Qualidade de Vida e Bem-Estar Subjetivo

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Aula do Prof. Carlos Américo no curso de Pós-Graduação em Psicologia Positiva.

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Qualidade de Vida e Bem-Estar Subjetivo

  1. 1. QUALIDADE DE VIDA, BEM-ESTAR SUBJETIVO E FELICIDADE E PSICOLOGIA POSITIVA
  2. 2. COMPONENTES DA QdV Qualidade de Vida Objetiva (Welfare) Qualidade de Vida Subjetiva (Well-Being) Componentes Sócio- Demográficos Componentes Econômicos Componentes Subjetivos Saúde Salário Satisfação de Vida Felicidade Afetos Positivos Afetos Negativos Alimentação Rendimentos Nível 1 (Abrangência): Nível 2 (Alcance): Freqüência Freqüência Educação Renda Sat Global de Vida Satisfação Plena (de Sucesso) Intensidade Intensidade Trabalho Sat com Domínios Particulares de Vida Satisfação Parcial (de Resignação) Moradia Sat com Elementos Específicos dos Domínios Part de Vida Transporte
  3. 3. Etimologia Bem-Estar  Bem: do latim "bonus", "bene" = Bom, Bem, Felicidade.   Na ética, o bem é o conceito fundamental e significa aquilo que tem um valor moral;   É uma norma de moralidade.   É no bem-moral (objetivo) que se encontra o bem-felicidade (subjetivo).  "Tanto mais feliz é um homem, quanto mais se aproxima do ideal de sua perfeição".  No sentido objetivo, é o bem-perfeito, o puro Bem, que constitui a plenitude da felicidade.
  4. 4. "Fazer o bem e evitar o mal, é o mais simples e a mais alta norma da consciência bem formada, e o segredo da verdadeira felicidade". Bem-estar no sentido fisiológico: perfeita saúde. Bem-estar no sentido social: realização; sem frustrações. Por exemplo, atendimento das necessidades básicas; justiça, dignidade, liberdade, eqüidade.
  5. 5. Etimologia Felicidade  Felicidade: do latim "felicitas" = sorte favorável (pelo acaso).  Plena satisfação, ausência de sofrimentos físicos e morais.  Sensação de alegria, paz e plenitude interior.  Momentos ou períodos de felicidade: "Todo homem tem na vida momentos de felicidade, ou mesmo períodos mais longos, nos quais ele desejaria que o tempo parasse, para que aquela sensação se transformasse numa situação definitiva".  Felicidade = ausência de todo mal; fruição de todo bem; certeza absoluta da permanência definitiva desse estado.
  6. 6. Os estudos sobre qualidade de vida, bem-estar e felicidade centram-se nos seguintes domínios: Trabalho Escola Comunidades Saúde / Hospitalar Família Esportes Infância Exercícios Físicos Adolescência Psicoterapias Idade Madura Lazer
  7. 7.  Totaliza mais de cinqüenta o número de periódicos que contam em suas publicações com estudos dos mais variados aspectos da qualidade de vida, dentre eles: o Journal of Gerontology, Journal of Personality and Social Psychology, The Gerontologist, Motivation and Emotion, Journal Marriage and The Family, Journal of Happiness e o Social Indicators Research (SIR), este com o subtítulo "An International and Interdisciplinary Journal for Quality-of-Life Measurement", editado desde 1974.
  8. 8. Países que se destacam em pesquisas sobre qualidade de vida, bem-estar subjetivo e felicidade  Estados Unidos, Austrália, Brasil, Canadá, Espanha, Finlândia, França, Israel, México, Noruega, Nova Zelândia, República Sul Africana e Suiça.
  9. 9.  O aumento do número de investigações sobre níveis de qualidade de vida deu-se a partir da década de 50, quando as Nações Unidas passou a ter interesse ativo na mensuração dos níveis de vida de várias comunidades mundiais, o que hoje se denomina, por expressões correlatas, como bem-estar, condições de vida ou, meramente, qualidade de vida.
  10. 10. O movimento dos indicadores sociais e dos indicadores subjetivos de qualidade de vida  Cantril (1965), Bauer (1966), Duncan (1969), Sheldon e Land (1972), Abrams (1973), Allardt (1973), Andrews e Withey (1976), Campbell (1976), Campbell, Converse e Rodgers (1976), Rattner (1977, 1979), Diener (1984), Glatzer e Mohr (1987), Stassen e Staats (1988), Vermunt, Spaans e Zorge (1989), entre outros, têm oferecido considerações substantivas sobre a importância relativa dos indicadores sociais de qualidade de vida e/ou da importância singular dos indicadores psicológicos de qualidade de vida.
  11. 11.  Historicamente, o movimento de indicadores sociais iniciou-se nos Estados Unidos, França, Reino Unido e Suécia, cuja função era a de superar a avaliação do bem- estar de uma nação pelo Produto Nacional Bruto (PNB), um índice estritamente econômico.  O equívoco do "mítico" PNB per capita conduziu, durante algumas décadas, ao estabelecimento da crença segundo a qual quanto maior o crescimento econômico de uma nação em desenvolvimento, maior bem-estar experimentariam seus habitantes.  No entanto, de acordo com Rattner (1979), a concentração de renda em poder dos mais ricos, proporcionou o estabelecimento de um estado de desigualdade e injustiça tão intenso, que muitas pessoas, mais freqüente e intensamente, passaram a experimentar formas de depressão, desamparo, desesperança e alienação, além de outras tantas passarem a cultuar o materialismo exagerado, o imediatismo e a ganância, algumas centradas na inveja e no ciúme.
  12. 12.  Rattner (l979, p.130 et seq.), apresentou quatro críticas e objeções contra a utilização do PNB como medida per se do bem-estar, aqui resumidas:  (1). O PNB não pode ser identificado como satisfação psíquica, não havendo convergência entre afluência material e felicidade;  (2). o PNB per capita se constitui em um índice, não revelando particularidades sobre a distribuição de riquezas entre os habitantes de uma nação;  (3). o valor monetário de mercado de bens e serviços não está necessariamente relacionado com seu conteúdo de bem-estar; e  (4). atividades não comerciais são excluídas do PNB.
  13. 13. Angus Campbell  Campbell (1976, p.117) já havia apresentado críticas quanto ao uso do PNB como indicador do bem-estar, da seguinte maneira:  o produto nacional bruto, importante como indubitavelmente é, não é exatamente um padrão absoluto diante do qual a quantidade de felicidade nos Estados Unidos possa ser medida.
  14. 14.  Com o advento do movimento dos indicadores sociais de qualidade de vida, encontramos em Bauer (1966), Duncan (1969), Sheldon e Land (1972) e Allardt (1973) os pioneiros.  No Brasil, o artigo de Rattner (1977) procurou ativar a atenção de estudiosos para o enfoque sócio-demográfico frente à caracterização de índices nacionais sobre qualidade de vida.
  15. 15. Bauer  Mas, foi Bauer (1966, p.18 et seq.) quem definiu um indicador social como sendo:  uma informação que possibilita avaliar onde estamos e para onde vamos com relação aos nossos objetivos e valores, servindo, ainda, para avaliar programas de ação e o seu alcance.
  16. 16. Duncan  Em Duncan (1969) os indicadores sociais baseiam-se em dados sócio-demográficos, que analisados quantitativamente oferecem um panorama estatístico de uma comunidade ou nação. Assim, Duncan (1969) refere-se aos indicadores sociais como:  um conjunto de informações estatísticas que orientam modificações no âmbito público, nos setores de saúde, educação, habitação, emprego, transportes, entre outros.
  17. 17. Sheldon e Land  Mas, Sheldon e Land (1972) ampliaram o enfoque sobre indicadores sociais, apresentando um modelo mais abrangente. Assim, Sheldon e Land (1972) apresentaram uma tipologia de indicadores sociais, classificados em três níveis:  (1) indicadores sociais descritivos, amparados em informações sócio-demográficas;  (2) indicadores sociais analíticos, que exprimem os elementos componentes dos fenômenos e processos sociais; e  (3) indicadores sociais de problemas nacionais ou comunitários.
  18. 18. Allardt  Mas, foi Allardt (1973) quem ofereceu um enfoque psico-sócio- demográfico para a caracterização de qualidade de vida, apoiado na escolha de valores relacionados ao conceito de bem-estar. Tais valores englobam três categorias:  (1). Having, compreendendo os recursos que uma pessoa tem e pode controlar de forma a satisfazer suas necessidades primárias de vida e de segurança (e.g., salário, renda ou bens e recursos econômicos e materiais, condições de emprego e trabalho, nutrição, saúde, habitação, transporte, educação etc.);  (2). Loving, agregando conteúdos de valores afiliativos, sociais e interpessoais, tais como amizade, amor, solidariedade, companheirismo, em oposição à anomia; e  (3). Being, expressando conceitos tais como auto-atualização, auto- estima e individuação, que representa a satisfação das necessidades de desenvolvimento do self, em oposição à alienação, revelando a singularidade auto-atribuída na qual a pessoa julgue não ser possível ser substituída, pois preserva sua unicidade como ser.
  19. 19. Henrique Rattner  No Brasil, Rattner (1977, 1979), após fazer uma apresentação de questões sobre indicadores sociais, sugeriu a adição das categorias vida religiosa e vida cultural às seis utilizadas em vários sistemas de indicadores sociais propostos nos Estados Unidos, até o início da década de 70, tais como: econômico, político, teórico, social, natural e sanitário (Rattner, 1979, p.134 et seq.).  No entanto, sua classificação se manteve na categoria de indicadores sócio-demográficos de qualidade de vida, tal como encontrado na categoria "Having" de Allardt (1973), apesar de haver aludido à subcategoria conforto de qualidade ocupacional, propiciando Rattner (1977, 1979) uma possibilidade de abordagem psicológica para a caracterização de qualidade de vida.
  20. 20. The Big Mistake  Quando se emprega exclusivamente indicadores econômicos ou indicadores sócio-demográficos, ou ainda econômico- sócio-demográficos, medidas objetivas da realidade objetiva do bem-estar ou da qualidade de vida de um grupo, comunidade ou nação, limitado apresenta- se o diagnóstico das condições de vida das pessoas.
  21. 21. Be Careful  Não nos interessaria somente saber:  (1). O que as pessoas são em relação a sexo, idade, status marital etc.;  (2). o que têm sobre nível de escolaridade, salário ou renda, ocupação profissional, classe social, tipo de moradia, práticas de lazer, acesso a atendimento médico-hospitalar etc.--ambos são tipos de indicadores objetivos disposicionais; ou  (3). quais as condições reais oferecidas pelo meio ambiente físico-social e pela estrutura do Estado-- indicadores objetivos situacionais, como, por exemplo, níveis de oferta de emprego, oferecimento de oportunidades de lazer, de tratamento médico- hospitalar, de educação formal, de transportes, entre outras.
  22. 22. The Truth is that  Interessa-nos, também, de acordo com a maneira pela qual as pessoas percebem e pensam, em conjunção com uma série de outros fatores psicológicos, seus julgamentos, ou avaliações subjetivas de si e de vários componentes-conteúdos dos inúmeros domínios de vida.  Portanto, a caracterização de qualidade de vida congrega os sub-componentes de:  (1). Bem-estar objetivo (welfare)--expresso pelas circunstâncias objetivas de vida, e  (2). Bem-estar subjetivo (well-being)--explicitado pelas experiências subjetivas de vida.
  23. 23. Cantril ; Abrams  Mas, foi em Cantril (1965) e em Abrams (1973) que se verificou posterior tendência em caracterizar o constructo de bem-estar sob o enfoque da subjetividade.
  24. 24. A multidimensionalidade do constructo de qualidade de vida  Do ponto de vista empírico, muitos estudos conduzidos na área de qualidade de vida e bem-estar subjetivo prontamente confirmam a plausibilidade teórica quanto a uma configuração multidimensional do constructo bem-estar subjetivo (e.g., Campbell, 1976; Campbell, Converse e Rodgers, 1976; Diener, 1984; Larsen, Diener e Emmons, 1985; Glatzer, 1987; Glatzer e Mohr, 1987; Chamberlain, 1988; Riff, 1989).
  25. 25. Ed Diener (University of Illinois)  Em sua singular revisão da literatura científica sobre bem-estar subjetivo, Diener (1984) apresentou um exame das seguintes temáticas:  (a) definições e medidas;  (b) fatores causais e relacionados; e  (c) perspectivas teóricas, citando 256 referências bibliográficas em seu Subjective Well-Being.
  26. 26. Mas, quais são as sub dimensões do Bem-Estar Subjetivo?  Responder a esta questão não é uma tarefa simples, como também não há uma resposta derradeira. Estudiosos da área divergem não só quanto ao número de componentes constitutivos, como também quanto aos tipos de integrantes dos domínios componentes do bem- estar subjetivo. São três as modalidades de componentes que, isolada ou conjuntamente, são propostas:  (1) nível de satisfação com a vida;  (2) nível dos estados afetivos; e  (3) fatores psicossociais da saúde mental.
  27. 27. Mas, como são as sub dimensões do Bem-Estar Subjetivo?  (1) SATISFAÇÃO DE VIDA (SAT), representa, cognitivamente, o quão de sucesso crê uma pessoa haver alcançado, frente a objetivos almejados (Campbell, 1976);  (2) Os ESTADOS AFETIVOS são formados pelos sub componentes:  FELICIDADE (FEL), que é a predominância da freqüência de ocorrência das experiências emocionais positivas (afetos positivos) sobre as experiências emocionais negativas (afetos negativos);  AFETO POSITIVO (AFP), sendo a experiência emocional de agradabilidade, contentamento, prazer etc.(Diener, 1984); e  AFETO NEGATIVO (AFN), sendo a experiência emocional de desagradabilidade (Diener, 1984).
  28. 28. Quando combinamos as sub dimensões Satisfação e Felicidade, temos quatro categorias de pessoas Felizes Infelizes Satisfeitas Realizadas Resignadas Insatisfeitas Esperançosas Frustradas
  29. 29. (3) FATORES PSICOSSOCIAIS DA SAÚDE MENTAL  Auto-Estima  Desamparo  Locus de Controle Interno  Alienação  Motivação de Auto- Realização  Estresse  Esperança  Ansiedade  Otimismo  Apatia  Extroversão  Timidez  Religiosidade
  30. 30. A medida de qualidade de vida e do bem-estar subjetivo  Se considerarmos qualidade de vida como:  1. um constructo multidimensional,  2. formada por elementos-componentes econômicos,  3. sócio-demográficos disposicionais e situacionais,  4. e pelo nível de bem-estar subjetivo  5. acerca da experiência cognitiva de satisfação global ou específica com domínios gerais ou particulares da vida,  6. acerca da intensidade e freqüência da experiência afetiva positiva e da experiência afetiva negativa,  7. e acerca dos inúmeros aspectos ou fatores psicossociais da saúde mental dos indivíduos,  Então, devemos indicar maneiras de medi-la.
  31. 31. A medida de qualidade de vida e do bem-estar subjetivo  Não há um índice absoluto para caracterizá-la.  Como também não há instrumentos genéricos, para toda e qualquer situação.  Para cada modalidade de componente, quer seja do bem-estar objetivo, ou do bem-estar subjetivo, há uma medida específica, e a totalidade das medidas delineia seus conteúdos.
  32. 32. Medida no estudo de Cantril  Por exemplo, se quisermos medir somente o bem-estar subjetivo geral de uma pessoa, então o emprego de uma questão tão simples quanto o nível de satisfação- insatisfação com a vida seria recomendado.  Verifica-se seu uso no estudo de Cantril (1965), com a seguinte pergunta:  "Em que posição você se coloca neste momento?", ancorada no topo por "experimentando a melhor vida possível para mim" e na base por "experimentando a pior vida possível para mim", separadas por nove degraus-opções de resposta, que o respondente deve assinalar uma, que melhor o descreva acerca da questão.
  33. 33. Medida no estudo de Andrews e Withey  Também a escala D-T de Andrews e Withey (1976), "delighted-terrible", é formada por uma questão geral de medida de felicidade:  "Quanto satisfeito você se sente acerca de quão feliz você é?", respondida na escala satisfeito-insatisfeito, de sete alternativas de resposta.
  34. 34. Medida no estudo de Fordyce  Ainda sobre felicidade, Fordyce (1977, 1983, 1988) apresentou duas questões para sua medida, através de dois índices gerais. Uma foi:  "Em geral, quão feliz ou infeliz você se sente no seu dia a dia?", pareada com 11 opções de resposta, cada uma ancorada por uma frase descritiva composta por advérbios quantificadores e adjetivos (e.g., "sentindo-me extremamente feliz, extasiado, vibrante e fantástico", indicando a escolha mais intensa);  A outra questão, na qual os respondentes estimariam a percentagem, em cada uma das três categorias "felicidade", "neutro" e "infelicidade", foi:  "Que percentagem de tempo você se sente feliz, que percentagem de tempo você se sente infeliz e que percentagem de tempo você se sente neutro?".
  35. 35. Medida no estudo de Gurin, Veroff e Feld  Também Gurin, Veroff e Feld (1960) já haviam utilizado uma questão como medida da percepção de felicidade:  "Tomando todas as coisas que ocorrem com você no seu dia a dia, como você diria que são as coisas para você?", pareada com três opções de resposta, "extremamente feliz", "muito feliz" e "não muito feliz".  Esta medida apresentou a falha de restringir as alternativas de resposta a apenas três opções, além de não apresentar a opção "nada feliz".
  36. 36. A Posição de Diener sobre a medida  As medidas apresentadas anteriormente têm em comum a particularidade de serem itens isolados, ou únicos, de avaliação do bem-estar geral da pessoa.  Diener (1984), Larsen, Diener e Emmons (1985) e Chamberlain (1988) têm apresentado uma série de considerações psicométricas acerca de diversas medidas de bem-estar subjetivo, classificando-as em:  (a) medidas simples gerais, sendo aquelas formadas por um item (k=1) sobre a vida em geral e  (b) medidas múltiplas, sendo aquelas formadas por vários itens, orientados para diversos aspectos do bem- estar subjetivo.
  37. 37. A Medida Multi-Itens  De uma maneira geral, de maior precisão e consistência temporal, ainda atendendo mais prontamente aos diversos critérios de validade, devem ser preferidas as medidas de bem-estar subjetivo compostas por vários itens que melhor caracterizam a sua estrutura sob os mais variados aspectos.
  38. 38. Medida de Bradburn e Caplovitz; de Bradburn  Bradburn e Caplovitz (1965) e Bradburn (1969) utilizaram dez itens do tipo "verdadeiro-falso", para medir dois componentes emocionais do bem-estar subjetivo: afeto positivo e afeto negativo. Para esses autores, felicidade é operacionalmente definida como a diferença entre as respostas aos itens que medem o afeto positivo e aqueles que medem o afeto negativo.  A escala de afeto positivo (PAS) de Bradburn (1969) avalia o sentimento de agradabilidade do respondente diante de sua vida, cujo exemplo de um item seria:  "Durante as últimas semanas tenho estado feliz, pois alguém tem feito elogios sobre alguma coisa que realizei, ou feliz por haver alcançado algum desejo"; o respondente assinalaria se "concorda" ou se "discorda".  Um exemplo de item escalar para medir o afeto negativo (NAS) seria: "Tenho me sentido muito infeliz".
  39. 39. Medida no estudo de Campbell, Converse e Rodgers  Campbell, Converse e Rodgers (1976) realizaram um amplo levantamento acerca da qualidade de vida norte-americana, com 2164 pessoas com idades superiores a 18 anos, de 48 estados, através de entrevistas domiciliares.  Utilizaram três medidas do bem-estar subjetivo:  (1) nível de satisfação com a vida em geral--(tal como idealizado por Cantril, 1965) e um índice de satisfação formado pelos escores de satisfação frente a dez domínios específicos de vida, encontrando os investigadores uma correlação igual a 0,70 entre os dois índices;  (2) nível da qualidade afetiva de vida, ou seja, da experiência de agradabilidade-desagradabilidade, medida por um conjunto de escalas bipolares do diferencial semântico de Osgood, como por exemplo, interesting- boring, enjoyable-miserable, lonely-friendly, rewarding-disappointing, worthwhile-useless etc., dentre as quais oito foram selecionadas como medida afetiva do bem-estar subjetivo geral; o índice de afeto geral, representado por um escore englobando os escores nas oito escalas bipolares, correlacionou-se 0,57 com o índice de satisfação dos dez domínios de vida; e  (3) índice de estresse subjetivamente percebido, elaborado a partir de duas outras escalas do diferencial semântico (easy-hard e free-tied down), selecionadas por apresentarem uma saturação expressiva no segundo fator extraído, lembrando conteúdos tais como "sentir-se sob pressão", "ter preocupações com domínios particulares e gerais“ etc. Adicionalmente, dez características sócio-demográficas foram tomadas como dados pessoais dos participantes da amostra da pesquisa.
  40. 40.  De acordo com os resultados, Campbell, Converse e Rodgers (1976), concluiram que:  as dez variáveis sócio-demográficas não explicaram mais do que 17% da variância diante dos três índices de medida do bem-estar subjetivo;  Idade e ciclos de vida foram as variáveis que mais contribuiram para a variância das três dimensões, exceto idade com índice de afeto geral;  Sexo, salário/renda, cor da pele, educação, religião, ocupação do chefe de família e trabalho, praticamente pouca variância ofereceram às três medidas de bem-estar subjetivo.
  41. 41. Medida nos estudos de Glatzer; Glatzer e Mohr  Numa ampla investigação acerca das condições de vida e do bem-estar subjetivo na Alemanha (na ex- Ocidental), nos anos de 1978, 1980 e 1984, Glatzer (1987) e Glatzer e Mohr (1987), entre outros oito renomados cientistas sociais, justificaram, no volume especial 19 do Social Indicators Research (SIR), o emprego de indicadores subjetivos, porém combinados com indicadores objetivos das condições de vida.  Neste volume especial do SIR, Glatzer e Mohr (1987, p.17) apresentaram um modelo teórico que congrega os dois tipos citados de indicadores de qualidade de vida, da seguinte maneira:  Quando as "condições objetivas de vida" (COV) são combinadas com "avaliações perceptuais subjetivas" (APS), e diferenciadas somente em termos de "boas" ou "ruins", obtém-se como resultado quatro "níveis de vida", ou categorias de qualidade de vida, apresentadas no esquema tipológico que se segue:
  42. 42. Condições Objetivas de Vida (COV) e Avaliações Perceptuais Subjetivas (APS) APS boas APS ruins COV boas Bem-Estar Dissonância COV ruins Adaptação Privação (adaptado de Glatzer e Mohr, 1987, p.17).
  43. 43.  De acordo com a tipologia proposta por Glatzer e Mohr (1987), a qualidade de um determinado domínio de vida de um grupo ou comunidade tenderá a ser considerada tanto mais elevada quanto mais pessoas inclinarem-se sobre a categoria "Bem-Estar".  A categoria "Privação" constitui-se no grupo- alvo de intervenção social;  A categoria "Dissonância" representa indivíduos com potencial para protesto, insurgências e mudança, por apresentarem insatisfação ou descontentamento;  Pessoas situadas na categoria "Adaptação" expressariam a realidade de impotência e de isolamento social .
  44. 44. O Estudo de Arno Engelmann  No Brasil, Engelmann (1986, 1987) desenvolveu uma escala para avaliação de estados de ânimo presentes.  A LEP, Lista de Estados de ânimo Presentes, em sua Forma Geral, apresenta 132 locuções de estados subjetivos, e sua Forma Abreviada é constituída de 40 itens, avaliados em quatro categorias de intensidade: "forte", "mais ou menos", "fraco" e "nada".  Iniciando seu estudo com 605 palavras, Engelmann (1978), em análises sucessivas, chegou ao estabelecimento de 370 locuções de ânimos, dimensionadas em 26 categorias.  A LEP baseia-se em ânimos no presente instante de responder à lista, sendo seu emprego indicado na medida dos estados subjetivos de qualidade de vida.
  45. 45. Itens da LEP de Engelmann 15 Estou com esperança. 10 Sinto ciúme de alguém. 02 Sinto uma admiração por alguém. 11 Estou conformado(a). 14 Sinto um desejo. 31 Sinto raiva. 22 Sinto-me interessado(a). 36 Estou com sono. 33 Sinto saudade de alguém. 34 Estou com sede. 32 Estou refletindo. 17 Estou com fome. 06 Sinto-me calmo(a). 37 Sinto-me surpreso(a). 25 Sinto uma necessidade. 16 Acho algo estranho. 19 Estou gostando de alguém. 07 Estou com calor. 27 Sinto uma obrigação. 23 Sinto inveja de alguém. 03 Estou alegre. 30 Faço pouco caso de alguém. 01 Estou aceitando alguma coisa. 39 Sinto-me triste. 05 Sinto uma atração sexual por alguém. 18 Estou com frio. 09 Estou cheio(a). 24 Estou com medo. 12 Estou tomando cuidado. 13 Sinto-me culpado(a). 28 Sinto-me orgulhoso(a). 38 Acabo de levar um susto. 08 Estou cansado(a). 35 Estou sem graça. 04 Sinto um alívio. 21 Sinto-me humilhado(a). 20 Acho algo gozado. 40 Estou com vergonha. 29 Tenho pena de alguém. 26 Estou com nojo.
  46. 46. As Escalas do BES de Laurence e Liang; a PANAS de Watson, Clark e Tellegen Nome da Escala Autores Escala do Bem-Estar Subjetivo (SWB) (k=15 itens) Lawrence e Liang (1988) Escalas do afeto positivo e afeto negativo (PANAS) (k=20 itens) Watson, Clark e Tellegen (1988)
  47. 47. O Estudo de Pereira  Com o objetivo de delinear o panorama da qualidade de vida no trabalho universitário e do bem-estar subjetivo com a vida em geral entre professores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Pereira (1993) aplicou (a) a LEP (Lista de Estados de ânimo Presentes) de Engelmann, (b) a PANAS ("Positive and Negative Affect Schedule") de Watson, Clark e Tellegen e (c) a SWB (“Subjective Well-Being”) de Lawrence e Liang (1988), incluindo quatro dimensões: satisfação de vida (SAT), felicidade (FEL), afeto positivo (AFP) e afeto negativo (AFN).  Os resultados obtidos no estudo, permitiram chegar às seguintes conclusões:  (1) Houve predominância de insatisfação sobre satisfação no trabalho, já que em 67 elementos do trabalho (51,5%), dentre 130, os resultados médios inclinaram-se para as categorias "ligeiramente insatisfeito" (40,0%, 52 elementos) e "muito insatisfeito" (11,5%, 15 elementos), ao passo que em somente 13 elementos (10,0%) os resultados médios inclinaram-se para a categoria "satisfeito", embora "ligeiramente satisfeito"; porém, 38,5% dos resultados médios inclinaram-se para a categoria "neutro" (em 50 elementos).  (2) Na LEP, os professores sentiam-se experimentando somente quatro estados de ânimo presentes "positivos" de forma "muito intensa": Estou com esperança, Sinto uma admiração por alguém, Sinto um desejo e Sinto-me interessado. Genericamente, os professores, ao avaliarem o que estavam sentindo no momento em que estavam respondendo à LEP, reportaram mais intensamente estados de "agradabilidade".
  48. 48.  (3) Na PANAS, 70,0% dos professores reportaram que "concordavam" (57,6%) ou "concordavam plenamente" (12,4%) estar experimentando "agradabilidade" quando avaliaram suas vidas, ao mesmo tempo em que em 80,0% dos casos reportaram que "discordavam" (44,0%) ou "discordavam plenamente" (36,0%) que estavam experimentando "desagradabilidade" quando avaliaram suas vidas. Tais resultados caracterizaram, relativamente, ligeira predominância do afeto positivo sobre o afeto negativo nas vidas em geral dos professores.  (4) Na SWB, 54,0% dos professores se posicionaram para as categorias de "concordância" e 40,0% para as categorias de "discordância" na subdimensão de satisfação de vida em geral.  Na sub dimensão de felicidade, 50,6% se posicionaram para as categorias de "concordância" e 38,7% para as categorias de "discordância". Tais resultados configuraram uma ligeira predominância de "concordância" de satisfação e felicidade com a vida em geral para pelo menos 50% dos professores, e de "discordância" para pelo menos 39%.  Nas sub dimensões do afeto positivo e afeto negativo, os resultados da SWB confirmaram os resultados da PANAS: a maioria (63,0%) dos professores reportou alguma forma de "concordância" de que estavam experimentando afeto positivo em suas vidas; e a maioria (66,0%) reportou alguma forma de "discordância" de que estavam experimentando afeto negativo em suas vidas.
  49. 49. “O Inferno são os outros”? A possibilidade de felicidade  Analisando a literatura sobre felicidade no século XX, revela-se a mesma configurar-se, estruturalmente, nos alicerces da dinâmica das relações interpessoais, em contatos de afinidade ou afiliação, tais como família, vizinhança, coleguismo, amizade, namoro, casamento e companheirismo.  Tal estudo encontra suas raízes na produção oferecida por Souriau (1908), Marden (sd), Maurois (1937), Gumpert (1951), Russell (1956), Campbell, Converse e Rodgers (1976), Sherer, Walbott e Summerfield (1986), Argyle e Crossland (1987), Eysenck (1990), Argyle e Martin (1991), Csikszentmihalyi (1992), Pereira e Engelmann (1993), Csikszentmihalyi (1999), Myers (2000), Pereira (2001), dentre outros.  Frases ou citações de dicionários de citações (e.g., Rónai), dentre ensaístas, literatas, escritores, pensadores e filósofos, também apontam uma boa parcela de relações interpessoais para a experiência de felicidade.  Se “o inferno são os outros”, a felicidade está em nós próprios...tendo como coadjuvantes as pessoas que amamos e nos amam.
  50. 50. Relações Interpessoais e Felicidade:  A ANATOMIA DAS REPRESENTAÇÕES DE FELICIDADE E DE SUAS EXPERIÊNCIAS CONTÉM COMPONENTES DAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS  Um estudo de Pereira (2001) objetivou focalizar a auto- percepção atribuída às experiências subjetivas afetivas positivas com a vida em geral, por 1200 pessoas, no Rio de Janeiro, dos 13 a mais de 70 anos de idade.  Frente a uma das perguntas, "Na sua vida, em geral, do que você 'Gosta Mais‘? (você poderá citar um ou vários aspectos / elementos)", do "Questionário sobre a auto-percepção do bem-estar subjetivo", um total de 2997 respostas foram agrupadas e categorizadas, qualitativamente, segundo a técnica de Análise de Conteúdo (Bardin).
  51. 51. As respostas revelaram as seguintes categorias  (1). “Relações Interpessoais, de Afinidade ou Afiliação” (24,42%; f=732), reunindo respostas como amizade (10,18%; f=305), namorar (3,27%; f=98), família (3,20%; f=96), amor (2,77%; f=83), conversar (1,60%; f=48), estar com o(s) filho(s) (1,23%; f=37), outras afiliativas (2,17%; f=65);  (2). “Lazer/Entretenimento/Diversão” (19,09%; f=572), como cinema (3,24%; f=97), música (2,94%; f=88), dançar (2,74%; f=82), passear (1,97%; f=59), viajar (1,70%; f=51), diversão (1,57%; f=47), ir à praia (1,20%; f=36), ler (1,17%; f=35), outras respostas de lazer (2,57%; f=77);  (3). “Auto-Realização” (10,24%; f=307);  (4). “Valores Psicossociais” (19,65%; f=589);  (5). “Outras Respostas” (5,43%; f=163); e “Miscelânea” (21,15%; f=634).
  52. 52. Resultados Pereira  Frente aos resultados obtidos, concluiu-se que:  a categoria “Afiliação" (relações interpessoais de afinidade) foi a mais proeminente na auto-percepção da experiência emocional positiva do SWB, além do que, adicionalmente, é comum muitas pessoas ao se remeterem a atividades de lazer / entretenimento / diversão o façam mediante a possibilidade de se agregarem a seus pares.  Tais resultados encontram forte apoio nas teorias psicossociais dos processos de comparação social (L. Festinger), ineqüidade social (S. Adams), comunicação social informal (L. Festinger), discrepâncias múltiplas (A. Michalos), dissonância cognitiva (L. Festinger), dentre outras.
  53. 53. Como ser mais Feliz?  "DICAS”:  Procure pensar em desenvolver coisas que lhe são boas na vida.  Pense no fato de que tanto os maus quanto os bons momentos e acontecimentos no trabalho e na família não são eternos.  Sair de casa para caminhar, ou andar, ou para "passear", quando lhe é recomendável.  Se possível, praticar exercícios de relaxamento corporal ou de meditação.  Ouvir músicas e/ou cantá-las.  Dançar.
  54. 54.  Ter um bom ciclo de amigos e colegas, no trabalho e no dia a dia, não se isolando do mundo social.  Manter um relacionamento companheiro e alegre com os familiares.  Ter animal de estimação, se recomendável e possível.  Ler jornais, livros ou informativos, já que ampliam as possibilidades de busca de realização pessoal e de lazer.  Estabelecer alguns planos e metas de vida, até mesmo alguns simples e alcançáveis.  Ter uma certa dose de fantasia, de otimismo, de fé e de esperança, no trabalho e na família.  Atividade Sexual.
  55. 55.  Mas, lembrando sempre, que na experiência dessas atividades, a quantidade de ocorrência em termos de freqüência é melhor do que sua intensidade.  E, que a maioria das aqui citadas, devem ser desfrutadas pela convivência com outras pessoas (por exemplo, cônjuges/companheiros, filhos, amigos, parentes, colegas de trabalho, vizinhos).
  56. 56. CITAÇÕES SOBRE FELICIDADE  “As pessoas não conhecem a própria felicidade, mas a dos outros não lhes escapa nunca”. (Pierre Daninos)  “Há mais felicidade em dar do que em receber”. (Jesus, AT 20:35)  “Os homens que procuram a felicidade são como bêbados que não conseguem encontrar a própria casa, mas sabem que têm uma”. (Voltaire, 1694-1778)  “Lastima aquele que julga haver achado a felicidade. Inveja aquele que a procura e a abandonará, apenas a encontre. A única felicidade consiste em esperar a felicidade”. (Saadi, 1184?-1290?)
  57. 57.  “Há uma espécie de vergonha em ser feliz à vista de certas misérias”. (La Bruyère, 1645-1696)  “Sabe então esta verdade (basta ao homem sabê-la): / A virtude é a única felicidade cá na terra”. (Pope, 1688-1744)  “A espécie de felicidade de que preciso não é tanto a de fazer o que quero, mas a de não fazer o que não quero”. (Rousseau, 1712-1776)  “É difícil não exagerar a felicidade que não se goza”. (Stendhal, 1783-1842)  “Encher a hora - isso é que é a felicidade”. (Emerson, 1803- 1882)  “Não terás razão em chamar feliz aquele que muito possui”. (Horácio)  “Não há mais do que uma maneira de ser feliz: viver para os demais”. (Tolstoi)
  58. 58.  “A felicidade de todo homem é construída sobre a infelicidade de outro”. (Turgueniev)  “A felicidade é antes de tudo o sentimento tranqüilo, contente e seguro da inocência”. (Ibsen, 1828-1906)  “Sensação agradável surgida da contemplação da miséria alheia”. (Ambrose Bierce, 1842-1914?)  “A ignorância é a condição necessária da felicidade dos homens, e é preciso reconhecer que as mais das vezes a satisfazem bem”. (Anatole France, 1844-1924)  “Nada é feliz sob todos os aspectos”. (Horácio, 65-8 a.C.)  “O homem busca a felicidade, a mulher a espera”. (Severo Catalina) .  “A felicidade se alcança por dois caminhos: o da fé e o do amor”. (Daniel Burst Ross)
  59. 59.  “A aptidão para a felicidade não é igual em todos os homens. Ao que me parece, ela é mais forte nos medíocres, do que nos homens superiores e nos imbecis”. (Anatole France)  “Passamos três quartos da vida a preparar a felicidade; mas não se deve crer que por isso passamos o último quarto a gozá-la”. (André Gide, 1869-1951)  “A felicidade é uma flor que não se colhe”. (André Maurois, 1885-1967)  “Felicidade é sinônimo de tranqüilidade. Ser feliz é ser tranqüilo”. (Gilberto Amado, 1887-1969)  “Felicidade é uma boa conta bancária, uma boa cozinheira e uma boa digestão”. (Rousseau)  “A felicidade é um estado de consciência e não depende da possessão das coisas”. (Charles Haanel)
  60. 60.  “A felicidade consiste em ser um desgraçado que se sinta feliz”. (Ramón Gómez de La Serna, 1888-1963)  “Felicidade é a certeza de que a nossa vida não está passando inutilmente”. (Érico Veríssimo, 1905-1975)  “... enquanto uma pessoa não deixar / esta vida sem conhecer a dor / não se pode dizer que foi / feliz”. (Sófocles, 497-406 a.C.)  “Ninguém deve ser chamado feliz antes da morte e da sepultura”. (Ovídio, 43 a.C.-17 d.C.)  “Não basta sermos felizes; é preciso ainda que os outros não o sejam”. (Jules Renard, 1864-1910)  “Eis o único dia feliz de minha vida”. (Teresa de Áustria, esposa de Luís XIV, 1638-1683)
  61. 61.  “Pode-se ser feliz com uma mulher, desde que não seja sempre a mesma”. (Sofocleto, 1926)  “Quem for feliz quererá tornar os outros felizes também. Quem tem coragem e fé, nunca perecerá na miséria”. (Anne Frank, 1929-1945)  “Não existe a felicidade que vem de fora; tens de encontrá-la em ti mesmo”. (Beethoven)  “Quando conto todos os minutos de felicidade de minha vida inteira, não creio que no total some um dia”. (Bismarck)
  62. 62. Estudos recentes do Programa de Pós-Graduação em Psicologia / Universidade do Brasil /UFRJ Abuso no curso médico e bem-estar subjetivo Luisa Santos Moreira da Costa Bem-estar subjetivo e locus de controle no esporte Marta Maciel Levy Bem-estar subjetivo e relações interpessoais Sílvia Maria Melo Gonçalves O Conceito de felicidade na Psicologia, na Filosofia e na História Fátima Rocha Luiz Vianna O papel dos ideais no bem-estar subjetivo em relacionamentos íntimos Daniela Zanotti da Silva Qualidade de vida e bem-estar subjetivo na atividade física Fabiana Trotta
  63. 63. Estudos recentes do Programa de Pós-Graduação em Psicologia / Universidade do Brasil /UFRJ Bem-estar subjetivo em vestibular comunitário Fernanda Focchi Insfrán Qualidade de vida no idoso: uma proposta de otimização cognitiva Mônica Portella Relação entre locus de controle e bem-estar subjetivo Danielle Monegalha Rodrigues Resultados em psicoterapia breve integrada através de escalas de bem-estar subjetivo Ana Maria Stingel Felicidade: uma abordagem positiva em crianças de 7 a 11 anos André Luiz dos Santos Pereira, Angélica Gurjão Borba, Patrícia Pacheco, Raphael Frscher Peçanha A Representação de felicidade em crianças de 3 a 7 anos de idade em creche-escola de turno integral Alex Rodrigo da Silva Ramos, Dessana de Abreu Cruz, Juliana Maria Santos Rodrigues, Ritha de Cássia Guedes da Silva
  64. 64. Bibliografia Campbell, A. (1976). Subjective measures of well-being. American Psychologist, 31, 117-124. Csikszentmihalyi, M. (1992). A psicologia da felicidade. São Paulo, Saraiva. Csikszentmihalyi, M. (1999). A descoberta do fluxo: A psicologia do envolvimento com avida cotidiana. R.J, Rocco. Diener, E. (1984). Subjective well-being. Psychological Bulletin, 95, 542-575. Engelmann, A. (1986). LEP: Uma lista, de origem brasileira, para medir a presença de estados de ânimo no momento em que está sendo respondida. Ciência e Cultura, 38, 121-146. Lawrence, R. H. e Liang, J. (1988). Structural integration of the Affect Balance Scale and the Life Satisfaction Index A: Race, sex, and age differences. Psychology and Aging, 3, 375-384. Liang, J. (1985). A structural integration of the Affect Balance Scale and the Life Satisfaction Index A. Journal of Gerontology, 40, 552-561. Lipp, M. e Rocha, J.C. (1994). Stress, hipertensão arterial e qualidade de vida. Campinas, Papirus. Neri, A.L. (org.) (1993). Qualidade de vida e idade madura. Campinas, Papirus. Pereira, C.A.A. e Engelmann, A. Um estudo da qualidade de vida universitária no trabalho entre docentes da UFRJ. Arquivos Brasileiros de Psicologia, 1993, 45 (3/4), 12-48. Pereira, C.A.A. Um panorama histórico-conceitual acerca das subdimensões de qualidade de vida e do bem- estar subjetivo. Arquivos Brasileiros de Psicologia, 1997, 49 (4), 32-48. Pereira, C.A.A. (1995). Receita de felicidade. Entrevista à Revista Saúde, novembro de 1995, n° 146, p.34-46. Pereira, C.A.A. Resposta a 10 perguntas sobre felicidade. Manuscrito de 7 páginas, 1995. Pereira, C.A.A. e outros. (1998). Ser Feliz. Entrevista à Revista Cláudia, junho de 1997, ano 36, n° 6, p.14-15. Rodrigues, M.V.C. (1994). Qualidade de vida no trabalho. Petrópolis, Vozes. Capítulo 5, Qualidade de vida no trabalho: Conceituações e perspectivas, p.73-111. Strack, F., Argyle, M. e Schwarz, N. (1991). Subjective well-being. Great Britain, Pergamon Press. Watson, D., Clark, L. A. e Tellegen, A. (1988). Development and validation of brief measures of positive and negative affect: The PANAS scales. Journal of Personality and Social Psychology, 54, 1063-1070.

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