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Exames Diagnósticos em Cardiologia II

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Enfermagem

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Exames Diagnósticos em Cardiologia II

  1. 1. Exames Diagnósticos em Cardiologia: Cateterismo Cardíaco e Ecocardiografia Enfermeira R2 Renata Carvalho Pronto Socorro Cardiológico de Pernambuco Profº Luiz Tavares Programa de Especialização em Cardiologia Modalidade Residência Recife 2016
  2. 2. Objetivos •Abordar os principais métodos diagnósticos: cateterismo cardíaco, ecocardiografia transtorácica, transesofágica e de esforço. •Compreender a técnica de realização dos exames diagnósticos. •Descrever o papel da equipe de enfermagem no cuidado ao paciente. •Elaborar um plano de cuidados de enfermagem.
  3. 3. Cateterismo Cardíaco • Consiste na introdução de cateteres nas veias ou artérias periféricas e na manipulação destes com a finalidade de levar sua ponta até determinadas porções das cavidades cardíacas e vasos. • A cineangiocoronariografia consiste na filmagem de imagens obtidas com a injeção de contraste radiológico. CUNHA, 2010
  4. 4. Cateterismo Cardíaco • É um exame diagnóstico invasivo utilizado para diagnosticar DAC, avaliar a permeabilidade da artéria coronária, determinar a extensão da aterosclerose e determinar se procedimentos de revascularização podem ser benéficos para o paciente. • O cateterismo cardíaco e a cineangiocoronariografia perfazem hoje um dos principais métodos diagnósticos invasivos. CUNHA, 2010.
  5. 5. Introdução Cateterismo Cardíaco / Cineangiocoronariografia Direito Esquerdo Aortografia Ventriculografia
  6. 6. Introdução
  7. 7. Indicações Eletiv0: •Elucidar o quadro clínico do paciente com DAC diagnosticada ou suspeita; •Pacientes com angina estável, instável, cirurgia cardíaca prévia, problemas valvulares, cintilografia e testes ergométricos com isquemia miocárdica, cardiopatias congênitas e outros. Emergência: •Infarto agudo do miocárdio RIBEIRO, 2008.
  8. 8. Vias de Acesso • Punção femoral • Punção braquial • Punção radial • Dissecção braquial  A decisão da via de acesso depende de três fatores: • A preferência do médico e/ou do paciente • O uso de anticoagulantes • A presença de doença vascular periférica RIBEIRO, 2008
  9. 9. Vias de Acesso
  10. 10. Procedimento
  11. 11. Cateterismo Cardíaco Direito Esquerd0 Acesso venoso Acesso arterial Veia cava Aorta Lado direito do coração Óstio da artéria coronária Artéria pulmonar VE
  12. 12. Artéria carótida
  13. 13. Preparação para o Exame • Jejum mínimo de 8h • Tricotomia • Acesso periférico • Monitorização
  14. 14. Atenção! Para as alergias: •Iodo Para os nefropatas: •Contraste Para os diabéticos: •Metformina (glifage/glucoformina) suspender 3 dias antes e 2 dias após. Para a heparina: •Marevan: suspender 3 dias antes e realizar o INR.
  15. 15. Prescrições de Enfermagem As responsabilidades da enfermeira antes do cateterismo cardíaco: •Instruir o paciente a jejuar, geralmente por 8 a 12 h, antes do procedimento; •Informar sobre a duração esperada do procedimento, e que é necessário permanecer deitado sobre a mesa rígida por pelo menos 2h;
  16. 16. Prescrições de Enfermagem • O paciente é tranquilizado de que medicamentos IV serão administrados para manutenção do conforto; • A enfermeira explica que uma sensação de batimento ocasional (palpitação) pode ocorrer; • O paciente é estimulado a expressar seus medos e ansiedades. A enfermeira fornece o ensino e a tranquilização para reduzir a apreensão;
  17. 17. Equipamentos
  18. 18. Equipamento Cineangiográfico Gerador de raios XTubo de raios X Sistema de vídeo Intensificador de imagem
  19. 19. Posições Angiográficas Posição cranial Posição caudal - OAE OAE: Oblíqua anterior esquerda e OAD: Oblíqua anterior direita
  20. 20. Cateterismo Cardíaco Direito o Geralmente, precede o cateterismo cardíaco esquerdo. o Envolve a passagem do cateter para dentro do AD, VD, artéria e arteríola pulmonares. o Os níveis de pressão e de saturação de oxigênio de cada uma dessas áreas são obtidas e registradas. SANTOS,
  21. 21. Cateterismo Cardíaco Direito Embora o cateterismo cardíaco direito seja considerado relativamente seguro, as complicações potenciais incluem: oArritmias cardíacas oEspamo venoso oInfecção do local da inserção oPerfuração cardíaca oParada cardíaca
  22. 22. Cateterismo Cardíaco Esquerdo o É realizado para avaliar a permeabilidade das artérias coronárias e a função do VE e das valvas mitral e aórtica o As complicações potenciais incluem arritmias, perfuração do coração ou dos grandes vasos e embolização sistêmica. SANTOS,
  23. 23. Prescrições de Enfermagem As responsabilidades da enfermeira após o cateterismo cardíaco: •Observar o local de acesso do cateter quanto a sangramento ou formação de hematomas; •Avaliação dos pulsos periféricos no membro afetado •Avaliar frequentemente a temperatura, coloração e a perfusão do membro afetado;
  24. 24. Prescrições de Enfermagem • As arritmias são cuidadosamente avaliadas observando o monitor cardíaco (reação vasovagal); • O paciente é instruído a relatar imediatamente dor torácica ou desconforto súbito; • O repouso no leito é mantido por 4 a 6h após o procedimento.
  25. 25. Ecocardiografia • A ecocardiografia é um exame ultrassonográfico não invasivo usado para medir a FE e examinar o tamanho , formato e movimento das estruturas cardíacas. PEDROSA, 2011.
  26. 26. Ecocardiografia Transtorácica • Envolve a transmissão de ondas sonoras de alta frequência para dentro do coração através da parede torácica e o registro dos sinais de retorno. • Utiliza-se um transdutor que capta os ecos, converte-os em pulsos elétricos e os transmite para exibição em um osciloscópio e para registro em um vídeo. PEDROSA, 2011.
  27. 27. Ecocardiografia Transtorácica Transdutor Osciloscópio
  28. 28. Janelas Ecocardiográficas
  29. 29. Ecocardiografia Transtorácica Indicações: •Para o diagnóstico de derrames pericárdicos; •Determinação do tamanho dos compartimentos e da etiologia dos sopros cardíacos; •Avaliação da função das valvas cardíacas; •Avaliação do movimento da parede ventricular; SANTOS, 2013.
  30. 30. Prescrições de Enfermagem • Antes da ecocardiografia, a enfermeira informa ao paciente sobre o teste, explicando que ele é indolor. • A aplicação de gel sobre a pele ajuda a transmitir as ondas sonoras. • Periodicamente, o paciente é solicitado a virar para o lado esquerdo ou prender a respiração.
  31. 31. Ecocardiografia Transesofágica • Ultrassonografia associada à endoscopia, para obter uma visão mais nítida das estruturas cardíacas. • Um agente anestésico tópico e sedação moderada são usados durante a ETE. SANTOS, 2013.
  32. 32. Ecocardiografia Transesofágica • Assim que o paciente sentir-se confortável, o transdutor é inserido pela boca e segue até seu posicionamento no esôfago.
  33. 33. Ecocardiografia Transtorácica Indicações: •Doença valvar •Endocardite •Cardiopatia congênita •Trombos intracardíacos •Tumores cardíacos
  34. 34. Ecocardiografia Transesofágica Complicações: São incomuns, porém, quando ocorrem, são graves. •Sedação e comprometimento da deglutição (depressão respiratória e broncoaspiração) •Pela inserção e manipulação do transdutor (resposta vasovagal e perfuração esofágica)
  35. 35. Ecocardiografia de Esforço • A ecocardiografia pode ser realizada com um teste de esforço com exercícios ou farmacológico. • As imagens são adquiridas em repouso e, em seguida, imediatamente após a FC ter sido alcançada. LIBBY, 2010.
  36. 36. Ecocardiografia de Esforço • A droga mais utilizado para ECO de esforço farmacológico é a dobutamina e o protocolo consiste em administrar o medicamento em doses progressivas, iniciando com 5mcg/kg/min.
  37. 37. Ecocardiografia de Esforço • A resposta normal ao exercício é o aumento da contratilidade, áreas de hipoperfusão parecem normais no repouso e tornam-se hipocinéticas durante o exercício . • Esses achados são altamente sugestivos de DAC e exigem avaliação adicional. LIBBY, 2010.
  38. 38. Prescrições de Enfermagem • A enfermeira proporciona educação pré- procedimento e assegura que o paciente tem uma clara informação; • Instrui o paciente a permanecer em jejum por 6h e se certifica que o termo de consentimento foi assinado; • A enfermeira também insere um acesso venoso periférico.
  39. 39. Prescrições de Enfermagem • Solicita o paciente para remover próteses dentárias; • O paciente é informado de que pode sentir dor de garganta nas próximas 24h; • Ele é instruído a relatar dor de garganta persistente, dispneia ou dificuldade de deglutição
  40. 40. Referências Bibliográficas • SMELTZER, Suzane C.; BARE, Brenda G. Brunner & Suddarth: Tratado de enfermagem médico-cirúrgica. 12ª edição. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2012. • North American Nursing Diagnosis Association (NANDA). Diagnósticos de Enfermagem da NANDA: Definições e classificação 2009-2011. Tradução de Cristina Correa. Porto Alegre: Artmed, 2009. • CUNHA, Aparecida Irian G.; SANTOS, Jane F.V.: A enfermagem na cardiologia invasiva. São Paulo: Atheneu, 2010. • RIBEIRO, Expedito E.; MARTINEZ, Eulógio E.: Hemodinâmica e cardiologia intervencionista, abordagem clínica. 1ª edição. São Paulo: Manoele Ltda, 2008. • SANTOS, E. C. L.; et al. Manual de cardiologia cardiopapers. São Paulo: Atheneu, 2013. • PEDROSA, L.C.; Júnior W.O.: Doenças do coração diagnóstico e tratamento. Revinter, 2011. • LIBBY, Peter; BONOW, Robert O.; et al.: Braunwald Tratado de doenças cardiovasculares. 8ª edição. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010.
  41. 41. Obrigada!

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