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Como se resolve a indisciplina

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Como se resolve a indisciplina

  1. 2. Como se resolve a indisciplina? Não há solução fácil. Mas é essencial trabalhar - como conteúdos de ensino - as questões relacionadas à moral e ao convívio social e criar um ambiente de cooperação
  2. 3. As estratégias usadas atualmente por grande parte dos professores para lidar com a indisciplina têm sido desastrosas e estão na contramão do que os especialistas apontam ser o mais adequado. O teste ao lado é uma forma de mostrar que é preciso rever conceitos. Não se assuste se você pensou que alguns dos itens estivessem corretos - a maioria dos docentes brasileiros tende a concordar com eles. Pesquisa realizada em 2008 pela Organização dos Estados Ibero-Americanos com cerca de 8,7 mil professores mostrou que 83% deles defendem medidas mais duras em relação ao comportamento dos alunos, 67% acreditam que a expulsão é o melhor caminho e 52% acham que deveria aumentar o policiamento nas escolas.
  3. 4. <ul><li>Se a repreensão funcionasse, a indisciplina não seria apontada como o aspecto da Educação com o qual é mais difícil lidar em sala de aula, como mostrou outra pesquisa, da Fundação SM, feita em 2007 com 3,5 mil docentes de todo o país. Até mesmo os alunos acreditam que o problema vem crescendo. Em investigação feita em 2006 por Isabel Leme, da Universidade de São Paulo (USP), com 4 mil estudantes das redes pública e privada de São Paulo, mais de 50% deles afirmaram que os conflitos aumentaram mesmo nas escolas que estão cada vez mais rígidas. </li></ul><ul><li>&quot;O problema é que as intervenções são muito pontuais e imediatistas. O resultado é uma piora nas relações entre alunos e professores e, consequentemente, no comportamento da turma&quot;, acredita Adriana de Melo Ramos, do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação Moral (Gepem), da Unesp, campus de Rio Claro. </li></ul>
  4. 5. FALTA DE AUTORIDADE O que se espera da escola é conhecimento. É isso que faz o aluno respeitar o ambiente à sua volta. Se a aula está um tédio, ele vai procurar algo mais interessante para fazer.
  5. 6. <ul><li>Distinguir as regras morais das convencionais e discutí-las </li></ul><ul><li>“ As morais merecem mais atenção.“ Já as convencionais estão mais ligadas ao andamento do trabalho. Ao distinguí-las, você será capaz de interpretar melhor uma transgressão e, assim, encaminhá-la. Não mentir é um exemplo clássico de regra moral. Quando algum aluno mente, a solução passa por uma boa conversa. </li></ul>
  6. 7. DIDÁTICA INADEQUADA Não adianta exigir que os alunos cumpram as tarefas se a estratégia de ensino e o tema não dizem nada a eles.
  7. 8. Equilibrar de maneira justa sua reação a um problema <ul><li>É sempre importante avaliar a real gravidade da transgressão. Um exemplo relatado por Telma mostra como uma ação desigual é temerosa. Ela conta que uma professora mandou para a diretoria um jovem que se recusou a tirar o boné. Logo depois, uma garota a procurou, dizendo ter sido xingada de &quot;piranha&quot;. E ela disse apenas: &quot;Não ligue. Você não é peixe&quot;. </li></ul>
  8. 9. <ul><li>Quando algo foge desse imaginado controle, o impulso é mandar para a diretoria ou censurar. &quot;O ideal é respirar, tentar se controlar e reconhecer que o embate pertence aos envolvidos. No caso de uma discussão mais quente entre a garotada, o caminho é relatar o que você viu com linguagem descritiva e ouvir as partes. &quot;Peça que todos contem como se sentiram e por que discutiram. Isso demonstra respeito pelos valores de cada um&quot;, sugere Vanessa Vicentin, da Universidade de Franca (Unifran). </li></ul>
  9. 10. REGRAS IMPOSTAS Quando a conversa é sempre proibida, você perde a chance de favorecer a troca de ideias. Seu papel na construção é conhecer como se dá a aprendizagem e, com base nessa compreensão, planejar as aulas, além de ter segurança sobre o conteúdo a ser trabalhado. A medida parece muito básica - e é. Ela vale para manter a disciplina e para chegar ao objetivo principal: fazer com que todos aprendam.
  10. 11. Um ponto de atenção: o desrespeito do professor em relação aos alunos também alimenta a indisciplina. Quase 25% dos estudantes afirmam ser vítimas disso de vez em quando - e mais de 12%, que o fato ocorre com frequência. Quem nunca ouviu uma criança reclamando: &quot;Nem me ouviu e já me colocou para fora&quot;? Outra situação corriqueira é a da desconfiança: &quot;Você precisa mesmo ir ao banheiro ou está querendo passear?&quot;
  11. 12. Incentivar e respeitar a autonomia do aluno Os problemas de comportamento podem ser um jeito de as crianças mostrarem a você que uma regra é desnecessária ou não está funcionando. PROMOVA A COOPERAÇÃO O clima pautado na colaboração e no respeito é mais eficiente porque não expõe as crianças, como Calvin e Susi, ao medo das sanções
  12. 13. EM VEZ DE RESOLVER A QUESTÃO, A PROFESSORA DE CALVIN TRANSFERE O PROBLEMA PARA O DIRETOR QUE TINHA MUITO MENOS CONDIÇÕES DO QUE ELA DE INTERVIR NA SITUAÇÃO. <ul><li>PRESERVE A AUTORIDADE </li></ul>
  13. 14. Ficar alerta porque a indisciplina nunca acaba Esse trabalho não tem fim. Mesmo que a equipe já esteja atenta e capacitada para encarar a indisciplina sob esse prisma mais amplo, é preciso manter o tema vivo. Primeiro porque a escola está sempre em movimento. A cada ano, chegam novos professores e alunos, que podem não estar alinhados com essa visão. Segundo porque diferentes casos de indisciplina vão continuar aparecendo.

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