Aula Sobre GeopolÍtica E Conflitos Internacionais

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CURSO DE ATUALIDADES - AULA 02

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Aula Sobre GeopolÍtica E Conflitos Internacionais

  1. 1. CURSO DE ATUALIDADES 2008 [email_address] http://mariodemori.blogspot.com/ http://focosdetensoesinternacionais.blogspot.com/
  2. 2. GEOPOLÍTICA E RELAÇÕES INTERNACIONAIS <ul><li>A geopolítica é a disciplina que busca entender as relações recíprocas entre o poder político nacional e o espaço geográfico. Ela procura responder a seguinte questão: até que ponto a ação dos estados nacionais é ou não determinada pela situação geográfica. A geopolítica tem duas finalidades: </li></ul><ul><li>orientar a atuação dos governos no cenário mundial; </li></ul><ul><li>permitir uma análise mais precisa das relações internacionais. </li></ul>
  3. 3. RICAS EMERGENTES POBRES PRODUTORAS PERTURBADORAS EXTRATORAS 1 º NÍVEL DIRETRIZES DE ALCANCE MUNDIAL 2 º NÍVEL COMBINA DIRETRIZES REGIONAIS E INTERNACION. 4 º NÍVEL RELACIONAM. SIGNIFICATIVO COM VIZINHOS 3 º NÍVEL DIRETRIZES REGIONAIS 5 º NÍVEL APENAS MARGINAL- MENTE INTER -ATUAM COM OUTROS ESTADOS ESTÁGIO GEOPOLÍTICO DA INFÂNCIA ESTÁGIO GEOPOLÍTICO DA ADOLESCÊNCIA ESTÁGIO GEOPOLÍTICO DA MATURIDADE CLASSIFICAÇÃO GEOPOLÍTICA DAS NAÇÕES
  4. 4. Geopolítica, Relações Internacionais e Tensões Atuais Aula 02
  5. 5. I – Introdução: o que foi a Guerra Fria e Atualmente <ul><li>-> Disputa por áreas de influência entre os Estados Unidos (capitalista) e a União das Repúblicas Soviéticas (URSS, socialista), entre 1945 (final da 2ª Guerra Mundial) até 1989 (queda do Muro de Berlim); </li></ul>
  6. 6. Imagem clássica do final da segunda guerra, com a vitória dos Aliados 1961: Início da Construção do Muro
  7. 7. -> Características principais: <ul><li>* Disputa armamentista que desembocou na formação do Complexo Industrial Militar; </li></ul><ul><li>* Exportação de ideologias; </li></ul><ul><li>* Corrida espacial; </li></ul><ul><li>* Espionagem a cargo da CIA e da KGB; </li></ul><ul><li>* Patrocínio a guerras localizadas. </li></ul>
  8. 8. <ul><li>-> Consumiu recursos gigantescos – na ordem de US$ 18 trilhões – e nos últimos anos da Guerra Fria, a União Soviética consumia 25% do seu PIB com a fabricação de armas, o que a levou a imensas dificuldades econômicas. </li></ul>
  9. 9. II – Raízes das tensões atuais entre EUA e Rússia <ul><li>-> Plano dos Estados Unidos para a instalação de um escudo antimísseis no Leste Europeu (Polônia e República Tcheca), sob a alegação de estar se prevenindo de um eventual ataque nuclear do Irã e da Coréia do Norte; </li></ul>
  10. 10. Novo sistema de defesa dos EUA envolvendo a Europa do Leste desagrada líder russo, Vladimir Putin
  11. 11. -> O avanço diplomático e militar estadunidense sobre os países da antiga “cortina de ferro” – região que era zona de influência da ex-URSS – e sobre a qual a atual Federação Russa pretende manter controle, evitando, entre outras coisas, a adesão de antigos países socialistas à OTAN. Wladimir Putin, equiparou a situação atual a Crise dos Mísseis (Cuba, 1962); -> A ofensiva diplomática estadunidense rumo ao Leste, estende-se até a países que formavam a antiga União Soviética, como Geórgia e Ucrânia. E, liderando, as forças da OTAN, bases militares devem ser instaladas na Bulgária e Romênia, com 5 mil soldados cada uma; -> Putin – que, às vezes, compara os EUA sob Bush, à Alemanha nazista de Hitler – acusa os Estados Unidos de unilateralismo hostil, ou seja, que o país realiza ações e ataques militares sem consultar as demais nações, fazendo o “excessivo uso da força nas relações internacionais”. Em resposta, a essa agressividade latente ameaçou apontar mísseis russos contra cidades européias.
  12. 12. Ataque ao Iraque seria uma das provas do unilateralismo hostil estadunidense, segundo Putin
  13. 13. Putin: um novo czar <ul><li>-> Ex-agente da KGB (serviço secreto soviético), ascendeu ao poder através de Boris Ieltsin, recentemente falecido; </li></ul><ul><li>-> Ao chegar ao comando da Federação Russa foi elogiado por diversos líderes ocidentais, sendo que George Bush afirmou ter olhado para ele “e visto a sua alma”. Na ocasião, o Departamento de Estado dos EUA acreditava que fosse um dos “mocinhos”, ou seja, que estava sob controle. As sucessivas divergências pós-2001 fez com que mudassem de idéia. </li></ul><ul><li>-> Apego ao poder </li></ul><ul><li>-> Freqüentemente, Vladimir Putin, caracteriza a “democracia ocidental” como um grande disfarce e lugar privilegiado da manipulação e o povo russo, em grande parte, compartilha dessa idéia; </li></ul><ul><li>-> Putin despreza, persegue e elimina opositores políticos, tendo pouco tolerância a divergência de idéias, marca, certamente oriunda dos tempos em que prestou serviços à temida KGB; </li></ul>
  14. 14. Putin: um novo czar <ul><li>-> Nas eleições de 2008 não poderá se candidatar por limitações constitucionais, mas irá manter-se ativo no comando político do país, pois ou se tornará primeiro-ministro ou presidente da Gazprom, principal empresa russa. Como conta com 70% de apoio popular e com uma oposição desorganizada e repleta de políticos medíocres, obterá quaisquer das duas posições com muita facilidade, o que é muito frustrante para o governo dos Estados Unidos que contava com uma real alternância de poder para dar início a novas relações bilaterais. </li></ul>
  15. 15. Outros impasses <ul><li>Irã </li></ul><ul><li>-> Esse país mantém relações próximas com a Federação Russa e tensas com os Estados Unidos. O apoio russo evita seu isolamento; </li></ul><ul><li>-> Os Estados Unidos acusam o Irã de possuir um programa de enriquecimento de urânio cujo propósito seria fabricar armas nucleares, a serem usadas contra alvos estadunidenses e israelenses, estabelecendo um desequilíbrio de força no Oriente Médio e no globo; </li></ul><ul><li>-> No dia 25 de outubro de 2007, o governo dos Estados Unidos estabeleceu sanções contra empresas iranianas, sendo que a maior parte delas pertencem a Guarda Revolucionária (força de elite do Exército) que controla amplos setores da economia do país; </li></ul><ul><li>-> Bush declarou no dia 17 de outubro, em um claro recado a Putin: “Se alguém estiver interessado em evitar a Terceira Guerra Mundial, precisa estar interessado em impedir o Irã de ter o conhecimento necessário para fazer uma arma nuclear” . </li></ul>
  16. 16. Caso passe a dispor de armas nucleares, o Irã será o 2º país do Oriente Médio a tê-las, equiparando-se a Israel – país aliado dos EUA e inimigo do Irã.
  17. 17. Outros impasses <ul><li>Venezuela </li></ul><ul><li>Transformou-se na maior opositora da política externa estadunidense na América do Sul e expressa isso na compra de armamentos russos (100 mil rifles para armar a população), na aproximação com o Irã e com a Coréia do Norte e no apoio sistemático a Cuba. </li></ul>
  18. 18. A imprensa brasileira estereotipa do governo Chavez tal como interessa aos EUA, cumprindo seu contínuo papel de “meios de manipulação” – muito distante da informação séria e contextualizada
  19. 19. Outros impasses <ul><li>Kosovo </li></ul><ul><li>-> Província sérvia localizada na antiga Iugoslávia, com maioria albanesa (90%), em relação a qual os Estados Unidos são a favor da independência, enquanto a Federação Russa é contrária; </li></ul><ul><li>-> Desde 1999, está sob o controle de tropas estrangeiras, até que se defina qual será seu status político. </li></ul>
  20. 20. Kosovo <ul><li>A minúscula região do Kosovo, transformou-se em um enorme problema diplomático cuja resolução passa por uma acordo entre os EUA pró-independência e a Rússia, contrária, especialmente, em função das suas afinidades com a Sérvia. </li></ul>
  21. 21. KOSOVO INDEPENDENTE <ul><li>Kosovo: Independência aumenta abismo entre Rússia e Ocidente </li></ul><ul><li>O abismo diplomático que existe entre a Rússia e vários governos ocidentais está sendo agravado pela declaração de independência de Kosovo. O que é considerado como um resultado inevitável de guerras e da história pelos Estados Unidos e vários países europeus, é visto como &quot;imoral e ilegal&quot; nas palavras do presidente Vladimir Putin. </li></ul><ul><li>A Rússia compartilha com a opinião da Sérvia, de que a província não pode separar-se desta forma. A Sérvia já havia oferecido autonomia, não independência. A Rússia sustenta que, de acordo com as leis internacionais, uma autorização do Conselho de Segurança precederia à declaração de independência. Os EUA e outros países que apóiam o Kosovo afirmam que a resolução 1244, do Conselho de Segurança da ONU, autorizou uma &quot;presença internacional&quot; no Kosovo depois da guerra travada pela Otan em 1999 e não impede a declaração da independência. Em última análise, o argumento do Ocidente é sobre política, e não sobre legislação. Neste sentido, o distanciamento de Kosovo em relação à Sérvia já foi longe demais e o status não é mais aceitável. O acontecimento deste domingo é outra questão que aumenta a lista de diferenças entre o Ocidente e a Rússia. A reaparição da palavra Ocidente - com todas as implicações da Guerra Fria, de uma divisão quase permanente com a Rússia - é um sinal da grave deterioração nos últimos anos. União Européia Espera-se que muitos governos do bloco europeu, inclusive o Reino Unido, a França e Alemanha, reconheçam a forma limitada e supervisionada de independência de Kosovo recomendada pela ONU. </li></ul>
  22. 22. Conclusão <ul><li>-> A crescente influência dos Estados Unidos no cenário internacional ao final da Guerra Fria, contrasta com a pretensão de Putin em colocar novamente a Federação Russa no centro das decisões internacionais. A “doutrina Putin” pode ser resumida da seguinte maneira: aceitem-nos como iguais, tratem-nos como pares”; </li></ul><ul><li>-> Os sucessivos desentendimentos determinaram o fim de possibilidades promissoras de colaboração em, por exemplo, investimentos comuns no setor petrolífero e bases militares para combater o Taleban. </li></ul>
  23. 23. III – A Rússia contemporânea <ul><li>-> Anos 90: desastrosa transição para o capitalismo, originando uma “década perdida” em matéria de desenvolvimento sócio-econômico: </li></ul><ul><li>* Desemprego massivo (chegou a 14% da PEA); </li></ul><ul><li>* Declínio do PIB e da renda per capitã; </li></ul><ul><li>* Queda acelerada da natalidade, com diminuição da expectativa de vida que permanece até os dias atuais; </li></ul>
  24. 24. 1 – O caldeirão étnico <ul><li>-> Enorme “guarda chuva” de povos e religiões: são, pelo menos, 130 etnias, distribuídos em 21 repúblicas, 10 distritos e uma região autônoma -> governos locais, com autonomia parcial; </li></ul><ul><li>Imensidão do território russo (quase 12% da área terrestre) guarda em seu interior uma enorme diversidade étnica, responsável, em alguns casos, por conflitos latentes. </li></ul>
  25. 26. A questão da Chechênia <ul><li>-> Localizada no norte do Cáucaso, vive uma situação explosiva; </li></ul><ul><li>-> Na época do comunismo, foi uma das vítimas do processo de “russificação”, quando milhares de chechenos foram obrigados a mudar-se, dando lugar aos russos; </li></ul><ul><li>-> Com o fim do comunismo, muitos chechenos voltaram e entraram em atritos com os russos, nada dispostos a devolver o que quer que seja; </li></ul><ul><li>-> Declaração de Independência: não foi reconhecida pelo governo russo, gerando duas guerras sangrentas entre os separatistas e o Exército russo, com mais de 100 mil vítimas. </li></ul><ul><li>Grozny, capital da Chechênia, foi destruída pelas duas guerras contra os russos. Corpos apodreciam nos escombros e serviam de alimentos para animais, incluindo cães. </li></ul>
  26. 27. A RÚSSIA NA GUERRA COM A GEÓRGIA <ul><li>Depois de Kosovo, Abkházia e Ossétia do Sul pedem sua independência </li></ul><ul><li>MOSCOU, 17 Fev 2008 (AFP) - A Abkházia e a Ossétia do Sul, duas regiões separatistas da Geórgia, anunciaram neste domingo logo após a proclamação de independência do Kosovo que pedirão à Rússia e à ONU que reconheçam sua independência. &quot;A situação no Kosovo constitui um precedente. Não se pode falar num caso único. A Abkházia se dirigirá em breve ao Parlamento da Rússia e ao Conselho de Segurança da ONU para lhes pedir que reconheçam sua independência&quot;, declarou o &quot;presidente&quot; deste território pró-russo, Serguei Bagapch, citado pela agência Interfax. &quot;O que o Kosovo está fazendo hoje já aconteceu na Abkházia e na Ossétia do Sul há 17 anos&quot;, afirmou o &quot;presidente&quot; da Ossétia do Sul, Eduard Kokoity, citado pela Interfax, anunciando que tomará a mesma atitude que a Abkházia. </li></ul>
  27. 28. Ascensão da Rússia e da China na Nova Ordem Mundial
  28. 29. O Colapso da URSS e a Transição Chinesa <ul><li>“ I knew no one...who had predicted the evolution in the Soviet Union” H. Kissinger, 1992 </li></ul><ul><li>“ Observar com a cabeça fria, sustentar a nossa posição, lidar serenamente com a situação, ocultar nossos trunfos, ganhar tempo, eficazes na defesa e nunca nos expondo às luzes da ribalta” Deng Xiaoping, 1991 </li></ul>
  29. 30. <ul><li>Transição numa Perspectiva Comparada </li></ul>Gorbachov Deng-Xiaoping Conds. Iniciais Economia de planejamento central industrializada e diversificada com sub-sistema comercial especializado e integrado entre estados nacionais e regiões. Unificação política e militar realizada pelo PCUS Economia de planejamento central semi-industrializada. Unificação política e militar realizada pelo PCC Desafio Político Externo Enfrentamento da corrida armamentista, da derrota no Afeganistão e da ruptura política no leste europeu. Busca de nova política de desarmamento reduzindo o “fardo militar” Afirmação da China soberana Aproveitamento inicial do conflito EUA/URSS e, com a extinção da URSS e a Guerra do Golfo, a busca de novo papel na Ásia Desafio Interno Retomar o crescimento através de gastos públicos não militares e reforma das empresas visando maior inovação, incentivos e disciplina e combate a corrupção Acelerar o crescimento econômico e modernizar a economia pela cópia de técnicas com destaque para as grandes EE
  30. 31. <ul><li>Transição numa Perspectiva Comparada </li></ul>Gorbachov Deng-Xiaoping Estratégia de Mudança e Reestruturação Estratégia focada na redução dos gastos militares e reforma das empresas estatais Modernização controlada focada em setores e regiões, expansão dos gastos militares com liberalização progressiva Aliança Interna/Coalizão de Poder Envolvimento de setores civis, intelectuais e opinião publica externa, isolamento do PC e da cúpula do EV Manutenção do monopólio do PCC e aliança com os militares Ideologia Ruptura com a “luta de classe internacional” como estratégia militar e valores democráticos ocidentais A retórica dos “4 princípios cardeais” e da estratégia militar contra o imperialismo
  31. 32. Putin e a Reconstrução do Estado Russo <ul><li>“ The only realistic choice for Russia is the choice to be a strong country, strong and confident in its strengthen...” (Putin 2000) </li></ul><ul><li>O Colapso </li></ul><ul><li>As Novas Classes Dominantes </li></ul><ul><li>O Início da Recuperação Econômica </li></ul><ul><li>A Centralização do Poder Político </li></ul><ul><li>Energia e Armas </li></ul><ul><li>Relações Internacionais Desafios Estratégicos </li></ul><ul><li>Desafios Internos </li></ul>
  32. 33. A Expansão Chinesa Recente e os Desafios Geopolíticos <ul><li>“ As early as the Meiji restoration the Japanese began to expend a great deal of effort on science, technology and education. The Meiji Restoration was a kind of modernization drive undertaken by the emerging Japanese bourgeoisie. As proletarians we should, and can, do better.” (Deng Xiaoping, 1977) </li></ul>
  33. 34. A Expansão Chinesa Recente e os Desafios Geopolíticos <ul><li>“ We need to build an innovative system of defense science and technology ...that integrates military and civilian scientific-technological resources, and that organically integrates basic research, applied R&D, product designing and manufacturing, and procurement of technologies and products so as to create a good structure under which military and civilian high technologies are shared and mutually transferable” </li></ul><ul><li>(President Hu Jintao, 2006 cit in Department of Defense, 2006, p. 18) </li></ul>
  34. 35. A Expansão Chinesa Recente e os Desafios Geopolíticos <ul><li>O Dilema da Segurança e a Estratégia Nacional </li></ul><ul><li>Os Desafios Estratégicos </li></ul><ul><li>Crescimento e Concentração de Renda </li></ul><ul><li>Regionalização e o Centro Chinês </li></ul><ul><li>Energia e Segurança </li></ul><ul><li>A Estratégia Americana de Contenção da China </li></ul><ul><li>Os Desafios Políticos Internos </li></ul>
  35. 36. Ascensão Nacional numa Perspectiva Comparada Rússia China Conds. Iniciais/ Desafios Políticos Contração violenta da produção, liberalização de preços e privatização em massa/Contenção do separatismo e ruptura do estado nacional Manutenção do alto crescimento com liberalização progressiva da economia/Contenção da autonomia de Taiwan, redução das desigualdades sociais e regionais Estrats. Políticas Econômicas Recentralização do Estado, centralização e estabilização do cambio, redução da dívida externa, combate ao separatismo na Chechênia, nacionalização da energia, exportação de energia e armas, transferências das rendas petroleiras e desenvolvimento do complexo industrial militar Onda de investimentos na indústria pesada e construção civil, manutenção do cambio, deslocamento das exportações para setores intensivos em ciência, importação de energia e conversão energética, expansão do orçamento militar e desenvolvimento do complexo industrial militar
  36. 37. Ascensão Nacional numa Perspectiva Comparada Rússia China Aliança Interna/ Coalizão de poder Expansão do poder político dos militares e dos quadros associados à antiga KGB. Pacto com as oligarquias subordinando-as ao Estado Manutenção do monopólio do PC e aliança com os militares Desafio Político Externo/ Percepção das Oportunidades Política de contenção dos EUA, “Revoluções coloridas”, expansão da OTAN para ex-aliados/Diplomacia da energia, aproximação com a China e com a Europa Ocidental (Alemanha) Política de contenção dos EUA, armamento de Taiwan, expansão do PACON, fragilidade energética/ Multilateralismo, diplomacia na Ásia, aproximação com a Rússia Ideologia Defesa do multilateralismo, nacionalismo e projeção externa do poder político Defesa do multilateralismo, nacionalismo e defesa da “ascensão pacífica”
  37. 38. LINKS PARA VÍDEOS DE CONFLITOS INTERNACIONAIS <ul><li>http://www.viuvideos.com/video/wE-_uINisa8/agressao-da-china-contra-tibete-provoca-repulsa-no-mundo </li></ul><ul><li>http://www.viuvideos.com/video/7_a9y2NznsE/conflitos-na-europa </li></ul><ul><li>http://www.viuvideos.com/video/2g-sxQY9UEE/conflitos-religiosos-no-oriente-medio </li></ul><ul><li>http://www.viuvideos.com/video/AnCCGYNWeeU/os-conflitos-na-america-latina </li></ul><ul><li>http://www.viuvideos.com/video/_Jw7iVDn8P8/conflitos-na-palestina </li></ul><ul><li>http://www.viuvideos.com/video/7cp9W5uogD0/o-poder-dos-pesadelos-02-04-jihad-x-politica </li></ul><ul><li>http://www.viuvideos.com/video/tXXP7gYxXhU/o-poder-dos-pesadelos-03-04-busca-em-casa </li></ul><ul><li>http://www.viuvideos.com/video/VuJO69aWzcA/world-trade-center-5-anos </li></ul><ul><li>http://www.viuvideos.com/video/IMCZjm9Zg7U/criancas-em-conflitos-na-africa </li></ul><ul><li>http://veja.abril.com.br/videos/haiti.shtml?CtrlMidia=15&CodMid=23507&SeqMid=1 </li></ul><ul><li>http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM803119-7823-EXERCITO+CHINES+FECHA+FRONTEIRAS+DO+TIBETE,00.html </li></ul><ul><li>http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM797842-7823-CRISE+NA+AMERICA+DO+SUL+PODE+SER+RESOLVIDA+PELA+DIPLOMACIA,00.html </li></ul>
  38. 39. CONFLITOS GEOPOLÍTICOS
  39. 40. CONFLITOS GEOPOLÍTICOS <ul><li>No fim do século XX, a ONU contava com 54 missões de paz em regiões afetadas pela guerra ou em vias de pacificação. </li></ul><ul><li>Guerras entre Estados-Nações, guerras civis, guerrilhas, ocupação de territórios à força e movimentos de separatismo dentro de Estados-Nações acontecem em todos os continentes, exceto na Oceania. </li></ul><ul><li>Os principais motivos dos conflitos que ocorrem no mundo são: disputas por território, soberania do Estado nacional (nacionalismo e separatismo), rivalidades étnicas e religiosas, questões de fronteiras, recursos minerais e, até mesmo, água. A pobreza é também causa de muitos desses conflitos. </li></ul>
  40. 42. MÉXICO <ul><li>EZLN (Exército Zapatista de Libertação Nacional) – movimento rebelde que, em 1º de janeiro de 1994 (início do NAFTA), ocupou várias cidades no estado de Chiapas. Opôs-se ao governo mexicano, reivindicando o combate à exclusão social e a melhoria dos direitos constitucionais dos povos indígenas. Liderado pelo subcomandante Marcos, iniciou negociações com o governo mexicano e não atua mais por meio do confronto armado. As condições sociais de Chiapas contrastam com grandes reservas petrolíferas e de gás natural encontradas em seu subsolo. </li></ul>
  41. 43. Pobreza e riqueza em Chiapas
  42. 44. Subcomandante Marcos
  43. 45. COLÔMBIA <ul><li>Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e ELN (Exército de Libertação Nacional) – guerrilhas de esquerda surgidas na década de 1960, muito ativas até 1980. Após esse período, perderam seu caráter ideológico e passaram a atuar buscando desestabilizar o governo colombiano. Cobram ‘pedágios’ dos traficantes de drogas nas áreas que controlam – cerca de metade do território do país. Como oposição a essas guerrilhas surgiram as AUC (Autodefesas Unidas da Colômbia), grupos paramilitares de direita apoiados pelo exército colombiano. </li></ul>
  44. 46.                                                      
  45. 48. IRLANDA DO NORTE <ul><li>Os problemas na Irlanda do Norte são conseqüência de uma longa história de conflitos entre católicos (irlandeses) e protestantes (ingleses). </li></ul><ul><li>Os católicos, majoritários na República da Irlanda, mas minoritários na Irlanda do Norte (Ulster), reivindicam a separação do Ulster em relação ao Reino Unido. Para combater o domínio britânico, formou-se o IRA (Irish Republican Army/Exército Republicano Irlandês) – grupo que se notabilizou por uma série de atentados terroristas. </li></ul><ul><li>Um acordo de paz foi assinado em 1998, porém a situação ainda é relativamente tensa. </li></ul>
  46. 50. ESPANHA / BASCOS <ul><li>O “País Basco” localiza-se entre Espanha e França. Os bascos são um povo com língua de origem desconhecida e cultura tradicional. Durante a ditadura de Francisco Franco (1939-1975), os bascos foram proibidos de ensinar sua língua (euskera) nas escolas da região e de usar a bandeira com as cores do País Basco. </li></ul><ul><li>Em 1959, foi criado o ETA (Euskadi ta Askatasuna), responsável por inúmeros atentados terroristas, que reivindica a independência do “país basco”. A partir da redemocratização do país, o ETA perdeu a credibilidade e o apoio popular, mas se mantém ativo. </li></ul>
  47. 52. RÚSSIA / CHECHÊNIA / CÁUCASO <ul><li>Cáucaso: região de grande diversidade étnica, teve duas influências religiosas fundamentais: a cristã ortodoxa e a islâmica. Os conflitos atuais dessa região estão ligados a nacionalismos (motivos políticos) e às diferenças religiosas. </li></ul><ul><li>Maiores problemas da Rússia ocorrem nas repúblicas da Chechênia e do Daguestão, com vários grupos lutando pela independência e para implantar Estados Islâmicos, empregado inclusive táticas terroristas (Moscou, Beslan). </li></ul><ul><li>Entre 1994 e 1996, ocorreu violenta guerra entre os rebeldes chechenos e a Rússia, arrasando várias cidades da república. Conseguiu-se uma autonomia parcial, mas em 1999, o governo russo volta a intervir na região. </li></ul>
  48. 54. Conflito e oleodutos
  49. 55. CÁUCASO: REGIÃO DE CONFLITOS LATENTES
  50. 56. PONTOS POLÊMICOS DO CÁUCASO
  51. 57. ANTIGA IUGOSLÁVIA
  52. 58. Histórico da Iugoslávia <ul><li>1920 – formação do Reino da Iugoslávia. </li></ul><ul><li>2ª G.M. – resistência iugoslava (partisans) aos nazistas. </li></ul><ul><li>1945 – Iugoslávia adota o socialismo sob a liderança do general Tito, sem alinhar-se com a União Soviética. </li></ul><ul><li>1980 – morte do general Tito – início da crise iugoslava. </li></ul><ul><li>1991 – Croácia, Eslovênia, Bósnia-Herzegovina e Macedônia declaram independência. </li></ul><ul><li>1994 – Conflito na Bósnia envolvendo sérvios, croatas e bósnios muçulmanos, com cerca de 250 mil mortos, várias acusações de limpeza étnica e participação da OTAN no acordo de Dayton (1995). </li></ul><ul><li>1998 – Conflito em Kosovo (província da Sérvia), que possui maioria albanesa. Os sérvios são acusados de limpeza étnica e a OTAN bombardeia a Iugoslávia (hoje já dividida em Sérvia e Montenegro). Forças da ONU ocupam Kosovo. </li></ul><ul><li>2001 – Ocorrem conflitos entre rebeldes étnicos albaneses e o governo macedônio. É firmado um acordo de paz entre as partes. </li></ul>
  53. 59. Diversidade étnica na ex-Iugoslávia
  54. 60. O conflito na Bósnia
  55. 61. O acordo de Dayton - 1995
  56. 62. O conflito em Kosovo 1998-99
  57. 63. O ex-presidente iugoslavo e defensor da formação da Grande Sérvia, Slobodan Milosevic, deposto e preso após o conflito em Kosovo, responde por seus crimes de guerra perante o Tribunal Penal Internacional para a Iugoslávia (TPII)
  58. 64. O horror da guerra <ul><li>Sarajevo após semanas de conflito </li></ul><ul><li>Franco-atiradores na Bósnia </li></ul>
  59. 65. ORIENTE MÉDIO
  60. 67. ISRAEL X PALESTINA <ul><li>1947 – Partilha da Palestina/Israel pela ONU </li></ul><ul><li>1948-49 – implantação do Estado de Israel / guerra contra árabes </li></ul><ul><li>1956 – Guerra de Suez pelo controle do canal contra o Egito </li></ul><ul><li>1967 – Guerra dos Seis Dias – ocupação de vários territórios por Israel (Cisjordânia, Faixa de Gaza, Sinai, colinas de Golan) </li></ul><ul><li>1973 – Guerra do Yom Kippur – choque do petróleo </li></ul><ul><li>Década de 1980 – primeira Intifada – “revolta das pedras” </li></ul><ul><li>1993-95 – assinatura de acordos de paz entre Israel e a OLP de Yasser Arafat – devolução gradual dos territórios palestinos </li></ul><ul><li>2001 – eleição de Ariel Sharon e paralisação das negociações; nova Intifada, seqüência de atentados terroristas. </li></ul><ul><li>2004 – morte de Arafat; indefinição do conflito </li></ul><ul><li>Problemas : Jerusalém, assentamentos judaicos, Estado Palestino </li></ul>
  61. 69. Yasser Arafat
  62. 70. IRAQUE <ul><li>1980-1988 – Guerra Irã-Iraque – Sadam Hussein é apoiado por EUA, URSS e outros países. </li></ul><ul><li>1991 – Guerra do Golfo – coalizão de países força a retirada das tropas iraquianas do Kuwait. Iraque sofre embargo da ONU e são adotadas zonas de exclusão aérea. </li></ul><ul><li>2003 – Ataque dos EUA, Reino Unido e outros países justificado pela suspeita de armas de destruição em massa e para depor a ditadura de Sadam Hussein. Acredita-se que o verdadeiro motivo da ocupação seja a riqueza de petróleo do país, uma das maiores reservas do mundo. </li></ul><ul><li>2003-05 – Instabilidade constante no país, com atentados terroristas e forças rebeldes controlando alguns territórios. </li></ul>
  63. 72. Sadam Hussein, ditador iraquiano entre 1979 e 2003
  64. 74. AFEGANISTÃO <ul><li>1979-1989 – tentativa de dominação soviética, frustrada pela oposição dos mujahedin (guerrilheiros islâmicos), entre eles Bin Laden, apoiados pelos EUA, Irã e Paquistão. </li></ul><ul><li>1996 – tomada do poder pelo grupo radical sunita Taleban, que adota a Sharia (doutrina islâmica) como lei. </li></ul><ul><li>2001 – atentados aos EUA atribuídos a Bin Laden ; os EUA atacam o Afeganistão acusando-o de proteger o terrorista e servir de base para a Al Qaeda; o Taleban é deposto do poder. </li></ul><ul><li>2001-2005 – rivalidades étnicas e crescimento do cultivo da papoula (ópio) dificultam a normalização do país. </li></ul>
  65. 76. ÁFRICA <ul><li>Agravamento da situação econômica a partir da década de 1990 / “excluídos da globalização” – fraco mercado consumidor e exportação de produtos primários de baixo preço. </li></ul><ul><li>Conjunto de problemas: fome, guerras civis, aids, miséria, catástrofes naturais, fraca economia, fronteiras artificiais – formam um verdadeiro barril de pólvora. </li></ul><ul><li>Maioria dos países africanos passou por algum conflito nos últimos quinze anos: Ruanda, Burundi, Serra Leoa, Libéria, Sudão, Somália, Etiópia, Eritréia, República Democrática do Congo, Angola, Moçambique, Argélia são alguns exemplos. </li></ul>
  66. 77. Os excluídos da globalização <ul><li>“ À medida que a economia mundial se tornava global e, sobretudo após a queda da região soviética, mais puramente capitalista e dominada por empresas, investidores e empresários descobriram que grande parte dela não tinha interesse lucrativo para eles, a não ser, talvez, que pudessem subornar seus políticos e funcionário públicos para gastar dinheiro extraído de seus infelizes cidadãos com armamentos ou projetos de prestígio. Um número desproporcionalmente grande desses países se encontrava no infeliz continente africano.” </li></ul><ul><li>Eric Hobsbawn – Era dos Extremos , 1995, p. 355 </li></ul>
  67. 81. O inferno de Ruanda Campo de refugiados ruandeses na Tanzânia
  68. 82.                                  Com 350 mil refugiados, o campo de Kibumba cresceu ainda mais quando o governo do Zaire transferiu refugiados de Goma e de Munigi para lá. Zaire, 1994                                              Como 350 mil pessoas chegaram ao campo de Benako em apenas quatro dias, as condições iniciais eram deploráveis. Tanzânia, 1994.
  69. 83.                                       Cadáveres de tutsis (a maioria estava cruelmente mutilada) em uma escola abandonada. Nyarubuye, Ruanda, 1995                                        No campo de Kibumba, milhares de ruandeses morriam todo dia de cólera, disenteria, fome e desespero. Os tratores do exército francês empilham os corpos contra montes de lava vulcânica, depois os cobrem com terra. A morte tornou-se um problema logístico. Zaire, 1994.
  70. 84. Angola                             Durante quase quatro décadas de guerra, os exércitos angolanos e estrangeiros teriam espalhado entre 10 e 12 milhões de minas de 67 diferentes tipos. Angola, 1997.                                              O número de mutilados é tão elevado que o centro ainda está muito distante de atender a toda demanda de próteses, ainda que metade dos que pisam nas minas (80%, no caso das crianças) morram instantaneamente. Bomba Alta, Angola, 1997.
  71. 85. ÍNDIA X PAQUISTÃO <ul><li>1947 – independência da região e divisão da antiga colônia britânica em Índia (hinduísmo) e Paquistão (islamismo). </li></ul><ul><li>1947 e 1971 – conflitos entre os dois países pela disputa da Caxemira e pelo apoio indiano à independência de Bangladesh (ex-Paquistão Oriental). </li></ul><ul><li>1974 – Índia explode sua primeira bomba atômica. </li></ul><ul><li>1998 – Os dois países realizam testes nucleares e aumentam seu arsenal bélico. </li></ul><ul><li>Caxemira – região localizada no norte da Índia, mas de maioria muçulmana, que luta pela anexação ao Paquistão. </li></ul><ul><li>A Índia também tem problemas com separatistas sikhs, que lutam pela independência do estado de Punjab. </li></ul>
  72. 87. CURDISTÃO <ul><li>Maior grupo étnico sem território, os curdos, de maioria muçulmana sunita, não são turcos nem árabes nem persas. Espalham-se principalmente por terras da Turquia, do Irã e do Iraque, onde sofreram duras perseguições, embora ocupem também pequenas áreas da Síria e da Armênia. </li></ul>
  73. 89. TIMOR LESTE <ul><li>1975 – independência em relação a Portugal. </li></ul><ul><li>1975-1999 – anexação do Timor Leste pela Indonésia. </li></ul><ul><li>1999 – plebiscito define desocupação indonésia do país; militares indonésios atacam a população civil; intervenção de tropas da ONU. </li></ul><ul><li>2001-2002 – realização de eleições e pacificação completa do país. </li></ul>
  74. 92. “ Eu achei que você preferiria chorar por motivos menos fúteis que uma cebola!” Mafalda

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