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Exposição 01 = A Mensagem de Gálatas

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Exposição 01 = A Mensagem de Gálatas

  1. 1. A Mensagem de GálatasSomente Um Caminho: Cristo<br />
  2. 2. A Mensagem de GálatasSomente Um Caminho<br />INTRODUÇÃO<br />O tema central da Epístola aos Gálatas é a <br />Justificação pela fé somente por meio de Cristo.<br />Entrelaçado a este, porém, Dois outros temas são essenciais na Epístola: O seu apostolado e seu evangelho. <br />Alguns tópicos relacionados ao conteúdo da carta:<br /><ul><li>A autoria da carta,
  3. 3. Oque levou Paulo a escrever a epístola aos gálatas,
  4. 4. A presença de judeus na Galácia e sua influência no seio </li></ul> da igreja. <br />
  5. 5. Autoria<br />Paulo se identifica como o autor no começo da sua <br />saudação “Paulo apóstolo“ (Gl. 1.1). <br />Muitos indícios são apontados como comprovativos desse <br />fato:<br /><ul><li>A natureza do argumento teológico desta epístola,
  6. 6. Ouso distintivo da Escritura como suporte para o argumento,
  7. 7. Seus fervorosos apelos,
  8. 8. O estilo de escrita Gálatas, </li></li></ul><li>PLANTAÇÃO DAS IGREJAS DA GALÁCIA EM ATOS<br /><ul><li>A expressão “igrejas da Galácia” se refere às igrejas das cidades de Antioquia da Psídia (At13.14, II Tm 3.11), Listra (At14.6, II Tm3.11), Derbe (At14.6) e Icônio(At14.1-5, II Tm3.11).
  9. 9. Esse costume de classificar as igrejas de acordo com as províncias é comum a Paulo: “Igrejas da Ásia” (I Co 16.19), “Igrejas da Macedônia” (II Co 8.1), ou “da Acaia” (II Co 9.2).
  10. 10. Através das narrativas de Lucas (At13, 14) somos informados de como foi o processo de plantação dessas igrejas.</li></li></ul><li>
  11. 11. Quanto às dificuldades:<br />A plantação foi árdua tal que João Marcos desistiu da viagem e voltou para Jerusalém (At. 13.13-15). <br />Causas possíveis da desistência de João Marcos:<br />Relevo bastante acidentado, ocasionando difícil acesso das cidades da região. <br />
  12. 12. Perseguição :<br /> Paulo e Barnabé foram perseguidos em Antioquia da Psídia (At. 13.45) de onde foi expulso por influência dos judeus sobre mulheres piedosas de alta posição (At. 13.50). <br />O mesmo aconteceu em Listra (At. 14.19) novamente por iniciativa dos judeus que levaram a multidão a apedrejar Paulo e, arrastando-o, levá-lo para fora da cidade.<br />
  13. 13. Outra dificuldade narrada na carta era uma doença física repugnante. Contudo, quando anunciou o evangelho ali, os convertidos o receberam como se ele fosse um anjo de Deus. Paulo diz que, se possível, eles lhe teriam dado os próprios olhos (Gl. 4.12-15).<br />
  14. 14. Composição das Igrejas da Galácia:<br />Diante da pregação de Paulo, judeus em Icônio (At. 14.1) foram convertidos, bem como gentios em Antioquia da Psídia (At. 13.48), Icônio (At. 14.1). <br />Além disso, segundo At. 14.23, em todas as igrejas da região, Paulo promoveu a eleição de presbíteros para pastorearem as igrejas, uma vez que ele estava de retorno para Antioquia da Síria (At. 14.26).<br />
  15. 15. Ocasião<br />É possível saber os motivos de Paulo e os ensinos errados apenas pelo que Paulo argumenta ao longo da carta. <br />Este tipo de leitura é chamada, por alguns teólogos, de “leitura espelhada” uma vez que temos na carta a exposição de Paulo refutando os ensinos e não a exposição sistemática dos mesmos. <br />
  16. 16. 1) Existência de um grupo de mestres heréticos (cf. 1.7; 5.10, 12; 6.12, 13) que ensinavam que a circuncisão era necessária para a salvação (5.2; 6.12 ss.) e demandavam dos cristãos a observância de algumas das regulamentações da lei mosaica.<br />Exemplo, a guarda de dias, meses e anos (4.10; cf. 4.21) e, além disso, afirmavam que sua pregação era fiel ao evangelho (1.7); <br />
  17. 17. Contudo, o próprio apóstolo Paulo afirma que eles agiam por interesses pessoais (cf. 4.17; 6.13), entre estes, a ambição pessoal e ofensa à cruz de Cristo. <br />Outra questão do chamado “outro evangelho” era a afirmação da necessidade da submissão às exigências da lei para se ter um relacionamento de aliança com Deus e que somente essa submissão às exigência da lei garantiria a herança do judaísmo<br />
  18. 18. Donald Gunthrie(Gálatas, Int. e Comentário, p. 22) crê que é razoável pensar que estes heréticos eram judeus, em virtude da ênfase que davam à guarda da lei mosaica (1.7, 9; 2.4, 11, 12; 3.1, 10; 4.17; 5.2, 4, 10, 12; 6.12, 17) <br />Querendo combinar o evangelho de Cristo com as observâncias das cerimônias judaicas viam o cristianismo como um judaísmo modificado.<br />
  19. 19. De Gl. 5.10 é possível deduzir que era possível ter esse grupo um líder forte e influente. <br />Da mesma forma que alguns estudiosos acreditam que esse grupo era originário da cidade de Jerusalém.<br />O ataque deles contra o evangelho de Paulo, insistindo, na circuncisão, assemelha-se à mentalidade do grupo que tinha questionado seu evangelho em Jerusalém, por volta de 49. D.C.(Gl. 2.1-5; At. 15.1), <br />
  20. 20. Eles não se deixaram persuadir por seu sucesso na Assembléia de Jerusalém, mas seguiram-no até Antioquia e criaram problemas. <br />Embora os pregadores atacados em Gálatas possam ter afirmado que tinham o apoio das autoridades de Jerusalém visto que “os da parte de Tiago” e Pedro haviam se mostrado sensíveis às leis alimentares judaicas (Gl. 2.11-14), a insistência deles sobre a circuncisão certamente ultrapassava a opinião de Tiago, Pedro e João conforme expressa em At. 15.1-29 e Gl. 2.1-10.<br />
  21. 21. Em acréscimo, outra parte do ensino do grupo opositor de Paulo pode ter sido o ser diretamente relacionamento deles com Abraão e a aliança abraâmica, e assim sendo, ser legitimamente filhos experimentando completamente das bênçãos da aliança de Deus com Abraão (e, por extensão, com o povo de Israel). <br />A comprovação desse fato se dá na forma como Paulo aborda Abraão e a aliança abraâmica ao longo da carta.<br />
  22. 22. Por exemplo, em Gl. 3.6-9, Paulo aborda a justificação de Abraão pela fé em Cristo e no v. 7 afirma “sabeis, portanto, que os da fé, estes são filhos de Abraão” para combater a compreensão de que só os judeus são filhos legítimos de Abraão. <br />Além disso, Paulo em Gl. 3.15-18 diz que o foco das promessas a Abraão era a promessa da semente, que é Cristo. <br />
  23. 23. Ele também usa o tratamento alegórico de Sara e Hagar e seus filhos (4.21-31), bem como a expressão “Israel de Deus”, para os convertidos da Galácia em Gl. 6.16 para mostrar que os convertidos a Cristo, pela fé, são sim, herdeiros das promessas feitas a Abraão.<br />
  24. 24. Outra séria faceta do ensino do grupo judaizante era a ênfase sobre a lei judaica como o caminho divinamente apontado para dar xeque à libertinagem dentro da igreja. <br />Isso é possível de ser identificado em virtude da ênfase de Paulo sobre a função pedagógica da lei chegando a um fim com Cristo (3.19 – 4.7), e sobre o viver pela direção do Espírito (como oposto ao viver dirigido pela lei) como o antídoto para a libertinagem (5.13-26).<br />
  25. 25. 2) Esse grupo herético fez oposição a Paulo tentando minar sua autoridade – veja Gl. 5.11. <br />Em resposta, Paulo afirma que seu conhecimento do evangelho não era dependente dos outros apóstolos, mas tinha adquirido sua comissão e perspectiva (Gl. 1.12, 16 ss.) diretamente do Senhor <br />E que houve total concordância entre ele e os apóstolos em relação aos princípios da missão aos pagãos (2.1-10) para que o grupo opositor não lograsse êxito sobre ele.<br />
  26. 26. Além disso, parece que Paulo não chegou a conhecer seus oponentes, tanto pessoalmente quanto pelo nome, pois ele se refere a eles como “algumas pessoas”, e “alguém”, em Gl. 1.7-9.<br />
  27. 27. Conclusão<br />Portanto, duas situações motivaram Paulo a escrever a carta aos Gálatas:<br />1)- Entrada de um grupo herético judaizante nas igrejas da Galácia; <br />2)- Acusações contra Paulo concernentes ao seu apostolado e veracidade da sua mensagem em relação aos apóstolos de Jerusalém.<br />
  28. 28. JUDEUS NA GALÁCIA<br />A presença judaica na Ásia Menor, região na qual se localizava a Galácia, era marcante e significativa. <br />As sinagogas judaicas encontradas nessa região estavam bem construídas e localizas. <br />As migrações judaicas para essa regiões foram incentivadas por dois fatores: <br />1º) A ocupação romana da Palestina a partir de 66 d.C. que culminou na destruição de Jerusalém; <br />2º) A imensa facilidade de locomoção proporcionada pelas estradas e sistema de navegação romana. <br />
  29. 29. No censo promovido por Cláudio (54 d.C.), 7 milhões de judeus recenseados residiam na Ásia Menor. <br />Dentre os judeus na diáspora existiam dois tipos 1º) O hebraísta, isto é, que mantinham a fé religiosa do judaísmo, os costumes judaicos e a língua hebraica ou aramaica e, <br /> 2º) O helênicos, isto é, aquele que simplesmente não participava do culto público e coletivo das divindades pagãs.<br />
  30. 30. A política romana em relação aos judeus contribuiu para a migração judaica e sua permanência na Ásia Menor. Constava nas seguintes disposições :<br />1)- Culto ao Deus do judaísmo (culto monoteísta) e a dispensa da participação em cerimônias como o culto ao imperador <br />2)- O direito de ter sinagogas para suas reuniões (Ant.; XIV, 226-235); <br />3)- O direito de guardar o sábado e as festas judaicas. <br />4)- O direito de fazer a coleta do shekel para o templo<br />5)- Dispensa do serviço militar.<br />
  31. 31. As comunidades judaicas, em virtude de seus costumes, se diferenciavam do restante da população. Era comum a construção de um “cidade” judaica (politeuma) dentro da cidade. <br />A sinagoga era o centro da comunidade, em torno da qual giravam toda a vida dos judeus. O elo entre os judeus era que todos tinham a mesma regra de vida: a Torá. <br />Eles tinham associações de profissionais compostas por judeus e simpatizantes. <br />Muitos judeus conseguiram adquirir a cidadania romana, não sendo necessário o abandono do judaísmo e suas práticas.<br />
  32. 32. A fé judaica exercia grande atração entre alguns da população da Ásia Menor. <br />Elementos do judaismoque impulsionavam a existência de prosélitos na Ásia Menor: <br />A fé num Deus único, criador do céu e da terra que contrastava com o a crença gentílica politeísta com muitos ritos e cultos; <br />O caráter divino, sólido e histórico da revelação judaica respaldada nas Escrituras do Antigo Testamento. <br />
  33. 33. Questões a serem levantadas<br />O perigo da sedução de uma doutrina mais atraente.<br />A confiança unicamente na provisão de Cristo para a vida na fé.<br />Desconfiança para com um progresso inicial promissor mas sem o fundamento sólido da perseverança.<br />A necessidade da ação do Espírito para a vitória espiritual.<br />
  34. 34. BIBLIOGRAFIA<br />ARENS, Eduardo. Ásia Menor nos tempos de Paulo, Lucas e João: aspectos sociais e econômicos para compreensão do Novo Testamento. São Paulo: Ed. Paulus, 1998.<br />BROWN, Raymond. Introdução ao Novo Testamento. 1ª edição. São Paulo: Ed. Paulinas, 2004.<br />CARSON, D. A.; MOO, Douglas J.; MORRIS, Leon. Introdução ao Novo Testamento. 1ª edição. São Paulo: Ed. Vida Nova.<br />GUNTHRIE, Donald. Gálatas: introdução e Comentário. 1ª edição. São Paulo: Ed. Vida Nova, 2006.<br />LONGENECKER, Richard N. Word Biblical Commentary vol. 41: Galatians. Dallas: Word Books Publisher, 1998.<br />RIDDERBOS, Herman N. New International Commentary on the New Testament: The Epistle of Paul to the Church of Galatia. Michigan: WM. B. Eerdmans Publishing Co., 1984.<br />TENNEY, Merril C. O Novo Testamento: sua origem e análise. São Paulo: SheddPublicações, 2008.<br />HAWTHORNE, Gerald F. (org.); MARTIN, Ralph P. (org.); REID, Daniel G. (org.). Dicionário de Paulo e suas cartas. 1ª edição. São Paulo: Vida Nova, Paulus, Loyola. 2008.<br />

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