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INTRODUÇÃONa história econômica brasileira, o conceito de ciclos econômicos é utilizado para identificaros movimentos de c...
governo de Getúlio Vargas até o Regime Militar, com especial ênfase na gestão de JuscelinoKubitschek.Valendo-se de polític...
FUMO       O fumo teve um importante papel no setor de produção do município de Descalvado.Quem introduziu o fumo em nossa...
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um fogão à lenha, um tacho e uma excelente doceira. Não devemos esquecer a fábrica depregos, a fábrica de facas, e as dema...
1954, a indústria têxtil toma novo impulso, nasce a Tecelagem São Dimas da sociedadeformada pelos senhores Ricardo Garbin,...
Pecuária; Irmãos Cirelli; Rações Anhanguera, PRIMASA Indústria e Comércio de Rações,SOADE     Sociedade Avícola      Desca...
AGRICULTURA       Principais culturas:       Cana de Açúcar.- 11.600 ha plantados       Laranja...........- 11.118 ha plan...
redução no número de cabeças, a produção de leite era de 12.000.000 litros em 1965. Se porum lado a pecuária se contrai, n...
havia alcançado grandes trechos do planalto ocidental, em áreas cada vez melhores para ocafé. Na década de 1870-80, os caf...
exclusiva da grande propriedade, que cede lugar aos primeiros minifúndios. O municípioapresenta nessa época característica...
fazendas, uma criação racional, empregando-se rotação de pastos e seleção do gado. Destaforma, apesar de ter-se mantido co...
deixaram marcas na paisagem agrícola atual, umas mais destacadas como as do café, outras jámais apagadas por terem sido me...
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  1. 1. CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇAO TECNOLOGICA – CEFET UNIDADE DE ENSINO DESCENTRALIZADA DE IMPERATRIZ - UNEDI Jhamyson Galvão Cabral Filipe Rhuan Vieira de Sá Cruz PRINCIPAIS CICLOS DA ECONOMIA BRASILEIRA Imperatriz 2007
  2. 2. CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇAO TECNOLOGICA CEFET Jhamyson Galvão Cabral-Nº16 Filipe Rhuan Vieira de Sá Cruz-Nº 232/IPRINCIPAIS CICLOS DA ECONOMIA BRASILEIRA Trabalho apresentado a professora Alencar, da disciplina de Geografia, para obtenção de nota parcial do primeiro semestre do ano corrente. Imperatriz 2007
  3. 3. INTRODUÇÃONa história econômica brasileira, o conceito de ciclos econômicos é utilizado para identificaros movimentos de crescimento e declínio das atividades extrativas ( ciclo do pau-brasil), daprodução agrícola ( borracha, cana-de-açúcar, cacau, café) e mineradora ( ouro).A economia brasileira viveu vários ciclos ao longo da História do Brasil. Em cada ciclo, umsetor foi privilegiado em detrimento de outros, e provocou sucessivas mudanças sociais,populacionais, políticas e culturais dentro da sociedade brasileira.O primeiro ciclo econômico do Brasil foi a extração do pau-brasil, madeira avermelhadautilizada na tinturaria de tecidos na Europa, e abundante em grande parte do litoral brasileirona época do descobrimento (do Rio de Janeiro ao Rio Grande do Norte). Os portuguesesinstalaram feitorias e sesmarias e contratavam o trabalho de índios para o corte ecarregamento da madeira por meio de um sistema de trocas conhecido como escambo. Alémdo pau-brasil, outras atividades de modelo extrativista predominaram nessa época, como acoleta de drogas do sertão na Amazônia.O segundo ciclo econômico brasileiro foi o plantio de cana-de-açúcar, utilizada na Europapara a manufatura de açúcar em substituição à beterraba. O processo era centrado em torno doengenho, composto por uma moenda de tração animal (bois, jumentos) ou humana. O plantiode cana adotou o latifúndio como estrutura fundiária e a monocultura como método agrícola.A agricultura da cana introduziu o modo de produção escravista, baseado na importação eescravização de africanos. Esta atividade gerou todo um setor paralelo chamado de tráficonegreiro. A pecuária extensiva ajudou a expandir a ocupação do Brasil pelos portugueses,levando o povoamento do litoral para o interior.Durante todo o século XVII, expedições chamadas entradas e bandeiras vasculharam ointerior do território em busca de metais valiosos (ouro, prata, cobre) e pedras preciosas(diamantes, esmeraldas). Afinal, já no início do século XVIII (entre 1709 e 1720) estas foramachadas no interior da Capitania de São Paulo (Planato Central e Montanhas Alterosas), nasáreas que depois foram desmembradas como Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, dandoinício ao ciclo do ouro. Outra importante atividade impulsionada pela mineração foi ocomércio interno entre as diferentes vilas e cidades da colônia, propicionada pelos tropeiros.O café foi o produto que impulsionou a economia brasileira desde o início do século XIX atéa década de 1930. Concentrado a princípio no Vale do Paraíba (entre Rio de Janeiro e SãoPaulo) e depois nas zonas de terra roxa do interior de São Paulo e do Paraná, o grão foi oprincipal produto de exportação do país durante quase 100 anos. Foi introduzida porFrancisco de Melo Palheta ainda no século XVIII, a partir de sementes contrabandeadas daGuiana Francesa.Em meados do século XIX, foi descoberta que a seiva da seringueira, uma árvore nativa daAmazônia, servia para a fabricação de borracha, material que começava então a ser utilizadoindustrialmente na Europa e na América do Norte. Com isto, teve início o ciclo da borrachano Amazonas (então Província do Rio Negro) e na região que viria a ser o Acre brasileiro(então parte da Bolívia e do Peru). chamado desenvolvimentismo (ou nacional-desenvolvimentismo) foi a corrente econômica que prevaleceu nos anos 1950, do segundo
  4. 4. governo de Getúlio Vargas até o Regime Militar, com especial ênfase na gestão de JuscelinoKubitschek.Valendo-se de políticas econômicas desenvolvimentista desde a Era Vargas, na década de1930, o Brasil desenvolveu grande parte de sua infra-estrutura em pouco tempo e alcançouelevadas taxas de crescimento econômico. Todavia, o governo muitas vezes manteve suascontas em desequilíbrio, multiplicando a dívida externa e desencadeando uma grande ondainflacionária. O modelo de transporte adotado foi o rodoviário, em detrimento de todos osdemais (ferroviário, hidroviário, naval, aéreo).Desde a década de 1970, o novo produto que impulsionou a economia de exportação foi asoja, introduzida a partir de sementes trazidas da Ásia e dos Estados Unidos. O modeloadotado para o plantio de soja foi a monocultura extensiva e mecanizada, provocandodesemprego no campo e alta lucratividade para um novo setor chamado de "agro-negócio". Ocrescimento da cultura da soja se deu às custas da "expansão da fronteira agrícola" na direçãoda Amazônia, o que por sua vez vem provocando desmatamentos em larga escala. A crise daagricultura familiar e o desalojamento em massa de lavradores e o surgimento dosmovimentos de sem-terra (MST, Via Campesina).Entre 1969 e 1973, o Brasil viveu o chamado Milagre Econômico, quando um crescimentoacelerado da indústria gerou empregos não-qualificados e ampliou a concentração de renda.Em paralelo, na política, o regime militar endureceu e a repressão à oposição (tantoinstitucional quanto revolucionária/subversiva) viveu o seu auge. A industrialização, noentanto, continuou concentrada no eixo Rio de Janeiro-São Paulo e atraiu para esta regiãouma imigração em massa das regiões mais pobres do país, principalmente o Nordeste.Da Crise do Petróleo até o início dos anos 1990, o Brasil viveu um período prolongado deinstabilidade monetária e de recessão, com altíssimos índices de inflação (hiperinflação)combinados com arrocho salarial, crescimento da dívida externa e crescimento pífio.Já na década de 80, o governo brasileiro desenvolveu vários planos econômicos que visavamo controle da inflação, sem nenhum sucesso. O resultado foi o não pagamento de dívidas comcredores internacionais (moratória), o que resultou em graves problemas econômicos queperdurariam por anos. Não foi por acaso que os anos 80, na economia brasileira, ganharam oapelido de "década perdida".No governo Itamar Franco o cenário começa a mudar. Com um plano que ganhou o nome dePlano Real a economia começa a se recuperar. Pelas mãos do então ministro da Fazenda,Fernando Henrique Cardoso, que elegeria-se presidente nas eleições seguintes por causadisso, alija o crescimento econômico do país em nome do fortalecimento das instituiçõesnacionais com o propósito de controlar a inflação e atrair investidores internacionais.Reconhecendo os ganhos dessa estratégia, o governo do presidente Lula, que tanto o haviacriticado quando na oposição, mantém suas linhas gerais, adaptando apenas alguns conceitosao raciocínio esquerdista moderado do Partido dos Trabalhadores.
  5. 5. FUMO O fumo teve um importante papel no setor de produção do município de Descalvado.Quem introduziu o fumo em nossas terras foi Tomé Ferreira da Silva, que já o cultivava emsua terra natal Santo Antônio do Machado em Minas Gerais. No ano de 1886, quando o tremchegou a Descalvado trazendo D. Pedro II, produziam-se em nosso município os afamadosfumos “Tomé Ferreira” e “Descalvado”, então reputados como os melhores da Província. Masa cultura do fumo já vinha se desenvolvendo antes deste ano, pois nos anos de 1871 e 1872 jáeram encontrados anúncios do fumo de Descalvado, no jornal “Gazeta de Campinas”. Osanúncios das casas comerciais da época, tanto da Capital como da cidade de Campinas,faziam referências as mais elogiosas sobre o fumo de Descalvado, alertando os fregueses comos seguintes dizeres: “Aos amantes do bom fumo, pede-se que não deixem de ver, porque comcerteza não encontram igual em qualquer outra parte”. Os dados históricos informam que aofinalizar-se o século XIX, a fumicultura já estava decadente, segundo publicação no“Almanack da Província de São Paulo”, ressaltando-se que naquela altura, a cultura, emgrande escala, era do café, calculando-se em 16 milhões o número de cafeeiros e dizendo-seque o fumo era cultivado em pequena escala, estando quase abandonado o seu fabrico,embora em 1924, a publicação “Os Municípios Paulistas” mencionasse entre as culturas deDescalvado, a do fumo, com “275 arrobas de excelente fumo”. Além de Tomé Ferreira, outrofamoso produtor de fumo no Município foi Pedro de Alcântara Camargo que tem seu nomeperpetuado em uma via pública da cidade.CAFÉ Vamos iniciar com o Parecer da Comissão Central de Estatística de 1886 - “Sãofertilíssimas as terras de Descalvado, especialmente para o cultivo do café, cuja produçãoanual é de 400 mil arrobas, devendo dentro de pouco tempo atingir essa produção a 600 milarrobas, devido a enorme quantidade de novos cafeeiros que existem e que ainda produzem.”Descalvado era uma das maiores fontes produtoras do estado, usufruindo com o dinheiro quea exportação do café trazia para a cidade. Com terras excelentes, obtida imediatamente àderrubada das matas que chegavam a adentrar a cidade. Descalvado era rodeado das melhoresfazendas do café. No ano de 1878, Descalvado era o terceiro maior produtor de café, a junto
  6. 6. com outros 17 municípios paulistas, enviaram para a França duas mil sacas de café que foramexpostas na Exposição Universal de Paris. Os principais produtores de café eram asfazendas: Palmeiras, de Paulo de Souza Queiroz com 35 mil arrobas; a Tamandaré, de Ináciode Mendonça Uchoa com 22 mil arrobas; a Lagoa Alta, de Elisiário Ferreira de Andrade com20 mil arrobas; a Monte Alverne, de José Ferreira de Figueiredo com 18 mil arrobas; a SantaMaria, de Rafael de Aguiar com 18 mil arrobas; a São Rafael, do Coronel Tobias com 18 milarrobas; a Jaguarandi e a Bela Aliança, de Nicolau de Souza Queiroz com 12 mil arrobascada; a São João da Aliança, de Antonio Alves Aranha com 12 mil arrobas; a São Salvador, deValentim Tobias de Oliveira com 8 mil arrobas e as menores: Monte Alegre de Penteado eSerra; Sta Rita de Cândido Camargo; Graciosa de Sebastião Penteado; Santa Maria daBaronesa de Limeira; Batalha de José Joaquim de Faria; Bom Retiro de Adolfo Borges;Canadá de Francisco Aranha; São Miguel de Hermínea Whitaker; Lageado de ManoelOliveira Leme; Monte Olimpo de Jacinto Penteado; Batalha de Rafael Tobias de OliveiraSobrinho; São Domingos de Antonio Casati e Santa Etelvina de Olímpio Portugal. O café eraescoado primeiramente por via fluvial por vapores que percorriam o rio Mogi-Guaçu na épocanavegável, até o povoado de Porto Ferreira ou subindo desde Araraquara e Rincão. Anos atrásforam encontradas no leito do rio uma âncora e grossas correntes ainda conservadas dasamarras dos vapores que singravam o Mogi-Guaçu no trajeto entre Descalvado e PortoFerreira o que comprova, realmente, a navegação fluvial desenvolvida naquelas épocas nesterio. No livro “Sertão Encantado” de José de Salles Cunha Júnior, são contados fatosinteressantes como: “quase todas as filhas de grandes fazendeiros de café, passavam parte dotempo entre as finas residências dos Campos Elíseos em São Paulo e os grandes casarões deDescalvado”; “na época, enquanto São Paulo recebia as grandes orquestras de Paris eDescalvado recebia as de São Paulo, no inverno, as famílias da sociedade paulista, vinhamcurtir dias mais quentes nos casarões da cidade e das fazendas.” Descalvado entre o final doséculo XIX e início do século XX, possuía uma média de 400 prédios na cidade, queabrigavam cerca de 2.000 pessoas, sendo que a força maior da população concentrava-se nasfazendas, cerca de 20.000 habitantes, que vinham para a cidade nos finais de semana dandoum inusitado movimento. Um dos maiores compradores e exportadores de café nesteDescalvado do início do século foi Feliciano de Salles Cunha, estabelecido com seu comérciodenominado “Alfândega” e que ficava ao lado da estação da Paulista. Em 1886, com 7milhões de pés de café atingiu-se uma produção de 6.250.000 quilos, produção esta que se
  7. 7. eleva para doze milhões de quilos em 1896, quando quinze milhões de pés de café estavamem franca produção. Considerando-se que, de acordo com a época, de um cafeeiro a outromantinha-se uma distância de 15 a 17 palmos (3 a 3,5 metros) nota-se, então que a áreacoberta pela cultura do café era, aproximadamente de 155 km2. A termo comparativo, noano de 1966, dados estatísticos provaram que apenas 10,43 km2 eram utilizados para o cultivodo café, com uma produção de 900 mil quilos.A INDÚSTRIAO Professor Helmut Troppmair escreveu em 1965 sobre nossa indústria: “O início daindustrialização no Brasil pode ser considerado o fim do século XIX e começo do século XX.Sem esquecer que antes já havia tentativas isoladas. O dinheiro obtido pelo comércio do caféera o capital inicial investido na indústria. Junto com os imigrantes que vieram para a lavoura,havia gente vinda dos centros industriais do norte da Itália, constituindo s primeira mão deobra especializada ou semi-especializada. Assim no período de entre-guerra (1918-1939)desenvolveu-se a indústria leve, produzindo bens de consumo. É a indústria leve cujainstalação não exige capitais imensos e é de amortização rápida. Com a grande crise do caféem 1929 este tipo de indústria, recebe um grande impulso e uma diversificação acentuada.Estabelecimento de produtos alimentares, de bebidas, couros vestuários e têxteis surgem emmuitas cidades originando pequenos centros industriais. Descalvado faz parte deste ciclo. Emnossa cidade as primeiras indústrias foram fundadas em 1930 por descalvadenses italianos. Nafase áurea da indústria tínhamos, segundo estatísticas do I.B.G.E 70 estabelecimentos quesegundo o número de operários apresentam o seguinte quadro: 3 indústrias com mais de 100operários; 4 indústrias com aproximadamente 50 operários; 5 indústrias comaproximadamente 30 operários; 4 indústrias com aproximadamente 10 operários; 4 indústriascom aproximadamente 5 operários; 6 indústrias com aproximadamente 3 a 5 operários; 44indústrias com menos de 3 operários. Revelam estes dados que predominam as pequenas ouindústrias domésticas, muitas vezes tocadas para frente somente com a mão de obra familiar.Os grandes estabelecimentos de nossa cidade são as 10 tecelagens. Verificamos que em 4indústrias (Ind Têxtil Lamano, Sta Lúcia, S. Gabriel, Sta Marta) predomina a mão de obrafeminina enquanto nas outras a mão de obra masculina. As fábricas de doces, que gozam defama em todo estado, são resultado de atividade doméstica, onde no começo somente existia
  8. 8. um fogão à lenha, um tacho e uma excelente doceira. Não devemos esquecer a fábrica depregos, a fábrica de facas, e as demais fábricas menores onde todos trabalham paraengrandecer nossa terra. Hoje todos os estabelecimentos industriais, mas principalmentetêxteis, cuja produção em 1965 era de 500.000 metros de brim, atravessam uma das fasesmais difíceis. A falta de financiamento, de crédito e empréstimo a longo prazo são responsávelpela impossibilidade de uma modernização do maquinário e das demais instalações. Paracontornar a situação difícil, as indústrias se vêem forçadas a dispensar grande número de mãode obra.” Segundo o Professor Gérson Álfio De Marco a indústria Têxtil teve início em1924 quando os Irmãos Gabrielli (Fernando e Orderigo) instalam a Tecelagem “Santa Maria”na rua Barão do Descalvado (hoje Orderigo Gabrielli, justamente em homenagem aoindustrial), tornando-se os pioneiros da atividade têxtil. Em 1935 o Sr. Orderigo Gabriellifunda a Tecelagem “São José”, na Rua Bezerra Paes esquina com Conselheiro Antonio Pradoque fica sob responsabilidade da firma Orderigo Gabrielli & Cia. Em 1936 que foi um anofecundo e proveitoso para as atividades industriais de Descalvado, instalam-se mais 3 fábricasde tecido: Tecelagem São Gabriel, da qual participavam os irmãos João e Fernando Gabrielli,depois denominada Fiação e Tecelagem São Gabriel da firma Fernando Gabrielli & Cia. Nomesmo ano os senhores Domingos Tallarico, Cármine Paschoal, Felício de Falco, ErnestoPinca e Vito Gaia Puoli, instalam a Tecelagem Nossa Senhora do Belém, na Rua BezerraPaes, esquina com rua José Quirino Ribeiro, que alguns anos depois passa para propriedadesomente de Domingos Tallarico e Felício de Falco. Finalmente ergue-se neste mesmo ano, aTecelagem São Lourenço, na rua Bezerra Paes, esquina com Avenida Guerino-Oswaldo queteve como organizadores os senhores Spardaco Gabrielli e Lourenço Gabrielli. Depois já como nome de Têxtil Clipper Ltda foi transferida para o Senhor Tuffi Buchain. Em 1938 nascemmais duas tecelagens: Tecelagem Santa Delfina, constituída pelos Srs. Nicola Lamano,Ângelo José Mussolini, Dr. José Alvarenga e Rafael Alvarenga, na Rua Padre Jeremias JoséNogueira (imediações da Vigor), que depois transformou-se em Indústria de Tecidos LamanoS/A, ficando como único proprietário o Sr. Nicola Lamano. A outra foi a Tecelagem e FiaçãoSão Rafael fundada pelos senhores Sylvio Alves de Oliveira Guimarães, Professor OctavianoLuiz de Camargo Júnior, Alfredo Sabongi, João Sabongi e Inácio Ajam. A partir de 1938,talvez devido à deflagração da Segunda Guerra Mundial, a incrementação da indústria têxtilem Descalvado sofreu sensível desinteresse, quando em 1946, a firma Lourenço Gabrielli &Filhos, deu funcionamento à nova fábrica de tecidos, a Tecelagem “Santa Lúcia”. No ano de
  9. 9. 1954, a indústria têxtil toma novo impulso, nasce a Tecelagem São Dimas da sociedadeformada pelos senhores Ricardo Garbin, Plínio Dias da Silva e Paulo Casati Filho. Nasceutambém neste ano a Têxtil Santa Rosa de propriedade de Cármine Paschoal, Francisco Ravasi,Henrique Ravasi e Antonio de Falco Sobrinho. Finalmente no ano de 1956 são fundadas mais3 tecelagens: A Tecelagem Santa Catarina da firma Gentil, Sabongi & Cia Ltda, a TecelagemSanto Antônio e a Têxtil Progresso que depois foi incorporada ao patrimônio da Fábrica deTecidos Dacoman Ltda. A partir de então começa a entrar em decadência, pela falta deinstalação de uma moderna fiação que seria uma grande solução para a matéria prima (fios dealgodão); falta de modernização da sua maquinaria para concorrer com outros centrosindustriais adiantados, e, tendo, ainda, contra si, uma lamentável aventura industrial com astumultuadas aquisições de fábricas sem o objetivo de melhoria ou de modernização ouexpansão. Assim a partir de 1966 foram se fechando aos poucos, e hoje uma única indústria, aTêxtil Descalvado Ltda, ainda produz o brim de algodão, produto que no passado chegou aser famoso e preferido em vários pontos o Brasil.AVICULTURA A avicultura começou na década de 50, motivado principalmente pelo climaprivilegiado, com as iniciativas pioneiras dos Gabrielli, dos Chiarello e dos Fregonezi dentreoutros, inicialmente com galinhas poedeiras e depois frango de corte. mas foi na metade dosanos 70 que alcançou sua fase áurea, com um plantel de 1.500.000 aves, com uma produçãomensal de 600.000 aves e 600 mil dúzias de ovos, em cerca de 227 granjas. No ano de 1972somente a Cooperativa Agrícola reunia em seu corpo associativo 380 avicultores. O avicultordescalvadense, inicialmente utilizando técnicas rudimentares, foi adquirindo conhecimentos,aperfeiçoando e assimilando métodos modernos, a ponto de atrair milhares de avicultores deoutros centros que nas tradicionais Festas da Avicultura, vinham aprender novas técnicas demanejo. Descalvado experimentou uma fase de muito progresso, com a implantaçãode muitas industrias e estabelecimentos comerciais, especializados em produtos para aavicultura como ração e pintos de um dia, além de uma grande frota de firmas transportadorasdo produto, gerando muitos empregos. Dentre muitos podemos destacar: Fábrica de Ração,Abatedouro Avícola e Incubatório da Cooperativa Agrícola Mista do Vale do Mogi Guaçu;Frigorífico DESCALVE, PROMAVI Comércio e Representações Avícola, SOCIL Pró
  10. 10. Pecuária; Irmãos Cirelli; Rações Anhanguera, PRIMASA Indústria e Comércio de Rações,SOADE Sociedade Avícola Descalvado, RAVI rações e implementos avícolas,NUTRICENTRO distribuidora de rações Purina, etc.PECUÁRIA:Descalvado constitui-se numa das maiores bacias leiteiras do estado. Destacam-se a FazendaAgrindus, Calumbi e Santa Rosa dentre outras.Na criação de gado recebe destaque a Fazenda São Sebastião do Paraíso.EXTRAÇÃO MINERAL Inicialmente foi a extração de paralelepípedos para calçamento de nossas principaisruas e de outras cidades da região. Com a pavimentação asfáltica, estas pedras foramtransformadas em pedrinhas do tipo portuguesa e têm grande consumo na aplicação dospasseios das calçadas sendo que Descalvado as forneceu para várias cidades, inclusive o Riode Janeiro onde o leito de calçadões que margeiam importantes ruas e avenidas recebiam aaplicação das “pedrinhas de Descalvado”, nos conhecidos desenhos tipo “Copacabana”.Hoje é valiosa a contribuição do reino mineral do Município de Descalvado, principalmenteno setor de areia quartzoza, fator preponderante na instalação de indústrias de extração comoa Mineração Jundu e a Mineração Descalvado, cujo funcionamento emprega grande númerode pessoas, além da movimentação de vários setores.
  11. 11. AGRICULTURA Principais culturas: Cana de Açúcar.- 11.600 ha plantados Laranja...........- 11.118 ha plantados Milho.............- 5.600 ha plantados Arroz.............- 1.000 ha plantados Café..............- 850 ha plantados Soja..............- 500 ha plantados Amendoim......- 436 ha plantados Algodão .........- 200 ha plantados Feijão............- 100 ha plantados O Professor Helmut Troppmair escreveu no ano de 1965: “Descalvado, fundado em1832, teve seu grande desenvolvimento na segunda metade do século XIX quando a culturado café se expandiu rapidamente pelo nosso Estado. Nesta época Descalvado era o terceiromunicípio brasileiro em produção de café. Se percorrermos o município velhos casarões defazendas testemunham a época passada. Os terreiros onde outrora secava o café, hoje estãoabandonados. Era a época em que o Senhor fazendeiro vivia na fazenda, conhecia todos osempregados e seus problemas. Percorria e via diariamente os trabalhos enquanto a patroacomandava o exercito de empregadas em casa. Patrão e patroa eram padrinho e madrinha detoda a criançada da fazenda. Lentamente esta sociedade se desfez quando grande parte dosfazendeiros se mudou para São Paulo e Campinas então capitais do café. Construírampalacetes na Avenida Paulista e de lá vinham de vez em quando para passar as férias nafazenda ou para ver se o administrador cuidava bem do serviço. Porém todo fato humano edinâmico, modifica-se e evolui. O café com exceção de pequenas áreas, desapareceu dandolugar à cultura da cana de açúcar que exige os mesmos solos férteis e o mesmo clima tropical.Desapareceu a monocultura para aparecer a policultura. As fotografias aéreas existentes naCasa da Lavoura, mostram que, com exceção da cana de açúcar, o cultivo dos demaisprodutos é feito em pequenas áreas nos 535 estabelecimentos agrícolas do município. Muitasáreas, antes ocupadas pelo café, foram transformadas em pastos, e apesar de se notar uma
  12. 12. redução no número de cabeças, a produção de leite era de 12.000.000 litros em 1965. Se porum lado a pecuária se contrai, nota-se uma expansão de granjas. Existem hoje 79 granjas nomunicípio que fornecem 850.000 cabeças ao frigoríficos e 950.000 dúzias de ovos aomercado consumidor. Junto à cidade nota-se novos loteamentos para instalação de novosestabelecimentos desse gênero. Finalizando e resumindo queremos frisar que podemosdistinguir as seguintes épocas na agricultura do município: A - monocultura do café: Segundametade do século XIX e começo do século XX; B - Policultura: Milho, arroz, feijão, etc. noperíodo de entre guerras; C - Criação de gado. Aproximadamente 1930 a 1950; D - Granjas:1950/55 para cá.A EVOLUÇÃO DA AGRÍCULTURA, PECUÁRIA E AVICULTURA NO MUNICÍPIODE DESCALVADO Para podermos compreender os aspectos atuais da paisagem geográfica, devemosmostrar a evolução das diversas fases agrícolas que o município conheceu nos últimos 100anos. Foi a partir de 1809 que os primeiros povoadores apareceram nas atuais terras domunicípio, estando entre eles Agostinho José Alves de Amorim, Nicolau Antônio Lobo, JoséFerreira da Silva e Tomé Ferreira da Silva. Provindos de Minas Gerais penetraram pelo norte,aproveitando a “perceé” do rio Mogi-Guaçu uma vez que era este o caminho que levava aos“Sertões de Araraquara”. Estabeleceram-se no centro e no sul do atual município,aproveitando as áreas de terras melhores, evitando o norte junto ao rio Mogi-Guaçu, ondeocorriam febres intermitentes de dezembro a abril. Os demais fatos cronológicos podem serresumidos nas seguintes datas: 1832 foi construída a primeira Igreja, dez anos mais tarde(1842) é lavrada a escritura instalando-se o patrimônio religioso. Em 1844 é elevado a distritoe um ano mais tarde incorporado à comarca de Rio Claro, tornando-se município com vidaautônoma em 1865. Continuando como vila modesta até 1875/80, quando se transforma emcidade tomando todo o município grande impulso graças à expansão do café que atinge,então, no interior paulista, as áreas de terra roxa. Araújo Filho em seu estudo: “O café, riquezapaulista” diz: “Não só as razões naturais como o tipo de solos melhores, relevo mais suave emesmo situação geográfica das terras quanto ao clima também “ao espírito esclarecido, àiniciativa pronta, ao impulso generoso e livre de seus habitantes”, concorreriam para que ooeste de São Paulo, como era chamado na época, se tornasse em 1870 a zona privilegiada docafé, zona que se ampliaria com o correr dos anos, de maneira que ao findar do Império ela
  13. 13. havia alcançado grandes trechos do planalto ocidental, em áreas cada vez melhores para ocafé. Na década de 1870-80, os cafezais avançavam pelo que hoje chamamos de tronco dapaulista (através dos atuais municípios de São Carlos, Araraquara, Jaboticabal, bem comopelos seus ramais de Pirassununga, Descalvado e de Dois Córregos. Foi ao fim da décadade 1880 que Descalvado se tornou o terceiro município produtor de café da Província de SãoPaulo, sendo então atingido pelos trilhos da Companhia Paulista de Estradas de Ferro. Com 7milhões de pé de café em produção em 1886, verificou-se uma safra que atingiu 6.250.000quilos, produção esta que se eleva para doze milhões de quilos, dez anos mais tarde, quandoquinze milhões de pés de café estavam em franca produção. Considerando que de acordo coma época, de um cafeeiro a outro mantinha-se uma distância de 15 a 17 palmos (3 a 3,5 metros)conforme a fertilidade do solo, verificamos que a área coberta por esta cultura foi deaproximadamente 155 km2. Em 1966 apenas 10,43 km2 eram utilizados para o cultivo docafé com uma produção de 900 mil quilos anuais. No fim do século XIX, o movimentoabolicionista associado à expansão cada vez maior do café, foram os estímulos para a vindade imigrantes principalmente italianos. O recenseamento de 1886 diz “Neste município vaisuperando com grande facilidade a transformação do trabalho, pois que aumenta-seextraordinariamente a colocação de imigrantes em estabelecimentos agrícolas. Sendo talvezeste, dentro dos municípios da Província, o que maior número de colonos conta. Criou-seultimamente no município uma associação de fazendeiros e negociantes tendo por promover efacilitar a introdução de imigrantes para hospedagem dos quais está mandando construir umprédio de regulares dimensões. Tem esta associação prestado a esta causa extraordinários eexcelentes serviços”. Na época de 1890 a 1910 o município recebeu aproximadamente 3.000famílias provindas do norte da Itália. A população municipal elevou-se rapidamente com asubstituição do braço escravo, os italianos firmavam contratos de trabalho em que se fixava asobrigações do “colono” bem como o salário que recebia, em geral proporcional ao número depés de café tratados. Às vezes recebiam “pequenas roças, geralmente dois hectares, ondeplantavam milho, arroz, feijão, batatas, legumes e às vezes videiras. A grande aspiração destesimigrantes foi a posse de um lote de terra próprio. Procuravam juntar os meios necessáriospara a compra do mesmo. Aparece, então, o início da pequena propriedade, fato auxiliadoquando o governo da Província em 1894, estabelece leis de dar preferência aos contratos paraa formação de pequenas propriedades aos particulares ou as sociedades que se dispusessem avender aos imigrantes lotes próprios para a cultura do café”. Cessa a partir daí a existência
  14. 14. exclusiva da grande propriedade, que cede lugar aos primeiros minifúndios. O municípioapresenta nessa época características de frente pioneira: população jovem, famílias numerosaspois cada filho representa mão de obra para cuidar de cafeeiros. O registro civil nos anos de1883 a 1886 acusa 325 nascimentos e 288 óbitos, verificando-se, devido ao alto índice demortalidade infantil, um crescimento vegetativo muito pequeno, 1,4 por 1000. Apesar dascrises de 1906 e 1900 com superprodução de café, das geadas de 1918, e o esgotamento dosolo, a população se desloca sempre mais para o interior do Estado a procura de novas terras,acompanhando sempre o avanço do café. Verifica-se, assim, uma diminuição gradativa doshabitantes e em 1950 é atingida a cifra populacional mais baixa do município (14.200) paradaí em diante iniciar-se novo acréscimo. Foi a partir de 1896 que se notam os primeirossinais de desequilíbrio entre produção e consumo do café, fato que acentua cada vez mais naprimeira década deste século. O golpe mortal da monocultura cafeeira se verifica em 1929quando se desfaz todo o complexo sócio-econômico, restando hoje somente as sedes dasfazendas, os terreiros e as casas dos colonos, testemunhando a opulência daquela época. Tomaimpulso uma nova fase na vida econômica do município: a policultura associada à criação degado. Esta Segunda fase cujo início data do começo deste século foi estimulada peladecadência cada vez mais crescente do café. Em 1886 o município ocupou o sexto lugar naprodução provinciana de fumo (15000 kg) e em algumas áreas pequenas desenvolvia-se acultura da cana de açúcar (50000 kg-1886). A partir de 1929 é que a cultura canavieira seexpande. Cafezais velhos e muito novos são arrancados (1900 existiam 15 milhões de pés decafé, 1920 10,5 milhões e em 1930, 7 milhões) para ceder lugar à cana. Amplia-se o cultivode produtos de subsistência, que deixam de visar apenas o auto abastecimento para ter finscomerciais assim o arroz, o feijão, algodão e o milho bem como as hortaliças são cultivadas.Muitos cafezais ao se tornarem antieconômicos passam a ter como cultura associada a bananaque, além de exigir menos trabalho, oferece lucros compensadores. Outras vezes verifica-sesimplesmente o abandono, ocorrendo nestes casos a invasão de gramíneas e de plantasruderais, originando desta forma, pastagens de pequeno valor nutritivo para o gado. Asestatísticas de 1886 não registram fazendas de criação no município. Em 1920 o rebanho já éda ordem de 15180 bovinos com uma produção de 225.000 litros de leite. Trinta anos maistarde, há aproximadamente 30.000 animais elevando-se a produção para 8 milhões de litros.Atualmente (1967) verifica-se novo incremento na criação de gado, devido à carência sempremais acentuada da mão de obra agrícola. Procura-se nos últimos 20 anos em algumas
  15. 15. fazendas, uma criação racional, empregando-se rotação de pastos e seleção do gado. Destaforma, apesar de ter-se mantido constante o número de animais, a produção elevou-se para 12milhões de litros, o que justificou no fim da década de 40, a instalação de 2 usinas delaticínios no município: Vigor e Nestlé. Em 1955, quando surgem as primeiras granjas,inicia-se a última e atual fase da vida agrícola do município: a avicultura. No começoisolados, aumentaram lentamente até 1960 quando existiam 54. Nos últimos 3 anos, o impulsose tornou mais acelerado somando-se em meados de 1968 – 172 granjas, número que elevou-se para 200 no começo de 1969. O lucro obtido pelos primeiros granjeiros, o espírito deimitação, o financiamento facilitado por parte dos bancos são os responsáveis por estamultiplicação que oferece aos proprietários garantias que não podem ser desprezadas. Acriação, independente das variações do clima, quando feita em base racional e científica evitao aparecimento de pragas e moléstias garantindo ao criador mensalmente um lucro que emmeados de 1968 podia ser fixado em NCr$ 1,00 por cabeça, além de exigir mão de obrareduzidíssima, podendo uma pessoa cuidar de 10.000 cabeças. No momento, os criadoresenfrentam séria crise com a queda de preços, causada por motivos vários, porém providênciastomadas junto ao governo indicam que a mesma será contornada em breve. Esta novaatividade trouxe consigo o parcelamento de antigas fazendas como a São Miguel e daschácaras Tamanduá e Gruta, estimulando pois, o aumento da pequena propriedade.Localizadas próximas à cidade, permitem aos proprietários gozar as facilidades e o confortooferecidos por esta. Em 1965 a produção mensal é de 600.000 frangos podendo porém atingircifras mais elevadas na época de festas como no Natal de 1967, quando a produção se elevoupara 400.000 frangos. Outro fator aparentemente sem importância são os solos arenosos.Ocupando grande área no município, imprestáveis para a lavoura são os preferidos pelaavicultura, pois além de apresentarem preços baixos são solos quentes e secos graças à rápidainfiltração e percolação da água que com a constante renovação do ar do solo, representam osfatores fundamentais para evitar moléstias em granjas. Na fase atual, meados de 1968, oaspecto geral da agricultura pode ser caracterizado pelo seguinte quadro: “Os investimentosagrícolas são limitados, apenas suficientes para manter as áreas em cultivo, não se verificandouma expansão tanto nas culturas anuais como nas permanentes. A falta de mão de obra cadavez mais acentuada contribui para que haja uma leve tendência no aumento do rebanhobovino. A avicultura, apesar da crise atual, é o esteio de toda a vida agrícola do município,destinando-se a este fim mais de 50% do capital empregado na agricultura. Todas estas fases
  16. 16. deixaram marcas na paisagem agrícola atual, umas mais destacadas como as do café, outras jámais apagadas por terem sido menos intensos como a criação de gado. Como se trata defatos antrópicos sujeitos a dinamismo constante, envolvem processos dinâmicos e evoluídos,o que torna difícil caracterizar ou delimitar exatamente cada período no espaço e no tempo.Tornou-se uma constante na paisagem rural, principalmente próximo a cidade, as edificaçõesalongadas das granjas.

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