Aula de Dermatopatologia

57,574 views

Published on

Aula de Dermatopatologia Veterinária - Profa. Aline Viott/Prof. Raimundo Tostes - UFPR 2011

0 Comments
73 Likes
Statistics
Notes
  • Be the first to comment

No Downloads
Views
Total views
57,574
On SlideShare
0
From Embeds
0
Number of Embeds
13,050
Actions
Shares
0
Downloads
0
Comments
0
Likes
73
Embeds 0
No embeds

No notes for slide
  • Nanook = dog 1 Orion = other dog
  • Aula de Dermatopatologia

    1. 1. Patologia do Sistema Tegumentar 1ª parte <ul><li>Profa. Ass. Dra. Aline de Marco Viott </li></ul>UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ COORDENAÇÃO DO CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA DISCIPLINA DE PATOLOGIA VETERINÁRIA
    2. 2. <ul><li>Scott, D.W.; Miller, W.H.; Griffin, C.E. Dermatologia de Pequenos Animais 5ª ed. , Interlivros, Rio de Janeiro, 1996. </li></ul>Gross, T.L.; Ihrke, P.J.; Walder, E.J.; Affolter, V.K. Skin Diseases of the Dog and Cat 2 nd ed. , Blackwell, Philadelphia, 2005.
    3. 3. SISTEMA TEGUMENTAR <ul><li>Numerosos casos para avaliação clínica </li></ul><ul><li>Patologia x Clínica Médica </li></ul><ul><li>Exame macroscópico = avaliação clínica dermatológica </li></ul>
    4. 4. FUNÇÕES DA PELE Promove estímulo visual, olfatório e tátil; Nos animais selvagens serve para camuflagem; Está interligada com o metabolismo do organismo refletindo alterações sistêmicas. Deve proteger contra agentes químicos, físicos e biológicos; Recebe estímulos sensoriais externos; Armazenagem de nutrientes (lipídios, água, vitaminas, carboidratos e proteínas); Imunorregulação Força e elasticidade;  regeneração; Resiste à perda de água e eletrólitos; Responsável pela produção de Vit. D; Secreção e Excreção
    5. 5. HISTOLOGIA DA PELE CAMADAS DA PELE HIPODERME DERME ANEXOS DA PELE Folículo piloso Gls. Sudoríparas Gls. Sebáceas Cascos e garras EPIDERME Extrato córneo Extrato granuloso Extrato espinhoso Extrato basal
    6. 8. HISTOLOGIA DA PELE NORMAL Epiderme
    7. 9. HISTOLOGIA DA PELE NORMAL Derme
    8. 10. Lesões Primárias da Pele Lesões fundamentais para identificar a origem, natureza e etiologia da lesão Descrição macroscópica
    9. 11. Mácula Mancha descorada, plana, circunscrita, medindo até 1,0 cm. Causada por  ou  de melanina, eritema, hemorragia. Hemorragia púrpura petéquia equimose
    10. 13. Septicemia S. cholerasuis
    11. 14. Pápula Elevação sólida, circunscrita, medindo até 1,0 cm. Epidermal: hiperplasia edema Dermal: inflamação edema Placa: Acúmulo de pápulas > 1,0cm Folicular (comum) – infecção Interfolicular – infecção, alergia
    12. 16. Infecção Fungica
    13. 17. Nódulo Elevação sólida, circunscrita, > 1,0 cm. Estende-se até a derme/hipoderme Relacionado à inflamação ou neoplasia Pode ser alopécico, ulcerado e descorado
    14. 19. Tumor É um aumento de volume. Frequentemente usado para referir-se a uma neoplasia. Pele ou SC. Nem sempre é neoplásico.
    15. 22. Cisto É uma estrutura de consistência flutuante, pobremente cirscunscrita. Contém líquido. Encapsulamento epitelial. Folicular (cisto de inclusão epidermal) Cisto ductal apócrino
    16. 24. Vesícula Estrutura elevada, cirscunscrita, intra-epidermal ou sub-epidermal, <0,5 cm. > 0,5 cm = bulla Contém líquido. Friável, rompe facilmente. Degeneração/necrose de ceratinócitos. Viral, Autoimune, Irritante
    17. 26. Pústula Estrutura elevada, cirscunscrita, intra-epidermal ou sub-epidermal, preenchida por exsudato Inflamação supurativa Folicular, Interfolicular Infecciosa, Autoimune
    18. 27. Impetigo
    19. 29. Lesões Secundárias da Pele Lesões que surgem a partir das lesões primárias ou por fatores externos como trauma, medicamentos, etc.
    20. 30. Urticária Estrutura elevada, cirscunscrita, achatada na superfície Transitória, aparece/desaparece em minutos-horas Distribuição multifocal Alergia
    21. 33. Descamação Acúmulo de fragmentos de ceratinócitos soltos Alteração na maturação ou proliferação epidermal Hiperqueratose Aspecto farináceo, seco ou gorduroso Seborréia, Dermatoses crônicas
    22. 34. Hiperqueratose
    23. 36. Crosta =cascão, produto do ressecamento de exsudato, sangue, ceratinócitos (...) Aderido à pele, frequentemente recobrindo feridas Aspecto ressecado, áspero, escuro
    24. 38. Cicatriz Área de tecido conjuntivo fibroso substituindo a derme lesada. Resposta reparativa a uma agressão. Aspecto despigmentado, alopécico, irregular, deprimido, ~claro
    25. 40. Erosão Perda da epiderme, mantendo a membrana basal. Evolução de vesículas/pústulas. Resolução por re-epitelização Aspecto deprimido, hiperêmico
    26. 42. Úlcera Perda da epiderme e da membrana basal Evolução da erosão Resolução por re-epitelização ou cicatrização Aspecto deprimido, hiperêmico, exsudação, crosta
    27. 44. Escoriação Perda da epiderme decorrente de trauma: Auto-mutilação Lambedura Arranhadura Mordidas Frequentemente secundária a prurido Apresentação na forma de: Erosões Úlceras Crostas
    28. 46. Colarete Epidérmico Descamação epidermal em forma de anel Associado a pústulas, vesículas ou bolhas rompidas Podem coalescer formando múltiplos anéis interligados Associada a necrose epidermal
    29. 48. Liquenificação Espessamento da epiderme acompanhado de hiperpigmentação Resposta ao trauma crônico Aspecto de pele ressecada e espessa Exagero de pregas e fissuras
    30. 51. Comedão Folículos pilosos dialatados, contendo plugues cerato-sebáceos Associado a ceratose folicular Predispõe à foliculite Demodicose, Hiperadrenocorticosmo
    31. 53. Hiperpigmentação = hipermelanose ≠ melanose Áreas de aumento da pigmentação da pele Focal a extensa Acompanha outras lesões Frequentemente bem delimitada ao local da lesão Lesões lentiginosas
    32. 56. Hipopigmentação = hipomelanose Áreas de diminuição da pigmentação da pele Focal a extensa Tendem a coalescer Vitiligo LEUCODERMIA - LEUCOTRIQUIA
    33. 57. Produção de melanina Melanocito Cobre Tirosinase Tirosina 3,4 diidroxifenilalanina (DOPA) DOPA quinona Melania
    34. 58. Leucodermia
    35. 59. Vitiligo Sistema autoimune destruição dos melanocitos Albinismo <ul><li>Deficiência de Tirosinase </li></ul><ul><li>Existem melanócitos </li></ul>Leucotriquia – Após processos inflamatórios intesos
    36. 60. Alopecia É a ausência do pelo em áreas de cobertura pilosa Múltiplas causas: genética, endócrina, metabólica, parasitária (...) Apresentação: Focal Regional Simétrica Difusa
    37. 62. Sindrome Paraneoplasica Felina - Insulinoma
    38. 63. Cuidado! A alopecia pode ser “normal”! Cão Pelado Chinês Cão Pelado Mexicano (Xoloitzcuintli)
    39. 64. Cuidado! A alopecia pode ser “normal”! Sphynx
    40. 65. Hiperceratose É o  da espessura da epiderme devido ao acúmulo de céls no extrato córneo Alteração no equilíbrio da maturação/descamação dos ceratinócitos Resposta à irritação crônica Associada a desordens metabólicas da ceratinização: Vit. A, Zinco, Seborréia
    41. 67. Def. Vit. A Def. Zn Paraqueratose dos suínos
    42. 68. Distribuição das Lesões  A descrição das lesões é essencial para o diagnóstico; Axial Multifocal Simétrica Apendicular Multifocal Simétrica Bilateral Multifocal Assimétrica ventral dorsal ventral dorsal
    43. 69. ETIOLOGIA DAS DERMATOPATOLOGIAS Protozoários: ex. Leishmania spp Artrópodes: ex. Dermatobia hominis Ácaros (sarnas): ex. Sarcoptes scabiei Helmintos: ex. Habronema spp Fungos: ex. Microsporum spp Bactérias: ex. Dermatophilus congolensis Vírus: ex. Herpesvirus AGENTES INFECCIOSOS
    44. 70. ETIOLOGIA DAS DERMATOPATOLOGIAS Radiação UV ex. Derm. Actínica Alérgica ex. DAAP Traumática ex. Derm. Acral por Lambedura Auto-Imune ex. Pênfigo Congênita Ictiose Nutrição ex. Deficiência de Zn Endócrina ex. Hipotireoidismo CAUSAS NÃO INFECCIOSAS
    45. 71. Causas Não Infecciosas
    46. 72. Alterações Congênitas <ul><li>Epiteliogênese imperfeita : Cutis Aplasica </li></ul><ul><li>Crescimento e diferenciação da epiderme comprometidos </li></ul><ul><li>Hereditário </li></ul><ul><li>Extrat. Escamoso </li></ul><ul><li>Anexos </li></ul><ul><li>Septicemia </li></ul><ul><li>Desidratação </li></ul>
    47. 73. Epiteliogênese Imperfeita
    48. 74. Displasia do Colágeno - Hiperelastose <ul><li>RARA </li></ul><ul><li>Pele se rasga facilmente (Cicatrizes) </li></ul><ul><li>Hiperextensivel </li></ul><ul><li>Enzimas - síntese Colágeno tipo I </li></ul>
    49. 76. Distúrbios da Agressão Física, Radioativa ou Química
    50. 77. Lesões Actínicas Dermatite Solar em pequenos animais Prof. Raimundo A Tostes
    51. 78. <ul><li>Dimeros de Timidina – DNA </li></ul><ul><li>Reparo pós -duplicação </li></ul><ul><li>Lesões Pré neoplasicas </li></ul>Neoplasias
    52. 80. Lesões Actínicas Fotossensibilização Pode ocorrer sob três formas: 1. Primária 2. Por acúmulo de pigmento endógeno 3. De origem hepática
    53. 81. Lesões Actínicas Fotossensibilização Primária Por acúmulo de pigmento endógeno Ingestão de substância fotodinâmica pré-formada Ex. ingestão de Hypericum perforatum - hipericina (Erva de São João) e Fagopyrum esculentum – fagopirina (Trigo Sarraceno) Drogas tais como fenotiazina, tetraciclina, sulfonamida Defeito enzimático na síntese de substâncias fotodinâmicas Ex. Porfiria congênita
    54. 82. Lesões Actínicas Fotossensibilização Hepatógena Hepatopatia que interfere na excreção da filoeritrina (produto do metabolismo da clorofila) Etiologia: Obstrução biliar Lesão hepática tóxica por agente químico Lesão hepática por plantas tóxicas (ex. Lantana camara ) Ingestão de gramínea com esporidesmina
    55. 83. Pithomyces chartarum o fungo cresce em matéria orgânica em decomposição o calor e a umidade favorecem o crescimento e a esporulação do fungo o fungo concentra sua toxina nos esporos que são dispersados por todo o pasto A parte mais tóxica do pasto estará na base do capim
    56. 84. Patogênese da Fotossensibilização ingestão da esporidesmina esporidesmina absorvida, removida pelo fígado e concentrada no sistema biliar toxina participa nos processos de redução/oxidação para formar radicais superóxido os radicais destroem a membrana celular provocando uma colangite necrotisante  levando à icterícia obstrutiva acúmulo de filoeritrina Fotossensibilização
    57. 85. PLANTAS HEPATOTÓXICAS PLANTAS QUE CAUSAM FOTOSSENSIBILIZAÇÃO HEPATÓGENA Brachiaria spp. Lantana spp. Myoporum laetum Enterolobium spp. Stryphnodendrom spp.
    58. 86. PLANTAS HEPATOTÓXICAS PLANTAS QUE CAUSAM FOTOSSENSIBILIZAÇÃO HEPATÓGENA
    59. 89. <ul><li>Dermatite Acral : dermatite por lambedura </li></ul>Agressão Física
    60. 90. <ul><li>Calos : Raças grandes, piso, contato. </li></ul>Agressão Física
    61. 91. Dermatoses Nutricionais Deficiências Vitamínicas Deficiências Minerais Deficiências Protéicas Deficiências de Ácidos Graxos Desnutrição Calorico-proteíca Alimentação Gestação Metabolico
    62. 92. <ul><li>Cães e suínos, </li></ul><ul><li>Dietas com ↑Ac. Fitico ou Ca e ↓Zn, </li></ul><ul><li>Defeito hereditário na Absorção de Zn, </li></ul><ul><li>Cães grandes (Huskies e Malanutes), </li></ul><ul><li>Filhotes que crescem rapidamente, </li></ul>Deficiência de Zinco (Zn)
    63. 93. Olhos, focinho, orelhas, pontos de pressão e coxin plantar
    64. 95. <ul><li>RARA, </li></ul><ul><li>Cocker Spaniel, </li></ul><ul><li>Deficiência de VTM A </li></ul><ul><li>Não é a causa, </li></ul><ul><li>Níveis plasmáticos normais </li></ul><ul><li>“ folhas” </li></ul>Deficiência de Vitamina A
    65. 96. Dermatites Parasitárias Sarna em suínos Sarcoptes scabei Pescoço Cabeça Orelhas
    66. 97. Dermatites Parasitárias Sarcoptes scabei
    67. 98. Dermatites Parasitárias Sarna em cães Sarcoptes canis
    68. 99. Dermatites Parasitárias Sarna em gatos Notoedres cati
    69. 100. Dermatites Parasitárias Habronemose Cutânea
    70. 102. Demodex
    71. 103. Demodex
    72. 105. Dermatites Micóticas
    73. 106. Dermatites Micóticas Dermatofitose <ul><li>Apresentação clínica e morfológica </li></ul><ul><li>Fungos parasitas apenas de estruturas epidérmicas queratinizadas </li></ul><ul><li>Potencial zoonótico </li></ul>SINONÍMIA – Tinha, Ringworm
    74. 107. TRANSMISSÃO Via direta- contato direto com pêlos, escamas, crostas, unhas, cascos, penas contaminadas Via indireta – persistência em fômites Propágulos infectantes – materiais de uso comum de contenção, tosa e banho.
    75. 108. Dermatofitoses Principais dermatófitos patogênicos isolados de cães e gatos Fonte: LARSSON,C.E.; LUCAS, R.; GERMANO,P.M.L. Dermatofitoses de cães e gatos em São Paulo: estudo da possível influência sazonal. An.bras.Dermat . v. 72, n.2,1997, p.139-142. <ul><li>Outras espécies – Trichophytum spp. Epidermophyton - raro </li></ul><ul><li>Transmissão para humanos </li></ul><ul><li>M. Canis – mais comum (++++) </li></ul>Frequência (%) Dermatófitos Cão Gato Microsporum canis 82% 98% Microsporum gypsium 13% 1,5% Tricophyton mentagrophytis 5% 0,5%
    76. 109. LESÕES Inicial :dermatite perivascular Microabscessos intracorneais e foliculite Fungo move-se perifericamente afastando-se da reação inflamatória “ Anel de vermelhidão periférica”
    77. 111. DERMATOFITOSE EM EQÜINOS Mais comum : T. equinum , T. mentagrophytes Menos comum : M. canis e M. gypseum Locais iniciais – áreas de abrasão
    78. 113. Fômites - Haras
    79. 114. Dermatites Micóticas- Profundas Esporotricose – “Doença dos Jardineiros” Agente: Sporothrix schenkii
    80. 116. Esporotricose Linfocutânea Fonte: Prof. Sílvio A. Marques UNESP- Botucatu- SP
    81. 118. Dermatites Micóticas - Profundas Criptococcose Agente: Cryptococcus neoformans “ Nariz de palhaço” – Fungo Leveduriforme Ambiente - Pombos Zoonose Gatos, Cães Jovens Distribuição mundial
    82. 121. Dermatites Micóticas Ficomicoses Pitiose Zigomicose Conidiobolus coronatus Conidiobolus lamprauges Basidiobolus haptosporus  Pythium insidiosum Equinos, humanos, caprinos equinos
    83. 122. Pythium insidiosum <ul><li>Não Reino Fungi (Familia Pythiaceae) </li></ul><ul><li>Zoósporos tropismo tecidos (fase aquatica) </li></ul><ul><li>Crescimento hifas esparsamente septadas </li></ul>Zoósporos Estimulado temperatura hospedeiro Emite tubo germinativo e hifas Penetração mecânica Infecção estabelecida
    84. 123. KANKERS
    85. 124. Dermatites Parasitárias Leishmaniose
    86. 125. flebótomo pele promastigota invasão de macrófago replicação intracelular (amastigota) em macrófago ruptura de macrófago monocitose LINFADENOPATIA HEPATOMEGALIA ESPLENOMEGALIA M.O. HIPERPLÁSICA
    87. 127. Leishmaniose Apresentação Mucocutânea
    88. 128. Leishmaniose Cutânea
    89. 129. Leishmaniose Visceral Foto gentilmente cedida pelo Prof. Marconi Farias
    90. 130. Patologia do Sistema Tegumentar 2ª parte <ul><li>Prof. Ass. Dra. Aline de Marco Viott </li></ul>UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ COORDENAÇÃO DO CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA DISCIPLINA DE PATOLOGIA VETERINÁRIA
    91. 131. Dermatites Virais Poxvírus Ectima Contagioso (Dermatite Pustular Contagiosa) Herpesvírus Mamilite Herpética Bovina Outros vírus Febre Aftosa (Aphtovírus)
    92. 132. Ectima Contagioso - Poxvírus Pápulas, pústulas, crostas, proliferação
    93. 133. Mamilite Herpetica - Herpesvírus Contagiosa
    94. 134. Dermatites Bacterianas <ul><li>Foliculite </li></ul><ul><li>Furunculose </li></ul><ul><li>Piodermite </li></ul><ul><li>Superficial (epidermite) </li></ul><ul><li>Profunda (Celulite) </li></ul>
    95. 135. Foliculite Associada a: Pioderma Demodex Dermatófitos
    96. 136. Foliculite Alergias e endocrinopatias podem ser a causa de base de uma foliculite!
    97. 137. Foliculite Raspado cutâneo Citologia: cocos, leucócitos e… Cultura fúngica
    98. 138. Piodermites Superficiais Foliculites
    99. 141. Piodermite profunda Furunculose
    100. 142. Piodermite profunda Furunculose
    101. 144. Piodermite profunda Furunculose/ Celulite
    102. 145. Piodermite Bacteriana <ul><li>Cães </li></ul><ul><li>Staphylococcus aureus </li></ul><ul><li>Streptococcus, Pasteurella </li></ul><ul><li>PIODERMATITE RECORRENTE </li></ul><ul><li>Staphylococcus schleiferi pode estar associado a piodermite em cães </li></ul><ul><li>S. schleiferi é isolado mais frequentemente de cães com piodermite recurrente quando em antibioticoterapia </li></ul><ul><li>10/14 S. schleiferi isolados eram resistentes a múltiplos antibióticos (RM) </li></ul>
    103. 146. Piodermite Superficial Impetigo
    104. 147. Piodermite Superficial Impetigo
    105. 148. DERMATOFILOSE Agente – classe Actinomicetos Dermatophilus congolensis Espécies sensíveis Bovinos, ovinos e eqüinos , raro felino, canino, suíno e caprino Fatores predisponentes Umidade, traumatismos, stress Áreas tropicais e subtropicais
    106. 149. DERMATOFILOSE
    107. 150. EPIDERMITE EXSUDATIVA DOS SUÍNOS/ECZEMA Agente Staphylococcus hyicus Ans sensíveis Leitões Fatores predisponentes Laceração cutânea, má nutrição, Ambiente sujo e úmido
    108. 151. DOENÇA DO PORCO GORDUROSO EPIDERMITE EXSUDATIVA DOS SUÍNOS/ECZEMA
    109. 152. Dermatoses Imuno-Mediadas Dermatoses Alérgicas Atopia Hipersensibilidade Alimentar
    110. 153. Atopia
    111. 154. Dermatite Eczematosa (ex. Atopia) tempo
    112. 158. Dermatite de Contato Alérgica sensibilização desafio LN de drenagem Ln = Linfócito Naive Lm = Linfócito de Memória
    113. 159. Dermatite de Contato Alérgica Alergia ao Prato de Plástico
    114. 160. Dermatoses Imuno-Mediadas Dermatite Alérgica à Picada de Pulgas – DAPP
    115. 161. Dermatite Alérgica à Saliva de Pulgas – DASP 1 2 3 4 1 Pulgas picam a pele para se alimentar 2 A saliva da pulgas provoca uma reação antigênica 3 O trauma auto-induzido provoca escoriação e inflamação 4 Instalação de infecção bacteriana
    116. 163. Dermatoses Auto-Imunes Complexo Pênfigo Pênfigo Vulgar Pênfigo Foliáceo Pênfigo Vegetante Pênfigo Eritematoso Penfigóide Bolhoso Lúpus Eritematoso L. E. Discóide L. E. Sistêmico
    117. 164. Complexo Pênfigo
    118. 165. Patogenia do Complexo Pênfigo
    119. 166. Complexo Pênfigo Fenda Subcorneal Fenda Suprabasal Fenda Subepidermal Pênfigo Foliáceo Pênfigo Vulgar Penfigóide Bolhoso
    120. 171. Lupus Eritematoso
    121. 172. Patogenia do Lupus Eritematoso
    122. 173. Lupus Eritematoso Lesões em “Borboleta”
    123. 176. Dermatoses Endócrinas Hipotireoidismo Etiologia Hipotireoidismo 1º Atrofia folicular Tireoidite linfocítica Congênito Hipotireoidismo 2º Neoplasia
    124. 177. Hipotireoidismo Epidemiologia Incidência: 1:156 - 1:500 Idade Média: 4 - 10 anos Predisposição Racial: Doberman Pinscher Setter Irlandês Schnauzer Cocker Spaniel Dinamarqueses Pastor Inglês Beagle Labradores
    125. 178. comprometimento > 75-80% da tireóide síntese  de T3 e T4 cerca 60% dos cães com hipertireoidismo apresentam dermatopatia
    126. 179. Hipotireoidismo Principais sinais clínicos associados ao hipotireoidismo em cães e gatos. Alts dermatológicos Alterações hematológicas Coagulopatias Miopatias e artropatias Neuropatias central e periférica Apatia, sono intenso Hipotermia/ Termofilia Alts Cardiovasculares Síndromes Endócrinas Ganho de peso x obesidade Alterações no sistema digestório
    127. 180. Hipotireoidismo Lesões Cutâneas Predomina com alopecia simétrica em tronco, flanco, pescoço Hiperpigmentação Espessamento da pele Diminuição da qualidade do pelo Descamação/Seborréia Piodermite 2ª.
    128. 181. Imagem: Prof. Marconi Farias
    129. 182. Dermatoses Endócrinas Hiperadrenocorticismo Síndrome de Cushing
    130. 183. <ul><li>Raças predispostas </li></ul><ul><li>Poodle </li></ul><ul><li>Dachshund </li></ul><ul><li>Terriers </li></ul><ul><li>Beagle </li></ul><ul><li>Pastor Alemão </li></ul><ul><li>Labrador </li></ul><ul><li>Spaniels </li></ul><ul><li>Schnauzer </li></ul><ul><li>Lhasa Apso </li></ul><ul><li>Chihuahua </li></ul><ul><li>Boxer </li></ul>Hiperadrenocorticismo Excesso de Cortisol
    131. 184. Hiperadrenocorticismo Iatrogênico Relação Normal ACTH + Cortisol - ACTH + Cortisol -
    132. 185. Hiperadrenocorticismo Adenoma Hipofisário ACTH Cortisol + + Adenoma Adrenal ACTH Cortisol + +
    133. 187. Imagens: Prof. Marconi Farias
    134. 188. Neoplasias Cutâneas Neoplasias Epiteliais Neoplasias Mesenquimais Neoplasias de Origem Neural Neoplasias de Origem Linfóide
    135. 189. Neoplasias cutâneas em cães <ul><li>A pele é o local mais comum de ocorrência de neoplasia em cães </li></ul><ul><li>A incidência de neoplasias é variável de uma região para a outra </li></ul><ul><li>Idade Média 7 anos </li></ul>
    136. 190. <ul><li>Perfil racial dos animais </li></ul><ul><li>Raças mais acometidas: </li></ul><ul><li> Boxer  Poodle  Cocker Spaniel  Pastor Alemão </li></ul>
    137. 191. Neoplasias cutâneas em cães <ul><li>Neoplasias predominantes: </li></ul> Mastocitoma (27/210)  Melanoma (19/210)  Carcinoma de céls escamosas (18/210) Tostes e Figueiredo (2006)  Mastocitoma (158/761)  Carcinoma de céls escamosas (53/761) Souza et al. (2006)
    138. 192. Mastocitoma em cães
    139. 193. Originam-se dos mastócitos da derme
    140. 194. Afetam cães de meia-idade a idosos <ul><li>Pele – sítio mais comum </li></ul><ul><ul><li>50% tronco </li></ul></ul><ul><ul><li>40% membros </li></ul></ul><ul><ul><li>10% cabeça e pescoço </li></ul></ul>
    141. 196. Mastocitomas diagnóstico <ul><li>Graus Cito/Histológicos </li></ul><ul><li>Grau 1  Bem diferenciado </li></ul><ul><li>Grau 2  Moderadamente Diferenciado </li></ul><ul><li>Grau 3  Pobremente diferenciado </li></ul>Prognóstico Fonte: Meuten, D. J. Tumors in Domestic Animals. 4 th ed . Iowa State Press, Iowa 2002. Bom Desfavorável
    142. 197. MELANOMA
    143. 199. Carcinomas de Células Escamosas <ul><li>regiões com rarefação pilosa, despigmentadas ou hipopigmentada </li></ul><ul><li>predisposição após exposição à radiação solar </li></ul><ul><ul><li>Lesões actínicas </li></ul></ul>
    144. 204. Alguns Exemplos de Neoplasias Cutâneas em Cães Comportamento clínico: Benigno ou de baixa agressividade
    145. 205. Papilomas <ul><li>Comuns e cães e raros em gatos </li></ul><ul><li>Aparência verrucosa </li></ul><ul><li>Autotraumatismo comum </li></ul>
    146. 206. <ul><li>Cães jovens </li></ul><ul><ul><li>lesões múltiplas </li></ul></ul><ul><ul><li>cavidade oral, focinho, pálpebras </li></ul></ul><ul><ul><li>Vírus espécie-específico, contagioso </li></ul></ul><ul><li>Cães idosos </li></ul><ul><ul><li>lesões únicas ou múltiplas </li></ul></ul><ul><ul><li>sem associação à etiologia viral </li></ul></ul>
    147. 207. <ul><li>Cães idosos </li></ul><ul><ul><li>lesões únicas ou múltiplas </li></ul></ul><ul><ul><li>sem associação à etiologia viral </li></ul></ul>
    148. 209. Carcinomas Basocelulares <ul><li>Pacientes de meia idade </li></ul><ul><li>usualmente solitários, bem delimitadas, firmes, alopécicos, 0,5–10 cm Ø </li></ul><ul><li>locais - cabeça, pescoço e ombros </li></ul>
    149. 214. Neoplasias Cutâneas em Equinos Em foco: Sarcóide Melanoma
    150. 217. Sarcóide Em geral afeta equinos <4 anos Focal ou Multifocal Tratamento difícil; recidivantes Etiologia viral (?)
    151. 220. Importância do Diagnóstico Diferencial
    152. 221. Diagnóstico histológico: Lúpus Eritematoso Diagnóstico clínico: Carcinoma Céls Escamosas
    153. 222. Diagnóstico histológico: Criptococcose Diagnóstico clínico: Carcinoma Céls Escamosas
    154. 223. Diagnóstico histológico: Habronemose Diagnóstico clínico: Melanoma
    155. 224. Diagnóstico histológico: Dermatite Granulomatosa (sugestiva de Brucelose) Diagnóstico clínico: Fibrossarcoma
    156. 225. As 10 dermatoses mais comuns em pequenos animais (nos E.U.A.) Fonte: Medleau, L.; Hnilica, K.A. Small Animal Dermatology: A Color Atlas and Therapeutic Guide 2nd Ed, Elsevier, 2006. 1. Atopia 2. Demodicose 3. Pulgas 4. Piodermite 5. Otite 6. Alergia Alimentar 7. Hipotireoidismo e Alopecia Endócrina 8. Dermatite Acral por Lambedura 9. Escabiose 10. Dermatofitose
    157. 226. O diagnóstico das neoplasias cutâneas
    158. 227. Recursos de Diagnóstico Exame Citológico
    159. 228. Biópsia Incisional Excisional Punch Bisturi
    160. 229. Recursos de Diagnóstico Exame Histológico Exame IIQ
    161. 230. Margens...

    ×