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Pesquisa documental: atividade avaliativa (P2)

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Material elaborado para prestar feedback aos alunos do Curso Superior de Tecnologia em Gestão de Turismo do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (Câmpus Cubatão), matriculados nas disciplinas: Fundamentos do Turismo (I); Organização de Eventos (I); Marketing e Turismo; Gestão Pública e Ecoturismo e Turismo de Aventura (2017a).

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Pesquisa documental: atividade avaliativa (P2)

  1. 1. Pesquisa documental Prof. Me. Aristides Faria Lopes dos Santos
  2. 2. Apresentação: atividade avaliativa em grupo • Material elaborado para prestar feedback aos alunos do Curso Superior de Tecnologia em Gestão de Turismo do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (Câmpus Cubatão), matriculados nas disciplinas: – Fundamentos do Turismo (I) – Organização de Eventos (I) – Marketing e Turismo – Gestão Pública – Ecoturismo e Turismo de Aventura
  3. 3. Apresentação • A segunda atividade avaliativa de nossa disciplina (P2) foi composta por um exercício realizado em grupo, cujo objetivo da atividade foi identificar e catalogar as mais de 4.750 citações do termo “Turismo” existentes na base de legislações da Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP). Foto: Praia do Perequê, Guarujá (SP)
  4. 4. Apresentação • Como visto, estes dispositivos tratam da ação estatal (gestão pública) na promoção do turismo paulista (marketing), no fomento ao desenvolvimento do setor, na regulamentação da aplicação de recursos financeiros nos municípios paulistas, além do estabelecimento de diretrizes para o fortalecimento dos diversos segmentos turísticos (turismo de negócios e eventos, ecoturismo, turismo de aventura etc.). Foto: Forte São João, Bertioga (SP)
  5. 5. Apresentação • Este exercício caracteriza-se como uma “pesquisa documental”, procedimento metodológico com o qual todos já trabalharam ou virão a trabalhar. Assim, não foi considerado conhecimento prévio propriamente, mas a curiosidade do aluno em buscar meios para identificar a legislação aplicável diretamente ao turismo na base de dados indicada. Foto: Cruzeiro Quinhentista, Cubatão (SP)
  6. 6. Apresentação • Os procedimentos metodológicos empregados em uma determinada pesquisa acadêmica somente poderão ser considerados válidos cientificamente se puderem ser replicados, testados por outros profissionais em contextos diferentes. Há que se considerar as variáveis, naturalmente, mas a essência desta atividade é esta. Foto: Ruínas do Abarebebê, Peruíbe (SP)
  7. 7. Apresentação • Note, então, que há diversas maneiras de se identificar e tabular os dispositivos que compõem o ambiente legal do turismo em um determinado território, entretanto, o pesquisador deve ser capaz de explicar os meios pelos quais encontrou seus resultados. Veja nas páginas seguintes algumas considerações sobre a atividade proposta. Foto: Alfândega do Porto de Santos (SP)
  8. 8. BONS ESTUDOS!! Em seguida, vou comentar um pouco sobre a atividade proposta!
  9. 9. Coleta de dados • Recomendei que os grupos participantes da atividade coletassem dados na base de legislações da ALESP e os tabulassem em formato de quadro. Como exemplo, apresentei o formato a seguir, que é apenas um modelo. • Os grupos poderiam ter inovado e elaborado algum outro meio para o tratamento dos dados coletados. Todos os grupos apresentaram seus trabalhos em formato idêntico ao exemplo que enviei previamente, sem avançar, porém, na formatação dos mesmos, o que pode prejudicar sua compreensão.
  10. 10. Coleta e tabulação dos dados coletados (quadro 1) Ano Identificação Matéria Link 2015 Lei Complementar nº 1.261, de 29 de abril de 2015 Estabelece condições e requisitos para a classificação de Estâncias e de Municípios de Interesse Turístico e dá providências correlatas http://www.al.sp.gov.br/ repositorio/legislacao/le i.complementar/2015/le i.complementar-1261- 29.04.2015.html
  11. 11. Tratamento dos dados coletados • A partir da coleta dos dados, que poderia ser organizada com base na cronologia ou mesmo no tipo dos dispositivos legais encontrados na base de dados indicada, o grupo deveria proceder a tabulação dos mesmos. • Esta tabulação era o coração da atividade, ou seja, os dispositivos legais são abertos ao público e qualquer pessoa pode acessá-los. A diferença reside em “como” cada grupo, cada profissional organizará estes dados e os transformará – se conseguir fazê-lo – em informações de boa qualidade ao usuário final.
  12. 12. Tratamento dos dados coletados (quadro 2) Tipo de Norma Sem filtro Indexação Tema da Norma Tema da Norma e Situação "Sem revogação expressa" Citações 4.785 377 98 84 Leis 1011 50 75 65 Lei Complementar 136 6 1 1 Emenda Constitucional 1 0 0 0 Resoluções ALESP 9 1 0 0 Decreto legislativo 8 4 0 0 Decreto 3522 302 18 15 Decreto-lei 85 12 4 3 Decreto Lei-Complementar 13 2 0 0
  13. 13. Tratamento dos dados coletados (quadro 2) • Eu organizei no quadro 2 a tabulação dos dados coletados, tanto sem filtragem dos mesmos quanto em relação a possíveis filtros (Indexação, Tema da Norma, Revogação/Vigência). Note que cada relação entre estes indicadores gera resultados quantitativos diferentes (grafados na cor vermelha).
  14. 14. Tratamento dos dados coletados • Os gráficos de 1 a 4 são possíveis maneiras de se apresentar os dados coletados. Note que quando vemos os resultados no formato de representação gráfica, percebemos com mais facilidade a diferença na participação de cada Tipo de Norma e a influência que cada filtro exerce sobre a caracterização das políticas públicas, no caso, no estado de São Paulo. • Espero que ao filtrar os resultados da coleta de dados proposta, o exercício passe a fazer sentido para você e sua equipe. A ideia, então, é proporcionar-lhes um exercício que lhes ajude a compreender e experimentar ferramentas de busca específicas e técnicas como a da ALESP.
  15. 15. REPRESENTAÇÃO GRÁFICA Os gráficos de 1 a 4 são possíveis maneiras de se apresentar os dados coletados.
  16. 16. TRATAMENTO DOS DADOS COLETADOS A seguir, exemplifico a tabulação dos dados coletados na forma de quadros.
  17. 17. Ano Identificação do Decreto Matéria 2016 Decreto nº 62.228, de 24/10/2016 Institui, junto à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, o Fórum Náutico Paulista e dá providências correlatas. 2013 Decreto nº 59.086, de 15/04/2013 Dá nova redação a dispositivos que especifica do Decreto nº 56.638, de 2011, que organiza a Secretaria de Turismo e dá providências correlatas . 2012 Decreto nº 57.748, de 20/01/2012 Dá nova redação ao inciso II do artigo 3º do Decreto nº 56.638, de 1º de janeiro de 2011, que organizou a Secretaria de Turismo e dá providências correlatas. 2011 Decreto nº 57.321, de 09/09/2011 Altera dispositivos do Decreto nº 56.780, de 2011, que autoriza a Secretaria de Turismo a representar o Estado na celebração de convênios com municípios paulistas, visando a transferência de recursos financeiros, a títul ... 1990 Decreto nº 31.257, de 23/02/1990 Dispõe sobre o Regulamento do Fundo de Melhoria das Estâncias e dá outras providências. 1990 Decreto nº 31.581, de 18/05/1990 Cria a Delegacia Especializada de Atendimento ao Turista e dá outras providências. 1987 Decreto nº 26.923, de 19/03/1987 Determina providências para a extinção do Fomento de Urbanização e Melhoria das Estâncias - FUMEST. 1985 Decreto nº 23.462, de 10/05/1985 Revoga o Decreto nº 22.522, de 03/08/1984. 1976 Decreto nº 7.851, de 27/04/1976 Constitui Grupo de Trabalho para os fins que especifica - normas reguladoras da utilização de praias públicas, inclusive por pessoas que praticam -camping-. 1974 Decreto nº 3.578, de 22/04/1974 Altera a redação de artigo 2º, do Decreto nº 3.193, de 1974, que cria a título experimental, delegacias regionais de turismo. 1974 Decreto nº 3.193, de 10/01/1974 Cria, a título experimental, Delegacias Regionais de Turismo. 1973 Decreto nº 1.575, de 17/05/1973 Cria Grupo de Trabalho para a formulação de um Sistema Estadual de Estatística de Turismo. 1971 Decreto nº 52.757, de 18/06/1971 Regulamenta O Artigo 56 Da Lei N. 10.394, De 16 De Dezembro De 1970. 1971 Decreto nº 52.756, de 16/06/1971 Altera A Redação Do Decreto N. 52.587, De 29 De Dezembro De 1970, Que Reestruturou A Contadora Geral Do Estado. 1971 Decreto nº 52.742, de 19/05/1971 Regulamenta a classificação como -Festividade de Interesse Turístico- dos eventos celebrados no Estado.
  18. 18. Considerações finais • A principal mensagem que gostaria de transmiti-los por meio desta devolutiva é que há diversos meios para realizar esta pesquisa documental, ou seja, cada equipe poderá dar o enfoque e adotar as estratégias que julgarem mais adequadas. O que importa é que os pesquisadores busquem meios eficientes para alcançar resultados eficazes e efetivos.
  19. 19. • Nesta atividade avaliativa, como busquei explicar, seu grupo poderia seguir diversos caminhos. No próprio enunciado eu, inclusive, citei um deles ao afirmar que há mais de 4.750 citações do termo “Turismo” no banco de legislações da ALESP.
  20. 20. • Seu grupo poderia, entretanto, se utilizar dos diversos mecanismos para filtrar estes resultados, tornando o processo de trabalho mais eficiente e os resultados obtidos mais eficazes e efetivos. Espero que você e sua equipe possam guardar as lições aprendidas a partir deste exercício de coleta, tratamento dos dados coletados e análise dos resultados para ocasiões futuras, quando poderão ser mais assertivos em suas pesquisas acadêmicas.
  21. 21. Boas férias! Foto: Praia do Tombo, Guarujá (SP)

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