FisiopatogeniaFisiopatogenia
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HIVHIV
Dr.Renato MartinsDr.Renato Martins
InfectologiaInfectologia
AIDSAIDS
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Aspectos históricosAspectos históricos
 1959 – caso mais antigo identificado;1959 – caso mais antigo identificado;
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Aspectos históricosAspectos históricos
 1987 – surge o AZT;1987 – surge o AZT;
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EpidemiologiaEpidemiologia
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BRASILBRASIL
Total 39.5 million [34.1 – 47.1
million] Adults 37.2 million [32.1 – 44.5
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Adults and children estimated to be living with HIV, 2006
Total: 39.5 (34.1 – 47.1) million
Western &
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Estimated number of adults and children
newly infected with HIV, 2006
Total: 4.3 (3.6 – 6.6) million
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Estimated adult and child deaths from AIDS, 2006
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Central Europe
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Global estimates for adults and children, 2006
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25 years of AIDS25 years of AIDS
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Map of HIV Prevalence WorldwideMap of HIV Prevalence Worldwide
2005
Source: UNAIDS, 2006 Report on the Global AIDS Epidemi...
People Living with HIV, by RegionPeople Living with HIV, by Region
Sub-Saharan
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O vírusO vírus
 O HIV tem aproximadamente 100nm de diâmetro;O HIV tem aproximadamente 100nm de diâmetro;
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O vírusO vírus
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Retrovírus
Spumavírus
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Lentivírus
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HIVHIV
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fosfolipídica dupla, com duas
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28/4/2004
Distribuição geográfica do HIV
Fisiopatogenia do HIVFisiopatogenia do HIV
FisiopatogeniaFisiopatogenia
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Ciclo viral
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TransmissãoTransmissão
“Já não podemos dizer, na atualidade, que
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Formas de Transmissão do HIVFormas de Transmissão do HIV
 SexualSexual
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 VaginalVaginal
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Infecção pelo HIV: 3 fases distintas:Infecção pelo HIV: 3 fases distintas:
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Infecção primária
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• Febre 96%
• Adenopatias 74%
• Faringite 70%
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DiagnósticoDiagnóstico
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Critérios CDCCritérios CDC
Critério Rio de Janeiro/CaracasCritério Rio de Janeiro/Caracas
Critério Rio de Janeiro/CaracasCritério Rio de Janeiro/Caracas
Acompanhamento do indivíduo soropositivoAcompanhamento do indivíduo soropositivo
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Exames iniciais
• Hemograma e plaquetas
• Perfil hepático, renal, lipêmico e glicemia de
jejum (pré-tratamento)
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TratamentoTratamento
Objetivos:Objetivos:
 Retardar o aparecimento da AIDSRetardar o aparecimento da AIDS
 Restaurar a ...
Indicações de tratamentoIndicações de tratamento
 TratarTratar
 Assintomáticos com CD4<200Assintomáticos com CD4<200
 A...
Grupos farmacológicosGrupos farmacológicos
 Inibidores da transcriptase reversaInibidores da transcriptase reversa
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ITRN – análogos pirimidínicosITRN – análogos pirimidínicos
DrogaDroga AnálogoAnálogo MetabolismoMetabolismo DerivadoDeriva...
ITRN - análogos purínicosITRN - análogos purínicos
DrogaDroga AnálogoAnálogo MetabolismoMetabolismo DerivadoDerivado
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ITRN – toxicidade relevanteITRN – toxicidade relevante
EfeitoEfeito AZTAZT 3TC3TC ddCddC d4Td4T ddIddI ABCABC
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ITRNt – Tenofovir - TDFITRNt – Tenofovir - TDF
 Pró-drogaPró-droga
 Interações com ddIInterações com ddI
 Ajuste na ins...
ITRNN – mecanismo de açãoITRNN – mecanismo de ação
 Inibição direta e não-competitiva daInibição direta e não-competitiva...
ITRNN - toxicidadeITRNN - toxicidade
EfeitoEfeito NevirapinaNevirapina EfavirenzEfavirenz DelavirdinaDelavirdina
RashRash ...
IPsIPs
 Inibição da protease viralInibição da protease viral
 Bloqueia a clivagem da poliproteína gag-polBloqueia a cliv...
IP - toxicidadeIP - toxicidade
EfeitoEfeito NFVNFV RTVRTV IDVIDV SQVSQV LPVLPV APVAPV ATVATV
NáuseaNáusea ++ ++++++ ++++ +...
IP- toxicidadeIP- toxicidade
EfeitoEfeito NFVNFV RTVRTV IDVIDV SQVSQV LPVLPV APVAPV ATVATV
TGO e TGPTGO e TGP ++ ++++ ++ +...
Inibidor de fusãoInibidor de fusão
 EnfuvirtideEnfuvirtide
 Indicações de uso:Indicações de uso:
Novas drogasNovas drogas
 Inibidor de integrase : Raltegravir;Inibidor de integrase : Raltegravir;
 Inibidor de CCR5(ent...
Risco de aquisição de infecções após exposição a materiaisRisco de aquisição de infecções após exposição a materiais
bioló...
Quimioprofilaxia após exposiçãoQuimioprofilaxia após exposição
ocupacional ao HIVocupacional ao HIV
 11asas
recomendações...
Exposição sexual acidentalExposição sexual acidental
Principais InfecçõesPrincipais Infecções
Oportunistas emOportunistas em
pacientes com SIDApacientes com SIDA
Manifestações respiratóriasManifestações respiratórias
 A) Infecciosas:A) Infecciosas:
 Pneumonias bacterianas;Pneumonia...
Manifestações respiratóriasManifestações respiratórias
 Pneumonias BacterianasPneumonias Bacterianas
 Agentes: Streptoco...
PneumocistosePneumocistose
 Pneumocystis jiroveciiPneumocystis jirovecii
 Fungo ou protozoário?Fungo ou protozoário?
 F...
Manifestações Clínicas
Pacientes apresentam tosse seca ou produtiva,
febre, dispnéia progressiva, perda de peso,
anorexia,...
Diagnóstico
Exame microscópico: observação de
cistos e trofozoítos corados pelo método
de giemsa, ou azul de toluidina, ou...
TratamentoTratamento
 SMX+TMP – 75-100mg de SMX ou 15-20mg de TMPSMX+TMP – 75-100mg de SMX ou 15-20mg de TMP
6/6 h por 21...
Manifestações respiratóriasManifestações respiratórias
 Infecções fúngicas :Infecções fúngicas :
 Relacionadas a CD4<100...
Manifestações gastrointestinaisManifestações gastrointestinais
 Candidíase oralCandidíase oral
 CD<200CD<200
 Forma pse...
Manifestações gastrointestinaisManifestações gastrointestinais
 Vírus Herpes SimplexVírus Herpes Simplex
 Tipo 1 – Maior...
Manifestações gastrointestinaisManifestações gastrointestinais
 Candidíase esofágicaCandidíase esofágica
 40% dos casos ...
Manifestações gastrointestinaisManifestações gastrointestinais
 Esofagite por CMVEsofagite por CMV
 CD4 <100CD4 <100
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DiarréiasDiarréias
 A Diarreia é a manifestação mais comum deA Diarreia é a manifestação mais comum de
infecção pelo HIV....
DiarréiasDiarréias
 CriptosporidioseCriptosporidiose
 Agente etiológico:Agente etiológico: Cryptosporidium parvumCryptos...
DiarréiasDiarréias
 IsosporíaseIsosporíase
 Agente etiológico:Agente etiológico: Isospora belliIsospora belli
 Caracter...
DiarréiasDiarréias
 MicrosporidioseMicrosporidiose
 Agentes etiológicos:Agentes etiológicos:E.bieneusi (80 a 90%)E.biene...
DiarréiasDiarréias
 CiclosporíaseCiclosporíase
 Agente etiológico: Cyclospora cayetanensisAgente etiológico: Cyclospora ...
Manifestações neurológicasManifestações neurológicas
 NeurotoxoplasmoseNeurotoxoplasmose
 Manifestação neurológica mais ...
Manifestações neurológicasManifestações neurológicas
 Neurocriptococose(Neurocriptococose(C.neoformans var.neoformansC.ne...
Manifestações neurológicasManifestações neurológicas
 LEMPLEMP
 Causada pelo vírus JCCausada pelo vírus JC
 CD<100CD<10...
Sarcoma de KaposiSarcoma de Kaposi
 Causado pelo HHV-8Causado pelo HHV-8
 Caracterizado por pápulas ,máculas,ou nódulos ...
CMV ocularCMV ocular
 Manifestação ocular mais grave na SIDA;Manifestação ocular mais grave na SIDA;
 CD<50CD<50
 Carac...
Aids othon
Aids othon
Aids othon
Aids othon
Aids othon
Aids othon
Aids othon
Aids othon
Aids othon
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  1. 1. FisiopatogeniaFisiopatogenia dodo HIVHIV Dr.Renato MartinsDr.Renato Martins InfectologiaInfectologia
  2. 2. AIDSAIDS A AIDS ou Síndrome daA AIDS ou Síndrome da Imuno-deficiência Adquirida (doImuno-deficiência Adquirida (do inglêsinglês AAcquiredcquired IImmunodeficiencymmunodeficiency SSyn-yn- dromedrome) caracteriza-se por uma) caracteriza-se por uma profunda imunossupressãoprofunda imunossupressão associada a infecçõesassociada a infecções oportunistas, neoplasiasoportunistas, neoplasias secundárias e manifestaçõessecundárias e manifestações neurológicas.neurológicas.
  3. 3. Aspectos históricosAspectos históricos  1959 – caso mais antigo identificado;1959 – caso mais antigo identificado;  1978 - Homossexuais nos Estados Unidos e heterossexuais1978 - Homossexuais nos Estados Unidos e heterossexuais na Tanzânia e no Haiti começam a apresentar sintomas dana Tanzânia e no Haiti começam a apresentar sintomas da Aids ;Aids ;  1980 - Cientistas identificam os primeiros casos de uma1980 - Cientistas identificam os primeiros casos de uma doença rara, entre jovens homens homossexuais, que ataca odoença rara, entre jovens homens homossexuais, que ataca o sistema imunológico do organismo deixando-o vulnerável asistema imunológico do organismo deixando-o vulnerável a doenças oportunistas ;doenças oportunistas ;  1981 – 1º relato da AIDS(Síndrome da Imunodeficiência1981 – 1º relato da AIDS(Síndrome da Imunodeficiência Adquirida em homossexuais nos EUA;Adquirida em homossexuais nos EUA;  1982 – 1º caso no Brasil;1982 – 1º caso no Brasil;  1983 – Isolamento do vírus pelo Dr.Luc Montaigner;1983 – Isolamento do vírus pelo Dr.Luc Montaigner;  1985 – descoberta do HIV-2;1985 – descoberta do HIV-2;
  4. 4. Aspectos históricosAspectos históricos  1987 – surge o AZT;1987 – surge o AZT;  1993 – principal causa de morte entre1993 – principal causa de morte entre americanos de 25 a 44 anos;americanos de 25 a 44 anos;  1995-6 –surgem os inibidores de protease (IPs)1995-6 –surgem os inibidores de protease (IPs)  1996 – Governo brasileiro passa a distribuir1996 – Governo brasileiro passa a distribuir gratuitamente os ARVs;gratuitamente os ARVs;
  5. 5. EpidemiologiaEpidemiologia  Inicialmente EUA, Europa ,África Subsaariana;Inicialmente EUA, Europa ,África Subsaariana;  Maior pandemia do séculos XX/XXI,Maior pandemia do séculos XX/XXI,  Atualmente existem 38,6Atualmente existem 38,6 milhões de adultos emilhões de adultos e crianças vivendo com HIV;crianças vivendo com HIV;  Mais de 90% das pessoas infectadas vivem nosMais de 90% das pessoas infectadas vivem nos países subdesenvolvidos;países subdesenvolvidos;  70% dos casos ocorrem na África;70% dos casos ocorrem na África;  2006 – 463 casos notificados de SIDA;2006 – 463 casos notificados de SIDA;
  6. 6. BRASILBRASIL
  7. 7. Total 39.5 million [34.1 – 47.1 million] Adults 37.2 million [32.1 – 44.5 million] Women 17.7 million [15.1 – 20.9 million] Children under 15 years 2.3 million [1.7 – 3.5 million] Total 4.3 million [3.6 – 6.6 million] Adults 3.8 million [3.2 – 5.7 million] Children under 15 years 530 000 [410 000 – 660 000] Total 2.9 million [2.5 – 3.5 million] Adults 2.6 million [2.2 – 3.0 million] Children under 15 years 380 000 [290 000 – 500 000] Number of people living with HIV in 2006 People newly infected with HIV in 2006 AIDS deaths in 2006 Global summary of the HIV and AIDS epidemic, 2006
  8. 8. Adults and children estimated to be living with HIV, 2006 Total: 39.5 (34.1 – 47.1) million Western & Central Europe 740 000740 000 [580 000 – 970 000][580 000 – 970 000] Middle East & North Africa 460 000460 000 [270 000 – 760 000][270 000 – 760 000] Sub-Saharan Africa 24.7 million24.7 million [21.8 – 27.7 million][21.8 – 27.7 million] Eastern Europe & Central Asia 1.7 million1.7 million [1.2 – 2.6 million][1.2 – 2.6 million] South & South-East Asia 7.8 million7.8 million [5.2 – 12.0 million][5.2 – 12.0 million] Oceania 81 00081 000 [50 000 – 170 000][50 000 – 170 000] North America 1.4 million [880 000 – 2.2 million] Caribbean 250 000 [190 000 – 320 000] Latin America 1.7 million1.7 million [1.3 – 2.5 million][1.3 – 2.5 million] East Asia 750 000750 000 [460 000 – 1.2 million][460 000 – 1.2 million]
  9. 9. Estimated number of adults and children newly infected with HIV, 2006 Total: 4.3 (3.6 – 6.6) million Western & Central Europe 22 00022 000 [18 000 – 33 000][18 000 – 33 000] Middle East & North Africa 68 00068 000 [41 000 – 220 000][41 000 – 220 000] Sub-Saharan Africa 2.8 million2.8 million [2.4 – 3.2 million][2.4 – 3.2 million] Eastern Europe & Central Asia 270 000270 000 [170 000– 820 000][170 000– 820 000] South & South-East Asia 860 000860 000 [550 000 – 2.3 million][550 000 – 2.3 million] Oceania 71007100 [3400 – 54 000][3400 – 54 000] North America 43 00043 000 [34 000 – 65 000][34 000 – 65 000] Caribbean 27 00027 000 [20 000 – 41 000][20 000 – 41 000] Latin America 140 000140 000 [100 000 – 410 000][100 000 – 410 000] East Asia 100 000100 000 [56 000 – 300 000][56 000 – 300 000]
  10. 10. Estimated adult and child deaths from AIDS, 2006 Total: 2.9 (2.5 – 3.5) million Western & Central Europe 12 00012 000 [<15 000][<15 000] Middle East & North Africa 36 00036 000 [20 000 – 60 000][20 000 – 60 000] Sub-Saharan Africa 2.1 million2.1 million [1.8 – 2.4 million][1.8 – 2.4 million] Eastern Europe & Central Asia 84 00084 000 [58 000 – 120 000][58 000 – 120 000] South & South-East Asia 590 000590 000 [390 000 – 850 000][390 000 – 850 000] Oceania 40004000 [2300 – 6600][2300 – 6600] North America 18 00018 000 [11 000 – 26 000][11 000 – 26 000] Caribbean 19 00019 000 [14 000 – 25 000][14 000 – 25 000] Latin America 65 00065 000 [51 000 – 84 000][51 000 – 84 000] East Asia 43 00043 000 [26 000 – 64 000][26 000 – 64 000]
  11. 11. Global estimates for adults and children, 2006 • People living with HIV 39.5 million [34.1 – 47.1 million] • New HIV infections in 2006 4.3 million [3.6 – 6.6 million] • Deaths due to AIDS in 2006 2.9 million [2.5 – 3.5 million]
  12. 12. 25 years of AIDS25 years of AIDS 9 In 1991-1993, HIV prevalence in young pregnant women in Uganda and in young men in Thailand begins to decrease, the first major downturns in the epidemic in developing countries 10 Highly Active Antiretroviral Treatment launched 11 Scientists develop the first treatment regimen to reduce mother-to-child transmission of HIV 12 UNAIDS is created 13 Brazil becomes the first developing country to provide antiretroviral therapy through its public health system 14 The UN General Assembly Special Session on HIV/AIDS. Global Fund to fight AIDS, Tuberculosis and Malaria launched 15 WHO and UNAIDS launch the "3 x 5" initiative with the goal of reaching 3 million people in developing world with ART by 2005 16 Global Coalition on Women and AIDS launched 40 30 20 10 0 50 35 25 15 5 45 Million 1980 1985 1990 1995 2000 2005 1 2 3 4 5 6 8 9 11 12 13 14 15 16 7 10 1 First cases of unusual immune deficiency are identified among gay men in USA, and a new deadly disease noticed 2 Acquired Immune Deficiency Syndrome (AIDS) is defined for the first time 3 The Human Immune Deficiency Virus (HIV) is identified as the cause of AIDS 4 In Africa, a heterosexual AIDS epidemic is revealed 5 The first HIV antibody test becomes available6 Global Network of People living with HIV/AIDS (GNP+) (then International Steering Committee of People Living with HIV/AIDS) founded 7 The World Health Organisation launches the Global Programme on AIDS 8 The first therapy for AIDS – zidovudine, or AZT -- is approved for use in the USA PeoplePeople livingliving withwith HIVHIV ChildrenChildren orphanedorphaned by AIDS inby AIDS in sub-sub- SaharanSaharan AfricaAfrica 1.1
  13. 13. Map of HIV Prevalence WorldwideMap of HIV Prevalence Worldwide 2005 Source: UNAIDS, 2006 Report on the Global AIDS Epidemic, 2006. Adults Ages 15-49 with HIV 15.01% - 34.0% 5.01% - 15.0% 1.01% - 5.0% 0.51% - 1.0% 0.0% - 0.5% Not available
  14. 14. People Living with HIV, by RegionPeople Living with HIV, by Region Sub-Saharan Africa 63% North Africa and Middle East 1% South and South- East Asia 20% Latin America 4% Caribbean 1% Eastern Europe and Central Asia 4% Oceania <1% East Asia 2% North America 3% Western and Central Europe 2% Distribution, 2005 Note: Total exceeds 100 percent due to rounding. Source: UNAIDS, 2006 Report on the Global AIDS Epidemic, 2006.
  15. 15. O vírusO vírus  O HIV tem aproximadamente 100nm de diâmetro;O HIV tem aproximadamente 100nm de diâmetro;  É um retrovírus da família dos Lentivírus;É um retrovírus da família dos Lentivírus;  Forte tropismo por Lt CD4 , macrófagos e micróglia;Forte tropismo por Lt CD4 , macrófagos e micróglia;  Existem 2 tipos : HIV-1 e HIV-2;Existem 2 tipos : HIV-1 e HIV-2;  HIV-1 : cepas M(subtipos A-K),O (subtipos A-U) eHIV-1 : cepas M(subtipos A-K),O (subtipos A-U) e N;N;  HIV-2 : subtipos A-GHIV-2 : subtipos A-G  Homologia entre HIV-1 e HIV-2: 40-50%Homologia entre HIV-1 e HIV-2: 40-50%  Homologia entre HIV-2 e SIV: 75-80%Homologia entre HIV-2 e SIV: 75-80%  HIV-2 menos patogênico que HIV-1HIV-2 menos patogênico que HIV-1
  16. 16. O vírusO vírus  Possui as seguintes enzimas:Possui as seguintes enzimas: - T- Transcriptase reversa: converteranscriptase reversa: converte RNA viralRNA viral em DNA viral a ser acoplado ao DNA daem DNA viral a ser acoplado ao DNA da célula infectada. Essa é a base da infecçãocélula infectada. Essa é a base da infecção pelo HIV.pelo HIV. - Integrase: atua na incorporação do DNAIntegrase: atua na incorporação do DNA viral ao genoma do hospedeiro.viral ao genoma do hospedeiro. - - Proteases: separam capsídeos dos novos- Proteases: separam capsídeos dos novos vírus a serem liberados.vírus a serem liberados.
  17. 17. Retrovírus Spumavírus Oncornavírus Lentivírus HIV 2 SIV simm SIV syk HIV 1 SIV cpz SIV agm SIV agm SIV mnd Visna - Maedi CAEV EIAV BIV FIV Primatas Ungulados Felinos Há uma similaridade importante entre estes vírus inclusive na sua estrutura e modo de ação. O que se acha é que o vírus SIV presente no macaco verde africano, de alguma forma, passou à espécie humana e aí teria sofrido uma mutação estrutural, tornando-se patogênico para nossa espécie.
  18. 18. HIVHIV Possui capsídio de membrana fosfolipídica dupla, com duas glicoproteínas: gp120 - liga-se à membrana dos linfócitos T (CD4); gp41 - facilita fusão viral com membrana da célula do hospe- deiro, além de proteger o ácido nucléico viral (genoma). Seu genoma contém duas moléculas de RNA com inúmeros genes.
  19. 19. 28/4/2004 Distribuição geográfica do HIV
  20. 20. Fisiopatogenia do HIVFisiopatogenia do HIV
  21. 21. FisiopatogeniaFisiopatogenia  O vírus é transmitido por troca de fluidosO vírus é transmitido por troca de fluidos orgânicos.orgânicos.  O vírus persiste no hospedeiro por definitivo,O vírus persiste no hospedeiro por definitivo, podendo estar em níveis baixos.podendo estar em níveis baixos.  O vírus apresenta alta taxa de mutação.O vírus apresenta alta taxa de mutação.  A infecção evolui lentamente através de estágiosA infecção evolui lentamente através de estágios HIV: além do mecanismo de destruição dasHIV: além do mecanismo de destruição das celulas CD4 , o vírus induz apoptose celular;celulas CD4 , o vírus induz apoptose celular;
  22. 22. Ciclo viral
  23. 23. “ TransmissãoTransmissão “Já não podemos dizer, na atualidade, que existam “grupos de risco”. A humanidade é o grupo de risco. Existem, isto sim, comportamentos de risco que vamos definir a seguir e certos subgrupos que podem estar mais associados à transmissão da AIDS às pessoas”
  24. 24. Formas de Transmissão do HIVFormas de Transmissão do HIV  SexualSexual  AnalAnal  VaginalVaginal  OralOral  SanguíneaSanguínea  Transfusão Sanguínea e de HemoderivadosTransfusão Sanguínea e de Hemoderivados  Compartilhamento de seringasCompartilhamento de seringas  VerticalVertical  PlacentáriaPlacentária  AleitamentoAleitamento
  25. 25. Infecção pelo HIV: 3 fases distintas:Infecção pelo HIV: 3 fases distintas:  1 –1 – Síndrome Retroviral Aguda.Síndrome Retroviral Aguda. Surge em 2 a 6Surge em 2 a 6 semanas após a exposição ao HIV. Sintomassemanas após a exposição ao HIV. Sintomas inespecíficos.inespecíficos. Disseminação do vírus para órgãosDisseminação do vírus para órgãos linfóideslinfóides: 50 a 75% desenvolvem síndrome semelhante: 50 a 75% desenvolvem síndrome semelhante àà Mononucleose agudaMononucleose aguda, em 3 a 6 semanas., em 3 a 6 semanas.  2 - Latência Clínica2 - Latência Clínica. Pode ser totalmente. Pode ser totalmente assintomática ;assintomática ;  3 - Fase Crítica ou Final.3 - Fase Crítica ou Final. Explosão da cargaExplosão da carga viral, tornando o indivíduo suscetível ao ataque deviral, tornando o indivíduo suscetível ao ataque de microorganismosmicroorganismos oportunistasoportunistas..
  26. 26. Infecção primária • Assintomático 50% • Febre 96% • Adenopatias 74% • Faringite 70% • Exantema 70% • Mialgia 54% • Diarréia 32% • Cefaléia 32% • Náuseas e vômitos 27% • Hepatoesplenomegalia 14% • Perda ponderal 13% • Candidíase oral 12% • Sintomas neurológicos 12%
  27. 27. DiagnósticoDiagnóstico  Clínico: critérios CDC e Rio de Janeiro/Caracas;Clínico: critérios CDC e Rio de Janeiro/Caracas;  Laboratorial:Laboratorial: Isolamento do vírus: Técnicas de cultura viral Sorologia: ELISA: sensibilidade e especificidade > 98% Western blot: Detecta anticorpos contra proteínas do HIV com peso molecular específico Detecção do ácido nucléico ou dos antígenos virais.  RT-PCR.  DNA de cadeia ramificada (bDNA). Teste rápido
  28. 28. Critérios CDCCritérios CDC
  29. 29. Critério Rio de Janeiro/CaracasCritério Rio de Janeiro/Caracas
  30. 30. Critério Rio de Janeiro/CaracasCritério Rio de Janeiro/Caracas
  31. 31. Acompanhamento do indivíduo soropositivoAcompanhamento do indivíduo soropositivo  Fortalecer vínculo com o profissional e o serviçoFortalecer vínculo com o profissional e o serviço  Facilitar acesso ao serviçoFacilitar acesso ao serviço  Aconselhamento (prevenção da transmissão e daAconselhamento (prevenção da transmissão e da reinfecção)reinfecção)  Incorporação de hábitos saudáveis (alimentação,Incorporação de hábitos saudáveis (alimentação, atividade física)atividade física)  Redução de danos (evitar abuso de fumo, álcool, drogasRedução de danos (evitar abuso de fumo, álcool, drogas ilícitas)ilícitas)
  32. 32. Exames iniciais • Hemograma e plaquetas • Perfil hepático, renal, lipêmico e glicemia de jejum (pré-tratamento) • Raio-x de tórax • PPD • VDRL • Citopatológico (colo do útero e anal) • IgG para Toxoplasmose e CMV • Anti-HCV, HBS Ag, Anti-HBc, Anti-HVA • Carga viral e CD4
  33. 33. TratamentoTratamento Objetivos:Objetivos:  Retardar o aparecimento da AIDSRetardar o aparecimento da AIDS  Restaurar a imunidade perdidaRestaurar a imunidade perdida  Reduzir o aparecimento de resistênciaReduzir o aparecimento de resistência
  34. 34. Indicações de tratamentoIndicações de tratamento  TratarTratar  Assintomáticos com CD4<200Assintomáticos com CD4<200  Assintomáticos com CD4 de 200 a 350 –considerarAssintomáticos com CD4 de 200 a 350 –considerar tratamentotratamento  SintomáticosSintomáticos  Grávidas – neonatosGrávidas – neonatos  Exposições de riscoExposições de risco  Não tratarNão tratar  Assintomáticos sem contagem de CD4Assintomáticos sem contagem de CD4  Assintomáticos com CD4 >350Assintomáticos com CD4 >350
  35. 35. Grupos farmacológicosGrupos farmacológicos  Inibidores da transcriptase reversaInibidores da transcriptase reversa  Análogos nucleosídeos(ITRN)Análogos nucleosídeos(ITRN)  Análogos nucleotídeos(ITRNt)Análogos nucleotídeos(ITRNt)  Inibidores da transcriptase reversa não análogosInibidores da transcriptase reversa não análogos nucleosídeos(ITRNN)nucleosídeos(ITRNN)  Inibidores da protease(IP)Inibidores da protease(IP)  Inibidores de fusãoInibidores de fusão  Inibidores de entradaInibidores de entrada  Inibidores de integraseInibidores de integrase  Inibidores de maturaçãoInibidores de maturação
  36. 36. ITRN – análogos pirimidínicosITRN – análogos pirimidínicos DrogaDroga AnálogoAnálogo MetabolismoMetabolismo DerivadoDerivado ativoativo AZTAZT TimidinaTimidina Timidino-Timidino- cinasecinase AZT-AZT- trifosfatotrifosfato ddCddC CitosinaCitosina Deoxicitidino-Deoxicitidino- cinasecinase ddCddC trifosfatotrifosfato d4Td4T TimidinaTimidina Timidino-Timidino- cinasecinase D4T-D4T- trifosfatotrifosfato 3TC3TC CitosinaCitosina Deoxicitidino-Deoxicitidino- cinasecinase 3TC3TC trifosfatotrifosfato
  37. 37. ITRN - análogos purínicosITRN - análogos purínicos DrogaDroga AnálogoAnálogo MetabolismoMetabolismo DerivadoDerivado ativoativo ddIddI AdeninaAdenina 5-nucleotidase5-nucleotidase ddATPddATP ABCABC GuaninaGuanina Carbovir-Carbovir- trifosfatotrifosfato
  38. 38. ITRN – toxicidade relevanteITRN – toxicidade relevante EfeitoEfeito AZTAZT 3TC3TC ddCddC d4Td4T ddIddI ABCABC Anemia e neutropeniaAnemia e neutropenia ++++++ -- -- -- -- -- Neuropatia periféricaNeuropatia periférica -- -- ++++++ ++++++ ++ -- DiarréiaDiarréia -- -- -- -- ++ -- HipersensibilidadeHipersensibilidade agudaaguda -- -- -- -- -- ++++ Acidose lácticaAcidose láctica ++ +/-+/- ++ ++ ++ ++ Estomatite e úlcerasEstomatite e úlceras esof.esof. -- -- ++ -- -- ?? PancreatitePancreatite -- -- -- ?? ++ ?? LipoatrofiaLipoatrofia -- -- ++ ++ ++ ?? Náusea e vômitosNáusea e vômitos -- -- -- -- ++ ++
  39. 39. ITRNt – Tenofovir - TDFITRNt – Tenofovir - TDF  Pró-drogaPró-droga  Interações com ddIInterações com ddI  Ajuste na insuficiência renalAjuste na insuficiência renal  Resistência cruzada com ABC, ddI e 3TC e d4TResistência cruzada com ABC, ddI e 3TC e d4T  Toxicidade semelhante aos ITRN exceto pelo >Toxicidade semelhante aos ITRN exceto pelo > risco de nefrotoxicidade associado com a classerisco de nefrotoxicidade associado com a classe farmacológicafarmacológica
  40. 40. ITRNN – mecanismo de açãoITRNN – mecanismo de ação  Inibição direta e não-competitiva daInibição direta e não-competitiva da transcriptase reversatranscriptase reversa  Baixa barreira genéticaBaixa barreira genética  2 drogas disponíveis2 drogas disponíveis  NevirapinaNevirapina  EfavirenzEfavirenz
  41. 41. ITRNN - toxicidadeITRNN - toxicidade EfeitoEfeito NevirapinaNevirapina EfavirenzEfavirenz DelavirdinaDelavirdina RashRash ++++++ ++++ ++++ TGO e TGPTGO e TGP ++++ ++++ ++++ SintomasSintomas neurol.neurol. -- ++++++ -- DislipidemiaDislipidemia ++++ TeratogênicoTeratogênico -- ++++ ??
  42. 42. IPsIPs  Inibição da protease viralInibição da protease viral  Bloqueia a clivagem da poliproteína gag-polBloqueia a clivagem da poliproteína gag-pol  Temos no Brasil as seguintes drogas disponíveis:Temos no Brasil as seguintes drogas disponíveis:  AtazanavirAtazanavir  RitonavirRitonavir  LopinavirLopinavir  SaquinavirSaquinavir  IndinavirIndinavir  FosanprenavirFosanprenavir  AmprenavirAmprenavir
  43. 43. IP - toxicidadeIP - toxicidade EfeitoEfeito NFVNFV RTVRTV IDVIDV SQVSQV LPVLPV APVAPV ATVATV NáuseaNáusea ++ ++++++ ++++ ++++ ++ ++ ++ VômitosVômitos -- ++++++ ++ ++ ++ ++ ++ DiarréiaDiarréia ++++++ ++ ++ ++++ ++ ++ -- AsteniaAstenia -- ++++ -- -- -- -- -- NefrolitíaseNefrolitíase -- -- ++++ -- -- -- -- PancreatitePancreatite -- -- ++ -- ++ -- -- BilirrubinasBilirrubinas -- -- ++++++ ++ -- -- ++++++
  44. 44. IP- toxicidadeIP- toxicidade EfeitoEfeito NFVNFV RTVRTV IDVIDV SQVSQV LPVLPV APVAPV ATVATV TGO e TGPTGO e TGP ++ ++++ ++ ++ ++ ++ ++ ParestesiasParestesias -- ++++ -- -- ++ ++ -- DislipidemiaDislipidemia ++ ++ ++ ++ ++ ++ -- HiperglicemHiperglicem .. ++ ++ ++ ++ ++ ++ +/-+/- LipodistrofLipodistrof ++ ++ ++ ++ ++ ++ +/-+/- Ac. LáticaAc. Lática -- -- -- -- -- ++ -- RashRash -- -- -- -- -- ++ --
  45. 45. Inibidor de fusãoInibidor de fusão  EnfuvirtideEnfuvirtide  Indicações de uso:Indicações de uso:
  46. 46. Novas drogasNovas drogas  Inibidor de integrase : Raltegravir;Inibidor de integrase : Raltegravir;  Inibidor de CCR5(entrada): Maraviroc:Inibidor de CCR5(entrada): Maraviroc:  Inibidores de maturação;Inibidores de maturação;  Etravirina;Etravirina;  DarunavirDarunavir
  47. 47. Risco de aquisição de infecções após exposição a materiaisRisco de aquisição de infecções após exposição a materiais biológicosbiológicos  HIV:HIV: Risco de soroconversão:Risco de soroconversão:  exposição percutânea - 0,3%exposição percutânea - 0,3%  exposição de pele e mucosas - menor que 0,09%exposição de pele e mucosas - menor que 0,09%  HEPATITE B:HEPATITE B: Risco de transmissão de 1 a 37%Risco de transmissão de 1 a 37%  HEPATITE C:HEPATITE C: Risco de transmissão de 0 a 7%Risco de transmissão de 0 a 7%
  48. 48. Quimioprofilaxia após exposiçãoQuimioprofilaxia após exposição ocupacional ao HIVocupacional ao HIV  11asas recomendações:recomendações: Uso de AZT, 3TC e/ou IDVouUso de AZT, 3TC e/ou IDVou Lpv/rLpv/r  Questões polêmicas:Questões polêmicas:  Fonte com sorologia anti-HIV desconhecidaFonte com sorologia anti-HIV desconhecida  Paciente com HIV resistentePaciente com HIV resistente  Drogas novasDrogas novas  Grávidas (Efavirenz contra-indicado)Grávidas (Efavirenz contra-indicado)  Redução da soroconversão em 80%;Redução da soroconversão em 80%;  Inicio precoce : (ideal até 2 horas do acidente);Inicio precoce : (ideal até 2 horas do acidente);
  49. 49. Exposição sexual acidentalExposição sexual acidental
  50. 50. Principais InfecçõesPrincipais Infecções Oportunistas emOportunistas em pacientes com SIDApacientes com SIDA
  51. 51. Manifestações respiratóriasManifestações respiratórias  A) Infecciosas:A) Infecciosas:  Pneumonias bacterianas;Pneumonias bacterianas;  Tuberculose;Tuberculose;  Pneumonia porPneumonia por pneumocystispneumocystis jiroveciijirovecii;;  Infecções fúngicas (histoplasmose, criptococose, coccidioido-Infecções fúngicas (histoplasmose, criptococose, coccidioido- micose);micose);  Micobactérias atípicas;Micobactérias atípicas;  Outras: CMV, Toxoplasmose,estrongiloidíaseOutras: CMV, Toxoplasmose,estrongiloidíase  B) Neoplasias malignas:B) Neoplasias malignas:  Doença de Kaposi;Doença de Kaposi;  LNHLNH
  52. 52. Manifestações respiratóriasManifestações respiratórias  Pneumonias BacterianasPneumonias Bacterianas  Agentes: Streptococcus e Haemophilus( mais comuns quando oAgentes: Streptococcus e Haemophilus( mais comuns quando o CD4 >200);CD4 >200);  Tuberculose:Tuberculose: acomete indivíduos com qualquer valor de CD4;acomete indivíduos com qualquer valor de CD4;  Ausencia de cavitações quando o CD4<200;Ausencia de cavitações quando o CD4<200;  Deve ser sempre considerada no Diagnóstico diferencial das ITRDeve ser sempre considerada no Diagnóstico diferencial das ITR em pacientes com HIV/SIDA,pois:em pacientes com HIV/SIDA,pois:  A tuberculose é a infecção pulmonar mais comum depois daA tuberculose é a infecção pulmonar mais comum depois da pneumonia bacteriana numa pessoa com imunodepressão. Apneumonia bacteriana numa pessoa com imunodepressão. A tuberculose pode apresentar-se de uma forma atípica e otuberculose pode apresentar-se de uma forma atípica e o diagnóstico é sugestivo se um Raio X do tórax mostrar gângliosdiagnóstico é sugestivo se um Raio X do tórax mostrar gânglios linfáticos hilares, padrão miliar, cavitação, derrame pleural oulinfáticos hilares, padrão miliar, cavitação, derrame pleural ou derrame pericárdico.derrame pericárdico.
  53. 53. PneumocistosePneumocistose  Pneumocystis jiroveciiPneumocystis jirovecii  Fungo ou protozoário?Fungo ou protozoário?  FungoFungo  - Genes: diidrofolato redutase, tubulina,- Genes: diidrofolato redutase, tubulina,  actina e fator 3 de crescimentoactina e fator 3 de crescimento  * Ausência de ergosterol* Ausência de ergosterol
  54. 54. Manifestações Clínicas Pacientes apresentam tosse seca ou produtiva, febre, dispnéia progressiva, perda de peso, anorexia, cianose (dificuldade de troca gasosa), podendo evoluir para insuficiência respiratória. Normalmente, a infecção se restringe aos pulmões, porém com o advento da AIDS e consequente profilaxia, o P. carinni tem acometido outros órgãos como o baço, os linfonodos e a medula óssea.
  55. 55. Diagnóstico Exame microscópico: observação de cistos e trofozoítos corados pelo método de giemsa, ou azul de toluidina, ou calcoflúor branco, ou metenamina-prata. Cultura: não é cultivado. Sorologia: fluorescência direta para detecção de anticorpo monoclonal específico. Não é utilizado clinicamente. LDH – comumente elevado;
  56. 56. TratamentoTratamento  SMX+TMP – 75-100mg de SMX ou 15-20mg de TMPSMX+TMP – 75-100mg de SMX ou 15-20mg de TMP 6/6 h por 21 dias;6/6 h por 21 dias;  Outros : Clindamicina + primaquina,atovaquona.Outros : Clindamicina + primaquina,atovaquona.  Corticóide: se PaO2 < 70mmHg ou diferença alvéoloCorticóide: se PaO2 < 70mmHg ou diferença alvéolo arterial de O2 >35arterial de O2 >35  PAO2 =(FIO2 X 713) - PaCO2 / 0,8PAO2 =(FIO2 X 713) - PaCO2 / 0,8  Depois , PAO2 – PaO2Depois , PAO2 – PaO2  80 mg de prednisona por 5 dias,40 por mais 5 dias e 2080 mg de prednisona por 5 dias,40 por mais 5 dias e 20 pelo resto do TTO.pelo resto do TTO.
  57. 57. Manifestações respiratóriasManifestações respiratórias  Infecções fúngicas :Infecções fúngicas :  Relacionadas a CD4<100 células/mm3Relacionadas a CD4<100 células/mm3  Criptococose pulmonarCriptococose pulmonar  HistoplasmoseHistoplasmose  Infecções virais:Infecções virais:  CitomegalovírusCitomegalovírus
  58. 58. Manifestações gastrointestinaisManifestações gastrointestinais  Candidíase oralCandidíase oral  CD<200CD<200  Forma pseudomenbranosa,eritema e queilite angular;Forma pseudomenbranosa,eritema e queilite angular;  Tratamento: nistatina 500.000 (5ml) UI 5X/dia ouTratamento: nistatina 500.000 (5ml) UI 5X/dia ou cetoconazol,fluconazol;cetoconazol,fluconazol;  Leucoplasia pilosaLeucoplasia pilosa  Causada pelo EBVCausada pelo EBV  Apresenta-se como lesões esbranquiçadas na borda daApresenta-se como lesões esbranquiçadas na borda da lingualingua  Tratamento: melhora da imunidade, aciclovir ou ácidoTratamento: melhora da imunidade, aciclovir ou ácido tricloroacéticotricloroacético
  59. 59. Manifestações gastrointestinaisManifestações gastrointestinais  Vírus Herpes SimplexVírus Herpes Simplex  Tipo 1 – Maior acometimento perioralTipo 1 – Maior acometimento perioral  Tipo 2 – Maior acometimento perineal e genital;Tipo 2 – Maior acometimento perineal e genital;  Tratamento: 1 a 2g de aciclovir por 7-10 diasTratamento: 1 a 2g de aciclovir por 7-10 dias  Úlceras aftosas: causa desconhecidaÚlceras aftosas: causa desconhecida  Tratamento: triacinolona tópica ou talidomidaTratamento: triacinolona tópica ou talidomida VO em casos refratários;VO em casos refratários;
  60. 60. Manifestações gastrointestinaisManifestações gastrointestinais  Candidíase esofágicaCandidíase esofágica  40% dos casos de esofagite em AIDS;40% dos casos de esofagite em AIDS;  Diagnóstico: candidíase oral +disfagia ouDiagnóstico: candidíase oral +disfagia ou odinofagia;odinofagia;  Tratamento: fluconazol 200mg no 1º dia, depoisTratamento: fluconazol 200mg no 1º dia, depois 100mg IV ou VO por 14 a 21 dias;Em casos100mg IV ou VO por 14 a 21 dias;Em casos refratários – Anfotericina Brefratários – Anfotericina B
  61. 61. Manifestações gastrointestinaisManifestações gastrointestinais  Esofagite por CMVEsofagite por CMV  CD4 <100CD4 <100  Caracterizada por ulcerações lineares profundas ;Caracterizada por ulcerações lineares profundas ;  Tratamento :ganciclovir ou foscarnetTratamento :ganciclovir ou foscarnet  Esofagite por HSVEsofagite por HSV  Menos comum que a causada por CMVMenos comum que a causada por CMV  Ulcerações são mais rasas,múltiplas;Ulcerações são mais rasas,múltiplas;  Tratamento : aciclovirTratamento : aciclovir
  62. 62. DiarréiasDiarréias  A Diarreia é a manifestação mais comum deA Diarreia é a manifestação mais comum de infecção pelo HIV.infecção pelo HIV.  Agudas: Até 15 diasAgudas: Até 15 dias  Crônicas : Após 15 diasCrônicas : Após 15 dias Agentes bacterianosAgentes bacterianos Agentes parasitáriosAgentes parasitários OutrosOutros °Salmonela spSalmonela sp °ShigellaShigella °Campilobacter sp.Campilobacter sp. °MycobacteriumMycobacterium tuberculosis/aviumtuberculosis/avium °Cryptosporidium parvumCryptosporidium parvum °Isospora belliIsospora belli °MicrosporidiumMicrosporidium °Giardia lambliaGiardia lamblia °Entamoeba histolyticaEntamoeba histolytica °Strongyloides stercoralisStrongyloides stercoralis °CitomegalovírusCitomegalovírus °HIVHIV °Neoplasias malignasNeoplasias malignas (Doença de Kaposi,(Doença de Kaposi, Linfoma)Linfoma)
  63. 63. DiarréiasDiarréias  CriptosporidioseCriptosporidiose  Agente etiológico:Agente etiológico: Cryptosporidium parvumCryptosporidium parvum  CD4 <100CD4 <100  Diarréia aquosa ,sem sangue,podendo serDiarréia aquosa ,sem sangue,podendo ser volumosa;volumosa;  Tratamento : melhora do CD4Tratamento : melhora do CD4  Controverso: paramomicinaControverso: paramomicina +azitromicina,claritromicina e Nitazoxanide+azitromicina,claritromicina e Nitazoxanide
  64. 64. DiarréiasDiarréias  IsosporíaseIsosporíase  Agente etiológico:Agente etiológico: Isospora belliIsospora belli  Caracteriza-se por quadro de diarréia aquosa,Caracteriza-se por quadro de diarréia aquosa, sem sangue acompanhada de sintomas gerais:sem sangue acompanhada de sintomas gerais: cólicas, perda ponderalcólicas, perda ponderal  Tratamento: SMX+TMP - 800/160 6/6h porTratamento: SMX+TMP - 800/160 6/6h por 10d, depois 800/160 de 12/12h por 21 d;10d, depois 800/160 de 12/12h por 21 d;  Alternativa:ciprofloxacina ouAlternativa:ciprofloxacina ou pirimetamina+ácido folínicopirimetamina+ácido folínico
  65. 65. DiarréiasDiarréias  MicrosporidioseMicrosporidiose  Agentes etiológicos:Agentes etiológicos:E.bieneusi (80 a 90%)E.bieneusi (80 a 90%)ee E.intestinalis(10 a 20%)E.intestinalis(10 a 20%)  CD4<100CD4<100  Diagnóstico : microscopia eletrônicaDiagnóstico : microscopia eletrônica  Tratamento: melhora do CD4Tratamento: melhora do CD4  E.bieneusi – Fumagilina 60m/d 14dE.bieneusi – Fumagilina 60m/d 14d  E.intestinalis – Albendazol 400mg 12/12h porE.intestinalis – Albendazol 400mg 12/12h por 3-4 semanas3-4 semanas
  66. 66. DiarréiasDiarréias  CiclosporíaseCiclosporíase  Agente etiológico: Cyclospora cayetanensisAgente etiológico: Cyclospora cayetanensis  Tratamento :800/160 mg de SMX+TMP deTratamento :800/160 mg de SMX+TMP de 6/6h por 7-10 dias;6/6h por 7-10 dias;  MACMAC  CD4<100CD4<100  Tratamento:Claritromicina ou azitromicina +Tratamento:Claritromicina ou azitromicina + etambutol por 1 anoetambutol por 1 ano
  67. 67. Manifestações neurológicasManifestações neurológicas  NeurotoxoplasmoseNeurotoxoplasmose  Manifestação neurológica mais comum no HIV;Manifestação neurológica mais comum no HIV;  CD4<100CD4<100  TC – lesões com efeito de masssa com reforço de contraste aoTC – lesões com efeito de masssa com reforço de contraste ao redorredor  Convulsões ,torpor,alteração de pares cranianos.Sinais deConvulsões ,torpor,alteração de pares cranianos.Sinais de irritação meníngea são incomunsirritação meníngea são incomuns  LCR – importante para afastar outras causas de acometimento deLCR – importante para afastar outras causas de acometimento de SNC;SNC;  Tratamento :Tratamento : sulfadiazina+pirimetamina+ac.folínico,Clindamicina+pirimetamisulfadiazina+pirimetamina+ac.folínico,Clindamicina+pirimetami na+ac.folínico ena+ac.folínico e SMX+TMPSMX+TMP
  68. 68. Manifestações neurológicasManifestações neurológicas  Neurocriptococose(Neurocriptococose(C.neoformans var.neoformansC.neoformans var.neoformans))  CD4<100CD4<100  Caracterizada por cefaléia,torpor,febre,sinais deCaracterizada por cefaléia,torpor,febre,sinais de irritação menígea,aumento da PICirritação menígea,aumento da PIC  Diagnóstico : TC e RNM – pouco característicosDiagnóstico : TC e RNM – pouco característicos  LCR: Tinta da china(+) ,Látex ,culturaLCR: Tinta da china(+) ,Látex ,cultura  Tratamento : menor gravidade- fluconazol;maiorTratamento : menor gravidade- fluconazol;maior gravidade – anfotericina por 2 semanas seguido degravidade – anfotericina por 2 semanas seguido de fluconazol 400mg por 8 semanasfluconazol 400mg por 8 semanas  Manutenção : fluconazol 200mg/diaManutenção : fluconazol 200mg/dia
  69. 69. Manifestações neurológicasManifestações neurológicas  LEMPLEMP  Causada pelo vírus JCCausada pelo vírus JC  CD<100CD<100  Lesão de substância branca sem efeito de massaLesão de substância branca sem efeito de massa  Alterações cognitivas e sinais focaisAlterações cognitivas e sinais focais  Diagnóstco- PCR para JCV em LCRDiagnóstco- PCR para JCV em LCR  Tratamento : não há tratamento específicoTratamento : não há tratamento específico  Linfoma primário de SNCLinfoma primário de SNC  Apresentação radiológica semelhante a neurotoxo;Apresentação radiológica semelhante a neurotoxo;  Cd<100Cd<100  Lesão com efeito de massa e geralmente periventricularLesão com efeito de massa e geralmente periventricular  Tratamento: radio e quimioterapia + HAARTTratamento: radio e quimioterapia + HAART  Sindrome demencial associada ao HIVSindrome demencial associada ao HIV  Atrofia de substância branca;Atrofia de substância branca;  Tratamento:HAARTTratamento:HAART
  70. 70. Sarcoma de KaposiSarcoma de Kaposi  Causado pelo HHV-8Causado pelo HHV-8  Caracterizado por pápulas ,máculas,ou nódulos de coloraçãoCaracterizado por pápulas ,máculas,ou nódulos de coloração vinhosa ou acastanhada;vinhosa ou acastanhada;  Pode acometer pele, mucosas, pulmões,tubo digestivoPode acometer pele, mucosas, pulmões,tubo digestivo  Diagnóstico através de biopsiasDiagnóstico através de biopsias  Tratamento:Tratamento:  HAART ; em lesões localizadas tratamento tópico comHAART ; em lesões localizadas tratamento tópico com radioterapia ,crioterapia,laser,ressecção ou infiltração deradioterapia ,crioterapia,laser,ressecção ou infiltração de quimioterápicosquimioterápicos  Quimioterapia sistêmica – vimblastina,vincristina,bleomicina,Quimioterapia sistêmica – vimblastina,vincristina,bleomicina, doxorrubicina lipossomaldoxorrubicina lipossomal
  71. 71. CMV ocularCMV ocular  Manifestação ocular mais grave na SIDA;Manifestação ocular mais grave na SIDA;  CD<50CD<50  Caracteriza-se por perda progressiva da acuidade visualCaracteriza-se por perda progressiva da acuidade visual com borramento e escotomas;com borramento e escotomas;  Diagnóstco: fundoscopia direta ( lesão exsudativaDiagnóstco: fundoscopia direta ( lesão exsudativa retiniana com áreas de hemorrragia (“imagem de queijoretiniana com áreas de hemorrragia (“imagem de queijo com ketchup”)com ketchup”)  Tratamento : ganciclovir IV POR 14-21 dias ouTratamento : ganciclovir IV POR 14-21 dias ou foscarnetfoscarnet  Manutenção : ganciclovir IV ou oralManutenção : ganciclovir IV ou oral

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