A ImplantaçãO Do Liberalismo Em Portugal Completo

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A ImplantaçãO Do Liberalismo Em Portugal Completo

  1. 1. <ul><li>Trabalho realizado por: </li></ul><ul><li>Miguel Conceição 11ºE Nº20 </li></ul><ul><li>Vasco Simões 11ºE Nº28 </li></ul>
  2. 2. <ul><li>No início do século XIX, Portugal encontrava-se desprovido das ideias iluministas, traduzidas no Liberalismo. Essas, naturalmente, tomaram como centro a França revolucionária, através da qual irradiavam para todo o continente europeu; </li></ul><ul><li>Vigorava um regime tipicamente absolutista, sob a administração do principe-regente D. João, que havia substituído a sua mãe a 10 de Fevereiro de 1792, D. Maria I, que enlouquecera; </li></ul><ul><li>O nosso país estava profundamente arreigado ao Antigo Regime: </li></ul><ul><ul><li>Economia essencialmente agrícola; </li></ul></ul><ul><ul><li>Marcado feudalismo, que remetia o camponês, ou seja, o Povo, para a miséria; </li></ul></ul><ul><ul><li>Vida do quotidiano extremamente rural e arcaica. </li></ul></ul><ul><ul><li>Análise do documento 1(A) da página 78 do manual (2ªParte) </li></ul></ul>
  3. 4. <ul><li>Instituições como a Real Mesa Censória e a Intendência Geral da Policia, anteriormente criadas por Marquês de Pombal, defendiam os interesses do poder político absolutista, através de acções repressivas e de censura; </li></ul><ul><li>No entanto, tal como acontecera em França no período posterior à revolução, uma Burguesia endinheirada e um grupo restrito de intelectuais que frequenta os cafés, botequins e as tão misteriosas sociedades maçónicas, iniciam uma forte critica a toda a organização do pais, ao poder tirano e os privilégios feudais, aclamando os princípios de Liberdade, Igualdade e Fraternidade; </li></ul><ul><li>As aspirações de mudança destes iluminados, iriam ser brevemente impulsionadas pelas invasões francesas, que lançaram o país na senda das transformações liberais. </li></ul><ul><li>Análise do documento 1(C) da página 79 do manual (2ªParte) </li></ul>
  4. 6. <ul><li>Aproveitando o enorme domínio que exercia sobre o território europeu, em 1806, Napoleão Bonaparte decretou o Bloqueio Continental, ou seja, o fecho de todos os portos europeus ao comércio com a Grã-Bretanha. Portugal encontrava-se numa situação problemática: </li></ul><ul><ul><li>Por um lado, poderia manter-se fiel à Inglaterra, sua antiga aliada, o que ditaria a invasão napoleónica e a partilha do país entre a França e a Espanha (estas duas nações eram fortes aliadas); </li></ul></ul><ul><ul><li>Por outro, ao aceitar o bloqueio, muitos dos territórios do seu império seriam anexados por Inglaterra, punha em causa o abastecimento de Lisboa, que vivia das importações de géneros alimentares estrangeiros, sobretudo o trigo americano e ainda a comercialização do lucrativo vinho do Porto; </li></ul></ul><ul><li>O príncipe-regente D. João acabou por seguir a primeira opção e fugir juntamente com a sua família e a corte para a colónia do Brasil (29 de Novembro de 1807); </li></ul><ul><li>Tal decisão, ditou 3 invasões napoleónicas que flagelaram o país entre 1807 e 1811. No entanto, a fuga do rei permitiu a manutenção da independência de Portugal; </li></ul><ul><li>Análise do documento 3(A) da página 81 do manual (2ªParte ) </li></ul>Principais marinhas de guerra europeias País Naus País Naus País Naus Reino Unido 103 Suécia 12 França 37 Dinamarca 20 Espanha 24 Portugal 13 Holanda 6 Rússia 36 Total 45 Total 103
  5. 7. Fig.1 Fig.2 - Contexto – Guerra das Laranjas (1801) entre Portugal e Espanha, e tratado de Badajoz (6 de Junho de 1801) Perda de Olivença para Espanha; - Figura 1 – Mapa em que Olivença (território com uma área 7 vezes superior à cidade de Lisboa) ainda faz parte de Portugal. - Figura 2 – Mapa espanhol de 1773, em que Olivença também é indicada como território português.
  6. 8. <ul><li>- Contexto – Tratado de Fontainebleau (27 de Outubro de 1807), assinado pela Espanha e França. Acordo da invasão de Portugal e divisão do território português invadido. </li></ul><ul><li>- Figura 1– Mapa onde estão representadas as três unidades territoriais que iriam ser criadas aquando da invasão e domínio do nosso país por parte das tropas franco-espanholas. </li></ul>Fig. 1
  7. 9. <ul><li>1ª Invasão </li></ul><ul><li>Comando: </li></ul><ul><li>General Jean – Andoche Junot (França) </li></ul><ul><li>Capitão general de Castela, Dom José Carrafa (Espanha) </li></ul><ul><li>Tropas: </li></ul><ul><li>1º Corpo de Observação da Gironda (24.000 homens) </li></ul><ul><li>Tropas espanholas (26.069 homens) </li></ul><ul><li>2ª Invasão </li></ul><ul><li>Comando: </li></ul><ul><li>Marechal Nicolas Jean de Dieu Soult </li></ul><ul><li>Principal Conquista: </li></ul><ul><li>- Porto (24 de Março de 1809) </li></ul><ul><li>3ª Invasão </li></ul><ul><li>Comando: </li></ul><ul><li>Marechal André Masséna (65. 000 homens) </li></ul><ul><li>Batalha do Buçaco (27 de Setembro de 1810); </li></ul><ul><li>Derrota das tropas francesas junto às linhas de Torres Vedras pelas tropas anglo-portuguesas; </li></ul>
  8. 10. <ul><li>As invasões foram desastrosas para Portugal, não só pela enorme destruição que causaram, mas sobretudo, pelo domínio político e económico que a Inglaterra exerceu sobre nós; </li></ul><ul><li>Os conflitos armados foram ruinosos: </li></ul><ul><ul><li>Os sectores agrícola, industrial e comercial foram extraordinariamente afectados; </li></ul></ul><ul><ul><li>Determinadas localidades e regiões sofreram uma enorme destruição – Edifícios habitacionais, infra-estruturas públicas, redes de abastecimento de água (das poucas existentes), entre outros; </li></ul></ul><ul><ul><li>O património português foi extremamente depauperado, pelo saque de mosteiros, igrejas e pal ácios; </li></ul></ul><ul><ul><li>Naturalmente, verificaram-se enormes perdas humanas; </li></ul></ul><ul><li>As cidades que mais sofreram esses efeitos devastadores, foram Lisboa e Porto. </li></ul><ul><li>Análise do documento 3 (C) da página 81do manual (2ª Parte) </li></ul>
  9. 12. <ul><li>Entre 1808 e 1821 Portugal encontrou-se então sob domínio Inglês: </li></ul><ul><ul><li>Willian Carr Beresford tinha como principais funções a reestruturação do exercito e a organização da defesa do reino contra os Franceses, e assumiu o comando das tropas portuguesas, onde os ingleses possuíam as mais as altas patentes; </li></ul></ul><ul><ul><li>No entanto, face à continua ausência do rei D. João VI no Brasil, o marechal assumiu funções que se estenderam para além da esfera militar, sobrepondo-se ao próprio regente: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Exerceu um rigoroso controlo do funcionamento da economia; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Reactivou a Inquisição; </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Encheu as prisões de suspeitos de actos radicais e revolucionários. A sua atitude repressiva, a crise económica e o prolongado domínio inglês sobre o país gerou entre os portugueses um clima de repulsa para com os britânicos, e tudo o que provinha de Inglaterra. </li></ul></ul></ul>Willian Carr Beresford
  10. 13. <ul><li>A economia portuguesa encontrava-se em decadência: </li></ul><ul><ul><li>A balança comercial apresentava valores extremamente deficitários; </li></ul></ul><ul><ul><li>A Agricultura e o comércio apresentavam sinais de uma crise estrutural. </li></ul></ul><ul><li>O decréscimo do comercio ficou sobretudo a dever-se: </li></ul><ul><ul><li>À abertura dos portos do Brasil em 1808 ao comércio internacional, ou seja, à perda do exclusivo colonial; </li></ul></ul><ul><ul><li>Ao tratado de comércio de 1810 com a Grã-Bretanha – este reforçou o célebre tratado de Methuen (27 de Dezembro de 1703) na medida em que a liberdade de comércio e navegação favoreceu a entrada de mercadorias Britânicas nos portos Portugueses. </li></ul></ul>
  11. 14. <ul><li>Com a perda do exclusivo comercial do Brasil, Portugal deixou de usufruir de grande parte dos lucros que obtinha com a importação e a reexportação dos produtos alimentares e matérias-primas . </li></ul><ul><li>Viu-se também privado do mercado garantido de escoamento para a sua produção manufactureira. </li></ul><ul><li>Naturalmente a burguesia viu a sua actividade mercantil diminuir em larga escala. </li></ul><ul><li>Análise dos documentos 5(A )e 5(B) da página 84 do manual (2ª Parte) </li></ul>Roça de café brasileira do inicio do século XX
  12. 16. <ul><li>Perante este cenário de guerras, destruição, crise e domínio Inglês a burguesia desencadeou a agitação revolucionária: </li></ul><ul><ul><li>No Porto em 1817 nasceu uma associação maçónica de nome Sinédrio sobre a égide de Manuel Fernandes Tomás, juiz do Tribunal da Relação do Porto: </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>O Sinédrio pretendia intervir no país quando o contexto fosse favorável. </li></ul></ul></ul><ul><li>Em Janeiro de 1820, ocorreu uma revolução liberal em Espanha, que restaurou a constituição de 1812, uma constituição democrática e liberal. </li></ul><ul><li>Portugal foi então influenciado por essas ideias liberais que irradiavam do país vizinho. </li></ul>
  13. 17. <ul><li>O povo começou então a tomar conhecimento dessas ideias, e a ter consciência da sua não liberdade, já que só se sabe o que é a liberdade quando não se a tem. </li></ul><ul><li>Face a ausência do temido Beresford que se tinha deslocado ao Rio de Janeiro a fim de pedir dinheiro a D. João VI para o pagamento das despesas militares e também estender o seu campo de intervenção governativa, o Sinédrio que havia recrutado altas patentes militares capazes de materializar a revolução, deu-lhe inicio a 24 de Agosto de 1820, na cidade invicta. </li></ul>Manuel Fernandes Tomás
  14. 18. <ul><li>Quem governava Portugal aquando das invasões francesas? </li></ul><ul><li>Príncipe -regente D. João (VI) </li></ul><ul><li>Em que ano foi decretado o Bloqueio Continental por Napoleão Bonaparte? </li></ul><ul><li>No ano de 1806 </li></ul><ul><li>Em que ano se iniciaram as invasões napoleónicas a Portugal? </li></ul><ul><li>No ano de 1807 </li></ul><ul><li>Como se chamava o principado que abarcava os territórios entre o Minho e o Douro, e que fora definido no Tratado de Fointaineblau (1807)? </li></ul><ul><li>Lusitânia Setentrional. </li></ul><ul><li>Que general chefiou o governo militar britânico? </li></ul><ul><li>Willian Carr Beresford </li></ul><ul><li>Onde e quando nasceu a associação maçónica que impulsionou a revolução de 1820? </li></ul><ul><li>No Porto em 1817 </li></ul><ul><li>Como se chamava essa associação? </li></ul><ul><li>Sinédrio </li></ul><ul><li>Que acontecimento influenciou a revolução vintista? </li></ul><ul><li>Revolução liberal espanhola de Janeiro de 1820 </li></ul>

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