O Trabalho Na Economia De Mercado

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Aula de Filosofia 07/10/08

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O Trabalho Na Economia De Mercado

  1. 1. O trabalho na economia de mercado <ul><li>A crise da ordem feudal, fundada na subsistência e na servidão, e o desenvolvimento do comércio e das atividades manufatureiras organizaram uma nova estrutura social: a instituição do sistema capitalista, com base na divisão da sociedade em classes sociais. </li></ul><ul><li>Para as elites que comandavam a implantação desse sistema, o trabalho livre era a forma ideal. </li></ul><ul><li>A essência do sistema capitalista encontra-se na separação entre o capital e o trabalho. </li></ul><ul><li>Essa separação criou dois tipos de homens livres: o trabalhador assalariado e o burguês, ou capitalista (proprietário dos meios de produção) </li></ul><ul><li>O novo conceito dado ao trabalho possuía uma dupla face: de um lado o trabalho como fruto da vontade (O TRABALHO DOS PROPRIETÁRIOS DO MEIO DE PRODUÇÃO); de outro, o trabalho mecânico e subordinado a uma vontade exterior (O TRABALHO DOS INDIVÍDUOS QUE NÃO POSSUEM OS MEIOS DE PRODUÇÃO). </li></ul><ul><li>Essa separação se consolidou com a Revolução Industrial nos séculos XVIII e XIX. </li></ul>
  2. 2. A ética capitalista do trabalho <ul><li>Foi essa compreensão da igualdade entre os homens que trouxe o aparecimento das utopias modernas. Uma delas é a relização pelo trabalho. </li></ul><ul><li>Maquiavel – A idealização do trabalho como algo positivo, capaz de promover a virtude e a realização. </li></ul><ul><li>Martinho Lutero – Condenava o enriquecimento à custa de outros, afirmando ser esse o sinal da “ausência da graça divina” . Pregava a obediência e a conformação à situação de cada um na sociedade. </li></ul><ul><li>Vem do Renascimento a crença de que o trabalho é inerente ao homem. </li></ul><ul><li>Nasceu com os modernos a idéia do trabalho como essência da natureza humana. </li></ul><ul><li>O fim da servidão medieval determinou ao homem a liberdade de conquistar, com o suor de seu próprio rosto, o reconhecimento como cidadão. </li></ul><ul><li>A cidadania não era mais um privilégio natural ou “vontade divina” ,sem que o homem pudesse intervir. </li></ul>
  3. 3. O tempo útil <ul><li>Com a Produção mecanizada, o trabalho é glorificado como a essência da sociedade do trabalho. Não se concebe mais a possibilidade de existir ordem social fora da moral do trabalho produtivo. </li></ul><ul><li>O tempo útil do trabalho produtivo deveria funcionar como um “relógio moral” que cada indivíduo levaria dentro de si. </li></ul><ul><li>O uso do tempo que não de forma útil e produtiva, conforme o ritmo imposto pela fábrica, passou a ser sinônimo de preguiça e degeneração. Só o trabalho dignificava o homem. </li></ul>
  4. 4. O valor dado ao trabalho <ul><li>Adam Smith – Cada homem vive do seu trabalho, e o salário que recebe deve pelo menos ser suficiente para o manter. Em muitas ocasiões esse salário deve até ser um pouco mais alto; se não, ser-lhe –ia impossivel constituir família, e a raça desses homens não passaria da primeira geração. </li></ul><ul><li>Apesar do trabalhador ser livre e de a máquina ser anunciada como a que libertaria o homem do esforço físico, foi exatamente o contrário que aconteceu. </li></ul><ul><li>As máquinas serviram tanto para o aumento da produtividade como para impor a disciplina do tempo e do trabalho, com o objetivo de controlar as formas de resistência operárias, principalmente por meio da ameaça do desemprego. </li></ul>
  5. 5. O apogeu do mundo liberal <ul><li>Século XIX , momentos de tensões. Busca-se a maior produtividade , sofisticando mais a divisão do trabalho iniciada com a fábrica no século XIX. </li></ul><ul><li>Era preciso formar o homem dócil. Em oposição ao trabalhador politizado e sindicalizado. </li></ul><ul><li>O taylorismo e o Fordismo veio como estratégias para domesticar o trabalhador </li></ul>
  6. 6. O taylorismo <ul><li>O Taylorismo é uma teoria criada pelo engenheiro Americano Frederick W. Taylor (1856-1915) que a desenvolveu a partir da observação dos trabalhadores nas indústrias. O engenheiro constatou que os trabalhadores deveriam ser organizados de forma hierarquizada e sistematizada, ou seja, cada trabalhador desenvolveria uma atividade específica no sistema produtivo da indústria (especialização do trabalho). </li></ul><ul><li>No taylorismo, o trabalhador é monitorado segundo o tempo de produção, cada indivíduo deve cumprir sua tarefa no menor tempo possível, sendo premiados aqueles que se sobressaem, isso provoca a exploração do proletário que tem que se “desdobrar” para cumprir o tempo cronometrado. </li></ul>
  7. 7. O Fordismo <ul><li>Dando prosseguimento à teoria de Taylor, Henry Ford (1863-1947), dono de uma indústria automobilística (pioneiro), desenvolveu seu procedimento industrial baseado na linha de montagem para gerar uma grande produção que deveria ser consumida em massa. Os países desenvolvidos aderiram totalmente, ou parcialmente, a esse método produtivo industrial, que foi extremamente importante para consolidação da supremacia norte-americana no século XX. </li></ul><ul><li>Os países subdesenvolvidos não se adequaram ao fordismo no sistema produtivo, pois a sua população não teve acesso ao consumo dos produtos gerados pela indústria de produção em massa. A essência do fordismo é baseada na produção em massa, mas para isso é preciso que haja consumo em massa, outra ideologia particular é quanto aos trabalhadores que deveriam ganhar bem para consumir mais. </li></ul>

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