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RESUMO - KOCH e ELIAS intertextualidade

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Resumo dos capítulos sobre Intertextualidade

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RESUMO - KOCH e ELIAS intertextualidade

  1. 1. SÍNTESE TEXTOS KOCH E ELIAS – INTERTEXTUALIDADE OBJETIVO: Definir e caracterizar intertextualidade TEXTO 1 KOCH, Ingedore Villaça; ELIAS, Vanda Maria. Ler e compreender: os sentidos do texto. 2 ed. São Paulo: Contexto, 2006. Capítulo 4: Texto e intertextualidade Para conceituar intertextualidade, há que se considerar: - outros textos são usados para produzir outros Às vezes, a intertextualidade se constitui de maneira desvelada, outras, o autor pressupõe ser do conhecimento do leitor a fonte e não faz remissão explícita a ela. “Cada enunciado é um elo da cadeia muito complexa de outros enunciados-Bakhtin). Identificar a relação entre textos depende do conhecimento do leitor e seu repertório de leitura, o que é fundamental para compreensão e produção de sentido. As remissões trazem novos sentidos a enunciados anteriores. Esse deslocamento provoca sempre alteração de sentidos. Por vezes, o autor pode explicitar a fonte, com intenção argumentativa, para dar credibilidade ao discurso. Outras, ao não fazer menção à fonte com o objetivo apenas de seguir-lhe a orientação argumentativa. - é preciso reconhecer outros textos para a produção de sentidos. (p. 81) Algumas vezes, o deslocamento de gênero textual do texto-fonte para outro tem a intenção de produzir sentidos diversos, como crítica e humor. Alguns textos promovem a intertextualidade reproduzindo o estilo do autor do texto-fonte e outros se constituem de modo a remeter a passagens deste. Entretanto, reconhecer o texto-fonte é condição necessária para a construção de sentidos. Outro fator importante para a compreensão é considerar que a retomada de um texto em outro propicia a construção de novos sentidos. CONCEITO: p. 86 Intertextualidade ocorre quando em um texto está inserido outro texto (intertexto) anteriormente produzido, que faz parte da memória social de uma coletividade. A intertextualidade é elemento constitutivo do processo escrita/leitura e compreende as diversas maneiras pelas quais a produção/recepção de um dado texto depende de conhecimentos de outros textos por parte dos interlocutores. Ela é componente decisivo das condições de produção de um texto, pois há sempre um já-dito1 prévio a todo dizer. Em alguns casos, pode-se recuperar facilmente o texto-fonte por fazer parte da memória social. CARACTERIZAÇÃO / MODOS DE CONSTITUIÇÃO – p. 87 – Modos pelos quais a intertextualidade pode se constituir e constituir textos. Intertextualidade explícita: ocorre quando há citação da fonte do intertexto. Por que e para que o autor faz a citação? O leitor deve considerar a importância e a função da escolha realizada pelo autor. 1 J. KRISTEVA
  2. 2. Intertextualidade implícita (p. 92): ocorre quando não há a citação expressa da fonte, cabendo ao interlocutor identificar o intertexto na memória e identificar os objetivos do escritor ao inseri-lo em seu texto, para construir o sentido do texto. Quando isso não ocorre, toda a construção do sentido fica prejudicada.(Será? E a coerência interna? Grifo meu.) O autor pressupõe que o leitor compartilhe de seu conhecimento em relação ao interdiscurso implícito e que estabelecerá o diálogo proposto entre os textos e a razão da recorrência implícita, mas se isso não ocorrer a construção do sentido será prejudicada. O autor realiza a manipulação do texto alheio, ou próprio, com a finalidade de produzir efeitos de sentido, seja por meio de substituições, supressões, acréscimos, transposições2. O autor espera que o leitor recupere o texto-fonte e perceba o efeito de sentido provocado pelo deslocamento ou transformação de velhos textos e o propósito comunicacional dos novos textos constituídos. p. 96 Também espera-se do leitor, além do reconhecimento do texto-fonte, que ele tenha conhecimento sobre composição, conteúdo, estilo e propósito comunicacional dos gêneros textuais (cap 5). Além da capacidade de reconhecer a intertextualidade, no processo de compreensão o leitor deve ativar outros conhecimentos: - conhecimento da língua - conhecimento das coisas do mundo - conhecimento do modo de organização, estilo e propósito comunicacional do gênero em questão. TEXTO 2 KOCH, Ingedore Villaça; ELIAS, Vanda Maria. Ler e escrever: estratégias de produção. 2 ed. São Paulo: Contexto, 2011. Capítulo 5 – Escrita e intertextualidade. CONCEITO: ATÉ A PÁGINA 118. Todo texto sempre remete a outro(s) texto(s). Remissão a textos que faz(em) parte da memória social dos leitores e que são facilmente recuperados para a compreensão. Também é um processo de manipulação do texto alheio, são alterações/adulterações em textos-fonte que apontam para orientações argumentativas diversas: alteração chamada de retextualização3, construída a partir e em adesão ao texto-fonte, chamada de captação4. Pode ser também por acréscimo, substituição. A intertextualidade é ativada no momento da produção de maneira consciente ou não, dependendo dos conhecimentos de textos armazenados na memória do autor e ativados na ocasião da produção do texto. 2 GRÉSILLON & MAINGUENEAU, 1984. 3 KOCH, BENTES, CAVALCANTE, 2007 4 GRÉSILLON & MAINGUENEAU, 1984
  3. 3. O autor pode fazer a remissão de forma explícita ou implícita, depende do propósito comunicativo, do efeito de sentido que quer produzir ou do conhecimento que pressupõe que o leitor tenha. Também pode ocorrer um novo enquadre, atribuindo uma alteração/inversão do sentido original do texto-fonte, orientando argumentativamente para contradizê-lo ou desautorizá- lo, chamada de subversão5. Os efeitos pretendidos: seguem a mesma direção do texto-fonte ou se o contraria. Sempre irá acionar o conhecimento compartilhado com o leitor para a compreensão. Intertextualidade explícita: pode ser porque o autor quer dar a informação ao leitor que este possa consultá-la posteriormente ou porque quer chamar atenção para o que foi dito e também para o autor. Explicitar ou não a fonte é uma importante estratégia de que o produtor lança mão no percurso de seu trabalho de produção de escrita, a fim de obter o que pretende no plano da interação. (p. 111) CARACTERIZAÇÃO – 118 ATÉ PÁGINA 124 Nós nos comunicamos por meio de gêneros textuais que se configuram em textos. O escritor pode produzir um gênero em formato diferente do que é esperado, isto é, emprestando a um gênero textual a roupagem de outro, dependendo do propósito: intertextualidade intergêneros. Isso evidencia a produção de um sentido mais intenso no leitor pelo inusitado. Por exemplo, escrever um artigo de opinião em formato de oração6. Esse fenômeno de hibridismo de gêneros é bastante comum pincipalmente na publicidade, área que privilegia a criatividade e inventismo. Independente da intenção do autor (ampliação, atualização, negação, continuidade etc), sempre há uma recontextualização e a produção de um novo sentido, pois o autor assume um determinado ponto de vista, adotando uma atitude e discutindo ou avaliando as palavras originais7. O autor pode usar diversos recursos para explicitar suas remissões: citação direta, citação indireta, uso de aspas ou sinalização tipográfica. Página 125 A intertextualidade não se trata apenas de construir relações entre os textos, mas do modo como se faz isso, do objetivo e do posicionamento do autor diante dos textos-fonte, levando em conta eu propósito comunicativo8. A construção da intertextualidade é estratégica, revestida de finalidade e de significações, e que, por lado, pode gerar sentidos não intencionados pelo autor ou apenas sentidos intencionados pelos leitores. A intertextualidade evidencia o conhecimento de textos do escritor e a indissociabilidade das atividades de escrita e leitura. (conclusão das autoras). 5 Idem 2. 6 Ver KOCH, ELIAS, 2011,p. 118. 7 BAZERMAN, 2006 8 BAZERMEN, 2006.

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