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Taxas de apc em revistas brasileiras e portuguesas de acesso aberto: um estudo no DOAJ

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Taxas de apc em revistas brasileiras e portuguesas de acesso aberto: um estudo no DOAJ

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Taxas de apc em revistas brasileiras e portuguesas de acesso aberto: um estudo no DOAJ

  1. 1. TAXAS DE APC EM REVISTAS BRASILEIRAS E PORTUGUESAS DE ACESSO ABERTO: UM ESTUDO NO DOAJ Eloísa Príncipe IBICT/MCTIC Manaus, outubro 2019
  2. 2. CIÊNCIA ABERTA • Termo guarda-chuva, de conceito amplo que abarca diversas práticas do fazer científico: • Acesso aberto à literatura científica • Dados científicos abertos • Ciência cidadã • Educação aberta • Ferramentas científicas abertas (software, hardware, protocolos) • Cadernos científicos abertos • Faz referência a um modelo metodológico alinhado à filosofia da cultura digital, da colaboração e do compartilhamento das práticas e dos conteúdos científicos. Fonte: https://portal.fiocruz.br/glossario-acesso-aberto/C
  3. 3. CIÊNCIA ABERTA • Novas formas de comunicação da ciência • Aumento dos estoques de conhecimento público • Maior produtividade científica e de inovação • Maior retorno social dos investimentos em C&T (Albagli, 2015)
  4. 4. ACESSO ABERTO PUBLICAÇÃO CIENTÍFICA • Elevação dos preços das assinaturas dos periódicos científicos • Compreensão de que os resultados de pesquisas financiados com recursos públicos devem também estar acessíveis à comunidade, de forma gratuita e sem restrição. • Declarações BBBs: Budapest (2002), Bethesda (2003) e Berlin (2003).
  5. 5. ACESSO ABERTO • Vários modelos de negócio (anuidades, publicidade, agências de fomento, universidades, podendo ocorrer uma combinação de vários modelos na mesma revista) • Article processing charges ou publication fee (taxas de processamento de artigos - TPA) • Taxas cobradas pela revista ao autor para que seu trabalho seja nela publicado. Essa cobrança não dispensa a avaliação do texto pelos pares, e é cobrada apenas daqueles autores cujos manuscritos são aprovados. • Submission charges são taxas cobradas para “submissão” do manuscrito, independentemente de sua aprovação para publicação.
  6. 6. ACESSO ABERTO • Grandes editoras “oferecem” acesso aberto através de article processing charges (APC) • Hybrid open access journal • Springer, Hindawi, Taylor & Francis, Elsevier, Wiley
  7. 7. APC • Solomon, Laakso e Björk (2013) afirmam que, desde o lançamento dos primeiros periódicos de acesso aberto (AA) financiados pelas article processing charges (APC) - taxas de processamento de artigos (TPA), por volta do ano 2000, a publicação de revistas em acesso aberto financiada pela APC cresceu rapidamente.
  8. 8. APC • “A taxa para publicar começou na Física com The Physical Review, devido às dificuldades de financiar a publicação no fim dos anos de 1920. Possibilidades foram estudadas e o Conselho da American Physical Society (APS) aprovou um plano, com funcionamento a partir de julho de 1930, para enviar aos autores um ‘memorandum bill’ de US$2 por página, passando para US$3, em 1933, e US$4, em 1947. No primeiro ano, 76% das taxas foram pagas”. (BARTON, 1963 apud PAVAN; BARBOSA, 2017, p. 126).
  9. 9. Article processing charges paid (mean±SEM, M) by European institutions between 2005 and 2018 (KHOO, 2019)
  10. 10. PARA QUE SERVEM • DOI • verificadores de plágio • aluguel de plataformas • pagamento de publisher • publicação de edições impressas • envio de cópias impressas e outros serviços
  11. 11. COBERTURA • Tipo de editor • Tipo de contribuição • Origem dos autores • Idioma • Ilustrações coloridas • Número de páginas • Combinação de vários aspectos • Brazilian Journal of Medical and Biological Research • The charge is R$3.300,00/paper for Brazilian authors and US$1.600,00/paper for authors outside Brazil and is independent of the length of the paper.
  12. 12. QUEM PAGA? • Autor • Instituição do autor • Agências de fomento e IES (programas específicos, parte de auxílios à pesquisa) • FAP: Amazonas, Maranhão, Minas Gerais, Piauí, São Paulo* • IES: UnB, Unesp, Programa de Biologia Molecular da UnB • Preços altos, câmbio desfavorável, prazos curtos (burocracia) * Pavan; Barbosa, 2017.
  13. 13. • Chamada CNPq Nº 19/2019 – Programa Editorial • “Constatado pelo Comitê Editorial que o periódico apresenta cobrança de taxa de submissão e publicação, a proposta será não recomendada” • REDALYC não indexará revista de cobram APC • SciELO
  14. 14. PROPOSTAS EM ANDAMENTO • Plano S (2021) • iniciativa Comissão Europeia para que todo trabalho científico publicado com a ajuda de financiamento público seja disponibilizado em acesso aberto • grupo de agências de 14 países • O plano se assenta em 10 princípios, dos quais se destacam dois referentes às taxas de publicação: • (1) as taxas de publicação de artigos serão cobertas por agências ou universidades, não por pesquisadores individuais; e • (2) as taxas de publicação de artigos serão padronizadas e terão um valor máximo (PIERRO, 2019).
  15. 15. PROPOSTAS EM ANDAMENTO • Plano T - Tim Vines, setembro de 2018: cobrança de taxa de submissão aos textos encaminhados à publicação nas revistas científicas, em substituição ao pagamento de APCs. • Plano U (‘universal’) - sugerido por Sever, Eisen e Inglis (2019), destaca o uso de plataformas de preprints, como forma de acesso gratuito, imediato e de baixo custo. A proposta é de que as agências de financiamento criem mandatos para que os autores depositem seus preprints em servidores adequados.
  16. 16. PROPOSTAS EM ANDAMENTO • SciELO - para 2020 a implantação de um servidor de preprints – o SiELO Preprints, O objetivo “é contribuir para acelerar a disponibilização dos resultados de pesquisa e posicionar a comunicação científica dos países que participam da Rede SciELO, e em particular seus periódicos, em sintonia com os avanços e importância crescente da publicação de preprints internacionalmente.”
  17. 17. OBJETIVOS • identificar as revistas brasileiras e portuguesas registradas no Directory of Open Access Journals (DOAJ); • identificar suas grandes áreas do conhecimento; • identificar os valores cobrados na modalidade de APCs.
  18. 18. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS • DOAJ - 130 países, ilimitado a idiomas, áreas temáticas, promovendo visibilidade, uso e impacto das revistas científicas de acesso aberto; • módulo busca avançada • tipo de documento (journals) • article processing charges (yes) • country of publisher (Brazil ) e (Portugal) • Classificação no estrato de grandes áreas, utilizando-se a Tabela de Áreas do Conhecimento do CNPq - referência para instituições de fomento em C,T&I; 1976, 1982, 1984;
  19. 19. TAC - Estruturada em oito grandes áreas do conhecimento • (1) Ciências Exatas e da Terra CET • (2) Ciências Biológicas – CB • (3) Engenharias – ENG • (4) Ciências da Saúde – CS (grande área) • Medicina (área) • Cirurgia (subárea) • Cirurgia de Cabeça e Pescoço (especialidade) • (5) Ciências Agrárias – CA • (6) Ciências Sociais Aplicadas – CSA • (7) Ciências Humanas – CH • (8) Linguística, Letras e Artes – LLA • A versão eletrônica apresenta mais uma área – (9) Outros
  20. 20. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS • Conversão das moedas identificadas no levantamento • real e dólar nas revistas brasileiras (R$3,8685) • euro nas revistas portuguesas (€0,8848774) • no valor de 12 de abril de 2019
  21. 21. RESULTADOS E DISCUSSÃO • Revistas DOAJ • 12.953 títulos • Reino Unido (1.512), Indonésia (1.437) e Brasil (1.342 ou 10%) • Portugal (94 títulos ou 1%) - 94ͦº - 31ª • APC DOAJ • 58 (0,4) S/I • 9488 (73,2%) Sem APC • 3407 (26,3%) Com APC – Reino Unido (1215), Indonésia (384) e Estados Unidos(268) • Brasil (86) 9ª • Portugal (11) 31ª
  22. 22. PORTUGAL Total de títulos com APC = 11 (94) • Grandes áreas • Ciências da Saúde = 2 (US$ 170, US$ 270) • Ciências Agrárias = 1 (US$ 170) • Ciências Sociais Aplicadas = 1 (US$ 1014) • Ciências Humanas = 3 (US$ 84, US$ 1014*) • Linguística, Letras e Artes = 4 (US$ 57, US$ 244*, US$ 1014) • Ciências Exatas e da Terra = zero • Ciências Biológicas = zero • Engenharias = zero • Média = US$ 482 * duas revistas
  23. 23. Grandes Áreas Valores Ciências da Saúde (2) US$ 170, US$ 270 Ciências Agrárias (1) US$ 170 Ciências Sociais Aplicadas (1) US$ 1014 Ciências Humanas (3) US$ 84, US$ 1014* Linguística, Letras e Artes (4) US$ 57, US$ 244*, US$ 1014 Ciências Exatas e da Terra (0) - Ciências Biológicas (0) - Engenharias (0) - Outros (0) - Fonte: Dados da pesquisa. Média de APC: US$ 482
  24. 24. PORTUGAL Total de títulos com APC = 11 (94) • Grandes áreas • Ciências da Saúde = 2 (€ 150; € 240) • Ciências Agrárias = 1(€ 150) • Ciências Sociais Aplicadas = 1 (€ 900) • Ciências Humanas = 3 (€ 75, € 900*) • Linguística, Letras e Artes = 4 (€ 50, €216*, € 900) • Ciências Exatas e da Terra = zero • Ciências Biológicas = zero • Engenharias = zero * duas revistas
  25. 25. BRASIL Total de títulos com APC = 86 – 6% (1342) Ciências da Saúde = 28 Ciências Agrárias = 38 Ciências Sociais Aplicadas = 2 Ciências Humanas = 2 Linguística, Letras e Artes = Ciências Exatas e da Terra = 3 Ciências Biológicas = 9 Engenharias = 2 Outro = 1 Mueller (2009), Príncipe e Barradas (2013), Appel e Albagli (2018)
  26. 26. VALORES • Valores variam de 3 USD a 1400 USD • Maioria (93%) cobra entre 3 USD a 480 USD • Média de 205 USD por revista • 1400 USD (Ciências Biológicas) • 1200 USD (Ciências Agrárias) • 800 USD (Ciências Agrárias) • 775 USD (Ciências da Saúde) • 600 USD (Ciências Biológicas) • 560 USD (Ciências Agrárias)
  27. 27. VALORES • Ciências Humanas cobram 13 USD, 52 USD e 207 USD. • Ciências Sociais Aplicadas o valor é de 93 USD • Engenharias cobram 75 USD, 78 USD e 225 USD e das Ciências Exatas e da Terra 39 USD, 330 USD e 375 USD • A revista (PI) classificada em na categoria “Outro” cobra o valor de 26 USD como APC
  28. 28. CONSIDERAÇÕES FINAIS • É tímida a cobrança de APC pelas revistas brasileiras e portuguesas registradas no DOAJ • Restrita apropriação desse modelo de negócios pelos periódicos de Brasil e Portugal • Tal fato pode ser decorrente da baixa representatividade dessas revistas nessa plataforma • Necessidade de maior discussão, adotando-se um grupo mais significativo de revistas • Áreas do conhecimento possuem características e particularidades que as diferenciam entre si, em termos de geração de pesquisa até sua disseminação (práticas diferenciadas) • Transição lenta, mais progressiva
  29. 29. •Obrigada! •principe@ibict.br

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