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Livro de contos e orações do meu avô

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Livrinho com os contos, histórias, músicas e orações que meu avô nos contava

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Livro de contos e orações do meu avô

  1. 1. 2
  2. 2. ÍndiceIntrodução............................................................................................... 5Memorial - José Roberto e Gilberto ....................................................... 6Músicas .................................................................................................. 7Orações ................................................................................................. 12Histórias ............................................................................................... 18... e o depoimento de todos os filhos no decorrer do livro... 3
  3. 3. 4
  4. 4. IntroduçãoNascido em 15 de Agosto de 1925, Sebastião Ferreira de Carvalho Filho écasado com Zoraide Pena Ferreira com quem teve 9 filhos: Gilberto, Sebastião,Antônio Alberto, José Roberto, Sergio, Maria José, Regina, Nilce e Fernando.Filho de Elidia Josefina Ribeiro Ferreira e Sebastião Ferreira de Carvalho,também teve oito irmãos: José, Antônio, Everaldo, João, Batista, Luiz,Bernardino e Paulo.Lutou sempre, junto com dona Zoraide, para garantir o sustento da família enunca recusou nenhum tipo de trabalho para que isso fosse possível. Foiconfeiteiro, pedreiro, marceneiro, caldeireiro, padeiro, vendedor de doces,servente, carpinteiro, e outros mais... Sofreu um ataque cardíaco que oimpossibilitou de trabalhar em muitas coisas, mas sempre manteve sua fé, suadedicação e seu amor à família.Fervoroso em sua fé, aprendida de seus pais, vive firme em seu propósito devida diária, onde busca levar, a todos, um pouco mais de Deus. * * * * * * *Oitenta e três anos, 8 irmãos, 10 residências, 4 cidades, mais de 15 trabalhosdiferentes, 9 filhos, 17 netos, 5 bisnetos, várias orações, vários doces: 1 vida… 1história... Estes são alguns detalhes da vida de Sebastião Ferreira de Carvalho,um homem cuja maior riqueza é sua família e cujo maior defeito é amá-lademais. 5
  5. 5. Memorial - José Roberto e GilbertoComo não poderia deixar de ser, fica aqui nossa singela homenagem aosirmãos que já se foram, mas que viverão eternamente em nossas lembrançase em nossos corações... José Roberto Ferreira e Gilberto Ferreira."É preciso amar, as pessoas como se não houvesse amanhã. Porque se vocêparar pra pensar… na verdade não há." (Pais e Filhos, Legião Urbana). José Roberto Ferreira 18/10/1955 - 02/10/1997 Gilberto Ferreira 01/11/1948 - 17/05/2008"… eu sei que estes detalhes vão sumir na longa estrada. Do tempo quetransforma todo amor em quase nada. Mas "quase" também é mais umdetalhe, um grande amor não vai morrer assim. É por isso que de vez emquando você vai… Você vai lembrar de mim" (Detalhes, Roberto Carlos). 6
  6. 6. MúsicasQuem canta seus males espanta. Essa é sem dúvida uma de suas marcasregistradas. O maior "canteiro" do pedaço, como ele mesmo fala, Sebastião seemociona e se alegra com as canções que embalaram sua época e pelo saudosotempo em que cantava com seus irmãos. Quiririquiki Morenada Quiririquiqui morenada, isto não é nada, E o samba é bom morenada, é de madrugada. Eu não sou daqui, sou de lá da Fortaleza, estou para chegar aqui nesta redondeza. (2 X) Eu tenho pena e também eu tenho dó, de ver meu galo preto sapecar seu carijó. Lá na oficina Lá na oficina, lá na serraria, onde trabalhava a jovem Maria. Ela trabalhava de cabeça baixa até raiar o dia. E a mestra dizia, oh meu Deus o que será: ou esta moça morre ou ela fica louca de tanto pensar. De manhã cedinho vem sua amiguinha para despertar, Levanta Maria que isso já são horas de nós trabalhar. Espera lá mamãe, espera lá mamãe que eu levanto já. Benção ó mamãe, benção ó mamãe, vamos trabalhar. Já meio dia em ponto, vem o mensageiro para avisar, Que a jovem Maria lá na oficina foi se suicidar, Sua mãe chorava com uma dor no coração, Desgraçado o moço, que fez minha filha, morrer de paixão. Saudade de Matão (1920) Neste mundo choro a dor, Por uma paixão sem fim, Ninguém conhece a razão por que eu choro no mundo, assim. 7
  7. 7. Quando lá no céu, surgiu, uma peregrina flor, pois devem saber que a sorte me tirou, foi uma grande dor. Lá no céu ô junto a Deus ô, em silêncio, minha alma descansa e na terra, todos cantam, eu lamento minha desventura desta pobre dor. Ninguém me diz que sofreu tanto assim, essa dor que me consome, não posso viver. Quero morrer, vou partir para bem longe daqui, já que a sorte não quis, me fazer feliz.“ E steé m eu PA I, fonte de am or, fonte de verdade, caráter eexem plo a ser seguido. H oje a árvore da vida de m eu PA I já nãotem m ais 9 frutos de quando foi gerada. São apenas 7 frutos queficaram , m as sei que m eu PA I entregou os dois que foram paraJesus Cristo, que com o tem po serão, com certeza, m em órias dosfilhos de seus filhos, sobrinhos, netos, bisnetos, etc. Por fim , m euPA I m e ensinou a am ar, respeitar, ser correto e todas as qualidadesde um verdadeiro cristão. Te am o m eu Pai, e nunca,nunca m esm o, vou ter algum rem orso de nuncater dito a você tudo o que eu sem pre sentipor você: TE A M O , TE R E SPE ITO , equando um dia não tiverm osm ais um ao outro,certam ente estarem osjuntos na casa doPA I.” 8
  8. 8. Atire a primeira pedra (carnaval - 1944, Ataulfo Alves e Mário Lago) Covarde sei que me podem chamar, Porque não cala no peito esta dor, Atire a primeira pedra ou ai ai, Aquele que não sofreu por amor. Covarde sei que me podem chamar, Porque não cala no peito esta dor, Atire a segunda pedra ou ai ai, Aquele que não sofreu por amor. (2 X) Eu sei que você vai sussurrar do meu proceder, Eu sei mulher que você mesmo vai dizer, Que eu vim pra me humilhar, mas isso não faz mal. Você pode até sorrir, perdão foi feito pra gente pedir. Alô Roberta Alô, Alô, ô, ô, Roberta. Perdeu a chave deixe a porta aberta. (2x) Não vá fazer como da vez passada: Telefonei e não valeu de nada. E eu já venho cansado de fazer o cerão, Traga pra mim um pastel de camarão. Morena sambando Duas coisas neste mundo que faz meu coração chorar (2X) É os olhos de uma morena, numa noite de luar (2X) E numa noite de luar e um caboclo violeiro (2X)Vale mais que todo mundo e vale mais que o mundo inteiro (2X) E ai como é lindo ver, o canto do sabiá, eu vi uma morena sambando numa noite de luar (Repete Tudo) E numa noite de luar, e um caboclo violeiro... 9
  9. 9. Cigana Há muito tempo que meu samba me dizia, E uma cigana que cansou de me avisar: "Cuidado com esta mulher que ele vai te abandonar" Eu fui um louco não querer acreditar, acreditar... Agora eu vejo que meu samba tinha razão, E a cigana foi sincera quando leu a minha mão: "Esta mulher não te ama, esta mulher não te quer,Cuidado com esta mulher, manda esta mulher embora" E agora eu vivo recordando este meu samba, Periquito bateu asas, passarinho que leva a fama. Sinhá Maria (1941) Nosso Senhor, me perdoa Essa descrença magoada Tive uma vida tão boa Hoje, não creio em mais nada Não canto mais ladainha Não faço mais oração Até a crença que eu tinha Fugiu do meu coração. Porque não foste justo, outro dia Vindo buscar Sinhá Maria A santa do meu altar Talvez tu não pensasses em maldade E que mais tarde, a saudade Vinha me desesperar. Nosso Senhor, que tristeza Quando regresso à tardinha Debruço e choro na mesa Lembrando a vida que eu tinha Minha choupana vazia Com a porta aberta pra trás Não sabe que Sinhá Maria Não volta mais, nunca mais! 10
  10. 10. Perdão, volve para mim teu olharSó tu me podes vingar, o que a saudade me fez Por Deus, escuta Nosso Senhor Manda do céu por favor Sinhá Maria, outra vez! Sapateia minha gente Sapateia minha gente E aproveita a mocidade. Porque depois vem a velhice, E a velhice traz a saudade! Quando a saudade vem De alguém que foi-se embora, Quando a saudade vem, A gente chora! “ Q ue bom ter um pai, m as ter um pai com o o Sebastião Ferreira, é algo m aravilhoso. H om em de fé, hom em sincero, hom em honesto, hom em tolerante, hom em de brio, hom em de brilho, hom em com "H " m aiúsculo. Q ue D eus continue abençoando-o e dando- lhe m uita paz.” 11
  11. 11. OraçõesAs orações aprendidas de seus antepassados, principalmente de seu pai,marcam sua personalidade. Com rezas para diversas ocasiões, versos cantados epoesias, Sebastião sempre se mantém firme na fé e se faz um pilar seguro efirme para aqueles a quem o procuram…Foi sempre buscando "imitar seu velho pai" que seu Sebastião conseguiu,sempre acompanhado destas orações e de sua esposa, criar e acompanhar seusfilhos até os dias de hoje...Oração da Estrela do céuA estrela do céu Virgem Santíssima; que ao seu peito criou e o Senhor extinguiu com amortal peste que no mundo introduziu o primeiro homem. Pai dos humanos. Digna-seagora a mesma estrela reprimir-se aos influxos dos astros; que por suas disposiçõesmalignas feriu o povo com moléstias.Gloriosa estrela do céu de sublimes louvores; digníssima de todos os perigos do mundo, nosdefendei e nos protegei. Medicina Cristã; aos Sãos Conservai e aos Enfermos Sarai o que ahumana força não pode; vossa graça nela conceda a mim. **SEU PEDIDO**Repita 3 vezes: Ouve-nos óh Maria porque vosso filho vos honra em nada vos negar. Salve-nos óh Messias; porque por nós vos pede a Santíssima Virgem em todas as nossasatribulações e angústias.Recorrei e socorrei-nos óh piedosa Virgem. <Rezar 3 Ave Maria> <Rezar 3 PaiNosso> Oferecei a nossa Senhora da Penha. “ Tuaspalavras de coragem e carinho, Seus sorrisos de fé e esperança, Suas lágrim as de alegria e em oção, Form aram a m inha pessoa, que a ti será sem pre grata. M eu querido pai Sebastião. ” 12
  12. 12. Meu Jesus CrucificadoMeu Jesus crucificado grande filho da Virgem Maria, me guardei por esta noite e amanhãpelo dia. Quando abrir o Jubileu eu quero guardar o Senhor. Assim como vós me dais o pãoe também nos dais o vinho. Meu Jesus crucificado Grande Filho da Virgem Maria, ando bemacompanhado sendo Deus o meu guia, amém.Óh Maria concebida sem pecado, rogai a Deus por nós que recorremos a vós. Senhor quemorto foi, morto foi e vivo está, dai-me sempre bom viver e a graça a ti servir. Mas antesmorrer Senhor que uma vez pecar. Dai-me vossa graça para não lhe ofender mais, e ofereçotodo o trabalho deste dia para o Senhor me abençoar.Óh Virgem Santíssima não permitais que eu viva e nem morra em pecados mortais. (2 X)Óh Virgem Santíssima estrela do norte, nossa guia e nossa morte.Senhor Deus pequei, misericórdia. (2 X)Senhor pelas dores de nossa Mãe Maria Santíssima, misericórdia Senhor!Para pesadelosPesadelo, pesadelo, se quiser me ver dai 3 voltas em redor do mar (3 X)Pai Nosso PiquinimPai nosso Piquinim, Deus me leve ao bom caminho,Nosso Senhor meu Padrinho, Nossa senhora minha Madrinha.Sete velas me iluminam, sete anjos me acompanham.Que o demônio não me atente, nem de dia e nem de noite. Nem na vida e nem na morte.Para sempre amém Jesus!Com Deus me deitoCom Deus me deito e com Deus me levanto. Com a graça de Deus e do divino EspíritoSanto.Senhora do pranto, me cubra com vosso manto. Se eu cobrir e for coberto, coberto hei deir. Não terei medo de pavor, nem de coisa que de mal for.Senhora, seu eu cair, me levantai, se eu dormir, me acordai, se eu morrer me iluminai comas três candeias da Santíssima trindade, para sempre, amém Jesus! 13
  13. 13. Eu pecadorEu pecador me confesso com Deus todo poderoso,Bem aventurado Santa Virgem Maria,Bem aventurado São Miguel Arcanjo,Bem aventurado São João Batista,São Pedro e São Paulo,Todos os Santos, que eu pequei por pensamentos, palavras e obras, e digo a Deus a minhaculpa, a minha culpa minha máxima culpa...E por isso eu peço e rogo, bem aventurado Santa Virgem Maria,Bem aventurado São Miguel Arcanjo,Bem aventurado São João Batista,São Pedro e São Paulo,e a ti Pai, que roga a Deus por mim,Amém!Oração protetoraEm volta da minha casa tem 3 conquistas. São Pedro, São Paulo e São João Evangelista!Nossos inimigos vêmJoão: Senhor nossos inimigos vem!Jesus: Que eles venham, João! Se tiverem olhos, não nos enxergarão. Se tiver ouvidos, nãonos ouvirão. Se tiverem braços, não nos pegaram. Se tiverem pernas, não nos alcançarão.Se tiverem facas, não nos furarão. Se tiverem armas de fogo, escorrerão água pelo cano, eserão atados pé, mão e coração.São, São Córdio. Passo Dominé Amém!Nossa SenhoraLevantei de madrugada, fui varrer a conceição, encontrei Nossa Senhora, com seu livrinhona mão.Eu pedi o seu livrinho, ela me disse que não. Eu tornei a lhe pedir, ela me deu o seu cordão.Que me dava sete voltas, ao redor do coração. 14
  14. 14. Numa ponta vai São Pedro, na outra ponta vai São João. No meio era um letreiro, da Virgemda Conceição. Amém. “Pai, Falar de você eu até poderia escrever um livro. M as com o não é possível, posso dizer que pra m im você representa um grande hom em de D eus. V ocê, pai, é um a pessoa ‘ilum inada’. Te A M O . D eus te abençoe.”Nossa senhora do CarmoNossa senhora do Carmo é madrinha de São João,Eu também sou afilhado da Virgem da Conceição,Na casa daquela santa, bate Jesus toda hora,Respondeu a mesma Santa, "o que quer Jesus agora?"Quero que deixes do mundo e vamos juntos para a Glória,Oferece este bendito, para o Senhor que está na cruz,Que nos livre do inferno, para sempre amém Jesus.Nossa SenhoraLá no céu acendeu uma luz, no ponto de meio dia,Eram os anjos que cantavam o rosário de Maria,O rosário de Maria doce amante coração,Quer na vida e quer na morte, quer a nossa salvação.Amém!Nossa SenhoraChegai, pecador, chegai, nesta mesa enflorecida,Pra beijar nossa senhora, conceição aparecida.Conceição aparecida, mãe de consolaçãoConsolai as nossas almas, minha virgem da conceição.Amém. 15
  15. 15. Ao passar por:CemitérioDeus te salve campos mortos, que está no campo sereno,Onde foi sepultado, bom Jesus Nazareno.Igreja Deus te salva casa santa, onde Deus fez a morada,Onde mora o cálice bento e a hóstia consagrada.CruzDeus te salva cruz bendita, que está no campo sereno,Onde foi crucificado, bom Jesus Nazareno.Depois do terço(oração sempre dita pelo pai do Senhor Sebastião Ferreira de Carvalho)Nas fortes batalhas, vitória teremos,Por rezar um terço, sempre rezaremos,Sempre rezaremos, com muita alegria,Para se alegrar a Virgem Maria,A Virgem Maria, prometeu salvar,A todos os devotos, que o terço rezar,Quem o terço rezar, com muita alegria,Para se alegrar a Virgem Maria.Amém!Oração de São JoséMeu Divino São José, aqui estou em vossos pés, pedindo misericórdia.Meu Divino São José, quem tiver suas devoções, se apegai com São José. Que ele é umSanto de milagre pela vossa Santa Fé.Meu Divino São José, pelo menino que vós tens nas mãos, nem de sede, nem de fome, nãomatais seus filhos não!São José, aumentai a minha fé!Amém. 16
  16. 16. Oração do Anjo da guardaMeu anjo da guarda, que andai junto comigo: Ajudai a vencer o batalhão do inimigo. Meuanjo da guarda, eu vos peço também: que nos livre do inferno para sempre amém…Para chamar chuvaSão Sebastião poderoso, que mora na beira do mar. Suspende a sua bandeira e deixe aágua derramar.Eu vi a lua gemendo e o sol suspirando, suspende a sua bandeira e deixe a águaderramando. Amém!Oração para cobreiroEm nome de Deus o que eu corto aqui: Cobreiro bravo, eu corto a ponta, o rabo e o meio,com os poderes de Deus está cortado e vão parar nas ondas do mar para nunca mais voltar.1 Pai Nosso A m igo é coisa pra se guardar, debaixo de sete chaves. “ D entro do coração... ” Tem os certeza de que, de onde ele estiver, gostaria de dizer que am ou m uito seu pai.Para dorDor me deu e dor me daria. Quem me cura é Deus e a Virgem Maria.1 Pai Nosso1 Ave MariaPara dor de denteEstava Santa Pelonha em sua pedra dourada gemendo e chorando com dor de dente.Passou a Virgem Senhora e perguntou o que tem Pelonha? Dor de dente, Senhora!Pelas águas poentes e pelo Jesus que Maria trazia no ventre, não te doerá mais o dente.Amém. 17
  17. 17. HistóriasAs conversas no final do dia rendiam boas histórias. Como não havia televisão, oprograma da família era se sentar em roda e contar histórias.As histórias que seu Sebastião ouvia dos colonos baianos na fazenda ondemorava, de seus pais e irmãos, ficaram registradas em sua memória e elerepassa, ainda hoje, para os filhos e netos...O Gato e a RaposaCerta vez, um Gato apostou corrida com uma Raposa e apostaram o rabo um do outro. Se oGato ganhasse a corrida, ficava com o rabo da Raposa, se a Raposa ganhasse, ela entãoficaria com o rabo do Gato.Aconteceu que o Gato ganhou a corrida e ficou, portanto, com o rabo da Raposa. A Raposa,muito sentida, disse então para o Gato:Raposa: Gato, me dá meu rabo. E o Gato então disse:Gato: Me dá leite! A Raposa, então, foi conversar com a Vaca:Raposa: Vaca, me dá leite, pra eu dar o leite pro gato, pro gato dar meu rabo?Vaca: Me dá capim! E lá foi a Raposa conversar com o Pasto:Raposa: Pasto me dá capim, pra eu dar o capim pra Vaca, pra Vaca me dar leite, pra eu daro leite pro gato, pro gato dar meu rabo?Pasto: Me aguai! A Raposa foi tratar com o Lago:Raposa: Lago me dá água, pra eu aguar o Pasto, pro Pasto me dar capim, pra eu dar ocapim pra Vaca, pra Vaca me dar leite, pra eu dar o leite pro Gato, pro Gato dar meu rabo?Lago: Me limpa! Para limpar o Lago, a Raposa precisava de uma enxada. Foi entãoconversar com o Ferreiro:Raposa: Seu Ferreiro, o senhor poderia me dar uma enxada, pra eu limpar o Lago, pro Lagodar água, pra eu aguar o Pasto, pro Pasto dar capim, pra eu dar o capim pra Vaca, pra Vacame dar leite, pra eu dar o leite pro Gato, pro Gato dar meu rabo?Ferreiro: Me dá carvão. Pra fazer a enxada o Ferreiro precisava de carvão, o que fez aRaposa ir conversar com o Toco. 18
  18. 18. Raposa: Boa tarde senhor Toco, o senhor poderia me dar carvão, pra eu dar o carvão para oFerreiro, pro Ferreiro me fazer uma enxada, pra eu limpar o Lago, pro Lago dar água, pra euaguar o Pasto, pro Pasto dar capim, pra eu dar o capim pra Vaca, pra Vaca me dar leite, praeu dar o leite pro Gato, pro Gato dar meu rabo?Toco: Me queima!Para queimar o Toco, a Raposa precisava de fogo, e o Fósforo poderia lhe dar fogo. E lá foi aRaposa conversar com o Fósforo:Raposa: Senhor Fósforo, boa noite, eu gostaria de saber se o senhor poderia me dar fogo,pra eu queimar o Toco, pro Toco me dar carvão, pra eu dar o carvão para o Ferreiro, proFerreiro me fazer uma enxada, pra eu limpar o Lago, pro Lago dar água, pra eu aguar oPasto, pro Pasto dar capim, pra eu dar o capim pra Vaca, pra Vaca me dar leite, pra eu dar oleite pro Gato, pro Gato dar meu rabo?Fósforo: Sim, pois não.Então o Fósforo deu o fogo para a Raposa que então queimou o Toco, que lhe deu carvão,que o Ferreiro usou para fazer a enxada que serviu para limpar o Lago. O Lago limpo deuágua para a Raposa que aguou o Pasto que, então, lhe deu capim que foi entregue para aVaca. A Vaca satisfeita lhe deu o leite que, por fim, foi dado ao Gato que, por sua vez,devolveu o rabo da Raposa.E então teve uma festa muito grande na família da Raposa e o seu Sebastião estava láfazendo doce pra todo mundo. Tião Ferreira, “m eu Pai” G uerreiro; vencedor com poucas arm as. A com panhei sua luta e vi quantas batalhas teve que vencer. O brigado por ter cuidado de m im , por ter m e educado e por ter m e feito um hom em . Tenho o m aior orgulho de ser seu filho. TiãozinhoCharadaGavião: Bom dia minhas cem pombas.Pombas: Cem pombas nós não seremos. Mas com outro tanto de pombas, mais o senhorgavião, cem pombas transformaremos.Quantas pombas havia? 19
  19. 19. Pão Matou CatitaResolva o enigma:Pão matou Catita;Catita matou sete;De sete tirei o bom e o melhor;Atirei no que vi e matei o que não vi,Com uma lasca de pau santo assei e comi;Passando sob uma ponte, um morto carregando um vivo, coisa que nunca vi.Resposta:Havia duas vizinhas, uma rica e uma pobre. A podre sempre pedia um pão para a rica paramatar a fome sua e dos filhos que tinha.Sempre que a vizinha pobre recebia um pão, ela dizia: "Quem bem faz pra si o faz, e quemmal faz, pra si o faz"Um dia, cansada da vizinha pobre, a vizinha rica resolve envenenar um dos pães e dar paraa vizinha pobre levar. E foi o que aconteceu. Mas por ter deixado algumas sobras de pãosobre a mesa, o filho da vizinha rica, com fome, também comeu alguns pedaços do pão eveio a morrer."Quem bem faz pra si o faz e quem mal faz pra si o faz"Aconteceu também do filho da vizinha pobre ir viajar para uma cidade bem distante e suamãe lhe entregou o pão dado pela vizinha rica para ele levar. E é aqui que começa asrespostas da charada.Junto com o filho foi uma cachorrinha chamada Catita. Catita era a cachorrinha deestimação da família e sempre acompanhava o filho mais velho nas viagens que fazia.Depois de muito viajarem, os dois resolveram dormir em um local e Catita, fuçando nastrouxas de viagem, encontrou o pão e o comeu. Ao acordar, o moço viu que a cachorrinhaCatita havia morrido e ao lado dela o pão envenenado.Como o moço levava consigo umas anotações para documentar a viagem, escreveu logo:>> Pão matou Catita. 20
  20. 20. Nem deu tempo de enterrar a cachorrinha de estimação e logo ele avistou sete soldadosque protegiam aquelas regiões e vinham para o encontro dele. Ao perceber isso, o moço seescondeu, mas teve que deixar a cachorrinha no meio da estrada.Os soldados por ali pararam e resolveram descansar e comer alguma coisa, pois estavamcansados de caminhar. Avistaram, então, a cachorrinha no meio da estrada e resolveramfazer um virado da cachorra no fogo.Como o veneno do pão ainda estava na Catita, todos os sete soldados morreram tambémenvenenados pela Catita. Ao ver isso o moço tomou suas anotações novamente e escreveu:>> Catita matou sete.Como ele queria também se prevenir e ter mais segurança, ele escolheu o melhor fuzil dossete soldados que haviam morrido. Por isso ele também escreveu:>> De sete tirei o bom e o melhor.Continuando a viagem e agora com mais fome, o moço resolveu usar o fuzil para apanharalgumas pombas para comer. Ao tentar atirar em uma pomba, ele errou o tiro e matou umgavião que passava pelo bando. Ele foi lá buscar o pássaro e com uma lata que achou nocaminho e uma fogueira que ele fez, assou e comeu o gavião. Depois ele escreveu nocaderninho:>> Atirei no que vi e matei o que não vi. Com uma lasca de pau santo, assei e comi.Por fim, já longe na sua caminhada, passou por uma ponte que ficava sobre um rio. Nestemomento ele vê um cavalo morto no rio boiando e sendo levado pela correnteza. Em cimado cavalo estavam alguns urubus comendo ele.É aqui então que se resolve a última frase do enigma:>> Passando sob uma ponte, um morto carregando um vivo, coisa que nunca vi.E chegando ao lugar onde o moço se dirigia teve uma grande festa, com doces e comidas avontade. O seu Sebastião estava lá fazendo doce de leite e de banana para a moçada. “B em , tudo que eu falar do m eu querido Pai, serão pouco para expressar o grande am or, afeto e adm iração que sinto por ele. M eu Pai sem pre foi um hom em de fé, e desde criança quis m e passar que devem os crer em Jesus e enfrentarm os todas as tem pestades na nossa vida. A ntes tinha m uito m edo de chuva, das tem pestades de água, m as hoje estou na presença de Jesus e já não tenho m ais m edo, pois Jesus nos ensina que não devem os ser hom ens de pouca fé. A m o m eu Pai, m inha m ãe e m eus irm ãos e sei que a m aior herança que m eu Pai nos deixará é seu am or, caráter e todos os seus ensinam entos. Q ue nós, seus filhos, possam os im itá-lo sem pre.” 21
  21. 21. Pedrinha de comandoEra uma vez um senhor muito pobre que batia na casa das pessoas para pedir comida parasi e para a mulher e os filhos. Um dia, ele bateu na casa de um senhor e disse:"O senhor não teria um pedaço de queijo para eu levar para os meus filhos?"O senhor lhe respondeu:"Olha, queijo eu não tenho, mas eu posso lhe dar outra coisa que vai te ser muitoimportante""E o que seria essa coisa", perguntou o homem pobre."É uma pedrinha de comando", Respondeu o velho."É uma pedrinha mágica. Você pede qualquer coisa e ela te dá"O homem pobre não acreditou muito, mas levou a pedrinha. Melhor do que nada, disse ele.Mas ouviu a recomendação do velho que lhe alertou:"Peça o que quiseres, mas tem que dizer: enquanto me chega, no final. Não peça mais doque aquilo que precisas!"O homem então voltou pra casa sem nada, mas com a pedrinha nas mãos. Ao chegar à casaa mulher ficou brava com ele por não ter trazido nada. Foi quando ele falou:"Mulher, não consegui nada, mas um senhor me deu esta pedrinha e disse que é mágica"A mulher então começou a bater nele ainda mais. "Seu vagabundo, onde já se viu trazer uma pedrinha mágica pra casa. Seus filhos estãoprecisando de comida."Foi quando o homem resolveu testar a pedrinha e disse:"Pedrinha, me dê comida enquanto me chega nesta mesa"A mesa, então, encheu-se de comida. Eles ficaram maravilhados com tudo aquilo. Comerame compartilharam com os vizinhos e amigos.E assim foram todos os dias. A pedrinha lhes dava comida enquanto chegava para eles.Pediu certa vez pra lhes dar roupas enquanto lhes chegasse. A pedrinha lhes deu roupa,calçados e voltaram a ir à missa com roupas novas.Foi em uma missa, então, que seu irmão mais velho o encontrou. Vendo o irmão pobre comroupas novas e de boa saúde, felizes, o irmão mais velho comentou com a esposa: "Estecanalha deve estar roubando por ai. Veja só suas roupas e seus calçados." 22
  22. 22. O irmão mais velho então foi tirar satisfações com o irmão pobre. Perguntou o que tinhaacontecido para conseguir roupas. O irmão pobre, então, na sua inocência, contou para oirmão sobre a pedrinha de comando que lhe dava todo o necessário.O irmão mais velho, vendo a possibilidade de ter tudo o que quisesse, pediu a pedrinhaemprestada para o irmão. Comentou que haveria uma pescaria e queria a pedrinhaemprestada para conseguir mais peixes. O irmão pobre lhe deu a pedra de comando, masalertou:"Tem que pedir as coisas enquanto lhe chega. Ou seja, o suficiente para você naquelemomento". Mas o irmão mais velho não se importou muito com aquilo e foi para suapescaria.Estando no barco, o irmão mais velho disse consigo mesmo: "É hoje que encho este barcode peixes" e pediu: "Pedrinha de comando, encha este barco de peixes" E a pedrinha lotou obarco de peixes e não parava de colocar peixes no barco.O barco lotou e o começou a afundar. Já tinha uma montanha de peixes no barquinho eentão o barco afundou levando o irmão mais velho para o fundo do lago.Cachinhos de coco(contada pelo Baiano Germano, colono no sítio onde morava em Olímpia)Era uma vez um homem preguiçoso que resolveu vender alguns cachinhos de coco para amulher para de lhe encher a paciência.Foi até o quintal e colheu alguns cachinhos de coco e saiu para vender.Ao bater palmas em uma casa, saiu uma senhora que perguntou então o que ele queria.O homem comentou que estava vendendo cachinhos de coco para colocar comida dentrode casa, pois a mulher dele já estava muito irritada com toda a situação deles de pobreza.A senhora, portanto, lhe disse:"Olha, dinheiro eu não tenho para comprar os cachinhos de coco, mas eu tenho aqui umguardanapo mágico. Tudo o que você pedir para ele por, ele põe!".E a senhora fez uma demonstração para o homem dizendo ao guardanapo: "Põeguardanapo. Café da tarde pra gente tomar" E a mesa ficou cheia de bolos, sucos e café.O homem nunca tinha visto uma coisa daquelas, comeu, agradeceu a senhora e foi emborafeliz. Mas antes de ir para a casa, resolveu passar na comadre que ficava no caminho. Comoa distância era grande resolveu também ficar para dormir. 23
  23. 23. O homem comentou com a comadre o que havia acontecido:"Olha comadre, passei numa casa de uma senhora e ela deu-me um guardanapo mágico.Tudo o que você quiser de comida o guardanapo põe."A comadre não acreditou nessa história:"Você ta ficando louco compadre, um guardanapo mágico?"Homem: "Então veja comadre. Põe guardanapo!" E o guardanapo pôs comida para os doise eles se fartaram de comer. Para recolher a comida bastava dizer para o guardanapo. -"Recolhe guardanapo" e o guardanapo recolhia tudo o que sobrou na mesa.Era fantástico. Tão fantástico que, enquanto o compadre dormia, a comadre roubou oguardanapo dele colocando outro no lugar. Um guardanapo bem velhinho que tinha lá. Ecomo o compadre não prestava muita atenção nas coisas, nem percebeu a diferença no diaseguinte quando foi embora para a casa.Ao chegar a casa, todo contente, já foi dizendo para a mulher:"Mulher, não vamos mais passar fome nesta casa. Ganhei um guardanapo mágico de umasenhora e ele põe toda a comida que quisermos"A mulher começou então a bater nele e não parava. E ele, aos gritos dizia: "Calma muié,deixa eu mostrar pro cê então…"Mas ao pedir para o guardanapo por comida, o guardanapo não punha, pois era oguardanapo trocado pela comadre.Ai que ele apanhou mesmo da mulher… que dizia: "Vai trabalhar seu vagabundo. Fica meenrolando com estas histórias de guardanapo mágico." E batia mais nele.Bem, no dia seguinte, lá vai o homem novamente com uns cachinhos de coco e passounovamente pela casa da senhora que havia lhe dado o guardanapo mágico.A senhora o recebeu e disse novamente que não tinha dinheiro, mas agora tinha umabandeja que punha tudo quanto é tipo de doce. Bastava dizer: - "Põe bandeja!" e ela punhaum mundo de doces. Comeram, então, novamente na casa da senhora. No final a senhoradisse: - "Recolhe bandeja!" e ela recolheu tudo o que sobrou dos doces.Eles se despediram e o homem novamente voltou pra casa todo feliz por agora ter umabandeja mágica. Sua mulher ia adorar tudo aquilo, ele pensava.Mas, como o caminho era comprido, o homem novamente resolveu dormir na casa dacomadre. Antes de dormir, porém, o homem contou, todo cheio de alegria, a nova bandejaque ele tinha ganhado. Contou para a comadre que era uma bandeja mágica e tudo o quevocê pedisse em doce ela colocava. 24
  24. 24. A comadre pediu, então, para ele provar e ele disse:"Põe bandeja!" E ela pôs vários doces para eles comerem. No final ele disse: "Recolhebandeja" e ela recolheu tudo.Quando o homem foi dormir então a comadre trocou novamente as peças. Colocou umabandeja velha que tinha em sua casa no lugar da bandeja mágica.No outro dia lá vai o homem para sua casa novamente, encontrar a esposa, com a bandejavelha da comadre na mão.Ao chegar a casa sua mulher disse: "E ai homem, conseguiu alguma coisa na rua com oscachinhos de coco?" Ele disse que não, mas que a senhora tinha lhe dado uma bandejamágica. Que punha tudo quanto é doce neste mundo.A mulher olhou pra ele furiosa, porque ele não tinha trazido dinheiro para casa, e foi logodando-lhe umas bofetadas: "Onde já se viu bandeja mágica?"O homem, então, pediu para fazer um teste e disse todo com receio: "Põe bandeja!", mas abandeja não pôs nada. Ele levou outra surra da mulher.No dia seguinte lá vai ele novamente na casa da senhora que lhe deu abandeja e oguardanapo mágico.Ao chegar lá a senhora estava lhe esperando e disse. "Como vai o guardanapo e a bandejaque lhe dei?" O homem, de cabeça baixa, respondeu: "Ah, eles não funcionam mais"A senhora deu uma risadinha e disse que tinha outra coisa para lhe dar. O homem sorriualegre novamente. A senhora então trouxe um chicote.A senhora então disse ao chicote: "Põe chicote!" e o chicote bateu tanto neste homem queele pedia por favor para parar. A senhora então disse: "Então você vai lá à casa de suacomadre, e lhe apresenta também o chicote que estou lhe dando e pede para ela devolvertudo o que pegou de você”.O homem,todo machucado da surra, entendeu o recado, pegou o chicote e saiu. Chegandoà comadre ele a cumprimentou e disse: "Comadre eu tenho aqui hoje uma coisafenomenal" - "O que é?" disse a comadre com curiosidade. - "É um chicote comadre, e vejao que ele põe: Põe Chicote" e o chicote batia na comadre, e batia mais, e mais, até ela pedirpra parar por favor que devolvia o guardanapo e a bandeja que havia pegado.O homem pediu para o chicote parar e a comadre devolveu tudo rapidinho para o homemque então foi pra casa comer com a mulher. 25
  25. 25. Mas antes de festejar com sua mulher, o homem, já cansado de tanto apanhar, tambémresolveu usar o chicote na mulher... e disse: “Põe chicote” e o chicote bateu na mulher atéela pedir perdão pra ele...E depois foi uma festa.... e até o Tião Ferreira tava lá, comendo doce com a família dohomem. “Sebastião Ferreira, tenho m uito orgulho de ser filha desse pai pequeno em estatura, m as um grande hom em que soube nos criar com a gana de um leão e a doçura de um pássaro. H om em que m esm o sem a sabedoria dos livros soube viver com o um grande sábio ensinando a nós e a todos que podem os passar pela vida com dignidade e hum ildade, pois aquele que era grande m orreu na cruz para nos dar o exem plo. A m o m uito m eus Pais e sei que eles sem pre quiseram o m elhor para gente e peço a D eus que os abençoe e os protejam sem pre. O brigada Pai, obrigada m ãe, por tudo. A m o vocês!”O pobre pescador e sua mulher vaidosaO nome dele é Pedro e de sua mulher, Izabel."Izabel era muito vaidosa"Pedro todos os dias ia pescar e um belo dia Pedro demorou para voltar. Era noite quandoPedro chegou . Izabel perguntou irritada: "Pedro, porque demoraste tanto?"Pedro respondeu que ficou um bom tempo no rio e não havia conseguido pegar nenhumpeixe. Pedro disse que então pegou um peixe por nome de bacalhau e o peixe lhe disse quese o soltasse lhe daria muitos peixes. Foi o que Pedro fez. Soltou o bacalhau e sua rede seencheu de peixes.Izabel, então, disse a Pedro: "Pedro, você não pediu nada a esse peixe?" 26
  26. 26. No dia seguinte, Izabel, logo pela manhã disse a Pedro: "Pedro, vai-te a praia e diga aobondoso bacalhau que sua mulher deseja alguma coisa". Pedro, então, foi a praia echegando lá disse ao bacalhau: "Meu querido bacalhau, a minha esposa Izabel desejaalguma coisa" e o bacalhau respondeu: "E o que ela deseja?” Pedro disse: "Ela deseja umabela casa, porque moramos numa choupana". O Bacalhau disse para Pedro voltar que iriaencontrar o que foi pedido.Pedro chegou em casa e viu Izabel toda contente com a casa nova.E isso aconteceu várias vezes: Izabel pedindo uma coisa, Pedro ia pedir ao bacalhau econseguia…Até que um dia Izabel disse a Pedro: "Vai-te a praia e diz para o bondoso bacalhau que euquero mandar no tempo".O bacalhau, então, disse a Pedro: "Volta e encontrarás tudo como tinha na sua miserávelchoupana de onde eu te tirei"Moral: Quem muito quer, nada tem! “ V ocêm eu am igo de fé, m eu irm ão cam arada. A m igo de tantos cam inhos e tantas jornadas. Cabeça de hom em , m as um coração de m enino.” Tem os certeza que ele tam bém gostaria de dizer a seu pai que o am ou m uito.Jesus eu estou aqui…Era uma vez, um senhor por nome de José.Indo para o trabalho, ele passava todos os dias na igreja e, como não sabia rezar, diziaapenas: "Jesus, é o José, eu vim te visitar" e ia embora.Um dia, já velho e muito doente, José foi hospitalizado. Já sem forças para nada, quasemorrendo, ele viu um homem ao seu lado, que, pegando em sua mão e olhando em seusolhos disse: "José, é Jesus, e eu vim te visitar!" 27
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