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Ciis 2013 anais-completo

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Anais do 1o CIIS - Congresso Internacional de Inovação e Sustentabilidade - São Paulo - 2013

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Ciis 2013 anais-completo

  1. 1. Anais do 1º Congresso Internacional de Inovação e Sustentabilidade Ciência e Tecnologia como Vetores da Sustentabilidade Organização Vivian Aparecida Blaso S.S. Cesar Sasquia Hizuru Obata São Paulo Vespa Comunicações 2013
  2. 2. C4902 Anais Anais do 1° Congresso Internancional de Inovação e Sustentabilidade Ciência e Tecnologia como Vertores da Sustentabilidade / Originou-se no Congresso Internacional de Inovação e Sustentabilidade, 1; Iniciativa da Agência de Comunicação Conversa Sustentável; Revista Sustentabilidade; apoio da FATEC Tatuapé Victor Civita. – São Paulo: Vespa Comunicação, 2013. – 344 p.: il, grafs e tabs. 978-85-67085-02-9 Referências bibliográficas. 1. Ciência. 2. Tecnologia. 3. Sustentabilidade. 4. Congresso Internacional de Sustentabilidade, 1. I.Título. II. Agência de Comunicação Conversa Sustentável. II. Revista Sustentabilidade. III. FATEC Tatuapé Victor Civita. CDD 600 CDU 6
  3. 3. SUMÁRIO Capítulo 1: Certificações e avaliações Abrangências e limitações de processos de certificações em sustentabilidade - José Geraldo Falcão Britto A percepção dos gestores dos meios de hospedagem certificados em sustentabilidade –caso da certificação NBR 15401 no Brasil - Cláudio Alexandre de Souza e Rafaela Caroline Simão Álvares Comparação do desempenho energético de edifícios comerciais de referência usando as certificações LEED e – PROCEL-EDIFICA - Luana Eid Piva Bertoletti, Alberto Hernandez Neto Indicadores de sustentabilidade para avaliar iniciativas de educação ambiental - Catarina Jahnel de Oliveira Monitoramento de aves em áreas florestais certificadas - Manoelle Fuzaro Gullo Programa de qualificação de fornecedores (PQF) e ISO 9001:2008: um estudo de caso em uma pequena rede independente de hotéis - Antônio Oscar Santos Góes, Talles Vianna Brugni e Maria Josefina Vervloet Fontes Capítulo 2: Comunicação, Cultura e Sustentabilidade Aplicacoes do bambu em construções sustentáveis -̧ ̃ Lety del Pilar Fajardo Cabrera de Lima e Ruth Marlene Campomanes Santana Arquiteturas interativas inteligentes: como as redes digitais podem fazer parte das estratégias e ações de sustentabilidade das organizações - Julliana Cutolo Torres e Fernanda Cristina Moreira A sustentabilidade social, cultural e econômica de comunidades tradicionais e empreendimentos econômicos solidários - Seila Cibele Sitta Preto e Ana Luisa Boavista Lustosa Cavalcante Design consciente para um futuro sustentável - Lety del Pilar Fajardo Cabrera de Lima e Ruth Marlene Campomanes Santana Educacao, ciência e o planeta -̧ ̃ Igor Oliveira Rocha O desafio da comunicacao sob o foco da Sustentabilidade -̧ ̃ Rachel Machado de Sousa, Sarah Aparecida da Cruz, Alex Donizeti do Rosário O papel da comunicacao nos processos de relacionamento entre empresas e comunidades -̧ ̃ Érica Maruzi do Monte Pereira Sistema automático para beneficiamento de pólen apícola com estrutura em alumínio reciclado para a cadeia produtiva da apicultura sustentável - Otávio Campos Pereira, Ederaldo Godoy Júnior, Daniela Helena Pelegrine Guimarães, Lídia Maria Ruv Carelli Barreto, Gustavo Frederico Ribeiro Peão, Paula Vasconcellos Sustentabilidade comeca na Educacao – Desafios para a acao -̧ ̧ ̃ ̧ ̃ Janaína Dourado, Maria Teresa Stefani, Cássia Maria Paula Lima
  4. 4. Capítulo 3: Construção Sustentável, Cidades Sustentáveis A gestão de resíduos sólidos no Brasil - Dirlei Andrade Bonfim, Juliana Oliveira Santos2, Rubens Jesus Sampaio3, Milton Ferreira da Silva Junior Análise de ventilação natural em habitação popular - Mario Roberto Nantes Junior, Gabriel Borelli Martins, Paulo José Saiz Jabardo, Gilder Nader Aplicação do resíduo sólido da indústria de reciclagem de alumínio como material pozolânico - Inara Guglielmetti Braz, Mirian Chieko Shinzato, Tarcísio José Montanheiro, Vinícius Ribeiro A Tecnologia em Gestão Organizacional como possibilidade de realização de tecnologia social para a sustentabilidade: caso Cooperlírios - Jakeline Pertile Mendes Bambu uma alternativa sustentável - Lety del Pilar Fajardo Cabrera de Lima e Ruth Marlene Campomanes Santana Gestão sustentável de condomínios em prol de cidades sustentáveis: case do condomínio Edifício Residencial Porto di Nucci - Alcino Vilela Habitações populares: Como os moradores convivem com a ausência de conceitos sustentáveis - Suelem Maurício Fontes Macena, Sasquia Hizuru Obata, Daniel de Andrade Moura, Gilder Nader Política urbana e sustentabilidade: subsídios ao processo de revisão do plano diretor de Franca - Mauro Ferreira Túnel de Vento: uma importante ferramenta a serviço de tecnologias sustentáveis - Gabriel Borelli Martins, Alessandro Alberto de Lima, Paulo José Saiz Jabardo, Gilder Nader Viabilidade para implantacao de edifícios de balanco energetico zero no Brasil -̧ ̃ ̧ ́ Roberto Oranje Capítulo 4: Consumo Sustentável A²E – Sistema De T-Commerce (COMÉRCIO Eletrônico Pela Tv) - Alex da Rocha Alves e Elievan Freitas Paulino A importância do descarte adequado do lixo eletrônico na Universidade de São Paulo - Henry Júlio Kupty, Natalia Ramos De Carvalho, Suelen Bicciatto Garcia Ferreira Consumo Sustentável - Um estudo analítico da Evolução do Consumo Verde - Roberto José Almeida de Pontes Eventos lixo Zero - José M. Furtado Reaproveitamento de Resíduos da Indústria do Vestuário - Rutiele Harlos Capítulo 5: Ecopolítica Política de resíduos sólidos do Japão: um modelo a ser seguido pelo Brasil? - Tiago Trentinella
  5. 5. Capitulo 6: Educação e Ensino a Distância Arquitetura escolar e sustentabilidade: uma abordagem considerando o Autoritarismo Educacional - Disciplinamento (Panóptico) e a Educação Libertária - Sílvia Kimo Costa, Milton Ferreira da Silva Júnior Educação EaD e inclusão digital social - Val Sátiro O Brasil e sua logística reversa - Arthur Lamblet Vaz Projeto Layout de Casa Ecológica Auto Sustentável para fins didáticos - Fábio Rubio e Nilson Yukihiro Tamashiro Responsabilidade Social: a ISO 26.000 aplicada ao Ensino Superior - Helena Maria Gomes Queiroz Teoria da Respeitabilidade - Maria Aparecida Munin de Sá e Henry Julio Kupty Capítulo 7: Empreendedorismo e inovações Tecnológicas sustentáveis Acessibilidade em parques ambientais - J. G. S. de Souza, L. D. de Carvalho e N. Santos Aplicação da gestão de design no Empreendimento solidário “Mulheres do Mirassol” - Agda Bernardete Alano e Luiz Fernando Gonçalves de Figueiredo Argamassa Polimérica Para Assentamento de Alvenaria - Michael Jackson Alves dos Santos Dialogando sobre a Interface da Geoinformação em processos de Educação para Sustentabilidade Patrícia Garcia da Silva Carvalho, Valéria Crivelaro Casale e Felipe Souza Marques Empreendedorismo, responsabilidade social e sustentabilidade empresarial- o caso do museu do marceneiro- Maria Luísa Silva e Fátima Jorge Equipamentos Eletroeletrônicos- Logística Reversa, Elementos Químicos Adequados e os Benefícios para o Meio Ambiente - Eliane M. Grigoletto, Moacir Pereira e Marco Antônio Silveira Inovação, tecnologia e sustentabilidade - Rachel Machado de Sousa O uso do fosfogesso como material alternativo de construção- uma solução sustentável - João Ailton Brondino e Almir Sales Processo Eletrônico da Justiça Federal da 4ª Região- Inovação Tecnológica, Eficiência e Sustentabilidade - Daniela Garcia Giacobbo Produção de biodiesel no ensino de química: uma proposta sustentável - Anderson de Oliveira Lima, Arthur Ruola Coiado e Melina Kayoko Itokazu Hara Sustentabilidade comparativa dos modelos energéticos brasileiro e espanhol - Xavier Miro Fuentes Tecnologia e sistemas de processamento de resíduos - um estudo de empresas de Mato Grosso do Sul - Pablo Terra de Moraes Luizaga e Cláudia Moreira Borges
  6. 6. Capítulo 8: Práticas e processos organizacionais A importância da participação nas autarquias locais - José Fidalgo Gonçalves e José Elias Ferreira Ramalho Benefícios percebidos pela adoção dos sistemas de colaboração - Marcos Alexandre dos Reis Cardillo, Márcia A. Vieira Silva e Luiz Daniel Matsumato Gestao Socioambiental - avaliaçao das praticas para a sustentabilidade na industria -̃ ̃ ́ ́ Henrique Martins Galvão Subjetivação e Novos Indicadores de Performance: Contribuições para uma nova Ferramenta de Monitoramento em Sistema Integrado de Gestão (2Q’s) - Karla Rocha Carvalho Gresik e Milton Ferreira da Silva Júnior Voluntariado empresarial como ferramenta de desenvolvimento de competências humanas - Andrea Goldschmidt Capítulo 9: RSE e sustentabilidade: desafio Local, desafio Global Assimetrias, Oportunidades E Cooperação No Contexto Da Responsabilidade Social Globalizada - José Quintal e José Ramalho Inclusão Social Corporativa - Henry Julio Kupty e Marta Hiromi Mendes O Tráfico Internacional de Animais Silvestres Brasileiros uma análise dos prejuízos ambientais e sociais desta atividade - Lucivânia Pereira Teixeira de Oliveira, Priscila Mara Ribeiro, Renata Rodrigues Teixeira e Renata Giovanoni Di Mauro Responsabilidade Social Corporativa e Responsabilidade Socioambiental: um estudo de caso da COEPAD - Adriana Regina Espíndola, Rosane Cristina Jacques e Susany Perardt Responsabilidade Social E Sustentabilidade Empresarial Para O Desenvolvimento Regional – O Caso Da EDIA, S.A. - Maria Luísa Silva e Doutora Fátima Jorge Capítulo 10: Saúde, meio ambiente e desenvolvimento urbano A integracao dos setores para transformar o lixo numa solucão socioambiental - Letícia Vilela dȩ ̃ ̧ Aquino Avaliação da qualidade da água residuária tratada por membrana cerâmica de microfiltração - Julyanna Damasceno Pessoa, Cristiane Macedo Rodrigues, Kepler Borges França e Taline Sonaly Sales dos Santos Avaliacao_da vulnerabilidade familiar dos moradores do bairro de Mangabeira na cidade de João̧ ̃ Pessoa (PB) - Mônica Maria Souto Maior e Gesinaldo Ataíde Cândido Impact of the new national solid waste strategy on waste management in Palmas, Brazil - Olívia Marques e Gareth Swift Responsabilidade Social Empresarial - estudo de caso do processo de reciclagem do Pão de Acúcaŗ - Camila Leite e Julia Affonso
  7. 7. Capítulo 1: Certificações e avaliações
  8. 8. Abrangências e limitações de processos de certificações em sustentabilidade. Os benefícios das certificações, premiações e suas limitações Onde e como inovar? Autor: José Geraldo Falcão Britto Auditor, consultor, professor convidado da Fundação Getúlio Vargas INTRODUÇÃO DE RESUMO: O presente artigo, faz uma análise e reflexão da abrangência das certificações empresariais existentes, comentando a contribuição das normas ISO9001, ISO14001, OHSAS18001, ISO26001 e NBR16001, os limites dos processos de certificações existentes. O artigo apresenta uma análise sobre as deficiências dos processos de premiações, certificações frente as exigências conceituais de Sustentabilidade empresarial. O artigo não pretende ser definitivo, e sim somente uma reflexão sobre os caminhos até aqui percorridos em busca da sustentabilidade. AGRADECIMENTOS Meus sinceros agradecimentos ao CIIS por esta importante iniciativa de fomentar a sociedade técnica e científica do conhecimento em sustentabilidade, promovendo a análise crítica sobre a evolução do tema no Brasil.
  9. 9. ÍNDICE Introdução, Justificativa sobre o tema Pág. 6 Bloco 1 – Desenvolvimento conceitual histórico Pág. 7 1.1 – A formação de um conceito através de programas Governamentais, supra partidários e oficiais Pág. 7 1.2 – Um pouco de história Pág 9. 1.2.1. – Estados Unidos e Canadá Pág 9. 1.2.2. – Europa Pág. 10 1.2.3 - Coordenação integrada sobre o assunto pelo mundo Pág 12 1.2.4 – América Latina Pág 15 1.2.5 – Movimento Ambiental Brasileiro Pág 16 1.2.6- Movimento Social Brasileiro Pág 18 1.3 – Movimentos dos Instrumentos de Gestão da Sustentabilidade Setoriais Pág 20 1.3.1. – Instrumentos de Gestão e uso de indicadores setoriais para as empresas – América Latina, Caribe e América Central. Pág 21 1.3.2 – Análise crítica sobre os instrumentos de gestão para as empresas Pag 23 1.3.3 – Pontos de melhoria dos instrumentos de gestão empresariais avaliados Pag 24 BLOCO 2 – Movimento de normalização no Brasil e no mundo Pag 26 2.1.1 – Pontos de melhoria em normas existentes Pag 27 2.1.2. – Pontos fortes em normas existentes Pag 27 BLOCO 3 – CONCLUSÕES Pag. 28 3.1 – Expectativa em relação aos processos de certificações Pag 28 3.2 – Credibilidade e certificações Pag 31 3.3- Inovações em certificações e instrumentos de gestão Pag 32
  10. 10. INTRODUÇÃO, JUSTIFICATIVAS E PERGUNTA-CHAVE O ambiente de negócios vem sendo transformado radicalmente nas últimas décadas, onde o lucro passa a não ser somente o objetivo final das organizações. O equilíbrio entre o lucro retirado dos locais onde atuam, e a análise dos benefícios deixados pelas organizações a uma sociedade, é o tema em andamento no mundo. Nesta necessidade de equilibrar o papel econômico das organizações, com as responsabilidades Sociais e ambientais, é onde mora o desafio da GESTÃO SUSTENTÁVEL EMPRESARIAL. Por isso mesmo, o complexo tema da sustentabilidade e o movimento da Responsabilidade Social Empresarial (o caminho para chegarmos lá) têm merecido especial atenção. Uma infinidade de instrumentos e ferramentas foi desenvolvida, nos últimos anos, para dar consistência e realidade ao que se propunha como gestão socialmente responsável, integrando-se os aspectos econômicos, sociais e ambientais. Muitos desses instrumentos estão em desenvolvimento, mas já começam a demonstrar sua eficácia para os negócios. A finalidade deste artigo é o de apresentar as diversas experiências e ferramentas existentes e analisar os benefícios dos programas existentes. E mais do que isso, as ferramentas de premiação e certificação da gestão da sustentabilidade, são inquestionáveis, sob o ponto de vista da Administração Profissional, e portanto, as próprias organizações públicas e privadas, estão aderindo ao movimento por questão de sobrevivência. Até mesmo órgãos públicos e sem fins lucrativos, ao aderirem os métodos consagrados de prêmios e certificações existentes, assumem para si, a responsabilidade de justificar tais certificações, com seus resultados demonstrados à população em geral. Em meio este movimento de EXPECTATIVAS sobre o comportamento, gestão e resultados das organizações ,empresas públicas e governos, resta- nos debater qual o papel das normas, certificações, prêmios, organismos que concedem tais certificações, e quais as contribuições dos prêmios concedidos para a construção de um mundo verdadeiramente sustentável, além dos métodos conceituais oferecidos.
  11. 11. BLOCO 1 - DESENVOLVIMENTO CONCEITUAL HISTÓRICO 1.1 – A formação de um conceito através de programas Governamentais, supra partidários e oficiais Dos anos 90 até hoje, um grande número de ferramentas, como certificações socioambientais, movimentos e campanhas foram criados em várias partes do mundo com o objetivo de consolidar conceitos como responsabilidade social e desenvolvimento sustentável, tentando incentivar e transformar conceitos em prática de gestão. Figura 1 – MACRO PROCESSO DOS NÍVEIS DE CONTRIBUIÇÃO SOBRE O MOVIMENTO PELA SUSTENTABILIDADE
  12. 12. Paralelamente, as organizações (não só empresariais, mas também governamentais e do terceiro setor), pressionadas pelo contexto da concorrência, da sobrevivência, de crises econômicas , por visão de futuro e por movimentos sociais e ambientalistas, começaram a concentrar seu papel relevante para a sustentação da vida no planeta, o que se expressa em boa parte hoje em projetos de responsabilidade social. Na década atual, já é possível perceber uma evolução nas práticas e conceitos de responsabilidade social empresarial, que ganha consistência como atividade profissional. Hoje, as ações de responsabilidade social são compreendidas não apenas como investimentos que resultaram do sucesso econômico das empresas, mas são discutidas sob uma visão mais ampla, que permita identificar as condições sociais e ambientais que levaram à realização dos lucros. Esses elementos Social, econômico e Ambiental, tornam-se então, fatores importantes de sobrevivência e de avaliação dos impactos econômicos dessas organizações. Portanto, não estamos mais falando de conceito somente. Estamos falando de práticas que já demonstraram serem vitais para a sobrevivência das corporações. Estamos falando que atualmente os três pilares da sustentabilidade, estão em franca construção e desenvolvimento. E veremos no artigo a seguir, quais os benefícios e deficiências dos processos existentes. 1.2 – UM POUCO DE HISTÓRIA SOBRE O TEMA – O INÍCIO 1.2.1- NOS ESTADOS UNIDOS E CANADÁ
  13. 13. Podemos citar como um dos primeiro movimentos ambientalistas, as palavras do 25º. Presidente Americano Theodore Roosevelt, e vencedor de prêmio Nobel da Paz em 1906, que afirmava que o orgulho americano advinha do progresso conquistado. Porém ressaltava enfaticamente que os Estados Unidos chegaram a um momento de refletir o que aconteceria quando as florestas desaparecessem, quando o carvão, o ferro e o petróleo se esgotarem e quando o solo e a água, estiverem mais empobrecidos, e dificultando a navegação. Nas palavras de Roosevelt, já demonstrava a inquietude da comunidade local sobre o tema de meio ambiente, antes mesmo das convenções internacionais européias. Os primeiros escritos em assuntos ambientais, encontra-se o livro de Roderick Nasch Frazier (1939-2011), nascido em Manhattan, formado em Harvard e com mestrado e doutorado em historia natural, que ganhou notoriedade em 1964, quando sua tese de Mestrado, falava sobre Selvagem Mente Americana , livro listado como os 10 livros que mudaram o mundo. Mais tarde, na década de 60, mais precisamente em 1962, a escritora Americana Raquel Carson (zoóloga e bióloga), publicou o livro Primavera Silenciosa, escrevendo sobre o funcionamento da Biosfera. Em um de seus livros aponta-se aquele escrito na década de 70, Proteger nossas crianças em épocas de crise ambiental, considerado um Best-seller no tema e muito utilizado em bibliografias de teses e estudos. Outra grande obra da mesma autora, Raquel Carson, despertava para o futuro das crianças em épocas de crise. O Livro Proteger crianças em épocas de crises ambientais, recebeu outro grande destaque por incomodar a geração da época. A partir dessas iniciativas, o movimento de ONG´s e ambientalistas foram fortalecidos nos Estados Unidos, e as iniciativas de Raquel Carson tinham como preocupação os agrotóxicos, pesticidas da agricultura, conservação da natureza e poluição industrial. Outro escritor americano reconhecido foi Paul Ehrlich, com seu livro “A Bomba populacional”, atribuindo os problemas ambientais ao crescimento demográfico. Em 1973-1975, entra em vigor a Convenção Internacional das espécies da fauna e da flora silvestre ameaçadas de extinção ou Convenção de
  14. 14. Washington , em 1973 estabelecendo as regras e punições para o tráfico de espécies raras. Em Junho de 1974, os cientistas Mario Molina e Frank Sherwood Rownlad (Prêmios Nobel de Química), provam que os gases CFC´s (Clorofluorcarbonos) danificam a camada de ozônio da terra. Em 1976, em Vancouver no Canadá, foi realizada a HABITAT I, uma convenção pioneira a relacionar Meio ambiente e assentamentos humanos. Uma visão revolucionária para a época. Além da organização político e coordenada, promovido pelas convenções internacionais, podem-se destacar personalidades da história como Donald Worster, que em 1985 produziu livros destacados e premiados como : Nature economy ( Cambridge), Dust Bowl (Oxford University) , contando a história do desastre americano ambiental ocorrido em 1930, Rivers of Empire (Oxford University) e Changes in the Land , Indians , Colonist na the ecology of the New England (New York 1983). 1.2.2. - NA EUROPA Entre as décadas de 1960 e 1980, cientistas, movimentos sociais, ambientalistas e um punhado de políticos e funcionários públicos denunciaram os problemas ecológicos e sociais das economias herdeiras da Revolução Industrial. Em resposta à crescente preocupação pública com os efeitos negativos do modelo industrial, a Organização das Nações Unidas (ONU) iniciou um ciclo de conferências, consultas e estudos para alinhar as nações em torno de princípios e compromissos por um desenvolvimento mais inclusivo e harmônico com a natureza. Os primeiros registros de legislações européias sobre meio ambiente, foram datados de 1956, com a criação da Lei do Ar Puro, pela Inglaterra, após inúmeros casos de contaminação do Ar, através do Enxofre, provocando a Chuva ácida e outros transtornos ambientais, dando origem as primeiras legislações. O conceito de Desenvolvimento Sustentável foi debatido no Painel de Founex, em 1971, estabelecendo as primeiras noções de desenvolvimento de um país. O Clube de Roma , no ano de 1972 publicou seu primeiro documento intitulado Limites de crescimento (1972), onde amparado nos estudos do MIT, o relatório já alertava para as questões sociais, ambientais e econômicas. O Tema da sustentabilidade do planeta, ganhou notoriedade, a partir de estudos científicos e livro publicado, Os Limites do crescimento, pelo MIT
  15. 15. ( Massachusetts Institute of Technology – MIT), encomendado pelo clube de Roma para identificar quais os reflexos ambientais o mundo sofreria, a partir do ritmo de crescimento previsto pela Europa e Estados Unidos. No ano de 1976, Jan Tinbergen publicou seu livro Reformando a ordem internacional, que publicado no clube de Roma. É nesta nova publicação que temas como bem estar das pessoas, passa a ser tratado oficialmente. Tema amplamente debatido entre mais de 20 países e cientistas, assuntos como alimentação, moradia, desenvolvimento social, distribuição de renda entre outros temas foram adicionados ao debate ambiental. Em meio aos intensos debates sobre temas que cercavam a Responsabilidade Social e ambiental das organizações, a Organização para cooperação e desenvolvimento econômico (OCDE - 1976) , editou suas primeiras publicações denominadas, Diretrizes OCDE para empresas multinacionais e Diretrizes OCDE de governança para empresas estatais, com a finalidade de uniformizar as práticas das empresas em seus países de atuação. Nesta época, os primeiro processos de Licenciamento Ambiental foram criados na Europa, em sistemas de pontuações de empreendimentos , denominados SLPA, avaliando os benefícios sobre os aspectos Econômicos, Ambientais e Sociais locais / municípios. Na década de 1990, mais precisamente em 1998, realizada a convenção de Roterdã sobre o consentimento prévio informado sobre agrotóxicos entrando em vigor no Brasil em maio de 2004, através do decreto 197 Em 2001, criado o a convenção de Estocolmo sobre os poluentes orgânicos e persistentes, que possui agenda periódica para criação e manutenção periódica dos seus procedimentos operacionais de controle sobre Agrotóxicos, produtos químicos industriais e seus sub produtos/derivados. Em 2006, fora publicado o Relatório pelo Cientista Nicholas Stern, economista, que publicou os primeiros relatórios sobre os reflexos sobre a economia dos impactos ambientais previstos. 1.2.3 - COORDENAÇÃO INTEGRADA DOS ASSUNTOS PELO MUNDO Historicamente os escritos, estudos e compromissos mais antigos, são da organização Internacional do trabalho (OIT), de 1919 como parte do Tratado de Versalhes, que encerrou a primeira guerra mundial, onde iniciou a desenhar os direitos básicos dos trabalhadores declarando 199 convenções internacionais
  16. 16. de proteção ao trabalho e amparados na carta de Declaração dos Direitos humanos (1948) da ONU. Em 1944, a OIT anexou as suas convenções a Declaração de Filadélfia, logo ao fim da segunda guerra mundial, servindo como base para a Declaração dos Direitos Humanos(1948). Posteriormente, em meio aos movimentos científicos e da sociedade civil organizada, sobre o tema ambiental, a UNESCO criou sua primeira conferência internacional, denominada conferência sobre a Biosfera (1968) com focos no aprofundamento as pesquisas cientificas para o conhecimento das causas da degradação ambiental e a criação de ferramentas de planejamento e de reservas da natureza. Esse foi o início oficial e reconhecido por todos os países, que motivou a formalização da Declaração de Estocolmo (1972). Tal declaração procurou integrar as questões dos Direitos Humanos publicadas na mesma época. Em 1977, a OIT em sua 279ª. Reunião de Genebra, publicou convenções internacionais sobre empresas multinacionais, estabelecendo as regras de atuação. Em 1980, foi lançado o IUCN (parceria entre a PNUMA e WWF), a União internacional para a conservação da Natureza, com o objetivo de elaborar projetos de conservação da natureza pelo mundo. Em 1987 foi criada a Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, presidida por Brundtland, revendo as questões críticas ambientais, propor novas formas de cooperação , limitar o crescimento populacional, garantir a alimentação a longo prazo, preservar a biodiversidade dos ecossistemas, diminuir o consumo de energia , aumentar a produção industrial nos países não industrializados, controlar a urbanização selvagem, produzindo como resultado o Relatório de Brundtland, Nosso Futuro Comum. Foi atribuído a Brundtland , o conceito de Desenvolvimento Sustentável, como sendo atender as necessidades do presente em comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem a suas próprias necessidades. O Relatório Brundtland foi debatido e atualizado no encontro da RIO+92, que veremos a no capítulo Brasil. Na Mesma época, o Protocolo de Montreal (1987), foi criado por mais de 170 países pelo mundo, (dentro da divisão de controle de Ozônio da ONU),
  17. 17. ratificando assuntos importantes como a lista de substâncias controladas, e os limites de impactos na camada de ozônio, incluindo as fontes geradoras e códigos aduaneiros para controle de importação. Um dos pontos citados no Protocolo de Montreal , foi que em países em desenvolvimento, e portanto com baixas taxas de industrialização, esses países se comprometiam a implantar tecnologias alternativas, às substâncias controladas citadas no anexo da convenção, por exigências Bilaterais e multilaterais, no comércio entre os países. Em 1988, dá-se início ao IPCC ( Intergovernamental Panel on Climate Change) criado pela ONU e Organização Meteorológica Mundial, com a finalidade de promover estudos paralelos e científicos sobre mudanças climáticas, reflexos de mudanças, e submetem os relatórios para as convenções entre países. Seus primeiros relatórios datam de 1990 de forma temática, e posteriormente passando a serem regulares sobre a situação do clima pelos continentes. Na década de 90, os compromissos declarados pela ONU denominados Pactos GLOBAIS (Global Compact), deram início a universalização do tema entre os países membros da ONU, contemplando temas com Direitos Humanos, Direitos do trabalho, Proteção Ambiental, Luta contra a corrupção, com adesão de mais de 4.000 empresas de 90 países, sendo no Brasil mais de 200 empresas signatárias. Ainda criado pela ONU, dado o profundo destaque internacional e a necessidade de atuar de forma temática, foi criada o PNUMA (programa das Nações Unidas para o Meio ambiente – 1990), presente hoje em mais de 177 países, criador de indicadores como IDH (índice de desenvolvimento humano) e do relatório de desenvolvimento humano (RDH) e as Metas do Milênio, que prevê objetivos até 2015 aos países signatários (agenda 21). A ONU ainda, em 1996 cria a Cúpula Mundial da Alimentação, com a presença de mais de 170 países, com objetivo de debater os reflexos ambientais e a atividade econômica na produção de alimentos. O Protocolo de Kyoto , criado no Japão em 1997 , assinado em 1998 e ratificado em 1999, Entrando em vigor em 2005 , depois da entrada da Rússia em 2004.
  18. 18. O Objetivo do Protocolo foi estabelecer um calendário global de redução de emissões atmosféricas de CO2(Dioxido de carbono), N2O(Oxido nitroso), CH4 ( Metano), HFC (HIdrofluorcarboneto), PFC(Perfluocarboneto), SF6 (Hexofluorsulfuroso), no período de 2008 a 2012. Foram na época estabelecidas ferramentas como o Comércio de Emissões , o mecanismo e desenvolvimento limpo (MDL) e a implementação conjunta (IC). De todos estes mecanismos, somente o MDL se aplica ao Brasil, devido a suas baixas taxas de emissões, e por ser um país ainda em desenvolvimento. Como acompanhamos em 2012, mais precisamente em Dezembro, as metas do protocolo foram renovadas pelos países, porém por um novo período (2013-2020), na rodada de negociações de DOHA. Na mesma época da década de 90, em que foram criados dois indicadores de sustentabilidade, IDH - índice de Desenvolvimento Humano e Pegada ecológica, pela ONU-PNUD, para mensurar o impacto da atividade humana nos recursos naturais, e avaliar o progresso das Nações, em torno da melhoria da qualidade de vida da população, além do PIB tradicionalmente calculado. Em 2002, fora realizada pelo PNUMA e os países signatários, a Convenção de Basiléia, que completou 20 anos, com a publicação de regras para a União Européia de controle de movimentos fronteiriços e indenizações sobre danos ambientais por dejetos perigosos. No Quênia, Wangari Maathai (Prêmio Nobel da Paz, 2004) , funda o movimento Cinturão Verde, que prioriza evitar a desertificação por meio do plantio de árvores por mulheres. Pela primeira vez uma ambientalista é premiada com o Nobel. Em 2006, foram publicados os primeiros relatórios pelo Painel IPCC intergovernamental, criado pelas Nações Unidas, sobre mudanças climáticas, alertando e publicando a relação das taxas de aquecimento global x as taxas de crescimento dos países e os reflexos ao meio ambiente, além de estudos científicos financiados pela própria ONU. EM 2012, com o advento da RIO+20, no Rio de Janeiro outro indicador foi apresentado pela ONU: o IRI – Índice de riqueza inclusiva - que mede os seguintes temas: qualidade do capital humano, produção, recursos naturais, e capital social (longevidade).
  19. 19. Todos estes eventos, ora simultâneo ou não, são considerados os “marcos históricos” de início da integração dos temas sociais , ambientais e econômicos globais e fortalecem a atuação em todos os países a cultura para a sustentabilidade. 1.2.4 - AMÉRICA LATINA Na América Latina, acompanhando o movimento americano e europeu sobre Responsabilidade Social Empresarial, deu-se inicio a vários programas, a saber: Rede Fórum Empresa de Responsabilidade Social com a presença de mais de 100 empresas de 18 países da América Latina. Conselho Internacional de Empresas para o Desenvolvimento sustentável (WBCSD), com foco na prática de negócios, desenvolvimento regional, energia/ clima, e ecossistemas, formado por empresas de todos os países da América Latina. Estudos publicados sobre os países são periodicamente publicados pelo órgão, com a visão da WBCSD para o ano de 2050. Em 2000, criado o protocolo de Cartagena , foi um acordo complementar sobre a diversidade biológica , estabelece regras de controle de modificações genéticas de alimentos, devido ao aumento das tecnologias de modificação genética. A sociedade civil organizada, também decidiu participar através de comunidades de estudos científicos e de participação social, como a RED PUENTES internacional. A iniciativa do setor financeiro (bancos) procurou envolver pequenos e médios empresários, com linhas de financiamento e apoio, com programas denominados FUMIN (Fundo Multilateral de investimentos), com foco em projetos de micro seguros, resíduos e lixo, distribuição de renda, energia, educação, entre outros temas. 1.2.5 - Movimento Ambiental Brasileiro :
  20. 20. No Brasil, em um breve resumo, iremos contemplar a onda de movimentos ocorridos com a temática ambiental e social ocorrida desde a década de 70, 80 e 90. Posteriormente, resumiremos os diversos programas, ferramentas e indicadores de gestão criados no país. O movimento ambiental brasileiro, deu-se início em meados da década de 50, com o ativista ambiental José Lutzemberger , engenheiro químico e empregado da empresa BASF. Pediu demissão da empresa por não concordar com as práticas da empresa e tornou-se consultor e empresário. Foi secretário do meio ambiente no Governo Collor em 1990, e fundou uma empresa serviços de consultoria ambiental. Historiadores como Sérgio Buarque de Holanda em seu livro (Monções – 1990) , Extremo Oeste (1986) , já tratavam o tema ambiental como flora, fauna, topografia, solos, navegabilidade, meios de transporte, alimentos, etc. O Sociólogo Gilberto Freire em publicou seu livro Nordeste (1985) onde seus capítulos são abordados os temas ambientais do país. O Geógrafo Aziz Ab´Saber em seus livros a História Geral da Civilização Brasileira (1985 e 1989) já apontava a história dos escravos africanos, colonos europeus e a crise da água. Estes, e tantos outros, foram fontes inspiradoras do movimento ambientalista brasileiro. A partir da RIO+92, o movimento ambiental organizado ganhou expressiva força com a atuação de entidades como União Protetora do Ambiente Natural (UPAN), com entidades como WWF Brasil, Greenpeace Brasil, SOS Mata Atlântica e muitos outros. Na década de 70, mais precisamente em 1973, fora criado a Secretaria do especial do Meio Ambiente (governo Emílio Médici), com a finalidade de acompanhar o assunto no mundo , porém com pouca ou nenhuma atuação no País. A presença destes institutos no país, auxiliou em muito a construção da Conferência das Nações Unidas, marcada para 1992. (RIO+92). Marcada para Junho de 1992, a Rio+92 , como foi conhecida, tinha a finalidade de debater as conclusões do Relatório de Brundtland (1987) , e comemorar os 20 anos da Convenção de Estocolmo, com a participação de 178 países, resultando na maior conferência global já realizada no mundo.
  21. 21. Ainda na RIO+92, O Brasil apresentou seu legado ao meio ambiente onde foi elaborada a CARTA DA TERRA BRASILEIRA, com a coordenação de Leonardo Boff (*) que passou pelo debate por mais de 46 países, 100 mil pessoas, passando por favelas a universidades, até que em março de 2000, ela foi aprovada. Contemplando temas como Meio ambiente, democracia, financiamento justo, pobreza, igualdade de direitos, Educação, sustentabilidade, Direitos Humanos e paz, o documento foi festejado por ser muito completo. Durante o evento da RIO+92, foi então formalizado e apresentado o compromisso Agenda 21 Brasileira, contemplando documentos importantes como a Carta da Terra, Declaração do Rio sobre Meio Ambiente, Declaração de princípios sobre uso das Florestas, Convenção sobre a diversidade Biológica e convenção de mudanças climáticas. Mesmo que com atraso de mais 20 anos, desde 1972, quando da declaração de Estocolmo, o evento da RIO+92, resultou em um documento completo, integral, e aprovado por mais de 170 países. Temas contidos na Agenda 21 Brasileira eram Meio Ambiente na tomada de decisões, florestas e montanhas, uso do solo, atmosfera, secas e desertificação, agricultura sustentável, diversidade biológica, proteção aos oceanos, proteção da água, químicos e agrotóxicos, politicas para resíduos, resíduos radioativos, biotecnologia, proteção da água, padrão de consumo sustentável, cooperação internacional, autoridades locais para aplicação da Agenda 21, comunidade científica, agricultura e fazendeiros, legislação, combate a miséria e pobreza, saúde humana, habitação, direitos humanos , equilíbrios de gêneros, sexo e raça, Fortalecimento da proteção a crianças e jovens, fortalecimento de sindicatos e trabalhadores, preservação e proteção de povos indígenas e apoio a formação de ONG´s e grupos sociais. A Segunda edição da Agenda 21, após consulta pública , revisou sua visão temática de sustentabilidade incluindo 06 temas principais : Gestão de recursos naturais, Agricultura sustentável, Cidades sustentáveis, Infra-estrutura e integração regional, Redução de desigualdades sociais e Ciência e Tecnologia para o desenvolvimento sustentável. Foram mais de 26 debates e mais de 5.800 sugestões de revisão.
  22. 22. Ficou então o Marco oficial Brasileiro, para o tema meio ambiente com a agenda do século 21. Toda a estrutura de Leis Brasileira, passou a ser desenhada e escrita a partir deste capítulo importante na História do Brasil. O Brasil passou então a possuir um plano de ação, um compromisso formal perante as metas do milênio, divulgar seus resultados e a ser monitorado internacionalmente. O Brasil estava inserido no panorama global para a Sustentabilidade. O Marco de 1992, deu início ao movimento do Terceiro Setor formalmente, e a toda base ambiental criada no país. 1.2.6 - MOVIMENTO SOCIAL: O movimento social brasileiro deu-se inicio de forma organizada e estruturada, em 1995, com a criação do GIFE (Grupo de Fundações , Instituições e Empresas) com presença de mais de 25 organizações decididas a realizarem investimentos sociais privados, e diminuir a desigualdade social Brasileira e assim contribuir com a pauta da agenda 21 Brasileira. Entidades sem fins lucrativos como Fundação IOCHPE, Fundação Bradesco, Fundação Carlos Chagas, Fundação Ayrton Senna, Fundação Abrinq, Fundação Vitor Civita, Instituto C&A, TV Globo, Microsoft, e muitos outros apoiam e participam do GIFE. Basicamente, o foco dos projetos sociais Brasileiros, e ainda continuam com este foco nos dias de hoje, são no combate a miséria extrema, alimentação, educação e acesso a saúde básica e redução de mortalidade infantil. Na época , este movimento deu-se o nome de “Terceiro Setor”, com a finalidade de auxiliar o Governo Brasileiro na implementação de programas Sociais, com foco em alimentação, educação, moradia, saúde, esporte e cidadania, assim como aconteceu nos Estados Unidos. O Brasil ainda luta pelo combate a fome nos dias de hoje. Em recente livro publicado, Destruição em Massa – Geopolítica da fome, o Sociólogo Jean Ziegler , ex-relator da ONU, critica duramente os programas sociais de combate a fome, por considerar que os programas existentes não são suficientes e os resultados são duvidosos.
  23. 23. Mais um tema da sustentabilidade Brasileira em fase ainda de concretização. Hoje no Terceiro Setor estima-se mais de 500 mil entidades, em mais de 10 modalidades e temas, que atuam em projetos sociais privados e em parceria com entidades publicas. Falar do Terceiro Setor, levaria mais um artigo completo somente sobre esse assunto. 1.3 - MOVIMENTOS DOS INSTRUMENTOS DE GESTÃO DA SUSTENTABILIDADE SETORIAIS Muitos são os programas e instrumentos setoriais existentes no mundo, América Latina e Brasil. Cada setor de atividade ao assinar e apoiar os tratados internacionais de reconhecimento, passaram a criar suas ferramentas de referência, adesão e monitoramento. E a cada dia novos instrumentos são criados e buscam o reconhecimento público e de instituições com a finalidade de monitorar a atividade empresarial e governamental no país. Abaixo, um quadro resumo dos diversos instrumentos e ferramentas existentes na América Latina, para apoio e difusão da Responsabilidade Social e sustentabilidade. Princípios do Equador Manual de princípios de países signatários do Mercosul, contemplando temas da sustentabilidade IBGC – Instituto Brasileiro de Governança corporativa Código Brasileiro das melhores práticas de governança corporativa CVM – Conselho e valores mobiliários Cartilha de boas praticas de governança FDC – Fundação Dom CAbral Instrumentos para avaliação da sustentabilidade e governança Carvão cidadão (Direito privado) criada em 2004 O instituto tem a finalidade de monitorar a atuação da indústria do carvão fornecedora das siderúrgicas Algodão Cidadão (direito Instituto (MT) com a finalidade de
  24. 24. privado) criado em 2005 promover ações na cadeia produtiva do algodão ABIOVE – Associação brasileira da indústria de óleos vegetais Promover estudos e ações na cadeia de fornecimento da indústria de óleos vegetais WBCSD – World Business Council for Sustainable Development Promover ações e projetos em negócios sustentáveis ICMM – Internacional Council of mining & Metals Conselhos das empresas de mineração com projetos em meio ambiente e segurança ETI – Ethical Trading Initiative Conselho de empresas do setor têxtil com projetos de renda , trabalho e meio ambiente Fair Labol Conselho de empresas do Setor Têxtil com projetos em trabalho, renda e meio ambiente Kimberley iniciative Conselho de países e empresas, com foco no roubo e comércio ilegal de diamantes – processo de certificação Processo de certificação MSC Entidade que certifica empresas de pesca e restaurantes AA1000 Forum de sustentabilidade de empresas afiliadas GTI – Global Transparency Initiative Iniciativa de abertura e monitoramento de instituições Financeiras Índice de sustentabilidade DOWN Jones Iniciativa da Bolsa de Valores Down Jones , formação de ações, fundos e rentabilidade, com regras de conduta empresarial FTSE4Good – Indices Britânicos Inciativa Britânica de bolsa de
  25. 25. da Bolsa de valores valores com regras de conduta empresarial Índices de Johanesburgo Iniciativa de Bolsa de Valores da África do Sul Índice Bovespa de ações Iniciativa Bolsa de Valores com regras de conduta empresarial ABRAPP – Associação Brasileira das Entidades fechadas de previdência Complementar e Instituto Ethos Entidade sem fins lucrativos, formada pelas empresas com foco na atuação sustentável , meio ambiente, Governança, e projetos sociais. 1.3.1. – INSTRUMENTOS DE GESTÃO E USO DE INDICADORES SETORIAIS PARA AS EMPRESAS – AMÉRICA LATINA, CARIBE E AMÉRICA CENTRAL Em pesquisa sobre instrumentos e indicadores orientativos de gestão, localiza-se mais de 15 entidades que oferecem tais métodos, sendo considerado um exemplo de motivação para o tema no mundo. Este número cresce a cada ano, à medida que novos institutos e órgãos são criados. Alguns relacionados: Instituto País IARSE Argentina COBORSE Bolívia IBASE Brasil AKATU Brasil INDICADORES ETHOS Brasil INDICADORES GIFE Brasil
  26. 26. INDICADORES FIDES Brasil INDICADORES FUNDAÇÃO DOM CABRAL Brasil INDICADORES ACCION Chile INDICADORES PROHUMANA Chile INDICADORES RI Chile INDICADORES CCRE Colômbia INDICADORES DERES Equador INDICADORES PERU 2012 Peru INDICADORES AED Costa Rica INDICADORES FUNDEMAS El Salvador INDICADORES CENTRARSE Guatemala INDICADORES CEDIS Panamá 1.3.1. – INSTRUMENTOS DE GESTÃO E USO DE INDICADORES SETORIAIS PARA AS EMPRESAS – EUROPA, ESTADOS UNIDOS Merece destaque os programas dos Estados Unidos e Europa, destacando-se também pela quantidade de Métodos e indicadores, oferecendo sistemas de avaliações empresariais. Todos os instrumentos criados acompanharam as evoluções de legislações, assim como no Brasil, porém com grau de envolvimento legal direto com institutos oficiais do governo Americano e Europeu. Alguns destacados: MS do ECO 4WARD Áustria Albatroz B&SB Bélgica TUUN ASKELEITA FB&S Finlândia
  27. 27. Guide CSR Europe Alliance França Guide de La Perfomance Global CJD França CR Index BITC Reino Unido Bilan Societal CJDES França Sigma Project BSI, FFF, e Accountability Grã Bretanha GRI GR3 Holanda Small & Better Business Journey SBC Reino Unido RCI Acountability Reino Unido The Natural Step WHH Suécia CSR Toolkit for SME COSORE Itália , Bélgica, Portugal 1.3.2 – ANÁLISE CRÍTICA SOBRE OS INSTRUMENTOS DE GESTÃO PARA AS EMPRESAS ANALISADOS Analisando criticamente tais instrumentos de gestão, percebe-se que todos sem exceção, com algumas diferenças em terminologia, ou em algum método, estão alinhados frente aos conceitos de Responsabilidade Social e Sustentabilidade definidos e acordados pelos movimentos internacionais ocorridos nos últimos anos. Podemos resumir as características de tais instrumentos em: Instrumentos Alinhamento conceitual Detalhamento dos itens prometidos IARSE Sim sim COBORSE Sim sim IBASE Sim sim AKATU Sim sim INDICADORES Sim sim
  28. 28. ETHOS INDICADORES GIFE Sim sim INDICADORES FIDES Sim sim INDICADORES FUNDAÇÃO DOM CABRAL Sim sim INDICADORES ACCION Sim sim INDICADORES PROHUMANA Sim sim INDICADORES RI sim sim INDICADORES CCRE sim sim INDICADORES DERES sim sim INDICADORES PERU 2012 sim sim INDICADORES AED sim sim INDICADORES FUNDEMAS sim sim INDICADORES CENTRARSE sim sim INDICADORES CEDIS sim sim Pelo quadro acima, percebemos que os Institutos procuraram alinhar conceitualmente seus instrumentos com um programa unificado de temas, e com a finalidade de não promover distorções conceituais. O alinhamento com os temas globais estabelecidos pela ONU, PNUMA e demais acordos internacionais e tratados assinados. A diferença entre um ou outro instrumento é o uso de indicadores quantitativos, ou forma de estabelecer planos de ação e monitoramento. Outra diferença, é que evidentemente cada Instituto trata especialmente um tema de seu escopo de atuação, interesse ou deficiência local. São temas comuns nos instrumentos de gestão analisados:
  29. 29. Valores, Visão, Missão Ética, Transparência e responsabilidade Governança e prestação de contas Tratamento de publico interno(emprego, renda, segurança, Direitos humanos) Meio ambiente, recursos naturais e impactos Fornecedores e gestão da cadeia produtiva Consumidores e clientes e consumo Comunidade , projetos sociais e ações sociais Governo, sociedade e Direitos Humanos Concorrência leal, Responsabilidade Tributária, Engajamento com stakeholders Ciência, tecnologia, inovação , cooperação e Educação O que se pode concluir que o objetivo primário, da coluna dos atores compostos da sociedade civil organizada, e associações empresariais, cumprem seu papel de divulgar e conceituar os pilares da Sustentabilidade empresarial e dos acordos internacionais estabelecidos e assinados. 1.3.3 – PONTOS DE MELHORIA DOS INSTRUMENTOS DE GESTÃO EMPRESARIAIS AVALIADOS Por serem voluntários, os instrumentos de gestão analisados, possuem graus muito distintos de adesão, muitas vezes muito baixos e por consequência de comprometimento da Indústria na qual representa. Alguns instrumentos são diferentes em termos de abrangência e a profundidade com que tratam a questão. Todos os instrumentos se utilizam do uso de questionários de auto avaliação, confronto métrico através de sistema de notas, pontuação final e produção de um relatório de adequação ou de conformidade final. Tal relatório serve para determinar e orientar as ações internas. Alguns instrumentos, utilizam-se de visitas ao local, para somente verificar distorções do relatório, ou do plano de ação elaborado, em relação ao método.
  30. 30. Alguns institutos e órgãos, oferecem o serviço de auditoria independente para avaliação do andamento de planos de ação elaborados. A grande maioria não oferece serviços nas instalações das empresas, para não confundir suas atividades com atividades de auditorias de terceira parte ou independentes. Poderíamos resumir os pontos de melhoria dos instrumentos da seguinte forma. As situações podem variar de um instrumento para o outro. São voluntários Abordam legislação de forma tímida ou adequada ao país em que atuam São “auto declarados” pelos avaliados Não possuem formas de verificação ou comprovação do declarado Não possuem acesso interno das organizações Não realizam monitoramentos ou acompanhamento de evolução Não estabelecem metas diretas de melhoria, correlacionando com necessidades e resultados de mercado Não acompanham ou consideram os “acidentes” ou ações das empresas no mercado, em seu sistema de avaliações São restritos ao escopo declarado pelo avaliado Não possuem interação com órgãos públicos ou de fiscalização (fechados à alimentação externa) de desempenho das empresas no mercado. BLOCO 2 - MOVIMENTO DE NORMATIZAÇÃO NO BRASIL E NO MUNDO Outro movimento muito importante no processo de consolidação da prática da Sustentabilidade empresarial no mundo, são as Normalizações internacionais de Práticas. Os processos de certificações no Brasil e no mundo, existentes são: ISO Suíça ISO26000/ISO9000/ISO1 4000
  31. 31. ISO Suécia – Responsabilidade e verificação de gases do efeito estufa ISO14064/5 FSC – Alemanha FSC IC Values Management System ZfW Alemanha VMSZfw Austrália - Australian Standards Corporate Social Responsibility AS8003 Israel Standard Israel SI 10000 Brasil ABNT ISO9001/ISO16001/ISO1 4001 Comissão Européia Emas CE Dinamarca Set Social Index DSI Espanha SGE 21 Foretica EUA OHSAS18001 EUA SA8000 Sustainable Development França SD 21000 Itália Qres Qres Cele Japão Ethics Compliance ECS2000 JBES Reino Unido Accountability AA1000 Reino Unido British Standards BS8555/8800/8900 Reino Unido Good Corporation Ltd Good corporation Reino Unido Community Mark BITC Reino Unido Investor in people UK 2.1.1 – PONTOS DE MELHORIA EM NORMAS EXISTENTES As normas assim como os instrumentos de gestão citados no capítulo acima, em sua grande maioria são voluntários, e organizados por entidades não governamentais. E ainda, são oferecidas pelas próprias empresas que a criaram, que fazem parte do negócio de certificações, e portanto fazendo parte de entidades de associações das próprias empresas muitas vezes (exemplo: ISO ).
  32. 32. Em resumo podemos apresentar algumas características das normas pesquisadas: São voluntários Abordam legislação de forma indireta ou em algumas vezes afirmam que “atender a norma, não significa atender a lei” Não estabelecem metas diretas de melhoria, correlacionando com necessidades e resultados de mercado Não acompanham ou consideram os “acidentes” ou ações das empresas no mercado, em seu sistema de avaliações, como canais oficiais divulgados São restritos ao escopo declarado pelo avaliado ou pelo CNPJ da empresa Não possuem interação com órgãos públicos ou de fiscalização (fechados a alimentação externa) de desempenho das empresas no mercado. 2.1.2. – PONTOS FORTES EM NORMAS EXISTENTES Não podemos deixar de destacar os pontos fortes do uso de normas internacionais: São avaliadas por processos de auditorias independentes (órgãos criadores das normas) Possuem acesso interno às organizações, e portanto possuem larga vantagem de informações Realizam monitoramentos constantes São importante referencial teórico e de processos São importantes referenciais para determinar padrões esperados de operação
  33. 33. BLOCO 3 – CONCLUSÕES 3.1 - EXPECTATIVAS EM RELAÇÃO AOS PROCESSOS DE CERTIFICAÇÕES Vemos pela própria introdução deste artigo, que a reivindicação em torno dos temas de sustentabilidade, tomou proporções fora do ambiente da academia, dos institutos de pesquisa, ou dos órgãos públicos. Conduziram a discussão de forma ampla, abrangente e democrática, com a participação popular. Buscaram o consenso da sociedade civil, de grupos técnicos de trabalho, da academia, das associações de classe, e mais recentemente de partidos políticos. Exemplo disso são as amplas conferências globais realizadas com chefes de estado e sociedade civil organizada sobre os temas da sustentabilidade. Existiria algum outro motivo pelo qual um órgão levaria tal debate a tal exposição, sem que os riscos e problemas não fossem reais? Então os atores envolvidos com o fornecimento de temas e teorias, devem se comprometer com a diminuição do espaço existente entre uma necessidade real, e promessa de solução. É justamente pelo fato dos riscos e problemas serem reais, que devemos analisar criticamente as contribuições dos instrumentos de gestão existentes e processos de certificações. Para não falarmos dos prêmios isoladamente concedidos. A expectativa foi criada e foi estabelecida na sociedade. A expectativa está sendo reforçada em universidades e na academia. Formando profissionais com graus de tolerância cada vez menores, para o mal desempenho de uma organização. A expectativa está sendo formada através de crianças e jovens, que se tornarão sociedades menos tolerantes a desvios de conduta. A expectativa é divulgada com força pelos meios de comunicação e imprensa , conquistando até os menos envolvidos com o tema. A expectativa em torno de uma marca, ou do comportamento de uma empresa, detentora de uma marca, vem se fortalecendo e se tornando real a mais de uma década. Em virtude disto, que empresas detentoras de certificados, deveriam na mesma ordem de importância de seu pioneirismo, serem exemplos no
  34. 34. tratamento das questões contempladas em suas normas. Portanto a expectativa em torno dos assuntos da sustentabilidade está em formação, e resultará em uma sociedade diferenciada no futuro. 3.2 - CREDIBILIDADE E CERTIFICAÇÕES Seria interessante que uma pesquisa ampla e sem restrições pudessem avaliar as opiniões de públicos técnicos e não técnicos, em torno dos resultados percebidos por empresas certificadas.. E ainda cruzar o desempenho real das empresas certificadas através dos órgãos oficiais envolvidas com os temas da sustentabilidade. Objeto de estudo já por entidades como o PNUMA/ONU, COPPEAD, GRI, e Instituto Ethos, o relatório “rumo a credibilidade”, em seu último ciclo do ano de 2010, avaliou os seguintes critérios: a) Identificação e priorização das questões b) Valores, princípios e políticas para o desenvolvimento sustentável c) Responsabilidade e estrutura para governança d) Procedimentos gerenciais e) Engajamento de Stakeholders f) Medição de desempenho de desenvolvimento sustentável g) Estabelecimento de metas h) Verificação Externa i) Padrões dos relatórios apresentados Foram objetos de estudos, as organizações brasileiras que atendessem a requisitos como: a) Listagem do índice de bolsa de valores de São Paulo b) Grande porte por receita bruta c) Presença no Índice de sustentabilidade Empresarial Bovespa d) Presença no banco de dados da corporate register 2007/2008 e) Presença no banco de dados da GRI em 2008 f) Relatório de sustentabilidade que tenha sido premiado g) Balanço Social com Selo IBASE 2007 h) Notório conhecimento por gestão voltada para a sustentabilidade
  35. 35. i) Multinacional cuja subsidiária pública possui relatório de sustentabilidade Em relação ao restante do mundo o Brasil possui 3,5% de participação em relação ao total de relatórios publicados , de um total de 131 relatórios. Dos 131 relatórios, a análise do FBDE (Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável), conclui que o resultado e qualidade dos relatórios ainda é mediano. A metodologia de estudo avaliou 4 dimensões da Gestão : Governança e Estratégia, Gestão, Apresentação de desempenho e acessibilidade e verificação. E classificados em categorias como: a) Sem informação b) Informação Superficial c) Sistemático d) Abrangente e) Integrado A pontuação média recebida foi de 48%, com a melhor nota 65% da empresa Natura e menor nota Even e Light com nota de 48%. Todas as empresas que participam em bolsa de valores, reforçam seus capítulos de gestão, com a apresentação das certificações ISO9001, ISO14001, OHSAS18001. Porém quando do advento da RIO+20, somente 21% das empresas listadas em bolsa de valores, elaboraram e apresentaram seus relatórios de sustentabilidade. Pesquisa realizada pela própria bolsa de valores (2012), com as empresas ausentes, concluiu que todas ainda se colocaram como “em fase de estruturação”. Outra conclusão da pesquisa, é que aquelas empresas que de alguma se envolveram em escândalos de corrupção, denúncias, acidentes ambientais, acidentes de consumo, autuações de fiscalização, não apresentaram seus relatórios de sustentabilidade.
  36. 36. De qualquer forma, são interessantes as conclusões do Estudo FBDS, PNUMA sobre os relatórios elaborados. Os pontos de deficiência são: a) Os relatórios não apresentaram visão de futuro desafiadora e inovações/ambições; b) Os relatórios deveriam melhor demonstrar como a sustentabilidade gera valor para os acionistas; c) Não contemplavam toda a cadeia de valor, dos fornecedores ao consumidor final; d) Os relatórios de sustentabilidade não estavam integrados aos relatórios financeiros; e) Os relatórios não estabeleciam metas desafiadoras e comparativas de resultados, de forma que dificultou a analise de resultados concretos; f) Os relatórios não demonstravam ações concretas e mensuráveis, para soluções de problemas do clima, biodiversidade, água, e outras questões da sustentabilidade. O relatório FBDES/PNUMA, finaliza solicitando que as empresas “saiam de suas zonas de conforto”. Por estes pontos elencados, vemos que mesmo empresas certificadas por normas internacionais, os resultados concretos são deficientes, incluindo as práticas de gestão, tão preconizadas por tais normas. Vale lembrar que todas as normas, sem exceção possuem em seus requisitos, exigências como objetivos, metas, políticas e melhoria contínua sistematicamente, o que se corretamente aplicados, proporcionariam excelentes resultados. Adicionalmente aos resultados dos estudos, temos os diversos resultados divulgados em veículos de comunicação, sobre a atuação das empresas no mercado que muitas vezes não são acompanhadas. Então podemos concluir que o processo de fortalecimento da credibilidade dos processos de certificações no Brasil, ainda está em processo?
  37. 37. Não podemos concluir que empresas certificadas, necessariamente contribuem de forma significativa com resultados concretos, para os temas da sustentabilidade, ou para elas mesmas (beneficiadas diretas ). Ou pelo menos afirmar com toda segurança que a adoção das normas pelas empresas, não proporcionou a elas a oportunidade de mostrar seus resultados obtidos (pelo menos nas oportunidade que tiveram). Resta-nos saber se em próximos ciclos, se as organizações voltarão a utilizar o argumento do uso das normas como ferramentas de gestão de forma decididamente importante para conquista de resultados. Pois até o momento, as normas não auxiliaram as organizações a demonstrar tais resultados. 3.3- INOVAÇÕES EM CERTIFICAÇÕES E INSTRUMENTOS DE GESTÃO Devemos recordar os pontos de deficiência dos processos de certificação citados neste artigo : São voluntários Abordam legislação de forma indireta ou em algumas vezes afirmam que “atender a norma, não significa atender a lei” Não estabelecem metas diretas de melhoria, correlacionando com necessidades e resultados de mercado Não acompanham ou consideram os “acidentes” ou ações das empresas no mercado, em seu sistema de avaliações, como canal oficial divulgado São restritos ao escopo declarado pelo avaliado ou pelo CNPJ da empresa Não possuem interação com órgãos públicos ou de fiscalização (fechados a alimentação externa) de desempenho das empresas no mercado. Reconhecer e diagnosticar um problema, muitas vezes é fácil. O maior desafio é o de sugerir melhorias ou caminhos.
  38. 38. Iremos debater um pouco os caminhos que poderia contribuir dentro deste processo de fortalecimento/resgate da credibilidade do mercado de certificações em sustentabilidade, beneficiando as próprias organizações que as adotam. Após a análise histórica do processo de conscientização global sobre a sustentabilidade, proposto neste artigo. Após a análise metodológica, dos instrumentos e normas existentes. Após conhecermos a expectativa em torno do tema. Poderíamos sugerir um plano de inovação para reforço da credibilidade das certificações, que contemplasse 06 pilares de visões : VISÕES DA INOVAÇÃO a) Rever o papel institucional dos organismos de certificação b) Aprimorar o relacionamento externo do mercado de normas com a sociedade c) Aumentar a abrangência e profundidade de adesões às normas d) Monitorar o desempenho das organizações de forma mais aprofundada e) Tornar transparente e pública os resultados das organizações certificadas f) Formar um banco integrado de avaliações públicas contemplando todas as avaliações realizadas nas empresas (públicas e privadas) 3.3.1 – Rever o papel institucional dos organismos de certificação Rever o papel dos organismos de certificação em sistemas de gestão, significa trazê-los a um grau de importância oficial, social e de real contribuição à estabilidade das organizações. Este assunto nos remete ao início dos processos de certificação realizados no Brasil, nos anos de 1994, 1995 e 1996, onde as auditorias eram realizadas pelo Inmetro diretamente.
  39. 39. Fazer com que os processos de certificação recebessem mais visibilidade e mais importância dentro de órgãos federais e oficiais, como por exemplo ANATEL, ANEEL, Inmetro e outros. Poderíamos citar como exemplo, atribuir a responsabilidade por validar os indicadores de qualidade de empresas de telefonia, oficialmente. 3.3.2 - Aprimorando o relacionamento externo Fazer com que os processos de certificação pudessem ser melhor entendidos pela sociedade, órgãos de fiscalização, e até a população, criaria um positivo canal de comunicação com a sociedade. Proporcionaria uma aproximação da sociedade com os organismos de certificação, e traria maior visibilidade e importância ao processo de concessão de certificados. Poderíamos citar como exemplo, um organismo de certificação participar de audiências públicas, com a finalidade de coletar expectativas de stakeholders em um processo de concessão de licenciamento ambiental. OU ainda, possuir canais de pesquisa com consumidores ou até ouvidorias para aprimorar o relacionamento com a sociedade. 3.3.3 – Aumentar a abrangência e adesão as normas Aumentar a adesão das normas, significa torná-las compulsórias. Devemos recordar que o Brasil é um país continental com mais 5 milhões de empresas, e que a penetração das adesões em certificações em sistemas de gestão ainda é mínima. Dados aproximados de certificados emitidos no Brasil , são: ISO9001 – aproximadamente 50 mil certificados emitidos ISO14001 – aproximadamente 1.500 certificados emitidos OHSAS18001 – aproximadamente 1000 certificados emitidos SA8000 – aproximadamente 100 certificados emitidos NBR16001/ISO26001 – não superior a 5 certificados emitidos. Seria salutar que a adoção de normas de sistemas de gestão, como forma de estruturar as empresas minimamente, aumentaria suas chances de sobrevivência e sucesso. Além de reforçar a cultura pela sustentabilidade.
  40. 40. 3.3.4 – Aprimorar o monitoramento das empresas certificadas É fundamental que o processo de monitoramento durante a manutenção de uma certificação seja aprimorado. Aplicando as duas primeiras visões, de forma simultânea, facilitaria em muito o processo de monitoramento de uma empresa certificada. Seria sugerir um processo de monitoramento que incluísse (exemplos): a) Ouvir órgãos de fiscalização e instituições governamentais (ministérios, banco central, tribunais de contas, etc) b) Ouvir a sociedade e órgãos de representação (ex.: procons) c) Ouvir e interagir com agências reguladoras e controladoras de atividades industriais (ex.: sindicatos, ANVISA, Vigilância Sanitária, delegacias do trabalho, Banco Central, Inmetro, etc) d) Monitorar denúncias , acidentes de consumo, acidentes ambientais e outros incidentes na sociedade e) Monitorar denúncias de ministério público 3.3.5 – Tornar públicas e transparentes os resultados das empresas certificadas Fazer com que os resultados que são temas da sustentabilidade sejam públicas é um grande desafio e uma melhoria significativa na forma de construir a reputação de uma marca e organização. Além de formar a imagem das marcas através de mídia de massa e campanhas de marketing, se faz necessário que existe uma forma oficial de demonstrar os resultados de seu desempenho organizacional, que envolvam os temas da sustentabilidade. Seria um oportunidade única para que as empresa séria brasileira, e que são muitas, poderem reforçar suas imagens institucionais e criar um vinculo de confiança cada vez maior com seu público consumidor. 3.3.6 – Formar um Banco integrado de informações sobre as avaliações realizadas em empresas certificadas
  41. 41. O desafio desta inovação será fazer com que os diversos institutos e órgãos envolvidos no processo de concessão de licenças, outorgas, autorizações, certificações e prêmios, possam interagir seus relatórios de avaliações. Tornar coerente o processo de concessão de uma certificação, mediante a aprovação de órgãos envolvidos com os assuntos da sustentabilidade. Como por exemplo, imaginar que fosse possível um órgão como a Vigilância sanitária, conceder uma licença de funcionamento, mediante a uma visita ao local, e a consulta a relatórios de certificação dos processos das empresas. Ou ainda, a concessão de uma certificação ISO9001 ou ISO14001, mediante a consulta oficial à órgãos públicos envolvidos com o tema . Seria definitivamente a aplicação do conceito de Engajamento dos stakeholders dentro do mercado de certificações. Aplicar o conceito dentro do próprio processo normativo. Assim como realizado em países da Europa. Comentários Finais Uma vez aplicada às linhas de visão da inovação em processos de certificações, premiações e até elaboração de relatórios de sustentabilidade, conseguiríamos tornar os processos mais próximos da realidade, incentivando as organizações a promoverem modificações profundas em suas práticas de gestão, e aproximaríamos estes processos da sociedade. Melhorando sua credibilidade. Ou então continuaremos da forma que está. Submetida às interpretações subjetivas e circunstanciais, construídas por campanhas mercadológicas. Sem possível existir a oportunidade de demonstrar e provar a coerência das campanhas realizadas.
  42. 42. Entraríamos então em uma fase de coerência, objetividade , transparência e integração completa entre os vário processos de reconhecimento. Deixemos então duas perguntas para reflexão: 1) Em que ponto está a credibilidade de normas internacionais/instrumentos de gestão e prêmios, perante as expectativas e necessidades da sociedade? 2) Em qual medida as normas contribuem de fato para a melhoria da qualidade de vida da sociedade, tal qual a forma com que está implantada hoje? Se a resposta for, “não sabemos ao certo”, essa então deveria ser a hora de pesquisar e inovar. Ou como qualquer outro produto, por falta de inovação, eles poderão morrer pela descrença da credibilidade e pela imensa distância entre a teoria e a realidade/prática. E então correremos o risco de perder estas importantes ferramentas que nos ensinam os caminhos da sustentabilidade. Sob a justificativa subjetiva de que a “teoria é diferente na prática”. BIBLIOGRAFIA, BIOGRAFIAS, PÁGINAS OFICIAIS E DOCUMENTOS PESQUISADOS 1) Roosevelt, Theodore An Autobiography, 1913, The MacMillan Company, "On October 27, 1858, I was born at No. 28 East Twentieth Street, New York City..." 2) Thayer, William Roscoe (1919). Theodore Roosevelt: An Intimate Biography, Chapter I, p. 20. Bartleby.com. (em inglês) Página visitada em 1 de setembro de 2012. 3) Roosevelt, Theodore (1913) – O Rio da Duvida , história sobre expedição de Roosevelt pela Amazônia , juntamente com Marechal Candido Rondon . 4) 1906, Site do Prêmio Nobel da Paz: http://www.nobelprize.org/nobel_prizes/peace/laureates/1906/ - visitado em 17.03.2013
  43. 43. 5) Site do gabinete de Presidentes Americanos: http://www.u-s- history.com/pages/h1435.html visitado em 17.03.2013 6) 1906, Fundação Theodore Roosevelt: http://www.theodoreroosevelt.org/ - visitado em 17.03.2013 7) 1962, Site da Fundação Rachel Carson, http://www.rachelcarson.org/ - visitado em 17.03.2013 8) 1974, Vídeo entrevista Sherwood Rownland: http://www.vega.org.uk/video/programme/119 - visitado em 17.03.2013 9) Prêmio Nobel em Quimica , Sherwood Rownland: http://www.nobelprize.org/nobel_prizes/chemistry/laureates/1995/index.html - visitado em 17.03.2013 10) 1974 , Paul Ehrlic Institut : http://www.pei.de/DE/home/de-node.html - visitado em 17.03.2013 11) 1973; Convenção Internacional das espécies da fauna e da flora silvestre ameaçadas de extinção (CITIES): http://www.cites.org/eng/disc/text.php - visitado em 17.03.2013 12) 1972, Site do Clube de Roma: http://www.clubofrome.org/?p=4771 - visitado em 17.03.2013 13) 1972, Publicações Clube de Roma: http://clubofrome.org/cms/?cat=45 - visitado em 15.03.2013 14) Site oficial – Cupula Mundial da Alimentação - https://www.fao.org.br/vernoticias.asp? id_noticia=862 – visitado em 15.04.2013 15) Site Governo britânico- Lei do Ar Puro: https://www.gov.uk/government/publications/the-future- of-the-clean-air-act - visitado em 15.03.2013 16) Jan Tinbergen em site do neps ( Network of European Peace Scientists) : http://www.europeanpeacescientists.org/jan.html - visitado em 15.03.2013 17) 1976, Publicações Diretrizes OCDE para empresas multinacionais e estatais: Site OCDE: http://www.oecd.org/daf/ca/corporategovernanceofstate-ownedenterprises/42524177.pdf - visitado em 17.03.2013 18) 1976, HABITAT I, conferência Internacional, Vancouver: http://www.unhabitat.org/downloads/docs/924_21239_The_Vancouver_Declaration.pdf - visitado em 17.03.2013 19) 1976, HABITAT : http://www.unhabitat.org/categories.asp?catid=9 - visitado em 17.03.2013 20) 1977. Bibliografia, Premio Nobel da Paz, 2004, Wangari Muta Maathai: http://www.nobelprize.org/nobel_prizes/peace/laureates/2004/maathai.html - visitado em 17.03.2013 21) Donald Woster, Livro e Filme The Dust Bowl http://labhe.historia.ufrj.br/php/EUA_Donald_Worster.php - visitado em 15.04.2013 22) 1987. Brundtland, O relatório de Burthland, Nosso Futuro Comum: http://conspect.nl/pdf/Our_Common_Future-Brundtland_Report_1987.pdf - visitado em 17.03.2013
  44. 44. 23) UNESCO, Texto conferência sobre a biosfera: http://www.unesco.org/new/en/natural- sciences/environment/ecological-sciences/related-info/publications/mab-official- documents/ - visitado em 17.04.2013 24) Publicações oficiais UNESCO: http://www.unesco.org/new/en/natural- sciences/environment/ecological-sciences/related-info/publications/- visitado em 17.04.2013 25) Relatório Nicholas Stern, Relatório sobre mudanças climáticas (UK – 2001): http://webarchive.nationalarchives.gov.uk/+/http://www.hm- treasury.gov.uk/stern_review_report.htm - visitado em 15.04.2013 26) Declarações de Direitos Humanos (ONU) : http://www.pnuma.org/docamb/mh1972.php - visitado em 17.04.2013 27) Declaração de Estocolmo(1972): http://portal.iphan.gov.br/portal/baixaFcdAnexo.do?id=243 28) SLAP – Sistema de Licenciamento União Européia: http://www.misp-serbia.rs/?page_id=28 – visitado em 15.04.2013 29) Convenção de Roterdã sobre o procedimento de consentimento prévio e livre agrotóxicos: http://www.mma.gov.br/seguranca-quimica/convencao-de-roterda - visitado em 15.04.2013 30) Protocolo de Cartagena, 2000 - http://bch.cbd.int/protocol/background/ - visitado em 15.04.2013 31) Convenção de Basiléia – controle fronteiriço - http://www.basel.int/Portals/4/Basel %20Convention/docs/text/BaselConventionText-s.pdf - visitado em 15.04.2013 32) Site oficial Convenção de Roterdã: http://www.pic.int/ - visitado em 15.04.2013 33) União Européia – comissão de estudos da comunidade (2002): http://eur- lex.europa.eu/LexUriServ/site/en/com/2002/com2002_0347en01.pdf 34) América Latina, Rede de empresas e Responsabilidade Social: http://www.empresa.org/ 35) IPCC – Intergovernmental Panel on climate change – relatórios publicados: http://bch.cbd.int/protocol/background/ - visitado em 15.04.2013 IPCC – relatorio 1990 - http://www.ipcc.ch/publications_and_data/publications_ipcc_first_assessment_1990_wg1.shtml# .UYEkHrVwqS
  45. 45. A percepção dos gestores dos meios de hospedagem certificados em sustentabilidade –caso da certificação NBR 15401 no Brasil. Claudio Alexandre de Souza1 * Rafaela Caroline Simão Álvares2 * Resumo A certificação em sustentabilidade vem sendo objeto de estudo de gestores não somente na hotelaria, mas em diferentes áreas de conhecimento visto que ela é uma forma de contribuição para a melhoria na relação das empresas com a sociedade. O objetivo do presente estudo é analisar a certificação nos meios de hospedagens certificados na NBR 15401:2006 – sustentabilidade para os meios de hospedagem. A metodologia deste estudo é resultado de pesquisa documental, bibliográfica relativa à certificação em sustentabilidade. Para esse estudo foi realizada pesquisa de campo com entrevista semiestruturada e amostra censitária junto aos meios de hospedagem certificados pela NBR 15401:2006. Os resultados apresentados podem contribuir para a compreensão da certificação em sustentabilidade nos meios de hospedagem do Brasil, visto ser pioneiro no país, com uma norma tida como referência em nível internacional. Uma vez que a necessidade de elaboração de formas de controle adequado para elaboração de dados relativos aos processos operacionais e administrativos que afetam as dimensões da sustentabilidade a fim de compreender efetivamente quais são os resultados internos e externos que o processo de certificação em sustentabilidade promove. Palavras-chave: Certificação; Sustentabilidade; Meio de Hospedagem; NBR 15401:2006. Abstract: The certification in sustainability has been studied by managers not only in hotels, but in different areas of knowledge since it is a form of contribution to the improvement in the ratio of companies with society. The aim of this study is to analyze the means of lodging certification certified in NBR 15401:2006 - Sustainability for lodging facilities. The methodology of this study is the result of desk research, literature on the certification of sustainability. For this study was conducted field research with semi-structured interview and sample census along with lodging facilities certified by NBR 15401:2006. These results can contribute to the understanding of sustainability certification in the lodging facilities in Brazil, as a pioneer in the country, with a standard reference regarded as internationally. Once the need for developing ways to control suitable for preparation of data for operational and administrative processes that affect the dimensions of sustainability in order to effectively understand what are the internal and external results that sustainability certification process promotes. Keywords: Certification, Sustainability, Environment Hosting; NBR 15401:2006. Introdução No início do século XXI os processos de certificação se consolidaram como uma forma adequada para orientação das empresas quanto à forma correta de atuação para 1 Doutorando em Geografia – UFPR; Mestre em Hospitalidade – UAM; Bacharel em Turismo em Hotelaria – UNIVALI. Professor do Curso de Bacharelado em Hotelaria – UNIOESTE Campus de Foz do Iguaçu. E-mail: cas_tur@yahoo.com.br. 2 Bacharel em Hotelaria - – UNIOESTE Campus de Foz do Iguaçu. E-mail: rafaella_alvares@hotmail.com. **Curso de Bacharelado em Hotelaria – UNIOESTE Campus de Foz do Iguaçu. Avenida Tarquínio Joslin dos Santos, 1300 – Polo Universitário – CEP 85.870-650. Caixa postal, 961 – Foz do Iguaçu – PR. 1
  46. 46. melhorar os processos internos de operação a fim de atender a demanda de melhoria da qualidade. Contudo é fundamental entender o que acontece com as empresas nas quais foram implementados esses programas de certificação, uma vez que apenas esses programas não são fatores que implicam diretamente no surgimento de melhorias internas e externas para as empresas. O objetivo do presente estudo é analisar a percepção dos gestores dos meios de hospedagens certificados na NBR 15401:2006 – sustentabilidade para os meios de hospedagem sobre o processo e a certificação que obtiveram para os seus respectivos meios de hospedagem. Pesquisas como as realizadas por Chung e Parker (2010), Alvares (2011) e Arenhart (2011) identi