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Um quociente apaixonou-se um dia
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ARTIGO DE ROBERTO MALVEZZI (GOGÓ)
Embora não tenha cortado totalmente seu
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487 an 06_agosto_2014.ok

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487 an 06_agosto_2014.ok

  1. 1. AGRISSÊNIOR NOTICIAS Pasquim informativo e virtual. Opiniões, humor e mensagens EDITORES: Luiz Ferreira da Silva (luizferreira1937@gmail.com) e Jefferson Dias (jeffcdiass@gmail.com) Edição 487 – ANO XI Nº 01 – 06 de agosto de 2014 ANO XI Primeiro número de uma nova sequência. Vamos que vamos, sempre tocando em frente. TOCANDO EM FRENTE Renato Teixeira e Almir Satter Ando devagar Porque já tive pressa E levo esse sorriso Porque já chorei demais Hoje me sinto mais forte, Mais feliz, quem sabe, Eu só levo a certeza De que muito pouco sei, Ou nada sei Conhecer as manhas E as manhãs O sabor das massas E das maçãs É preciso amor Pra poder pulsar É preciso paz pra poder seguir É preciso chuva para florir Sinto que seguir a vida Seja simplesmente Conhecer a marcha E ir tocando em frente Como um velho boiadeiro Levando a boiada Eu vou tocando os dias Pela longa estrada, eu vou Estrada eu sou Cada um de nós compõe A sua própria história E cada ser em si Carrega o dom de ser capaz De ser feliz Todo mundo ama um dia, Todo mundo chora Um dia a gente chega E no outro vai embora
  2. 2. “TODO FILHO É PAI DA MORTE DE SEU PAI” "Feliz do filho que é pai de seu pai antes da morte, e triste do filho que aparece somente no enterro e não se despede um pouco por dia." Por Fabrício Carpinejar Há uma quebra na história familiar onde as idades se acumulam e se sobrepõem e a ordem natural não tem sentido: é quando o filho se torna pai de seu pai. É quando o pai envelhece e começa a trotear como se estivesse dentro de uma névoa. Lento, devagar, impreciso. É quando aquele pai que segurava com força nossa mão já não tem como se levantar sozinho. É quando aquele pai, outrora firme e instransponível, enfraquece de vez e demora o dobro da respiração para sair de seu lugar. É quando aquele pai, que antigamente mandava e ordenava, hoje só suspira, só geme, só procura onde é a porta e onde é a janela – tudo é corredor, tudo é longe. É quando aquele pai, antes disposto e trabalhador, fracassa ao tirar sua própria roupa e não lembrará de seus remédios. E nós, como filhos, não faremos outra coisa senão trocar de papel e aceitar que somos responsáveis por aquela vida. Aquela vida que nos gerou depende de nossa vida para morrer em paz. Todo filho é pai da morte de seu pai. Ou, quem sabe, a velhice do pai e da mãe seja curiosamente nossa última gravidez. Nosso último ensinamento. Fase para devolver os cuidados que nos foram confiados ao longo de décadas, de retribuir o amor com a amizade da escolta. E assim como mudamos a casa para atender nossos bebês, tapando tomadas e colocando cercadinhos, vamos alterar a rotina dos móveis para criar os nossos pais. Uma das primeiras transformações acontece no banheiro. Seremos pais de nossos pais na hora de pôr uma barra no box do chuveiro. A barra é emblemática. A barra é simbólica. A barra é inaugurar um cotovelo das águas. Porque o chuveiro, simples e refrescante, agora é um temporal para os pés idosos de nossos protetores. Não podemos abandoná- los em nenhum momento, inventaremos nossos braços nas paredes. A casa de quem cuida dos pais tem braços dos filhos pelas paredes. Nossos braços estarão espalhados, sob a forma de corrimões. Pois envelhecer é andar de mãos dadas com os objetos, envelhecer é subir escada mesmo sem degraus. Seremos estranhos em nossa residência. Observaremos cada detalhe com pavor e desconhecimento, com dúvida e preocupação. Seremos arquitetos, decoradores, engenheiros frustrados. Como não previmos que os pais adoecem e precisariam da gente? Nos arrependeremos dos sofás, das estátuas e do acesso caracol, nos arrependeremos de cada obstáculo e tapete. E feliz do filho que é pai de seu pai antes da morte, e triste do filho que aparece somente no enterro e não se despede um pouco por dia. Meu amigo José Klein acompanhou o pai até seus derradeiros minutos. No hospital, a enfermeira fazia a manobra da cama para a maca, buscando repor os lençóis, quando Zé gritou de sua cadeira: Deixa que eu ajudo. Reuniu suas forças e pegou pela primeira vez seu pai no colo. Colocou o rosto de seu pai contra seu peito. Ajeitou em seus ombros o pai consumido pelo câncer: pequeno, enrugado, frágil, tremendo. Ficou segurando um bom tempo, um tempo equivalente à sua infância, um tempo equivalente à sua adolescência, um bom tempo, um tempo interminável. Embalou o pai de um lado para o outro. Aninhou o pai. Acalmou o pai. E apenas dizia, sussurrado: Estou aqui, estou aqui, pai! O que um pai quer apenas ouvir no fim de sua vida é que seu filho está ali. Fonte: http://revistadonna.clicrbs.com.br/2013/10/06/f abricio-carpinejar-todo-filho-e-pai-da-morte- de-seu-pai/
  3. 3. TRIGONOMETRIA AMOROSA Um quociente apaixonou-se um dia doidamente por uma incógnita. Olhou-a com seu olhar inumerável. E viu-a, do ápice à base... Uma figura ímpar; Olhos romboides, boca trapezoide, Corpo ortogonal, seios esferoides. Fez da sua, uma vida. Paralela à dela. Até que se encontraram no infinito. "Quem és tu?" indagou ele, com ânsia radical. "Sou a soma do quadrado dos catetos, mas pode chamar-me hipotenusa." E falando descobriram que eram o que, em aritmética, corresponde a alma irmãs. Primos- entre-si. E assim se amaram Ao quadrado da velocidade da luz, numa sexta potenciação, traçando ao sabor do momento e da paixão. Retas, curvas, círculos e linhas sinusoidais. Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidianas. E os exegetas do universo finito. Romperam convenções newtonianas e pitagóricas. E, enfim, resolveram casar-se. Constituir um lar. Mais que um lar, uma perpendicular. Convidaram para padrinhos, o poliedro e a bissetriz. E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro, sonhando com uma felicidade Integral e diferencial. E casaram-se e tiveram uma secante e três cones muito engraçadinhos. E foram felizes até aquele dia em que tudo, afinal, se torna monotonia. Foi então que surgiu o máximo divisor comum, frequentador de círculos concêntricos. Viciosos. Ofereceu, a ela, uma grandeza absoluta, e reduziu-a a um denominador comum. Ele, quociente, percebeu que com ela não formava mais um todo, uma unidade. Era o triângulo, chamado amoroso. E desse problema, ela era a fracção mais ordinária. Mas foi então que Einstein descobriu a Relatividade. E tudo que era espúrio passou a ser moralidade. Como aliás, em qualquer Sociedade. Autor desconhecido, mas admirável. (Enviada por Alício Rocha) VELHO CHICO EM AGONIA O colega, Eng. Agrônomo João Suassuna - Pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco, Recife, nos envia os seus comentários sobre um artigo do Roberto Malvezzi no qual expõe a atual situação hídrica do Rio São Francisco, este mesmo que o Governo quer levar as suas águas via a famosa transposição. “O que havíamos previsto, nos últimos 20 anos de muita luta, aconteceu: o Velho Chico entrou em estado crítico e já não vai mais poder contribuir, com seus volumes, para o atendimento das necessidades dos nordestinos, sem, antes, acontecer o pior. Nesse artigo, Roberto Malvezzi mostra, de maneira clara, que o rio está dando seus últimos suspiros. Não foi por falta de aviso que essa situação viesse acontecer. Nos debates que participamos, na tentativa de salvar a vida do rio, alertávamos para o pior: por ser um caudal de múltiplos usos, e sem o planejamento devido, era fácil de se chegar à conclusão de que o São Francisco secaria ou pelo menos chegaria à situação em que se encontra. Questionamos isso ao ex-ministro Ciro Gomes, no programa Roda Vida em São Paulo, onde debatemos a questão, que não deu a mínima atenção para as nossas preocupações. Chegamos até a escutar absurdos, de algumas autoridades de que, mesmo colocando um equipamento ultra sensível na margem do rio, este não seria capaz de medir a variação de seu nível, dada a pequena retirada volumétrica que iria ser efetuada. Erraram e erraram feio. O Velho Chico está aí, com a sua ossatura à mostra, para calar a boca daqueles que, em ato de pura imprudência e incompetência para com as causas ambientais, conseguiram por um fim na pujança do rio da Integração Nacional. Esse assunto terá que ser muito bem esclarecido na campanha presidencial que se avizinha”. (João Suassuna)
  4. 4. O SÃO FRANCISCO JÁ É UM RIO INTERMITENTE, ARTIGO DE ROBERTO MALVEZZI (GOGÓ) Embora não tenha cortado totalmente seu fluxo de água, o São Francisco já é praticamente um rio intermitente. A atual defluência – saída de água rio abaixo - da represa de Três Marias, em Minas Gerais, é de 150 m3 por segundo (sic!). Não se espantem, é essa mijada de gato. Portanto, um fiapo de água para o que já foi o grande Rio São Francisco (CBHSF). Essa realidade é visível a olho nu em municípios como Pirapora. Até a extração de água para abastecimento humano das cidades ribeirinhas já está comprometida. Se formos fala em navegação, pesca, etc., é melhor procurar nas fotografias. A cidade de Xique-Xique, no médio São Francisco, se abastece de um braço do Velho Chico. Em 40 dias – se o rio não recuperar volume – terá seu abastecimento cortado. A calha central está há mais de trinta quilômetros da cidade. Portanto, Xique-Xique vai conhecer o que é um rio intermitente antes das demais cidades. Abaixo, em Sobradinho, a defluência está em 1.100 metros cúbicos por segundo. As maiores balsas de transporte de passageiros entre Juazeiro e Petrolina estão encostadas no porto. Não há profundidade para sua navegação. Gostaria de saber onde andam os políticos, os técnicos, o pessoal do governo que projetou a Transposição e nos diziam com arrogância em todos os debates que a defluência em Sobradinho era - com absoluta segurança - de 1800 metros cúbicos por segundo, portanto, a extração de água para a Transposição seria absolutamente insignificante. Onde será que eles estão? Em terceiro, abaixo de Xingó, no Baixo São Francisco, a defluência também continua com 1.100 metros cúbicos por segundo, comprometendo até a produção de água para consumo humano e para a bacia leiteira de Alagoas. Sergipanos e alagoanos são os que pagam a conta de toda degradação e irresponsabilidade de quem destrói o São Francisco. Na foz, o mar já adentrou o rio em cerca de 50 quilômetros. Hoje ainda se fala na Transposição, ela continua na mídia, por muitos considerada ainda como a redenção do Semiárido. Vamos respeitar a ignorância dessa afirmação, afinal o Nordeste e o Semiárido continuam desconhecidos para 90% dos brasileiros, mas vale lembrar que 40% do Semiárido brasileiro estão em território baiano, portanto, longe dos eixos da Transposição. Quantos ainda falam da Revitalização? Alguém tem alguma notícia? O São Francisco continua em processo de extinção rápida e fatal. Mesmo assim fala-se em projetos de 100 mil hectares de cana irrigada em Pernambuco, 800 mil hectares de cana irrigada na Bahia, Transposição para outros estados, assim por diante. Certamente voltará a chover, o rio vai recuperar volume, mas, as secas serão cada vez maiores e mais constantes. A NASA, anos atrás, projetava que o São Francisco seria um rio intermitente em 2060. Realizamos a façanha de antecipar a projeção em mais de 40 anos. A COPA E OS 2 BRASIS: BRASILDINÁVIA E BRASILQUISTÃO Luiz Flávio Gomes Num passe de mágica, que o jeitinho brasileiro conhece bem, conseguiram ludibriar os jornalistas estrangeiros, durante a Copa do Mundo, escondendo deles o Brasilquistão (o Brasil que não deu certo: violento, desigual, desumano, concentrador de riquezas, pobre, sujo, sangrento, corrupto, serviços públicos de quinta categoria etc.). Mostraram para eles o Brasildinávia (o Brasil que está com a ponta da proa virada para a Escandinávia). Mais da metade dos 438 jornalistas pesquisados (pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, contratada pelo Ministério do Turismo) tiveram suas expectativas superadas e quase 100% (98,6%) acharam o mundial “muito bom” ou “bom”; 96,5% recomendariam uma viagem ao
  5. 5. Brasil. As avaliações positivas deles foram as seguintes: aeroportos: 88% de aprovação; táxi: 87,7%; segurança pública: 81,8%; rodovias: 81,6%; limpeza pública: 80,4%; sinalização de trânsito e turística: 75,9%; disponibilidade de voos no Brasil: 75,1%; rodoviárias interestaduais: 69,5%; mobilidade urbana: 67,9%; telefonia e acesso à internet: 52,1%; imagem do Brasil após a Copa: melhorou (59,4%) (Carta Capital 23/7/14: 26). O que eles não viram? Não viram o Brasilquistão, com 276 mortes epidêmicas e diárias (154 assassinatos e 122 óbitos no trânsito) e mais de 101 mil anual. Viram a tragédia do nosso futebol (10 a 1, em dois jogos), mas não sentiram o drama na economia (que não cresce e ainda padece de forte inflação), na saúde (pessoas morrendo nas portas dos hospitais), nos transportes públicos fora da Copa (e fora dos feriados), na segurança pública (o Brasil é o 12º país mais violento do planeta e 16 das 50 cidades mais homicidas estão aqui), na indústria (que está ultrapassada), nas comunicações (que funcionam precariamente), na educação (3/4 da população é analfabeta funcional), na inovação, no uso inteligente das tecnologias, na burocracia, na política corrupta, nos partidos decrépitos, na Justiça que tarda, na polícia que mata (e que também morre, no genocídio estatal), na criminalidade organizada que expande etc. Durante o mês da Copa as televisões e rádios monopolizaram suas atenções no futebol. Ficamos com a impressão de que os furtos, roubos, latrocínios, tiros, assassinatos e corrupções tinham tirado férias. Todo esse inferno diário foi eclipsado para se mostrar o paraíso (cheio de Adãos e Evas nús e sensuais, escondendo-se obviamente as serpentes e seus ovos). Como é fantástica a sensação do Brasildináviae como é massacrante e torturante o nosso diaadia de Brasilquistão, com tiroteios diários nas favelas “pacificadas”, com mortes nas portas dos hospitais, com ignorância dentro das escolas, com políticos filmados embolsando o dinheiro da corrupção financiada por empresas e bancos… Que calmaria ver nas televisões apenas tiros de meta (não de canhões do Exército), tirombaços aos gols (não contra os jovens negros), ataques eficientes das seleções (não os ataques nas ruas contra nossa integridade). O paraíso se instalou no lugar do inferno, mas este está voltando ao seu “normal” (errático, sorumbático e morfético). Foi elogiada a segurança nos estádios e das equipes, sem se dizer que estamos em pleno regime de exceção (a ponto de se mobilizar em todo momento o Exército, que só atua em situações excepcionais). Eliane Castanhêde (Folha 22/7/14: A2) foi informada de que mais de 12 mil argentinos foram vítimas de roubo/furto (segundo o G1), os furtos nos trens, metrôs e ônibus aumentaram 379% em São Paulo e por aí vai. Os números completos sairão nos próximos dias. Esse Brasilquistão (que é o que nos pega no cotidiano) não tem nada a ver com o Brasildinávia que os jornalistas estrangeiros viram. Eles acharam bonitas até mesmo as nossas indecentes rodoviárias! (“sabe de nada, inocente”). Enviada por Odoaldo Passos. A PIADA DA SEMANA Num ônibus, tipo cata-nica, cheio até a tampa, com muita gente em pé, subiu um casal de caipiras e se ajeitaram naquele inferno de empurra-empurra. Lá para tantas, Joventina sentiu algo estranho e bradou para quem quisesse ouvir: - Clementino, tu tá me usando? E este: tô não muié. E ela, sem constrangimento: então, tão! oOo Acessar: www.r2cpress.com.br

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