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Aula 2 o ambiente da revolução industrial

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Aula 2 o ambiente da revolução industrial

  1. 1. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues O AMBIENTE DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL antecedentes e consolidação
  2. 2. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues CONTEXTUALIZAÇÃO TRANSFORMAÇÕES DOS SÉCULOS XVI E XVII A cidade mercantilista e as condições para a REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
  3. 3. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues CONTEXTUALIZAÇÃO A bbbbuuuurrrrgggguuuueeeessssiiiiaaaa ccccoooommmmeeeerrrrcccciiiiaaaallll ppppaaaassssssssaaaa a sssseeee ccccoooonnnnssssttttiiiittttuuuuiiiirrrr ccccoooommmmoooo ccccllllaaaasssssssseeee ssssoooocccciiiiaaaallll: controla o comércio, desenvolve a capacidade de se organizar dentro da cidade contra as demais classes, associa-se a burguesia de outras cidades em um processo de divisão do trabalho. OOOOBBBBJJJJEEEETTTTIIIIVVVVOOOO: produzir lucro e acumular riqueza através do comércio. PPPPrrrroooocccceeeessssssssoooo ddddeeee ccccoooonnnncccceeeennnnttttrrrraaaaççççããããoooo ddddeeee aaaattttiiiivvvviiiiddddaaaaddddeeeessss eeeeccccoooonnnnôôôômmmmiiiiccccaaaassss nnnnaaaa cccciiiiddddaaaaddddeeee. Era na CIDADE que se reuniam os comerciantes, trabalhavam os artesãos, ocupados com a produção necessária a atividade comercial. RRRRuuuuppppttttuuuurrrraaaa ddddaaaa eeeeccccoooonnnnoooommmmiiiiaaaa ffffeeeeuuuuddddaaaallll: comercialização do excedente alimentar, quebra das relações de servidão do feudalismo.
  4. 4. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues Piazza Del Campo, Siena – 1293 CONTEXTUALIZAÇÃO
  5. 5. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues Piazza Del Campo, Siena – 1293 CONTEXTUALIZAÇÃO
  6. 6. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues CONTEXTUALIZAÇÃO
  7. 7. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues CONTEXTUALIZAÇÃO SSSSuuuurrrrggggiiiimmmmeeeennnnttttoooo ddddeeee cccciiiiddddaaaaddddeeeessss aaaauuuuttttôôôônnnnoooommmmaaaassss em pontos estratégicos, controladas pela burguesia > ponto de atração para os servos que fugiam dos feudos estimulados pela burguesia. "O AR DA CIDADE É O AR DA LIBERDADE" AAAAccccuuuummmmuuuullllaaaaççççããããoooo PPPPrrrriiiimmmmiiiittttiiiivvvvaaaa: Momento descrito por MMMMAAAARRRRXXXX e pelos historiadores marxistas >> compra por um preço para vender por um valor mais alto, alterando o objetivo do comércio a base de trocas. A UUUUSSSSUUUURRRRAAAA passa a ser largamente praticada > juros excessivos cobrados por um empréstimo, surgimento dos banqueiros.
  8. 8. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues CONTEXTUALIZAÇÃO CCCCoooorrrrppppoooorrrraaaaççççõõõõeeeessss ddddeeee OOOOffffíííícccciiiioooo: Monopólio concedido, na maior parte pelo poder municipal, ao grupo de artesãos que se dedicava a uma determinada profissão. Exclusivismo e protecionismo, quantidade, qualidade da produção e preços, com intenção de evitar a concorrência. dddduuuuaaaassss BBBBAAAARRRRRRRREEEEIIIIRRRRAAAASSSS ppppaaaarrrraaaa a aaaattttiiiivvvviiiiddddaaaaddddeeee ccccoooommmmeeeerrrrcccciiiiaaaallll ddddaaaa bbbbuuuurrrrgggguuuueeeessssiiiiaaaa: •Monopólio sobre o eeeexxxxcccceeeeddddeeeennnntttteeee aaaalllliiiimmmmeeeennnnttttaaaarrrr exercido pela aristocracia feudal •Monopólio sobre a pppprrrroooodddduuuuççççããããoooo mmmmaaaannnnuuuuffffaaaattttuuuurrrreeeeiiiirrrraaaa, exercido pela elite corporativa.
  9. 9. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues ESTABELECIMENTO DA NOVA CLASSE BURGUESIA passa a controlar a comercialização do excedente produzido no campo; ORGANIZAÇÃO NO CAMPO: fora dos limites da cidade, do sistema de trabalho a domicílio, os comerciantes passam a ffffoooorrrrnnnneeeecccceeeerrrr ffffeeeerrrrrrrraaaammmmeeeennnnttttaaaassss, e mmmmaaaattttéééérrrriiiiaaaassss pppprrrriiiimmmmaaaassss às famílias camponesas liberadas do feudo. Artesãos produzindo em suas casas >> concorrência com a produção das corporações de ofício. CONTROLE DE TODAS AS ETAPAS DA PRODUÇÃO de um determinado bem deixa de existir. A divisão do trabalho fica sob o controle da burguesia, abrindo caminho para o estabelecimento do TRABALHO ASSALARIADO.
  10. 10. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues CONTEXTUALIZAÇÃO ESTABELECIMENTO DE UMA ALIANÇA ENTRE A BURGUESIA E O REI quebra dos privilégios dos senhores feudais e do monopólio das corporações: as manufaturas passam a se instalar nas cidades. PROCESSO PARALELO AO RENASCIMENTO desenvolvimento da técnica e das artes EXPANSÃO COLONIAL novos produtos, matérias primas, atividades e mercados
  11. 11. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues A CIDADE IDEAL PROJETADA AAAANNNNTTTTÔÔÔÔNNNNIIIIOOOO AAAAVVVVEEEERRRRLLLLIIIINNNNOOOO FFFFIIIILLLLAAAARRRREEEETTTTEEEE (Florença- nasce em 1400) concepção da cidade ideal em estrela, tratado redigido serviço do Duque de Milão. SSSSFFFFOOOORRRRZZZZIIIINNNNDDDDAAAA: a cidade radial estrelada. Dezesseis ruas principais se irradiam a partir da praça central em direção aos oito portões da cidade e às oito torres situadas nas pontas da estrela. Antonio Filarete Cidade Ideal (Sforzinda: 1460 - 1464)
  12. 12. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues A CIDADE IDEAL PROJETADA
  13. 13. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues A CIDADE IDEAL PROJETADA Francesco di Giorgio FFFrrraaannnccceeessscccooo dddiii GGGiiiooorrrgggiiiooo ::::CCCCiiiiddddaaaaddddeeee PPPPoooolllliiiiggggoooonnnnaaaallll aaaattttrrrraaaavvvveeeessssssssaaaaddddaaaa ppppoooorrrr uuuummmm rrrriiiioooo.... O curso do rio é direcionado para um canal estreito e linear, atravessado por pontes e intervalos regulares matematicamente determinados.
  14. 14. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues LLLLeeeeoooonnnnaaaarrrrddddoooo ddddaaaa VVVViiiinnnncccciiii – A cccciiiiddddaaaaddddeeee ddddeeee FFFFlllloooorrrreeeennnnççççaaaa transformada em uma “cidade ideal”. Florença é remodelada segundo traçado em xadrez, e o rio Arno tornase retilíneo como a corda de um arco. HIPODAMUS DE MILETO MALHA RETICULADA - QUADRÍCULA
  15. 15. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues
  16. 16. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues A CIDADE IDEAL PROJETADA A prática efetiva da planificação urbana vai se dar no século xvi , com a criação de cidades novas, por razões militares ou de poder, onde se aplicam os princípios urbanísticos renascentistas. A dimensão militar conduz a estruturas em forma de estrela que permitem um melhor controle da cidade. planos geométricos, radiais ou ortogonais.
  17. 17. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | HAU II | Prof. Msc. Raphael Rodrigues ALBERTI (Florença 1404): a cidade ideal é um octágono regular, com uma praça octagonal no centro de onde partem oito ruas cortadas por vias anulares concêntricas de traçado ortogonal. PPPPLLLLAAAANNNNEEEEJJJJAAAAMMMMEEEENNNNTTTTOOOO ==== FFFFOOOORRRRMMMMAAAA Francisco Giorgio Martini (1429)- Siena- Plano da cidade em função do sítio, cidade ideal é um octágono regular
  18. 18. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues SÍNTESE – ASPECTOS DA NOVA CIDADE CIDADE COMO LUGAR DE PRODUÇÃO DE MERCADORIAS CIDADE COMO DA EUROPACENTROS DA VIDA SOCIAL E POLÍTICA CIDADE COMO LUGAR DE ACUMULAÇÃO DE RIQUEZA MONETÁRIA, ARTÍSTICA E CIENTÍFICA FORMAÇÃO DE UMA REDE URBANA: ligações entre as cidades através das estradas, rotas fluviais e marítimas e através das ligações comercias e bancárias.
  19. 19. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues CONTEXTUALIZAÇÃO a ppppaaaarrrrttttiiiirrrr ddddoooo sssséééécccc XXXXVVVVIIII: •Surgimento do trabalho assalariado •Generalização do uso do dinheiro •Decomposição do processo de produção, artesão perdem o controle sobre o preço do produto, que passa a ser definido pelo comerciante. nnnnaaaa sssseeeegggguuuunnnnddddaaaa mmmmeeeettttaaaaddddeeee ddddoooo ssssééééccccuuuulllloooo XXXXVVVVIIIIIIII: Aperfeiçoamento dos instrumentos de produção: máquinas mais caras para realizar a produção >> necessário capital.
  20. 20. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues Giorgio Vasari - Palazzo PPPaaalllaaazzzzzzooo ddddeeeegggglllliiii UUUUffffffffiiiizzzziiii |||| |Florença: 1560)
  21. 21. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues
  22. 22. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues
  23. 23. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues
  24. 24. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues
  25. 25. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues 2º metade do SÉCULO XVIII | início do SÉCULO XIX Um novo rumo para a produção, voltada para a acumulação de capital. Antes era possível acumular capital a partir do comércio, agora era possível REPRODUZIR o capital acumulado, INVESTINDO-O NA PRODUÇÃO: •na aquisição dos meios de produção, •matéria prima, •máquinas, ferramentas e claro: •mão de obra. Embutido no preço do produto estava o lucro, A MAIS-VALIA. Parte da riqueza produzida pelo trabalhador que seu salário não o remunera.
  26. 26. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues 2º metade do SÉCULO XVIII | início do SÉCULO XIX Incentivo a pesquisa de novas técnicas que aumentassem a PPPPRRRROOOODDDDUUUUTTTTIIIIVVVVIIIIDDDDAAAADDDDEEEE, que fizessem que com a mesma jornada de trabalho e o mesmo salário o trabalhador produzisse mais, e assim, potencializar os ganhos em capital. EEEE EEEENNNNTTTTÃÃÃÃOOOO............ SURGIMENTO DA MÁQUINA A VAPOR (1769) TEARES MECÂNICOS DE FIAÇÃO (1767,1768,1801)
  27. 27. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues CONTEXTUALIZAÇÃO
  28. 28. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues CONTEXTUALIZAÇÃO
  29. 29. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues CONTEXTUALIZAÇÃO
  30. 30. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues CONTEXTUALIZAÇÃO
  31. 31. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues CONTEXTUALIZAÇÃO
  32. 32. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues Revolução Industrial para M. Castells URBANIZAÇÃO ligada a primeira REVOLUÇÃO INDUSTRIAL é um processo de organização do espaço que repousa sobre dois conjuntos de fatos fundamentais: a decomposição prévia das estruturas sociais agrárias, feudais e a emigração da população para os centros urbanos já existentes. A Inglaterra é o primeiro teatro deste movimento, sensível já desde os recenseamentos de 1801, A França e a Alemanha seguem o mesmo caminho a partir de 1830. a passagem de uma economia doméstica para uma economia da manufatura e depois para uma economia de fábrica, o que quer dizer ao mesmo tempo a CONCENTRAÇÃO da mão de obra. “PEOPLE ON THE STREETS...” (Bowie/Mercury)
  33. 33. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues AS CIDADES NO PERÍODO 1) o progresso tecnológico > aumento da população, devido a diminuição da mortalidade; 2) aumento dos bens e serviços > produzidos pela agricultura, pela indústria e pelas atividades terciárias; 3) REDISTRIBUIÇÃO DOS HABITANTES NO TERRITÓRIO em conseqüência do aumento demográfico. 4) desenvolvimento das estruturas de comunicação > estradas, canais navegáveis, e a estrada de ferro (1825), os navios a vapor o que possibilitou uma maior mobilidades das pessoas e das mercadorias, e o surgimento de novas cidades.
  34. 34. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues AS CIDADES NO PERÍODO 5) ttttrrrraaaannnnssssffffoooorrrrmmmmaaaaççççõõõõeeeessss rrrrááááppppiiiiddddaaaassss,,,, e ddddeeee ccccaaaarrrráááátttteeeerrrr aaaabbbbeeeerrrrttttoooo oooouuuu pppprrrroooovvvviiiissssóóóórrrriiiioooo (um edifício não mais é considerado uma modificação estável, incorporada ao terreno, mas um mmmmaaaannnnuuuuffffaaaattttuuuurrrraaaaddddoooo pppprrrroooovvvviiiissssóóóórrrriiiioooo que pode ser substituído mais tarde por outro manufaturado). OOOOBBBBSSSSOOOOLLLLEEEESSSSCCCCÊÊÊÊNNNNCCCCIIIIAAAA |||| EEEEFFFFEEEEMMMMEEEERRRRIIIIDDDDAAAADDDDEEEESSSS |||| MMMMUUUUTTTTAAAAÇÇÇÇÕÕÕÕEEEESSSS |||| VVVVSSSS.... CCCCOOOONNNNTTTTRRRROOOOLLLLEEEE |||| RRRREEEEGGGGRRRRAAAA |||| EEEESSSSTTTTAAAATTTTIIIICCCCIIIIDDDDAAAADDDDEEEE RRRREEEENNNNAAAASSSSCCCCEEEENNNNTTTTIIIISSSSTTTTAAAA 6) aaaassss tttteeeennnnddddêêêênnnncccciiiiaaaassss ddddoooo ppppeeeennnnssssaaaammmmeeeennnnttttoooo ppppoooollllííííttttiiiiccccoooo e o ddddeeeesssseeeennnnvvvvoooollllvvvviiiimmmmeeeennnnttttoooo ddddoooo lllliiiibbbbeeeerrrraaaalllliiiissssmmmmoooo eeeeccccoooonnnnôôôômmmmiiiiccccoooo >> Adam Smith >> que pregam a limitação da intervenção pública na vida social, e também no campo urbanístico, deixando liberdade para a iniciativa privada; recusa dos planos urbanísticos do passado.
  35. 35. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues AS CIDADES NO PERÍODO LIBERDADE DE AÇÃO DO SETOR IMOBILIÁRIO PRIVADO NA CIDADE As propostas de intervenção surgem quando as condições de insalubridade ameaçam a VIDA DAS CLASSES DOMINANTES, e quando a desordem urbana passa a causar problemas para o próprio processo de ACUMULAÇÃO DO CAPITAL. O QUE MUDOU NA CIDADE LATINO AMERICANA?
  36. 36. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues Bairros pobres e Londres sob os viadutos ferroviários, gravura de Gustave Doré, 1872
  37. 37. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues Londres, viaduto de Ludgate Hill, gravura de Gustave Doré, 1870
  38. 38. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues
  39. 39. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues Boulevards des Capucins – Monet, 1873 - Impressionismo
  40. 40. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues Estação de Saint Lazare– Monet, 1877 - Impressionismo
  41. 41. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues A FORMA URBANA AAAA CCCCIIIIDDDDAAAADDDDEEEE EEEE AAAASSSS FFFFOOOORRRRMMMMAAAASSSS UUUURRRRBBBBAAAANNNNAAAASSSS DDDDOOOO SSSSÉÉÉÉCCCCUUUULLLLOOOO XXXXVVVVIIIIIIIIIIII EEEE IIIINNNNÍÍÍÍCCCCIIIIOOOO DDDDOOOO SSSSÉÉÉÉCCCCUUUULLLLOOOO XXXXIIIIXXXX COMPLEXIDADE: continuidade da cidade clássica e barroca e pelo aparecimento de novas tipologias urbanas que vão preparando a cidade moderna. Período de embate na industrialização e de forte crescimento demográfico. Modificações sociais importantes determinam profundas transformações nas cidades e a sua adaptação a necessidades de infra-estruturas, equipamentos, habitação e novas exigências espaciais.
  42. 42. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues CARACTERÍSTICAS DO PERÍODO PPPPoooorrrr vvvvoooollllttttaaaa ddddeeee 1111888833330000, a Europa é assolada por uma epidemia de CÓLERA, só assim os governos tomam consciência da situação precária das cidades. Mas foram precisos mais alguns anos para se instituir a pppprrrriiiimmmmeeeeiiiirrrraaaa lllleeeeiiii ssssaaaannnniiiittttaaaarrrriiiissssttttaaaa nnnnaaaa IIIInnnnggggllllaaaatttteeeerrrrrrrraaaa, que foi em 1848, na França só em 1850 e depois nos outros países europeus. Começam a surgir propostas políticas e posteriormente urbanísticas visando MODIFICAÇÕES SOCIAIS E DAS CONDIÇÕES HABITACIONAIS. Tentativas de diminuir a dualidade cidade/campo produzida pela sociedade tradicional, através de uma nova forma de morar intermediária entre a cidade e o campo.
  43. 43. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues REBATIMENTOS NA FORMA URBANA ccccoooonnnnttttiiiinnnnuuuuiiiiddddaaaaddddeeee ddddoooo uuuurrrrbbbbaaaannnniiiissssmmmmoooo cccclllláááássssssssiiiiccccoooo-bbbbaaaarrrrrrrrooooccccoooo > período napoleônico em que a utilização do arsenal da composição barroca é colocado a serviço do poder imperial e dos monarcas europeus. tttteeeennnnddddêêêênnnncccciiiiaaaassss ddddoooo ppppeeeerrrrííííooooddddoooo cccclllláááássssssssiiiiccccoooo > utilizando sistemas de traçados, quadrículas, quarteirões, ruas, avenidas e praças, e refinando a morfologia do século XVII, com inovações espaciais que tornam as cidades mais complexas e enriquecem a estrutura urbana: •jardins e parques •alamedas e passeios públicos •avenidas e boulevards.
  44. 44. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues DESENHO URBANO A quadrícula, a geometria e o traçado regular são abundantemente utilizados sistematizados e melhorados. O quarteirão torna-se um processo sistemático servindo para organizar os novos loteamentos. Com o desenvolvimento militar e novos armamentos, o teatro da guerra se desloca para as batalhas de campo. As muralhas perdem sua utilidade original. Ao mesmo tempo o crescimento da cidade se espalha para fora das muralhas, elas vão ser assim destruídas; as áreas liberadas serão usadas para a construção de anéis viários envolventes. VIENA.
  45. 45. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues REBATIMENTOS NA FORMA URBANA
  46. 46. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues REBATIMENTOS NA FORMA URBANA
  47. 47. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues REBATIMENTOS NA FORMA URBANA
  48. 48. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues REBATIMENTOS NA FORMA URBANA
  49. 49. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues REBATIMENTOS NA FORMA URBANA
  50. 50. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues REBATIMENTOS NA FORMA URBANA
  51. 51. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues A CIDADE EXPANDIDA No século XIX a CIDADE deixa de ser uma entidade física delimitada para alastrar-se pelo território, dando início ao aparecimento de OCUPAÇÕES DISPERSAS E A INDEFINIÇÃO DE PERÍMETROS URBANOS. Esta é a PRIMEIRA GRANDE RUPTURA NA MORFOLOGIA TRADICIONAL, que será seguida mais tarde pela ruptura produzida pela CIDADE MODERNISTA. NOVA DUALIDADE > NÚCLEO (CENTRO) E PERIFERIA O núcleo > espaço da cidade medieval, com ruas estreitas, que dificultam a circulação, casas diminutas e compactas, insuficientes para abrigar o grande contingente de população. Classes abastadas vão habitar a periferia, pobres vão habitar nas velhas casas do centro.
  52. 52. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues Ed. residencial parisiense em 1853 as condições dos inquilinos nos diversos andares: a família do porteiro no andar térreo, o casal de ricos burgueses que se aborrecem no primeiro andar, a família burguesa média que vive um pouco mais apertada no segundo andar, os pequenos burgueses no terceiro andar, os pobres, os artistas e os velhos no sótão.
  53. 53. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues EXPANSÃO PARA PERIFERIA A fuga dos males da cidade industrial, as possibilidades oferecidas pelos transportes e a disponibilidade de espaço vão permitir a localização de empreendimentos habitacionais de baixa densidade na periferia da cidade. A PERIFERIA É UM TERRITÓRIO LIVRE, onde ocorrem várias iniciativas independentes: bairros de luxo, bairros pobres, indústrias depósitos, que em determinado momento passam a constituir um tecido urbano compacto, que não foi planejado por ninguém. COLCHA DE RETALHOS
  54. 54. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues A NOVA DIMÂMICA ESPACIAL FIM DA HOMOGENEIDADE SOCIAL E ARQUITETÔNICA DA CIDADE ANTIGA. A caracterização cuidada do espaço do espaço coletivo é substituída pela qualificação do espaço privado. o edifício vai situar-se no meio do lote; ele é individualizado e envolvido por jardins e deixa de se conectar diretamente com a rua. A membrana de separação do espaço público com o espaço privado deixa de ser a fachada do edifício e passa a ser o muro e as grades
  55. 55. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues ESPECULAÇÃO FUNDIÁRIA sem DESENHO URBANO Os bairros mais pobres surgem em lugares desfavoráveis, perto de indústrias e estradas de ferro, longe das zonas verdes. as casas operárias são construídas em grupo, com qualidade e condições de habitabilidade bastante precárias. O desequilíbrio entre a oferta e a procura de alojamentos abre caminho para a sobreposição dos interesses econômicos sobre o desenho urbano. Os empresários que se dedicam aos loteamentos e a construção de bairros operários procuram a economizar espaço, e economizar nos custos das construções, que serão alugadas aos trabalhadores.
  56. 56. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues ESPECULAÇÃO FUNDIÁRIA sem DESENHO URBANO Os processos de loteamento se desligam da arte urbana e da arquitetura e vão tornando-se meros instrumentos de preparação do solo para o investimento na construção. A CIDADE LIBERAL se caracteriza assim por um espaço desordenado, insalubre e inabitável, resultante da superposição de iniciativas privada e públicas, não-reguladas e não coordenadas. A questão da insalubridade e a propagação de epidemias que atingem indiscriminadamente todos os grupos sociais vai obrigar os governantes a intervir, pelo menos no que diz respeito às condições de higiene.
  57. 57. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues JUIZ DE FORA HOJE
  58. 58. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues JUIZ DE FORA HOJE
  59. 59. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues AS UTOPIAS URBANAS No SÉCULO XIX, o estudo das cidades sob dois aspectos diferentes: DESCRITIVOS: observa os fatos isoladamente, tentando ordená-los de modo quantitativo. A estatística é incorporada pela sociologia nascente. “Uns são inspirados por sentimentos humanitários: são dirigentes municipais, homens da Igreja, principalmente médicos e higienistas que denunciam, com apoio de fatos e de números, o estado de deterioração física e moral em que vive o proletariado urbano.” (CHOAY, 2005, p.5) POLÍTICOS: Os pensadores políticos denunciam a higiene física e deplorável das grandes cidades; o habitat insalubre do trabalhador e também as péssimas condições de higene moral. Engels pode ser considerado como um dos fundadores da sociologia moderna.
  60. 60. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues UTOPIAS URBANAS O NASCIMENTO DAS VERTENTES DO PENSAMENTO URBANÍSTICO: O CHAMADO “PRÉ-URBANISMO” REVOLUÇÃO INDUSTRIAL > marco de origem do pensamento urbanístico (PRÓXIMO DO QUE ENTENDEMOS HOJE), isto é, de uma abordagem reflexiva e crítica da cidade a fim de preparar transformações por meio de projetos urbanísticos abrangentes. TÔNICA DO PERÍODO: não apenas a reflexão sobre a questão urbana, mas o surgimento da nova profissão de urbanista;
  61. 61. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues UTOPIAS URBANAS Esse ‘profissional’ surgiu em função de problemas definidos pela sociedade industrial emergente, que necessitava de cidades preparadas para garantir O MODO DE PRODUÇÃO APOIADO NA INDÚSTRIA e, esta, no meio urbano; A leitura da cidade sob o impacto da industrialização foi, quase sempre, ‘mascarada’ por POSTURAS IDEALISTAS (UTOPIA) à exceção de Marx e Engels, a lógica da nova ordem social não foi entendida, mas interpretada como uma desordem.
  62. 62. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues UTOPIAS URBANAS A desordem da cidade industrial gerou propostas de “ordenamentos urbanos livremente construídas por uma reflexão que se desdobra no imaginário.” (CHOAY, op. cit., p.7) Impossibilitados de dar uma forma prática aos problemas, as reflexões se davam no plano da utopia. Os modelos do ‘pré-urbanismo’ não são estruturas abstratas, pelo contrário, são imagens monolíticas, indissociáveis da soma de seus detalhes.
  63. 63. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues OS DOIS MODELOS A. PROGRESSISMO Para esta vertente, a Revolução Industrial foi o prenúncio de um novo tempo socialmente positivo. Em sua visão idealista, situações conflituosas como a realidade urbana européia do sec. XIX eram desequilíbrios doentios que poderiam ser regenerados pela indústria, pela técnica e pela ciência, considerados “remédios” para cidades “doentes”. Isto implicava, porém, recusar o passado, fonte dos problemas urbanos, e assumir a modernidade como sinônimo de desenvolvimento.
  64. 64. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues OS DOIS MODELOS B. CULTURALISMO O culturalismo observou a Revolução Industrial com pessimismo, acreditando que a industrialização desintegrou a unidade orgânica que as cidades tiveram durante sua história. Por isso, seu idealismo manifestou-se não aceitando o presente desequilibrado e procurando voltar ao passado. A essa nostalgia corresponde uma estratégia de reconquista das qualidades urbanas do passado por meio da IMITAÇÃO das formas dos antigos espaços, em especial, das regras de configuração medievais.
  65. 65. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues Robert Owen (1771-1858) e sua aldeia de harmonia e cooperação
  66. 66. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues O Falanstério de Charles Fourier (1772-1837)
  67. 67. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues Red House – Morris, 1859__ vista externa e planta do primeiro pavimento
  68. 68. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues Palácio do Parlamento, Londres. PPPaaallláááccciiiooo dddooo PPPaaarrrlllaaammmeeennntttooo,,, LLLooonnndddrrreeesss... BBBBaaaarrrrrrrryyyy,,,, 1111888833336666.... – eeeeddddiiiiffffiiiiccccaaaaççççããããoooo nnnneeeeooooggggóóóóttttiiiiccccaaaa
  69. 69. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues Villa em Strawberry Hill. Gloag – 1750; edificação neogótica
  70. 70. CES-JF | ARQUITETURA E URBANISMO | EPU I | Prof. Msc. Raphael Rodrigues A APARENTE “DESORDEM” FOI UM DESAFIO À PROPOSIÇÃO DE “NOVAS ORDENS” AO CONTROLE PELO PROJETO > DESENVOLVIMENTO DO CAMPO DISCIPLINAR DE URBANISMO Duas correntes filosóficas CONDUZEM a discussão da cidade a partir da Revolução Industrial: (1) que contempla o futuro com otimismo, com pretensão científica e aval acadêmico, abrindo caminho aos métodos quantitativos; (2) a nostálgica: polêmica, crítica, normativa e política. REFLEXÃO

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  • PatriciaRachelSierra

    Aug. 4, 2015
  • maressacastel

    Dec. 2, 2015
  • motaadilso

    Jun. 22, 2016
  • cintiamorais965

    Aug. 4, 2016
  • CarmilioSimbine

    Mar. 28, 2017
  • SarahLciaAlvesFrana

    Jun. 26, 2017
  • EnairaHoffmanndeOliv

    Oct. 11, 2018
  • AlexsandraArechavale

    Aug. 27, 2019
  • cassovaaurelio

    Nov. 29, 2019

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