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projeto Agá o quê - ETEC Anna de Oliveira Ferraz - Araraquara.

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  1. 1. Agá o quê? Cartoons em revista Alunos participantes: Allan Barbosa de Vasconcelos Nº 1 Ariadny Fukunaga Nº 4 Beatriz Marques da Silva Nº 5 Daniel Ribeiro Nº 7 Maiary Souza Nº 25 Marcos Melo N º 26 Mariana Cayres Simão Nº 27 Roberto Campos dos Reis Junior Nº 34 Professores coordenadores do projeto: Eliana Orlando Fais Disciplina: Língua Portuguesa Laís Miriam Sanchs Z. de Campos Disciplina: Inglês Richard Luís Valladão Disciplina: Artes Centro Paula Souza/ Etec Anna de Oliveira Ferraz Alunos integrantes do 1º ano B/ Sala 10
  2. 2. Sumário Introdução.................................................................... 1 History of comics ............................................................ 2 Background of comics ........................................................................................................... 2 Rise of Comic Books ......................................................... 4 Comics in Brazil ..................................................................................................................... 5 Who invented the comics?.................................................................................................... 6 The Press in Comics............................................................................................................... 7 How came the comic strips in the world and in Brazil?........................................................ 8 Comentários................................................................... 8 Ideograma ............................................................................................................................. 8 XILOGRAVURA....................................................................................................................... 9 Xilogravura popular brasileira............................................................................................... 9 The evolution of the comics............................................... 10 Superheroes and the Golden Age ....................................................................................... 10 The comics Code ................................................................................................................. 12 The Silver Age of The Comics .............................................................................................. 12 Underground comics........................................................................................................... 13 The Bronze Age ................................................................................................................... 14 The Modern Age.................................................................................................................. 15 Comentários................................................................. 16 The structure and production of comic Books ........................... 17 Structure of the HQs: ........................................................................................................... 17 Production of The HQs:....................................................................................................... 23 Comentários................................................................. 24 Steps of comics ............................................................ 25 Comentários................................................................. 27 História em quadrinhos no Brasil ......................................... 28 Precursores e primeiros passos (1837 - 1895).................................................................... 28 Século XX............................................................................................................................. 29 O Tico-Tico (1905 - 1957) .................................................................................................... 29 Os suplementos de jornais e o surgimento das editoras (1929 - 1959) ............................. 30 Década de 1960................................................................................................................... 37
  3. 3. 2 Década de 1970................................................................................................................... 42 Década de 1980................................................................................................................... 48 Década de 1990................................................................................................................... 51 Século XXI............................................................................................................................ 54 Década de 2000................................................................................................................... 54 Comentários................................................................. 55 Cartoonists ................................................................. 56 Maurício de Souza............................................................................................................... 56 Walt Disney ......................................................................................................................... 58 Ziraldo.................................................................................................................................. 61 Henfil ................................................................................................................................... 65 Jim Davis.............................................................................................................................. 68 Bill Watterson...................................................................................................................... 71 Calvin and Hobbes............................................................................................................... 72 Autobiografias.............................................................. 74 Allan..................................................................................................................................... 74 Ariadny ................................................................................................................................ 76 Beatriz ................................................................................................................................. 76 Daniel .................................................................................................................................. 77 Mariana ............................................................................................................................... 78 Maiary ................................................................................................................................. 79 Roberto................................................................................................................................ 81 Marcos................................................................................................................................. 83 SNOW WHITE............................................................. 85 OS TRÊS PORQUINHOS.................................................. 88
  4. 4. Introdução Este trabalho tratará sobre as histórias em quadrinhos, origens, criadores, evolução, produção e estética, visando aprofundamento sobre o assunto vinculado a atividades em sala de aula, sendo tal projeto exercido pelo grupo de alunos do 1º ano B – sala 10 do Centro Paula Souza/ Etec Anna de Oliveira Ferraz, associado às disciplinas de Artes com o coordenador Richard Luís Valladão, Língua Portuguesa com a coordenadora Eliana Orlando Fais e Inglês com a coordenadora Laís Miriam Sanchs Z. de Campos. Cada integrante da equipe desempenhou papel fundamental para o projeto, sendo de responsabilidade do grupo a apresentação do conteúdo e uma história em quadrinhos para ser avaliado pela coordenadora do curso de inglês, comentários sobre o assunto, outra história em quadrinhos e a biografia pessoal de cada integrante do grupo para avaliação da coordenadora do curso de língua portuguesa e a estética do trabalho, associado à produção artística dos textos e todos os elementos artísticos do projeto para avaliação do coordenador do curso de artes. Cumprido tais objetivos, fica a critério pessoal a participação do aluno no projeto, sendo de responsabilidade total da pessoa a autobiografia, pois está relacionada ao critério pessoal, tendo de ser respeitado. No trabalho deve-se manter o conteúdo em língua inglesa e os comentários finais de cada tópico em língua portuguesa, assim foi estabelecido que os comentários, que são observações extras sobre o assunto, ficariam ao final do assunto abordado, facilitando análise, entendimento e produção do texto. Nesse livro visamos aplicar todos os conhecimentos pesquisados em fontes diversas, para criação de algo original, único e criativo, desvinculados a plágios ou conteúdo ofensatório ou degradante, possuindo ao final, todas as fontes de busca e pesquisa para criação do projeto.
  5. 5. 2 History of comics ince the first drawing in stone until his great artistic influence: the comic marked history, counting in an informal way and always innovative, the stories of the people, their culture, their passions, their idols. Bringing heroes and structuring an intense social criticism, the Comics adaptations faced artistic varied formats, commerce and public industry. In Brazil, comics, comics struggled to survive and excel in the global market. The Comics have a lot of history to tell. Background of comics With a flash-back by antiquity, we can think that the first men began a phase of contemplation of the world where they lived from the time that gave wings to imagination. The graphic communications may have taken the first steps with stone drawings of animals with six legs, giving a poor (but perceptible) idea of movement. The idea of telling stories through images can be observed from pre-history. At that time, humans drew the rocks the events of your day-to-day, as the fighters they performed. Drawings of this type exist in the caves of Lascaux in France, as elsewhere in the world, and are called rock art. Whoever has the chance to see these paintings may notice that the images follow a sequence - like the comics we know today. The Egyptians stepped more convincing developing one of the first form of written language (hieroglyphs - an orderly reading through pictures). Egyptian artists thus created the concept of continuity, a series of grouping pictures compositions - similarly to HQs (Comics). Likewise, the Babylonians represented in relief, sculptures and bas-reliefs detailed their stories. The Greeks were responsible for the next step in the development of art: the human figure became the center of attention, resulting in their refinement and emphasis of the narrative element. S
  6. 6. 3 Already in antiquity we have the example of Trajan, the Roman emperor who, in the year 113d.c. he built a column where their battles were counted in several drawings spiral. The column today takes its name and the beholder can see that the images obey an order and are related to each other, telling a story. Already the Romans gave rise to satirical drawings that achieved great popularity. The Vikings also built pictures that adorned carpets and manuscripts. More and more the graphical interpretation was being developed and the art of storytelling through images was becoming a universal language. In the Middle Ages from the 14th century we have another example of a story that recalls the comic: the Way of the Cross Christian - the story of the trial and crucifixion of Jesus told by the Catholic Church, which is narrated in various styles. In some churches it is made of stone, in others, in paintings or handmade panels. But the author of the comic, which was closer to the one we know today was the Swiss teacher Rodolphe Töpffer who designed M. Vieux-Bois perhaps the first comic book in the world created in 1827 However the first comic published in the format set out today was the Yellow Kid comic strip published on May 5, 1895 in the World Journal New York United States. Its author Richard F. Outcault was the first to use lines in your drawings - those balloons we see in current comics. "But long before that several other authors have produced stories illustrated in the drawings appeared in sequence with the text corresponding to the narrative or characters to speak of just below the illustration. In Brazil the comic appeared at the same time around 1869 with the cartoonist Angelo Agostini who created The Adventures of Nho Quim and Ze-Caipora in Life magazine Fluminense of Rio de Janeiro although they were not the same comic books we know today as the Yellow Kid why are
  7. 7. 4 not considered the first comics. In the early 20th century magazines for children as Tico-Tico and Sesinho - relaunched in 2001 - brought comic blockbuster. Later in 1960 comic books famous as the Panel of Pererê cartoonist Ziraldo and the Monica's Gang Maurício de Sousa arriving at newsstands Rise of Comic Books The first comic book manufactured in weight emerged in England in the XVII century. With time onwards new comics and publications in Europe and USA, with the improvement of certain techniques comparison. However, the comics were considered an art "minor", and its greater acceptance among lay people. Taking advantage of this, the comic went into the common man's life through the newspaper, taking the form of "strips". Humor became the more unexceptional theme in comics from the XIX century thanks to this new format found among journalists. Of the newspapers, comic strips emerged (Yellow Kid, Mutt and Jeff, and others) who have done long careers at the press. In the early twentieth century, the "fantastic" became a common theme in comics, as well as the concerns with reference and presentation. With the emergence of publishers Comics, these consecrated and adopted a new style of publishing, with an aspect created by the union of different unique strips (no more "newspaper strips"). It seemed that the comic had found the right path, but this was not enough to assure autonomy. Along with the progressive removal of the old features of "newspaper strips", the theme of HQ has undergone changes, containing most of the time, adventure stories. However, the quality of thematic magazines still remained below the "newspaper strips." It was evident that the comics needed a renewal theme, seeking a new focus. The solution found was the old non-illustrated novels, and the success was surprising.
  8. 8. 5 Comics in Brazil The children's magazine “The Tico- Tico” was the first comic printed in Brazil in 1905, highlighting local artists when original U.S. no longer held. Gradually, the Brazilian artists were standing out with their own comics. Until the 60s, the national HQs had as its main theme the superheroes, trend due to the influence of North American comics in Brazil. However, the "competition" between national comics and Americans was unfair: the imported product was better and cheaper than the national. The consequence was that few superheroes stayed firm - "Captain 7" is a proud exception. Around the 70's came a new copyright law, eliminating many plagiarisms among Brazilian HQs. With the end of the "golden age" of superheroes national Brazilian authors left to the path of humor, horror and erotic. Today, the Brazilian HQs are among the best in the world in many of the factions in the market.
  9. 9. 6 Who invented the comics? The first modern comic book (HQ) was created by the American Artist Richard Outcault in 1895. "The language of comics, with the adoption of a fixed character, action and fragmented frameworks balloons texts, appeared in the New York tabloids with the Yellow Kid, says historian and journalist Álvaro Moya , author of History of Comic Books. The strip of Outcault was so successful that the big New York newspapers went on the warpath to have the Yellow Kid in its pages. But it is clear that this original format to tell a story not appeared at the head of Outcault of a sudden. If we look for the first roots of the comic, we can reach the cave paintings made by prehistoric men that served to tell, for example, as were his adventures in hunting. The paintings of medieval churches who depicted Sacred Way - the last moments of Jesus' life on earth - can also be considered ancestors of the strips. The big difference is that these ancestors of comics had no text, the plots were developed only a sequence of drawings. "The comics are a means of mass communication that combines two different codes to convey a message: the linguistic (text) and pictorial (image)," says the researcher Waldomiro Vergueiro, coordinator of research Comic, University of São Paulo (USP). It was only in the 19th century that things began to change, with pioneers such as Swiss Töpffer Rudolph, the Frenchman Although these artists have created works combining text and image years before Yellow Kid, important characteristics of modern comics, such as the use of baloons with the "lines", for example, really only appear in American comic strip character. Georges Colomb and even the italian Angelo Agostini, settled in Brazil since the age of 16.
  10. 10. 7 The Press in Comics Strips are like little comic book, only much minors who narrate facts of various styles. We can find them in newspapers, magazines and comic books. What are we talking about here is the funny comic strips of usually cause laughter to those who read. Some strips are already so popular of turned up book as the case of Mafalda, a girl of about seven years old, who hates soup and loves the Beatles and the animations of the woodpecker, it behaves like a boy of his age, but lives questioning the world in which he live and the life he has. Helga and Hagar Another famous strip is Helga and Hagar, the couple vicking. Helga a housewife and bossy, being the essence of the perfect figure "super mom" who often argues with Hagar about his habits like forgetting to wash your hands, do not wipe your feet before entering or even when of it will grow and Hagar, the Viking protagonist, he's a warrior who often tries to invade England and other countries, takes a personal frustrated life is both a fierce warrior, as a family man. His personal hygiene is exceptionally poor and his annual bath is a time of celebrations.
  11. 11. 8 How came the comic strips in the world and in Brazil? The strips can also be made of events in sports, in politics, among other topics which are criticized and ironized through bizarre drawings . In the nineteenth century was the United States who began publishing in newspapers weekly colored strips each Sunday. They followed the newspapers as if children's supplement. Adolfo Aizen brought this idea to Brazil only in 1930. The strip came the idea of short stories, so that the reading of the text was fast, efficient and good-natured. Classes are used in Portuguese and in almost all textbooks found strips for analysis and study. Comentários Ideograma Ideograma é um símbolo gráfico utilizado para representar uma palavra ou conceito abstrato. Os sistemas de escrita ideográficos originaram-se na antiguidade, antes dos alfabetos e números. Como exemplos de escritas ideográficas, podemos citar os hieróglifos do antigo Egito, a escrita linear B de Creta e a escrita maia, assim como os caracteres Hanzi utilizados em chinês e japonês.
  12. 12. 9 XILOGRAVURA Xilogravura é a técnica de gravura na qual se utiliza madeira como matriz e possibilita a reprodução da imagem gravada sobre papel ou outro suporte adequado. É um processo muito parecido com um carimbo. Foi muito usada na produção das primeiras histórias em quadrinho, pois podiam produzir muitas copias, sendo o único meio de se transmitir uma ideia para diversas pessoas. Graças a xilogravura as tirinhas passaram a ser conhecidas e logo depois os quadrinhos se tornaram cada vez mais famosos. É uma técnica em que se entalha na madeira, com ajuda de instrumento cortante, a figura ou forma (matriz) que se pretende imprimir. Após este procedimento, usa-se um rolo de borracha embebida em tinta, tocando só as partes elevadas do entalhe. O final do processo é a impressão em alto relevo em papel ou pano especial, que fica impregnado com a tinta, revelando a figura. Xilogravura popular brasileira A xilogravura popular é uma permanência do traço medieval da cultura portuguesa transplantada para o Brasil e que se desenvolveu na literatura de cordel. Quase todos os xilografos populares brasileiros, principalmente no Nordeste do país, provêm do cordel. Entre os mais importantes presentes no acervo da Galeria Brasiliana estão Abraão Batista , José Costa Leite,J.Borges,Amaro Francisco, José Lourenço e Gilvan Samico. Abraão Batista
  13. 13. 10 The evolution of the comics Superheroes and the Golden Age n 1938, after Harry Donenfeld’s partner, Wheeler-Nicholson quited , the editor Vin Sullivan's from National Allied brought a creation of Siegel / Shuster for the cover page (although the story is secondary in the magazine) 10 in Action Comics # 1 (June 1938.) Was the disguised alien hero, Superman, wearing colorful clothes and a cape like the circus performers, and that would become the archetype of the "super-heroes" who would follow. The issue of Action Comics would become the American comic book with the second highest number of copies, close to Dell's Four Color Comics which is the record holder with approximately 860 publications. The fans call the period from the late 1930s to the late 1940s the "Golden Age" of American comics. Action Comics Marvel and Captain Marvel sold half a million copies every month and 11 comics have become a popular and cheap means of entertainment during the World War. With the end of the war, the popularity of superheroes declined rapidly. Editors began, around 1945, replacing them with adventures of juvenile humor (symbolized in Archie Comics), animals such as Walt Disney, science fiction, westerns, romance and parodies. The Timely superheroes were canceled in 1950 to the latest figures of Captain America. Only National Heroes (Superman, Batman and Wonder Woman) continued, but were close to extinction in 1952. The "comics" continued to have high bandages. The magazine Walt Disney's Comics and Stories has sold nearly three million copies per month in 1953. I
  14. 14. 11 Nearly a dozen titles with animals Dell sold a million copies every month while the horror comics of EC Comics, geared towards adult audiences, 400.000 monthly. Mary Marvel in the cape of the magazine Wow Comics #38, one of the most popular characters of the Marvel Family
  15. 15. 12 The comics Code Between the end of the 1940s, and the beginning of the 1950s, the comic books of Horror and Crime Grew up mostly Especially for violent content and blood. The EC ("Educational Comics" then called "Entertaining Comics") owned by Max Gaines, after his death passed to his son Bill Gaines and became a major commercial success and brought a creative art. The careers of many famous artists like Al Feldstein, Wallace Wood, Reed Crandall, Jack Davis, Will Elder and others began in the offices of EC13. Despite the clear quality of the work, the psychiatrist Fredric Wertham accused Gaines of publishing comics more infamous. Wertham's book called Seduction of the Innocent (1954), held that there was sadistic and homosexual perversions in horror stories and superheroes. Then a moral crusade blamed comic books for juvenile delinquency in the lower classes of the population, and the use of drugs and, ultimately committing crimes. A Senate subcommittee discussed the comics (April- June 1954). The Silver Age of The Comics The Silver Age of Comics was the period in which superheroes returned and dominated the publications of two major American comics publishers, Marvel and DC. In mid-1950, following the popularity of the TV series The Adventures of Superman, editors experienced the genre of superheroes again. The magazine Showcase # 4 (National, 1956) reintroduced the superhero The Flash reformatted and started a second wave of popularity of the genre that would become known as the Silver Age. The National expanded line of superheroes over the next six years, introducing new versions of Green Lantern, Elektron, Hawkman and others.
  16. 16. 13 In 1961 the editor / writer Stan Lee and his co- writer Jack Kirby created the Fantastic Four for Marvel Comics. This magazine started a wave naturalistic literature of superheroes that were humanized, sense fear and facing inner demons, they had difficulties such as lack of money. Illustrated by the dynamic art of Kirby, Steve Ditko, Don Heck and others who completed the colorful prose of Lee, the new style has created a revolution that made fans than children college students. Marvel has been restricted to a few titles that were distributed by the National rival, a situation that would continue for the entire decade of 1960. Other publishers followed the new strand as the American Comics Group (ACG), the small Charlton, initial home of many professionals like Dick Giordano; Dell, Gold Key, Harvey Comics (famous for the characters of the class of Casper) and Tower. Underground comics In the ending of 1960s and early than 1970s was the popularization of so- called underground comics. Launched in independent publications and outside of the circuit of major publishers, was a reflection of the counterculture of the time. The characters were misfits, irreverent, as had been the first comic. A milestone was the publication of Robert Crumb called Zap Comix # 1 in 1968, which had as its background the comic porn dubbed "Tijuana bibles", dating from the year 1920 and The Adventures of Jesus, Frank Stack, published in 1962. Although many of the artists continue their work with the underground movement, which would have ended in the ending of 1980s, being replaced by alternative comics and aimed for adult audiences.
  17. 17. 14 The Bronze Age The magazine “Wizard” used the term "Bronze Age" in 1995 to identify the Era of Contemporary Horror. Already historians and fans call the "Bronze Age" to describe the period of American comics in which there were significant changes from the 1970s. Unlike the transition Golden Age / Silver Age, the Bronze Age came without magazines had interrupted the continuity, yet no magazine entered the Bronze Age at the same time. Changes that are routinely cited as landmarks of the transition between the Silver Age and the Bronze Age are:  An explosion of heroes without powers or anti-heroes like Conan, Tomb of Dracula, Kamandi, Swamp Thing, Man-Thing and Ghost Rider.  Comics that introduced social issues like drug abuse in Spider-Man and Green Lantern / Green Archer.  Reconfiguration of many popular characters, as a "dark" Batman would approach the original conception of the 1930s, several changes in Superman such as the disappearance of Kryptonite and the temporary loss of powers of the Wonder Woman.  The death of important characters such as Spider-Man's girlfriend (Gwen Stacy), the Doom Patrol and several members of the Legion of Super-Heroes.
  18. 18. 15 The Modern Age The development of a new distribution system in the 1970s, and specialized bookstores frequented by collectors and coincided with the appearance of magazines with special stories. The comics in continuity had an increase of complexity, requiring readers they spent more magazines to reach the end of the story. The price of magazines rose enough, causing the lack of paper in United States. In the mid of the 1980, two mini-series published by DC Comics, Batman: The Dark Knight Returns and Watchmen, caused a profound impact on the American comic book industry. The popularity and attention from the mainstream media that rose, combined with the social changes caused a change of themes that have become more mature and dark. The growing popularity of anti-heroes like Punisher and Wolverine were against that produced so independent counsel, as the comic nihilists and obscure the First Comics, Dark Horse Comics (founded in 1990) and Image Comics. The DC followed the wave with the publication of "A Death in the Family," the story in which the Joker brutally murders Robin. Marvel managed to keep up with the various titles of the X-Men with stories that approached genocide of mutants and allegories about religion and ethnic persecution. In 2000, the tide had already exhausted and despite the Marvel and DC still launches the special stories, magazines ceased to be consumed in mass, as in the past decades. D espite publications have fallen, the licensing of characters to new markets such as electronic games and feature films, perpetuated their image in the general public. Continued the special stories promoted as major events such as the wedding of Spider-Man (with Mary Jane), Superman's death and the death of Captain America, with extensive press coverage. justiceiro and Wolverine
  19. 19. 16 Comentários O Capitão-América foi um personagem criado durante o período da segunda guerra mundial (1939-1945) influenciado pela grande produção de HQs nos Estados Unidos para arrecadação de fundos para o governo, e sendo um símbolo norte-americano. Após o fim da guerra esse herói entrou em queda e retornou vinte anos depois na Marvel Comics, sendo usado sempre como ideal político, em revistas que retratavam a guerra fria. Ao longo do tempo perdeu seu caráter político e passou a ser um símbolo americano, e passou a integrar o grupo Os vingadores, que devido ao sucesso criou-se um filme. Apesar disso, esse herói é mal visto por outros países atuais e sendo reportado como na China e Coréia do sul, sendo que na Rússia o nome completo do filme (“Capitão América o primeiro vingador”) foi substituído por “O primeiro vingador”. Atualmente, devido ao desenvolvimento tecnológico e criação de jogos eletrônicos, a fabricação de HQs perdeu impulso e foco e para não perder o negócio empresas como a Marvel e a DC passaram a integrar o universo dos jogos. Influenciados pelos nomes dos heróis famosos e interligado a tecnologia, o publico passou a adquirir cada vez mais os produtos dessa área, fornecidos por empresas que apostam nesse ramo agora. jogo liga da justiça – ps3
  20. 20. 17 The structure and production of comic Books any wonder how it is elaborated a comic book and think that is a hard-work to its creation. Unlike what people think, it is simple to create comic books, but for that you must respect some elements, and then produce the HQ. Structure of the HQs: 1º - Frames: is the space where it mounts the stage of history. Several frames are needed to make a comic. They are not always sq., according to the scene are rectangular, long or high, round or even without the frame. This element varies with the type of structure and timing of the book, and at the beginning of the creation of this model magazine, simple frames or even without them being little or, as in simple caricatures and comic strips (like a newspaper). Note: Simple frame Two frames. The first one isn’t closed delimiting the bottom and the water in the scene. In this case the frames has different sizes and tension expressed in the scene, divided into several parts and superimposed. M
  21. 21. 18 2º - Chute: is the space between the frames, the lower a chute faster the scene, and the further away, the slower is the scene. To decorate the design, many artists paint the gutters with contrasting colors or similar, depending on the scene. See the examples: 3º - Balloon and reminders: Balloon is the speech bubble which presents all the characters' speeches. For the speech bubbles do not stay long the authors typically use short sentences , using objectives and easy words for the simple understand _ . Before the drawing is created which will position the balloon speech, so it is avoided that the pattern occupies more space than the desired speech. There are several speech bubbles to represent many expressions varying in color, shape and position. There are also reminders which are the closed balloons _ , usually square or rectangular, staying in the top left corner, but may vary from position. Show the tells of the narrator, but also can show the character's thoughts. Chute
  22. 22. 19
  23. 23. 20 4º - Letters, title and onomatopoeia: the letters are uppercase, varying with the situation changes the color and structure of the source, especially in the title. Onomatopoeia words are sounds represented by expressing natural phenomena, feelings, sensations, sounds of various objects and actions. When represented out of a balloon transmit idea of effect suffered by the person or the environment when they are in the balloon show an action of the person, usually: Outer effects Besides the letter in each different situation, it also changes the balloon used 5 - Drawing and characters: to create a comic, it is not necessary to know to draw perfectly, but knowing how to use diverse elements, inanimate objects, feelings, body parts and scenes to
  24. 24. 21 create something creative. In addition, there are techniques to convey ideas and feelings conveyed by the characters, like the focus on character, using quotes, dripping sweat, air displacement effect to suggest movement or sensation in character, play of light and shadow, the varying role the character in the story (villain, hero, neutral) physical characteristics are important, bodily expressions, proportions and feature. The setting depends on the intention of the author, can show the environment that the story develops, or can be a colored background when the site does not have much importance. Assists greatly in the design and actions of the characters. The scenery is present in the first frame, showing where the scene unfolds, but to focus on the comic situation following the detailed background and some uses a colored background with cold colors and evolving to hot colors in order to show a conflict in scene.
  25. 25. 22 6 - Visual Narrative: is the way we read the comic strip, being from left to right, top to bottom. The character who speaks or greater prominence, usually is left, but can also stay at another angle, long as it receives prominence in the scene. Movements and glances are positioned according to the action, in other words, if a character points to the sky and asks to look at, the other will not stay looking at the reader, for example
  26. 26. 23 But there is variation in the creation of visual narratives like the Manga, who are Japanese comics, which due to reading from right to left, top to bottom, changes the entire structure. Production of The HQs: Production of HQs: To create the comics, the artist follows the structures mentioned above and before starting work, thinks of the story, even creating scripts for the story. Soon after this script, is also produced the outline of the characters, associated with the script. Then it creates the title where it is bordered along the frames is, and next to the frames is measured the space balloon and chute. After that, the characters are drawn in embedded speech and onomatopoeia. After the fitting and design, the story is decorated with colors, effects and finally, uses the word END indicating the end of the story. - “Hi, guys.” -“mother,let´s play?”
  27. 27. 24 Comentários Você sabe o que é um Mangá? Não é uma fruta, muito pelo contrário, são na verdade as historias em quadrinhos japonesas, que tiveram início na Idade-Média feudal, onde artistas passavam em vilas apresentando teatros de fantoches. Devido a popularidade das historias, essas passaram a serem escritas em rolos de papel, assim surgiram os mangás. Com o surgimento da imprensa no século XV, ganhou impulso a divulgação dos mangás, mas na segunda guerra mundial sua fabricação foi suspensa. Retornou em 1945, sendo um dos poucos atrativos da cultura japonesa,o que lhe garantiu impulso, sendo que devido a fama das histórias e modo de desenhar (personagens expressivos, olhos grandes, personagens com características muito diferentes da cultura de massa) fez com que esse sucesso fosse mundial e se transforma-se em desenhos (animes, que são a derivação de um mangá para um desenho animado) e mais tarde filmes. Exemplos de mangás famosos são Dragonball Z, Pokemon, :Yu-gi oh, Naruto entre outros, mas já ocorreu o inverso onde filmes ou desenhos viraram mangás como Bob Esponja, Os Simpson, mas também há HQs que foram adaptados para mangá como a Turma da Mônica, isso devido ao sucesso que teve no japão.
  28. 28. 25 Steps of comics he comics have more parts before your creation. These parts together create great comics. 1.Argument: the idea of the plot briefly beginning, middle and end. 2.Melódica: The melódica is nothing more than the structure of the script, which will include the scenes in order and what happens in each scene. The way of writing the melódica can vary from writer to writer, but usually not usually very detailed, containing only basic information to guide the final written later. 3.Screenplay: All the scenes with scenes, dialogues, presentation of characters, plot development, dramas and finalization. To produce a good script there are four very important tips: Writing: Write a lot. Write all the time thinking. Cannot come to make sense in the end, but part of the creation process. No excuse: you can pick up a single sheet of paper and write, for those who have access to a computer, the easier it is still easy to cut, rewrite, rearrange, edit, anyway… Organize ideas: Many of them are good, but do not fit into a story. Ideas have to make sense - actions have consequences, as in real life, and it is expected that there is a beginning, middle and end. Even if the HQ is told out of chronological order. Valley use the following order: Who? What? How? Why? When? Where? While you work out answers to these questions, go outlining the story in your head (and on paper or on the computer screen). Do not write for yourself: A script is a working tool. You should explain clearly what you want to draw. The designer will be your first reader. If you cannot capture his interest, let alone the other? Give as much detail about the scenes: if not, he will have to "guess" what went through his head. Moreover, the language used to write correctly. T
  29. 29. 26 Show the action: It is important to think about what you are writing will turn into pictures. Instead of putting a box of narration explaining that a character is evil, create a situation in which he can demonstrate his wickedness. The more important the action, the more details you have to include the script, which will serve as guidance for the designer. Remember that, in a script, you identify text that should come in the box (in balloons or in tables of narration). This text should always be complementary to action. 4.Trait: defining the design style to be used, as well as the hue and color of light along with the density. 5.Format: Setting number of pages, as this procedure will indicate the pace of the narrative. 6.Space distribution chart / sketch: defines the format of HQ through scribbles history, reserving space for dialogue and subtitles. 7.The Pencil: used for designer show your dash with greater definition. A drawing done in pencil and is considered good progress in the construction of comics 8.Artwork: is the stage of completion that goes from the dash to the paint time to give color to the illustrations. 9.Lettering: term originated in the English language, refers to the time to edit the text. 10.Cover: considered as a major way to draw attention of the reader must be extremely planned.
  30. 30. 27 11.Back Cover: Displays credits and additional texts. 12.Overhaul of text and pictures: key to avoid frequent errors found in HQ. 13.Graphic test: Time to check if everything is represented on paper as requested. 14.Printing: When facing commercial production is established a budget, schedule and forecast draft that is pre-set by the publisher responsible for publishing rights. 15.Distribution: will depend on an agreement among the major companies in the industry. Comentários Muitas histórias em quadrinhos derivam de longos processos, criadas a partir da imaginação e observação do autor sobre animais, seres da natureza, a sociedade, sentimentos, mas alguns autores inovam o modo de pensar anexando histórias em quadrinhos em livros escritos. Isso o ocorre, por exemplo, no livro “Diário de um Banana”, no qual o autor criou um livro cômico, contando a vida de um personagem que a narra e precisa mostrar as cenas, por isso utilizou-se o meio gráfico, não só como forma de ilustrar o livro, mas também para explicar ele. No final isso mostra o porquê dos HQs serem um dos grandes meios de linguagem da nossa sociedade, crítica, humor, amor, aprovação ou revolta, tudo isso expresso todos os dias nos jornais e revistas do mundo, tornando tal objeto um grande meio de comunicação e utilizado até em concursos e provas para interpretação. Isso prova que o filósofo chinês Confúcio (470 a.c.) estava certo ao dizer que “uma imagem vale mais do que mil palavras”.
  31. 31. 28 História em quadrinhos no Brasil s histórias em quadrinhos no Brasil começaram a ser publicadas no século XIX, adotando um estilo satírico conhecido como cartuns, charges ou caricaturas e que depois se estabeleceria com as populares tiras. A edição de revistas próprias de histórias em quadrinhos no país começou no início do século XX. Mas, apesar do Brasil contar com grandes artistas durante a história, a influência estrangeira sempre foi muito grande nessa área, com o mercado editorial dominado pelas publicações de quadrinhos americanos, europeus e japoneses. Precursores e primeiros passos (1837 - 1895) As histórias em quadrinhos no Brasil começaram a ser publicadas no século XIX. Em 1837, circulou o primeiro desenho em formato de charge, de autoria de Manuel de Araújo Porto-Alegre, que foi produzida através do processo de litografia e vendida em papel avulso. O autor criaria mais tarde, em 1844, uma revista de humor político. No final da década de 1860, Angelo Agostini continuou a tradição de introduzir nas publicações jornalísticas e populares brasileiras, desenhos com temas de sátira, política e social. Entre seus personagens populares, desenhados como protagonistas de histórias em quadrinhos propriamente ditas, estavam o "Nhô Quim" (1869) e "Zé Caipora" (1883). Agostini publicou suas obras nas revistas: “Vida Fluminense”, “O Malho” e “Don Quixote”. A
  32. 32. 29 Século XX O Tico-Tico (1905 - 1957) Lançada em 11 de outubro de 1905, a revista “O Tico-Tico” é considerada a primeira revista em quadrinhos do país, concebida pelo desenhista Renato de Castro, tendo o projeto sido apresentado a Luiz Bartolomeu de Souza, proprietário da revista “O Malho”. Após aprovada, a revista teve a participação de Angelo Agostini, que criou o logotipo e ilustrou algumas histórias da revista. O formato de “O Tico-Tico” foi inspirado na revista infantil francesa “La Semaine de Suzette”; a personagem Suzette foi publicada na revista brasileira com o nome de Felismina; Bécassine, outra personagem da revista, foi chamada de Chiquita. “O Tico-Tico” é considerado a primeira revista em quadrinhos no Brasil, e teve a colaboração de artistas de renome como J. Carlos (responsável pelas mudanças gráficas da revista em 1922), Max Yantok e Alfredo Storni. Em 1930, alguns personagens das tiras americanas foram publicados na revista como Mickey Mouse (chamado de Ratinho Curioso), Krazy Kat, (chamado de Gato Maluco) e Gato Félix. J. Carlos foi o primeiro desenhista brasileiro a desenhar personagens da Disney nas páginas de “O Tico-Tico”. A revista não teve rival à altura até a década de 1930, quando vários quadrinhos norte-americanos passaram a ser publicados no Brasil, principalmente depois do lançamento do “Suplemento Juvenil” de Adolfo Aizen em 1934. Perdeu ainda mais espaço quando começaram as publicações de histórias de super-heróis em 1939. A revista deixou de manter a periodicidade semanal em 1957 e após, circulava apenas em almanaques ocasionais até que finalmente foi fechada, em 1977.
  33. 33. 30 Apesar da decadência de seus últimos anos, no geral a revista foi bastante popular, com uma tiragem que variou entre 20 mil e quase 100 mil exemplares, abrangendo várias classes, inclusive a intelectual. Os suplementos de jornais e o surgimento das editoras (1929 - 1959) Em Setembro de 1929, o jornal “A Gazeta” cria um suplemento de quadrinhos no formato tabloide “A Gazetinha”, baseado nos Suplementos dominicais de quadrinhos americanos; no mês seguinte, a Casa Editorial Vecchi (uma editora de origem italiana) lançou a revista “Mundo Infantil” (publicada por apenas um ano), porém o sucesso dos suplementos se deu em 1934 com a criação do “Suplemento Infantil” (mais tarde passa a se chamar “Suplemento Juvenil”) de Adolfo Aizen. O ramo editorial descobriu o potencial dos quadrinhos de massa quando um ainda jovem Roberto Marinho, fundador das Organizações Globo, enviou um de seus repórteres, Adolfo Aizen, para uma empreitada aos Estados Unidos, no que foi chamado de Cruzeiro Turístico e Cultural a América do Norte, no ano de 1933. Nessa viagem, patrocinada pelos clubes de turismo norte-americanos para estimular a ligação entre os países das Américas, Aizen teve seu primeiro contato com as revistas de quadrinhos, ficando fascinado pelo formato e pelas histórias, trazendo a ideia para o Brasil e para Roberto Marinho. Marinho não lhe deu muita atenção, porém Aizen, sem se dar por vencido, levou sua novidade para o capitão João Alberto Lins de Barros, chefe de polícia do governo de Getúlio Vargas e diretor do jornal “A Nação”.
  34. 34. 31 João Alberto não só gostou da ideia, como fez um suplemento para cada dia útil da semana, seguindo o modelo norte-americano de comic book, a revista de histórias em quadrinhos propriamente dita. “Suplemento Infantil”, lançado em março de 1934, a primeira edição teve capa de J. Carlos (assim como “O Tico-Tico”, o “Suplemento Infantil” misturava tiras estrangeiras e brasileiras, desenhadas por artistas como Monteiro Filho) tendo quinze edições, pela recém-formada editora de Aizen, a Grande Consórcio de Suplementos Nacionais. As tirinhas e os suplementos de jornais faziam muito sucesso entre crianças e jovens, e isso não passou despercebido por Marinho. Após os lançamentos de Aizen, “Suplemento Juvenil” (1934) e “Mirim” (1941), Marinho lançou o “Globo Juvenil” (1937) e “Gibi” (1939), termo que se tornou sinônimo de revista em quadrinhos no Brasil. Enquanto nos produtos de Aizen havia histórias e passatempos de artistas nacionais e estrangeiros, Marinho optou por ter apenas material estrangeiro. Nessa mesma época, um ainda desconhecido Nelson Rodrigues, fazia adaptações de obras clássicas, como “O Fantasma de Canterville”, de Oscar Wilde. Em 1940, o jornalista Assis Chateaubriand, lança a revista “O Gury” (mais tarde teria a grafia alterada para “O Guri”) com o subtítulo “O Filhote do Diário da Noite”, para ser publicada no jornal “Diário da Noite”, embora tenha registrado o nome da publicação desde 1938. A revista era composta de várias publicações da editora americana Fiction House, que publicava revistas especificas para cada gênero: aventuras espaciais, aventuras nas selvas, lutas, etc., foi a primeira revista impressa em quatro cores. Chateaubriand havia adquirido modernas impressoras diretamente dos Estados Unidos, e a primeira edição era uma cópia exata da revista “Planet Comics #1” da Fiction House; posteriormente, a revista publicou histórias da Fawcett, da King Features e da Timely Comics; o então adolescente Millôr Fernandes trabalhava como ajudante de arquivo na revista “O
  35. 35. 32 Cruzeiro” e, como muitos adolescentes dessa época, era leitor de histórias em quadrinhos (Millôr colecionava o “Suplemento Juvenil” de Adolfo Aizen) e acabaria sendo um colaborar da revista “O Guri”. Em 1941, o grupo de comunicação de Chateaubriand cria a editora O Cruzeiro; na revista “O Cruzeiro” surgem os cartuns de “O Amigo da Onça” de Péricles. Péricles também publicava em “O Guri” a tira “Oliveira Trapalhão”; “O Amigo da Onça” também foi ilustrado por Carlos Estêvão, que desenhou o personagem após a morte de Péricles (que cometera suicídio). Em março de 1952, a editora O Cruzeiro lança uma nova versão da revista “O Guri”, impressa em preto e branco, através do processo de rotogravura; na primeira edição foram publicados os heróis da Fox Feature Syndicate: “Dagar, o rei do deserto”, “O Falcão dos sete mares” e “Rulah, a deusa da selva”. Após 1942, Aizen passou a ter dificuldades financeiras, e logo vendeu sua editora (Grande Consórcio de Suplementos Nacionais) para o governo Vargas, mas continuou prestando serviços para o jornal “A Noite”; em 1945, Aizen pede a João Alberto, diretor do jornal para que o ajude a conseguir um empréstimo no Banco do Brasil, e com um capital de dois milhões de cruzeiros, funda a Editora Brasil-America Ltda. (mais conhecida pela sigla EBAL), tendo como sócios o próprio João Alberto Lins de Barros e Claudio Lins de Barros. Aizen lança a revista “Seleções Coloridas”, trazendo personagens da Walt Disney Company, a revista foi publicada em parceria com a revista argentina Editorial Abril de Cesar Civita. A revista teve 17 edições e foi publicada até 1948. Em Julho de 1947, Aizen publica a primeira revista publicada apenas pela EBAL, “O Heroi” (grafada sem acento), que publicou os heróis das selvas da Fiction House, além de histórias de faroestes. Também é lançada a primeira revista do “Superman” no país (o nome Superman, era usado apenas no título, dentro da revista era usada a grafia Super-Homem); no ano seguinte lança a revista “Edição Maravilhosa”, inspirada nas revistas americanas “Classics Illustrated” e “Classic Comics” que traziam adaptações de livros em quadrinhos.
  36. 36. 33 Na época, os quadrinhos eram vistos como má influência por educadores e religiosos, e durante 23 edições, a revista publicou histórias produzidas nos Estados Unidos; na edição 24, Aizen encomendou a André LeBlanc uma adaptação de “O Guarani” (romance escrito por José de Alencar). Para aproveitar o sucesso dos quadrinhos entre as crianças, foram criadas as revista “Sesinho” (1947) do Serviço Social da Indústria (o Sesi) e “Nosso Amiguinho” (década de 1950), da Casa Publicadora Brasileira. Apesar de “Seleções Coloridas” serem impressas em cores, todas as publicações posteriores da EBAL eram em preto e branco; em 1951, uma edição especial da revista “Superman” foi publicada em cores, porém a editora só investiria em publicações coloridas na década de 1970. Em março de 1947, o ilustrador português Jayme Cortez se muda para o Brasil. Cortez havia colaborado na revista portuguesa “O Mosquito” e no semanário feminino “A Formiga”. Ao chegar ao país, começa a produzir charges políticas para o jornal “O Dia”; e em maio do mesmo ano, produz a tira semanal “A Caça dos Tubarões”, publicada pelo “Diário da Noite”, e logo em seguida adapta o romance “O Guarani”, no formato de tiras diárias para o mesmo jornal; em 1949, passa a trabalhar em “A Gazeta Juvenil” do jornal “A Gazeta”, onde adapta o livro “O rajá do Pendjab” de Coelho Neto. Em 1950 Victor Civita, imigrante italiano, juntamente com seu irmão que já morava na Argentina, Cesar Civita, fundam a Editora Primavera (em julho do mesmo ano, é rebatiza como Editora Abril). Sua primeira publicação foi a revista em quadrinhos “Raio Vermelho”, uma revista no formato horizontal (21,5 x 28,5 cm) e composta por quadrinhos originários da Itália; em Junho do mesmo ano, já com o nome Editora Abril, publicou a revista “O Pato Donald”. A revista “O Pato Donald” foi publicada inicialmente no formato americano, mas a partir da 22ª edição, publicada em março de 1952, passou a ser publicada em Formato Pato ou como também é conhecido, como formatinho (formato de revistas muito usado em histórias em quadrinhos infanto- juvenis no Brasil).
  37. 37. 34 Em Janeiro de 1950, a Casa Editorial Vecchi, lança a revista “O Pequeno Xerife” no formato de talão de cheque, outro formato importado da Itália; em julho do mesmo ano, O Globo também lançaria uma revista nesse formato, “Júnior”, que em sua 28ª edição publicaria, pela primeira vez no país, o cowboy Tex Willer, da Sergio Bonelli Editore. Também em 1950, a “La Selva”, distribuidora de jornais e revistas, torna-se uma editora com o lançamento da revista “Seleções de Rir Ilustrada”. A editora não demoraria a investir em quadrinhos, comprando a revista “O Cômico Colegial”, de Auro Teixeira, criada em 1949, que foi vendida pelo seu editor, em dificuldades financeiras. Para publicá-la, em julho de 1950, a La Selva adquire, através da Distribuidora Record de Serviços de Imprensa (Record), os direitos de publicação do personagem The Black Terror da Nedor Comics. E em julho de 1950 lança a revista “O Terror Negro” como suplemento extra da revista “O Cômico Colegial”. a revista publicou heróis como o personagem título, Black Terror, e de outros heróis como Doc Strange e Homem-Maravilha; na edição seguinte, foi usada uma capa desenhada por Jayme Cortez, típica de histórias de terror. Apenas na 9º edição (Março de 1951), a revista deixou de trazer o nome da revista “Cômico Colegial”, trazendo apenas o nome “O Terror Negro”, chegando a fazer sucesso. Por não possuir, porém, mais histórias do personagem principal para publicar, os editores da revista resolveram comprar direitos de quadrinhos de terror, como a revista “Beyond”, da editora Ace Publication. Em 1953, “O Terror Negro” passou a ser quinzenal, e surgem outras revistas do gênero Sobrenatural, tais como “Contos de Terror”, “Frankenstein” (no ano seguinte); as revistas eram todas compostas de matéria estrangeira, e os artistas brasileiros eram responsáveis apenas pelas capas. Ainda em 1953, Cláudio de Souza (uns dos primeiros funcionários da Editora Abril), que trabalhava na Abril, passou a colaborar na La Selva, editando as revistas policiais “Emoção” e “Conto de Mistério” e produzindo roteiros para os quadrinhos de “Arrelia e Pimentinha”, “Fuzarca e Torresmo”, “Oscarito e Grande Otelo”, “Fred e Carequinha” e “Mazzaropi”. Na Abril, Souza ajudou a criar a Distribuidora Nacional de Publicações (DINAP) e as revistas “Capricho”, “Cláudia” e “Placar”, além de criar o Centro de Criação, responsável pela formação de roteiristas e desenhistas para a editora.
  38. 38. 35 Os quadrinhos de terror da editora instigaram ainda mais a discussão sobre o papel das histórias em quadrinhos na mente das crianças e jovens. Em 1967 morre Vito Antonio La Selva, e a editora é fechada em 1968, motivada por uma crise financeira e por brigas entre os filhos de Vito. Em 1951, Miguel Penteado, Reinaldo de Oliveira, Álvaro de Moya, Jayme Cortez e Syllas Roberg organizam a Exposição Internacional de Histórias em Quadrinhos, onde foram expostas várias artes originais dos autores das tiras de jornal como Alex Raymond desenhista de “Flash Gordon”, Milton Caniff desenhista de “Terry e os piratas” e “Steve Canyon”, Hal Foster desenhista de “Tarzan e Príncipe Valente” e Al Capp desenhista de “Ferdinando”. No ano seguinte, os artistas criam a ADESP (Associação dos Desenhistas de São Paulo), uma das principais bandeiras da entidade, era a nacionalização dos quadrinhos, ou seja, a criação de cotas para quadrinhos produzidos por artistas brasileiros. Em 1952, Roberto Marinho resolveu cria uma editora, de início escolheu o nome Editora Globo para fazer alusão ao seu jornal, porém foi impedido, já que a Livraria do Globo de Porto Alegre também atuava como editora, assim Marinho cria a Rio Gráfica Editora (mais conhecida pela sigla RGE). Na segunda metada da década de 1950, surgiram também os primeiros trabalhos independentes de Carlos Zéfiro, autor dos catecismos (quadrinhos eróticos); Zefiro era o pseudônimo do carioca Alcides Aguiar Caminha, cuja verdadeira identidade só seria revelada em 1991, pelo jornalista Juca Kfouri nas Revista Playboy.
  39. 39. 36 A Editora Continental (mais tarde chamada de Taíka), foi fundada em 1959 por Miguel Penteado, José Sidekerskis, Victor Chiodi, Heli Otávio de Lacerda, Cláudio de Souza, Arthur de Oliveira e Jayme Cortez. Os quadrinhos da Continental eram totalmente produzidos no país. Passaram pela Editora Nomes com: Gedeone Malagola, Júlio Shimamoto, Flavio Colin, Gutemberg Monteiro, Nico Rosso, Paulo Hamasaki, Wilson Fernandes entre outros. A editora lançou alguns títulos licenciados: “Capitão 7” (baseado em uma série de televisão da Rede Record), “Capitão Estrela” (um super-herói pertencente à Manufatura de Brinquedos Estrela, cujo seriado era exibido pela TV Tupi), “O Vigilante Rodoviário” (da TV Excelsior), desenhado por Flavio Colin, entre outros. A Continental também foi a primeira editora a publicar o cãozinho Bidu, de Mauricio de Sousa, que havia estreado em tiras diárias publicadas no jornal “Folha da Manhã” (atual Folha de São Paulo) no mesmo ano de fundação da editora. Outras editoras passaram a publicar personagens licenciados; do rádio vieram “As aventuras do Anjo”, pela RGE (Rádio Gravações Especializada, também desenhada por Flavio Colin e por Walmir Amaral), “Jerônimo, o Herói do Sertão” e “Capitão Atlas” pela Editora Garimar (este último também trazia histórias de Morena Flor de LeBlanc); a editora Garimar também publicou o “Falcão Negro”, uma espécie de Zorro medieval , personagem de um seriado televisivo produzido e exibido pela TV Tupi.
  40. 40. 37 Década de 1960 m 1960, Ziraldo lança a revista “Pererê”, pela editora O Cruzeiro; “Pererê” surgira um ano antes nas páginas da revista “O Cruzeiro” em uma série de cartuns, a revista é publicada até 1965. A ADESP (Associação dos Desenhistas de São Paulo), composta por Mauricio de Sousa (presidente), Ely Barbosa (vice), Lyrio Aragão Dias (secretário-geral), Luiz Saidenberg (primeiro-secretário), Daniel Messias (segundo-secretário), Júlio Shimamoto (tesoureiro), José Gonçalves de Carvalho (primeiro tesoureiro) e Ernan Torres, Gedeone Malagola e Enersto da Mata (conselho fiscal), continua sua campanha pela nacionalização dos quadrinhos. Em 1961, o presidente eleito Jânio Quadros, chega a elaborar uma lei de reserva de mercado para quadrinhos; temendo represálias, as principais editoras de quadrinhos da época: EBAL (Editora Brasil-America Ltda), Rio Gráfica Editora, Abril, Record e O Cruzeiro criam “Código de Ética dos Quadrinhos”, a versão brasileira do Comics Code, tendo como base o código americano e os “Mandamentos das histórias em quadrinhos” da EBAL. Tais mandamentos foram criados por Aizen ainda em 1954, e foram usados na série inglesa “Romeu Brown” (as mulheres sensuais da série ganharam roupas mais comportadas) e na adaptação de “Casa-Grande & Senzala” de Gilberto Freyre. Até mesmo séries americanas submetidas ao Comics Code eram reavaliadas pelo código da editora, porém Jânio acaba renunciando no mesmo ano, e o projeto de lei é abandonado. Seu cunhado Leonel Brizola, então governador do Rio Grande do Sul, resolve criar a CETPA (Cooperativa e Editora de Trabalho de Porto Alegre- RS), e a CETPA funcionaria não só como editora, como também atuaria como sindicato, distribuindo tiras de artistas brasileiros. A ideia foi proposta por
  41. 41. 38 José Geraldo (que já havia desenhado para a EBAL), e a editora publicou os trabalhos de Júlio Shimamoto, Getúlio Delphin, João Mattini, Bendatti, Flávio Teixeira, Luiz Saidenberg e Renato Canini; a CETPA, porém, duraria apenas dois anos. Com a instauração do Regime Militar (1964), Mauricio de Sousa se retira da ADESP, alegando que a entidade estaria ganhando conotação política. Mauricio de Sousa começa a ampliar seus personagens infantis, surge então o Cebolinha (1960), Cascão (1961) e Mônica (1963), esta última baseada em sua própria filha, Mônica Spada; logo em seguida o núcleo de personagens iniciados com Bidu e Franjinha passariam a ser conhecido como “A Turma da Mônica”. Enquanto publica “A Turma da Mônica” no jornal “Folha de São Paulo”, Sousa também lança o herói espacial Astronauta (1963) e homem das cavernas Piteco (1964) pelo jornal paulista “Diário da Noite”, que também pertence aos conglomerados ”Diários Associados”, logo em seguida criaria um sindicato para publicar suas próprias tiras. Em setembro de 1963, Lenita Miranda de Figueiredo cria a “Folhinha”, suplemento infantil do jornal “Folha de São Paulo”. Mauricio de Sousa auxilia Lenita na produção do jornal, publicando tiras de seus personagens, além de criar a mascote Augustinha. A pedido de Mauricio de Sousa, Julio Shimamoto cria a tira “O Gaúcho” para ser publicada no suplemento, uma espécie de Zorro brasileiro; inicialmente Julio Shimamoto tinha duas opções: fazer um cangaceiro ou um gaúcho acabou escolhendo um gaúcho, pois na época os cangaceiros eram retratados como bandidos, e, além disso, enquanto trabalhou na CETPA (Cooperativa e Editora de Trabalho de Porto Alegre- RS), Shimamoto se interessara pela história sobre o Rio Grande do Sul e adquiri vários livros, que serviriam como pesquisa para a criação da tira, que foi publicada pelo jornal até 1965 , o suplemento também publicou a tira Vizunga de Flavio Colin.
  42. 42. 39 Em 1964, o italiano de mãe brasileira Eugênio Colonnese se muda para o Brasil. Colonnese iniciou a carreira como quadrinista na Argentina em 1949, e ao visitar a mãe em 1957, publica pela EBAL (Editora Brasil-América) uma adaptação de “O Navio Negreiro” de Castro Alves. Ao estabelecer residência no Brasil, começa a desenhar quadrinhos românticos para a Ediex (Editormex), uma editora de origem mexicana, e logo retomaria parcerias com artistas com quem trabalhou na Argentina: o roteirista Osvaldo Talo e o desenhista Rodolfo Zalla. Zalla havia chegado ao Brasil no ano anterior, e seus primeiros trabalhos foram tiras diárias do personagem Jacaré Mendonça para o jornal “Última Hora”; posteriormente, desenhou para a Taika o Targo (um herói tipo Tarzan) e O Escorpião (uma espécie de Fantasma brasileiro criado por Wilson Fernandes; coube a Zalla mudar o visual do personagem para evitar um processo de plágio pela King Features Syndicate). Em 1966, Zalla e Colonnese fundaram o Estúdio D-Arte, que prestaria serviços a várias editoras brasileiras; em 1967, Colonesse cria para a Editora Jotaesse, de José Sidekerskis, a sensual Mirza, a mulher vampiro. Zalla e Colonnese foram responsáveis pela utilização da linguagem dos quadrinhos em livros didáticos. Ainda em 1964, o desenhista Minami Keizi resolve apresentar seu personagem Tupãzinho, o guri atômico, em editoras paulistas. Inspirado em “Astro Boy”, de Osamu Tezuka, o personagem apresentava as características típicas dos mangás (quadrinhos japoneses). Ao ver os desenhos do personagem, o desenhista Wilson Fernandes aconselha Keizi a mudar a anatomia para um estilo mais próximo dos quadrinhos americanos; no ano seguinte, Keizi publica tiras diárias do “Tupãzinho” no
  43. 43. 40 Minami Keizi era bastante influenciado pelos mangás, porém, como estilo ainda era desconhecido no país, seguiu o estilo cartoon da Harvey Comics. jornal “Diário Popular” (atual Diário de São Paulo), e desta vez Keizi passa a se basear no estilo dos personagens da Harvey Comics: Gasparzinho; Riquinho; Brasinha. No ano seguinte, publica uma revista do “Tupãzinho” pela editora Pan Juvenil, dos donos Salvador Bentivegna e Jinki Yamamoto, quando Keizi se torna supervisor da editora. A Pan Juvenil não andava bem financeiramente, e ainda em 1966 Keizi publica o “Álbum Encantado”, pela Bentivegna Editora, com adaptações de fábulas infantis escritas pelo próprio Keizi. O que diferencia essa publicação é que Keizi orientou os desenhistas Fabiano Dias, José Carlos Crispim, Luís Sátiro e Antonio Duarte a seguirem o estilo mangá; logo em seguida Bentivegna e Yamamoto convidam Keizi para ser sócio na EDREL (Editora de Revistas e Livro); o Tupãzinho virou símbolo da EDREL. A editora também foi responsável por revelar outro descendente de japoneses influenciado pelos mangás, Claudio Seto que publicou vários outros personagens inspirados em “Astro Boy”. Em 1965, Edson Rontani lança “Ficção” (Boletim do Intercâmbio Ciência-Ficção Alex Raymond), o primeiro fanzine (revista para fãs) brasileiro dedicado a histórias em quadrinhos, que trazia informações sobre os quadrinhos brasileiros desde a publicação de “O Tico- Tico” em 1905. Em 1967, a Rede Bandeirantes, compra a série de desenhos animados “The Marvel Super Heroes”, e com isso a EBAL (Editora Brasil-América) resolve lançar os quadrinhos da Marvel Comics, que era representada no Brasil pela Apla (Agência Periodista Latino-Americana). A editora estabelece uma parceria com os postos Shell, que distribuem edições promocionais gratuitamente para quem abastecesse nos postos da empresa, porém a EBAL não adquire todos os títulos da editora americana, e prefere lançar os personagens que apareciam nos desenhos animados: Capitão América, Hulk, Thor, Namor e Homem de Ferro, enquanto outras editoras pequenas lançam os títulos restantes: a GEP (Gráfica Editora Penteado) lançou X-Men, Surfista Prateado e Capitão Marvel, publicadas na revista “Edições GEP” e a editora Trieste lançou Nick
  44. 44. 41 Fury. O Homem-Aranha, só seria lançado pela EBAL em 1969, também por decorrência de um desenho animado. Muitos personagens cujas histórias haviam sido canceladas nos Estados Unidos tiveram novas histórias produzidas por artistas brasileiros. Foi esse o caso do “Homem-Mosca”, da Archie Comics, de Jack Kirby e Joe Simon (criadores do Capitão América), publicado pela La Selva; e “Tor”, de Joe Kubert. A editora Malagola também publicou seus super- heróis Raio Negro (cujos poderes e origem eram similares ao Lanterna Verde), o Homem-Lua (criado a partir de um roteiro recusado pela RGE para “O Fantasma de Lee Falk”), e o Hydroman (inspirado no personagem Namor da Marvel). Raio Negro teve uma revista própria (onde também eram publicados Homem-Lua e Hydroman), e algumas histórias publicadas na revista “Edições GEP”, além de protagonizar um curioso crossover (encontro) com Unus, um vilão dos “X-Men”. Na história, Unus era retratado como um herói (algo que nunca ocorreu em histórias da Marvel). No final de 1969, a EBAL (Editora Brasil- América), por conta do cancelamento da Revista do “Mestre Judoca” (personagens da Charlton Comics nos EUA), encomenda a Pedro Anísio e Eduardo Baron um novo herói brasileiro: o artista marcial mascarado Judoka. O personagem tinha roteiros escritos por Pedro Anísio e desenhos de Eduardo Baron, Mário José de Lima, Fernando Ikoma e Floriano Hermeto. (Em 1973, foi adaptado para os cinemas em um filme estrelado por Pedro Aguinaga e Elisângela); apesar do filme, a revista do herói foi cancelada no mesmo ano. A Rio Gráfica Editora também deu continuidade a personagens de faroeste, que tiveram suas histórias encerradas: “Rocky Lane” (revista
  45. 45. 42 licenciada baseado em um ator de filmes do gênero) e “Cavaleiro Negro” da Marvel Comics; neste último, para suprimir material, a editora adaptou história do personagem espanhol Gringo, algumas delas produzidas pelo brasileiro Walmir Amaral e pelo italiano Primaggio Mantovi. Ainda pela editora, seriam produzidas histórias do “Recruta Zero”, de Mort Walker. Em junho de 1969, é lançado o semanário “O Pasquim” criado pelo cartunista Jaguar, em parceira com os jornalistas Tarso de Castro e Sérgio Cabral. Também participaram da revista artistas como Ziraldo, Millôr Fernandes, Henfil, Prósperi e Fortuna (Reginaldo José Azevedo Fortuna); no semanário tinha um enfoque comportamental, e com a implementação do Ato Institucional Número Cinco (decretos emitidos pelo regime militar brasileiro), a publicação ganhou conotação política. Década de 1970 No início dos anos 1970, os quadrinhos infantis no país predominaram, com a publicação das revistas de Maurício de Sousa e a montagem pela Editor Abril de um estúdio artístico, dando oportunidade a que vários quadrinistas. Começassem a atuar profissionalmente, produzindo principalmente histórias do Zé Carioca e de vários personagens da Disney, e também trabalhando com todos os personagens dos quais a editora adquirira os direitos, como os da editora Hanna-Barbera. Em 1970, Primaggio Mantovi se torna diretor de arte da RGE (Rio Gráfica Editora); em 1972, lança pela editora a revista de um personagem criado por ele, o palhaço “Sacarrolha”; no ano seguinte, começa a trabalhar na Editora Abril, produzindo história dos personagens Disney (roteirizando ou desenhando roteiros de outros artistas : Pato Donald, Mickey, 00-Zero, Superpateta, Peninha) e logo assume o comando do
  46. 46. 43 “Centro de Criação do Grupo de Publicações Infanto-Juvenis”. Em 1975, “Sacarrolha” passa a ser publicado na Editora Abril e nos suplementos “Folhinha” da Folha de São Paulo e “Hojinho” do “Jornal de Hoje”, do Rio de Janeiro. Rimaggio Mantovi, também roteirizou histórias do “Zorro”, um personagem surgido nos pulps (revistas feitas com papel de baixa qualidade a partir do início da década de 1900) e que não pertencia a Walt Disney Company, mas que chegou a ser licenciado pela empresa. Em 1957, a Walt Disney produziu um seriado live-action (animação onde atores reais são os personagens. Ex.: filme Os Flinstons) baseado na criação de Johnston McCulley (criador das histórias do Zorro); no ano seguinte a Dell Comics publicaria histórias na revista “Four Color”, desenhada por Alex Toth. Não era a primeira vez que a revista publicava histórias do personagem: em 1949 (no Brasil, a história saiu na primeira versão da revista Edição Maravilhosa), já havia publicado uma adaptação do livro de McCulley. O sucesso da série de televisão no Brasil, fez com que a Abril publicasse essas histórias produzidas por Alex Toth e por outros artistas como Warren Tuffs; o sucesso do personagem fez com que a editora encomendasse histórias produzidas por artistas brasileiros. Ivan Saidenberg e Primaggio Mantovi eram responsáveis pelos roteiros e os desenhos eram executados por artistas como Rodolfo Zalla, Walmir Amaral, Moacir Rodrigues Soares e Rubens Cordeiro. Logo depois, em 1979, o personagem teria outras revistas publicadas pela EBAL (Editora Brasil-América), inicialmente publicando material estrangeiro, mas dois anos depois a editora encomendou uma série produzida por artistas brasileiros, com roteiros de Fernando Albagui e Franco de Rosa e arte de Sebastião Seabra. Em 1984, Franco de Rosa produziria uma nova revista do Zorro para a Press Editora, pois, segundo Rosa, o personagem havia se tornado de domínio público. Nessa década, também são realizadas exposições sobre como o “Primeiro Congresso Internacional de Quadrinhos”, realizado em 1970 no Museu de Arte de São Paulo. O evento foi realizado pela Escola Panamericana de Artes e a Prefeitura de São Paulo, e teve exposições de originais e palestras de artistas brasileiros e estrangeiros. Em 1974, surge o
  47. 47. 44 primeiro Salão Internacional de Humor de Piracicaba, sendo tal evento uma evolução dos “salões de caricaturas” criados por Edson Rontani. Em 1972 com a saída de vários diretores da companhia EDREL (Editora de Revistas e Livro), ela é desativada. No mesmo ano, Minami Keizi (um dos fundadores da EDREL) cria uma nova editora, Minami & Cunha Editores (M & C Editores), em parceira com Carlos da Cunha; pela editora, são publicadas duas revistas escritas por Gedeone Malagola, “Múmia” (desenhado por Ignacio Justo) e “Lobisomem” (desenhado por Nico Rosso, a série que fora publicada inicialmente pela GEP, onde era desenhada por Sérgio Lima). A editora também publicaria quadrinhos da Marvel Comics: “Doutor Estranho”, publicado na revista “Dr. Mistério”, e “Conan, o Bárbaro” um personagem de espada e feitiçaria, criado por Robert E. Howard em 1932, nas páginas da revista pulp “Weird Tales”. Ainda em 1973, a editora O Cruzeiro publicou histórias em quadrinhos do Capitão Aza na revista “O Cruzeiro Infantil”, personagem interpretado por Wilson Vianna em um programa da TV Tupi Rio (uma das empresas pertencente ao grupo Diários Associados). Em 1975, a editora “O Cruzeiro” é fechada e por conta disso a revista é cancelada. No mesmo ano a Bloch Editores assume os títulos Marvel no Brasil; diferente da EBAL (Editora Brasil- América), que publicava apenas alguns títulos, a Bloch assumiu todos os títulos, evitando que fossem negociados com as editoras menores, e com isso publicou os principais personagens e outros títulos recentes como “Conan” e “Mestre do Kung Fu” (criado para se aproveitar o sucesso dos filmes estrelados por Bruce Lee). A editora usou a mesma estratégia da EBAL, a série animada “The Marvel Super-Heróis”, era exibida no programa do Capitão Aza, e Wilson Viana (o próprio Capitão Asa) criou o “Clube do Bloquinho” para os fãs.
  48. 48. 45 As revistas da Bloch foram muito criticadas, pois a editora adotou o formatinho ao invés do formato americano; além de serem impressas em baixa qualidade, as cores de vários personagens apareciam trocadas, e a editora optou por publicar histórias inéditas de vários personagens, menos do Homem-Aranha, pois as mesmas já haviam sido publicadas pela EBAL. A parceira com a TV Tupi duraria até 1978. Entre 1976 e 1987, a Bloch Editores publicou revistas baseadas no grupo de humoristas “Os Trapalhões”, e a publicação foi produzida pelo estúdio do quadrinista Ely Barbosa. Outro desenho exibido no programa do Capitão Aza, e que ganharia uma revista em quadrinhos no Brasil, era Speed Racer (Mach Go Go Go no original), série de animação japonesa. A Editora Abril publicou a revista “Speed Racer”, mas ao invés de publicar o mangá original, produzido pelo seu criador Tatsuo Yoshida, optou por importar da Argentina revistas produzidas pela Editorial Abril de Cesar Civita; tanto na Argentina, quanto no México, o personagem é conhecido como Meteoro. A metade da década é marcada pelo lançamento de diversos títulos de terror; em 1976, a Rio Gráfica Editora lança a revista “Kripta”, uma revista no formato americano e em preto e branco, baseada nas revistas “Eerie” e “Creepy”, da empresa americana Warren Publishing. A editora iniciou sua linha de terror em 1964, adotou o formato magazine (formato de revistas grandes como a brasileira Veja) e impressa em preto e branco. No mesmo ano, a editora Vecchi publica a revista “Mad”, sob o comando do cartunista Ota, que iniciou a carreira na EBAL (Editora Brasil-América). “Mad” mesclaria material americano e brasileiro, e no ano seguinte é lançada a “Spektro”, que publica histórias das editoras Gold Key (de onde tirou o título, baseado na revista “Dr. Spektro”), da editora Charlton (“Dr.Graves”) e da editora Fawcett (“Dr. Morte” e “Dr. Mistério”), e logo publicaria histórias locais, inicialmente republicando histórias da revista “Clássicos do Terror” da editora Taika, mas logo encomendaria novas histórias criadas por artistas como Manoel Ferreira, Itamar, Cesar Lobo, Eugênio Colonnese,
  49. 49. 46 Julio Shimamoto e Flavio Colin. Esses dois últimos já estavam afastados dos quadrinhos, trabalhando em publicidade. As histórias americanas e brasileiras apresentavam notável diferença: as histórias brasileiras traziam conteúdo mais adulto, podendo até trazer cenas de sexo, caso fosse necessário. A Marvel Comics passou a publicar títulos de terror e em meados da década de 1970, a Bloch Editores, que na época possuía licença dos Quadrinhos Marvel, resolveu publicar esses títulos no Brasil. Tal como acontecera com os títulos anteriores de terror, essas revistas também deram espaço para a produção local. A década também foi marcada pelo surgimento de revistas em quadrinhos de humor que mesclaram material estrangeiro e brasileiro e revista que resgataram tiras brasileiras e publicaram material inédito. Em 1971, surge à revista “Grilo”, uma revista no formato tabloide, as primeiras 24 edições da revista traziam tiras de jornal dos Estados Unidos: “Peanuts”, “O Mago de Id”, “Pogo”, entre outras, a partir da edição 25, a linha editora da revista sofre uma mudança, o formato tabloide é substituído pelo formato magazine e as tiras trocadas pelas histórias adultas: os Underground comix de artistas como Gilbert Shelton e Robert Crumb . Ocorre também a mudança das tiras por material europeu como “Paulette” do francê Georges Wolinski e “Valentina” do italiano Guido Crepax, a revista foi publicada até 1972 e teve 48 edições . Em 1973, surge à revista “Patota”, publicada no formato magazine, a revista publicou as páginas domínicas de Mafalda, Snoopy, Zé do Boné, Kid Farofa, O Mago de ID, Hagar, o Horrível, Nancy, Kelly, Pernalonga, entre outras; e as brasileiras Marly, de Milson Abrel Henriques e Dr. Fraud, de Renato Canini. A revista foi publicada até 1975 e teve 27 edições.
  50. 50. 47 Em 1974, surge a “Eureka” da Editora Vecchi, editada pelo cartunista Ota, a revista também seguia o formato magazine e trazia as tiras “Versus”, de Jack Wohl; “Os Bichos”, de Rog Bollen; “Feiffer”, de Jules Feiffer; “Manhê”, de Mell Lazarus; “Pafúncio e Marocas”, de Kavanagh; entre outras. Na edição 11, passou a publicar tiras que haviam sido publicadas na “Patota”: “O Mago de ID” e “Marly”, além de “Vizunga” de Flavio Colin; “Jeff Hawke”, de Sydney Jordan; “A Morte do Samurai”, de Julio Shimamoto; “Iznogou”, de Goscinny (autor de Asterix) e desenhada por Tabary, entre outras. A revista também publicou biografias de autores e análise de lançamentos brasileiros e estrangeiros e foi publicada até 1979. Em 1974, – Ivan Pinheiro Machado e Paulo de Almeida Lima criam a L&PM Editores, o primeiro título da editora, é uma coletânea das tiras “Rango” de Edgar Vasques. Em 1975, surge a revista “O Bicho” criada por Fortuna (Reginaldo José Azevedo Fortuna), a revista era publicada pela Codecri (mesma editora do jornal Pasquim), a revista publicou histórias de Márcio Pitliuk e Paulo Caruso, do próprio Fortuna, Jorge Guidacci, Nani (Ernani Diniz Lucas) e Coentro, além de resgatar os trabalhos de artistas veteranos. A revista só foi publicada até 1976 e teve apenas nove edições. Em 1977, a Editora Três, publica uma revista baseada no boneco Falcon da Estrela, a versão brasileira dos GI JOE da Hasbro. “Falcon” teve roteiros de Teresa Saidenberg (esposa de Ivan Saidenberg) e Walter Negrão, e arte de Antonino Homobono e Michio Yamashita. Em 1982, a Marvel Comics publicaria uma série de quadrinhos baseada na franquia GI JOE; a séria foi publicada no Brasil pela Editora Globo (1987) . Em 1979, a Rio Gráfica Editora e a Editora Abril passam a publicar os títulos da Marvel Comics (usando o formatinho, adotado pela Bloch, usado até mesmo pela EBAL nos títulos da DC).
  51. 51. 48 Década de 1980 Em 1980, o cartunista Ziraldo lançou o livro “O Menino Maluquinho”. O personagem também foi adaptado para os quadrinhos pela Editora Abril, onde foi publicado entre 1989 e 1994. Em 1981, Rodolfo Zalla e Eugênio Colonnese transformam o Estúdio D-Arte em editora, que foi responsável pelos títulos “Calafrio” e “Mestres do Terror”. Para imprimir as revistas, Zalla utilizava as gráficas da IBEP (Instituto Brasileiro de Edições Pedagógicas), onde trabalhava na época. A editora também publicou uma nova revista do palhaço “Sacarrolha”, de Primaggio Mantovi. Em 1982, Claudio Seto elaborou uma nova tentativa de publicar mangás brasileiros pelo selo Bico de Pena da editora Grafipar e criou as revistas “Super-Pinóquio” (inspirado em Astro Boy e Pinóquio de Carlo Collodi) e “Robô Gigante”, uma história ilustrada por Watson Portela. Na mesma revista também foi publicada uma história do “Ultraboy” (uma espécie de Ultraman brasileiro), de Franco de Rosa, mas ambas as revistas só tiveram apenas uma edição. Nesse mesmo ano, a editora lançou a revista “Almanaque Xanadu”, que trazia influência do quadrinho europeu: Watson Portela apresentava notável referência ao trabalho do francês Moebius. A publicação trazia matérias sobre a revista “Heavy Metal” (uma versão americana da revista francesa “Métal Hurlant”, sendo esta uma revista adulta) e de um filme animado baseado nos quadrinhos publicados pela revista. Em 1983, a Editora Abril assume completamente os títulos da Marvel Comics; logo em seguida, no mesmo ano, consegue os direitos dos personagens da DC, até então publicados pela EBAL . Com a finalidade de situar os leitores da Marvel, após tantas mudanças da editora, lança o projeto do Dicionário Marvel, um dicionário enciclopédico encartado em forma de fascículos (uma ou duas páginas) nas edições das revistas “Heróis da TV”, “Capitão América”, “Superaventuras
  52. 52. 49 Marvel”, “Incrível Hulk” e “Homem-Aranha”. Em 1984, a Grafipar é encerrada, e Franco de Rosa passa a trabalhar na “Folha da Tarde” e na editora NG (que passaria a ser conhecida como Editora Maciota e depois como Editora Press). Nesse mesmo ano, é criado o “Dia do Quadrinho Nacional”, comemorado no Dia 30 de Janeiro; a data foi instituída pela Associação dos Cartunistas de São Paulo em homenagem à data da primeira publicação de “As Aventuras de Nhô Quim” ou “Impressões de Uma Viagem à Corte” em 1869. A associação também cria o Prêmio Angelo Agostini, um prêmio para artistas brasileiros realizado no dia 30 de Janeiro. Em 1989, surge outra premiação, o Troféu HQ Mix. Em 1986, as Organizações Globo compram a Livraria do Globo, e com isso a Rio Gráfica Editora pode ser chamada de Editora Globo. Em 1987, Mauricio de Sousa transfere os títulos da “Turma da Mônica” para a editora. Além da Grafipar, outras editoras investiram em revistas baseadas em séries de ação japonesas, chamadas de tokusatsu. Entre 1982 e 1986, a Bloch Editores publicou uma revista não licenciada de “Spectreman”; desenhada por Eduardo Vetillo, a revista era produzida no estilo dos comics de super-heróis. No final da década de 1980 foi a vez da EBAL (Editora Brasil-América) lançar revistas baseadas em séries da Toei Company: “Jaspion”,“Changeman”, “Machine Man”, “Sharivan”, entre outros. As revistas foram produzidas pelo Studio Velta, e no início da década seguinte, os títulos foram transferidos para a Editora Abril. A Editora Abril também publicou revistas baseadas nos desenhos animados da Filmation: “He-Man” e “BraveStarr”. Inicialmente a revista “He-Man” publicou histórias da Marvel Comics/Star Comics, e posteriormente publicou histórias produzidas pelos brasileiros Gedeone Malagola (roteiros), Watson Portela, Marcelo Campos (desenhos), entre outros.
  53. 53. 50 Em Junho de 1985, o cartunista Ziraldo assume a presidência da Funarte (sigla de Fundação Nacional de Artes). O órgão fora criado dez anos antes pelo Governo Federal, com o objetivo de promover atividades culturais do país, sobre o comando de Ziraldo, atuaria também como sindicato de tiras brasileiras; em 1990, o então presidente do país Fernando Collor de Mello fecha a Funarte e, com isso, o jornalista Ricky Goodwin cria um novo sindicato para distribuir tiras brasileiras, a Pacatatu. Em 1986, a Editora Abril inicia uma série de publicações adultas; a primeira delas foi a revista “Aventura & Ficção”, inicialmente composta por títulos adultos da Marvel Comics, e a partir da 14ª edição, passou a publicar títulos de artistas brasileiros e europeus. Em 1987, é a vez da revista “Epic Marvel”, baseada na revista “Epic Illustrated” da Epic Comics, selo adulto da Marvel; a revista publicou, pela primeira vez no país, a série “Dreadstar”, de Jim Starlin. No ano seguinte, é a vez da série “Graphic Novel”: graphic novel é um termo atribuído ao quadrinista Will Eisner, para definir histórias em quadrinhos de conteúdo mais sério. Inicialmente a série da Editora Abril publicou histórias das editoras Marvel e DC, logo em seguida publicou autores europeus. A editora publicaria também a série “Graphic Marvel”, e outras editoras investiriam no gênero, como a Editora Globo que lançou a Graphic Globo (onde a série Dreadstar seria publicado novamente no país) e a editora Nova Sampa, a sua Graphic Sampa. Em 1988, é publicado pela Cedibra, o primeiro mangá original do Japão, “Lobo Solitário” de Kazuo Koike e Goseki Kojima. Nesse mesmo ano, “Os Trapalhões” passam a ser publicado pela Editora Abril, desta vez produzidos pelo estúdio de César Sandoval, criador da “Turma do Arrepio”. A editora VHD Diffusion, lança a revista “Animal”, revista de conteúdo adulto inspirada nas revistas estrangeiras do gênero: a norte-americana “Heavy Metal”, a francesa “L'Echo des Savanes”, a espanhola “El Víbora” e a italiana “Frigidaire”. No final da década, o estúdio Artecomix passa a se chamar Art & Comics e começa a agenciar desenhistas brasileiros para o mercado americano.
  54. 54. 51 Década de 1990 Na década de 1990, a História em Quadrinhos no Brasil ganhou impulso com a realização da 1ª e 2ª Bienal de Quadrinhos do Rio de Janeiro, em 1991 e 1993, e a 3ª em 1997, em Belo Horizonte. Estes eventos, realizado em grande número dos centros culturais da cidade, em cada versão contaram com público de algumas dezenas de milhares de pessoas, com a presença de inúmeros quadrinistas internacionais e praticamente todos os grandes nomes nacionais, além de exposições cenografadas, debates, filmes, cursos, RPG e todos os tipos de atividades. Em 1990, a Editora Globo lança a revista “Dreadstar: O Guerreiro das Estrelas”, de Jim Starlin, mas a revista durou apenas 10 edições. Em 10 de maio de 1990, morre aos 93 anos o jornalista Adolfo Aizen (pioneiro das histórias em quadrinhos no Brasil), mas a sua editora a EBAL (Editora Brasil-América) ainda existiria até 1995, quando publicaria o décimo quinto álbum do “Príncipe Valente”. Em 1991, a Bloch Editores publicou a revista “Mestre Kim”, a revista era inspirada em “Yong Min Kim”, coreano naturalizado brasileiro, mestre de “Tae- Kwon-Do”, Kim, ensinou defesa pessoal a membros da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro e da Polícia Federal e se apresentava em programas da Rede Manchete (empresa do mesmo grupo do qual fazia parte a Bloch Editores), a revista teve como roteiristas o próprio Yong Min Kim, Antônio Ribeiro (assinando como Tony Carson) e desenhos de Eugênio Colonnese e Marcello Quintanilha. Graças ao sucesso de “Os Cavaleiros do Zodíaco” e outros animes na TV aberta, começam a surgir novas revistas informativas, surgem a Revista “Herói” publicada em conjunto pela Acme (atualmente Conrad Editora) e pela Nova Sampa, surge também “Heróis do Futuro” da Editora Press, além das revistas que traziam exclusivas sobre anime e mangá “Japan Fury” da Nova Sampa, e “Animax” da Editora Magnum. Surgem também as revistas em quadrinhos inspiradas na estética mangá, como adaptações dos Video games da Capcom “Street Fighter”, escrita por Marcelo Cassaro, Alexandre Nagado e Rodrigo de Góes, pela Editora Escala; “Megaman” e “Hypercomix” pela Editora Magnum (editora que publicava revistas sobre armas de fogo),
  55. 55. 52 que teve a participação de artistas como Daniel HDR (que desde 1995, desenhava para o mercado americano, personagens como “Glory” da Image Comics), Eduardo Francisco e Érica Awano (onde os dois últimos fizeram suas estreias no mercado editorial). Em 1995, surge a primeira versão brasileira da revista “Heavy Metal”, publicada pela Editora Homônima, a editora publicou as séries “Druuna” de Paolo Eleuteri Serpieri e “Gullivera” de Milo Manara. No ano seguinte, Carlos Mann, dono da gibiteria Comix Book Shop e o jornalista Dário Chaves, publicam o álbum “Brasilian Heavy Metal”, o álbum teve 200 páginas e publicou apenas histórias produzidas por brasileiros, tais como “Leão Negro” de Cynthia Carvalho (roteiro) e Ofeliano de Almeida (desenhos), além de histórias produzidas por artistas como Júlio Shimamoto, Marisa Furtado, entre outros, o lançamento surgiu em decorrência das comemorações de 10 anos da gibiteria Comix. No mesmo ano, Sergio Guimarães, dono da Editora Press convida Carlos Mann para ser editor da revista “Heróis do Futuro”, a revista contou com a colaboração de Dário Chaves. Posteriormente, a editora Heavy Metal (uma das editoras que publicava as histórias da revista “Heavy Meta”) é dividida, e parte da editora é vendida para a Editora Escala e outra parte torna-se da Editora Metal Pesado, a revista “Metal Pesado” publicada pela editora ganhou em 1997, os prêmios Angelo Agostini e HQMix , a revista “Metal Pesado” só publicava histórias de artistas brasileiros, a revista teve uma edição especial publicada em comemoração dos 15 anos da Gibiteca de Curítiba, nela foi publicada histórias do herói “O Gralha” produzidas por Alessandro Dutra, Gian Danton, José Aguiar, Antonio Eder, Luciano Lagares, Tako X, Edson Kohatsu, Augusto Freitas e Nilson Müller. Em 1996, a Editora Globo publicava os títulos da Sergio Bonelli Editore, e lançava no Brasil “Sin City”, de Frank Miller, além da versão brasileira da Revista “Wizard” (encerrada na 15ª edição, em 1998). Os títulos da Image Comics: “Gen¹³”, “Wildcats”, “Cyberforce”,“Witchblade”, “Savage Dragon” e “Spawn” eram publicados pela Editora Abril, e não durariam muito tempo na editora, sendo cancelados. Os títulos da Image Comics, antes publicados pela Globo, retornariam às bancas brasileiras pela Editora Abril.
  56. 56. 53 Ainda no ano de 1996, Dorival Vitor Lopes, Hélcio de Carvalho e Franco de Rosa criam a Mythos Editora, que assume títulos da Sergio Bonelli Editore. No ano seguinte, Jotapê Martins cria a editora Via Lettera, e em 1998, Franco de Rosa e Carlos Mann criam a editora Opera Graphica, inicialmente a Opera Graphica funcionou como estúdio, Mann, Rosa e Chaves produziram as revistas “HQ - Revista do Quadrinho Brasileiro” (outra revista inspirada na americana “Heavy Metal”), “Graphic Talents”, “Comix Book Shop Magazine”, além de revista que ensinavam técnicas de desenho, todas publicadas pela Editora Escala, além de quadrinhos eróticos publicados pela Editora Xanadu (um selo da Editora Escala). Entre 1997 e 1998, Marcelo Cassaro consegue licença para lançar adaptações de “Street Fighter Zero 3”, “Mortal Kombat 4” e lança suas HQs autorais “Holy Avenger”, “U.F.O. Team”. Belo Horizonte tem se revelado um polo brasileiro para eventos ligados à nona arte, recebendo a Bienal Internacional de Quadrinhos em 1997, em sua terceira edição, durante as comemorações do centenário da cidade, uma efervescência profissionalizante tomou conta da cidade, interessando diversos grupos e empresas ligadas aos quadrinhos. Atualmente, Belo Horizonte conta com a Associação Cultural Nação HQ, que implementa o Centro de Pesquisa e Memória do Quadrinho, além de promover encontros e festivais anualmente. O Festival Internacional de Quadrinhos foi criado em 1999, substituindo a Bienal Internacional de Quadrinhos, vindo a atender à demanda por um evento que abrigasse a produção constante da cidade. Em 1999 a Acme, de Cristiane Monti, André Forastieri, Renato Yada e Rogério de Campos, se transforma em Conrad Editora e publica o primeiro mangá japonês no formato livro e com leitura oriental (da direita para a esquerda): “Gen Pés Descalços”, de Keiji Nakazawa
  57. 57. 54 Século XXI Década de 2000 No fim da década de 1990 e começo da década de 2000, surgiram na internet diversas histórias em quadrinhos brasileiras, ganhando destaque a webcomics (quadrinhos cuja publicação é veiculada exclusivamente pela Internet) dos “Combo Rangers”, criados por Fábio Yabu, e que tiveram três fases na internet (Combo Rangers, Combo Rangers Zero e Combo Rangers Revolution, que ficou incompleta), uma minissérie impressa e vendida nas bancas (Combo Rangers Revolution, Editora JBC, 2000, 3 edições) e que ganhou, posteriormente, uma revista mensal pela mesma JBC (12 edições, agosto de 2001 a julho de 2002) e continuada pela Panini Comics (10 edições, janeiro de 2003 a fevereiro de 2004) e os “Amigos da Net”, criado por Lipe Diaz e Gabriela Santos Mendes, premiados pela Expocom (Exposição de Pesquisa Experimental em Comunicação) e veiculados pelos portais Ibest e Globo.com. Nessa época são publicados os primeiro mangás japoneses para o público adolescente, a Editora JBC (Japan Brazil Communication) publica “Samurai X” no formato tankōbon (livro de bolso) e a Conrad Editora publica “Os Cavaleiros do Zodiaco” e “Dragon Ball” em formatinho. Cada volume dos mangás publicados pela JBC e pela Conrad equivalia à metade de um volume japonês. Em 2006, a Editora Globo começa a lançar a revista da “Cuca”, assim como as demais do “Sítio do Picacau amarelo” cobrindo o espaço infantil. Em 2007, a Panini Comics passa a publicar títulos da “Turma da Mônica” (anteriormente lançados pela Editora Globo). No mesmo ano a editora lança a série “Turma da Mônica Coleção História”, uma coleção de edições fac-símiles (edições novas que apresentam uma reprodução exata das edições originais) de revistas publicadas pelas editoras Abril e Globo, no mesmo ano, a editora lança a série “As Tiras Clássicas da Turma da Mônica”. Em 2008 é lançada a webcomic “XDragoon” de Felipe Marcantonio que inicialmente era baseada nas séries de jogos do “Sonic”, mas que com o tempo foi ganhando uma história própria e inclusive ganhou uma animação.
  58. 58. 55 Também em 2008, a “Turma da Mônica” ganha uma versão adolescente em estilo mangá: “Turma da Mônica Jovem” pela Panini Comics. No mesmo ano, a Editora Globo resolve se retirar do mercado de quadrinhos; as Organizações Globo publicavam quadrinhos desde de 1937, ano do lançamento de “O Globo Juvenil”. Ainda em 2008 a Panini Comics lança no formato de bolso, a coleção “As Melhores Tiras”, contendo as tiras dos personagens Mônica, Cebolinha, Chico Bento, Bidu e Penadinho, no ano seguinte, uma nova coleção de bolso, é lançada pela L&PM, editora que criou uma linha de livros de bolso em 1997. Comentários Maurício de Souza foi um dos grandes cartunistas brasileiros, sendo seu maior trabalho A Turma da Mônica. O que poucos sabem é que esse projeto foi inspirado a partir da observação de pessoas próximas ao autor. Ele procurou usar da realidade para criar personagens que se identificassem com o publico, não utilizando somente da imaginação para criar personagens fictícios. Um grande exemplo disso foi o cachorrinho Bidu, inspirado no seu animal de estimação de infância ou na Mônica, baseada nos aspectos físicos e psicológicos de sua filha. O cebolinha era a representação de um de seus dez filhos, que realmente trocava o “R” pelo “L” nas palavras. Também há o personagem Cascão, que foi inspirado na infância de um dos colegas de trabalho de Maurício. Outro aspecto interessante é quanto ao formato das tirinhas, em geral na vertical e não na horizontal, como muitas outras tirinhas. Isso derivou-se desde o início da produção dessa HQ, pois quando ele começou a trabalhar, criou tiras verticais para o jornal, inovando no estilo.
  59. 59. 56 Cartoonists Maurício de Souza auricio de Sousa is a Brazilian cartoonist who has created over 200 characters for his popular series of children's comic books. Born in Santa Isabel on October 27, 1935. His father, Antonio Mauricio de Sousa, was a poet, and his mother, Petronilla de Sousa Araújo, also delved into poetry. Mauricio developed an interest in cartoons at a young age, and began designing posters and magazine illustrations. Today, he is the father of ten children, and was inspired by new characters, like Monica, Magali, Marina, Maria Angela, Nimbus and Nick No. Mauricio began his career as an illustrator in the region of Mogi das Cruzes, near Santa Isabel, where he was born. At 19, he moved to São Paulo, and for five years worked Folha da Manha (current FSP), writing police reports. In 1959, he created his first character, the dog Bidu. From there came, Chives, Smudge, Monica, and many others. In 1970, Monica launched the magazine, with a circulation of 200,000 copies. In the 80s, Maurice witnessed the invasion in the Brazilian market of Japanese anime and it eventually lost much of its market, because at that time he still had no television product. Thinking about it, Mauricio founded the animation studio "Black & White" and it created a great team who designed eight features to regain the market, but it all happened in a terrible time in our history, because Brazil had now a galloping inflation, excluding the law reserve the computing market that prevented any kind of modernization to cope with the new products. M

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