Cegueira Total

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Cegueira Total

  1. 1. “ VIVA A DIFERENÇA” <ul><li>Grupo B – Cegueira total, sem déficit cognitivo aparente </li></ul><ul><li>TURMA: MS05ITA </li></ul><ul><li>MEDIADOR: Rafael Croitoru Azamor </li></ul><ul><li>Grupo </li></ul><ul><li>CURSISTAS: </li></ul><ul><ul><li>Sueli de Oliveira Gonçalves </li></ul></ul><ul><ul><li>Dielma de Sousa Borges Cassuci </li></ul></ul><ul><ul><li>Carmem Sperling </li></ul></ul><ul><ul><li>Lucimar Gonçalves Noronha Rodrigues </li></ul></ul><ul><ul><li>Nedy de Barros </li></ul></ul><ul><ul><li>Angela Maria dos Santos </li></ul></ul>
  2. 2. A deficiência visual é um grande obstáculo na vida da pessoa que a adquire. Isto se agrava mais quando o deficiente visual se depara com o preconceito e a falta de recursos voltados para auxiliá-lo no dia a dia. A exclusão digital é um exemplo disto, pois a dificuldade em encontrar recursos informatizados para facilitar a operação do computador distancia o deficiente visual do meio digital. Pensar num deficiente visual, muitas vezes, sugere para muitos um sentimento de dúvida em relação as suas capacidades, por “acharem” que, devido à falta da visão, o seu mundo será totalmente restrito e sem perspectivas. Um trabalho de atividades físicas desenvolvido para essa clientela dá conta de desmistificar essa idéia equivocada que muitas pessoas possuem.
  3. 3. Nome: A. L. S. (Aninha, nome fictício) Sexo: Feminino Idade: 10 anos Série: 3º ano do ensino Fundamental Dificuldade especificas: Cegueira total sem déficit cognitivo aparente Deficiência: DV TRAJETO DE UM ALUNO COM DEFICIÊNCIA NUMA CLASSE INCLUSIVA
  4. 4. Ao iniciar o ano letivo, durante as atividades pedagógicas da escola, a professora Vera do 3º ano do Ensino Fundamental detectou na lista de relação de seus novos alunos algo que lhe chamou atenção. Logo no início da lista havia ao lado do nome da aluna A. L. S. a abreviação DV- deficiente visual. Vera ficou muito surpresa afinal de contas nunca tinha sido professora de um aluno DV, por isso imediatamente procurou a coordenadora pedagógica para que lhe orientasse. CONTEXTUALIZANDO
  5. 5. A coordenadora pedagógica que já conhecia “Aninha” a tranqüilizou dizendo: Aninha é uma menina dócil e inteligente, tenho acompanhado de perto sua vida escolar por isso juntamente com a professora do ano passado estarei repassando a você como conduzir as atividades com ela. Para que se tranqüilize peço que já leia o material produzido pelo grupo Viva a Diferença , composto pelos alunos da Especialização da PUC-RIO no modulo Inclusão e Tecnologias Assistivas – ITA que traz muitas orientações sobre alunos DV.
  6. 6. <ul><li>Partindo desse contexto a professora Vera buscou preparar-se previamente o processo educacional com essa aluna. Para isso procurou diagnosticar as condições da aluna que seria importantes para sua integração na sala de aula. A professora da série anterior juntamente com a coordenadora repassaram as seguintes informações sobre Aninha: </li></ul><ul><li>apresenta características comuns de aprendizagem, sendo também, um erro considerá-la como uma aluna à parte, uma vez que suas necessidades educacionais básicas são, geralmente as mesmas que as das crianças de visão normal; </li></ul>
  7. 7. <ul><li>nasceu com essa deficiência por isso não apresenta resistência da escrita Braille ela utiliza muito da audição e do tato para adquirir conhecimentos e formar imagens mentais; </li></ul><ul><li>pelo fato de Aninha ser portadora de cegueira total ela apresenta um melhor ajustamento do que aqueles alunos de visão subnormal; o que, talvez, possa ser explicado, pela dicotomia de precisarem viver entre dois mundos e porque os pais e os educadores tendem a esperar mais delas do que das totalmente cegas, sem fazer idéia de quão defeituosa é essa visão, ou em que características particulares reside a sua deficiência. </li></ul>
  8. 8. <ul><li>Partindo desse contexto, a Professora Vera procurou informações que poderão auxiliá-la no trabalho de sala de aula com a aluna Aninha. No material produzido pelo grupo Viva a Diferença descobriu : </li></ul><ul><li>Não há diferença entre o deficiente visual e as pessoas dotadas de visão. A potencialidade mental não é alterada pela deficiência visual. O que o deficiente visual necessita é de estímulos adicionais, no fazer pedagógico, e de recursos motivadores na mediação e interação, como meio para a construção de uma aprendizagem significativa. </li></ul><ul><li>O deficiente visual, recebendo atendimento educacional adequado, tem toda possibilidade de conhecimento ampliada. Os recursos tecnológicos permitem ao deficiente visual quebrar as barreiras sociais, não mais no isolamento, mas interagindo com o mundo, através da Internet. O principal de tudo isto é que o deficiente visual tem a capacidade de aprender, e as novas tecnologias favorecem seu aprendizado. </li></ul>
  9. 9. A legislação brasileira garante, hoje, aos alunos que apresentam necessidades educacionais especiais, o direito de se matricular e de freqüentar uma escola e classe regulares. Já vimos, entretanto, que para que estes possam usufruir plenamente de seu direito ao acesso ao conhecimento, o contexto escolar deve se ajustar, para poder responder, com adequação e qualidade, às necessidades de cada aluno. Assim, a escola regular precisa promover as modificações que forem necessárias, para atender às necessidades do seu alunado. ATENDER AS NECESSIDADES EM ALUNOS COM DEFICIÊNCIA VISUAL:
  10. 10. <ul><li>organização especial das escolas, de forma a facilitar a mobilidade e evitar acidentes: colocação de extintores de incêndio em posição mais alta, colocação de corrimão nas escadas, etc. </li></ul><ul><li>aquisição de instrumentos e equipamentos que favoreçam a comunicação escrita do aluno e sua participação nas diversas atividades da vida escolar: máquina braile, reglete, sorobã, bengala longa, livro falado, softwares educativos em tipo ampliado, letras de tamanho ampliado, letras em relevo, com textura modificada, material didático e de avaliação em tipo ampliado e em relevo, pranchas ou presilhas para prender o papel na carteira, lupas, computador com sintetizador de voz e periféricos adaptados, recursos óticos, bolas de guizo, etc. </li></ul>ADAPTAÇÕES PARA ATENDER O ALUNOS COM DEFICIÊNCIA VISUAL:
  11. 11. <ul><li>Criar condições físicas, ambientais e materiais para o aluno na sua unidade escolar de atendimento; </li></ul><ul><li>Propiciar os melhores níveis de comunicação e interação com as pessoas com as quais convive na comunidade escolar; </li></ul><ul><li>Favorecer a participação nas atividades escolares; </li></ul><ul><li>Propiciar a mobilidade especifica necessária; </li></ul><ul><li>Fornecer ou atuar para aquisição dos equipamentos e recursos materiais específicos necessários; </li></ul><ul><li>Adaptar materiais de uso comum em sala de aula; </li></ul><ul><li>Adotar sistemas de comunicação alternativos para os alunos impedidos de comunicação oral (no processo de ensino-aprendizagem e na avaliação). </li></ul>ADAPTAÇÕES AO CURRÍCULO :
  12. 12. <ul><li>Agrupar os alunos de uma maneira que facilite a realização de atividades em grupo e incentive a comunicação e as relações interpessoais; </li></ul><ul><li>Adaptar materiais escritos de uso comum: destacar alguns aspectos que necessitam ser aprendidos com cores, desenhos, traços; cobrir partes que podem desviar a atenção do aluno; incluir desenhos, gráficos que ajudem na compreensão; destacar imagens; modificar conteúdos de matérias escritas de modo a torná-lo mais acessível a compreensão etc; </li></ul><ul><li>Favorecer o processo comunicativo entre aluno-professor, aluno-aluno, aluno-adulto; </li></ul><ul><li>Providenciar softwares educativos específicos; </li></ul><ul><li>Despertar a motivação, a atenção o interesse do aluno; </li></ul><ul><li>Apoio ao uso dos materiais de ensino-aprendizagem de uso comum; </li></ul><ul><li>Atuar para eliminar sentimentos de inferioridade, menos valia e fracasso.   </li></ul>SUGESTÕES QUE FAVORECEM O ACESSO AO CURRÍCULO:
  13. 13. <ul><li>A adaptação do ambiente físico escolar; </li></ul><ul><li>Materiais desportivos adaptados: bola de guizo e outras; </li></ul><ul><li>Sistema alternativo de comunicação adaptação as possibilidades do aluno: sistema Braille (escrito na reglete, na máquina braille e na impressora braille, tipos escritos ampliados e outros recursos); </li></ul><ul><li>Textos escritos com outros elementos (ilustrações táteis para melhorar a compreensão); </li></ul><ul><li>Posicionamento do aluno na sala da aula de modo que favoreça sua possibilidade de ouvir o professor; </li></ul><ul><li>Deslocamento do aluno na sala de aula para obter materiais ou informações, facilitado pela disposição do mobiliário; </li></ul><ul><li>.A capacitação continuada dos professores e demais profissionais da Educação. </li></ul>ADAPTAÇÕES DO ALUNO A SALA DE AULA
  14. 14. <ul><li>Equipamentos </li></ul><ul><li>sintetizadores de voz : Um sintetizador de voz permite ao aluno deficiente visual ouvir o que aparece na tela de computador por um alto-falante ou um fone de ouvido. </li></ul><ul><li>impressoras Braille: São impressoras especiais de computadores pessoais comuns que produzem material em Braille. É possível imprimir em Braille praticamente qualquer arquivo, mesmo contendo figuras (que são transcritas para a forma de desenhos táteis). </li></ul><ul><li>instrumentos de medida comuns (réguas, esquadros) ao qual se adiciona rotex braille (fita autocolante com texto). </li></ul>SUGESTÕES DE RECURSOS PARA ALUNOS COM DEFICIÊNCIA VISUAL:
  15. 15. Diante de dos os textos lidos e do nosso trabalho já pronto conclui-se que a necessidade de recursos informatizados voltados para os deficientes visuais ainda é grande diante das poucas opções existentes no mercado, assim como uma maior participação das instituições públicas e privadas para minimizar o problema em questão. Por isso, é necessária uma maior divulgação das ferramentas existentes no mercado para que o deficiente visual possa ser incluído no meio digital, ampliado seus conhecimentos e qualificando – o para ser inserido no mercado de trabalho.
  16. 16. Como sugestões para amenizar a exclusão digital do deficiente visual, pensamos serem necessárias parcerias público-privadas, que facilitem a aquisição destas ferramentas e treinamento direcionado especialmente para estas pessoas, para sua inserção no mercado de trabalho. Proporcionando assim à pessoa com deficiência maior independência, qualidade de vida e inclusão social, através da ampliação de sua comunicação, mobilidade, controle de seu ambiente, habilidades de seu aprendizado, trabalho e integração com a família, amigos e sociedade. As questões aqui discutidas, as quais incluem o conhecimento sobre a cegueira, nos possibilitaram a entender os sentidos atribuídos à cegueira, entender a constituição do sujeito cego, e permitiram que pudéssemos entender com vencer as barreiras que impedem para a inclusão escolar e social.
  17. 17. E se de repente lhe vendassem os olhos? FICA AQUI UMA REFLEXÃO PARA TODOS NOS: Como ir para o trabalho, para a escola, sair à noite, ler um livro, ver um filme, escrever, pintar, combinar cores, misturar diferentes tonalidades. Como navegar na Internet, estudar, elaborar um documento em Word ou construir um site. Como passear descontraidamente pela rua sem temer os veículos, os buracos no passeio ou na estrada, as escadas íngremes e os obstáculos inesperados. Sentir-nos-íamos completamente isolados do mundo, presos numa caixa escura, feita de sons, texturas e odores, errando à margem de uma sociedade dominada pelas imagens visuais. Assim é para alguns. Mas para outros o mundo é muito mais do que isso, é mais complexo e intenso, formado pelas imagens sonoras, textuais, olfativas, pelas memórias de um passado normovisual que guardam com saudade e tristeza e pelas múltiplas possibilidades que as novas tecnologias da comunicação e da informação lhes colocam à disposição.
  18. 18. BERSCH, Rita; TONOLLI, José Carlos. O que é Tecnologia Assistiva? A Bengala Legal. Disponível em : http://www.bengalalegal.com/tecnol-a.php. Acesso em 23 nov. 2009. CERQUEIRA, J. B.; FERREIRA, M. A. Os recursos didáticos na educação especial. Rio de Janeiro: Revista Benjamin Constant. GRIFING, H. C. e PAUL J. GERBER. Desenvolvimento tátil e suas implicações na educação de crianças cegas . Rio de Janeiro: Revista Benjamin Constant, 5. ed, dezembro de 1996. MANTOAN, Maria Teresa Eglér. Inclusão escolar: O que é? Por quê? Como fazer? São Paulo: Editora Moderna, 2003. BRANCA, Bengala. Produtos Para uma Vida Independente. Disponível em: < http://www.bengalabranca.com.br/produtos.php >. Acesso em 20. nov. 09. Site assesados: http://www.viaranking.com/articles/307 http://www.acessobrasil.org.br/index.php?itemid=730 http://www.bengalalegal.com/ http://visaosubnormaldeficitcongnitivo.blogspot.com/ http://www.slideshare.net/asustecnologia/saberes-e-praticas-da-incluso-alunos-cegos http://www.uscs.edu.br/posstricto/administracao/dissertacoes/2008/carlos_eduardo_ferrari/carlos_eduardo_ferrari.pdf http://www.youtube.com/watch?v=w-i8i6vqPqg&feature=related http://www.ibc.gov.br/index.php?blogid=1&query=t%E1teis http://www.efdeportes.com/efd122/desenvolvimento-da-crianca-com-deficiencia-visual.htm REFERÊNCIAS

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