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2012
BANCO CENTRAL 
DE VENEZUELA 
INFORME 
ECONÓMICO 
2012
BANCO CENTRAL DE VENEZUELA 
AUTORIDADES DIRECTORIO 
Nelson J. Merentes D. 
Presidente 
Armando León Rojas 
Jorge Giordani ...
Catalogación en fuente Biblioteca Ernesto Peltzer 
Banco Central de Venezuela (BCV) 
Informe Económico 2012. – Caracas: Ba...
I N F O R M E E C O N Ó M I C O 2 0 1 2 
ÍNDICE 
SÍNTESIS 21 
CAPÍTULO I 
ENTORNO ECONÓMICO INTERNACIONAL 31 
1. Introducc...
B A N C O C E N T R A L D E V E N E Z U E L A 
3. Política cambiaria 69 
4. Política fiscal 72 
5. Política comercial 74 
...
I N F O R M E E C O N Ó M I C O 2 0 1 2 
CAPÍTULO IV 
SECTOR EXTERNO 149 
1. Introducción 151 
2. Balanza de pagos 151 
2....
B A N C O C E N T R A L D E V E N E Z U E L A 
CAPÍTULO VI 
AGREGADOS MONETARIOS Y TASAS DE INTERÉS 195 
1. Introducción 1...
I N F O R M E E C O N Ó M I C O 2 0 1 2 
CUADROS 
Indicadores básicos 
I-1 Inventarios de petróleo OCDE 
II-1 Régimen de a...
B A N C O C E N T R A L D E V E N E Z U E L A 
ANEXO ESTADÍSTICO 
I-1 Tasa de crecimiento del PIB. Países seleccionados 
I...
I N F O R M E E C O N Ó M I C O 2 0 1 2 
VII-1 Sistema bancario. Resumen del balance de situación (millones de Bs.) 
VII-1...
B A N C O C E N T R A L D E V E N E Z U E L A 
GRÁFICOS 
I-1 Tasa de crecimiento del PIB. Principales países avanzados 
I-...
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III-21 Índice de remuneraciones reales y producto medio por ocupado (variación 
p...
B A N C O C E N T R A L D E V E N E Z U E L A 
VII-1 Banca universal y comercial. Cartera de crédito y PIB no petrolero (v...
I N F O R M E E C O N Ó M I C O 2 0 1 2 
SIGLAS Y ABREVIATURAS 
AAD Autorización de Adquisición de Divisas 
ABE Autoridad ...
B A N C O C E N T R A L D E V E N E Z U E L A 
FED Federal Reserve System - Sistema de Reserva Federal de Estados Unidos 
...
I N F O R M E E C O N Ó M I C O 2 0 1 2 
Pymes Pequeñas y medianas empresas 
PMVP Precio máximo de venta al público 
POMR ...
B A N C O C E N T R A L D E V E N E Z U E L A 
SÍMBOLOS 
Abreviatura para unidades monetarias y de medidas 
bpd barriles d...
SÍNTESIS
I N F O R M E E C O N Ó M I C O 2 0 1 2 
23 
Durante 2012, la economía mundial experimentó una tasa de crecimiento menor a...
B A N C O C E N T R A L D E V E N E Z U E L A 
24 
Para alcanzar estos resultados, el incremento de la inversión pública c...
I N F O R M E E C O N Ó M I C O 2 0 1 2 
Indicadores básicos 
25 
( ) Las cifras entre paréntesis representan valores nega...
B A N C O C E N T R A L D E V E N E Z U E L A 
Continuación... 
( ) Las cifras entre paréntesis representan valores negati...
I N F O R M E E C O N Ó M I C O 2 0 1 2 
27 
Continuación... 
( ) Las cifras entre paréntesis representan valores negativo...
B A N C O C E N T R A L D E V E N E Z U E L A 
Continuación... 
() Las cifras entre párentesis representan valores negativ...
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2012(*) 2011(*) 2010(*) 2012/2011 2011/2010 
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Continuación... 
Años Variación ...
B A N C O C E N T R A L D E V E N E Z U E L A 
Continuación... 
() Las cifras entre párentesis representan valores negativ...
ENTORNO 
ECONÓMICO 
INTERNACIONAL 
CAPÍTULO I
I N F O R M E E C O N Ó M I C O 2 0 1 2 
33 
1. Introducción1 
La economía mundial se desaceleró nuevamente en 2012, al ex...
B A N C O C E N T R A L D E V E N E Z U E L A 
2 Este programa tiene como fin la 
34 
compra de títulos del Tesoro con 
ve...
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35 
En Reino Unido la economía se contrajo en 2012, afectada por la debilidad de ...
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36 
incremento de la demanda doméstica, las ventas externas y el gasto rela...
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37 
GRÁFICO I-2 
Variación anualizada de la tasa de inflación 
Principales países...
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38 
4,0 
1,0 
(%) 
(2,0) 
(5,0) 
(8,0) 
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Estados Unidos Cana...
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(Puntos básicos) 
Ene-2010 
Ene-20...
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40 
Con respecto a la internacionalización del yuan (CNY), la autoridad mon...
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41 
Entre tanto, las cifras de la Cepal reportaron un deterioro en el balance fis...
B A N C O C E N T R A L D E V E N E Z U E L A 
42 
economía y la mejora en la capacidad del Gobierno para ejecutar polític...
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43 
GRÁFICO I-7 
Variación anualizada de la tasa de inflación 
Países emergentes ...
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GRÁFICO I-9 
Resultado en cuenta corriente 
Países emergentes seleccion...
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4. Comercio internacional 
El comercio mundial de bienes y servicios se desac...
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46 
GRÁFICO I-12 
Evolución de los precios de las materias primas 
(Índice)...
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del crudo, que estuvo compensada por elementos de riesgo geopolítico y financ...
B A N C O C E N T R A L D E V E N E Z U E L A 
48 
En cuanto a los fundamentos del mercado petrolero, la demanda global mo...
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5.2. Evolución de la demanda de petróleo 
La demanda petrolera continuó mostr...
B A N C O C E N T R A L D E V E N E Z U E L A 
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este aumento. También se registraron incrementos en el Medio Oriente (0...
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51 
Se debe destacar que la OPEP realizó dos reuniones ordinarias durante el año,...
B A N C O C E N T R A L D E V E N E Z U E L A 
52 
GRÁFICO I-17 
Inventarios OCDE y capacidad cerrada 
de producción OPEP ...
I N F O R M E E C O N Ó M I C O 2 0 1 2 
6 Se refiere a todas las operaciones 
que se realizan en la Bolsa de Nueva 
York ...
ANEXO ESTADÍSTICO 
ENTORNO 
ECONÓMICO 
INTERNACIONAL
I N F O R M E E C O N Ó M I C O 2 0 1 2 
57 
CUADRO I-1 
Tasa de crecimiento del PIB 
Países seleccionados 
2012 2011 2010...
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58 
CUADRO I-2 
Tasa de inflación promedio anual 
Países seleccionados 
201...
I N F O R M E E C O N Ó M I C O 2 0 1 2 
59 
CUADRO I-3 
Tasa de desempleo promedio1/ 
Países seleccionados 
2012 2011 201...
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CUADRO I-4 
Saldo en cuenta corriente de los países seleccionados 
(com...
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CUADRO I-5 
Tipo de cambio nominal promedio 
Países seleccionados 
Fuente: FM...
B A N C O C E N T R A L D E V E N E Z U E L A 
62 
CUADRO I-7 
Tasas de interés a largo plazo1/ 
Países industrializados 
...
POLÍTICA 
ECONÓMICA 
NACIONAL: MARCO 
INSTITUCIONAL 
CAPÍTULO II
Informe Económico de Venezuela Año 2012. BCV
Informe Económico de Venezuela Año 2012. BCV
Informe Económico de Venezuela Año 2012. BCV
Informe Económico de Venezuela Año 2012. BCV
Informe Económico de Venezuela Año 2012. BCV
Informe Económico de Venezuela Año 2012. BCV
Informe Económico de Venezuela Año 2012. BCV
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  1. 1. 2012
  2. 2. BANCO CENTRAL DE VENEZUELA INFORME ECONÓMICO 2012
  3. 3. BANCO CENTRAL DE VENEZUELA AUTORIDADES DIRECTORIO Nelson J. Merentes D. Presidente Armando León Rojas Jorge Giordani José Félix Rivas Alvarado José Khan Fernández ADMINISTRACIÓN Nelson J. Merentes D. Presidente Eudomar Tovar Primer Vicepresidente Gerente VICEPRESIDENCIAS Juan Marcano Administración María Estrella Franco Consultoría Jurídica Carmen Maza Ramos Auditoría Interna Luis E. Ortega Zamora Gerencia General Casa de la Moneda Iván Giner Estudios Ramón Carpio Operaciones Internacionales Pascual Pinto Operaciones Nacionales
  4. 4. Catalogación en fuente Biblioteca Ernesto Peltzer Banco Central de Venezuela (BCV) Informe Económico 2012. – Caracas: Banco Central de Venezuela, 2013. – 268 p; 28cm. Colección Estadística.– Publicada desde 1940 hasta el presente.– ISSN: 1316-0672.– 1. Venezuela – Condiciones económicas – Publicaciones Periódicas 2. Indicadores económicos – Publicaciones Periódicas – Venezuela 3. Políticas económicas – Venezuela 4. Agregados monetarios – Venezuela 5. Tasas de interés – Venezuela I. TÍTULO Clasificación Dewey: R/330.987005/B213 Clasificación JEL: B213 © Banco Central de Venezuela, 2013 Coordinación y producción Primera Vicepresidencia Gerencia Vicepresidencia de Estudios Vicepresidencia de Operaciones Nacionales Vicepresidencia de Operaciones Internacionales Producción editorial Gerencia de Comunicaciones Institucionales, BCV Departamento de Publicaciones Avenida Urdaneta, esquina de Las Carmelitas, Torre Financiera, piso 14, ala sur Caracas 1010, Venezuela Teléfonos: 801.5514 / 8380 / 5235 Fax: 536.9357 publicacionesbcv@bcv.org.ve www.bcv.org.ve RIF: G-20000110-0 Diseño gráfico Departamento de Publicaciones, BCV Diagramación José V. Leal O. Corrección de textos María Bolinches Babiloni Impresión Editorial Ex Libris Hecho el Depósito de Ley Depósito legal: pp 85-0131 ISSN: 1316-0672 Impreso en Venezuela - Printed in Venezuela
  5. 5. I N F O R M E E C O N Ó M I C O 2 0 1 2 ÍNDICE SÍNTESIS 21 CAPÍTULO I ENTORNO ECONÓMICO INTERNACIONAL 31 1. Introducción 33 2. Economías industrializadas 34 3. Economías emergentes 38 4. Comercio internacional 45 5. Mercado petrolero internacional 46 5.1. Visión global 46 5.2. Evolución de la demanda de petróleo 49 5.3. Comportamiento de la oferta de petróleo 50 5.4. Evolución de los inventarios 51 5.5. Mercados financieros de petróleo 53 Anexo estadístico: Entorno económico internacional 55 CAPÍTULO II POLÍTICA ECONÓMICA NACIONAL: MARCO INSTITUCIONAL 63 1. Introducción 65 2. Política monetaria 65
  6. 6. B A N C O C E N T R A L D E V E N E Z U E L A 3. Política cambiaria 69 4. Política fiscal 72 5. Política comercial 74 6. Políticas de precios y salarios 75 7. Política financiera 78 8. Política sectorial 81 8.1. Vivienda 81 8.2. Sector agrícola 82 8.3. Sector manufacturero 83 8.4. Sector turismo 84 8.5. Sector petrolero 85 Anexo estadístico: Política económica nacional: marco institucional 87 CAPÍTULO III SECTOR REAL 99 1. Introducción 101 2. Oferta agregada 101 2.1. Análisis global 101 2.2. Análisis sectorial 104 2.2.1. Actividades petroleras 104 2.2.2. Actividades no petroleras 107 3. Demanda agregada 112 4. Mercado laboral y precios 114 4.1. Mercado laboral 114 4.2. Precios 124 5. Indicadores sociales 132 Anexo estadístico: Sector real 141
  7. 7. I N F O R M E E C O N Ó M I C O 2 0 1 2 CAPÍTULO IV SECTOR EXTERNO 149 1. Introducción 151 2. Balanza de pagos 151 2.1 Cuenta corriente y términos de intercambio 153 2.1.1. Cuenta corriente 153 2.1.2. Términos de intercambio 161 2.2. Cuenta capital y financiera 162 2.3. Posición de inversión internacional 164 3. Movimiento cambiario y reservas internacionales 164 3.1. Movimiento cambiario 164 3.2. Reservas internacionales 165 4. Tipo de cambio 166 Anexo estadístico: Sector externo 168 CAPÍTULO V FINANZAS PÚBLICAS 183 1. Introducción 185 2. Gestión financiera del Gobierno central 185 2.1. Ingresos del Gobierno central 185 2.2. Gasto del Gobierno central 187 2.3. Resultado financiero y financiamiento del Gobierno central 190
  8. 8. B A N C O C E N T R A L D E V E N E Z U E L A CAPÍTULO VI AGREGADOS MONETARIOS Y TASAS DE INTERÉS 195 1. Introducción 197 2. Agregados monetarios 197 3. Tasas de interés 203 Anexo estadístico: Agregados monetarios y tasas de interés 207 CAPÍTULO VII SISTEMA FINANCIERO 217 1. Introducción 219 2. Sector bancario 220 3. Mercado de valores 230 Anexo estadístico: Sistema financiero 237 CAPÍTULO VIII COOPERACIÓN ECONÓMICA E INTEGRACIÓN REGIONAL 253 1. Introducción 255 2. Evolución de los esfuerzos de cooperación económica e integración regional 255 3. Evolución del comercio regional 265
  9. 9. I N F O R M E E C O N Ó M I C O 2 0 1 2 CUADROS Indicadores básicos I-1 Inventarios de petróleo OCDE II-1 Régimen de administración de divisas. Montos autorizados y liquidados (millones de USD) II-2 Ajustes de precios en la canasta regulada del INPC II-3 Ajustes en la política de administración y control de precios 2012 II-4 Salario mínimo (en Bs.) II-5 Distribución de la cartera hipotecaria (2012) II-6 Cartera de crédito agrícola. Porcentaje mínimo exigido III-1 Crudo destinado al sistema de refinación nacional (miles de barriles diarios) III-2 VAB real de la actividad no petrolera (variación porcentual) III-3 Tasas de desocupación e inactividad III-4 Rubros controlados por la Sundecop IV-1 Balanza de pagos. Resumen general (millones de USD) IV-2 Importaciones de bienes de capital (millones de USD) IV-3 Importaciones de bienes intermedios (millones de USD) IV-4 Importaciones de bienes de consumo final (millones de USD) IV-5 Movimiento cambiario. Banco Central de Venezuela (millones de USD) V-1 Gobierno central. Gestión financiera (miles de Bs.) VI-1 Tasas de interés según destino económico. Banca comercial y universal VII-1 Sistema bancario. Número de bancos y otras entidades financieras VII-2 Nivel de acatamiento de las carteras administradas VII-3 Tasas de interés de operaciones primarias y tasas de mercado (porcentaje) VII-4 Emisiones de acciones, papeles comerciales y obligaciones privadas por sector económico (millones de Bs.) VII-5 Mercado de valores. Bolsa de Valores de Caracas. Transacciones en valores (millones de Bs.) VII-6 Mercado de valores. Bolsa Pública de Valores Bicentenaria. Transacciones en valores (millones de Bs.) VIII-1 Comercio exterior. Unión de Naciones Suramericanas 2011 (millones de USD) VIII-2 Comercio exterior. Unión de Naciones Suramericanas. Comercio intrarregional/ comercio total (porcentaje)
  10. 10. B A N C O C E N T R A L D E V E N E Z U E L A ANEXO ESTADÍSTICO I-1 Tasa de crecimiento del PIB. Países seleccionados I-2 Tasa de inflación promedio anual. Países seleccionados I-3 Tasa de desempleo promedio. Países seleccionados I-4 Saldo en cuenta corriente de los países seleccionados (como % del PIB) I-5 Tipo de cambio nominal promedio. Países seleccionados I-6 Tasas de interés a corto plazo. Países industrializados (fin del período en porcentaje anual) I-7 Tasas de interés a largo plazo. Países industrializados (fin del período en porcentaje anual) I-8 Diferenciales de riesgo soberano emergente (cierre anual en puntos básicos) II-1 Resumen normativa en materia de política económica 2012 III-1 Producto interno bruto (variación porcentual). A precios de 1997 III-2 Producto interno bruto (miles de Bs.) III-2-A Producto interno bruto (miles de Bs.) III-3 Oferta global (miles de Bs.) III-4 Demanda global (miles de Bs.) III-5 Mercado laboral (indicadores) III-6 Población total, inactiva, activa y ocupada (personas) III-7 Indicador nacional de precios al consumidor (variación interanual) III-8 Indicador nacional de precios al consumidor (variaciones intermensuales durante 2012) IV-1-A Balanza de pagos. Sectorización de las transacciones internacionales. Año 2012 (millones de USD) IV-1-B Balanza de pagos. Sectorización de las transacciones internacionales año 2011 (millones de USD) IV-2 Balanza de mercancías (millones de USD) IV-3 Principales productos de las exportaciones no petroleras IV-4 Exportaciones FOB. Principales países de procedencia (millones de USD) IV-5 Exportaciones no petroleras por aduana (millones de USD) IV-6 Importaciones FOB por destino económico (millones de USD) IV-7 Importaciones FOB. Principales productos (millones de USD) IV-8 Importaciones totales FOB. Principales países de procedencia (millones de USD) IV-9 Servicio de la deuda externa (millones de USD) IV-10 Inversión directa (millones de USD) IV-11 Posición de inversión internacional. Saldos al cierre del período. Por sectores público y privado, categorías de inversión e instrumentos (millones de USD) VI-1 Principales fuentes de variación del dinero base (millones de Bs.) VI-2 Base monetaria (millones de Bs.) VI-3 Liquidez monetaria y sus componentes en términos nominales (millones de Bs.) VI-4 Liquidez monetaria y sus componentes en términos reales (millones de Bs.) (base: 2007=100) VI-5 Principales agregados monetarios (millones de Bs.) VI-6 Tasas de interés promedio (en porcentaje) VI-7 Tasas de las principales operaciones del BCV como autoridad monetaria (en porcentaje)
  11. 11. I N F O R M E E C O N Ó M I C O 2 0 1 2 VII-1 Sistema bancario. Resumen del balance de situación (millones de Bs.) VII-1-A Sistema bancario. Resumen del balance de situación. Activo (variación porcentual) VII-2 Banca comercial y universal. Distribución de la cartera de crédito según destino (millones de Bs.) VII-3 Sistema bancario. Resumen del balance de situación. Pasivo y patrimonio (millones de Bs.) VII-3-A Sistema bancario. Resumen del balance de situación. Pasivo y patrimonio (variación porcentual) VII-4 Sistema bancario. Resumen del estado de ganancias y pérdidas. Anualizado (millones de Bs.) VII-4-A Sistema bancario. Resumen del estado de ganancias y pérdidas. Anualizado (variación porcentual) VII-5 Sistema bancario. Indicadores de las instituciones financieras (porcentajes) VII-6 Flujo bruto de transacciones del mercado de valores, de acuerdo con el tipo de mercado (millones de Bs.) VII-7 Mercado de valores. Emisión de acciones, obligaciones, papeles comerciales y otros autorizadas por la Superintendencia Nacional de Valores (Millones de Bs.) VII-8 Emisión de acciones, obligaciones, papeles comerciales y otros por sectores económicos autorizados por la Superintendencia Nacional de Valores (millones de Bs.) VII-9 Mercado de valores. Bolsa de Valores de Caracas. Transacciones en valores (millones de Bs.) VII-10 Bolsa de Valores de Caracas. Capitalización bursátil
  12. 12. B A N C O C E N T R A L D E V E N E Z U E L A GRÁFICOS I-1 Tasa de crecimiento del PIB. Principales países avanzados I-2 Variación anualizada de la tasa de inflación. Principales países avanzados. 2012 I-3 Tasas de interés oficiales. Principales países avanzados. 2012 I-4 Resultado fiscal global. Principales países avanzados (como % del PIB) I-5 Diferenciales de riesgo soberano emergente I-6 Tasa de crecimiento del PIB. Países emergentes seleccionados I-7 Variación anualizada de la tasa de inflación. Países emergentes seleccionados I-8 Resultado fiscal global. Países emergentes seleccionados (% del PIB) I-9 Resultado en cuenta corriente. Países emergentes seleccionados (% del PIB) I-10 Tasa de variación anual de las reservas internacionales. Países emergentes seleccionados I-11 Tasa de crecimiento del comercio internacional. Principales regiones I-12 Evolución de los precios de las materias primas I-13 Evolución mensual de los principales marcadores de crudo (2007-2012) I-14 Precio del marcador de la Cesta OPEP I-15 Evolución de la demanda de petróleo de los principales consumidores mundiales (2009-2012) I-16 Evolución de la oferta mundial de petróleo (variación absoluta) I-17 Inventarios OCDE y capacidad cerrada de producción OPEP I-18 Operaciones de petróleo negociadas en los mercados financieros II-1 Tasas referenciales de las operaciones de absorción del BCV II-2 Tasas referenciales de las operaciones de inyección del BCV II-3 Certificados de depósitos (como % de la base monetaria) II-4 Construcción de viviendas 1999-2012 III-1 Oferta global y sus componentes (variación interanual) III-2 Composición por origren de la oferta interna III-3 Composición por sectores institucionales de la oferta interna III-4 Composición por sectores económicos de la oferta interna III-5 VAB de la actividad petrolera y sus componentes (variación interanual) III-6 Volumen de producción de crudo (miles de barriles diarios) III-7 Índice de volumen de la construcción residencial, no residencial, público y privado (variación anual) III-8 Índice de ventas comerciales (IVC). Mayorista y minorista (variación anual) III-9 Índice de volumen de producción de las actividades manufactureras (variación anual) III-10 Índice de volumen de producción de alimentos (variación anual) III-11 Demanda interna y externa (variación interanual) III-12 Componentes de la demanda agregada interna (variación interanual) III-13 Tasa de desocupación III-14 Población económicamente inactiva (estructura porcentual) III-15 Estructura del mercado laboral III-16 Empleos por actividades (variación interanual) III-17 Estructura del empleo por sectores institucionales III-18 Salario mínimo y valor de la canasta alimentaria III-19 Salario mínimo e IRE en términos reales (al cierre del año) III-20 Índice de remuneraciones reales y producto medio por ocupado (variación porcentual)
  13. 13. I N F O R M E E C O N Ó M I C O 2 0 1 2 III-21 Índice de remuneraciones reales y producto medio por ocupado (variación porcentual) III-22 Índice nacional de precios al consumidor (variación interanual) III-23 Índice nacional de precios al consumidor clasificado por grupos (variación interanual) III-24 INPC por productos controlados y no controlados III-25 Índice de precios al consumidor: transables y no transables (variación interanual) III-26 Índice de precios al productor clasificado por grupos (variación interanual) III-27 Índice de precios al mayor (variación interanual) III-28 INPC por dominios de estudio (variación interanual) III-29 Hogares pobres por ingreso según situación de pobreza III-30 Personas pobres por ingreso según situación de pobreza III-31 Hogares pobres por NBI según situación de pobreza III-32 Hogares pobres por tipo de NBI III-33 Desigualdad de ingreso III-34 Desigualdad de ingreso. Año 2011 III-35 Índice de desarrollo humano III-36 Índice de desarrollo humano por percentil IV-1 Balanza de pagos (trimestral) IV-2 Componentes de la cuenta corriente IV-3 Exportaciones petroleras. Composición y región de destino (estructura porcentual) IV-4 Exportaciones no petroleras. Composición por productos y principales socios comerciales IV-5 Importaciones FOB por destino económico y estructura porcentual IV-6 Importaciones FOB por principales países de procedencia (participación) IV-7 Relación neta de intercambio IV-8 Cuenta capital y financiera (trimestral) IV-9 Reservas internacionales del BCV IV-10 Índice real de cambio efectivo (base: diciembre 2007=100) IV-11 Índice de tipo de cambio real bilateral. Venezuela-Estados Unidos (base: diciembre 2007=100) V-1 Ingresos fiscales del Gobierno central (participación en el total) V-2 Gasto total del Gobierno central (como % del PIB) V-3 Gastos del Gobierno central (participación en el total) V-4 Gasto primario del Gobierno central (como % del PIB) V-5 Saldo de deuda pública interna y externa (como % del PIB) V-6 Saldo de la deuda pública (como % del PIB) VI-1 Grado de monetización de la economía VI-2 Multiplicador (variación interanual nominal) VI-3 Base monetaria (variación interanual nominal y real) VI-4 Principales fuentes de variación del dinero base VI-5 Agregados monetarios amplios (variación interanual nominal) VI-6 Agregados monetarios amplios (variación interanual real) VI-7 Composición de la liquidez monetaria (M2) VI-8 Reservas bancarias excedentes VI-9 Montos negociados y tasa overnight promedio VI-10 Tasas de interés nominales de la banca comercial y universal
  14. 14. B A N C O C E N T R A L D E V E N E Z U E L A VII-1 Banca universal y comercial. Cartera de crédito y PIB no petrolero (variación interanual real) VII-2 Banca comercial y universal. Indicador de morosidad de la cartera total VII-3 Banca comercial y universal. Saldos y variación interanual de la cartera de créditos VII-4 Cartera de crédito total (incidencias) VII-5 Banca comercial y universal. Cartera de créditos por destino (variación interanual real) VII-6 Banca comercial y universal. Indicador de morosidad. Cartera total y créditos al consumo VII-7 Banca comercial y universal. Indicador de morosidad VII-8 Banca comercial y universal. Composición de la inversión en valores por tipo de entidad VII-9 Banca comercial y universal. Porcentaje de los títulos públicos en la cartera de la banca privada VII-10 Banca comercial y universal. Captaciones del público (variación interanual) VII-11 Banca comercial y universal. Captaciones públicas, privadas y total (variación interanual) VII-12 Patrimonio (incidencias) VII-13 Banca comercial y universal. Ingresos y gastos (ponderación) VII-14 Banca comercial y universal. Indicadores de rentabilidad VII-15 Mercado de valores. Total de operaciones por tipo de mercado VII-16 Bolsa de Valores de Caracas. Indicadores bursátiles. Variación interanual VII-17 Bolsa de Valores de Caracas. Niveles de capitalización VII-18 Bolsa de Valores de Caracas. Profundidad del mercado de valores. Comparación internacional VIII-1 Valor de operaciones cursadas por el Sucre (millones de USD) VIII-2 Operaciones del Sucre por sector productivo (en sucres)
  15. 15. I N F O R M E E C O N Ó M I C O 2 0 1 2 SIGLAS Y ABREVIATURAS AAD Autorización de Adquisición de Divisas ABE Autoridad Bancaria Europea AIE Agencia Internacional de Energía Aladi Asociación Latinoamericana de Integración ALBA Alianza Bolivariana para los Pueblos de Nuestra América Albamed Grannacional de Medicamentos del ALBA API American Petroleum Institute - Instituto Americano de Petróleo Asean Asociación de Naciones del Sudeste Asiático Banavih Banco Nacional de Vivienda y Hábitat Bandes Banco de Desarrollo Económico y Social de Venezuela BCB Banco Central de Bolivia BCE Banco Central Europeo BCRA Banco Central de la República de Argentina BCRP Banco Central de la Reserva de Perú BCV Banco Central de Venezuela BOAS Bancos Operativos Autorizados BPC Banco Popular de China BVC Bolsa de Valores de Caracas BPVB Bolsa Pública de Valores Bicentenaria Cadivi Comisión de Administración de Divisas CADM Core Architecture Data Model - Arquitectura de Modelos de Datos Básicos CAFM Comisión Asesora de Asuntos Financieros y Monetarios CALC Cumbre de América Latina y el Caribe sobre Integración y Desarrollo CAN Comunidad Andina de Naciones CASA Corporación de Abastecimientos y Servicios Agrícolas CBO Congressional Budget Office - Oficina Presupuestaria del Congreso CD Certificados de depósitos CEI Comunidad de Estados Independientes Celac Comunidad de Estados Latinoamericanos y Caribeños Cepal Comisión Económica para América Latina y el Caribe CFM Consejo para Asuntos Financieros y Monetarios CFTC Commodity Futures Trading Commission - Comisión del Comercio Futuro sobre Mercancías CIF Cost, Insurance and Freight - Costo, seguro y flete CMC Consejo del Mercado Común Corpoelec Corporación Eléctrica Nacional CPCR Convenio de Pagos y Créditos Recíprocos CPV Cesta Petrolera Venezolana CSEF Consejo Suramericano de Economía y Finanzas CVAL Corporación Venezolana de Alimentos CVP Corporación Venezolana de Petróleo DAI Demanda agregada interna DPN Deuda pública nacional EHM Encuesta de Hogares por Muestreo EMBI plus Emerging Markets Bond Index ampliado FAO Food and Agriculture Organization - Organización para la Agricultura y Alimentación de las Naciones Unidas FAOV Fondo de Ahorro Obligatorio para la Vivienda
  16. 16. B A N C O C E N T R A L D E V E N E Z U E L A FED Federal Reserve System - Sistema de Reserva Federal de Estados Unidos FEM Fondo de Estabilización Macroeconómica Fides Fondo Intergubernamental para la Descentralización FLAR Fondo Latinoamericano de Reservas FMI Fondo Monetario Internacional FOB Free on board - Libre a bordo Fogade Fondo de Garantía de los Depósitos y Protección Bancaria Fonden Fondo de Desarrollo Nacional FPO Faja Petrolífera del Orinoco FPSDB Fondo de Protección Social de los Depósitos Bancarios FRBNY Federal Reserve Bank of New York - Banco de la Reserva Federal de Nueva York FVI Fondo de Valores Inmobiliarios G7 Grupo de los Siete GMM Grupo de Monitoreo Macroeconómico GO Gaceta Oficial GTIF Grupo de Trabajo sobre Integración Financiera HKMA Autoridad Monetaria de Hong Kong IMCP Instituto Municipal de Crédito Popular Inavi Instituto Nacional de la Vivienda INE Instituto Nacional de Estadística INPC Índice nacional de precios al consumidor IPC Índice de precios al consumidor IPC-AMC Índice de precios al consumidor - Área Metropolitana de Caracas IPM Índice de precios al por mayor IPP Índice de precios al productor IRCE Índice real de cambio efectivo IRE Índice de remuneraciones IVA Impuesto al Valor Agregado IVC Índice de ventas comerciales IVSS Instituto Venezolano de los Seguros Sociales LEEA Ley Especial de Endeudamiento Anual LEEC Ley Especial de Endeudamiento Complementaria LISB Ley de Instituciones del Sector Bancario LOAFSP Ley Orgánica de la Administración Financiera del Sector Público Manpa Manufacturas de Papel, C.A. Mercosur Mercado Común del Sur Menpet Ministerio del Poder Popular de Petróleo y Minería Mibam Ministerio del Poder Popular para las Industrias Básicas y Minería MPPPF Ministerio del Poder Popular de Planificación y Finanzas MPPPM Ministerio del Poder Popular de Petróleo y Minería MPPVH Ministerio del Poder Popular para Vivienda y Hábitat NAFR Nueva Arquitectura Financiera Regional NGL Líquidos de gas natural Nymex New York Mercantile Exchange - Bolsa Mercantil de Nueva York OCDE Organización para la Cooperación y el Desarrollo Económico OIT Organización Internacional del Trabajo OMA Operaciones de mercado abierto OPEP Organización de Países Exportadores de Petróleo PAR Preferencia arancelaria regional Pdvsa Petróleos de Venezuela, Sociedad Anónima PIB Producto interno bruto PIBNP Producto interno bruto no petrolero
  17. 17. I N F O R M E E C O N Ó M I C O 2 0 1 2 Pymes Pequeñas y medianas empresas PMVP Precio máximo de venta al público POMR Proyecto Orinoco Magna Reserva POES Petróleo original en sitio PPT Presidencia Pro Témpore Provencesa Procesadora Venezolana de Cereales, Sociedad Anónima RAD Régimen de Administración de Divisas Rusad Registro de Usuarios del Sistema de Administración de Divisas Rusitme Registro de Usuario del Sistema de Transacciones con Títulos en Moneda Extranjera SEN Sistema Eléctrico Nacional Sicotme Sistema de Colocación Primaria de Títulos en Moneda Extranjera Sifmi Servicios de Intermediación Financiera Medidos Indirectamente SISB Superintendencia de las Instituciones del Sector Bancario Sitme Sistema de Transacciones con Títulos en Moneda Extranjera S&P Standard and Poor’s SPR Sector Público Restringido Sucre Sistema Unitario de Compensación Regional Sudeban Superintendecia de Bancos y Otras Instituciones Financieras Sunaval Superintendecia Nacional de Valores TCP Tratado de Comercio de los Pueblos TICC Títulos de interés y capital cubierto TIF Títulos de interés fijo Unasur Unión Suramericana de Naciones UT Unidades Tributarias VAB Valor agregado bruto VPR Varianza de precios relativos WTI West Texas Intermediate
  18. 18. B A N C O C E N T R A L D E V E N E Z U E L A SÍMBOLOS Abreviatura para unidades monetarias y de medidas bpd barriles de petróleo por día Bs. Bolívares CNY yuan chino CHF franco suizo EUR euro JPY yen japonés KVA kilovoltioamperios M1 dinero circulante M2 liquidez monetaria M3 liquidez ampliada MBN miles de barriles normales MMBD millones de barriles diarios M0 base monetaria MVA megavatios pb puntos básicos pp puntos porcentuales USD dólar estadounidense USD/b dólares por barril XSU sucres SIGNOS 0 cero o menos de la unidad utilizada - no hubo transacción (-) no se obtuvo el dato (*) cifras provisionales * cifras rectificadas ( ) las cifras entre paréntesis representarán valores negativos
  19. 19. SÍNTESIS
  20. 20. I N F O R M E E C O N Ó M I C O 2 0 1 2 23 Durante 2012, la economía mundial experimentó una tasa de crecimiento menor a 2011, al alcanzar 3,2%, lo que implicó una pérdida de dinamismo en los países en desarrollo, así como en los países industrializados, aun cuando en los primeros el crecimiento resultó mayor. En países como Estados Unidos, Japón y Canadá se observó un comportamiento diferenciado con una moderada recuperación, incentivada por un notable dinamismo de la demanda interna, el aumento de la inversión y la evolución favorable del sector construcción. Por su parte, en la Eurozona y Reino Unido el resultado fue contractivo, debido a la debilidad de la demanda doméstica, la reducción del crédito bancario y las medidas de austeridad implementadas por los gobiernos. El débil desempeño económico en dichas economías limitó el cumplimiento de las metas fiscales y la reducción del endeudamiento. La política monetaria en los países avanzados estimuló el incremento del flujo de capital hacia las naciones emergentes e impulsó la apreciación de las monedas en estas últimas. En tales condiciones, la mayoría de los bancos centrales optaron por ajustar las tasas de interés a la baja, lo que disminuyó las entradas de capital y limitó el fortalecimiento de los tipos de cambio. Asimismo, la incertidumbre generada por la crisis de deuda de la región del euro impactó significativa-mente el mercado laboral. En términos generales, el desempleo se ubicó en un nivel similar al del año anterior, con excepción de Europa, donde la tasa de desempleo alcanzó 11,3% en promedio. En cuanto a la inflación, los niveles descendieron en la mayoría de los países, lo que se explica, en parte, por la amplia brecha entre el producto interno bruto (PIB) observado y el PIB potencial, así como por la caída de los precios de la energía y los alimentos. Dicha situación permitió a los bancos centrales contar con un margen de acción más amplio para impulsar la actividad económica. En contraste, la actividad económica en América Latina mostró cierta resistencia a los efectos de la desaceleración económica global y a la incertidumbre de los mercados financieros internacionales. El comercio internacional de bienes y servicios sostuvo una desaceleración por el lento crecimiento de las economías desarrolladas y la caída de su demanda de mercancías. En este contexto, los precios de las materias primas, en particular del petróleo, presentaron leves variaciones con respecto a 2011. Esto se debió a una sobreoferta que implicó una presión a la baja sobre los precios del crudo, aunado a la debilidad de la actividad económica mundial, e incidido además, por la presencia de elementos especulativos en los mercados financieros y por riesgos geopolíticos en algunas regiones del planeta. En este sentido, aun cuando el precio real de la Cesta OPEP fue relativamente estable, se registró un nuevo máximo histórico, lo que significó un incremento de 4,6% con respecto al año previo. En este contexto, el desempeño económico venezolano durante 2012 se afianzó en el proceso de expan-sión iniciado en 2011, cuyo resultado fue favorable al alcanzar una tasa de crecimiento del PIB de 5,6%, acompañada de un descenso en el desempleo y la informalidad, así como de una reducción de la inflación y la recuperación del poder de compra de los venezolanos. A este respecto, la variación interanual del índice nacional de precios al consumidor (INPC) se ubicó en 20,1% al cierre de 2012, lo que evidenció una dismi-nución de 7,5 puntos porcentuales (pp) con respecto a lo observado el año anterior. Además, la balanza de pagos experimentó un ligero déficit después de que el auge de la actividad pro-ductiva y la apreciación real de la moneda estimularan un aumento en la demanda de bienes importados, lo que limitó el superávit registrado en cuenta corriente.
  21. 21. B A N C O C E N T R A L D E V E N E Z U E L A 24 Para alcanzar estos resultados, el incremento de la inversión pública con respecto al año precedente permitió sustentar la estrategia de política fiscal, cuyas acciones sectoriales fueron dirigidas a crear las condiciones necesarias para la ampliación de la capacidad productiva de la economía, así como para generar un mayor bienestar social. Por ello, la gestión financiera del Gobierno nacional ha mantenido una orientación expansiva, respaldada por los ingresos provenientes de la actividad petrolera y por el desem-peño de la economía interna. Dicha orientación tuvo como consecuencia un aumento del déficit fiscal, cuyo financiamiento implicó un crecimiento de la deuda pública medida como porcentaje del PIB. El aumento de los ingresos se originó principalmente en el incremento de la recaudación de ingresos de origen petrolero, lo que permitió dinamizar la economía interna. Entre tanto, los no petroleros mos-traron una tendencia favorable con respecto a 2011, atribuida al crecimiento del consumo final y la recuperación de la actividad económica interna. En los gastos del Gobierno central, el gasto primario registró una variación real de 6,8%, con una mayor expansión del gasto de capital. Por su parte, el Banco Central de Venezuela (BCV) optó por una política monetaria flexible, con la finalidad de incentivar los espacios de financiamiento y expandir la actividad productiva, estabilizar el sistema nacional de pagos, así como impulsar actividades productivas estratégicas. En tal sentido, se adoptaron medidas para fortalecer la asignación de divisas y el financiamiento crediticio dirigido a estas actividades, haciendo especial énfasis en el sector construcción. Por otro lado, se decidió mantener inalteradas las tasas aplicables en las operaciones de mercado abierto (OMA) y asistencia crediticia. En lo referente a la política cambiaria, se mantuvo el régimen de administración de divisas con un tipo de cambio oficial de 4,30 Bs./USD, a partir de la determinación de la disponibilidad de divisas conforme a los requerimientos de la economía y un nivel adecuado de reservas internacionales, para canalizar el suministro de divisas hacia sectores prioritarios, a través de las liquidaciones otorgadas por medio de la Comisión de Administración de Divisas (Cadivi), la Asociación Latinoamericana de Integración (Aladi), el Sistema Único de Compensación Regional (Sucre), las empresas públicas y el Sistema de Transacciones con Títulos en Moneda Extranjera (Sitme). En materia comercial se conservó la flexibilización de los trámites para las importaciones y expor-taciones de bienes, con el objetivo de enfrentar las insuficiencias de la oferta interna y garantizar la seguridad alimentaria. Las acciones emprendidas en cuanto a la política de precios se orientaron a la profundización del control de precios, al incrementar el número de productos regulados, y la aplicación de la Ley de Costos y Precios Justos a través de la Superintendencia Nacional de Costos y Precios Justos (Sundecop). Como consecuencia de los esfuerzos de las políticas públicas, se observó un resultado favorable de los principales indicadores sociales, por lo cual la condición de bienestar de los venezolanos mejoró consi-derablemente, lo que se determinó a través de la medición de la pobreza (línea del ingreso, necesidades básicas insatisfechas), el índice de Gini que mide la desigualdad, y el índice de desarrollo humano. Es importante destacar los diferentes acontecimientos relacionados con la integración económica del país, especialmente la inserción de Venezuela como miembro pleno en el Mercado Común del Sur (Mercosur), motivo por el cual el BCV sumó esfuerzos con el Ejecutivo Nacional para cumplir con las obligaciones asumidas en este bloque económico.
  22. 22. I N F O R M E E C O N Ó M I C O 2 0 1 2 Indicadores básicos 25 ( ) Las cifras entre paréntesis representan valores negativos. 1/ PIB a precios constantes. Cifras en millardos de sus respectivas monedas nacionales. El año base es específico de cada país. Alemania, Francia, Italia y Japón: 2000. Canadá: 2002. Estados Unidos: 2005. Reino Unido: 2006. 2/ Se refiere a los índices del final del período. El año base es específico de cada país. Años Variación % 2012(*) 2011(*) 2010(*) 2012/2011 2011/2010 I. Economía internacional PIB de las principales economías avanzadas1/ (base: año 2000 = 100) Estados Unidos 13.593,2 13.315,1 13.088,0 2,1 1,7 Canadá 1.658,2 1.357,6 1.325,0 22,1 2,5 Eurozona Alemania 2.469,5 2.436,3 2.364,1 1,4 3,1 Francia 1.802,1 1.804,9 1.774,5 (0,2) 1,7 Italia 1.389,9 1.425,6 1.419,5 (2,5) 0,4 Reino Unido 1.442,5 1.409,0 1.399,9 2,4 0,7 Japón 519.621,0 507.478,7 511.301,6 2,4 (0,7) Índices de precios al consumidor en las principales economías avanzadas2/ Estados Unidos 231,8 227,5 220,9 1,9 3,0 Canadá 122,0 120,9 117,8 0,9 2,7 Eurozona Alemania 114,8 112,5 110,0 2,0 2,3 Francia 131,7 111,3 108,8 18,3 2,3 Italia 119,1 116,3 112,2 2,4 3,7 Reino Unido 124,5 121,3 115,9 2,6 4,7 Japón 99,4 99,4 99,6 0,0 (0,2) Tasas de desocupación (porcentaje) Estados Unidos 8,1 9,0 9,6 Canadá 7,3 7,5 8,0 Eurozona 11,3 10,1 10,1 Alemania 5,3 6,0 7,1 Francia 10,2 9,7 9,8 Italia 10,6 8,4 8,4 Reino Unido 8,0 8,0 7,9 Japón 4,3 4,5 5,1 Total economías avanzadas 8,0 7,9 8,3 Saldo en cuenta corriente por grupo de países (porcentaje del PIB) Estados Unidos (2,9) (3,1) (3,2) Canadá (4,0) (2,8) (3,1) Eurozona 1,6 0,3 0,3 Alemania 6,5 5,7 6,1 Francia (1,6) (2,2) (1,7) Italia (1,3) (3,2) (3,5) Reino Unido (3,4) (1,9) (3,3) Japón 1,0 2,0 3,6
  23. 23. B A N C O C E N T R A L D E V E N E Z U E L A Continuación... ( ) Las cifras entre paréntesis representan valores negativos. 3/ Rendimiento de letras a 90 días. 4/ Rendimientos a 10 años. 5/ Tomado del FMI. Se refiere a un índice ponderado de precios de mercado, excluyendo petróleo y metales preciosos. 26 Años Variación % 2012(*) 2011(*) 2010(*) 2012/2011 2011/2010 Producción mundial de crudo y GLP (millones de b/d) 90,3 88,3 87,2 2,8 1,2 Miembros de la OPEP 31,1 29,8 29,3 5,0 1,8 No miembros de la OPEP 53,4 52,71 52,6 1,3 0,2 Producción de GLP de la OPEP 6,2 5,8 5,3 6,6 8,2 Demanda mundial de petróleo (millones de b/d) 89,8 89,2 88,4 0,7 0,9 OCDE 45,9 45,6 46,2 0,6 (1,1) No pertenecientes a la OCDE 43,9 43,5 42,2 0,7 3,2 Principales marcadores de precios de petróleo crudo (USD/b) West Texas Intermediate (WTI) 94,2 95,1 79,5 (0,9) 19,6 North Sea Brent 111,6 110,8 80,2 0,8 38,1 Cesta OPEP 109,5 107,5 77,5 1,9 38,7 Tipo de cambio respecto al USD (promedio anual) Canadá (CAD/USD) 1,0 1,0 1,0 1,1 (4,0) Eurozona (USD/Euro) 1,3 1,4 1,3 (7,6) 5,0 Reino Unido (JPY/USD) 1,6 1,6 1,5 (1,2) 3,8 Japón (Yen/USD) 79,8 79,7 87,7 0,2 (9,2) Tasas de interés a corto plazo (fin del período)3/ Estados Unidos 0,0 0,0 0,0 Canadá 0,9 0,8 1,0 Eurozona (0,1) (0,2) 0,3 Reino Unido 0,5 0,5 0,6 Japón 0,1 0,1 0,1 Tasas de interés a largo plazo (fin del período)4/ Estados Unidos 1,8 1,9 3,3 Canadá 1,8 1,9 3,1 Eurozona 1,3 1,8 3,0 Reino Unido 1,8 2,0 3,4 Japón 0,8 1,0 1,1 Índice de precios de los productos básicos en los mercados internacionales (base: año 2005=100)5/ Productos no energéticos 171,0 189,6 161,0 (9,8) 17,8 Alimentos 175,0 178,8 149,4 (2,1) 19,7 Bebidas 167,0 205,5 176,2 (18,7) 16,6 Materias primas agrícolas 134,0 153,8 125,4 (12,9) 22,6 Metales 191,0 229,7 202,3 (16,8) 13,5
  24. 24. I N F O R M E E C O N Ó M I C O 2 0 1 2 27 Continuación... ( ) Las cifras entre paréntesis representan valores negativos. 6/ Ingresos totales menos gastos totales excluyendo el pago de intereses de la deuda pública. 7/ Ingresos no petroleros excluyendo las utilidades del BCV. 8/ Se refiere a la liquidez monetaria en poder del público. Años Variación % 2012(*) 2011(*) 2010(*) 2012/2011 2011/2010 II. Economía venezolana 1. Finanzas públicas Gestión financiera como % del PIB Gobierno central (4,8) (4,0) (3,6) (0,8) (0,4) Superávit o déficit primario como % del PIB6/ Sector público (9,4) (8,6) 9,4 (0,8) Gobierno central (2,2) (1,8) (2,1) (0,4) 0,3 Gobierno central Relación % pago intereses/gasto corriente 11,4 9,9 7,8 1,5 2,0 Relación % tributación interna7/ VAB no petrolero 20,2 20,6 17,4 (0,4) 3,2 Relación % gastos de capital/PIB total 4,8 3,1 2,9 1,6 0,3 2. Monetario-financiero (millones de bolívares) Liquidez monetaria8/ 714.898,4 446.616,8 296.604,8 60,1 50,6 Dinero 697.769,4 426.592,5 272.162,4 63,6 56,7 Cuasidinero 17.129,0 20.024,3 24.442,4 (14,5) (18,1) Base monetaria 268.355,7 172.750,7 123.051,5 55,3 40,4 Multiplicador monetario 2,7 2,6 2,4 3,0 7,3 Operaciones activas del sistema financiero Cartera de créditos Banca comercial y universal 394.205,9 263.035,9 178.339,4 49,9 47,5 Banca de desarrollo 2.627,1 1.177,4 603,0 123,1 95,3 Inversiones en valores Banca comercial y universal 245.961,4 139.333,3 91.492,7 76,5 52,3 Banca de desarrollo 2.444,56 1.262,40 149,0 93,6 747,5
  25. 25. B A N C O C E N T R A L D E V E N E Z U E L A Continuación... () Las cifras entre párentesis representan valores negativos. 9/ Cartera de créditos vigente/depósitos a la vista, a plazo y de ahorro. 10/ Tasas de interés nominales promedio al mes de diciembre. Las variaciones corresponden a diferencias en puntos porcentuales. 11/ Tasas de interés nominales promedio ponderadas del año. 12/ Indicador medido a través del diferencial EMBI Plus asociado al riesgo-país emergente. 28 Años Variación % 2012(*) 2011(*) 2010(*) 2012/2011 2011/2010 Operaciones pasivas del sistema financiero Depósitos de ahorro Banca comercial y universal 149.742,6 98.407,6 64.967,3 52,2 51,5 Banca de desarrollo 415,1 76,8 42,1 440,7 82,5 Depósitos a plazo Banca comercial y universal 3,243,8 8.275,3 11.423,35 (60,8) (27,6) Banca de desarrollo 492,0 412,7 173,5 19,2 137,9 Índice de intermediación crediticia (%)9/ Banca comercial y universal 50,2 54,6 55,5 (8,1) (1,7) Banca de desarrollo 78,3 108,4 100,9 (27,7) 7,4 Tasas de interés (%)10/ Banca comercial y universal Activa 16,0 16,0 18,1 0,1 (11,9) Pasiva 14,5 14,5 14,5 0,0 (0,1) Tasas de las principales operaciones del BCV11/ Operaciones de absorción Ventas con pacto de recompra (DPN) 6,1 6,1 6,1 0,0 0,0 Certificados de depósitos 6,4 6,4 6,3 0,0 1,6 Operaciones de inyección Compra con pacto de recompra (DPN) 19 19,0 19,3 0,0 (1,4) Compra con pacto de recompra (letras del Tesoro) - 19,0 19,0 - (0,2) Mercado de capitales Índice de capitalización bursátil (puntos) 471.437,1 117.036,4 65.337,6 302,8 79,1 Capitalización del mercado (millones de bolívares) 108.660,9 23.030,6 17.141,8 371,8 34,4 Transacciones totales (millones de bolívares) Públicas 119.854,8 98.384,9 48.728,0 21,8 101,9 Privadas 2.481,7 1.625,7 845,2 52,7 92,4 Indicador de riesgo país para Venezuela (pb)12/ 773,0 1.197,0 1.044,0 (35,4) 14,7
  26. 26. I N F O R M E E C O N Ó M I C O 2 0 1 2 2012(*) 2011(*) 2010(*) 2012/2011 2011/2010 29 Continuación... Años Variación % 3. Sector externo (millones de USD) Exportaciones 97.340 92.811 65.745 4,9 41,2 Petroleras 93.569 88.132 62.317 6,2 41,4 No petroleras 3.771 4.679 3.428 (19,4) 36,5 Importaciones 59.339 46.813 38.613 26,8 21,2 Públicas 23.172 16.959 13.201 36,6 28,5 Privadas 36.167 29.845 25.412 21,1 17,5 Balanza comercial 38.001 45.998 27.132 (17,4) 69,5 Cuenta corriente 11.016 24.387 12.071 (54,8) 102,0 Movimiento de divisas13/ Ingresos 46.512 45.378 40.581 2,5 11,8 Egresos 49.325 53.754 51.582 (8,2) 4,2 Ajustes 3.202 2.876 3.702 11,3 (22,3) Variación de divisas del BCV 389 (5.500) (7.299) (107,1) (24,6) Reservas internacionales Reservas internacionales brutas 29.887 29.889 29.500 (0,0) 1,3 Reservas internacionales netas 29.356 29.508 29.139 (0,5) 1,3 Fondo de Inversiones para la Estabilización Macroeconómica 3 832 830 (99,6) 0,2 Tipo de cambio nominal (Bs./USD) Puntual 4,3 2,60/4,30 2,15 Índice del tipo de cambio promedio (base: dic. 2007=100) Nominal 217,6 153,2 128,1 (42,0) 19,6 Real 75,6 65,6 67,6 (15,2) (3,0) Precio promedio de la cesta petrolera venezolana 103,4 101,1 72,0 2,3 40,4 (USD/b) 4. Sector real (miles de Bs. base: 1997=100) Demanda agregada interna 83.735.767 74.584.097 69.332.713 12,3 7,6 Gastos de consumo final 54.656.588 51.145.481 48.984.574 6,9 4,4 Formación bruta de capital fijo14/ 21.782.989 17.664.559 16.925.029 23,3 4,4 Variación de existencias15/ 7.296.190 5.774.057 3.422.210 26,4 68,7 Producto interno bruto 61.409.103 58.138.269 55.807.510 5,6 4,2 Actividades Transables 19.530.510 19.205.712 18.801.785 1,7 2,1 Petroleras 6.682.723 6.593.126 6.554.311 1,4 0,6 No petroleras16/ 12.847.787 12.612.586 12.247.474 1,9 3,0 No transables 38.674.481 35.292.763 33.391.829 9,6 5,7 Menos: servicios de intermediación financiera 3.873.903 2.849.777 2.512.350 35,9 13,4 medidos indirectamente Impuestos netos sobre los productos 7.078.015 6.489.571 6.126.246 9,1 5,9 () Las cifras entre párentesis representan valores negativos. 13/ Incluye los ajustes. 14/ Incluye adquisiciones de objetos valiosos. 15/ Comprende la variación de existencias y la discrepancia estadística. 16/ Esta categoría discrepa de la suma de las actividades de agricultura, minería, manufactura y electricidad y agua, puesto que estas actividades incluyen algunos componentes no transables de acuerdo con la nueva metodología año base 1997.
  27. 27. B A N C O C E N T R A L D E V E N E Z U E L A Continuación... () Las cifras entre párentesis representan valores negativos. 17/ Excluye los impuestos indirectos netos y las transferencias corrientes netas. 30 Años Variación % 2012(*) 2011(*) 2010(*) 2012/2011 2011/2010 Ingreso nacional17/ 1.494.808.508 1.241.347.247 944.482.401 26,8 31,4 (miles de Bs. a precios corrientes) Producto interno neto 1.538.036.286 1.275.614.660 957.027.373 27,4 33,3 Operaciones de distribución primaria (43.227.778) (34.267.413) (12.544.972) 71,4 173,2 del ingreso con agentes no residentes, netas Ingreso nacional disponible 1.490.601.610 1.239.209.589 943.759.086 26,6 31,3 (miles de Bs. a precios corrientes) Consumo final del Gobierno general 200.180.648 156.352.577 113.982.486 38,5 37,2 Consumo final privado 966.966.774 748.815.659 568.358.590 38,4 31,8 Ahorro neto 321.829.872 334.041.353 261.418.010 (4,7) 27,8 Fuerza de trabajo 13.476 13.303 13.077 1,3 1,7 (miles de personas) Ocupados 12.390 12.197 11.949 1,6 2,1 Desocupados 1.086 1.106 1.128 (1,8) (1,9) Tasa de desocupación (%) 8,1 8,3 8,6 (2,7) (3,5) Producto medio por ocupado 4.956 4.767 4.670 4,1 2,1 (Bs. a precios de 1997) Actividades Transables 7.878 7.696 7.473 2,4 3,0 No transables 3.902 3.539 3.428 10,6 3,2 Precios (índices a diciembre) Nacional (base: 2007=100) 318,9 265,6 208,2 25,6 27,6 Al mayor (base: 1997=100) 2.587,5 2.219,1 1.837,8 20,0 20,7 Productos nacionales 2.825,4 2.406,6 1.971,7 21,2 22,1 Productos importados 1.883,9 1.664,4 1.441,6 15,2 15,5 Al productor Sector manufacturero (base 1997=100) 1.633,2 1.437,1 1.171,3 16,7 22,7 Deflactor implícito del PIB 2.671,2 2.334,9 1.822,0 18,5 28,2 Petrolero 5.944,0 5.862,5 4.228,0 1,9 38,7 No petrolero 2.323,5 1.922,5 1.546,0 25,9 24,4
  28. 28. ENTORNO ECONÓMICO INTERNACIONAL CAPÍTULO I
  29. 29. I N F O R M E E C O N Ó M I C O 2 0 1 2 33 1. Introducción1 La economía mundial se desaceleró nuevamente en 2012, al experimentar una tasa de crecimiento de 3,2%, resultado menor al 3,9% de 2011. Hubo pérdida de dinamismo en los países en desarrollo (5,2%) y en los industrializados (1,2%), al observarse en estos últimos un comportamiento diferenciado, con una moderada recuperación en Estados Unidos, Japón y Canadá, y contracción en la Eurozona y Reino Unido. El menor ritmo de expansión de la economía global se explica por la intensificación del clima de incerti-dumbre ante la crisis en la zona euro, los procesos de consolidación fiscal implementados en la mayoría de los países avanzados, la debilidad de la demanda agregada y los efectos de contagio –comerciales y financieros– que impactaron a los mercados emergentes. Sin embargo, en el segundo semestre del año el impacto negativo de estos factores fue atenuado, en un contexto de recuperación de la confianza en los mercados financieros, por la disipación de los temores de resquebrajamiento de la Eurozona, el acuerdo del Congreso estadounidense para evitar el abismo fiscal y la reestructuración de la deuda de Grecia. Asimismo, la reactivación de la producción y del gasto interno en los países emergentes, y las señales de recuperación de la actividad económica norteamericana contribuyeron con la mejora del panorama global. El desempleo se mantuvo elevado, especialmente en las economías desarrolladas. La situación de Eu-ropa fue la más apremiante. Por su parte, la inflación descendió en la mayoría de los países, en cierta medida como consecuencia de la amplia brecha entre el PIB observado y el potencial, así como por la caída en los precios de la energía y los alimentos. De esta manera, los bancos centrales contaron con un mayor margen de acción para apoyar la actividad económica. Así, las autoridades monetarias de los países industrializados mantuvieron inalteradas sus tasas de interés de referencia, a excepción del Banco Central Europeo (BCE), e implementaron programas de flexibilización cuantitativa para proveer de liquidez a los sistemas financieros. Como efecto de estas medidas se produjo una moderada depreciación del dólar estadounidense y hubo mayor afluencia de capitales hacia las economías de Asia y América Latina, en búsqueda de mayores retornos. En tal sentido, la acción monetaria propició el alza de los mercados bursátiles y la apreciación de la mayoría de las monedas de las regiones emergentes. Para hacer frente a esta situación, los ban-cos centrales de estas zonas realizaron intervenciones en los mercados cambiarios e instrumentaron medidas macroprudenciales para protegerse de las turbulencias de los mercados externos. Las condiciones crediticias de las economías desarrolladas se mostraron débiles durante el año. En la zona euro, el crédito continuó en contracción en un escenario de mayor aversión al riesgo en las eco-nomías de la periferia. Por el contrario, las condiciones de intermediación financiera en Estados Unidos se fortalecieron de manera moderada, soportadas por la recuperación de los precios de la vivienda, la mejora del patrimonio de los hogares y una mayor solvencia de las instituciones bancarias. En las economías emergentes los canales crediticios funcionaron en condiciones normales. En el ámbito externo, el volumen del comercio mundial se desaceleró notablemente por segundo año conse-cutivo, al registrar una expansión de 2% en 2012 frente al 5,2% del año previo. Este comportamiento estuvo 1 Las cifras utilizadas en este capítulo provienen, fundamentalmente, del World Economic Outlook del Fondo Monetario Internacional (abril 2012) y de la Comisión Económica para América Latina (Cepal).
  30. 30. B A N C O C E N T R A L D E V E N E Z U E L A 2 Este programa tiene como fin la 34 compra de títulos del Tesoro con vencimientos entre 6 y 30 años, y la venta de montos similares de papeles con vencimientos de 3 años o menos. asociado, fundamentalmente, al débil crecimiento mundial, especialmente de Europa y otras economías industrializadas. Por su parte, los programas de austeridad y las reformas estructurales contribuyeron a una reducción, por debajo de 6%, del déficit fiscal como porcentaje del PIB en los países avanzados. En las economías en desarrollo, el déficit en las cuentas públicas disminuyó ligeramente, aun cuando se dio en un con-texto de aplicación de medidas de estímulos al crecimiento y afectación de los ingresos externos por la disminución de los precios de las materias primas. 2. Economías industrializadas Las principales economías avanzadas mostraron bajas tasas de crecimiento producto de la debilidad de la demanda interna, los efectos de la consolidación fiscal y el estancamiento de la intermediación crediticia. En este contexto, los estímulos económicos descansaron básicamente en acciones monetarias laxas de los bancos centrales. En Estados Unidos, la actividad económica se expandió 2,2% en 2012, desde 1,8% observado en 2011. Esta mejora obedeció a la continuidad de una política monetaria significativamente expansiva. Aunque se aplicaron medidas fiscales restrictivas, fueron de carácter moderado. El desempeño positivo del PIB se reflejó en un avance modesto del consumo privado, el crecimiento de las exportaciones y la recuperación del sector inmobiliario, todo esto en el marco de un aumento leve en la creación de empleos. Por su parte, la inflación descendió en 2012 a 2,1% desde 3,1% el año previo, tras la disipación de los efectos del alza en los precios de las materias primas de 2011. Asimismo, la tasa de desempleo cayó a 7,8% al cierre del año, como consecuencia de la creación de, aproximadamente, 1,8 millones de nuevas plazas laborales. En este escenario, la Reserva Federal (FED) intensificó la flexibilización de su política monetaria. Para ello, mantuvo inalterado el rango de la tasa de interés referencial entre 0% y 0,25%, extendió el plan de canje de bonos del Tesoro (Operación Twist)2 hasta finales de 2012 y amplió el programa de compra de títulos respaldados con activos inmobiliarios. En el ámbito de las finanzas públicas, la Cámara de Representantes del Congreso aprobó, al cierre de 2012, un acuerdo para evitar el denominado “abismo fiscal”. De esta forma, se mantuvieron las rebajas fiscales y se pospusieron los recortes automáticos del gasto público acordados en 2011; sin embargo, a nivel federal se mantuvo el sesgo restrictivo y los recortes del gasto de defensa impactaron al PIB en el cuarto trimestre del año. Entre tanto, en Canadá el PIB se expandió 1,9% en 2012, respaldado por la dinámica de la demanda interna y la evolución del sector construcción. Sin embargo, la cifra reflejó una pérdida de ímpetu, asociada a la lenta recuperación de Estados Unidos y a la caída significativa del gasto público, en un contexto de consolidación fiscal. Por otra parte, las presiones inflacionarias permanecieron bajo control y el mercado de trabajo registró un desempeño positivo, lo cual permitió que la tasa de desempleo alcanzara su valor mínimo desde diciembre de 2008, al ubicarse en 7,1% al cierre del año. En este contexto, el Banco Central mantuvo inalterada su tasa de interés referencial en 1%.
  31. 31. I N F O R M E E C O N Ó M I C O 2 0 1 2 35 En Reino Unido la economía se contrajo en 2012, afectada por la debilidad de la demanda doméstica, la reducción del crédito bancario, el descenso del ingreso real y las medidas de austeridad implemen-tadas por el Gobierno. A esto se sumó la caída de la producción industrial –que acumuló 19 meses consecutivos en declive– y el deterioro de las cuentas externas. La moderación de la economía llevó al Comité de Política Monetaria a elevar, en GBP 50 millardos, su programa de compra de bonos con vencimiento a mediano y largo plazo, hasta GBP 375 millardos, y a adoptar otras medidas para proveer de liquidez al mercado interbancario, entre las que destacaron el programa de facilidades crediticias (funding for lending scheme) y la ampliación de los colaterales para operaciones de reporto (extended collateral term repo). En las cuentas públicas, el magro desempeño económico limitó el cumplimiento de las metas fiscales y de reducción del endeudamiento establecidas en el programa de consolidación. En este contexto, la agencia calificadora de riesgo Standard & Poor’s (S&P) redujo el panorama crediticio de Gran Bretaña a “negativo” desde “estable”, aunque mantuvo la nota crediticia en grado de inversión “AAA”. En la Eurozona las medidas de austeridad aplicadas por los gobiernos y el retroceso en el consumo de los hogares y la inversión, fueron los principales determinantes de la contracción del PIB de 0,4% en 2012. Asimismo, el desempeño de la actividad económica se vio limitado por la incertidumbre generada por la crisis de deuda soberana de la región. Este deterioro tuvo un impacto en el mercado laboral, donde la tasa de desempleo se incrementó desde 10,1% a 11,3% en 2012. El ascenso en el número de desocupados se hizo notar en los países con problemas estructurales como Chipre, Grecia, Italia, Portugal y España. Bajo estas condiciones, la política del Banco Central Europeo (BCE) continuó siendo laxa, con el fin de apuntalar el crecimiento y evitar mayores restricciones en el otorgamiento de créditos. En este sentido, el BCE redujo en 25 puntos básicos (pb) la tasa de interés de referencia hasta 0,75% y ofreció facili-dades para proveer de liquidez a las instituciones financieras. En este mismo orden de ideas y ante el incremento significativo en los costos de financiamiento de algunos países de la región, la autoridad monetaria aprobó un programa de compras directas de títulos públicos en el mercado secundario, dirigido a los países que hubiesen acordado formalmente un rescate financiero y aprobado un paquete de reformas económicas. En tal escenario, la agencia calificadora de riesgo Moody’s disminuyó la perspectiva de la calificación de la Unión Europea a negativa, al argumentar que el plan de compra de bonos del BCE podría tener un efecto negativo sobre las naciones que tienen mayor contribución al presupuesto de la Unión. En particular, la fragilidad de los sistemas bancarios y la vulnerabilidad de las cuentas públicas propiciaron que las principales agencias calificadoras recortaran las notas de deuda de España, Chipre e Italia. En cuanto al sector externo, la balanza comercial se mantuvo positiva y alcanzó EUR 12 millardos al cierre de 2012. El euro se fortaleció en el año, luego de la disipación de los temores sobre una ruptura de la Unión Europea, la reestructuración de la deuda de Grecia y el anuncio de medidas de apoyo a los mercados secundarios de deuda soberana por parte del BCE. En Japón la economía se expandió 1,9% en 2012, por debajo de las expectativas iniciales que apun-taban a un repunte de 2,5%. La evolución de la actividad estuvo sustentada, a inicios del año, en un
  32. 32. B A N C O C E N T R A L D E V E N E Z U E L A 36 incremento de la demanda doméstica, las ventas externas y el gasto relacionado con las actividades de reconstrucción, tras el terremoto y el tsunami registrados en 2011. Sin embargo, este avance fue limitado por la renuencia de las familias a elevar el consumo, ante la persistencia del escenario defla-cionario y las perturbaciones de las cuentas externas, estas últimas asociadas a la desaceleración de la economía global y los problemas territoriales con China. Para contrarrestar esta situación, el Gobierno aprobó dos paquetes de estímulos por JPY 880 millardos y JPY 422,6 millardos, con el fin de impulsar la creación de empleos y otorgar soporte financiero al sector empresarial y a la seguridad social. Ello contribuyó a que la tasa de desocupación disminuyera a 4,3% en 2012, desde 4,5% en 2011. Por su parte, el Banco de Japón mantuvo inalterada su tasa de interés de referencia y expandió el monto del programa de compras de activos hasta JPY 101 billones en 2012. En consecuencia, el yen se depreció 12,8% con respecto al dólar norteamericano, al cierre de 2012, en comparación con igual período del año previo. 6,0 5,0 4,0 3,0 2,0 1,0 0,0 (%) (1,0) Estados Unidos Canadá Eurozona Reino Unido Japón 2010 2011 2012 GRÁFICO I-1 Tasa de crecimiento del PIB Principales países avanzados Fuente: FMI, bancos centrales de los diferentes países.
  33. 33. I N F O R M E E C O N Ó M I C O 2 0 1 2 37 GRÁFICO I-2 Variación anualizada de la tasa de inflación Principales países avanzados 2012 6,0 5,0 4,0 3,0 2,0 1,0 0,0 (1,0) Ene Feb Mar Abr May Jun Jul Ago Sep Oct Nov Dic (%) Estados Unidos Canadá Eurozona Reino Unido Japón Fuente: FMI, bancos centrales de los diferentes países. GRÁFICO I-3 Tasas de interés oficiales Principales países avanzados 2012 2,0 1,5 1,0 0,5 0,0 Ene Feb Mar Abr May Jun Jul Ago Sep Oct Nov Dic (%) Estados Unidos Canadá Eurozona Reino Unido Fuente: FMI, bancos centrales de los diferentes países.
  34. 34. B A N C O C E N T R A L D E V E N E Z U E L A 38 4,0 1,0 (%) (2,0) (5,0) (8,0) (11,0) (14,0) Estados Unidos Canadá Eurozona Reino Unido Japón 2010 2011 2012 Fuente: FMI, bancos centrales de los diferentes países. 3. Economías emergentes GRÁFICO I-4 Resultado fiscal global Principales países avanzados (como % del PIB) El crecimiento de las economías emergentes se ralentizó en 2012, afectado por el débil desenvolvimiento de los países avanzados, lo cual generó una desaceleración en el comercio mundial. Igualmente, se hizo sentir en el desempeño de estas economías la aplicación de restricciones domésticas en el primer semestre del año. Sin embargo, en el segundo semestre las condiciones económicas mejoraron en algunos países, debido a los estímulos provenientes de políticas monetarias y fiscales implementadas para reactivar la producción interna y el gasto doméstico. Los países BRIC (Brasil, Rusia, India y China) también se vieron afectados por la desaceleración de la economía mundial. En particular, Rusia se resintió por la agudización de las tensiones financieras en la periferia de la zona euro y por la pérdida de impulso del consumo y la inversión. En el plano fiscal, la aplicación de medidas de estímulo al crecimiento y los menores ingresos tributarios propiciaron un deterioro en los balances de las finanzas públicas. Sin embargo, los diferenciales de rendimiento de deuda soberana medidos mediante el índice EMBI Plus (Emerging Markets Bond Index Plus), reflejaron una mejora en la percepción de riesgo-país, apoyada en la mayor demanda de estos instrumentos que propiciaron los estímulos cuantitativos de los bancos centrales de las principales economías industrializadas y la consiguiente búsqueda de retornos más atractivos.
  35. 35. I N F O R M E E C O N Ó M I C O 2 0 1 2 39 800 700 600 500 400 300 200 100 0 (Puntos básicos) Ene-2010 Ene-2011 Feb Mar Abr May Jun Jul Ago Sep Oct Nov Dic Diferenciales de riesgo soberano emergente1/ Ene-2012 Feb Mar Abr May Jun Jul Ago Sep Oct Nov Dic GRÁFICO I-5 Feb Mar Abr May Jun Jul Ago Sep Oct Nov Dic EMBI Plus Latinoamérica 1/ Corresponde al promedio ponderado de los diferenciales de rendimiento de una cesta de bonos de un país o región con respecto a una cesta comparativa de títulos del tesoro estadounidense considerada de cero riesgo. Fuente: J.P. Morgan. En efecto, la mayor relajación de la política monetaria en los países avanzados incrementó el flujo de capital hacia las naciones emergentes, lo que acarreó la apreciación de sus monedas. En estas con-diciones, la mayoría de los bancos centrales se inclinaron por ajustar los tipos de interés a la baja, lo que restó atractivo a las entradas de capital y limitó el fortalecimiento de los tipos de cambio. Además, muchos de ellos complementaron esta política con intervenciones en los mercados cambiarios y la instrumentación de medidas macroprudenciales. En China, la economía creció 7,8% en 2012, apoyada en el incremento de la inversión y, en menor medida, en el consumo privado. Sin embargo, la cifra resultó inferior a la expansión de 9,3% alcanzada en 2011, debido al debilitamiento de la demanda externa y a la moderación de algunos componentes del gasto interno. La pérdida de dinamismo de la producción incentivó una mayor intervención de las autoridades para reactivar la economía en un marco de menores presiones inflacionarias. De esta manera, el Banco Central flexibilizó su política monetaria mediante una serie de disposiciones orientadas a reactivar el mercado crediticio. Entre ellas destacaron: la disminución de los coeficientes de reservas y de la tasa de interés de préstamos hasta 3% y 6%, respectivamente, y el aumento de la liquidez del sector bancario. Por su parte, el Gobierno aplicó un conjunto de medidas adicionales de estímulo fiscal para evitar una mayor desaceleración del PIB.
  36. 36. B A N C O C E N T R A L D E V E N E Z U E L A 40 Con respecto a la internacionalización del yuan (CNY), la autoridad monetaria continuó sus acciones para ampliar el uso de la moneda. Para ello, otorgó un permiso para el comercio interbancario en Taiwán y Japón, aprobó acuerdos de intercambio de divisas con Australia, Brasil y Ucrania, y amplió el monto de compensación con el Banco Central de Mongolia. En el ámbito externo, las exportaciones se moderaron en 2012, producto de la desaceleración de la economía mundial y el alza de los costos laborales locales. De igual manera, la debilidad del consumo interno ocasionó que las importaciones se atenuaran durante el año. Sin embargo, la caída de los precios de las materias primas en los mercados internacionales amplió el superávit comercial, al ubicarse en USD 231,1 millardos, cifra superior a los USD 157,9 millardos del año previo. En India, el PIB experimentó una desaceleración en el año, al expandirse 4,5% desde 7,9% alcanzado el año previo, debido al menor vigor de la producción industrial, la caída en las exportaciones y una mayor inflación minorista. En este contexto, el Banco Central recortó, en 125 puntos básicos, su ratio de reserva de efectivo a 4,25%, y redujo su tasa de interés a 8%, en un intento por impulsar la deman-da agregada. El deterioro de las cuentas fiscales y los pocos avances en sus reformas estructurales sustentaron el recorte del panorama crediticio del país a “negativo” desde “estable”, por parte de las agencias calificadoras Standard & Poor’s y Fitch. En Latinoamérica y el Caribe, la actividad económica mostró cierta resistencia a los efectos de la des-aceleración económica global y a la incertidumbre de los mercados financieros internacionales. De esta manera, el debilitamiento del intercambio comercial con el resto del mundo ocasionó la ralentización del PIB de la región, que se expandió 3% en 2012 (4,6% en 2011), apoyado en el mayor dinamismo de la demanda interna, en especial del consumo de los hogares y de la inversión. En este contexto, la recuperación del mercado laboral fue moderada, sobre todo si se compara con el desempeño de 2011. Así lo reflejó la tasa de desocupación urbana publicada por la Comisión Económica para América Latina (Cepal), la cual se redujo a 6,4% en 2012, desde 6,7% registrado en el año previo. La caída en la tasa de desempleo fue favorecida de manera fundamental por la generación de puestos de trabajo en actividades intensivas en mano de obra y en el sector público. Por su parte, el FMI estimó que la inflación se redujo a 6,0% en 2012, desde 6,6% observado el año previo, luego del desvanecimiento del repunte de los precios de los alimentos durante la segunda mitad del año. En este contexto, los bancos centrales de la región adoptaron una política monetaria cautelosa durante el primer semestre del año, con escasas modificaciones en las tasas vigentes. Solo los países en los cuales la desaceleración se hizo más evidente redujeron su tasa de política monetaria para impulsar el dinamismo de la demanda interna y mitigar los efectos de la contracción de la demanda foránea. Las cuentas externas reflejaron el deterioro del intercambio comercial de la región y la inestabilidad financiera mundial. Así, el déficit en cuenta corriente se amplió en 2012, debido a una reducción en el superávit de la balanza comercial de la mayoría de los países. Por su parte, los flujos de capital de corto plazo mantuvieron su dinamismo, aunque en menor volumen a los recibidos el año previo, lo cual generó una mayor volatilidad cambiaria que llevó a intervenciones en el mercado de divisas y a la acumulación de reservas internacionales.
  37. 37. I N F O R M E E C O N Ó M I C O 2 0 1 2 41 Entre tanto, las cifras de la Cepal reportaron un deterioro en el balance fiscal de los países de la re-gión en relación con el año anterior, debido al crecimiento del gasto público y a la moderación de los ingresos tributarios derivados de la explotación de los recursos naturales o de productos básicos. Por consiguiente, el resultado primario de América Latina mostró, en promedio, un déficit de 0,3% del PIB, en contraste con el superávit de 0,2% registrado en 2011. No obstante, el deterioro de las cuentas fiscales no se vio reflejado en la relación deuda/PIB, la cual continuó su senda decreciente, al ubicarse en 29,8% al cierre del año. Al analizar en detalle el comportamiento de las principales variables económicas de los países latinoa-mericanos, se observó una notable disminución en el ritmo de crecimiento de las economías de Brasil y Argentina, las cuales mostraron una expansión de 0,9% y 2% en 2012, respectivamente. La primera de ellas reflejó los efectos de las medidas fiscales y monetarias restrictivas ejecutadas durante 2011 y la incertidumbre generada por la crisis financiera internacional. Entre tanto, la segunda evidenció la pérdida de ímpetu de la economía mundial, en especial de Brasil, y el efecto de la sequía sobre la producción agrícola. Igual tendencia se observó en la actividad económica de Chile y Colombia, aunque el impacto negativo fue menor, al registrar tasas de crecimiento de 5,5% y 3,8%, respectivamente, debido al soporte que brindó el gasto interno, en especial la inversión. Por otro lado, en México la fortaleza de la demanda estadounidense de bienes y servicios contribuyó a que la expansión de su economía se mantuviera y alcanzara un incremento del PIB de 3,8%. En el ámbito monetario, el descenso de las presiones inflacionarias y la necesidad del Banco Central de Brasil de incentivar la demanda doméstica y la competitividad de las empresas locales, llevaron a una reducción de 375 puntos básicos en la tasa de interés referencial Selic (Sistema Especial de Liquidación y Custodia, Administrado por el Banco Central de Brasil) hasta situarla en 7,25%. De igual manera, el ente emisor de Colombia flexibilizó su política monetaria en 50 puntos básicos en 2012, al colocar su tasa marcadora en 4,25%, con el objeto de enfrentar el debilitamiento del crecimiento global y la volatilidad de los mercados financieros internacionales. Por su parte, las autoridades monetarias de Chile y México mantuvieron sus posturas, ante las pocas señales de debilitamiento de la economía doméstica y la favorable evolución de los factores determinantes de la inflación. Entre tanto, en algunos países de la región continuaron los esfuerzos por fortalecer las políticas macroprudenciales mediante la aplicación de encajes o reformas de la regulación financiera que les permitieran fijar provisiones anticíclicas, ante un escenario de mayor incertidumbre global. La mayor disponibilidad de recursos en los mercados financieros internacionales y la solidez de los fundamentos macroeconómicos de la región dejaron que se mantuviera un constante flujo de capitales hacia América Latina, a excepción de Argentina. En este escenario, los bancos centrales de México, Brasil y Colombia implementaron medidas para evitar la apreciación de sus monedas, mediante la realización de subastas diarias de compras de dólares. Por el contrario, en Chile el ente emisor permitió que la cotización del peso se sustentara en los fundamentos del mercado, lo cual propició que sus reservas internacionales no experimentaran cambios significativos. En cuanto a las calificaciones crediticias, la agencia Standard & Poor’s otorgó a Chile el grado de in-versión más alto en la historia de los mercados de la región, al considerar la creciente fortaleza de la
  38. 38. B A N C O C E N T R A L D E V E N E Z U E L A 42 economía y la mejora en la capacidad del Gobierno para ejecutar políticas contracíclicas, en un escenario de desaceleración externa. Asimismo, revisó a “positiva” la perspectiva de la calificación crediticia de Colombia y elevó la nota de la deuda de México a “A-2”, por un cambio en la metodología. Por otro lado, la incertidumbre generada por la nacionalización de la empresa petrolera YPF en Argentina y por las medidas impuestas por el Gobierno de ese país a la actividad comercial y al mercado cambiario, así como las preocupaciones de que la nación austral pudiera caer en una nueva cesación de pagos, sustentaron la rebaja en la calificación de la deuda soberana por parte de las agencias Standard & Poor’s y Fitch. Por su parte, Moody’s recortó el panorama de la nota crediticia a negativo desde estable. GRÁFICO I-6 Tasa de crecimiento del PIB Países emergentes seleccionados 12 10 8 6 4 2 0 China India Brasil México Argentina Chile Colombia (%) 2010 2011 2012 Fuente: FMI, bancos centrales de los diferentes países.
  39. 39. I N F O R M E E C O N Ó M I C O 2 0 1 2 43 GRÁFICO I-7 Variación anualizada de la tasa de inflación Países emergentes seleccionados 20,0 15,0 10,0 5,0 0,0 (5,0) 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 (%) China Brasil México Argentina Chile Colombia India Fuente: FMI, bancos centrales de los diferentes países. GRÁFICO I-8 Resultado fiscal global Países emergentes seleccionados (% del PIB) (%) 10,0 6,0 2,0 (2,0) (6,0) (10,0) China India Brasil México Argentina Chile Colombia 2010 2011 2012 Fuente: FMI, bancos centrales de los diferentes países.
  40. 40. B A N C O C E N T R A L D E V E N E Z U E L A 44 GRÁFICO I-9 Resultado en cuenta corriente Países emergentes seleccionados (% del PIB) 6,0 4,0 2,0 0,0 (%) (2,0) (4,0) (6,0) China India Brasil México Argentina Chile Colombia 2010 2011 2012 Fuente: FMI, bancos centrales de los diferentes países. GRÁFICO I-10 Tasa de variación anual de las reservas internacionales Países emergentes seleccionados 60,0 40,0 20,0 0,0 (%) (20,0) (40,0) (60,0) China India Brasil México Argentina Chile Colombia 2010 2011 2012 Fuente: FMI, bancos centrales de los diferentes países.
  41. 41. I N F O R M E E C O N Ó M I C O 2 0 1 2 45 4. Comercio internacional El comercio mundial de bienes y servicios se desaceleró, por segundo año consecutivo, al expandirse a una tasa de 2% en 2012, desde 5,2% en 2011. Este desempeño fue atribuido al lento crecimiento de las economías desarrolladas, a la renovada incertidumbre en torno al valor del euro y a la caída de la demanda de mercancías proveniente de las economías emergentes. Los envíos desde los países desarrollados crecieron a un ritmo más lento que el promedio mundial (1%), mientras que las exportaciones de los países en desarrollo aumentaron 3,3%. Por su parte, las impor-taciones disminuyeron 0,1% en las economías industrializadas y se incrementaron 4,6% en las naciones en desarrollo. Por regiones, destacó la recuperación de las exportaciones de África (6,1%) y la moderación en las ventas externas de América del Norte (4,5%) y Asia (2,8%), estas últimas afectadas por las correspondientes a India y Japón. En contraste, los países exportadores de recursos naturales aceleraron moderadamente sus ventas al exterior, entre ellas la Comunidad de Estados Independientes (CEI) (1,6%), América del Sur y Central (1,4%) y Oriente Medio (1,2%). GRÁFICO I-11 Tasa de crecimiento del comercio internacional Principales regiones Asia Comunidad de Estados Independientes Fuente: OMC. Europa América Central y del Sur América del Norte Mundial (%) (5,0) 0,0 5,0 10,0 Importaciones Exportaciones En términos de valor, las exportaciones mundiales aumentaron 0,2% en 2012, al ubicarse en USD 18,3 millardos, cifra que se mantuvo sin variación en comparación con la registrada en 2011.
  42. 42. B A N C O C E N T R A L D E V E N E Z U E L A 46 GRÁFICO I-12 Evolución de los precios de las materias primas (Índice) 700 600 500 400 300 200 100 0 Ene-09 Jul-09 Ene-10 Jul-10 Ene-11 Jul-11 Ene-12 Jul-12 Total 1/ Metales ind. Metales prec. Energía 1/ El total corresponde al promedio ponderado de los sectores energía, metales industriales, metales preciosos, agricultura y ganadería. Fuente: Commodity Research Bureau de Estados Unidos. El menor crecimiento del valor en dólares del comercio mundial se explicó, en parte, por el descenso de los precios de las materias primas en 2012. Ello, luego de registrar un marcado declive durante el segundo trimestre del año, propiciado por la apreciación del dólar estadounidense y las preocupaciones en torno a la demanda, ante la debilidad del panorama económico global. Sin embargo, las medidas de estímulo monetario anunciadas por los bancos centrales de los principales países industrializados ayudaron a revertir, en la segunda mitad del año, el comportamiento a la baja en los precios de los productos básicos. En la clasificación por sectores, el índice de los energéticos registró la mayor disminución anual, en un contexto de mayor oferta global de crudo, holgados niveles de inventarios y desaceleración del cre-cimiento mundial. A pesar de ello, la cotización de los marcadores de petróleo se ubicó en 2012 por encima de los valores observados el año previo, debido al incremento de las tensiones geopolíticas en el Medio Oriente y el aumento en la demanda petrolera en China. En contraste, los precios de los bienes agrícolas ascendieron en el mismo lapso, en especial durante el segundo semestre, respaldados por las preocupaciones que generaron sobre la oferta las condiciones climatológicas adversas. 5. Mercado petrolero internacional 5.1. Visión global En 2012, el precio del petróleo experimentó variaciones leves con respecto al año anterior, en un contexto caracterizado por una situación de sobreoferta que incidió negativamente sobre los precios
  43. 43. I N F O R M E E C O N Ó M I C O 2 0 1 2 47 del crudo, que estuvo compensada por elementos de riesgo geopolítico y financieros. Por una parte, la debilidad de la demanda petrolera estuvo asociada a la fragilidad de la actividad económica mundial, como consecuencia de los efectos remanentes de la crisis financiera internacional de 2008 y 2009. Ciertamente, las economías industrializadas no han logrado reiniciar una senda de crecimiento económico sostenido, a la vez que las economías emergentes experimentaron una desaceleración generalizada. En contraste, elementos de riesgo geopolítico en Medio Oriente y un posicionamiento optimista por parte de los inversionistas en los mercados financieros dieron soporte al precio. Así, los principales marcadores de crudo permanecieron relativamente estables con respecto al año previo. El precio promedio del marcador estadounidense West Texas Intermediate (WTI) fue de USD/b 94,23, lo que representó una disminución de USD/b 0,89 con respecto al año previo. Por su parte, el referencial europeo Brent, el cual ha ganado mayor vigencia como marcador internacional sobre el esta-dounidense, marcó un promedio de USD/b 111,64, lo que significó un leve aumento de USD/b 0,84. GRÁFICO I-13 Evolución mensual de los principales marcadores de crudo (2007-2012) 134,7 150 130 110 90 70 50 Jul Sep Nov Ene-09 Mar May Fuente: Ministerio del Poder Popular de Petróleo y Minería (Menpet). 109,3 106,6 88,3 30 Ene-07 Mar May Jul Sep Nov Ene-08 Mar May Mar May Jul Sep Nov Ene- 11 Mar May Jul Sep Nov Ene-10 Jul Sep Nov Ene-12 Mar May Jul Sep Nov Cesta OPEP Brent (USD/b) WTI 39,07 54,8 Desde 2010 el incremento de los inventarios en Estados Unidos incidió negativamente sobre el precio del WTI, lo que contribuyó a que el diferencial de precios entre el WTI y el Brent se mantuviera a favor de este último durante el año, dada las limitaciones en los flujos de salida desde el centro de distribu-ción y almacenamiento del WTI en Cushing, Oklahoma. En efecto, el diferencial promedio en 2012 se situó en USD/b 17,51 a favor del marcador europeo, distinto al comportamiento histórico dadas las características de estos referenciales internacionales3. 3 El referencial estadounidense West Texas Intermediate históricamente ha cotizado a un precio superior al marcador europeo Brent, dadas sus características químicas que lo convierten en un petróleo de mejor calidad.
  44. 44. B A N C O C E N T R A L D E V E N E Z U E L A 48 En cuanto a los fundamentos del mercado petrolero, la demanda global mostró un incremento que estuvo explicado, principalmente, por el mayor consumo de las economías emergentes, lo que contrastó con una reducción de la demanda de las economías industrializadas. El mayor dinamismo del bloque de países que no pertenecen a la Organización para la Cooperación y el Desarrollo Económico (No OCDE) continúa explicando los incrementos de la demanda de energía, que representa 49% del consumo global de crudo. En particular, los países de Asia emergente, como China e India, mostraron los incrementos más significativos, cónsonos con la mayor fortaleza de estas economías en el contexto de debilidad global que prevaleció en 2012. Por su parte, la oferta de petróleo mostró un aumento que resultó superior a la demanda, lo que explica el exceso de oferta que predominó en el año. El incremento de la oferta estuvo sustentado por los países miembros de la Organización de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) y por los no pertenecientes a este grupo. Específicamente, destacó el incremento de la producción de petróleo de Estados Unidos, tras los recientes avances en la producción de crudo no convencional (petróleo de esquistos), así como el aumento de la producción de Canadá. Por el lado del bloque OPEP, los incrementos en Arabia Saudita e Iraq, así como la reincorporación de la producción de Libia determinaron la mayor oferta de la organización. En términos reales4, aun cuando el precio real o capacidad de compra de bienes importados de la Cesta OPEP aumentó de manera moderada, logró alcanzar un nuevo máximo histórico, al mostrar un promedio de USD/b 19,03 en 2012, lo que significó un incremento de 4,6% con respecto al año previo. 4 Para la estimación se utilizó el deflactor de la Cesta OPEP, el cual se construye con la combinación de los índices de tipo de cambio y de inflación de los países que forman parte del Acuerdo de Ginebra I y Estados Unidos. GRÁFICO I-14 Precio del marcador de la Cesta OPEP (USD/b) nominal (USD/b base 1973) 94,5 109,5 107,5 61,1 19,03 80 70 60 50 40 30 20 10 0 120 100 80 60 40 20 0 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Nominal Real Nota: El precio real se obtuvo del índice combinado calculado por la OPEP, el cual es una combinación de índices de tipo de cambio e inflación de varios países. Fuente: OPEP.
  45. 45. I N F O R M E E C O N Ó M I C O 2 0 1 2 49 5.2. Evolución de la demanda de petróleo La demanda petrolera continuó mostrando avances al incrementarse 0,84 MMBD con respecto a 2011 y se situó en un nuevo máximo histórico de 89,78 MMBD. El mayor dinamismo de las economías emergen-tes, en contraste con la debilidad de los países industrializados, se evidenció en el comportamiento del consumo de crudo de ambos grupos de países. En este sentido, el bloque de países OCDE reportó una disminución en su consumo de 0,57 MMBD, al ubicarse en 45,93 MMBD en promedio para 2012. A escala regional, se evidencia que el consumo de Norteamérica disminuyó 0,29 MMBD, explicado, principalmente, por la menor demanda de Estados Unidos (0,34 MMBD), asociada a la debilidad de la actividad económica, así como a elementos de eficiencia energética y mayor ahorro doméstico, mien-tras que Canadá se mantuvo estable. Por su parte, la ampliación del consumo de México (0,05 MMBD) compensó parcialmente esta caída en la región. En Europa, la disminución resultó superior (0,56 MMBD), ocasionada por la menor demanda de los principales consumidores5 (0,45 MMBD). 5 Incluye: Alemania, Francia, Italia, España y Reino Unido. GRÁFICO I-15 Evolución de la demanda de petróleo de los principales consumidores mundiales (2009-2012) (MMBD) 18,8 8,1 9 4,4 19,2 8,9 8,9 4,5 19,0 9,2 8,6 4,5 18,6 9,6 8,2 4,7 25 20 15 10 5 0 Estados Unidos China Europa Japón 2009 2010 2011 2012 Fuente: Agencia Internacional de Energía (AIE). La región del Pacífico evidenció un incremento de 0,34 MMBD, sustentado por Japón (0,25 MMBD). Este comportamiento se explica por la necesidad de ampliar la generación de energía proveniente de fuentes fósiles, luego del incidente nuclear ocurrido en este país en 2011 que obligó a remplazar parcialmente la energía generada en las centrales nucleares. En contraste con el bloque de países industrializados, las economías No OCDE mostraron un au-mento de 1,41 MMBD para elevar su demanda a 43,85 MMBD promedio en 2012. En particular, el incremento de China (0,37 MMBD) e India (0,13), por el lado de los países asiáticos, explica 28% de
  46. 46. B A N C O C E N T R A L D E V E N E Z U E L A 50 este aumento. También se registraron incrementos en el Medio Oriente (0,25 MMBD), explicados por un mayor consumo interno de Arabia Saudita (0,14 MMBD). En cuanto a América Latina, la región mostró un mayor consumo (0,22 MMBD), destacando, principalmente, Brasil (0,12 MMBD). Incre-mentos menores fueron registrados también en otras regiones como África (0,14 MMBD) y Europa emergente (0,02 MMBD). 5.3. Comportamiento de la oferta de petróleo La oferta mundial de petróleo registró un incremento (2,38 MMBD) superior al de la demanda, para situarse en 90,82 MMBD promedio en 2012. En este sentido, el bloque de países OPEP mostró un aumento de su producción total de petróleo (1,82 MMBD), la cual, incluidos los condensados y no con-vencionales, se elevó a 37,46 MMBD. En particular, la producción de crudo se ubicó en 31,3 MMBD, tras incrementarse 1,45 MMBD con respecto al año previo. Por otra parte, la oferta proveniente de los países No OPEP aumentó en menor proporción (0,56 MMBD), al situarse en 53,4 MMBD. En el seno de los países OPEP, la mayor producción estuvo explicada por Libia (0,93 MMBD), luego de recuperarse de la situación política que mermó su producción el año previo hasta detenerse temporalmente. En paralelo, Arabia Saudita (0,49 MMBD) hizo uso de su capacidad cerrada para incrementar la producción en sustitución de la menor oferta de Irán (-0,62 MMBD), debido a las sanciones financieras impuestas sobre sus exportaciones petroleras por parte de las principales potencias mundiales que se oponen al desarrollo de su programa nuclear. En menor proporción, también se registró un alza en la oferta de Iraq (0,28 MMBD), promovida por los planes actuales de expansión de su producción, con lo cual su oferta podría elevarse hasta 6,5 MMBD en 2015 (lo que significaría un incremento de 120% desde 2,95 MMBD promedio de 2012), de acuerdo con estimaciones de la Agencia Internacional de Energía (AIE). GRÁFICO I-16 Evolución de la oferta mundial de petróleo (variación absoluta) 0,0 1,2 3,0 2,0 1,0 0,0 (1,0) (2,0) (3,0) Fuente: Agencia Internacional de Energía (AIE). (1,1) 1,7 1,1 2,4 (0,4) 1,5 (2) 0,6 0,9 1,8 0,4 (0,31) 0,9 1,1 0,2 0,6 (4,0) 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Global OPEP No OPEP (MMBD)
  47. 47. I N F O R M E E C O N Ó M I C O 2 0 1 2 51 Se debe destacar que la OPEP realizó dos reuniones ordinarias durante el año, en las cuales mantuvo sin variaciones el techo de producción establecido en diciembre de 2011, de 30 MMBD. En ambas con-ferencias, el organismo indicó que la volatilidad de los precios estuvo afectada, en parte, por elementos especulativos en los mercados financieros y tensiones geopolíticas. Sin embargo, el ente resaltó que el mercado se mantuvo suficientemente abastecido y que, por ende, no fue necesario hacer nuevas modificaciones sobre el objetivo de producción. Por el lado de los países No OPEP, la oferta estuvo impulsada principalmente por Estados Unidos, cuyos crudos no convencionales crecieron 1 MMBD, hasta alcanzar 9,14 MMBD. A este respecto, la Adminis-tración de Información de Energía señaló que la incorporación de la producción de petróleo de esquistos al mercado interno había superado las previsiones hechas a principios de año. En el resto de los países de Norteamérica se registró un alza, como en Canadá (0,23 MMBD), impulsada por los desarrollos de las arenas bituminosas, lo que compensó la menor producción de México (0,02 MMBD). En Europa, la producción de la región estuvo influenciada negativamente por la caída de la producción del mar del Norte. En efecto, la región mostró un nivel de oferta de 3,47 MMBD, al disminuir 0,3 MMBD. En este resultado influyó la contracción de la producción en Reino Unido (0,16 MMBD) y Noruega (0,13 MMBD). En contraste, los desarrollos tecnológicos han permitido contrarrestar el declive natural de los pozos existentes en Rusia, lo que propició una expansión en su oferta de petróleo (0,13 MMBD). Esta situa-ción se observa en el este de Siberia (región que engloba hasta 6,5 MMBD, alrededor de 60% de su producción total de 10,7 MMBD). En cuanto al resto de las regiones, la oferta del Medio Oriente declinó en 0,19 MMBD, a 1,46 MMBD, producto de la caída observada en Siria (0,19 MMBD) y, en menor medida, en Yemen (0,05 MMBD). En África, la región mostró un retroceso en su producción de 0,29 MMBD hasta 2,31 MMBD. En América Latina, la oferta total de la región se situó en 4,18 MMBD, al disminuir 0,05 MMBD con respecto a 2011. En este sentido, la caída de la producción de Brasil (0,04 MMBD) y otros países no pudo ser compensada por Colombia (0,03 MMBD) y Argentina (0,02 MMBD). 5.4. Evolución de los inventarios Cifras de la Agencia Internacional de Energía revelan que, en términos de demanda futura, los inventa-rios industriales de la OCDE se incrementaron al cierre de 2012. Este comportamiento se explica por la sobreoferta predominante en el mercado, lo que se tradujo en una acumulación de existencias. En consecuencia, los inventarios industriales finalizaron el año en 2.666 millones de barriles de petróleo o 58 días de cobertura de demanda futura. En relación con el año previo, los inventarios se ampliaron 61 millones de barriles, cuando finalizaron en 56 días de cobertura.
  48. 48. B A N C O C E N T R A L D E V E N E Z U E L A 52 GRÁFICO I-17 Inventarios OCDE y capacidad cerrada de producción OPEP (Días de cobertura) (MMBD) 61 61 60 60 59 59 58 58 57 57 56 56 Ene-11 Feb Mar Abr May Jun Jul Ago Sep Oct Nov Dic Ene-12 Capacidad cerrada (Y2) Inventarios OCDE Fuente: Agencia Internacional de Energía (AIE). 59,5 4,2 8 7 6 5 4 3 2 Feb Mar Abr May Jun Jul Ago Sep Oct Nov Dic En cuanto a los inventarios totales OCDE, las existencias se elevaron a 4.213 millones de barriles, desde 4.141 al cierre de 2011. A escala regional, los inventarios OCDE mostraron incrementos, en nivel y en términos de cobertura de demanda futura. Específicamente, Europa mostró el incremento más significativo, con un alza de cuatro días de cobertura de demanda futura, a 102 días desde 98 días el año previo. CUADRO I-1 Inventarios de petróleo OCDE Fuente: Agencia Internacional de Energía. 2011 2012 MMB Días de cobertura MMB Días de cobertura Norteamérica 2.005,1 86,0 2.058,6 87,0 Europa 1.332,5 98,0 1.343,2 102,0 Pacífico 803,7 88,0 811,0 90,0 Total OCDE 4.141,3 90,0 4.218,8 92,0
  49. 49. I N F O R M E E C O N Ó M I C O 2 0 1 2 6 Se refiere a todas las operaciones que se realizan en la Bolsa de Nueva York (Nymex, por sus siglas en inglés) y en la Bolsa de Londres (ICE). Solo incluye el contrato más negociado de crudo liviano dulce dentro de un universo de más de una veintena de convenios similares. 7 Según la CFTC, las operaciones no comerciales son posiciones que toman los entes financieros de índole especulativa. Un ejemplo de ello lo constituyen los fondos de cobertura. 8 Para una mayor referencia sobre el tema se puede revisar el trabajo: (2005) Kriper, Greta R. The financia-lizations of the American economy. Economic Review, mayo (3), pp. 173-178. 53 5.5. Mercados financieros de petróleo6 El número de contratos negociados en los mercados financieros vinculados al petróleo descendió 8,8%, en términos interanuales, en 2012, lo cual equivalió a más de 14 millones de convenios y significó su primer declive desde 2000. Esto, en respuesta a la baja que experimentaron las opciones (-20,9%) y los futuros (-1,1%) que son los instrumentos financieros internacionales por excelencia. Al respecto, el comportamiento descrito pareciera estar en línea con un escenario de menor crecimiento global y ante la posibilidad de que los mercados financieros estén anticipando precios más bajos en el futuro. Otro elemento que pudiera explicar esta situación sería el creciente número de regulaciones que se impusieron después de la crisis financiera de 2008. En particular, en Estados Unidos, la Ley Dodd-Frank introdujo amplias limitaciones a las operaciones financieras derivadas (opciones y futuros), las cuales comenzaron a entrar, en efecto, en años recientes. Así, las transacciones tipificadas como especulativas7 por el organismo regulador de esta actividad en Estados Unidos (U.S. Commodity Futures Trading Commission o CFTC, por sus siglas en inglés) disminuyeron en el año (posiciones largas 0,1% y las netas 7,0%). En montos negociados, el valor de 2012 cayó 9,6%, para ubicarse en USD 14.441 millardos, cifra que quintuplicó, aproximadamente, el valor transado en los mercados físicos de crudo en este lapso. En todo caso, persiste el interés de los inversionistas de utilizar este tipo de instrumentos financieros como alternativa para diversificar sus carteras. Este aspecto confirma la progresiva financiarización que viene experimentando la economía estadounidense8 y, en particular, el comercio de las materias primas en los últimos años. GRÁFICO I-18 Operaciones de petróleo negociadas en los mercados finacieros USD por barril N° de contratos 120 100 80 60 40 20 Fuente: CFTC, Bloomberg, Nymex, ICE y cálculos propios. 30.000.000 25.000.000 20.000.000 15.000.000 10.000.000 5.000.000 0 0 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 Nivel de posiciones largas Precio promedio del WTI
  50. 50. ANEXO ESTADÍSTICO ENTORNO ECONÓMICO INTERNACIONAL
  51. 51. I N F O R M E E C O N Ó M I C O 2 0 1 2 57 CUADRO I-1 Tasa de crecimiento del PIB Países seleccionados 2012 2011 2010 Estados Unidos 2,2 1,8 2,4 Canadá 1,9 2,4 3,2 Eurozona (0,4) 1,4 2,0 Alemania 0,9 3,1 4,0 Francia 0,1 1,7 1,7 Italia (2,1) 0,4 1,8 Reino Unido 0,0 0,8 1,8 Japón 1,9 (0,8) 4,5 Total economías avanzadas 1,2 3,2 (3,6) China 7,8 9,2 10,4 India 4,5 6,8 10,1 Argentina 2,0 8,9 9,2 Brasil 0,9 2,7 7,5 México 3,8 3,9 5,3 Colombia 3,8 5,9 4,0 Chile 5,5 5,9 6,1 Total economías emergentes 5,2 6,4 7,5 Total economía mundial 3,2 3,9 5,2 Fuente: FMI, bancos centrales y oficinas de estadísticas de los diferentes países.
  52. 52. B A N C O C E N T R A L D E V E N E Z U E L A 58 CUADRO I-2 Tasa de inflación promedio anual Países seleccionados 2012 2011 2010 Estados Unidos 2,1 3,1 1,6 Canadá 1,5 2,9 1,8 Eurozona 2,4 2,7 1,6 Alemania 2,1 2,5 1,2 Francia 2,0 2,1 1,5 Italia 3,3 2,9 1,6 Reino Unido1/ 2,8 4,5 3,3 Japón 0,0 (0,3) (0,7) Total economías avanzadas 1,9 2,7 1,5 China 2,6 5,4 3,3 India 9,3 8,9 12,0 Argentina 10,8 9,5 10,9 Brasil 5,4 6,6 5,0 México 4,1 3,4 4,2 Colombia 3,2 3,4 2,3 Chile 3,0 3,3 1,4 Total economías emergentes 6,0 7,2 6,0 Total economía mundial 3,9 4,8 3,7 1/ Basado en el índice de precios al consumidor armonizado de Eurostat. Fuente: FMI, bancos centrales y oficinas de estadísticas de los diferentes países.
  53. 53. I N F O R M E E C O N Ó M I C O 2 0 1 2 59 CUADRO I-3 Tasa de desempleo promedio1/ Países seleccionados 2012 2011 2010 Estados Unidos 8,1 8,9 9,6 Canadá 7,3 7,5 8,0 Eurozona 11,3 10,2 10,1 Alemania 5,3 6,0 7,1 Francia 10,2 9,6 9,7 Italia 10,6 8,4 8,4 Reino Unido 8,0 8,0 7,9 Japón 4,3 4,6 5,0 Total economías avanzadas 8,0 7,9 8,3 Economías emergentes China 4,1 4,0 4,1 India n.d. n.d. n.d. Argentina 7,2 7,2 7,8 Brasil 5,5 6,0 6,7 México 4,8 5,2 5,4 Colombia 10,5 10,8 11,8 Chile 6,5 7,1 8,2 1/ Tasa de desempleo urbano. Fuente: FMI, Cepal, bancos centrales y oficinas de estadísticas de los diferentes países.
  54. 54. B A N C O C E N T R A L D E V E N E Z U E L A 60 CUADRO I-4 Saldo en cuenta corriente de los países seleccionados (como % del PIB) Fuente: FMI, oficinas de estadísticas de los diferentes países. 2012 2011 2010 Estados Unidos (2,9) (3,1) (3,0) Canadá (4,0) (3,0) (3,6) Eurozona 1,6 0,5 0,5 Alemania 6,5 5,7 6,0 Francia (1,6) (1,9) (1,6) Italia (1,3) (3,1) (3,5) Reino Unido (3,4) (1,3) (2,5) Japón 1,0 2,0 3,7 Total economías avanzadas (0,2) (0,2) 0,0 China 2,3 2,8 4,0 India (4,3) (3,5) (3,3) Argentina 0,5 (0,1) 0,6 Brasil (2,3) (2,1) (2,2) México (0,7) (0,8) (0,2) Colombia (3,1) (3,1) (3,1) Chile (3,5) (1,3) 1,5 Total economías emergentes 1,3 1,8 1,5
  55. 55. I N F O R M E E C O N Ó M I C O 2 0 1 2 61 CUADRO I-5 Tipo de cambio nominal promedio Países seleccionados Fuente: FMI, Bloomberg. CUADRO I-6 Tasas de interés a corto plazo1/ Países industrializados (fin del período en porcentaje anual) 1/ Rendimiento de letras a 90 días. Fuente: Reuters. 2012 2011 Economías avanzadas Canadá (CAD por USD) 1,000 0,989 Eurozona (USD por EUR) 1,286 1,392 Reino Unido (USD por GBP) 1,585 1,604 Japón (Yen/USD) 79,840 79,680 Economías emergentes China (Yuan/USD) 6,310 6,462 India (Rupia/USD) 53,470 46,630 Argentina (ARS por USD) 4,550 4,127 Brasil (BRL/USD) 1,955 1,674 México (MXN por USD) 13,156 12,441 Colombia (COP/USD) 1.797,200 1.846,900 Chile (CLP/USD) 486,310 483,460 2012 2011 Estados Unidos 0,0 0,1 Canadá 0,9 0,8 Eurozona (0,1) (0,2) Reino Unido 0,5 0,5 Japón 0,1 0,1
  56. 56. B A N C O C E N T R A L D E V E N E Z U E L A 62 CUADRO I-7 Tasas de interés a largo plazo1/ Países industrializados (fin del período en porcentaje anual) 1/ Rendimiento a 10 años. Fuente: Reuters. CUADRO I-8 Diferenciales de riesgo soberano emergente1/ (cierre anual en puntos básicos) 1/ Corresponde al promedio ponderado de los diferenciales de rendimiento de una cesta de bonos de un país con respecto a una cesta comparativa de títulos del Tesoro estadounidense, considerada de cero riesgo. Fuente: J.P. Morgan. 2012 2011 Estados Unidos 1,8 1,9 Canadá 1,8 1,9 Eurozona 1,3 1,8 Reino Unido 1,8 2,0 Japón 0,8 1,0 2012 2011 Argentina 991 925 Brasil 142 223 Colombia 112 195 Ecuador 826 846 Chile 116 172 México 126 187 Panamá 129 201 Perú 114 216 Filipinas 119 238 Rusia 128 321 Turquía 176 385 Venezuela 773 1.197 Bulgaria 94 340
  57. 57. POLÍTICA ECONÓMICA NACIONAL: MARCO INSTITUCIONAL CAPÍTULO II

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