Agua

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  1. 1. Poluição das águas Elaborado por Rafael Manuel tucuzo Eduardo Mondlane-maputo 1-Introdução Poluição da água é a contaminação de corpos de água por elementos que podem ser nocivos ou prejudiciais aos organismos e plantas, assim como a actividade humana. O resultado da contaminação traduz-se como água poluído (Benetti et al., 1995). Muitos dos desequilíbrios causados no Globo pela actividade humana têm implicações sobre o ciclo hidrológico e, consequentemente, sobre a qualidade da água dos ecossistemas aquáticos que se encontram à superfície da Terra (Benetti et al., 2007). Estes efeitos são indirectos. Há, no entanto, também efeitos directos da actividade das populações humanas sobre os ecossistemas aquáticos, sendo de salientar, por mais preocupantes, aqueles que causam a eutrofização e a poluição dos sistemas ecológicos de água doce (Niencheski,1996). Segundo Farias (2002) A água pode ter sua qualidade afectada pelas mais diversas actividades do homem, sejam elas domésticas, comerciais ou industriais. Grupo v Cada uma dessas actividades gera poluentes Página 1
  2. 2. Poluição das águas característicos que têm uma determinada implicação na qualidade do corpo receptor. A poluição pode ter origem química, física ou biológica, sendo que em geral a adição de um tipo destes poluentes altera também as outras características da água. Desta forma, o conhecimento das interacções entre estas é de extrema importância para que se possa lidar da melhor forma possível com as fontes de poluição (Esteves, 1998). 2-Objectivos 2.1-Gerais  Estudar os principais poluentes das águas. 2.2-Específicos  Conhecer os efeitos causados pela água poluída. Grupo v Página 2
  3. 3. Poluição das águas  Identificar as principais fontes de poluição hídrica.  Descrever os factores responsáveis pela poluição. 3-Metodologia  O presente trabalho foi feito com base em revisões bibliográficas de manuais e de vários artigos cinéticos através das pesquisas na internet. 4-Poluição das águas Grupo v Página 3
  4. 4. Poluição das águas Segundo Fonseca (2003) Poluição da água é a contaminação de corpos de água por elementos que podem ser nocivos ou prejudiciais aos organismos e plantas, assim como a actividade humana. A efectiva poluição da água possui um histórico recente e de grande impacto sobre o meio ambiente. Foi a partir de 1800 que os países europeus começaram a se utilizar de sistemas de esgotos. Poucos anos após, devido ao consumo de água sem o tratamento adequado, ocorreram graves epidemias como a cólera e a febre tifóide - algo realmente catastrófico (Bennett et al .,2007). Segundo Farias (2002) A revolução industrial, que teve seu início na segunda metade do século XIX, auxiliou grandemente o aumento da poluição das águas. De lá para cá, as atitudes humanas não mudaram muito. Até hoje, indústrias continuam lançando nas águas e no ar seus rejeitos, bem como nossas residências também o fazem. Os itens que seguem a este são uma análise química da poluição de nossas águas. Grupo v Página 4
  5. 5. Poluição das águas Fig. Descarga de um influente industrial 4.1-Princípios ecológicos sobre a água poluída Há determinados princípios ecológicos básicos (no sentido de fundamentais) que devem estar subjacentes a quaisquer estudos sobre a qualidade da água. São esses princípios que permitem perceber toda a regulação dos processos físicos, químicos e biológicos, e também a maneira como eles interactuam (Esteves, 1998). 4.1.1- Primeiro princípio Segundo Unesco (2009) Tudo o que se passa nos ecossistemas se faz à custa de transformações de Energia. As transformações de energia obedecem às leis da Termodinâmica: primeira lei – nenhuma transformação de energia é 100 % eficiente, há sempre dispersão de energia sob a forma de calor; segunda lei – a energia é sempre transformada de uma forma noutra, nunca é criada nem destruída 4.1.2- Segundo princípio Grupo v Página 5
  6. 6. Poluição das águas Tudo o que é lançado artificialmente nos ecossistemas fica lá, entra nos ciclos Biogeoquímicos dos elementos naturais e vai ter consequências em geral desastrosas para o ecossistema (Unesco, 2009). 4.2-Tipos e características de poluição das águas A água é poluída por um grande ramo de produtos, podendo ser dividida pelas suas características: 4.2.1-Poluição pontual Refere-se àquelas onde os poluentes são lançados em pontos específicos dos corpos d’água e de forma individualizada, as emissões ocorrem de forma controlada, podendo-se identificar um padrão médio de lançamento, geralmente a quantidade e composição dos lançamentos não sofrem grandes variações ao longo do tempo (Niencheski, 1996). Exemplos típicos de fontes pontuais de poluição são as indústrias e estações de tratamento de esgotos. 4.2.2- Poluição difusa Se dá quando os poluentes atingem os corpos d´água de modo aleatório, não havendo possibilidade de estabelecer qualquer padrão de lançamento, seja em termos de quantidade, frequência ou composição. Grupo v Página 6
  7. 7. Poluição das águas Por esse motivo o seu controle é bastante difícil em comparação com a poluição pontual (Benetti et al.,2007) Exemplos típicos de poluição difusa são os lançamentos das drenagens urbanas, escoamento de água de chuva sobre campos agrícolas e acidentes com produtos químicos ou combustíveis. Fig. Poluição hídrica de um córrego em uma das favelas indianas. Segundo Esteves (1998). Cada uma das fontes de poluição citadas determina um certo grau de poluição no corpo hídrico atingido, que é mensurado através de características físicas, químicas e biológicas das impurezas existentes, que, por sua vez, são identificadas por parâmetros de qualidade das águas (físicos, químicos e biológicos) 4.3-Fonte de poluição De uma maneira geral, as características físicas são analisadas sob o ponto de vista de sólidos (suspensos, coloidais e dissolvidos na água), gases e temperatura. As características químicas, nos aspectos de Grupo v Página 7
  8. 8. Poluição das águas substâncias orgânicas e inorgânicas e as biológicas sob o ponto de vista da vida animal, vegetal e organismos unicelulares (Benetti et al., 1995). 4.3.1-Poluição Química Dois tipos de poluentes caracterizam a poluição química: a) Biodegradáveis: são produtos químicos que ao final de um tempo, são decompostos pela ação de bactérias. São exemplos de poluentes biodegradáveis os detergentes, insecticidas, fertilizantes, petróleo, etc. b) Persistentes: são produtos químicos que se mantém por longo tempo no meio ambiente e nos organismos vivos. Estes poluentes podem causar graves problemas como a contaminação de alimentos, peixes e crustáceos. São exemplos de poluentes persistentes o DDT (diclodifenitricloroetano), o mercúrio. 4,3.2-Poluição Física Denomina-se poluição física aquela que altera as características físicas da água, as principais são: poluição térmica e poluição por sólidos. a) Poluição térmica: decorre do lançamento nos rios da água aquecida usada no processo de refrigeração de refinarias, siderúrgicas e usinas termoeléctricas. Grupo v Página 8
  9. 9. Poluição das águas b) Poluição por resíduos sólidos: podem ser sólidos suspensos, coloidais e dissolvidos. Em geral esses sólidos podem ser provenientes de ressuspensão de fundo devido à circulação hidrodinâmica intensa, provenientes de esgotos industriais e domésticos e da erosão de solos carregados pelas chuvas ou erosão das margens. 4.3.3-Poluição biológica A água pode ser infectada por organismos patogénicos, existentes nos esgotos. Assim, ela pode conter: Bactérias: provocam infecções intestinais epidérmicas e endémicas (febre tifóide, cólera, shigelose, salmonelose, leptospirose); vírus: provocam hepatites e infecções nos olhos; protozoários: responsáveis pelas amebíases e giardíases; vermes: esquistossomose e outras infestações. 4.4-Caracterização Das Fontes De Poluição Cada actividade emite poluentes característicos, e cada um destes contaminantes causa um efeito, com diferentes graus de poluição, A seguir serão listadas diversas actividades potencialmente geradoras de poluição dos sistemas hídricos em geral, e identificados os principais poluentes emitidos e seus efeitos no ambiente onde são lançados. 4.4.1-Esgoto doméstico Grupo v Página 9
  10. 10. Poluição das águas As águas que compõem o esgoto doméstico, compreendem as águas utilizadas para higiene pessoal, cocção e lavagem de alimentos e utensílios, além da água usada em vasos sanitários. Os esgotos domésticos são constituídos, primeiramente por matéria orgânica biodegradável, microorganismos (bactérias, vírus, etc.), nutrientes (nitrogénio e fósforo), óleos e graxas, detergentes e metais. Um exemplo típico de poluição por esgoto doméstico é a deterioração da qualidade das águas da represa Billings. 4.4.2-Depósitos de lixo Os depósitos de lixo possuem resíduos sólidos de actividades domésticas, hospitalares, industriais e agrícolas. Entre os principais impactos nos sistemas hídricos está o acúmulo deste material sólido em galerias e ductos, impedindo o escoamento do esgoto pluvial e cloacal. Pode-se ainda citar que a decomposição do lixo, produz um líquido altamente poluído e contaminado denominado chorume. Em caso de má disposição dos rejeito, o chorume atinge os mananciais subterrâneos e superficiais. 4.4.3-Mineração Os impactos sobre os recursos hídricos da actividade de mineração dependem da substância mineral que está sendo beneficiada. O Grupo v Página 10
  11. 11. Poluição das águas beneficiamento do ouro tem como principal impacto a contaminação das águas por mercúrio. A actividade de mineração desses metais fez com que as águas dos rios onde eram dispostos os resíduos se tornassem mais ácidas que o normal. Além desses factores que são específicos para cada mineral beneficiado, ainda existem impactos comuns, como: construção de barragens, desmatamento e desencadeamento de processos erosivos. 4.4.4-Agricultura Os defensivos químicos empregados no controle de pragas são pouco específicos, destruindo indiferentemente espécies nocivas e úteis. Com as chuvas, os produtos químicos usados na composição dos pesticidas infiltram no solo contaminando os lençóis freáticos e acabam escorrendo para os rios continuando a contaminação. 4.4.5-Indústrias As águas residuárias industriais apresentam uma grande variação tanto na sua composição como na sua vazão, reflectindo seus processos de produção. Originam-se em três pontos: a) Águas sanitárias: efluentes de banheiro e cozinhas; b) Águas de refrigeração: água utilizada para resfriamento; Grupo v Página 11
  12. 12. Poluição das águas c) Águas de processos: águas que têm contacto directo com a matériaprima do produto processado; 4.4.6-Fertilizantes Os principais poluentes desta indústria são o nitrogénio e o fósforo, que são nutrientes para as plantas aquáticas, especialmente para as algas, que pode acarretar a eutrofização. 4.4.7-Pesqueira O efluente da indústria processadora de pescado se caracteriza pelas altas concentrações de nitrogénio total, gordura e sólidos totais, e matéria orgânica. 4.5-Transmissão de doenças A água poluída pode causar diversos efeitos prejudiciais à saúde humana tais como: febre tifóide, cólera, disenteria, meningite e hepatites A e B. Pode ser igualmente por vectores de contaminação por doenças transportadas por mosquitos, como paludismo, dengue, malária, doença do sono, febre-amarela. Pode conter parasitas como verminoses, Grupo v Página 12
  13. 13. Poluição das águas enquanto a escassez da água pode gerar ou potenciar doenças como a lepra, tuberculose, tétano e difteria (Niencheski, 1996). As águas poluídas por efluentes líquidos industriais podem causar contaminação por metais pesados que geram tumores hepáticos e de tiróide, alterações neurológicas, dermatoses, rinites alérgicas, disfunções gastrointestinais, pulmonares e hepáticas. No caso de contaminação por mercúrio, podem ocorrer anúria e diarreia sanguinolenta (Unesco, 2009). 5-Floração das águas Este fenómeno é causado pelo uso agrícola de fertilizantes, que contêm fósforo e azoto que ao atingir os cursos de água, nutrem as plantas aquáticas. Naturalmente, o fósforo e o azoto estão em défice nos sistemas aquáticos, limitando o crescimento dos produtores primários (Esteves, 1998). Segundo Farias(2002) Com o aumento destes nutrientes, a sua população tende a crescer descontroladamente, diminuindo a transparência da água e com isso causando a diminuição de luz solar. Esta diminuição afecta a população de macrófilas submersas, diminuindo assim a diversidade do habitat, e provocando uma redução na capacidade de alimentos para inúmeros microorganismos, empobrecendo as comunidades de invertebrados e vertebrados. 5.1-A eutrofização Grupo v Página 13
  14. 14. Poluição das águas A eutrofização é um dos estados da sucessão natural dos ecossistemas de lago. À medida Que o tempo passa e os nutrientes se vão acumulando dentro da bacia lacustre, vai havendo um Desenvolvimento cada vez maior das populações de fitoplâncton, observando-se com frequência o aparecimento de blooms de algas. Quando acontece naturalmente, a eutrofização é gradual e muito lenta,é importante salientar, no entanto, que não há nada de errado com a eutrofização em si mesma. Trata-se de um processo natural, como ficou dito atrás (Fonseca, 2003). Fig: Estágio intermediário de eutrofização. 5.1.1- Causas da eutrofização O que está mal nos processos eutróficos observados nos nossos dias é a taxa a que essa Eutrofização se dá: devido a actividades antropogénicas de vária natureza, assiste-se a um acelerar da taxa de eutrofização que, esse sim, Grupo v Página 14
  15. 15. Poluição das águas por ser muito rápido e antinatural, tem resultados desastrosos (Esteves, 1998). Segundo Unesco (2009) Os blooms de cianobactérias, antigamente designadas por algas azuis, os que têm piores consequências para as populações humanas, pois estas algas libertam toxinas causadoras de efeitos desagradáveis e por vezes perigosos para a saúde. 5.1.2-Consequências da eutrofização Quando acontece rapidamente em consequência das actividades humanas a eutrofização pode ter resultados desastrosos também para as populações aquáticas: a diminuição progressiva da concentração de oxigénio dissolvido na água, devida ao desenvolvimento exagerado das algas microscópicas que constituem o fitoplâncton e ao aumento extraordinário da decomposição, pode conduzir à morte em massa de peixe, Redução da transparência da água, Crescimento da biomassa de algas betónicas e epifíticas (Esteves, 1998). 5.1.3-Control de fenómeno de eutrofização Há vários meios para controlar a eutrofização, desde os físico-químico de que é exemplo o arejamento do hipolimnion dos lagos até aos métodos em que se modificam, ou manipulam, as populações biológicas e que por isso assumem a designação geral de biomanipulação (Niencheski et al.,1996). Grupo v Página 15
  16. 16. Poluição das águas O mais importante a ter em conta quando se pretende controlar a eutrofização é saber que Não há nenhum método que funcione como uma panaceia. Os lagos são diferentes uns dos outros no que respeita a características como morfometria, tempo de residência da água, idade, hidrodinâmica, penetração da luz, temperatura e pH da água, sobrecarga de nutrientes, sendo por isso necessário estudar cada caso em particular antes de empreender qualquer medida (UNESCO, 2009). 6-Como evitar o fenómeno de eutrofização e poluição da água Segundo Fonseca, (2003) Para que os problemas de eutrofização e poluição possam vir a ser evitados, ou pelo menos minimizados, e a água possa ter uma boa qualidade, é necessário fazer uma gestão consciente e cuidada dos recursos aquáticos. Por exemplo, saber quais os poluentes e em que quantidades é que podem ser lançados à água. Para realizar a gestão das massas de água doce é necessário saber a composição da água recurso (receptora dos efluentes) e também a composição do efluente que é o potencial poluente (Unesco, 2009). Para além destes esforços que, por definição, deverão ser mantidos, é aconselhável fazer ainda outro tipo de estudos: Grupo v Página 16
  17. 17. Poluição das águas 1. Determinar o grau potencial de poluição de modo a avaliar os prováveis efeitos na qualidade da água onde o efluente vai ser lançado. 2. Determinar o tipo e o grau de tratamento a aplicar de modo a tornar o efluente inofensivo. 3. Identificar na fonte poluente possíveis agentes patogénicos humanos. 4. Determinar o fluxo para que, em alguns casos mesmo após o tratamento, o efluente seja sujeito a um adequado efeito de diluição nas águas receptoras. 5. Sempre: avaliar os custos. Antes de encetar qualquer acção, quer a monitorização levada a cabo com regularidade, quer Os estudos de análises pontuais e processos de avaliação de poluição potencial, é necessário definir claramente os objectivos que se pretende atingir. O ideal é estabelecer padrões que servirão de base para a qualidade da água receptora. Isto consegue-se também com programas de monitorização. (Baumgarten et al.,1993). 7-Chuvas acidas Segundo Baumgarten et al., (1993) A denominação de chuva ácida é utilizada para qualquer chuva que possua um valor de pH inferior a 4,5 unidades. Pode também dizer-se que as chuvas "normais" são ligeiramente ácidas, pois apresentam um valor de pH próximo de 5,6. Grupo v Página 17
  18. 18. Poluição das águas Essa acidez natural é causada pela dissociação do dióxido de carbono em água, formando um ácido fraco, conhecido como ácido carbónico, de acordo com a reacção química que se apresenta abaixo:  CO2 (g) + H2O (l) ---> H2CO3 (aq) 7.1-Causas das chuvas acida Actualmente, a chuva ácida é um dos principais problemas ambientas nos países industrializados. Ela é formada a partir de uma grande concentração de poluentes químicos, que são despejados na atmosfera diariamente. Estes poluentes, originados principalmente da queima de combustíveis fósseis, formam nuvens, neblinas e até mesmo neve (Unesco, 2009). Segundo Bennett et al., (2007) A chuva ácida é composta por diversos ácidos como, por exemplo, o óxido de nitrogénio e os dióxidos de enxofre, que são resultantes da queima de combustíveis fósseis (carvão, óleo diesel, gasolina entre outros). 7.2-Consequências das chuvas acida 7.2.1-Para a Saúde A chuva ácida liberta metais tóxicos que estavam no solo. Esses metais podem contaminar os rios e serem inadvertidamente utilizados pelo homem causando sérios problemas de saúde (Esteves, 1998). Grupo v Página 18
  19. 19. Poluição das águas 7.2.2-Nas Casas, Prédios e demais edifícios Segundo Farias (2002) A chuva ácida também ajuda a corroer alguns dos materiais utilizados nas construções, danificando algumas estruturas, como as barragens, as turbinas de geração de energia, etc. 7.2.3-Lagos Os lagos podem ser os mais prejudicados com o efeito das chuvas ácidas, pois podem ficar totalmente acidificados perdendo toda a sua vida (Fonseca, 2003). 7.2.4-Desflorestação Segundo Niencheski (1996) A chuva ácida provoca clareiras, matando algumas árvores de cada vez. Podemos imaginar uma floresta, que vai sendo progressivamente dizimada, podendo eventualmente ser até destruída. 7.2.5-Agricultura A chuva ácida afecta as plantações quase da mesma forma que as florestas, no entanto a destruição é mais rápida, uma vez que as plantas são todas do mesmo tamanho e assim, igualmente atingidas pelas chuvas ácidas (Unesco, 2009). 7.3-Soluções das chuvas acida Grupo v Página 19
  20. 20. Poluição das águas Segundo Farias (2002) De uma forma resumida, poderemos apontar algumas soluções que, a serem adoptadas contribuirão decisivamente para a diminuição deste problema:  Incentivar a utilização dos transportes colectivos, como forma de diminuir o número de veículos que circulam nas estradas.  Incentivar a descentralização industrial.  Dessulfurar os combustíveis com alto teor de enxofre antes da sua distribuição e consumo.  Dessulfurar os gases de combustão nas indústrias antes do seu lançamento na atmosfera.  Subsidiar a utilização de combustíveis limpos (gás natural, energia eléctrica de origem hidráulica, energia solar e energia eólica) em fontes de poluição tipicamente urbanas como hospitais, lavandeiras e restaurantes.  Utilizar combustíveis limpos em veículos, indústrias e caldeiras. 8-Conclusão Resumidamente pode-se concluir que a poluição dos sistemas hídricos é um problema de toda Sociedade. E se esta sociedade pretende possuir água potável que possa ser consumida no futuro, deve acima de tudo rever suas actividades, sejam elas domésticas, comerciais ou industriais, pois todas possuem Grupo v Página 20
  21. 21. Poluição das águas implicações que acabam directamente ou indirectamente degradando os mananciais hídricos disponíveis. Actualmente existem instrumentos dos mais diversos tipos para controle e gerenciamento da poluição hídrica. Assim que a poluição dos corpos d’água começou a ser percebida e sentida, tais instrumentos, tanto técnicos como legais foram desenvolvidos, e evoluíram ao longo dos anos. Hoje se pode avaliar com precisão o dano de um despejo industrial em um rio ou em um lago. Portanto, a única maneira de resolver o problema da poluição é o desenvolvimento de políticas e programas de conscientização, tanto do poder público como da iniciativa privada, que esclareça que a água é um recurso renovável, porém finito e cada vez mais escasso. Grupo v Página 21
  22. 22. Poluição das águas 9-Referências bibliográficas  BAUMGARTEN, M. G. Z. RODRIGUEZ, R. M. (1993). Identificação das possíveis fontes de contaminação das águas. Relatório Técnico – Oceanografia. V. 06.1-33pp  BENETTI, A. BIDONE, F. (1995). O meio ambiente e os recursos hídricos. IN: TUCCI, C. E. M. Hidrologia: ciência e aplicação. Porto Alegre: Ed. Da Universidade/UFRGS/ABRH.669p.  BENNETT, E. R.; LINDSTEDT, K. D. (2007). pollutional characteristics of stormwater runoff. Colorado Water Resources Institute Completion Report. v.84, n.204p.  ESTEVES, F. A. (1998). Fundamentos da limnologia. Rio de Janeiro: Interciência, 602p.  FARIAS, C. E. G. (2002). Mineração e o meio ambiente no Brasil. Disponível em: < http://www.cgee.org.br/arquivos/estudo011_02.pdf >. Acesso em: 10/09/2013. Grupo v Página 22
  23. 23. Poluição das águas  FONSECA, J. M (2003). Arsênio contamina água de cidades históricas de Minas Gerais. Disponível em: < http://www.brasiloeste.com.br/noticia.php/268 >. Acesso em: 10/09/2013.  NIENCHESKI, L. F. H.(1996). Manual de Análises de Oceanografia Química. Rio Grande: Editora da FURG, 132p.  UNESCO.(2009). Water in a changing world. The United Nations, World Water Development Report 3. UNESCO Publishing, Paris, 318 p. Grupo v Página 23

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