ESTUDOS DA LINGUAGEM<br />PERSPECTIVAS TEÓRICAS<br />
A gramática tradicional<br />- Remonta à Grécia (séc. V a. C.): vista como parte da filosofia<br />A <br />
A constituição da linguística como ciência<br /><ul><li> teve seu início no final do século XVIII
William Jones entrou em contato com o sânscrito (primeiro a levantar a hipótese da origem comum entre as línguas (sâncrito...
 Franz Bopp: hipótese do parentesco linguístico
  método comparativo: procedimento central nos estudos de linguística histórica – parentesco entre as línguas
as línguas mudam no tempo, pode-se relacionar grupos de línguas porque elas têm uma demonstrável origem comum, é possível ...
imanência: fatos linguísticos são condicionados só e apenas por fatos linguísticos
Jacob Grimm: mostrou que a sistematicidade das correspondências entre as línguas tinha a ver com o fluxo histórico e com a...
A. Schleicher – estudos de orientação naturalista, sob influência evolucionista, formulou uma concepção que tomava a língu...
criticam a concepção naturalista de língua (com existência própria)
a língua deveria ser vista como ligada aos falantes
introdução de orientação psicológica subjetivista na interpretação dos fenômenos de mudança
buscava apreender a natureza das mudanças linguísticas</li></li></ul><li><ul><li>William D. Whitney </li></ul>- língua: in...
peça central na linguística saussureana
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Estudos da linguagem livro

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Estudos da linguagem livro

  1. 1. ESTUDOS DA LINGUAGEM<br />PERSPECTIVAS TEÓRICAS<br />
  2. 2. A gramática tradicional<br />- Remonta à Grécia (séc. V a. C.): vista como parte da filosofia<br />A <br />
  3. 3. A constituição da linguística como ciência<br /><ul><li> teve seu início no final do século XVIII
  4. 4. William Jones entrou em contato com o sânscrito (primeiro a levantar a hipótese da origem comum entre as línguas (sâncrito, grego, latim)
  5. 5. Franz Bopp: hipótese do parentesco linguístico
  6. 6. método comparativo: procedimento central nos estudos de linguística histórica – parentesco entre as línguas
  7. 7. as línguas mudam no tempo, pode-se relacionar grupos de línguas porque elas têm uma demonstrável origem comum, é possível reconstruir , por comparações e inferências, vários aspectos desses estágios anteriores
  8. 8. imanência: fatos linguísticos são condicionados só e apenas por fatos linguísticos
  9. 9. Jacob Grimm: mostrou que a sistematicidade das correspondências entre as línguas tinha a ver com o fluxo histórico e com a regularidade dos processos de mudança linguística</li></li></ul><li><ul><li> filologia românica: estudos histórico-comparativos das línguas oriundas do latim
  10. 10. A. Schleicher – estudos de orientação naturalista, sob influência evolucionista, formulou uma concepção que tomava a língua como um organismo vivo, com existência própria, independente dos seus falantes-história natural</li></ul>Os Neogramáticos<br />- Princípio: “As alterações que podemos observar na história linguística pelos documentos escritos baseiam-se em leis fixas que não variam, salvo por força de outras leis”.<br /><ul><li> questionou, assim, os pressupostos da prática histórico-comparativa
  11. 11. criticam a concepção naturalista de língua (com existência própria)
  12. 12. a língua deveria ser vista como ligada aos falantes
  13. 13. introdução de orientação psicológica subjetivista na interpretação dos fenômenos de mudança
  14. 14. buscava apreender a natureza das mudanças linguísticas</li></li></ul><li><ul><li>William D. Whitney </li></ul>- língua: instituição social – mudou o eixo da linguística (F. saussure)<br /><ul><li> análise não-histórica
  15. 15. peça central na linguística saussureana
  16. 16. defendia a necessidade de uma ciência autônoma da linguagem que deveria diferenciar-se da visão histórico-comparativa e ser independente das ciências naturais e da psicologia.
  17. 17. Objeto: linguagem enquanto sistema da signos arbitrários e convencionais, visto como um conjunto de partes ligadas entre si e ajudando-se mutuamente; como um sistema ordenado de articulações com relação que o percorrem em todos os sentidos.
  18. 18. linguagem: instituição social e sistema autônomo </li></li></ul><li><ul><li>Wilhelmvon Humboldt</li></ul> - língua como sistema – língua como uma organização<br />- nenhum elemento poderia ser estudado fora da forma da língua<br />forma da língua: todos os aspectos do trabalho mental contínuo da construção da expressão<br />- linguagem e pensamento: constituem uma unidade<br />- a língua torna o pensamento possível – viabiliza a elaboração conceitual e os atos criativos da mente<br />língua: processo, atividade (permanente e transitória)<br />- concepção universalista, diz respeito a uma dinâmica mental da elaboração da expressão<br />- língua: atividade mental sistemática de elaboração<br />
  19. 19. <ul><li>Século XIX</li></ul> - delineamento claro da língua como uma realidade com história<br /> - reorganização da nossa percepção da diversidade<br /> - deu forma ao senso de sistema<br />
  20. 20. <ul><li> Estruturalismo</li></ul>Ferdinand de Saussure<br /> - mostrou que a língua poderia ser tratada exclusivamente como uma forma (língua é forma e não substância)<br /> - mostrou como a forma se constituía (pelo jogo sistêmico de relações de oposição)<br /> - só interessa à perspectiva sistêmica aquilo que é puramente imanente (a língua como um sistema de signos independente)<br /> - ciência autônoma da linguagem enquanto uma realidade exclusivamente sincrônica<br /> - deu consistência formal à intuição de que as línguas humanas são totalidades organizadas<br /> - ruptura com a linguística comparatista<br /> - propõe uma abordagem não histórica, descritiva e sistemática (estrutural)<br /> - seus conceitos foram amplamente explorados pela fonologia de Praga<br />
  21. 21. <ul><li>Objeto da linguística</li></ul>- resulta da construção de um ponto de vista; o ponto de vista cria o objeto<br /><ul><li>os fatos da linguagem não são exteriores à experiência humana, mas fazem parte dela – linguagem: atividade humana
  22. 22. objeto da linguística: língua (e não a linguagem)
  23. 23. língua: produto social cuja existência permite ao indivíduo o exercício da faculdade da linguagem
  24. 24. língua: sistema de signos – característica: autonomia e ordem própria
  25. 25. Dicotomias
  26. 26. Língua e fala
  27. 27. O signo: significado e significante
  28. 28. Sincronia e diacronia
  29. 29. Relações sintagmáticas e relações paradigmáticas
  30. 30. Valor linguístico</li></ul>- As entidades concretas da língua não existem em si, mas somente por meio dos jogos de oposição nas quais estão inseridas. <br />
  31. 31. <ul><li> Princípio saussureano: a descrição de um sistema linguístico não é a descrição física dos seus elementos, mas a descrição de sua funcionalidade e pertinência (encher/incher-pertinência) (faca/vaca-função)
  32. 32. concepção de comunicação (Saussure): os interlocutores têm pleno controle sobre os elementos pertinentes dos signos linguísticos mediante os quais se comunicam
  33. 33. As noções de forma e substância</li></ul> - forma: o que uma determinada língua institui como unidades através da oposição<br /> - substância: suporte físico da forma, que tem existência perceptiva mas não necessariamente linguística<br />
  34. 34. <ul><li> Linguísticas saussurianas (estruturais)
  35. 35. priorizam a análise do sistema, concepção da língua como forma, descarte da substância, preferência pela sincronia
  36. 36. Há muitas linhas de investigação linguísticas, diferentes entre si, consideradas saussurianas. Porém, há consenso em reconhecer como tais: Escola de Praga, Glossemática de Hjelmslev, o funcionalismo de André Martinet. Roman Jakobson. </li></li></ul><li><ul><li>A Escola de Praga
  37. 37. harmonizou as ideias de Saussure com o pensamento do psicólogo Karl Bühler
  38. 38. representantes: Troubetzkoy Roman Jakobson, WilhemMathesius
  39. 39. A Glossemática
  40. 40. O funcionalismo de André Martinet</li></li></ul><li><ul><li> O estruturalismo americano
  41. 41. projeto importante: descrição das línguas indígenas americanas
  42. 42. tarefa descritiva – evitar os conhecimentos prévios do linguista
  43. 43. teses relativistas de Benjamim Lee Whorf – as diferenças linguísticas determinam diferenças no modo como as várias culturas representam a realidade
  44. 44. referência intelectual: Leonard Bloomfield (Language) – As generalizações úteis a respeito da linguagem são de ordem indutiva
  45. 45. avessa ao estudo do sentido</li></li></ul><li><ul><li>O funcionalismo linguístico
  46. 46. O termo: vinculado a uma ampla variedade de modelos teóricos
  47. 47. Concepção de linguagem: instrumento de comunicação e de interação social
  48. 48. Objeto de estudos baseado no uso real – não admite separação entre sistema e uso
  49. 49. Encontra bases explanatória na função que exercem as unidades estruturais
  50. 50. A linguagem é ferramenta cuja forma se adapta às funções que exerce -só pode ser explicada com base nessas funções, que são comunicativas
  51. 51. Compromisso principal do enfoque funcionalista: descrever a linguagem não com um fim em si mesma, mas como um requisito pragmático da interação verbal</li></li></ul><li><ul><li> Encontrado em concepções linguísticas anteriores a Saussure: Whitney, von der Gabelentz, Herman Paul – para eles a estrutura linguística deve ser explicada em termos de imperativos psicológicos, cognitivos e funcionais – a expressão da linguagem deve estar a serviço da comunicação
  52. 52. Escola de Praga
  53. 53. Roman Jakobson: estendeu a noção de função da linguagem (referencial, no estruturalismo) a outras funções, levando em conta os participantes da interação, como a emotiva, a conativa e a fática e outros fatores da comunicação, como a mensagem, o código.</li>

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