de Baixo Carbono (ABC), o qual é composto por um conjunto de ações voltadas a reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) na produção agropecuária, com metas estabelecidas até 2020 e parte da Política Nacional de Mudanças Climáticas e dos compromissos assumidos pelo Brasil na 15ª Conferência das Partes (COP-15), da Convenção do Clima  Coordenado pela GVagro, com parceria do Gvces e apoio da Climate and Land Use Alliance (CLUA)
  3. 3. Observatório do Plano ABC
  4. 4. Crédito Rural - Investimento Principal iniciativa com relação a mudanças climáticas Competição entre linhas – taxas de juros semelhantes
  5. 5. • Total disponibilizado R$ 13,050 bilhões x Total contratado R$ 8,120 bilhões – 62% • Potencial para o crescimento do Programa ABC e avanço das ações transversais O Programa ABC: visão geral da aplicação dos recursos Nenhum dos anos-safra atingiu a expectativa de contratação do recurso Contratados 16% dos recursos no 1º trimestre safra 2014/15 BB continua protagonista
  6. 6. Participação regional no valor contratado para o Programa ABC nas safras 2011/12, 2012/13, 2013/14 e 2014/15 (até set) Análise Regional da Aplicação dos Recursos + 65% Nos 3 primeiros meses da safra 2014/15 •Novamente o CO superou SE; •CO e SE lideraram a contratação de recursos devido - assistência técnica mais ramificada, GGE, cadeia de fornecimento de insumos (semente, adubo, etc); •N em último lugar, porém com grande área de pasto degradado; •S e NE avançam no ranking de contratação
  7. 7. Desembolso 0! CE, RN e PB: Desembolso 0! Grande parte dos recursos não alocada em áreas prioritárias (N e NE) PORÉM, CO: maior efetivo bovino e grande área de pastos degradados AM Legal máx. 2% Distribuição espacial do recurso para recuperação de pastagens – Safras 2011/12 e 2012/13 ATÉ FEVEREIRO DE 2013 (BB) Rec. pastos – 76% ILPF – 3% Rec. pastos – 80% ILPF – 3%
  8. 8. Análise dos recursos contratados do BNDES para o Programa ABC – Safras 2013/14 e 2014/15 (até set) • Recuperação de pastagem safra 13/14 - 70% do total dos recursos contratados; • ILPF safra 13/14 – 10,6% do total dos recursos contratados; • CO e SE - protagonistas; • N e NE - últimos no ranking.
  9. 9. ANÁLISE ESPACIAL – ATORES ENVOLVIDOS Produtores de sementes de forrageiras no Brasil, registrados no RENASEM-MAPA e associadas da UNIPASTO ATER - praticada em apenas 22% dos estabelecimentos (46% das terras)
  10. 10. Programa ABC – Considerações MRV Necessárias as seguintes ações:  Incluir as finalidades de investimento, C no solo e a área de cada operação do Programa ABC no SICOR;  É necessário ter a referência geográfica (latitude e longitude) do projeto financiado;  Criar linhas de crédito especiais para aquisição de equipamentos que permitam fazer as análises de carbono no solo com o detalhamento que o Plano ABC exige;  Colocar em funcionamento o O Laboratório Virtual Multi- institucional sobre Mudanças Climáticas e Agricultura;  Capacitar equipe técnica para coleta de solo para análise de C - local e metodologias adequadas.
  11. 11. Alguns Fatos- Eventos extremos Fonte: CNPTIA/EMBRAPA
  12. 12. Impactos das mudanças climáticas das pastagens
  13. 13. Emissões de GEE pela AgropecuáriaEmissões de GEE pela Agropecuária Menor aumento
  14. 14. Emissões de GEE pela AgropecuáriaEmissões de GEE pela Agropecuária
  15. 15. Emissões de GEE pela AgropecuáriaEmissões de GEE pela Agropecuária
  16. 16. Proposta brasileira de mitigação de emissões de GEE Casa Civil da Presidência da República, Brasília, 2009, e Notificação do Brasil à UNFCCC, Acordo de Copenhague Processo Tecnológico Compromisso Potencial de Mitigação (milhões Mg CO2 eq) Florestas Plantadas 3,0 milhões ha - Tratamento de Dejetos Animais 4,4 milhões m3 6,9 Adaptação às MC
  17. 17. Potencial de Mitigação – Recuperação de pastagens LOCAL VEGETAÇÃO NATIVA PASTAGEM DEGRADADA PASTAGEM MANEJADA REFERÊNCIA BA 55,1 56,1 65,4 Costa et al., 2009 DF 60,8 63,4 69,6 Marchão et al., 2009 GO 51,2 41,1 45,5 Freitas et al., 2000 MS 54,0 53,5 58,6 Salton et al., 2005 GO 81,9 71,1 74,2 Freitas et al., 2000 MT 74,1 54,3 62,8 Carvalho et al., 2010 Média 62,5 56,5 62,6 Estoques de Carbono (TC ha-1 ) no solo em pastagem degradada, pastagem manejada e vegetação nativa em diferentes localidades no Brasil (0-30 cm) Fator de conversão 15 milhões de ha x 6 TC ha-1 x 3,6 CO2∙C-1 = 324 milhões T CO2 eq. Meta Redução Mitigação
  18. 18. MitigaçãoReduçãoMeta Fator de conversão 4 milhões de ha x 17 TC ha-1 x 3,6 CO2∙C-1 = 244 MT CO2 eq. Estoques de Carbono (TC ha-1 ) no solo em diferentes sistemas agrícolas nas Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste (0-30 cm) Potencial de Mitigação – ILPF • Redução da abertura de novas áreas • Aumento da lotação das pastagens • Melhoria nos índices zootécnicos • Redução das emissões de GEEs Região Veg. Nativa Pasto degradado ILP ILPF C (t/ha) Sul 59 22 50 69 Sudeste 68 49 59 95 Centro-Oeste 48 42 54 44 Fonte: EMBRAPA
  19. 19. Potencial de Mitigação – Rec. de pastagens e ILPF Recuperação de pastagens: 0,61 tC/ano x 3,666 = 2236 kgCO2eq/ano 1º Caso - Tiers 1 IPCC 2236 – 1866 = 370 KgCO2eq/ha/ano (saldo positivo) 2236/1866 = 1,20 UA/ha (máxima capacidade de suporte) 2º Caso - Fatores de emissão brasileiros 2236 - 1740 = 496 KgCO2eq/ha/ano (saldo positivo) 2236/1740 = 1,29 UA/ha (máxima capacidade de suporte) IPCC: 1866 kgCO2eq/ha/ano FE BR: 1740 kgCO2eq/ha/ano Acumulo anual de C/ha Pastagens recuperadas: •0,61 tC ILPF: •1,7 tC ILPF: 1,7 tC/ano x 3,666 = 6232 kgCO2eq/ano 1º Caso - Tiers 1 IPCC 6232 – 1866 = 4366 KgCO2eq/ha/ano (saldo positivo) 6232/1866 = 3,34 UA/ha (máxima capacidade de suporte) 2º Caso - Fatores de emissão brasileiros 6232 – 1740 = 4492 KgCO2eq/ha/ano (saldo positivo) 6232/1740 = 3,58 UA/ha (máxima capacidade de suporte) Considerando as emissões das: •Excretas bovinas (2% e 0,6%) •Adubação N
  20. 20. • Levar ao máximo da capacidade de suporte significa que estamos trabalhando com os melhores pecuaristas - é preciso dar um “desconto” - limite 2,5UA/ha/ano. • Se neutralizar 1866 kgCO2eq/ha/ano com pasto recuperado, evita emissões da ordem de 27 milhões de tCO2eq (15 milhões de ha de pastos recuperados x 1,866). • Agora eleve isso para 63 milhões de hectares degradados (52 nos nossos cálculos e mais 11 milhões da Amazônia - Terraclass) são 113 milhões de tCO2eq/ano evitados. Potencial de Mitigação – Rec. de pastagens e ILPF Porém
  21. 21. Potencial de Mitigação – Recuperação de pastagens Sistema de Pastagem Emissão de CO2 eq /kg GPV Ganho de peso Emissão de CH4 Emissão de N2O Emissão de CO2 Emissão total GEE (g/cab/dia) ............................... (g)........................... (kg) 1 - Degradada – Brachiaria decumbens 137 26.880 4.086 1.355 32,3 2 - Bom manejo sem N – B. decumbens 191 13.714 2.675 847 17,2 3 - Consórcio – B. decumbens e Stylosanthes guianensis 364 7.226 1.921 684 9,8 4 - Com 150kg N – Panicum maximum 904 2.036 470 698 3,2 Emissões anuais de CO2eq por GPV até abate em 4 cenários de manejo Fonte: EMBRAPA CH4 CH4
  22. 22. Menos tempo para produzir a mesma quantidade de carne - menores emissões por unidade de carne produzida por hectare e por ano. 1,5 t CO2 eq/ano 1,5 t CO2 eq/ano MotivosMotivos Potencial de redução de emissões – Abate precoce
  23. 23. OBRIGADA! susian.martins@fgv.br

×