Relação Família Escola_Monografia_Michele_Cristine_Costa_Fonseca_ UFMG_2011

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A RELAÇÃO FAMÍLIA ESCOLA NA CONTEMPORANEIDADE E SUAS IMPLICAÇOES NO DESEMPENHO ESCOLAR

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Relação Família Escola_Monografia_Michele_Cristine_Costa_Fonseca_ UFMG_2011

  1. 1. 0 UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL FACULDADE DE EDUCAÇÃO A RELAÇÃO FAMÍLIA ESCOLA NA CONTEMPORANEIDADE E SUAS IMPLICAÇÕES NO DESEMPENHO ESCOLAR MICHELE CRISTINE COSTA FONSECA Formiga 2011
  2. 2. 1 Michele Cristine Costa Fonseca A RELAÇÃO FAMÍLIA ESCOLA NA CONTEMPORANEIDADE E SUAS IMPLICAÇÕES NO DESEMPENHO ESCOLAR Monografia apresentada a Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG/UAB, Curso de Pedagogia como requisito parcial para a obtenção do grau de licenciado Pleno em Pedagogia. Orientadora: Suzana dos Santos Gomes Formiga 2011
  3. 3. 2 A minha mãe Marli e ao meu pai Jeunes. A minha filha Viviane e a minha sobrinha Cinthia, razões do meu viver. Aos meus irmãos Wemerson e Weverton por fazerem parte da minha estrutura familiar, especialmente ao meu irmão Wemerson que serviu de exemplo para que retomasse os meus estudos. As experiências de trabalho anteriores a docência que me levaram a questionar a tão sonhada realização profissional, esta, por sua vez, encontrei na área da educação.
  4. 4. 3 AGRADECIMENTOS Agradeço a Deus. A minha Família. À professora formadora Suzana dos Santos Gomes. Aos professores formadores Cosme e Analise. Ao Carlos Rocha que assistiu e me apoiou na elaboração dos meus primeiros trabalhos acadêmicos. Às minhas colegas graduandas do curso, em especial a Maria Carmelita de Oliveira Souza e a Oneida Teresinha. A minha colega Luciana Oliveira.
  5. 5. 4 Resumo A relação entre a família e a escola têm, nos últimos anos, tomado novos rumos. Ambas se encontram intimamente envolvidas na educação das crianças, mas o aspecto pelos quais são responsáveis e o modo como essa responsabilidade é delineada, varia com o tempo e a cultura, de acordo com o cenário econômico e político do país. Pretende-se com esse trabalho monográfico analisar a influência da relação família - escola no desempenho escolar das crianças do ensino fundamental das escolas púbicas do Brasil. O presente estudo investigou a importância da parceria entre as duas instituições no processo de formação das crianças. Para a realização desse trabalho optou-se pela pesquisa bibliográfica de abordagem qualitativa. O levantamento culminou com a seleção de artigos que foram lidos e registrados. O referencial teórico foi composto por autores que discutem a relação família - escola no campo da sociologia da educação dentre eles: Nogueira (1998) Soares e Andrade (2006), Dias; Vasconcelos e Faria (2009) entre outros, que evidenciaram a parceria entre as instituições como fator positivo nos resultados de desempenho escolar das crianças do ensino fundamental. Os resultados revelaram que a participação da família na escola leva os educadores a reestruturarem seu trabalho e o ambiente, incluindo instâncias e atividade de negociação e de parceria. A participação dos pais na comunidade escolar ajuda a afinar o seu trabalho com o dos professores, melhora o ambiente da escola, diminui o índice de ausência dos alunos e interfere no desempenho dos alunos, além de se constituir numa instância de educação de pais. Palavras-chave: Família; Escola; Desempenho Escolar; Ensino Fundamental.
  6. 6. 5 SUMÁRIO INTRODUÇÃO........................................................................................................... 6 2. A RELAÇÃO FAMÍLIA ESCOLA E SUAS IMPLICAÇÕES NO DESEMPENHO DO ALUNO A PARTIR DA DÉCADA DE 90........................................................... 8 2.1 Relação família escola e desempenho escolar................................................... 8 2.2. O programa bolsa família e seu impacto na relação família/escola................... 13 3.REPENSANDO NOVAS FORMAS DE INTEGRAÇÃO ENTRE FAMÍLIA E ESCOLA................................................................................................................. 15 3.1 Projeto Político Pedagógico como forma de interação........................................ 16 3.2 Algumas experiências de interação..................................................................... 19 CONSIDERAÇÕES FINAIS....................................................................................... 21 REFERÊNCIAS......................................................................................................... 23
  7. 7. 6 INTRODUÇÃO O objetivo dessa monografia foi investigar o desempenho escolar dos alunos do ensino fundamental, considerando a influência da participação da família no processo de ensino aprendizagem. Embora sejam várias as pesquisas que se dedicam a estudar temas relacionados à família-escola pretendeu-se com esse trabalho direcionar as investigações para a importância da parceria entre as duas instituições no processo de formação das crianças. Para essa análise foram abordadas as seguintes questões: Qual é a relação a ser construída entre família e escola considerando a busca por uma educação de qualidade? Que tipo de contribuição a família pode oferecer para o desempenho escolar das crianças? Que resultados serão obtidos no ensino a partir da parceria família-escola? Que princípios têm norteado os resultados do desempenho escolar das crianças? Tais questionamentos evidenciaram a necessidade de um estudo referente a esse assunto que buscou elucidar alguns fatos surgidos ao longo do curso. Observando essas questões, a opção por esse recorte justificou-se pela diversidade de opiniões relacionadas ao tema, referendadas por um grande número de autores, bem como algumas observações realizadas durante o estágio curricular obrigatório. Esse tema foi caracterizado, portanto como de extrema importância para a trajetória acadêmica de futuros educadores, dos quais se pretende uma atuação profissional pautada pela eficácia e pela qualidade na prática de ensino. Sendo assim, para desenvolver esse trabalho foram selecionados vários autores que investigam família e escola. Dentre eles: Nogueira (1998, 2005), Gonçalves (2002), Soares e Andrade (2006), Carvalho (2001), Carvalho e Viana (2005), Cavalcante, Silva e Varani (2009) e Cruz (2007). Quanto à metodologia, optou-se pela pesquisa bibliográfica de natureza qualitativa através da seleção de livros, artigos e pesquisas que tratam desse assunto, além de material eletrônico sobre o tema. A leitura e a seleção dos artigos e das obras fizeram parte dos primeiros passos para o procedimento da coleta de dados para a realização dessa pesquisa bibliográfica. Essa monografia está dividida em 3 partes.
  8. 8. 7 No Capítulo 2 intitulado “A Relação família-escola e suas implicações no desempenho do aluno a partir da década de 90” - foram abordados aspectos das duas instituições que interferem no desempenho escolar das crianças do ensino fundamental, considerando as determinações da legislação educacional e os programas de políticas públicas. O Capítulo 3 apresenta contextos de interação na contemporaneidade que favorecem a relação família-escola. Nas considerações finais são detectados alguns aspectos aprendidos nesse trabalho.
  9. 9. 8 2 A RELAÇÃO FAMÍLIA ESCOLA E SUAS IMPLICAÇÕES NO DESEMPENHO DO ALUNO A PARTIR DA DÉCADA DE 90. Este capítulo apresenta aspectos da relação família-escola no Brasil a partir da emergência contemporânea por parte das duas instituições. Para tal análise, foram investigados na literatura, a relação da família contemporânea e os reflexos das transformações educacionais a partir da década de 90. Para compreender a relação da família e escola e suas implicações no desempenho escolar do aluno, fez-se necessário identificá-las sobre várias perspectivas. A partir de estudos sociológicos, do ponto de vista estrutural, político, econômico e democrático. Portanto, para desenvolver esse capítulo foram feitas a observação e reflexão de trabalhos a partir dos seguintes autores: Nogueira (1998, 2005), Gonçalves (2002), Soares e Andrade (2006), Carvalho (2001), Carvalho e Viana (2005), Silva e Varani (2009) e Cruz (2007). Nos estudos feitos sobre família, a partir dessa década, percebe-se que a dinâmica dessa instituição mudou muito, abrindo espaço para vários modelos e arranjos familiares. A instituição escola também passou por várias transformações, abrindo espaço para mudanças significativas que interferem diretamente nessa relação. 2.1 Relação família escola e desempenho escolar Observou-se que o contexto sócio-político-econômico do Brasil a partir da década de 90, provocou um enorme impacto na relação família-escola, ocasionando transformações que refletem diretamente no desempenho escolar e na qualidade do ensino. Ao analisar as investigações dos estudos desse assunto, constatou-se que: “os cientistas, de um modo geral, têm concordado quanto ao fato de que novas dinâmicas sociais vêm acarretando a emergência de transformações importantes no processo educativo” (NOGUEIRA, 2005, p. 563).
  10. 10. 9 Percebeu-se que Nogueira (1998) aborda a questão família-escola a partir de: estudos sociológicos; revisando as investigações feitas sobre a forma como as famílias se faziam presentes em várias épocas históricas, na educação das crianças; identificando nas últimas décadas mudanças significativas que fizeram com que a interação família-escola se tornasse quase uma imposição nos dias atuais. Segundo a autora, Paralelamente a isso, também os sistemas de ensino sofreram alterações. Sob a influência de fatores como a extensão da escolaridade obrigatória, as políticas de democratização do acesso ao ensino, as mudanças curriculares, a evolução dos métodos e princípios pedagógicos praticados, o funcionamento das instituições escolares passou a repercutir pesadamente sobre o cotidiano das famílias. (NOGUEIRA, 1998, p. 99) No que se refere a essa questão, Gonçalves (2002, p. 149) afirma que “a maior parte das famílias não têm idéia de como ajudar seus filhos a superar os problemas que impedem seu desenvolvimento na escola”. Ainda de acordo com Gonçalves (2002), é preciso identificar formas para, junto com alunos e famílias, desenvolver uma educação transformadora. Para facilitar a interlocução com a família, é importante usar estratégias interpretativas, procurando identificar o ponto de vista do outro, experimentar seus valores, tentar entender e valorizar suas experiências, suas fala, sua visão de mundo. A partir das idéias ressaltadas por Gonçalves (2002), verifica-se que para identificar o papel e a responsabilidade pelo desempenho dos alunos de cada participante do processo escolar, é muito importante que se inicie uma reflexão dos resultados que se desejam alcançar na formação das crianças. No que diz respeito a esse aspecto, Gonçalves afirmou que: [...] o maior desafio para o educador consiste em interagir com os alunos e suas famílias [...]. Para enfrentar esse desafio, cada educador tem que descobrir o significado de sua prática, fundamentá-la em princípios e valores que articulam o conhecimento à vida, possibilitando a aprendizagem, o pleno desenvolvimento do aluno e a formação do cidadão solidário [...]. (GONÇALVES, 2002, p. 162). Em outras considerações acerca do desempenho escolar, pesquisadores vêm demonstrando que desempenho deve ser avaliado a partir de alguns critérios.
  11. 11. 10 Afirmam que, “no Brasil, [...] não se deve estudar a realidade educacional sem considerar o nível sócioeconômico, dos estudantes nem como os diferentes estabelecimentos tratam as diferenças entre grupos de alunos”. (SOARES; ANDRADE, 2006 p.109). Esses autores ressaltam, ainda, que “os fatores que determinam o desempenho cognitivo do aluno pertencem a três grandes categorias: a estrutura escolar, a família e as características do próprio aluno”. (SOARES; ANDRADE, 2006 p.109). A contribuição de Vianna (2005) para esse projeto justifica-se pelo conteúdo de sua pesquisa empírica, voltado para as práticas de mobilização escolar das famílias. No contexto de sua pesquisa, a autora analisa questionamentos sobre se a mobilização escolar familiar das camadas populares seria ou não uma condição necessária para o sucesso escolar. E, nesta perspectiva, ela analisa também a contribuição dos pais no processo escolar, em geral. Segundo Vianna (2005, p.110), para favorecer o sucesso escolar e social de seus filhos, existem, nos meios populares, pais que elaboram planos de ação e desenvolvem práticas com certa coerência. Analisando o campo do desempenho escolar, Carvalho (2001, p. 554) relatou em seu texto as várias “influências que o índice dos resultados de desempenho escolar tem sofrido devido às imposições das políticas públicas”. Segundo ele, os dados mais recentes apontam uma grande diminuição nas taxas de repetência, mas isso resulta principalmente de políticas educacionais de melhoria de fluxo que conduziram à aprovação automática de alunos e, portanto, não reflete necessariamente uma melhoria do acesso ao conhecimento. Tendo em vista essa perspectiva, verifica-se a importância da ação dos pais das camadas sociais populares e das políticas públicas. Percebemos, nos dias atuais, muitas ações voltadas para a eficácia no processo educacional, enfatizando o desempenho escolar da educação básica, centralizando até mesmo, investimento na educação infantil e no ensino fundamental para alcançar um ensino de qualidade, permeado pelo aprendizado e pelo desempenho escolar das crianças.
  12. 12. 11 De acordo com a proposta do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), [...]investir na educação básica significa investir na educação profissional e na educação superior porque elas estão ligadas direta ou indiretamente. Significa também envolver todos – pais, alunos, professores e gestores, em iniciativas que busquem sucesso e a permanência do aluno na escola (BRASIL, 2007). No que se refere ao Plano de Desenvolvimento da Educação e as considerações de Carvalho (2001), percebe-se que a aprovação automática é um dos fatores que influenciam no desempenho escolar das crianças, o que nos faz questionar a continuidade e a descontinuidade no processo educativo das crianças do ensino fundamental e perante a participação das famílias. Gomes (1988, 1990), em seu texto, nos ajuda a entender os vários aspectos ligados à continuidade e descontinuidade escolar. O autor enfatiza o papel das famílias. Em relação à educação escolar, ela se realiza em continuidade à educação familiar. Quanto à descontinuidade, o autor a considera inerente ao conceito de processo educativo, pelo menos no que se refere às sociedades industriais modernas. Verificou-se uma grande relevância na continuidade e descontinuidade escolar, pelo fato da percepção da influência que a participação da família exerce sobre os resultados no processo educativo das crianças. Considerando a educação um processo contínuo, os investimentos afetivo, financeiro, pedagógico, assim como os de vários segmentos envolvidos no processo, refletem diretamente no desempenho escolar. Ao pesquisar sobre o assunto verificou-se que, com o intuito de aproximar a família do âmbito escolar foram desenvolvidas algumas ações governamentais com a expectativa de alcançar resultados significativos no processo de formação das crianças. Dentre elas, podemos citar o Guia elaborado pelo Ministério da Educação (MEC), intitulado como “Educar é uma tarefa para todos nós”. Essa ação caracterizou a efetivação das determinações legais que se encontram na Constituição Federal de 1988 (CF), na Lei de Diretrizes e Bases da educação (LDB), no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e nas demais determinações.
  13. 13. 12 Acredita-se que a instituição família faça parte de algumas das mais utilizadas pelas ações governamentais, para alcançar resultados significativos no processo de formação das crianças. Ao pesquisar os resultados observados no desempenho escolar dos alunos verificou-se que eles estão condicionados a vários fatores, dentre os quais percebeu-se a interação professor-aluno, e a influência que as famílias exercem sobre as crianças por intermédio de seus valores, cultura e princípios repassados aos mesmos. Para Gonçalves (2001), as idéias propostas por Sarti mostram que os inúmeros desafios a serem enfrentados pela prática pedagógica podem ser superados mais facilmente com a ajuda mútua das duas instituições. [...] não há dúvida que a família ocupa um lugar privilegiado no processo de desenvolvimento de cada criança, em sua história de vida, na estruturação de seu pensamento e de suas experiências. A certeza disso reafirma a idéia de que, para enfrentar os inúmeros desafios colocados pela prática pedagógica, é importante que haja interação professor, aluno e família. (Sarti, 1999, p.150 apud Gonçalves, 2001) Já Silva e Varini (2009) em sua “pesquisa fundamentada na abordagem qualitativa” investigam a relação que há entre família e escola e suas possíveis implicações no desempenho escolar dos alunos dos anos iniciais do Ensino Fundamental em pesquisa realizada por meio de estudo de caso, com entrevista, documentos, conversa informal e observação, as autoras constataram que a participação na família nessa escola ocorria pela “contribuição financeira, pela presença em eventos, pelo auxílio com as tarefas de casa e pelo acompanhamento através das Reuniões de Pais e Mestres.” (SILVA; VARINI, 2009, p. 1714) As autoras afirmam ainda, que “embora a família exerça um papel fundamental no desenvolvimento das crianças, ela não pode ser considerada como a única responsável pelo desempenho escolar dos alunos e pelo seu sucesso ou fracasso escolar”. (SILVA; VARINI, 2009 p.1714) No que diz respeito aos vários tipos de arranjos familiares, Cruz (2007) encontra-se entre os autores que investigam os principais fatores que provocam conflitos entre essas instituições. Para ele “o desencontro entre o modelo de família
  14. 14. 13 nuclear baseado no modelo burguês composto por pai mãe e filho(s), e as realidades vivenciadas pelas famílias é um dos principais fatores que provocam conflitos [...]”. (CRUZ, 2007, p. 27). Refletindo sobre todas as afirmações citadas acima, verificou-se que as transformações ocorridas nas duas instituições se devem a vários fatores. Considerando o contexto sócio-político-econômico do Brasil, evidencia-se que a reconquista da democracia em 1985 foi o ponto de partida para as conquistas educacionais da década de 90, que persiste até os dias atuais. Sendo assim, depois de considerar as influências de todos os fatores mencionados acima, interessou investigar ações governamentais da atualidade que tem promovido transformações na relação das duas instituições. O item seguinte irá tratar de uma ação governamental que, além de ser um programa emergencial de combate à fome, possui condicionalidades que impõem a interação de vários segmentos envolvidos no sistema educacional, o programa Bolsa Família. 2.2 O programa bolsa família e seu impacto na relação família/escola Atualmente são muitos os fatores que influenciam no desempenho escolar das crianças na escola. Dentre esses fatores, interessou investigar a influência do Programa Bolsa Família e do Projeto Político-Pedagógico. A família contemporânea das classes populares tem passado por inúmeras dificuldades socioeconômicas. Com o intuito de amenizar esse tipo de situação e efetivar direitos às famílias, nos últimos anos, nota-se que o governo federal tem trabalhado essas questões por meio de políticas públicas sociais, como a criação do programa Bolsa-Família. Couto (2008) destaca que no contexto atual da sociedade brasileira identifica- se a existência de diversos programas assistenciais que procuram minimizar as diferenças sociais causadas pelo capitalismo e buscam contribuir para o desenvolvimento de uma sociedade mais igualitária. Dentre os programas existentes, volta-se a atenção aos de transferência direta de renda que se propõem a garantir uma renda mínima àqueles que se encontra em situações de pobreza e
  15. 15. 14 extrema pobreza. É o caso do Programa Bolsa Família, que segundo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) “atende a milhões de famílias em todo o Brasil” (BRASIL, 2011). O PBF foi constituído pela Lei nº. 10.836 de nove de janeiro de 2004, e tem como objetivo amenizar a situação de pobreza das famílias assistidas e propõe uma articulação com as políticas de saúde, educação e assistência social, possibilitando aos usuários melhorias no contexto familiar. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), O Programa Possui três eixos principais: transferências de renda, condicionalidades e programas complementares. A transferência de renda promove o alívio imediato da pobreza. As condicionalidades reforçam o acesso a direitos sociais básicos nas áreas de educação, saúde e assistência social. (Brasil, 2010 s/p). Nota-se que os três eixos refletem na vida das famílias, motivando as a cumprir as condicionalidades. A condicionante voltada para a educação impõe aos pais participarem indiretamente do processo pedagógico escolar das crianças, uma vez que uma delas é a frequência da criança na escola. A participação dos pais direta ou indiretamente no processo pedagógico escolar possui uma influência positiva no desempenho escolar das crianças. Já a frequência da criança na escola se torna um fator favorável para a continuidade do trabalho do professor. Acredita-se que, com a aproximação da família à escola, os professores e os demais profissionais envolvidos no ambiente escolar terão maiores oportunidades de identificar a realidade de cada aluno, podendo realizar assim um trabalho pedagógico de forma diferenciada, que irá refletir diretamente no aprendizado e no desenvolvimento das crianças.
  16. 16. 15 3 REPENSANDO NOVAS FORMAS DE INTEGRAÇÃO ENTRE FAMÍLIA E ESCOLA A família tem uma importância fundamental no processo de aprendizagem dos filhos. Ao contrário do que se pensava o papel da família não é o de meramente acompanhar as atividades propostas pelo professor fora da sala de aula. Hoje em dia, o papel da família é ajudar a criança a construir uma relação compromissada com o estudo e com a escola, acompanhando a evolução de seus filhos e lhes transmitindo a realidade como deve ser apresentada, sem o uso de subterfúgios. Assim, o desenvolvimento do aluno no ambiente escolar deve ser responsabilidade não só do corpo docente, mas deve ser de responsabilidade dos pais e inclusive dos próprios filhos, que devem sentir-se pertencentes à escola e, desta maneira, ter uma atuação pró-ativa e construtora deste espaço vital par ao seu desenvolvimento. Mas o que se percebe, muitas vezes, é que a participação ou a relação da família com a escola passa, na verdade, por um jogo de “empurra-empurra”, onde se buscam os culpados e os responsáveis sem, com isso, buscar uma educação verdadeira. Expressando a falta de compromisso em participar e interagir dentro da escola, Demo diz que: É um traço profundamente negativo o fato de a população não se sentir compromissada com suas próprias soluções, atirando-as sobre o governo, por exemplo. A escola não é reconhecida como interesse próprio, como direito fundamental, mas tão somente como dever do Estado (DEMO, 1993, p. 68). O que se percebe, portanto, é que a questão da participação da família na escola não está desvinculada da questão da política social, ao contrário, a interrelação entre família e escola é o ponto central para que as crianças se desenvolvam dentro de uma sociedade democrática. Dentro deste contexto, este capítulo teve, portanto, por finalidade investigar possíveis formas de interação entre família e escola nos dias atuais. Ao pesquisar sobre o Projeto Político-Pedagógico verificou-se que ele é um instrumento escolar que media a integração entre as instituições.
  17. 17. 16 3.1 Projeto político-pedagógico como forma de integração O Projeto Político-Pedagógico tem sido considerado um importante aliado para a integração da família e escola na atualidade. Quando elaborado de forma correta, a partir de um diagnóstico, ele proporciona oportunidade aos gestores e professores de conhecer a realidade da escola e dos alunos. Assim “podemos compreender a elaboração de um Projeto Político-Pedagógico como a busca da construção da identidade de organização e gestão de trabalho de cada instituição educativa”. (DIAS; VASCONCELOS; FARIA, 2009, p. 10). Observou-se, portanto, que quando bem elaborado existe uma possibilidade maior de traçar metas e estratégias para que as famílias possam participar do ambiente escolar. Para que essa aproximação ocorra, já existem determinações que contribuem nessa perspectiva. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), em seus artigos 14 e 15 discorrem sobre “a participação dos profissionais da educação na elaboração do Projeto Político-Pedagógico da escola e da participação das comunidades escolar e local em Conselhos de Classe”. Percebe-se com essas determinações que existe uma preocupação em institucionalizar ações que promovam a integração entre a família e a escola. Dias, Vasconcelos e Faria (2009, p. 37) lembram que, [...] No momento de elaboração do PPP, seus participantes devem buscar formas de conhecer essas famílias na sua diversidade tendo clareza das inúmeras mudanças ocorridas na estrutura e nas relações familiares nos últimos anos. Dessa maneira, não existe um modelo único de família nem a instituição pode querer enquadrar todas elas segundo um padrão de participação. Nas questões relatadas acima, a autora complementa que “existem inúmeros espaços já institucionalizados [...] para a participação das famílias, tais como: colegiados, clube de mães, associações de pais e professores [...]”. (DIAS; VASCONCELOS; FARIA, 2009, p. 37).
  18. 18. 17 Constatou-se, além disso, a emergência interação efetiva entre a família e escola, o envolvimento dos pais nas decisões relativas à melhoria da escola contribui no desempenho escolar das crianças. É o que defendem muitos pesquisadores. Diante disso, Cruz (2007) destaca que, atualmente, várias demandas são apresentadas dentro das instituições escolares. A escola deixou de ser um local de mera transmissão de conhecimento, para passar a ter presença na vida diária dos alunos e de suas famílias. Especialmente em locais onde a população é menos favorecida, as escolas apresentam projetos que visam integrar pais, alunos e corpo docente, ressaltando-se que, nem sempre esse encontro é possível. O que se deseja hoje segundo Neri e Santos (2001) é que o ambiente escolar atrele à sua função de transmissora de conhecimentos a importância de se formar cidadão, proporcionando aos alunos a oportunidade de construir atitudes socialmente compatíveis com o ambiente em que estão inseridos e prepará-los para novos ambientes futuros, sendo capazes de realizar contatos interpessoais. Diante dessa multiplicidade de funções, destinadas às instituições escolares, Fonseca (2008) cita que tanto a escola quanto a família são responsáveis pela formação das crianças, pois estes encontram-se em fase de desenvolvimento não só de suas habilidades cognitivas, mas também necessitam de formação moral, afetiva e social, para que mais tarde não sejam excluídos da sociedade. Assim, é através da interação existente entre família e escola que há a formação de um cidadão consciente e ativo, a escola, portanto, não pode trabalhar sozinha. Assim, é de grande importância que o Projeto Político-Pedagógico escolar inclua a família dentro da instituição como peça que pode contribuir efetivamente com as funções formativas dos alunos, corroborando com o papel da escola que é além de transmitir conhecimento técnico e científico, formar valores e atitudes corretas naqueles que as frequentam. (CRUZ, 2007). Porém, Neri e Santos (2001) afirmam que apesar das novas exigências que a sociedade tem feito à instituição escolar, é na família que a criança tem a formação da base que o permitirá desenvolver como ser humano, portanto, esta é a primeira instituição que deve zelar pela proteção e socialização desta com o meio no qual
  19. 19. 18 está inserida. É através da família que a criança constrói sua afetividade e se permite relacionar socialmente com outras pessoas em diferentes contextos. Dentro deste contexto, torna-se imperioso que família e escola tenham como foco o estabelecimento de uma parceria para que assim, se obtenham resultados satisfatórios na construção da formação moral e do conhecimento científico dos indivíduos que são peças deste processo, cumprindo, assim, a função social que compete a cada um de maneira individual e ao conjunto em prol da coletividade. Fonseca (2008) ressalta que é imprescindível, portanto, que haja um entrosamento entre a família e a escola, para que trabalhando em parceria, consigam executar a tarefa de formar cidadãos, profissionalmente ativos e socialmente inseridos, contribuindo para a melhoria do contexto social no qual se encontram. Para tanto, é importante quebrar o paradigma que engloba as relações entre família e escola, as quais apresentam-se quase sempre sob conflitos, pois, não há uma responsabilidade mútua sobre a formação dos alunos, e muitas vezes, a família direciona a educação de seus filho apenas para a escola, se excluindo da formação destes. Assim, ao refletir acerca dos conflitos existentes entre família e escola, nota- se o ato falho da segunda, ao deixar de inserir funções aos pais no ambiente escolar, bem como não ter espaço para ouvir reclamações e/ou sugestões para complementar o projeto político pedagógico, que deixa de ser fortalecido por opiniões tão importantes, que poderiam fortalecer as relações afetivas e educacionais. Diante do que foi dito acima, Provenzano e Kubo (2005) corroboram com a idéia ao destacar a importância do interrelacionamento entre família e escola, pois estas são as instituições mais próximas das crianças, e participam, portanto, diretamente do desenvolvimento global delas. Para tanto, a harmonia existente nesta parceria se complementa mutuamente na atuação dentro de suas diferentes dimensões e papéis no desenvolvimento infantil.
  20. 20. 19 3.2 Algumas experiências de interação entre família e escola A efetiva participação da família na escola tem sido desejada desde a década de 90. Num primeiro momento, esta chamada foi feita para que a família fosse responsabilizada pelo fracasso escolar de seus filhos e em outras vezes para ser cumprimentada pelo bom desempenho destes. (BRASIL, 2002). Mais tarde, esta chamada da família para a escola foi revista e ela foi convidada a participar ativamente do processo político-pedagógico escolar através do Dia Nacional da Família na escola, instituído pelo MEC, o qual defendeu o desenvolvimento global do aluno como sendo de responsabilidade tanto da família quanto da escola. (BRASIL, 2002). O que se viu foi a entrada da família na escola, como forma de dividir e integrar as responsabilidades pela formação integral dos alunos. O que antes era visto como responsabilidades individuais, passou a ser comum às duas instituições. O estabelecimento desta interrelação foi crucial para que escola e família tivessem objetivos comuns e caminhassem na mesma direção, ou seja, desejassem formar de maneira integral o aluno, o cidadão e o profissional socialmente integrado. Nogueira, Romanelli e Zago (2000), afirmam que a interrelação estabelecida entre família e escola é a base para o desenvolvimento do aluno, visto que a família deve ser coadjuvante da escola, ao se responsabilizar pela execução das tarefas a serem realizadas fora do ambiente escolar, o que consolida a aprendizagem e contribui para a efetivação do trabalho realizado pelo professor dentro da sala de aula. Portanto, esse envolvimento do qual Nogueira, Romanelli e Zago (2000) citam só será possível a partir do momento em que a família, esta vista de um modo amplo, onde todos os membros possam se envolver com a parte curricular e com as propostas estabelecidas pelo Projeto Político-Pedagógico escolar. Nessa mesma perspectiva, pode-se afirmar que a escola é uma continuidade da família, pois é a partir da vivência da criança em seu lar que a escola tem a oportunidade de dar continuidade aos ensinamentos primeiros que foram transmitidos e que geraram o desenvolvimento da criança até que ela chegasse à escola.
  21. 21. 20 Diante dos desafios encontrados no desempenho escolar das crianças do ensino fundamental percebeu-se que a necessidade de pesquisar sobre as possíveis experiências de integração entre família-escola. Ao investigar sobre o tema, verificou-se uma enorme contribuição em um estudo intitulado como: “Interação escola família: Subsídios para práticas escolares”. “Esse estudo elege como prioridade, dentre tantas funções importantes que a aproximação das escolas e das famílias pode ter, como consequência, a recuperação da singularidade do aluno, visto no seu contexto mais amplo.” De acordo com os autores: [...] quando a escola melhora seu conhecimento e compreensão sobre seus alunos, sua capacidade de comunicação e adequação das estratégias didáticas aumenta e, em conseqüência, aumentam as chances de um trabalho escolar bem-sucedido. Nesse sentido, a conquista da tão desejada participação das famílias na vida escolar dos alunos deve ser vista como parte constituinte do trabalho de planejamento educacional.” (BRASIL, UNESCO, p. 7). Nos aspectos mencionados das estratégias didáticas para um trabalho bem sucedido, percebe-se mais uma vez a importância da parceria entre as duas instituições no processo de formação das crianças do ensino fundamental.
  22. 22. 21 CONSIDERAÇÕES FINAIS O início de todo aprendizado e inserção social começa na família. É lá que são formadas e desenvolvidas a personalidade, a afetividade e a socialização das pessoas. Dentro deste contexto, a família é a primeira instituição responsável pela progressão educativa. Mais tarde, as crianças são inseridas na escola, instituição voltada para a continuidade da educação já previamente dada pelas famílias. Assim, a escola torna-se responsável em aprimorar social e educacionalmente seus alunos, respeitando seus conhecimentos adquiridos no seio familiar. Dentro dessa perspectiva, é de grande importância que haja um entrosamento entre família e escola, para que ambas cada uma com sua função e com funções interativas e interdependentes promovam o desenvolvimento educacional e social de seus educandos, nos mais diversos ambientes entre os quais estão inseridos. A partir dessa parceria, a escola passa a ter maior proximidade com as famílias, onde ambas passarão a agir de maneira conjunta para dar respostas a cada um dos novos desafios que lhes são impostos pela sociedade. Para tanto, devem ser promovidas ações de cunho pedagógico direcionadas às famílias, de modo que estas sejam integradas na constituição do Projeto Político- Pedagógico escolar, favorecendo assim, tanto a elas mesmas quanto aos alunos. Diante disso, ao concluir esse trabalho, foi possível constatar que a família, a escola e o Estado sofreram profundas transformações a partir da década de 90. Identificou-se que a parceria entre a família e escola possui uma influência significativa no desempenho escolar dos alunos do ensino fundamental das escolas públicas. Algumas dessas influências foram constatadas nas ações governamentais, por meio de programas. Exercendo o papel de regulador e mediador dessa ação, observou-se que o estado faz-se presente nessa relação por meio de programas como o Bolsa-Família. Percebeu-se que esse programa contribuiu para a interação entre as duas instituições devido as condicionalidades de transferência de renda
  23. 23. 22 para as famílias. Ou seja, a imposição de comprovar a freqüência escolar, promoveu a interação entre os dois segmentos. Conclui-se que o Projeto Político-Pedagógico apresenta características eficazes na promoção da pareceria entre as instituições, o que contribui de maneira significativa para a formação dos alunos, futuros cidadão do nosso país. Observou-se que o Projeto Político-Pedagógico é um importante aliado para a integração da família escola na contemporaneidade, pois, efetivadas suas ações é preciso o envolvimento de toda a comunidade escolar. Espera-se que essa monografia ajude professores e pais a se apoiarem mutuamente no processo ensino-aprendizagem.
  24. 24. 23 REFERÊNCIAS BRANDÃO, Zaia; VARGAS, Hustana et al. Processo de produção de qualidade de ensino: escola, família e cultura. In: REUNIÃO ANUAL DA ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA EM EDUCAÇÃO (ANPEd), 32, 2009, Caxambu/MG. Disponível em: <http://www.anped.org.br/reunioes/27/gt14/t147.pdf> Acesso em: 27/12/2009. BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil, 1988. BRASIL. Lei n.8060, de 13 de julho de 1990: Estatuto da Criança e do Adolescente. BRASIL. Lei n.9.934/96, de 20 de dezembro de 1996: Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. BRASIL. Ministério do Desenvolvimento e Combate à Fome (MDCF). Pesquisa. Cadastro Único. Disponível em http//www.mds.gov/BolsaFamilia/cadastro único. Acesso em 28/mar.2011. MDS. Pesquisa Condicionalidades. Disponível em: http://www.mds.gov.br/bolsafamilia/condicionalidades. Acesso em: 25 jun. de 2011. BRASIL. Ministério da Educação. Interação escola família para práticas escolares / organizado por Jane Margareth Castro e Marilza Regattieri. – Brasília : UNESCO, MEC, 2009. 104 p. BRASIL. Ministério da Educação e da Cultura. Secretaria de Educação Fundamental. Educar é uma tarefa de todos nós: um guia para a família participar, no dia-a-dia, da educação de nossas crianças. Brasília: Assessoria Nacional do Programa Parâmetros em Ação, 2002. BRASIL. Ministério da Educação. Plano de Desenvolvimento da Educação Básica. Disponível em: < http://pde.mec.gov.br/index.php > Acesso em 12/02/2010. CARVALHO, Maria Eulina. Pessoa de. Modos de educação, gênero e relações da escola família. Cadernos de Pesquisa, São Paulo. n. 121, p. 41-58, mar., 2004. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/cp/v34n121/a03n121.pdf> Acesso em: 10/12/2009 CARVALHO, Marília Pinto de. Mau Aluno, Boa Aluna? Como As Professoras Avaliam Meninos e Meninas. Revista Estudos Feministas, vol.9, n.2, p. 554-574, Florianópolis, 2001. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/ref/v9n2/8640.pdf> Acesso em: 31/01/2010. CHECHIA, Valéria Aparecida e ANDRADE, Antônio dos Santos. O desempenho escolar dos filhos na percepção de pais de alunos com sucesso e insucesso escolar.
  25. 25. 24 Estudos de Psicologia, vol.10, n.3, pp. 431-440, 2005. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/epsic/v10n3/a12v10n3.pdf> Acesso em: 10/01/2010. COUTO, Berenice Rojas. O direito social e a assistência social na sociedade brasileira: uma equação possível? São Paulo: Cortez, 2010. COUTO, Berenice. Direito entre a assistência social na sociedade brasileira: uma equação possível. 3. ed. São Paulo: Cortez, 2008. CRUZ, Antonio Roberto Seixas da. Família e escola: um encontro de relações Conflituosas. Sitientibus, Feira de Santana, n.37, p.27-45, jul./dez. 2007. Disponível em: http://www2.uefs.br/sitientibus/pdf/37/familia_e_escola.pdf acesso em 04/08/2010. DEMO, P. Educação e Desenvolvimento. Mito e realidade de uma relação quase sempre fantasiosa. Papirus, Campinas, 1993. Dias, Fátima Regina Teixeira de Salles. Projeto político-pedagógico na educação infantil/ Fátima Regina Teixeira de Salles Dias, Mara Vasconcellos, Vitória Líbia Barreto de Faria; Ângela Imaculada Loureiro de Freitas Dalben, Tânia Maragarida Lima Costa (Organizadoras). – Belo Horizonte: FAE/UFMG, 2009. FONSECA, Miriam Suarez. Papel da Família na Construção de uma Escola Democrática: Plano de Unidade Didática. Projeto de intervenção pedagógica na escola. Jacarezinho, Paraná, 2008. MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Estado da Educação. Veredas – Formação superior de professores: módulo 1 – volume 2 /SEE-MG; organizadoras: Maria Umbelina Caiafa Salgado, Glaura Vasques de Miranda – Belo Horizonte: SEE – MG, 2002.1 v.: il (Coleção Veredas), 150p. MINAS GERAIS. Secretaria de Estado de Estado da Educação. Veredas – Formação superior de professores: módulo 4 – volume 1 /SEE-MG; organizadoras: Maria Umbelina Caiafa Salgado, Glaura Vasques de Miranda – Belo Horizonte: SEE – MG, 2002.2v.:.il (Coleção Veredas)p.217-238. NERI, Maria Célia Silva; SANTOS, Maria Lídia Guimarães. Projeto político pedagógico: Uma Prática Educativa em Construção. Trabalho de Conclusão de Curso. Universidade da Amazônia. Belém, Pará, 2001. NOGUEIRA, Maria Alice. Relação família-escola: novo objeto na sociologia da educação. Padéia, Ribeirão Preto. v. 8, n. 14/15, p. 91-104, ago., 1998. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/paideia/v8n14-15/08.pdf Acesso em 31/01/2010. NOGUEIRA, Maria Alice. A relação família-escola na contemporaneidade: fenômeno social/interrogações sociológicas. 2005. Disponível em: http://www.scielo.oces.mctes.pt/pdf/aso/n176/n176a05.pdf. Acesso em: 24/03/2011.
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