Doutrinação, desobsessão e animismo

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DOUTRINAÇÃO DESOBSESSÃO E ANIMISMO

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Doutrinação, desobsessão e animismo

  1. 1. DOUTRINAÇÃO DESOBSESSÃO E ANIMISMO
  2. 2. DOUTRINAÇÃO DESOBSESSÃO E ANIMISMO Nunca somos tão pobres de bens materiais e espirituais que não possamos doar alguma coisa ao companheiro necessitado, seja o pão ou a palavra de consolo e solidariedade.” Hemínio C. Miranda “Lamentar a desgraça é apenas humano; minorá-la é divino.” Horace Mann
  3. 3. CONCEITOS • DOUTRINADOR – Pessoa que se incumbe de dialogar com os companheiros desencarnados necessitados de ajuda e esclarecimento • DOUTRINACÃO – Ato de esclarecer e ajudar EspÍritos obsessores e sofredores, bem como os obsidiados •DOUTRINAR – Instruir em uma doutrina, ensinar, pregar
  4. 4. TÉCNICAS DE DOUTRINAÇÃO • CONVERSAÇÃO – Deixar o Espírito falar, contar sua história,suas motivacoes, suas razoes • DOUTRINAÇÃO – Emitir conceitos doutrinários • EVANGELIZAÇÃO – Introduzir ensinamentos contidos no Evangelho do Cristo • PERSUASÃO – Técnicas de sugestão
  5. 5. • PASSE FLUÍDICO – Ajuda a desintegrar apetrechos - Curam dores que julgam físicas • ECTOPLASMIA – Ajuda a reconstruir lesões perispirituais e recompor seres reduzidos a formações animalizadas • REGRESSÃO – Introspecção. Faz com que o Espírito encontre em sí mesmo a razão de seu sofrimento
  6. 6. DESOBSESSÃO • Desobsessao é o nome de um conjunto de técnicas utilizadas no Espiritismo com intuito de eliminar as causas, bem como as consequências das obsessões.
  7. 7. Instalação da Obsessão • Obsessão só se instala na mente do paciente quando o obsessor encontra fraquezas morais que possam ser exploradas. São pontos fracos que, naturalmente, todos nós temos, pela imperfeição que nos caracteriza. Deste modo, conclui-se que todos estamos sujeitos à obsessão • Qualquer ser humano está suscetível à obsessão, pois as influências espirituais na vida cotidiana são comuns e ocorrem a todo o momento. Algumas pessoas são mais frágeis e imaturas psiquicamente e, portanto, mais suscetíveis àquele domínio, tendo dificuldades em evitar que se tornem alvos fáceis da obsessão. Os meios de fazê-lo estão à disposição de qualquer um, desde que eduque seu sentir, seu pensar e seu agir
  8. 8. VALE LEMBRAR: A OBSESSÃO COMECA EM NÓS A OBSESSÃO COMEÇA EM NOSSAS PRÓPRIAS IMPERFEIÇÕE S • Malidicência • Ódios • Maus pensamentos • Egoísmo • Orgulho • Inveja • Gênios fortes • Vício • Preguiça • Desequilíbrio • Depressão
  9. 9. Conselho Sabio • Reconcilia-te sem demora com teu adversário, enquanto estás com ele a caminho, para que não suceda que ele te entregue ao juiz, e que o juiz te entregue ao seu ministro, e sejas mandado para a cadeia. Em verdade te digo que não sairás de lá, enquanto não pagares o último ceitil" - (Mateus, cap. 5, 25, 26 • As causas se localizam nas atitudes atuais e pregressas da pessoa, principalmente quando elas feriram o direito de alguém ou agrediram as leis de Deus. Os espíritos que provocam as obsessões assim procedem, na maioria dos casos, por vingança pelo que sofreram em outras existências, por estarem sofrendo e quererem que outros sofram e por covardia. Pelos efeitos que produzem pode- se identificar se uma pessoa está sob obsessão.
  10. 10. METODOLOGIA DESOBSESSIVA • ATENDIMENTO FRATERNO • FLUIDOTERAPIA • PRECE • EVANGELHO NO LAR • TRATAMENTO DO ESP. OBSESSOR NA REUNIÃO MEDIÚNICA • REFORMA ÍNTIMA DO OBSIDIADO • Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que faz para dominar suas más inclinações" - (Allan Kardec - Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XVII, item 4).
  11. 11. Tratamento do obsessor na Reunião Mediúnica • “Para assegurar a libertação da “vítima” da obsessão, indispensável se torna que o Espírito obsessor seja levado a renunciar aos seus maus desígnios; que se faça que o arrependimento desponte nele, assim como o desejo do bem, por meio de instruções habilmente ministradas com o objetivo de dar-lhe educação moral.” “O obsessor não deve ser arrancado à força ou expulso. Ele precisa ser convencido a abandonar seus propósitos e levado ao arrependimento.” Hermínio Miranda
  12. 12. FRAUDE A significação do termo é burla, logro, engano. Pressupõe uma atitude pensada previamente com a finalidade de fazer parecer verdadeira uma coisa que é falsa. POR QUE OCORRE A FRAUDE? Pode ocorrer o desejo de promoção pessoal e de grupos. Intenção de ganho, de lucro. [LM-it 314] “Onde nada há a ganhar, nenhum interesse há em enganar.” Necessidade de ser superior (vaidade, orgulho) Falta de estudo Espíritos inferiores usam nomes falsos para desequilibrarem àqueles que se esquecem de estudar e julgam assim serem superiores demais.
  13. 13. Quem as produz? • Falsos médiuns: espertalhões e pessoas pouco escrupulosas que usam a falsa mediunidade para explorarem as pessoas que os procuram. • Em comunicacoes mediunicas inventam, criam situacoes previas com fins variados  Verdadeiros médiuns: indivíduos que apesar de realmente possuírem a faculdade mediúnica, sem qualidades morais que enobrecem este dom, não medem esforços em “ajudar” a realização dos fenômenos quando os Espíritos não os provocam, ou, ainda, quando demoram a agir ou se ausentam
  14. 14. Como acontecem as fraudes? • As fraudes acontecem mais freqüentemente na realização dos fenômenos objetivos ou efeitos físicos, tais como: • Materialização, transporte, transfiguração, operações espirituais, etc. • Pelo fato de pessoas inescrupulosas utilizarem o dom mediúnico para fraudarem, ou falsos médiuns falsearem manifestações dos Espíritos, não é argumento suficiente para dizer que a mediunidade não existe.
  15. 15. Garantias contra as fraude a) Desinteresse material e pessoal na realização dos fenômenos ou prática mediúnica; b) Conhecimento do Espiritismo que explica o mecanismo das comunicações e o intercâmbio entre os dois planos material e espiritual; c) Moralidade notória dos médiuns; d) Estudo prévio da Doutrina Espírita para todos os que vão participar de atividades mediúnicas; e) Ausência de todas as causas de interesse material ou de amor próprio estimulando a provocação dos fenômenos.
  16. 16. O que e animismo? • André Luiz em seu livro “Mecanismos da Mediunidade” define animismo como sendo “o conjunto dos fenômenos psíquicos produzidos com a cooperação consciente ou inconsciente dos médiuns em ação.” • Já Richard Simonetti em seu livro “Mediunidade – Tudo o que você precisa saber”, diz que animismo, “na prática mediúnica, é algo da alma do próprio médium, interferindo no intercâmbio • “O fenômeno anímico, portanto, na esfera de atividades espíritas, significa a intervenção da própria personalidade do médium nas comunicações dos espíritos desencarnados, quando ele impõe algo de si mesmo à conta de mensagens transmitidas do Além-Túmulo
  17. 17. Pesadelo de dos Médiuns • Partindo de definições como estas o termo passou a ser usado de forma negativa e pejorativa para tudo aquilo que fosse produzido por um médium, mas que não tivesse qualquer contribuição ou participação de espíritos desencarnados. • Com essa definição o animismo passou a ser o pesadelo de todos os médiuns, especialmente os iniciantes, por ser usado como sinônimo de mistificação e fraude.
  18. 18. Animismo inflado Na verdade a questão do animismo foi de tal maneira inflada, além de suas proporções, que acabou transformando-se em verdadeiro fantasma, uma assombração para espíritas desprevenidos ou desatentos. Muitos são os dirigentes que condenam sumariamente o médium, pregando-lhe o rótulo de fraude, ante a mais leve suspeita de estar produzindo fenômeno anímico e não espírita. Creio oportuno enfatizar aqui que em verdade não há fenômeno espírita puro, de vez que a manifestação de seres desencarnados, em nosso contexto terreno, precisa do médium encarnado, ou seja, precisa do veículo das faculdades da alma (espírito encarnado) e, portanto, anímicas.
  19. 19. Comunicações e animismo • Escrevem Erasto e Timóteo, em O livro dos médiuns: O espírito do médium é o intérprete, porque está ligado ao corpo, que serve para falar, e por ser necessária uma cadeia entre vós e os espíritos que se comunicam, como é preciso um fio elétrico para comunicar à grande distância uma notícia e, na extremidade do fio, uma pessoa inteligente, que a receba e transmita, Kardec, Ailan, 1975). • Quando falamos ao telefone, por melhor que seja a aparelhagem utilizada, nossa voz sofre inevitável influência do equipamento
  20. 20. • O espírito do médium exerce alguma influência sobre as comunicações que fluem por seu intermédio? Respondem taxativamente os instrutores: • Exerce. Se estes não lhe são simpáticos, pode ele alterar-lhes as respostas e assimilá-las às suas próprias idéias e a seus pendores; não influencia, porém, os próprios espíritos, autores das respostas; constitui-se apenas em mau interprete. (Allan Kardec, 1975). • Vemos, portanto, que mais que parte integrante, o animismo é, até certo ponto, condição necessária para o fenômeno mediúnico, garantindo a sintonia adequada para que a transmissão seja o mais fiel possível às idéias do comunicante. • Sem o conteúdo do médium é muito mais difícil para o espírito transmitir-lhe suas idéias e o que pretende com elas. De posse do conteúdo mental e até emocional do médium, no entanto, torna-se muito mais fácil para o espírito fazer-se entendido podendo, assim, transmitir com mais naturalidade e desenvoltura o seu racio. Existe influência sobre as comunicações?
  21. 21. Papel dos médiuns • Em nota de rodapé, José Herculano Pires que traduziu a 2ª edição francesa de “O Livro dos Médiuns” diz que “o papel do médium nas comunicações é sempre ativo. Seja o médium consciente ou inconsciente, intuitivo ou mecânico, dele sempre depende a transmissão e sua pureza.” • O bom médium, portanto, é aquele que transmite, tão fielmente quanto possível, o pensamento do comunicante, interferindo o mínimo que possa no que este tem a dizer. Reiteramos, portanto, que não há fenômeno mediúnico sem participação anímica.
  22. 22. • Se o animismo faz parte do processo mediúnico sempre haverá um porcentual a ser considerado, não fixo, mas variável, envolvendo o grau de desenvolvimento do médium.” Richard Simonetti • Reiteramos, portanto, que não há fenômeno mediúnico sem participação anímica. O cuidado que se torna necessário ter na dinâmica do fenômeno não é colocar o médium sob suspeita de animismo, como se o animismo fosse um estigma, e sim, ajudá-lo a ser um instrumento fiel, traduzindo em palavras adequadas o pensamento que lhe está sendo transmitido sem palavras pelos espíritos comunicantes Participação Anímica
  23. 23. Animismo Puro • Certamente ocorrem manifestações de animismo puro, ou seja, comunicações e fenômenos produzidos pelo espírito do médium sem nenhum componente espiritual estranho, sem a participação de outro espírito, encarnado ou desencarnado. • Nem isso, porém, constitui motivo para condenação sumária ao médium e, sim, objeto de exame e análise competente e serena, com a finalidade de apurar o sentido do fenômeno, seu porquê, suas causas e conseqüências
  24. 24. Concurso dos dois planos encarnado e desencarnado • Nenhum, nem outro logra, separadamente, explicar o conjunto dos fenômenos supranormais. • Ambos são indispensáveis a tal fim e não podem se separar, pois que são efeitos de uma causa única e esta causa única é o espírito humano que, quando se manifesta, em momentos fugazes durante a encarnação, determina os fenômenos anímicos e quando se manifesta mediunicamente, durante a existência desencarnada, determina os fenômenos espiríticos. (Bozzano. Ernesto, 1987
  25. 25. Aspectos provacionais do fenômeno anímico • O fenômeno anímico exige, por conseguinte, experiência e atenção de quem trabalha com médiuns regularmente ou ocasionalmente testemunhe manifestações mediúnicas. Não constitui, contudo, um tabu, nem se apresenta como fantasma aterrador que é preciso exorcizar. • Escreve André Luiz, em Nos domínios da mediunidade: Muitos companheiros matriculados no serviço de implantação da Nova Era, sob a égide do espiritismo, vêm convertendo a teoria animista num travão injustificável a lhes congelar preciosas oportunidades de realização do bem; portanto, não nos cabe adotar como justas as palavras "mistificação inconsciente ou subconsciente" para batizar o fenômeno. (Fco.Xavier/André Luiz, 1973).
  26. 26. Conhecimento e Ajuda • Em Mecanismos da Mediunidade (cap. XXIII), encontramos observação semelhante, colocada nestes termos: • Freqüentemente pessoas encarnadas nessa modalidade de provação regeneradora são encontráveis nas reuniões mediúnicas, mergulhadas nos mais complexos estados emotivos, quais se personificassem entidades outras, quando, na realidade, exprimem a si mesmas, a emergirem da subconsciência nos trajes mentais em que se externavam noutras épocas sob o fascínio dos desencarnados que as subjugavam. (Xavier, Francisco C. / André Luiz, 1986), • Podemos concluir, pois, que muitos médiuns com excelente potencial de realizações e serviços ao próximo podem ser desastradamente rejeitados pela simples e dolorosa razão de que não foram atendidos com amor e competência na fase em que viviam conflitos emocionais mal compreendidos
  27. 27. Concientização e Estudo • Se, como diz Hermínio C. Miranda, não há fenômeno mediúnico sem participação anímica, é importante que o médium se conscientize da necessidade e da importância do estudo sistemático e da prática constante, como meios de garantir uma participação anímica de melhor nível nas comunicações mediúnicas que se fazem por seu intermédio. • Quanto mais conhecimento técnico e teórico tiver o médium, mais fácil será para mentores e amparadores encontrarem, em seus arquivos mentais, material em sintonia com as mensagens a serem transmitidas. Da mesma forma, quanto mais prática, quanto mais vivência mediúnica e espiritual tiver o médium, mais fácil será para ele mesmo compreender o sentido do que lhe é transmitido, podendo repassar com mais segurança e desenvoltura as idéias que recebe mentalmente.
  28. 28. Sabio Conselho • Quando você estiver à frente de alguém com problemas psíquicos de natureza medianímica, não opine, invigilante; receite “O LIVRO DOS MÉDIUNS”, guia eficaz para quem deseja servir com segurança, construindo o próprio equilíbrio. • Quanto possível, restrinja opiniões vulgares em torno da mediunidade, se você deseja ajudar, para que a mordacidade e a zombaria não lhe aplaudam os conceitos sobre uma faculdade que possivelmente você não conhece com propriedade nem exatidão. FRANCO, Divaldo P. “Ementário Espírita”. 4ª ed. Pelo Espírito Marco Prisco. Matão, SP: Casa Editora O Clarim.
  29. 29. Todos nós, os Espíritos em evolução na Terra, temos a nossa quota de obsessão, em maior ou menor grau. E todos estamos trabalhando pela própria libertação. A vista disso, de quando em quando, é sumamente importante que façamos um teste de nosso processo desobsessivo, a fim de que cada um de nós observe, em particular, como vai indo o seu.” ANDRÉLUIZ
  30. 30. Bibliografia • O Livro dos Médiuns- Alan Kardec • Diversidade dos Carismas- Hermínio C. Miranda • Mediunismo - Ramatis • Mecanismos da Mediunidade -André Luiz • Mediunidade – Tudo o que você precisa saber - Richard Simonetti • Psicologia da Mediunidade –Adenauer Novaes

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