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Distúrbios Hidroeletrolíticos
Enfª R1 Karyne Negromonte
Pronto Socorro Cardiológico de Pernambuco Profº
Luis Tavares da Si...
Objetivos
• Compreender a importância e função dos diversos eletrólitos no
organismo;
• Descrever as principais causas, ma...
Distúrbios Hidroeletrolíticos
• Equilíbrio de concentrações intra e extracelulares → manutenção da homeostase
das funções ...
Sódio (Na)
• Eletrólito mais abundante no LEC;
• É componente essencial da Bomba de Na-K;
• Principal determinante da osmo...
Hiponatremia
CAUSAS SINAIS E SINTOMAS TRATAMENTO
-Excreção ineficiente de água;
-Perdas GI (diarréia, vômitos);
-Perdas cu...
Hipernatremia
• Sódio > 145mEq/l.
CAUSAS SINAIS E SINTOMAS TRATAMENTO
- Retenção de Na: diarréia,
vômitos, IR, diabetes, f...
Cuidados de Enfermagem
HIPONATREMIA HIPERNATREMIA
-Identificar e monitorar os pacientes de risco;
-Monitorar balanço hídri...
Potássio (K)
• Principal eletrólito intracelular;
• É componente essencial da Bomba de Na-K;
• Regula a excitabilidade neu...
Hipocalemia/Hipopotassemia
• Potássio < 3,5 mEq/l.
CAUSAS SINAIS E SINTOMAS TRATAMENTO
-Diuréticos;
-Perda GI: vômito, asp...
Hipocalemia/Hipopotassemia
Fonte: Google Imagens
Isquemia
Hipercalemia/Hiperpotassemia
CAUSAS SINAIS E SINTOMAS TRATAMENTO
-Excreção renal diminuídaIRA;
-Movimento de K do LIC par...
Hipercalemia/Hiperpotassemia
Fonte: Google Imagens
Ondas T estreitas e em pico/
“em campânula”, depressão do
segmento ST, ...
Cuidados de Enfermagem
HIPOCALEMIA/HIPOPOTASSEMIA HIPERCALEMIA/HIPERPOTASSEMIA
- Atentar para os sinais clínicos e necessi...
Cálcio (Ca)
• Mais de 99% do cálcio do corpo localizam-se no sistema esquelético;
• Principal componente de ossos e dentes...
(BRUNNER & SUDDARTH, 2012)
(BRUNNER & SUDDARTH, 2012)
Hipocalcemia
(BRUNNER & SUDDARTH, 2014)
CAUSAS SINAIS E SINTOMAS TRATAMENTO
-Osteoporose;
-Hipoparatireodismo primário e
c...
Hipocalcemia
Fonte: Google imagens
Hipercalcemia
CAUSAS SINAIS E SINTOMAS TRATAMENTO
-Tumores malígnos (secreção
excessiva de PTH: liberação
aumentada de Ca ...
Cuidados de Enfermagem
HIPOCALCEMIA HIPERCALCEMIA
-Iniciar precauções contra convulsão
(hipocalcemia grave);
-Monitorar ri...
Magnésio (Mg)
• Cátion intracelular mais abundante depois do K;
• Encontrado em tecidos ósseos e moles, sendo eliminado pe...
Hipomagnesemia
CAUSAS SINAIS E SINTOMAS TRATAMENTO
-Perdas GI: aspiração nasogástrica,
diarréia ou fístulas intestinais;
-...
Hipermagnesemia
CAUSAS SINAIS E SINTOMAS TRATAMENTO
-Insuficiência renal;
- Cetoacidose diabética;
-Uso excessivo de sulfa...
Cuidados de Enfermagem
HIPOMAGNESEMIA HIPERMAGNESEMIA
-Monitorar com rigor pacientes que recebem
digitálico;
-Avaliar com ...
Fósforo (P)
• Constituinte de todos os tecidos orgânicos;
• Essencial para a função do músc. e eritrócitos, formação do AT...
Hipofosfatemia
CAUSAS SINAIS E SINTOMAS TRATAMENTO
-Desvio intracelular de K p/ dentro
das células (hiperalimentação,
alca...
Hiperfosfatemia
CAUSAS SINAIS E SINTOMAS TRATAMENTO
-IR;
-Ingesta excessiva de vit D,
administração de NPT,
quimioterapia,...
Cuidados de Enfermagem
HIPOFOSFATEMIA HIPERFOSFATEMIA
- Identificar e monitorar pacientes em risco;
-Introdução gradual da...
Cloreto (Cl)
• Principal ânion do LEC;
• Encontrado mais nos compartimentos do líquido intersticial e da linfa que no sang...
Hipocloremia
CAUSAS SINAIS E SINTOMAS TRATAMENTO
-Aspiração NG, cirurgia plástica,
vômitos, diarréia;
-Administração de so...
Hipercloremia
CAUSAS SINAIS E SINTOMAS TRATAMENTO
-Acidose metabólica hiperclorêmica
induzida por meios iatrogênicos
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Cuidados de Enfermagem
(BRUNNER & SUDDARTH, 2012)
HIPOCLOREMIA HIPERCLOREMIA
-Monitorar o balanço hídrico (excesso de água...
Referências
Woods, Susan L.et. Al. Enfermagem em Cardiologia. Editora Manole. 4ª edição.
2005 .
BRUNNER, L.S.; SUDDARTH, D...
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Distúrbios hidroeletrolíticos

Enfermagem

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Distúrbios hidroeletrolíticos

  1. 1. Distúrbios Hidroeletrolíticos Enfª R1 Karyne Negromonte Pronto Socorro Cardiológico de Pernambuco Profº Luis Tavares da Silva – PROCAPE Programa de Especialização em Cardiologia Modalidade Residência Julho/2016
  2. 2. Objetivos • Compreender a importância e função dos diversos eletrólitos no organismo; • Descrever as principais causas, manifestações clínicas e tratamento dos distúrbios eletrolíticos; • Elencar os cuidados de Enfermagem prestados aos pacientes com distúrbios hidroeletrolíticos.
  3. 3. Distúrbios Hidroeletrolíticos • Equilíbrio de concentrações intra e extracelulares → manutenção da homeostase das funções celulares; • Desequilíbrios (carência ou excesso) → repercutem de forma importante; • A concentração eletrolítica normal é necessária para o funcionamento cardiovascular (geração de potenciais de ação, contração do músc. Cardíaco e liso efeitos cardíacos e vasculares); • Comuns na prática clínica e devem ser corrigidos. (WOODS, 2005; BRUNNER & SUDDARTH, 2012)
  4. 4. Sódio (Na) • Eletrólito mais abundante no LEC; • É componente essencial da Bomba de Na-K; • Principal determinante da osmolalidade e volume do LEC; • Controla a distribuição de água por todo o corpo; • Regulado pelo ADH, sede e sistema renina-angiotensina- aldosterona; • Responsável pela contração muscular e transmissão dos impulsos nervosos; • Valor de normalidade: 136-145 mEq/l; • Déficit de Na Hiponatremia <136mEq/l • Excesso de Na Hipernatremia > 145mEq/l. (BRUNNER & SUDDARTH, 2012)
  5. 5. Hiponatremia CAUSAS SINAIS E SINTOMAS TRATAMENTO -Excreção ineficiente de água; -Perdas GI (diarréia, vômitos); -Perdas cutâneas (lesões exsudativas, queimadura, sudorese); -Perda renal (diuréticos); -Pós-operatório de cirurgia cardíaca (secreção do ADH aumentado); -ICC. -Diminuição do turgor cutâneo; -Mucosa e pele secas; -Produção diminuída de saliva; -Queda ortostática da PA; -Edema depressível; -Náusea, vômitos e cólicas abdominais; - Mal-estar, confusão, letargia, convulsões e coma. -Tratar doença de base; -Determinar se a hiponatremia é secundária à perda de sal ou à sobrecarga de água (restrição hídrica); - Administração de Na por VO, SNG ou por via parenteral (sintomas neurológicos graves); -Soro Ringer Lactato ou soro fisiológico isotônico (cloreto de sódio a 0,9%). • Sódio < 136mEq/l. (WOODS, 2005; BRUNNER & SUDDARTH, 2012)
  6. 6. Hipernatremia • Sódio > 145mEq/l. CAUSAS SINAIS E SINTOMAS TRATAMENTO - Retenção de Na: diarréia, vômitos, IR, diabetes, febre, insolação, hiperventilação, reposição insuficiente de perdas hídricas; - Administração de sobrecarga de soluto (suplementação de proteínas e sal, alimentação enteral hipertônica). -Língua seca e edemaciada, mucosas pegajosas, pele ruborizada, edema, hipotensão postural; -Mal-estar, confusão, letargia, convulsão e coma; - Tremor, hiperreflexia, alucinações; -Sede e oligúria; -Fraqueza muscular e cãibras. -Tratar doença de base; -Infusão de solução eletrolítica hipertônica (cloreto de sódio a 0,3%); -Solução não salina isotônica (SG5%); -Diuréticos. (WOODS, 2005; BRUNNER & SUDDARTH, 2012)
  7. 7. Cuidados de Enfermagem HIPONATREMIA HIPERNATREMIA -Identificar e monitorar os pacientes de risco; -Monitorar balanço hídrico e peso corporal diário ( peso); -Investigar perdas anormais de sódio ou ganhos de água; -Alertar para as alterações no SNC; -Orientar para a restrição hídrica; -Estimular o consumo de alimentos que contenham sódio. -Avaliar se há perdas anormais de água ou ingestão baixa e ganhos de sódio; -Pesar o paciente (baixo peso); -Obter história medicamentosa; -Observar sede e temperatura corporal elevada; -Monitorar alterações no comportamento (inquietação, desorientação e letargia). (BRUNNER & SUDDARTH, 2012)
  8. 8. Potássio (K) • Principal eletrólito intracelular; • É componente essencial da Bomba de Na-K; • Regula a excitabilidade neuromuscular e contratilidade muscular; • 80% é excretado via renal e 20% através de intestino e glândulas sudoríparas; • Valores de normalidade: 3,5 a 5,1 mEq/l; • Déficit de K Hipocalemia/Hipopotassemia <3,5 mEq/l • Excesso de KHipercalemia/Hiperpotassemia >5,1 mEq/l. (BRUNNER & SUDDARTH, 2012)
  9. 9. Hipocalemia/Hipopotassemia • Potássio < 3,5 mEq/l. CAUSAS SINAIS E SINTOMAS TRATAMENTO -Diuréticos; -Perda GI: vômito, aspiração gástrica e intestinal, diarréia, ileostomia e adenoma viloso (excreção de muco rico em K); - Alcalose metabólica (desvio iônico); -Hiperaldosteronismo (adenomas de suprarrenal); -Nutrição parenteral rica em carboidratos; -Pacientes que não conseguem ingerir uma dieta normal; -IC (secreção aumentada de aldosterona). -Fadiga, anorexia, náuseas, vômitos, fraqueza muscular, cãibras nas pernas, motilidade intestinal diminuída, parestesias (dormência e formigamento); -Arritmias ventriculares (onda U ao ECG); -Sensibilidade aumentada ao digitálico (intoxicação); -Hipotensão postural; -Poliúria, nictúria, sede excessiva; -Força muscular e reflexos tendinosos profundos diminuídos; -Morte PCR. -Ingestão aumentada na dieta (frutas, vegetais, legumes, cereais integrais, leite, carne) ou por suplementos de potássio oral; -Terapia VO: (KCL xarope, K efervescente ou em comprimidos); -Terapia IV: cloreto de potássio, acetato de potássio ou fosfato de potássio através de AVC em BIC com monitorização por ECG; -Terapia de reposição IV (40 a 80 mEq/dia) . (WOODS, 2005; BRUNNER & SUDDARTH, 2012)
  10. 10. Hipocalemia/Hipopotassemia Fonte: Google Imagens Isquemia
  11. 11. Hipercalemia/Hiperpotassemia CAUSAS SINAIS E SINTOMAS TRATAMENTO -Excreção renal diminuídaIRA; -Movimento de K do LIC para o LEC (acidose); -Ingestão excessiva de K nos alimentos; - Iatrogenismo (heparina, KCL, antihipertensivos, betabloqueadores e diuréticos); -Uso inadequado dos suplementos de K; -Queimaduras, lesões por esmagamento, infecções graves e após quimioterapia; -Soluções cardioplégicas usadas durante cirurgia cardíaca. -ECG: ondas T estreitas e em pico/ “em campânula”, depressão do segmento ST, intervalo QT encurtado, intervalo PR prolongado, desaparecimento de ondas P, decomposição e alargamento do complexo QRS Arritmias ventriculares PCR; -Fraqueza na musculatura esquelética, paralisia (bloqueio de despolarização no músculo), quadriplegia flácida, paralisia da musculatura respiratória e da fala; -Condução ventricular lentificada; -Manifestações GI: náuseas, cólica intestinal e diarréia. - Restrição de potássio na dieta (frutas, vegetais, legumes, pães inetgrais, leite, ovos;) e medicamentos portadores de potássio; -Gliconato ou cloreto de cálcio IV (monitorar PA); - Bicarbonato de sódio IV (alcalinizar o plasma); -Insulina regular e solução de glicose hipertônica IV; - Diuréticos; -Diálise peritoneal, hemodiálise. • Potássio > 5,1 mEq/l. (WOODS, 2005; BRUNNER & SUDDARTH, 2012)
  12. 12. Hipercalemia/Hiperpotassemia Fonte: Google Imagens Ondas T estreitas e em pico/ “em campânula”, depressão do segmento ST, intervalo QT encurtado, intervalo PR prolongado, desaparecimento de ondas P, decomposição e alargamento do complexo QRS Condução ventricular lentificada Arritmias ventricularesPCR.
  13. 13. Cuidados de Enfermagem HIPOCALEMIA/HIPOPOTASSEMIA HIPERCALEMIA/HIPERPOTASSEMIA - Atentar para os sinais clínicos e necessidade da realização do exame de concentração sérica de potássio; - Realizar o ECG; - Monitorar balanço hídrico; -Atentar rigorosamente para os sinais de intoxicação digitálica. - Educação em saúde quando a causa é o uso abusivo de laxativos ou diuréticos; -Incentivar ingesta de alimentos ricos em potássio (sucos de fruta, banana, melões); -Avaliar valores da gasometria arterial (bicarbonato e ph alcalose metabólica). - Identificar e monitorar pacientes em risco para sinais de hipercalemia; -Observar sinais de fraqueza muscular e arritmias; - Observar a presença de parestesia e sintomas GI (náuseas e cólica intestinal); - Monitorar níveis séricos de potássio, uréia, creatinina, glicose e valores da gasometria arterial. (BRUNNER & SUDDARTH, 2012)
  14. 14. Cálcio (Ca) • Mais de 99% do cálcio do corpo localizam-se no sistema esquelético; • Principal componente de ossos e dentes; • Transmissão dos impulsos nervosos e regulação de contração e relaxamento musculares; • Coagulação sanguínea; • Condução adequada dos estímulos cardíacos; • Formação e crescimento ósseos; • Controlado pelo PTH e calcitonina; • Absorvido a partir dos alimentos na presença de acidez gástrica e vit. D; • Excretado nas fezes e urina; • Níveis de normalidade: 8,6 a 10,2 mg/dl; • Déficit do Ca Hipocalcemia <8,6 mg/dl • Excesso de Ca Hipercalcemia >10,2 mg/dl. (BRUNNER & SUDDARTH, 2012)
  15. 15. (BRUNNER & SUDDARTH, 2012)
  16. 16. (BRUNNER & SUDDARTH, 2012)
  17. 17. Hipocalcemia (BRUNNER & SUDDARTH, 2014) CAUSAS SINAIS E SINTOMAS TRATAMENTO -Osteoporose; -Hipoparatireodismo primário e cirúrgico (PTH diminuído); -Tireoidectomia; -Administração de sangue (hemorragia maciça e choque); -Pancreatite (secreção excessiva de glucagon secreção aumentada de calcitonina); -IRA (nível elevado de fosfato); -Consumo inadequado de vit D, deficiência de magnésio, carcinoma tireóideo medular, alcalose e abuso de álcool; -Diuréticos, corticosteróides. -Tetania; -Sensação de formigamento nas extremidades dos dedos, ao redor da boca e pés; -Espasmos dos músc. dos membros e face; -Dor; -Reflexos tendinosos profundos hiperativos; -Sinal de Trousseau; -Sinal de Chvostek; -Convulsões; -Alterações mentais, depressão, memória comprometida, confusão, delírio e alucinações; - ECG: Intervalo QT prolongado, prolongamento do segmento ST Torsades de pointes (TV); -Dispnéia e laringoespasmo; -Sons intestinais hiperativos, unhas e cabelos secos e quebradiços, coagulação anormal. -Administração IV de sal de cálcio: gliconato de Ca, cloreto de cálcio ou gluceptato de Ca; -Ca: diluído em SG5% IV lento (bradicardia PCR) em BIC, com monitorização da PA, paciente no leito (hipotensão postural), observar com frequência o sítio IV (infiltração, extravasamento, celulite ou necrose); -Terapia com vit D; -Antiácidos com hidróxido de alumínio, acetato de cálcio ou carbonato de cálcio (p/diminuir fósforo); -Aumento da ingestão de Ca na dieta: leite, vegetais verdes, salmão, sardinha. • Cálcio <8,6 mEq/l. (BRUNNER & SUDDARTH, 2012)
  18. 18. Hipocalcemia Fonte: Google imagens
  19. 19. Hipercalcemia CAUSAS SINAIS E SINTOMAS TRATAMENTO -Tumores malígnos (secreção excessiva de PTH: liberação aumentada de Ca a partir dos ossos), hiperparatireoidismo; -Imobilização (Ca perdido, elevado no sangue); -Diuréticos (potencializam a ação do PTH); -Intoxicação por vit D; -Insuficiência adrenal. -Redução da excitabilidade neuromuscular (tônus diminuído nos músc. Liso e estriado); -Fraqueza muscular, incoordenação, anorexia e constipação intestinal; -PCR; -Intoxicação digitálica; -Anorexia, náuseas, vômitos, constipação intestinal, desidratação, dor abdominal e óssea, distensão abdominal e íleo paralítico; -Micção excessiva, sede intensa, poliúria; -Confusão, comprometimento da memória, turvação da fala, letargia, comportamento psicótico ou coma; -ECG: arritmias, encurtamento do intervalo QT e o segmento ST, intervalo PR prolongado contrações ventriculares prematuras, TAP e BC. -Tratar causa subjacente; -Administração de líquidos (diluir Ca excreção renal); -Solução de cloreto de sódio IV a 0,9%; -Fosfato IV; -Suspender líquidos, medicamentos e fontes nutricionais de cálcio; -Calcitonina IM (p/ cardiopatas ou IRA); -Sais de fosfato (VO , SNG, VR: enemas de retenção ou IV). • Cálcio >10,2 mEq/l. (BRUNNER & SUDDARTH, 2012)
  20. 20. Cuidados de Enfermagem HIPOCALCEMIA HIPERCALCEMIA -Iniciar precauções contra convulsão (hipocalcemia grave); -Monitorar rigorosamente o estado da via respiratória (dispneia e laringospasmo); -Estimular o consumo de alimentos ricos em cálcio; -Considerar suplementos de Ca; - Orientar o paciente a não consumir álcool e cafeína (inibem a absorção da Ca) e o fumo (aumenta sua excreção). -Evitar uso excessivo de laxativos e antiácidos que contém fósforo (diminuem a absorção). -Aumentar a mobilidade do paciente no leito; -Incentivar deambulação freqüente; - Incentivar ingesta de líquidos orais contendo sódio; -Incentivar ingesta de fibras na dieta; -Precauções com a segurança (sintomas mentais); -Avaliar sinais e sintomas de intoxicação digitálica; -Monitorar frequência e ritmo cardíacos através da monitorização cardíaca; -Monitorar arritmias através do ECG. (BRUNNER & SUDDARTH, 2012)
  21. 21. Magnésio (Mg) • Cátion intracelular mais abundante depois do K; • Encontrado em tecidos ósseos e moles, sendo eliminado pelos rins; • Age no metabolismo dos carboidratos e proteínas; • Seu equilíbrio é importante na função neuromuscular; • Age diretamente na junção mioneural. Suas variações afetam a irritabilidade neuromuscular e a contratilidade; • Aumenta o limiar de estímulo nas fibras nervosas (excitabilidade neuroquímica); • Afeta SCV: vasodilatação e RP diminuída; • Valor de normalidade: 1,7 a 2,6 mg/dl; • Déficit de Mg Hipomagnesemia <1,7md/dl • Excesso de Mg Hipermagnesemia >2,6mg/dl. (BRUNNER & SUDDARTH, 2012)
  22. 22. Hipomagnesemia CAUSAS SINAIS E SINTOMAS TRATAMENTO -Perdas GI: aspiração nasogástrica, diarréia ou fístulas intestinais; -Ruptura na função do intestino delgado; -Abstinência de álcool, administração por sonda ou nutrição parenteral; - Diuréticos, rápida administração de sangue citratado; -Cetoacidose diabética, lactação, sepse, queimaduras. -Hiperexcitabilidade com fraqueza muscular, tremores, movimentos atetoides (contratura leve e involuntária); -Tetania, nistagmo, vertigem, convulsões tônico-clônicas ou focais generalizadas, estridor laríngeo e sinais de Chvostek e Trousseau positivos; -Alterações no humor, apatia, depressão, apreensão e agitação extrema, ataxia, tonturas, insônia, confusão, delírio, alucinações auditivas ou visuais, psicoses; -ECG: segmento ST prolongado, depressão do segmento ST, arritmias cardíacas (contrações ventriculares prematuras, TV e FV); -Suscetibilidade aumentada para intoxicação digitálica. -Dieta (vegetais verdes folhosos, amêndoas, sementes, legumes, cereais); -Sais de magnésio VO; -Solução IV de Mg (nutrição parenteral); -Sulfato de Mg IV em BIC (BC, assistolia); -Gliconato de Ca IV. • Magnésio < 1,7mEq/l. (BRUNNER & SUDDARTH, 2012)
  23. 23. Hipermagnesemia CAUSAS SINAIS E SINTOMAS TRATAMENTO -Insuficiência renal; - Cetoacidose diabética; -Uso excessivo de sulfato de magnésio (controlar convulsões); -Uso excessivo de antiácidos ou laxativos (leite de magnésia); -Medicamentos que diminuem a motilidade GI (opióides e anticolinérgicos); -Trauma, choque, sepse, PCR ou queimaduras. -Depressão do SNC e junção neuromuscular periférica; -PA diminuída (vasodilatação periférica); -Náuseas, vômitos, fraqueza, calcificações, rubor facial e sensação de calor; -Letargia, disartria e sonolência; -Perca dos reflexos tendinosos profundos (fraqueza e paralisia muscular); -Depressão do centro respiratório morte; -Coma, bloqueio AV, PCR; -ECG: intervalo PR prolongado, ondas T altas, QRS alargado e intervalo QT prolongado. -Interromper infusão de sais de Mg parenterais e orais; -Suporte ventilatório (depressão respiratória); -Gliconato de Ca IV (condução cardíaca defeituosa); -Hemodiálise; -Diuréticos e solução de lactado de Ringer ou cloreto de sódio. • Magnésio >2,6mEq/l. (BRUNNER & SUDDARTH, 2012)
  24. 24. Cuidados de Enfermagem HIPOMAGNESEMIA HIPERMAGNESEMIA -Monitorar com rigor pacientes que recebem digitálico; -Avaliar com freqüência SSVV, detectar alterações na freqüência ou ritmo cardíaco, hipotensão e angústia respiratória; - Monitorar DU; -Implementar precauções contra convulsões e precauções de segurança na presença de confusão; -Triagem para disfagia; -Intruir consumo de alimentos ricos em Mg; -Aconselhamento, apoio e referência para programas de abstnência de álcool. -Monitorar SSVV, observar hipotensão e respirações superficiais; -Observar reflexos tendinosos profundos deprimidos e alteração no nível de consciência; -Não administrar medicamentos que contém Mg para pacientes com IR ou função renal comprometida (prevenção); -Monitorar pacientes graves em uso de sais de Mg; (BRUNNER & SUDDARTH, 2012)
  25. 25. Fósforo (P) • Constituinte de todos os tecidos orgânicos; • Essencial para a função do músc. e eritrócitos, formação do ATP e manutenção do equilíbrio ácido básico, do SN e metabolismo dos carboidratos, proteínas e lipídios; • Proporciona suporte estrutural para ossos e dentes; • Principal ânion do LIC; • Valor de normalidade: 3,0 a 4,0 mg/dl; • Déficit de fósforo Hipofosfatemia <3,0 mg/dl • Excesso de fósforo Hiperfosfatemia >4,0 mg/dl. (BRUNNER & SUDDARTH, 2012)
  26. 26. Hipofosfatemia CAUSAS SINAIS E SINTOMAS TRATAMENTO -Desvio intracelular de K p/ dentro das células (hiperalimentação, alcalose respiratória); -Excreção urinária aumentada de K (CAD, diuréticos); -Absorção intestinal diminuída de K, diarréia; -Uso prolongado ou excessivo de antiácido: síndrome da má absorção, diarréia, alcoolismo ; -Deficiência de vit D osteomalacia. - Irritabilidade, fadiga, apreensão, fraqueza, dormência, parestesias, disartria, disfagia, diplopia, confusão, convulsões e coma; -Hipóxia Aumento da FR; -Predisposição à infecções; -Lesão muscular (queda de ATP) fraqueza e dor muscular, rabdomiólise aguda; -Fraqueza da musculatura respiratória; -Equimoses, sangramentos (disfunção plaquetária); -Contratilidade cardíaca e trabalho sistólico diminuídos PCR). -Fósforo (fosfato de sódio ou potássio) IV; -Reposição oral de fósforo. • Fósforo < 3,0 mg/dl. (WOODS, 2005; BRUNNER & SUDDARTH, 2012)
  27. 27. Hiperfosfatemia CAUSAS SINAIS E SINTOMAS TRATAMENTO -IR; -Ingesta excessiva de vit D, administração de NPT, quimioterapia, hipoparatireoidismo, acidose metabólica ou respiratória, CAD, elevada ingestão de fosfato, necrose muscular e absorção aumentada de fósforo. -Calcificações de tecidos moles (tetania) Ca baixo; -Sensação de formigamento nas extremidades digitais e ao redor da boca; -Anorexia, náuseas, vômitos, dor óssea e articular, fraqueza muscular, hiper-reflexia e taquicardia; -DU crescente, comprometimento da visão e palpitações. -Preparações de vit D (calcitriol) oral ou parenteral (ligar o fósforo no TGI); -Carbonato de Ca ou citrato de Ca (antiácidos que se ligam ao Ca); -Administração de Amphojel com as refeições (intoxicação óssea e no SNC); -Restrição de fosfato na dieta; -Diuréticos; -Reposição de volume- SF; -Diálise. • Fósforo > 4,0 mg/dl. (BRUNNER & SUDDARTH, 2012)
  28. 28. Cuidados de Enfermagem HIPOFOSFATEMIA HIPERFOSFATEMIA - Identificar e monitorar pacientes em risco; -Introdução gradual da solução (desnutridos que recebem nutrição parenteral); -Promover medidas para evitar infecção; -Monitorar níveis séricos de fósforo e documentar sinais iniciais de hipofosfatemia (apreensão, confusão, mudança no nível de consciência); -Incentivar alimentos ricos em fosfato (leite, amêndoas, peixe, aves, cereais). -Monitorar os pacientes em risco para hiperfosfatemia; -Instruir o paciente a evitar alimentos ricos em fósforo (queijos, amêndoas, carne vermelha, frutas secas, cereais, sardinhas); -Instruir o paciente a evitar substâncias contendo fosfato (laxativos e enemas); -Ensinar o paciente a reconhecer sinais de hipocalcemia; -Monitorar alterações no DU. (BRUNNER & SUDDARTH, 2012)
  29. 29. Cloreto (Cl) • Principal ânion do LEC; • Encontrado mais nos compartimentos do líquido intersticial e da linfa que no sangue; • Presente nos sucos gástrico e pancreático, suor, bile e saliva; • Sódio e cloreto constituem a maior composição eletrolítica no LEC e ajudam na pressão osmótica; • Encontra-se em proporção direta com a concentração de sódio; • Produzido no estômago, que se combina com o hidrogênio para formar o HCL; • Ajuda a manter o equilíbrio ácido-básico e age como um tampão na troca de O2 e CO2 nos eritrócitos; • Obtido a partir da dieta (sal de cozinha); • Seu controle depende da ingestão, excreção e reabsorção nos rins; • Uma pequena quantidade é perdida nas fezes; • Valor de normalidade: 97 a 107 mEq/l; • Déficit de CL Hipocloremia <97 mEq/l • Excesso de CL Hipercloremia >107 mEq/l. (BRUNNER & SUDDARTH, 2012)
  30. 30. Hipocloremia CAUSAS SINAIS E SINTOMAS TRATAMENTO -Aspiração NG, cirurgia plástica, vômitos, diarréia; -Administração de soluções IV deficientes em cloreto, ingesta baixa de sódio, hiponatremia, alcalose metabólica (sódio e bicarbonato retidos pelo rim, acúmulo de bicarbonato no LEC), transfusões sanguíneas maciças; -Terapia com diuréticos, queimaduras, febre; -Administração de aldosterona (aumenta reabsorção de cl), corticosteróides, bicarbonato, laxativos. -Sinais e sintomas de hiponatremia, hipopotassemia e alcalose metabólica (formigamento dos dedos, tontura, hipertonia); -Hiperexcitabilidade muscular, tetania, reflexos tendinosos profundos hiperativos, fraqueza, contratura, cãibras musculares; -Arritmias cardíacas (hipopotassemia); -Convulsões e coma (hiponatremia). -Corrigir os distúrbios eletrolíticos e ácido básicos; -Cloreto de sódio a 0,9% ou 0,45% IV; -Cloreto de amônio (agente acidificante) p/ tratar a alcalose metabólica. • Cloreto < 97 mEq/l (BRUNNER & SUDDARTH, 2012)
  31. 31. Hipercloremia CAUSAS SINAIS E SINTOMAS TRATAMENTO -Acidose metabólica hiperclorêmica induzida por meios iatrogênicos (administração excessiva de cloreto em relação ao sódio: SF 0,9%, SF 0,45% ou SRL); -Perda de íons bicarbonato através do rim ou TGI; -TCE, sudorese aumentada, produção excessiva de hormônio adrenocortical e filtração glomerular diminuída. -Sinais e sintomas da acidose metabólica (cefaléia, confusão, sonolência, FR aumentada, náuseas, vômitos, hipotensão, pele fria e pegajosa e choque); -Taquipnéia, fraqueza, letargia, respirações profundas e rápidas, capacidade cognitiva diminuída; -Retenção de líquidos; -Baixo DC, arritmias (hipernatremia) e coma sem tratamento. -Corrigir causa subjacente e restaurar equilíbrio eletrolítico, hídrico e ácido básico; -Soluções IV hipotônicas (Lactato de Ringer); -Bicarbonato de sódio IV; -Diuréticos; -Restrição de sódio, cloreto e líquidos. • Cloreto > 107 mEq/l (BRUNNER & SUDDARTH, 2012)
  32. 32. Cuidados de Enfermagem (BRUNNER & SUDDARTH, 2012) HIPOCLOREMIA HIPERCLOREMIA -Monitorar o balanço hídrico (excesso de água), valores da gasometria arterial e níveis de eletrólitos séricos; -Relatar de imediato alterações no nível de consciência, força muscular e movimento do paciente; -Monitorar SSVV, realizar com frequência o exame respiratório; -Fornecer alimentos com elevado conteúdo de cloreto (suco de tomate, banana, ovo, queijo, leite). -Monitorar SSVV, valores de gasometria arterial, balanço hídrico para avaliar o estado do paciente e eficácia do tratamento; -Registrar achados do exame respiratório, neurológico e cardíaco e comunicar alterações; -Ensinar sobre a dieta que deve ser seguida e manter hidratação adequada.
  33. 33. Referências Woods, Susan L.et. Al. Enfermagem em Cardiologia. Editora Manole. 4ª edição. 2005 . BRUNNER, L.S.; SUDDARTH, D. S. Tratado de enfermagem médico-cirúrgica. 12.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2012. 2404p. Vieira Neto, O.M; Moysés Neto, M. Distúrbios do Equilíbrio Hidroeletrolítico. Medicina, Ribeirão Preto 36:325-337. abril/dez, 2003. Dutra, V.F; et.al. Desequilíbrios hidroeletrolíticos na sala de emergência. Rev Bras Clin Med. São Pulo, 2012.

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