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PROTOCOLO DE NOTIFICAÇÃO E INVESTIGAÇÃO DE
ACIDENTES DE TRABALHO COM EXPOSIÇÃO A
MATERIAIS BIOLÓGICOS
dirco.ufu.br
Proposta Metodológica
 A Metodologia ativa
 Aula online autoinstrutiva
 Leitura de textos
 FAQ (Frequently Asked Quest...
Informações ao aluno(a)
 Este curso tem uma carga horária de 30 h por módulo, com duas vídeos-
aulas com cerca de 45’ e 3...
Autorias
Autoria da 1ª edição (2011) : Teresa Campos e Liane
Santiago (DIVAST/COGER)
Adaptação e atualização para versão o...
Apresentar orientações sobre
notificação e investigação de casos de
acidente de trabalho com exposição a
material biológic...
Consideram-se agentes biológicos:
bactérias, vírus, fungos, bacilos,
parasitas, protozoários, entre
outros.
Exposição a ma...
 Neste módulo trataremos do acidente com exposição aos
materiais biológicos com destaque para os
profissionais de saúde, ...
FILME - Acidente com materiais biológicos
Assistam ao filme disponível no material de
apoio e após a leitura desse módulo,...
Para efeito de notificação do protocolo a
ser abordado trataremos dos:
“Acidentes que ocorrem com profissionais que
sofrem...
Conforme o protocolo que estamos
abordando a população exposta são todos os
profissionais e trabalhadores que atuam, diret...
Quem são os expostos
Observar que nos serviços de saúde outros trabalhadores
também são expostos, a exemplo dos trabalhad...
Profissionais de saúde
Bombeiros e Socorristas
Trabalhadores da Limpeza e
higienização de serviços de saúde e
Garis
Trabalhadores que fazem
transporte de material biológico
RDC 302/2005
Leia a RDC 302/2005
RDC/ANVISA 01/2002 e a Portaria ...
Alguns dados ...
 50% dos acidentes com material biológico
não são registrados nos Estados Unidos de
acordo com o Institu...
Tipo de Agravo 2009 2010 2011
Acidente Trabalho c/
Exposição a Material
Biológico 919 1.262 1.807
Acidente de Trabalho Gra...
Quais os principais problemas de saúde
que podem decorrer deste tipo de
acidente?
 Infecção pelo HIV
 Infecção pelo Víru...
Qual o risco de adoecer por HIV
e Hepatite B?
O contato das secreções ou sangue do PACIENTE FONTE
com as mucosas (respingo...
Como notifico o acidente?
Acidentes de trabalho envolvendo sangue e
outros fluidos potencialmente contaminados
devem ser tratados como casos de
emer...
Fluxograma
 O fluxograma deve ser adequado à realidade
de cada município/Unidade de Saúde,
respeitando os princípios que ...
Fluxograma do protocolo de acidentes com
exposição a material biológico do Ministério da
Saúde
Acidente
com
material
bioló...
Notificar no
SINAN*
Realizar sorologia no acidentado
ANTI-HIV, ANTI-HCV, ANTI-HBs,
ANTI-HBc, HBs Ag, ALT/TGP
Cuidados loca...
Origem do
material é
conhecida?
Paciente-
fonte
Conhecido
Paciente
fonte
desconhe
cido
Anamnese, analisar
prontuário e exa...
Do Fluxograma
Acidentado
Condutas para o manejo frente ao
acidente com exposição por material
biológico
Avaliação da exposição no acidente quanto ao
potencial de transmissão de HIV, HBV e HCV
Avaliação da exposição no acidente com materiais
biológicos – Imediatamente após o acidente
Deve ser avaliada quanto ao po...
1. Tipo de exposição
 Exposições percutâneas: lesões provocadas por instrumentos
perfurantes e/ou cortantes(exemplo: agul...
2. Tipo e quantidade de fluido e
tecido
Sangue, fluidos orgânicos potencialmente
infectantes (sêmen, secreção vaginal,
líq...
2. A quantidade de fluido é importante na
avaliação da gravidade do acidente
 Maior volume de sangue:
Lesões profundas po...
Maior gravidade
 Maior volume de sangue ou sangue visível no
instrumento
 Lesões profundas
 Agulhas previamente utiliza...
Paciente-
fonte
Conhecido
Origem
do
material é
conhecid
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Paciente fonte
desconhecido
Com relação ao Paciente - Fonte
Quando o Paciente Fonte é conhecido e autoriza a
realização do exame
PACIENTE-FONTE CONHECIDO
exames laboratoriais do paciente-fonte:
Exames Sorológicos:
Solicitar anti-HIV, AgHBs e anti-HCV....
3. Quando o paciente fonte não autoriza a realização do
exame ou existe alguma impossibilidade para sua
realização .
PACIENTE-FONTE CONHECIDO, COM SOROLOGIA
DESCONHECIDA.
 Caso a condição sorológica do paciente-fonte seja
desconhecida (po...
Acompanhamento clínico-laboratorial
do trabalhador
 Definida a impossibilidade de testagem ou se as
informações dos regis...
3.Quando a fonte é desconhecida
Consultar no material de apoio os protocolos
específicos – HIV, HBV e HCV.
Paciente-fonte desconhecido
 Avaliar a probabilidade de risco para infecção
– por exemplo, prevalência da infecção
naquel...
Acompanhamento clínico-laboratorial
do trabalhador
 Definida a impossibilidade de testagem, ou se as
informações dos regi...
Profilaxia antirretroviral pós exposição
HIV (PEP)
 Quando indicada, a PEP deverá ser iniciada
o mais rapidamente possíve...
Profilaxia antirretroviral pós exposição
ao HIV (PEP)
Quando a sorologia do paciente-fonte é desconhecida,
o uso de PEP de...
Profilaxia antirretroviral pós exposição HIV
(PEP)
 Iniciada nas primeiras duas horas após o acidente - duração - 28
dias...
Profilaxia antirretroviral pós-
exposição HBV (PEP)
 Tanto a vacina quanto a gamaglobulina
devem ser aplicadas, idealment...
Profilaxia antirretroviral pós
exposição ao HCV (PEP)
 Até o momento não existe nenhuma
profilaxia pós-exposição contra o...
Não Esquecer
 O acidente com material biológico é uma
situação de atendimento de urgência, pois o
tempo decorrido entre o...
PREENCHIMENTO DA FICHA DE NOTIFICAÇÃO
NO SINAN
Preenchimento manual/computador-SINAN
g1.globo.com
O Estado da Bahia considera que devem ser
notificados os casos ocorridos com todos os
profissionais e trabalhadores que at...
ARV - Anti-retro viral
Condutas após o atendimento
imediato ao paciente acidentado.
Condutas após o atendimento
imediato
1. Acompanhar o acidentado durante 6 meses
2. Oferecer suporte emocional
3. Orientar ...
Recomendações ao acidentado
 Prevenção à transmissão secundária
 Atividade sexual com proteção pelo período de
seguiment...
“ O conflito entre cuidar de si ou do doente se torna freqüente
com a progressiva intensificação do trabalho, a superposiç...
A Vigilância dos Acidentes de Trabalho
com Materiais Biológicos
 A completude no preenchimento da ficha de
acidente é fun...
A Vigilância dos Acidentes de Trabalho
com Materiais Biológicos
 O serviço deve promover campanhas educativas
de Biossegu...
Proposição de um método de análise coletiva
dos acidentes de trabalho no hospital
 O método consiste em levar o trabalhad...
Abordagens atuais de prevenção
de acidentes com perfurocorantes
 Na hierarquia da prevenção de acidentes com
perfurocorta...
Alternativas para o uso de
agulhas
 Os serviços de saúde podem eliminar ou reduzir
o uso de agulhas de diversas maneiras....
Alternativas para o uso de
agulhas
 Essa estratégia removeu amplamente as
agulhas dos circuitos intravasculares, como
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Alternativas para o uso de
agulhas
Outras estratégias importantes para eliminação ou
redução do uso de agulhas incluem:
 ...
Controles de Engenharia
 Esses controles segregam ou isolam um perigo no local de
trabalho.
 No contexto da prevenção de...
Controles de Engenharia
 Os estudos sugerem que nenhum dispositivo de
segurança ou estratégia funciona da mesma maneira
e...
Mudanças nas práticas de trabalho
 Com o foco atual nas medidas de controle de
engenharia, há poucas informações novas so...
Mudanças nas práticas de trabalho –
Medidas em centro cirúrgico
 Usar instrumentos, em vez dos dedos, para segurar agulha...
Mudanças nas práticas de trabalho
Medidas em centro cirúrgico
Isoladamente, dispositivos de segurança e
mudanças nas práti...
Leia mais sobre prevenção de acidentes com
materiais perfurocortantes no texto de apoio.
Manual de implementação
Programa ...
São tantas as informações ,
fluxos, por onde começo? O
que posso fazer para implantar
um atendimento no meu
município? Ou ...
Sugestões
A rede de serviços para atendimento ao trabalhador
acidentado com materiais biológicos, na rede SUS/
Bahia, está...
Composição da Equipe Multiprofissional envolvida
no Atendimento ao Acidentado com Materiais
Biológicos
Equipe:
 Enfermeir...
Serviços de Saúde envolvidos no Atendimento
ao Acidentado com Material Biológico
Serviços de Saúde:
 Unidades Básicas de ...
Outros serviços/setores que podem estar
envolvidos no atendimento a depender da
unidade de saúde
 PAIST / NUGTES – para o...
Unidade Dispensadora de Medicamentos (UDM)
CTA / SAE
Núc leo de Vigilância Epidemiológica Hospitalar- NHE
Hospitais da red...
Impressos utilizados nas situações de exposição
ocupacional aos vírus HIV, HBV e HCV
 Ficha do SINAN: Acidentes de Trabal...
Teste Rápido
 Recomenda-se a utilização de testes rápidos para
detecção de anticorpos anti-HIV,
 O principal objetivo do...
Hospital do Subúrbio –
Atendimento de Urgência e Emergência
Parceria Publico Privada
 Os próximos slides, descrevem o exe...
Hospital do Subúrbio - SESMT
Composição da equipe do SESMT :
 04 Técnicos de Segurança do Trabalho;
 01 Engenheiro de Se...
Acidente com materiais biológicos
Hospital do Subúrbio
 Possui laboratório próprio (sorologias)
 Parceria com o Hospital...
FLUXO DE ATENDIMENTO
FLUXO DE ATENDIMENTO
Autorização(Termo de consentimento) do
Acidentado para realização de exames
(sorologias)
Nome do Trabalhador
Data
Encaminhamento do acidentado para o Hospital
Couto Maia após o atendimento inicial
Nome do TrabalhadorData
Nome por extens...
Atendimento externo para acidente com
material biológico – Salvador
 Centro Estadual Especializado em
Diagnóstico e Pesqu...
 Para um melhor aproveitamento deste
conteúdo, foi disponibilizado um caso sobre
acidente de trabalho com exposição a mat...
Estamos propondo uma troca de experiências:
gostaríamos que você participasse no fórum
de dúvidas, colocando a realidade d...
Atenção para
o
gerenciamento
de resíduos
Não esqueça de ler os texto
Bibliografia
BRASIL. Protocolo de Atenção à Saúde dos
Trabalhadores Expostos a Materiais Biológicos.
Ministério da Saúde, ...
PROTOCOLO DE NOTIFICAÇÃO E INVESTIGAÇÃO DE ACIDENTES DE TRABALHO COM EXPOSIÇÃO A MATERIAIS BIOLÓGICOS
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  1. 1. PROTOCOLO DE NOTIFICAÇÃO E INVESTIGAÇÃO DE ACIDENTES DE TRABALHO COM EXPOSIÇÃO A MATERIAIS BIOLÓGICOS dirco.ufu.br
  2. 2. Proposta Metodológica  A Metodologia ativa  Aula online autoinstrutiva  Leitura de textos  FAQ (Frequently Asked Questions) – Perguntas frequentes  Avaliação
  3. 3. Informações ao aluno(a)  Este curso tem uma carga horária de 30 h por módulo, com duas vídeos- aulas com cerca de 45’ e 35’ (minutos) cada uma, incluindo o tempo para estudo da aula, leitura dos textos e avaliação.  Você poderá fazer o seu planejamento de estudo; mas, deverá cumprir todas as etapas requeridas no período estabelecido nas normas do curso.  A nota mínima para a certificação do módulo é 7 (sete); você tem direito a três tentativas na sua avaliação.  Caso não alcance a média , ainda assim, você poderá cursar os demais módulos; entretanto, não receberá a certificação do módulo em que você não alcançou a média, sendo que, a certificação do módulo 1, é pré-requisito para este e os outros módulos.
  4. 4. Autorias Autoria da 1ª edição (2011) : Teresa Campos e Liane Santiago (DIVAST/COGER) Adaptação e atualização para versão online: Márcia Brandão e Sandra Brasil (DIVAST/COGER) e Rafael Veloso (EESP, Programa UNASUS). Revisão da 2ª edição: Márcia Brandão, Leticia Nobre, Ely da Silva Mascarenhas e Márcia Leite (DIVAST/CRE). Revisão 3ª edição: Letícia Nobre, Ely da Silva Mascarenhas, Ana Paula Mangabeira, Adriana Rabelo, Denise Cabral e Iratelma de Jesus (DIVAST/CRE).
  5. 5. Apresentar orientações sobre notificação e investigação de casos de acidente de trabalho com exposição a material biológico nas unidades de saúde para o desenvolvimento das ações de vigilância à saúde. Objetivos
  6. 6. Consideram-se agentes biológicos: bactérias, vírus, fungos, bacilos, parasitas, protozoários, entre outros. Exposição a materiais biológicos:
  7. 7.  Neste módulo trataremos do acidente com exposição aos materiais biológicos com destaque para os profissionais de saúde, mas é importante salientar que a exposição aos riscos biológicos ocorre também nos serviços de esgotos, na coleta e industrialização de lixo urbano, nos cemitérios, nos serviços veterinários, nos matadouros, nos frigoríficos e na manipulação de carnes e alimentos “in natura”, dentre outros. Mais informações sobre outros agentes de exposição ocupacional? Consulte o material de apoio!
  8. 8. FILME - Acidente com materiais biológicos Assistam ao filme disponível no material de apoio e após a leitura desse módulo, façam seus comentários no fórum de dúvidas.
  9. 9. Para efeito de notificação do protocolo a ser abordado trataremos dos: “Acidentes que ocorrem com profissionais que sofrem exposição a materiais biológicos com risco de soroconversão pelos vírus da AIDS (HIV), Hepatite B (HBV) e Hepatite C (HCV), em seus locais de trabalho”. O que são Acidentes de Trabalho com Exposição a Materiais Biológicos?
  10. 10. Conforme o protocolo que estamos abordando a população exposta são todos os profissionais e trabalhadores que atuam, direta ou indiretamente, em atividades onde há risco de exposição ao sangue e a outros materiais biológicos, incluindo aqueles profissionais que prestam assistência domiciliar e atendimento pré- hospitalar. Quem são os expostos
  11. 11. Quem são os expostos Observar que nos serviços de saúde outros trabalhadores também são expostos, a exemplo dos trabalhadores em serviços gerais, limpeza e lavanderia. Trabalhadores em atividades de transporte de amostras de materiais biológicos para laboratórios, como motoboys e correios, eventualmente poderão sofrer acidentes com exposição. Vale lembrar, como foi citado antes, que outras categorias de trabalhadores poderão ter acidentes com exposição a materiais biológicos!
  12. 12. Profissionais de saúde
  13. 13. Bombeiros e Socorristas
  14. 14. Trabalhadores da Limpeza e higienização de serviços de saúde e Garis
  15. 15. Trabalhadores que fazem transporte de material biológico RDC 302/2005 Leia a RDC 302/2005 RDC/ANVISA 01/2002 e a Portaria MS 1985 de 2001.
  16. 16. Alguns dados ...  50% dos acidentes com material biológico não são registrados nos Estados Unidos de acordo com o Instituto Nacional de Segurança e Saúde Ocupacional (NIOSH,1999)  45% das pessoas que sofrem este tipo de acidente não concluem o acompanhamento de saúde necessário para evitar essas doenças (estudo publicado em 2002 realizado nas unidades de saúde em São Paulo).
  17. 17. Tipo de Agravo 2009 2010 2011 Acidente Trabalho c/ Exposição a Material Biológico 919 1.262 1.807 Acidente de Trabalho Grave 791 1.133 1.376 Câncer Relacionado ao Trabalho - 1 3 Dermatoses Ocupacionais 28 26 36 LER DORT 1.207 957 857 PAIR 34 12 14 Pneumoconiose 7 13 10 Transtorno Mental 41 33 63 Intoxicações/Exógenas Ocupacionais 90 118 362 Tabela 01 - Número de Agravos e Doenças Relacionadas ao Trabalho Notificados no SINAN, Bahia, 2009 a 2011.
  18. 18. Quais os principais problemas de saúde que podem decorrer deste tipo de acidente?  Infecção pelo HIV  Infecção pelo Vírus da Hepatite B  Infecção pelo Vírus da Hepatite C, entre outros...  É importante lembrar que qualquer pessoa que vive a experiência de entrar em contato com estes agentes infecciosos pode sofrer grande desgaste mental e isto deve ser levado em conta no acompanhamento deste trabalhador.  Entretanto, este protocolo se atém basicamente à questão da exposição aos vírus do HIV e das Hepatites B e C
  19. 19. Qual o risco de adoecer por HIV e Hepatite B? O contato das secreções ou sangue do PACIENTE FONTE com as mucosas (respingos em olhos, nariz ou boca) do TRABALHADOR ACIDENTADO geram risco de 0,09% de infecção por HIV Quando ocorre perfuração da pele do trabalhador e contato com o material biológico, o risco de contrair o HIV cresce para 0,3% O risco de se contrair hepatite é ainda maior. Alguns estudos mostraram risco de até 60% de se infectar com o vírus da Hepatite B
  20. 20. Como notifico o acidente?
  21. 21. Acidentes de trabalho envolvendo sangue e outros fluidos potencialmente contaminados devem ser tratados como casos de emergência médica, uma vez que as intervenções para profilaxia da infecção pelo HIV e hepatite B (HBV) necessitam ser iniciadas logo após a ocorrência do acidente - no máximo 2h após o acidente, para sua maior eficácia (Brasil, 2010). ATENÇÃO
  22. 22. Fluxograma  O fluxograma deve ser adequado à realidade de cada município/Unidade de Saúde, respeitando os princípios que norteiam o atendimento emergencial para o caso de acidente.  A equipe multidisciplinar deve ser treinada para prestar o atendimento o mais rápido possível e manter-se atualizada para as possíveis mudanças de protocolos.
  23. 23. Fluxograma do protocolo de acidentes com exposição a material biológico do Ministério da Saúde Acidente com material biológico Cuidados e avaliação Acidentado Atenção A agilidade no atendimento é fundamental, pois caso seja necessária a introdução de anti- retroviral , o prazo ideal é de 2hs após o acidente Origem do material é conhecida ?
  24. 24. Notificar no SINAN* Realizar sorologia no acidentado ANTI-HIV, ANTI-HCV, ANTI-HBs, ANTI-HBc, HBs Ag, ALT/TGP Cuidados locais imediatos com a a área exposta Anamnese do paciente acidentado Determinar o risco da exposição (tipo de material biológico e tipo de exposição) Há risco de infecção? (Considerar fonte, tipo de material biológico e tipo de exposição) Aplicar Protocolo HIV Aplicar Protocolo HCV Aplicar Protocolo HBV Acidentado Sim HIV Sim HCV Sim HBV Para a aplicação dos protocolos (HIV,HBV,HCV) deverá ser realizada uma capacitação mais detalhada *Emitir a Comunicação do Acidente de Trabalho - CAT , se for trabalhador celetista, ou a ficha de Notificação de Acidente em Serviço – NAS, para o servidor público estadual e para o federal e municipal consultar legislação própria.
  25. 25. Origem do material é conhecida? Paciente- fonte Conhecido Paciente fonte desconhe cido Anamnese, analisar prontuário e exames de laboratórios prévios. Paciente autoriza exames (consentimento informado) Realizar sorologia no paciente-fonte HIV, ANTI- HIV, ANTI HBc Total, HBs Ag, ANTIHCV Qual o resultado dos exames? Comunicar ao paciente - fonte e acidentado. Concluir investigação. Aplicar protocolo específico Há risco de infecção?(fonte, tipo de material biológico e tipo de exposição) Sim Positivo . Negativo. Não
  26. 26. Do Fluxograma
  27. 27. Acidentado Condutas para o manejo frente ao acidente com exposição por material biológico
  28. 28. Avaliação da exposição no acidente quanto ao potencial de transmissão de HIV, HBV e HCV
  29. 29. Avaliação da exposição no acidente com materiais biológicos – Imediatamente após o acidente Deve ser avaliada quanto ao potencial de transmissão de HIV, HBV e HCV com base nos seguintes critérios: 1. Tipo de exposição 2. Tipo e quantidade de fluido e tecido 3. Status sorológico da fonte 4. Status sorológico do acidentado 5. Susceptibilidade do profissional exposto
  30. 30. 1. Tipo de exposição  Exposições percutâneas: lesões provocadas por instrumentos perfurantes e/ou cortantes(exemplo: agulhas, bisturi, vidrarias)  Exposições em mucosas: respingos em olhos, nariz, boca e genitália  Cutânea (Exposições em pele não-íntegra): por exemplo: contato com pele com dermatite, feridas abertas  Por mordeduras humanas consideradas como exposição de risco, quando envolverem a presença de sangue. Nesses tipos de exposições, tanto o indivíduo que provocou a lesão (paciente fonte), quanto aquele que foi lesado, devem ser avaliados.
  31. 31. 2. Tipo e quantidade de fluido e tecido Sangue, fluidos orgânicos potencialmente infectantes (sêmen, secreção vaginal, líquor, líquido sinovial, líquido pleural, peritoneal, pericárdico e amniótico). Fluidos orgânicos potencialmente não- infectantes: suor, lágrima, fezes, urina, vômitos, saliva, exceto se contaminados com sangue.
  32. 32. 2. A quantidade de fluido é importante na avaliação da gravidade do acidente  Maior volume de sangue: Lesões profundas por material cortante, presença de sangue visível no instrumento, acidentes com agulha de grosso calibre, previamente utilizadas em veia ou artéria.  Maior Inoculação viral: Pacientes fontes com HIV/AIDS avançada, infecção aguda por HIV, situações com viremia elevada.
  33. 33. Maior gravidade  Maior volume de sangue ou sangue visível no instrumento  Lesões profundas  Agulhas previamente utilizadas em veia ou artéria de paciente-fonte  Agulhas de grosso calibre ou com lúmen  HIV - Maior inoculação viral: AIDS em estágio avançado, viremia elevada infecção aguda
  34. 34. Paciente- fonte Conhecido Origem do material é conhecid a? Paciente fonte desconhecido Com relação ao Paciente - Fonte
  35. 35. Quando o Paciente Fonte é conhecido e autoriza a realização do exame
  36. 36. PACIENTE-FONTE CONHECIDO exames laboratoriais do paciente-fonte: Exames Sorológicos: Solicitar anti-HIV, AgHBs e anti-HCV. Se anti-HCV reagente, solicitar HCV-RNA (qualitativo). Recomenda-se o uso de testes rápidos para HIV. Testes rápidos para as hepatites B e C não foram validados pelo Ministério da Saúde, até o momento. Se o paciente-fonte não apresentar resultados sorológicos reagentes para infecção pelo HIV/VHB/ VHC no momento do acidente, testes adicionais da fonte não estão indicados, assim como não estão indicados exames de seguimento do profissional acidentado.
  37. 37. 3. Quando o paciente fonte não autoriza a realização do exame ou existe alguma impossibilidade para sua realização .
  38. 38. PACIENTE-FONTE CONHECIDO, COM SOROLOGIA DESCONHECIDA.  Caso a condição sorológica do paciente-fonte seja desconhecida (por exemplo, óbito, transferência hospitalar, recusa para realizar o exame etc.), devem-se buscar registros em prontuário e considerar possíveis diagnósticos clínicos, presença de sintomas e história de situação epidemiológica de risco para a infecção.  Levar em conta a probabilidade clínica e epidemiológica de infecção pelo HIV, HCV, HBV – prevalência de infecção naquela população, local onde o material perfurante foi encontrado (emergência, bloco cirúrgico, diálise), procedimento ao qual ele esteve associado, presença ou não de sangue, etc.
  39. 39. Acompanhamento clínico-laboratorial do trabalhador  Definida a impossibilidade de testagem ou se as informações dos registros forem insuficientes, o acompanhamento clínico-laboratorial do trabalhador é obrigatório.  Orientar o profissional acidentado sobre a importância da realização dos exames sorológicos. Solicitar anti- HIV, HBsAg e anti-HCV.  Se anti-HCV for reagente, solicitar HCV-RNA (qualitativo).
  40. 40. 3.Quando a fonte é desconhecida Consultar no material de apoio os protocolos específicos – HIV, HBV e HCV.
  41. 41. Paciente-fonte desconhecido  Avaliar a probabilidade de risco para infecção – por exemplo, prevalência da infecção naquela população, local em que o material perfurante foi encontrado, procedimento ao qual ele esteve associado e presença ou não de sangue, realizando acompanhamento clínico-laboratorial do trabalhador.
  42. 42. Acompanhamento clínico-laboratorial do trabalhador  Definida a impossibilidade de testagem, ou se as informações dos registros forem insuficientes o acompanhamento clínico-laboratorial do trabalhador é obrigatório  Orientar o profissional acidentado sobre a importância da realização dos exames sorológicos. Solicitar anti-HIV, HBsAg e anti-HCV.  Se anti-HCV reagente, solicitar HCV-RNA (qualitativo).
  43. 43. Profilaxia antirretroviral pós exposição HIV (PEP)  Quando indicada, a PEP deverá ser iniciada o mais rapidamente possível, de preferência nas primeiras duas horas após o acidente.  Resultados de estudos em animais sugerem que a PEP iniciada até 12, 24 ou 36 horas da ocorrência é mais efetiva do que a iniciada até 48 a 72 horas após a exposição.  Esses estudos também estabeleceram que a PEP não é efetiva quando indicada após decorridas mais de 72 horas da exposição.
  44. 44. Profilaxia antirretroviral pós exposição ao HIV (PEP) Quando a sorologia do paciente-fonte é desconhecida, o uso de PEP deve ser avaliado individualmente, considerando o tipo de exposição e a probabilidade clínica e epidemiológica de infecção pelo HIV do paciente-fonte. Se essas considerações indicarem a possibilidade de infecção, recomenda-se o início da PEP com o esquema básico de dois antirretrovirais, até que os resultados dos exames laboratoriais sejam conhecidos para decidir pela modificação ou suspensão do esquema ARV.
  45. 45. Profilaxia antirretroviral pós exposição HIV (PEP)  Iniciada nas primeiras duas horas após o acidente - duração - 28 dias ATENÇÃO: mulheres em idade fértil - teste de gravidez para aquelas que não sabem informar sobre a possibilidade de gestação em curso Esquemas preferenciais (MS) – Básico ZIDOVUDINA (AZT) + LAMIVUDINA (3TC) Expandido (acidente c/maior gravidade) AZT + 3TC + INDINAVIR OU NELFINAVIR
  46. 46. Profilaxia antirretroviral pós- exposição HBV (PEP)  Tanto a vacina quanto a gamaglobulina devem ser aplicadas, idealmente, nas primeiras 24 horas após o acidente.  Ver recomendação no protocolo (material de apoio). OBSERVAÇÃO : A pessoa imunizada vai apresentar no exame sorológico o Anti HBs, acima de 10 mUI/ml.
  47. 47. Profilaxia antirretroviral pós exposição ao HCV (PEP)  Até o momento não existe nenhuma profilaxia pós-exposição contra o HCV.  Ver recomendação no protocolo - Recomendações para terapia antirretroviral em adultos infectados pelo HIV, Brasil 2010.
  48. 48. Não Esquecer  O acidente com material biológico é uma situação de atendimento de urgência, pois o tempo decorrido entre o acidente e o início da PEP nos casos em que está for indicada, deve ser o menor possível.  Preferencialmente nas primeiras duas horas seguintes ao acidente e nunca superior a 72 horas.
  49. 49. PREENCHIMENTO DA FICHA DE NOTIFICAÇÃO NO SINAN Preenchimento manual/computador-SINAN g1.globo.com
  50. 50. O Estado da Bahia considera que devem ser notificados os casos ocorridos com todos os profissionais e trabalhadores que atuam, direta ou indiretamente, em atividades onde há risco de exposição
  51. 51. ARV - Anti-retro viral
  52. 52. Condutas após o atendimento imediato ao paciente acidentado.
  53. 53. Condutas após o atendimento imediato 1. Acompanhar o acidentado durante 6 meses 2. Oferecer suporte emocional 3. Orientar o acidentado a relatar de imediato os seguintes sintomas: linfoadenopatia, rash, dor de garganta e sintomas de gripe 4. Reforçar a prática de biossegurança e precauções básicas em serviço. 5. Investigar as possíveis causas do acidente e recomendar medidas preventivas e corretivas 6. Notificar o Caso (SINAN, CAT ou NAS).
  54. 54. Recomendações ao acidentado  Prevenção à transmissão secundária  Atividade sexual com proteção pelo período de seguimento, principalmente nas primeiras 6 a 12 semanas pós-exposição  Evitar: gravidez, doação de sangue, de plasma, órgãos, tecidos e de sêmen  Interromper aleitamento materno Condutas após o atendimento imediato
  55. 55. “ O conflito entre cuidar de si ou do doente se torna freqüente com a progressiva intensificação do trabalho, a superposição de tarefas, as interferências repetidas no curso das mesmas e outras características da organização do trabalho que poderiam ser identificadas num enfrentamento coletivo das dificuldades atuais”. Osório Claudia et al., 2005. “A análise da responsabilidade é pluricausal e se dissocia da imputação de culpa, enquanto a análise monocausal, ainda predominante no Brasil, tende a imputá-la ao próprio trabalhador acidentado”. Machado JMH, Porto MFS, Freitas CM, 2000. Prevenção de acidentes com materiais perfurocortantes em serviços de saúde
  56. 56. A Vigilância dos Acidentes de Trabalho com Materiais Biológicos  A completude no preenchimento da ficha de acidente é fundamental pois campos como a circunstância do acidente, o agente, o uso de EPI, o local do acidente, serão importantes para efetuar a análise e desencadear as medidas de prevenção posteriores.  O acompanhamento da situação vacinal dos profissionais de saúde e a promoção de campanhas de vacinação é fundamental para a prevenção de adoecimento.
  57. 57. A Vigilância dos Acidentes de Trabalho com Materiais Biológicos  O serviço deve promover campanhas educativas de Biossegurança e prevenção de acidentes de trabalho  A promoção de medidas como o acompanhamento do descarte adequado, evitar o reencape de agulhas , motivo frequente de acidente de trabalho com material biológico, são recomendadas.  Nos próximo slide apresentamos a proposição de análise coletiva de acidentes de trabalho proposta por Osório e a abordagem de
  58. 58. Proposição de um método de análise coletiva dos acidentes de trabalho no hospital  O método consiste em levar o trabalhador a recriar a situação em que ocorreu o acidente, deslocando-se para a posição de observador de seu próprio trabalho. Na primeira etapa da análise, o trabalhador é convidado a mostrar ao analista do trabalho como se deu o acidente. Na segunda, a dupla acidentado/analista registra, num diagrama, a sucessão de eventos descrita. Na terceira, o registro feito é rediscutido e complementado; Na quarta, são avaliadas e executadas, sempre pela dupla acidentado/analista, ações destinadas a prevenir a reincidência do acidente analisado. (Osório Claudia et al. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 21(2):517-524, mar-abr, 2005 - veja no material de apoio)*analista: profissional que está fazendo a análise do acidente –vide artigo.
  59. 59. Abordagens atuais de prevenção de acidentes com perfurocorantes  Na hierarquia da prevenção de acidentes com perfurocortantes, a primeira prioridade é eliminar e reduzir o uso de agulhas e outros perfurocortantes onde for possível. A próxima é isolar o perigo através do uso de um controle de engenharia no ambiente ou no próprio perfurocortante, dessa forma impedindo que o elemento perfurante ou cortante fique exposto em qualquer lugar do ambiente de trabalho.  Quando essas estratégias não estão disponíveis ou não fornecem proteção completa, só então é que o foco deve ser na implementação das mudanças na prática de trabalho e do uso de equipamentos de proteção individual.
  60. 60. Alternativas para o uso de agulhas  Os serviços de saúde podem eliminar ou reduzir o uso de agulhas de diversas maneiras.  A maioria (~70%) dos hospitais norte- americanos(83) eliminou o uso desnecessário de agulhas através da implementação de sistemas de administração IV que não exigem (e em alguns casos, não permitem) o acesso a agulhas. (Alguns autores consideram esta uma medida de controle de engenharia, como descrito acima.)
  61. 61. Alternativas para o uso de agulhas  Essa estratégia removeu amplamente as agulhas dos circuitos intravasculares, como aquelas para infusão intermitente (piggy-back) e outras agulhas usadas para conectar e acessar partes do sistema de administração IV.  Esses sistemas demonstraram sucesso considerável na redução de acidentes com perfurocortantes relacionados a circuitos. Intravasculares.
  62. 62. Alternativas para o uso de agulhas Outras estratégias importantes para eliminação ou redução do uso de agulhas incluem:  Uso de alternativas para fornecer medicação e vacinação quando for disponível e seguro para o atendimento ao paciente, revisão das rotinas e práticas de coleta de amostras de sangue a fim de identificar e eliminar punções desnecessárias, uma estratégia que é boa tanto para os pacientes, quanto para os trabalhadores da saúde.  Além disso, este tipo de medida também pode contribuir para reduzir o desperdício de material e os gastos a ele relacionados, como na estratégia de planejar todos os exames de um paciente de forma a colhê-los em uma única vez.
  63. 63. Controles de Engenharia  Esses controles segregam ou isolam um perigo no local de trabalho.  No contexto da prevenção de acidentes com perfurocortantes, incluem os coletores de descarte, que retiram os perfurocortantes do ambiente e os segregam em recipientes específicos, e os dispositivos de segurança, que isolam completamente o perfurocortante.  A ênfase nesses controles levou ao desenvolvimento de muitos tipos de dispositivos de segurança e há critérios sugeridos para a criação e o desempenho desses dispositivos.
  64. 64. Controles de Engenharia  Os estudos sugerem que nenhum dispositivo de segurança ou estratégia funciona da mesma maneira em todos os serviços de saúde.  Além disso, não existe um critério padrão para avaliação das alegações sobre a segurança dos dispositivos, embora todos os principais fabricantes de artigos médicos comercializem perfurocortantes com dispositivos de segurança.  Os trabalhadores devem desenvolver seus próprios programas para selecionar a tecnologia mais adequada e avaliar a eficácia de diversos materiais no contexto de seus próprios ambientes de trabalho.
  65. 65. Mudanças nas práticas de trabalho  Com o foco atual nas medidas de controle de engenharia, há poucas informações novas sobre o uso de controles nas práticas de trabalho para reduzir o risco de acidentes com perfurocortantes durante o atendimento ao paciente. Uma exceção se refere à prevenção de acidentes no centro cirúrgico.  Os controles nas práticas de trabalho são um importante componente da prevenção de exposições a material biológico, incluindo acidentes percutâneos, em ambientes cirúrgicos e obstétricos porque o uso de perfurocortantes não pode ser abolido.
  66. 66. Mudanças nas práticas de trabalho – Medidas em centro cirúrgico  Usar instrumentos, em vez dos dedos, para segurar agulhas, retrair tecidos e montar/desmontar agulhas e lâminas de bisturis;  Anunciar verbalmente ao passar perfurocortantes;  Evitar a passagem de instrumentos perfurocortantes de mão em mão, usando uma bacia/ bandeja ou uma área de zona neutra;  Usar métodos alternativos de corte, como dispositivos de eletrocauterização cegos (blunt electrocautery) e a laser, quando adequados;  Substituir a cirurgia aberta por cirurgia endoscópica, quando possível;  Usar lâminas de bisturi com ponta arredondada ao invés de lâminas pontiagudas;  Usar dois pares de luvas.  O uso de agulhas de sutura cegas/rombas (blunt suture needles)
  67. 67. Mudanças nas práticas de trabalho Medidas em centro cirúrgico Isoladamente, dispositivos de segurança e mudanças nas práticas de trabalho não irão prevenir todos os acidentes com perfurocortantes. Reduções significativas desses acidentes também exigem:  Ações educativas,  Uma redução na realização de procedimentos invasivos o máximo possível  Um ambiente de trabalho seguro  Uma relação trabalhador/paciente adequada.
  68. 68. Leia mais sobre prevenção de acidentes com materiais perfurocortantes no texto de apoio. Manual de implementação Programa de prevenção de acidentes com materiais perfurocortantes em serviços de saúde. Adaptado: Osório Claudia et al. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 21(2):517-524, mar-abr, 2005
  69. 69. São tantas as informações , fluxos, por onde começo? O que posso fazer para implantar um atendimento no meu município? Ou orientar outros técnicos a montar um serviço de atendimento ao acidentado?
  70. 70. Sugestões A rede de serviços para atendimento ao trabalhador acidentado com materiais biológicos, na rede SUS/ Bahia, está sendo redesenhada por diversas diretorias da SESAB. Nos próximos slides, fizemos algumas sugestões baseadas em informações obtidas na literatura e em reuniões técnicas da SESAB para informar os elementos básicos necessários ao atendimento ao acidentado.
  71. 71. Composição da Equipe Multiprofissional envolvida no Atendimento ao Acidentado com Materiais Biológicos Equipe:  Enfermeiro  Médico  Farmacêutico  Técnico de Referência em Saúde do trabalhador (PAIST/SIAST ou outros)  Técnico da Vigilância Epidemiológica  Assistente Social  Médico infectologista  Psicólogo
  72. 72. Serviços de Saúde envolvidos no Atendimento ao Acidentado com Material Biológico Serviços de Saúde:  Unidades Básicas de Saúde  Unidades de Atendimento Pré-Hospitalar  Centro de Testagem e Aconselhamento – CTA  Serviços de Atenção Especializada em DST/Aids/HVI – SAE  Unidades da Rede de Urgência e Emergência  Hospitais e Maternidades  Laboratórios  Farmácias  CRIE – Centro de Referência em Imunobiológicos Especiais
  73. 73. Outros serviços/setores que podem estar envolvidos no atendimento a depender da unidade de saúde  PAIST / NUGTES – para o setor público estadual  SESMT – Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho.  CIPA – Comissão interna de Prevenção de Acidentes  CCIH – Centro de controle de infecção Hospitalar  Entre outros
  74. 74. Unidade Dispensadora de Medicamentos (UDM) CTA / SAE Núc leo de Vigilância Epidemiológica Hospitalar- NHE Hospitais da rede própria do Estado Rede Assistencial SESAB Para mais informações consulte o PDR – www2.saude.ba.gov.br/mapa_bahia
  75. 75. Impressos utilizados nas situações de exposição ocupacional aos vírus HIV, HBV e HCV  Ficha do SINAN: Acidentes de Trabalho com Exposição a Material Biológico.  Termo de Consentimento Livre e Esclarecido – Trabalhador acidentado e paciente fonte.  Termo de abordagem consentida - modelo anexo à Instrução Normativa 1.626/2007.  Ficha de referência e contra-referência - encaminhamento para serviços especializados.  Formulário de solicitação de medicamentos ARV (Siclom – ver no material de apoio)  Ficha de controle de imunobiológicos especiais.  OBS: Para mais informação verificar o material de Apoio.
  76. 76. Teste Rápido  Recomenda-se a utilização de testes rápidos para detecção de anticorpos anti-HIV,  O principal objetivo do seu uso é conhecer a condição sorológica do paciente-fonte para definir quanto à indicação da quimioprofilaxia  No caso de testagem não reagente, a PEP não deve ser instituída e caso iniciada deve ser interrompida.  O “Manual técnico para o diagnóstico da infecção pelo HIV”, do Ministério da Saúde (2014), define os algoritmos para execução dos testes rápidos (ver material de apoio)
  77. 77. Hospital do Subúrbio – Atendimento de Urgência e Emergência Parceria Publico Privada  Os próximos slides, descrevem o exemplo de atendimento ao acidentado, fluxo e formulários utilizados pelo Hospital do Subúrbio/ Salvador–Ba.  Este hospital realiza o atendimento interno para os seus trabalhadores acidentados por meio da equipe do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho-SESMT.  A equipe técnica do SESMT nos cedeu as informações e impressos do fluxo de atendimento ao trabalhador do HS acidentado com materiais biológicos.
  78. 78. Hospital do Subúrbio - SESMT Composição da equipe do SESMT :  04 Técnicos de Segurança do Trabalho;  01 Engenheiro de Segurança do Trabalho;  01 Médico do trabalho;  01 Técnico de enfermagem do trabalho,  01 Enfermeira do trabalho;  01 Assistente administrativo e  um aprendiz de rotina administrativa (Jovem aprendiz).
  79. 79. Acidente com materiais biológicos Hospital do Subúrbio  Possui laboratório próprio (sorologias)  Parceria com o Hospital Couto Maia para a atenção à saúde do acidentado (O Hospital do Subúrbio oferece medicação para 3 dias e depois o paciente é encaminhado para o Hospital Couto Maia para avaliação com o infectologista e continuação da medicação)  Possui Centro de controle de infecção Hospitalar – CCIH do próprio Hospital (repassa as fichas de notificação do SINAN para o Distrito Sanitário -Subúrbio Ferroviário/Periperi para computação dos dados)  Distrito Sanitário - Subúrbio Ferroviário/ Periperi - Fornecimento de Vacina, digitação das fichas do SINAN
  80. 80. FLUXO DE ATENDIMENTO
  81. 81. FLUXO DE ATENDIMENTO
  82. 82. Autorização(Termo de consentimento) do Acidentado para realização de exames (sorologias) Nome do Trabalhador Data
  83. 83. Encaminhamento do acidentado para o Hospital Couto Maia após o atendimento inicial Nome do TrabalhadorData Nome por extenso Assinatura
  84. 84. Atendimento externo para acidente com material biológico – Salvador  Centro Estadual Especializado em Diagnóstico e Pesquisa/CEDAP- 8 às 17h de segunda a sexta-feira.  Hospital Couto Maia (HCM) – 24 h.  UPA – 24 h.
  85. 85.  Para um melhor aproveitamento deste conteúdo, foi disponibilizado um caso sobre acidente de trabalho com exposição a materiais biológicos na vídeo – aula: “ Roda de Conversa sobre ADRT no SINAN”.
  86. 86. Estamos propondo uma troca de experiências: gostaríamos que você participasse no fórum de dúvidas, colocando a realidade de sua região/município para que juntos possamos visualizar a realidade do atendimento ao acidentado com materiais biológicos na rede SUS/Bahia e elaborarmos em conjunto novos fluxos ajustados a realidade de cada região.
  87. 87. Atenção para o gerenciamento de resíduos
  88. 88. Não esqueça de ler os texto
  89. 89. Bibliografia BRASIL. Protocolo de Atenção à Saúde dos Trabalhadores Expostos a Materiais Biológicos. Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. – Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2006. BAHIA. Manual de Normas e Procedimentos Técnicos para a Vigilância da Saúde do Trabalhador, Secretaria de Saúde do Estado, SESAB/SUVISA/CESAT, 2002. Textos complementares e filmes no material de apoio

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