Brasil colonial

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Expedições exploradoras, Expedição colonizadora de Martim Afonso de Sousa, economia no Brasil colonial, capitanias hereditárias, governo geral.

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Brasil colonial

  1. 1. HISTÓRIA DO BRASIL BRASIL-COLÔNIA 1.500 A 1822
  2. 2. CONHECENDO O LITORAL BRASILEIRO  Devido ao lucrativo comércio com as Índias, o rei de Portugal não procurou povoar a nova terra. Limitaram-se a enviar expedições para conhecer o litoral e investigar se havia metais preciosos, eram as expedições exploradoras.  1ª. Expedição: 1501-1502 – foi comandada por Gaspar de Lemos, que percorreu o litoral e deu nomes a vários acidentes geográficos. Veio consigo Américo Vespúcio, que constatou a
  3. 3.  existência de grande quantidade de pau-brasil, em longas faixas do litoral brasileiro.  2ª. Expedição: 1503-1504 – comandada por Américo Vespúcio, que fundou a 1ª. Feitoria (espécie de armazém onde era guardado o pau-brasil que os índios cortavam para os portugueses) no Brasil em Cabo Frio (atual Rio de Janeiro).  Trouxeram também um grupo de comerciantes interessados na exploração comercial do paubrasil, através de um contrato com o rei de Portugal, sendo conhecidos como “brasileiros”.  Pelo contrato de comercialização da madeira, os comerciantes ficavam obrigados a pagar certa importância ao rei pela madeira extraída.  O mais importante comerciante era Fernão de Noronha.
  4. 4. AS EXPEDIÇÕES GUARDA-COSTAS  A exploração do pau-brasil não deu origem a estabelecimentos fixos ou povoados.  Foram construídas algumas feitorias em trechos do litoral onde a madeira era mais abundante que serviam para defesa contra os concorrentes e para o depósito da própria mercadoria.  A concorrência entre portugueses e franceses pela madeira levou o rei de Portugal D. João III fazer uma série de reclamações à França, sem resultados, enviou uma expedição denominada guarda-costas.  A expedição chegou em 1526, comandada por Cristóvão Jacques para afastar os franceses, essa expedição perseguiu e afundou alguns navios franceses, prendeu e matou tripulantes sobreviventes que não conseguiram fugir.  Apesar das violências cometidas pela expedição portuguesa, os franceses continuaram com sua exploração na costa brasileira.
  5. 5. EXPEDIÇÕES COLONIZADORAS  A partir de 1530, em consequencia da redução do comércio com o Oriente e do temor de perder o Brasil, Portugal decidiu colonizar a nova terra, apesar das dificuldades.  Para dar início a essa empresa colonizadora, foi organizada uma expedição comandada por Martim Afonso de Sousa, em 1530.  Seus principais objetivos eram:
  6. 6.  Percorrer o litoral e, quando julgasse necessário explorar o interior em busca de ouro e prata;  Expulsar os franceses que fossem encontrados;  Organizar núcleos de povoamento e defesa;  Aumentar o domínio português até o rio da Prata, abrangendo terras que não pertenciam a Portugal pelo Tratado de Tordesilhas.  Em 1532, Martim Afonso de Sousa fundou no litoral do atual estado de São Paulo, São Vicente, a 1ª. Vila do Brasil.  Depois subiu a Serra do Mar e, com o auxílio de João Ramalho, fundou uma vila no Planalto de Piratininga, a vila de Santo André, no atual estado de São Paulo.  Martim Afonso distribuiu terras a colonos chamados de sesmarias, construiu casas, elaborou leis, estimulou o cultivo da cana-de-açúcar e a criação de gado na colônia.  Ele retornou a Portugal em 1533, devido aos trabalhos realizados aqui, sua expedição é considerada o marco inicial da colonização do Brasil.
  7. 7. A ADMINISTRAÇÃO DO BRASIL COLONIAL 1- AS CAPITANIAS HEREDITÁRIAS o O rei de Portugal tentou aplicar uma experiência que dera bons resultados nas ilhas do Atlântico. o Em 1534, a costa brasileira foi dividida em 15 lotes com largura entre 200 e 500 km, estendendo-se do litoral até o Tratado de Tordesilhas, chamadas de capitanias hereditárias. o Foram assim chamadas pois passariam dos donatários aos seus herdeiros. o O governo entrava com a doação da terra e os gastos exigidos pela colonização ficavam inteiramente por conta do donatário, e suas principais tarefas eram:
  8. 8.  Fundar vilas e cidades;  Desenvolver a lavoura de cana-de-açúcar e a criação de gado;  Proteger os colonos dos ataques dos índios ou de estrangeiros. O donatário tinha todo o poder dentro de sua capitania. Eles aplicavam as leis aos colonos e índios, podendo condená-los à morte. O donatário tinha direitos. Vejamos alguns:  Distribuir terras aos colonos, as sesmarias;  Cobrar impostos e podiam ficar com 20% dos lucros do comércio do pau-brasil.  Escravizar os índios. Esse sistema beneficiava o governo português e os donatários não conseguiam recuperar nem mesmo o dinheiro aplicava. Portanto não deu os resultados esperados, somente duas capitanias prosperaram, sendo elas, Pernambuco e São Vicente devido ao cultivo da cana e da criação de gado e a ajuda de Brás Cubas, fundador da cidade de Santos e de João Ramalho que já vivia entre os índios antes da chegada dos portugueses.
  9. 9. Causas do fracasso das capitanias  As capitanias eram muito isoladas, nos momentos de dificuldades os donatários não tinham como pedir auxílio ao rei ou aos outros donatários;  Os índios revoltados contra a escravidão, atacavam constantemente os colonos;  Falta de recursos dos donatários para investimentos;
  10. 10. 02. O GOVERNO-GERAL     Para resolver o problema do isolamento, o rei de Portugal criou o governo-geral em 1548, com o objetivo de centralizar a defesa do território e a administração geral da colônia com sede na capitania da Baía de Todos os Santos, que para isso, foi comprada dos herdeiros do donatário, que já havia falecido. As principais funções do governador eram: Nomear funcionários para as capitanias; Incentivar a lavoura canavieira; Estimular a procura de metais preciosos; Ajudar os donatários a resolver os problemas surgidos em suas capitanias. Eles eram auxiliados pelo ouvidor-mor, encarregado da justiça; o capitão-mor, que cuidava da defesa e o provedor-mor, responsável pelas finanças e pela cobrança dos impostos.
  11. 11.  Tomé de Souza :  Chegou em 1549 e trouxe consigo os primeiros jesuítas com a função de catequizar os índios, fundou Salvador, a 1ª. Cidade brasileira, onde instalou seu governo.  Criou o 1º. Bispado do Brasil; nomeou novos funcionários;  Distribuiu novas sesmarias, trouxe gado das ilhas de Cabo Verde e mandou construir engenhos de açúcar.  Em 1553, retornou a Portugal.
  12. 12.  Duarte da Costa     Seu governo não obteve sucesso, por vários motivos: Houve muitas lutas entre os colonos e os índios, pois os colonos tentavam escravizar os índios e estes se revoltavam. O governador não conseguia impor sua autoridade, houve desentendimentos entre ele e o bispo D.Pero Fernandes Sardinha. Invasão dos franceses na Baía de Guanabara onde fundaram em 1555, uma pequena colônia, a França Antártica, o governador chegou ao final do mandato sem conseguir expulsá-los. Em seu governo os padres José de Anchieta e Manuel da Nóbrega fundaram na capitania de São Paulo, uma escola simples com o nome de Colégio São Paulo, que a seu redor formou-se a cidade de São Paulo.
  13. 13. Mem de Sá – 1558 a 1572    Em seus 14 anos de governo, ele conseguiu resolver os principais problemas deixados pelo governo anterior. Os fatos mais importantes foram: Expulsão dos franceses do Rio de Janeiro em 1567 com o auxílio de seu sobrinho Estácio de Sá; Fundação da cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, em 1565, durante as lutas para expulsar os franceses da Baía de Guanabara; Apoio ao trabalho de catequese dos jesuítas junto aos índios. Em 1572, Mem de Sá pediu seu retorno a Portugal e D. Sebastião mandou Dom Luís de Vasconcelos que foi morto por piratas franceses antes de chegar ao Brasil.
  14. 14. A administração das vilas e cidades As vilas, as cidades e toda a zona rural eram administradas pelas câmaras municipais. Elas eram compostas por:  Um juiz-presidente, que podia ser eleito ou nomeado pelo rei que além de presidir a Câmara, realizava julgamentos e resolvia conflitos entre os habitantes;  Quatro oficiais: três vereadores e um procurador. Só votavam os homens bons, que eram os proprietários de terras e de escravos. Dessa forma eles impediam que pessoas de outras atividades participassem das Câmaras Municipais, e isso gerava conflitos entre os proprietários e os comerciantes.
  15. 15. ECONOMIA NO BRASIL COLONIAL 01- O PAU-BRASIL A extração da madeira era bastante rudimentar, trazendo como consequencia a destruição das matas nativas. Observe no mapa ao lado. A extração era feita com o auxílio dos índios que cortavam as árvores e traziam até os navios em troca de alguns objetos de pouco valor como espelhos, machados, facas, peças de tecidos. A exploração do pau-brasil não deu origem a povoados ou vilas.
  16. 16. 02- A CANA-DE-AÇÚCAR o o o o Por que plantar cana? Era um produto muito caro e procurado na Europa; As condições das terras litorâneas nordestinas eram excelentes para o cultivo como: clima quente, chuvas abundantes e o solo massapé; Os portugueses já possuíam experiência no cultivo e na técnica da fabricação do açúcar nas ilhas do Atlântico; Parceria com os holandeses para resolver o problema financeiro para o investimento.
  17. 17. 03- ECONOMIA COMPLEMENTAR o Mandioca: era o principal alimento da população, mas sua produção era bem menor do que o necessário. Com ela fazia-se farinha-de-pau, alimento diário dos escravos dos engenhos e colonos pobres. o Fumo: desenvolveu-se no litoral da Bahia e Alagoas, foi um produto que teve grande aceitação na Europa e era usado para comparar escravos na África. o Algodão: já era conhecido dos índios brasileiros e na época da lavoura açucareira era usado na fabricação de pano grosseiro, usado para fazer roupas para os escravos e sacarias. o Gado: foi importante desde os primeiros tempos da colonização. Além de fornecer carne, o boi era usado para mover os engenhos e para transportar o açúcar até o porto. Com a proibição do gado no litoral, ele penetrou no interior povoandoo. Nessas fazendas quase não se utilizava o trabalho escravo.
  18. 18. 04.Mineração:      Com a descoberta das jazidas em 1693 e 1694, houve uma verdadeira corrida do ouro, muitas brigas e guerras. Diante dos fatos, a Coroa passou a intervir e organizar as regiões mineradoras. Qualquer pessoa podia explorar desde que comunicasse as autoridades locais, aí ele escolhia a sua data e as outras eram leiloadas pela Coroa. A mão-de-obra utilizada era escrava. As minas maiores eram as lavras e as menores sem muitas perspectivas de produção eram exploradas pelos faiscadores. Pela exploração a coroa cobrava um imposto chamado quinto. Para acabar com o crescente contrabando a Coroa criou as Casas de Fundição, local onde todo o ouro encontrado deveria ser entregue, transformado em barras e acrescentado o selo real. Essa atitude da Coroa vai causar inúmeras revoltas na região mineradora. Com a decadência das minas, o governo impôs a derrama para completar os 1.500 quilos de ouro que seriam enviados para Portugal, fato este que gerou revoltas culminando com a Inconfidência Mineira.
  19. 19.  A mão-de-obra utilizada na região das minas era escrava africana, mas havia uma possibilidade muito grande de um escravo tornar-se livre, pois muitos senhores fixavam o preço da liberdade e se ele conseguisse juntar a quantia comprava a liberdade. Por isso nas horas de folga, ia catar ouro nas faisqueiras, outra maneira era esconder e guardar para ele mesmo uma parte do ouro que catava para o senhor.  Uma vez livres, muitos tornaram-se sapateiros, joalheiros, ferreiros, carpinteiros, etc. PARA ONDE FOI O OURO ENCONTRADO NO BRASIL?  Trouxe muita riqueza para Portugal, mas quem mais beneficiou foi a Inglaterra.  A parte que ficou no Brasil foi usado para fabricar jóias, ornamentar igrejas, comprar móveis, roupas, perfumes e objetos de luxo que as famílias ricas utilizavam.  Uma boa porção foi para Portugal na forma de impostos.  Outra parte foi para a Inglaterra para pagar os produtos industrializados importados por Portugal.
  20. 20. A SOCIEDADE COLONIAL Sociedade Açucareira Os dois grupos mais importantes eram o dos senhores de engenho e dos escravos.  Não havia mobilidade social.  A terra era a base de riqueza e poder.  Os senhores procuravam explorar ao máximo o trabalho do escravo, e estes resistiam fugindo, matando feitores ou se suicidando
  21. 21. Sociedade Mineradora Ao contrário da açucareira, a sociedade mineradora era urbana.  Havia a possibilidade de mudança social;  Surgiram profissões urbanas: artesão, funcionário público, o tropeiro, o comerciante, que constituíram um grupo de classe média entre a que dominava – a dos mineradores – e a dominada -a dos escravos.
  22. 22. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS  História Global – Gilberto Cotrim  História e Vida – Nelson Piletti e Claudino Piletti

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