Reabilitação e Traumato

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Apresentação Aula Pós

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Reabilitação e Traumato

  1. 1. Reabilitação e Traumatologia <ul><li>Marco Aurélio L. Miranda </li></ul><ul><li>[email_address] </li></ul>
  2. 2. <ul><li>PREVENÇÃO </li></ul><ul><li>AÇÃO SISTEMÁTICA </li></ul><ul><li>ESTRATÉGIAS DE INTERVENÇÃO </li></ul>
  3. 3. Prevenção de lesões no esporte: desafio <ul><li>Prevenção: medidas para se evitar ou minimizar a manifestação de dado evento indesejado. </li></ul><ul><li>Lesão no esporte: </li></ul><ul><li>Dano estrutural (reversível ou não) </li></ul><ul><li>Comprometimento da performance </li></ul><ul><li>Afastamento da prática </li></ul><ul><li>Comprometimento de planejamento e resultados e conquistas </li></ul><ul><li>Frustração: atleta, equipe, torcedores/imprensa. </li></ul>
  4. 4. Prevenção de lesões no esporte <ul><li>“ Prejuízos” justificam valorizar a identificação de situações potenciais à manifestação de lesão e ação sistemática de controle prévio”. </li></ul><ul><li>Ação (intervenção): </li></ul><ul><li>Envolvimento multidisciplinar (equipe). </li></ul><ul><li>De forma sistemática... procedimentos técnicos?? </li></ul>
  5. 5. Prevenção de lesões no esporte <ul><li>Obter o máximo de informações sobre contra o que se vai investir: </li></ul><ul><li>Levantamento epidemiológico </li></ul><ul><li>Quais lesões vão preferenciar uma dada modalidade? </li></ul><ul><li>Como estas se manifestam? </li></ul><ul><li>Lesões estão condicionadas a modalidade . </li></ul>
  6. 6. Prevenção de lesões no esporte <ul><li>EPIDEMIOLOGIA: Importante saber sobre o perfil dos acontecimentos para definir as estratégias de intervenção. </li></ul><ul><li>Obtenção dos dados epidemiológicos: </li></ul><ul><li>1- Registro de ocorrência </li></ul><ul><li>2- Questionário específico (inquérito) </li></ul><ul><li>3- Levantamento bibliográfico: </li></ul><ul><li>Qualidade da pesquisa: artigos de revisão </li></ul><ul><li>Não padronização pode afetar a qualidade dos achados: </li></ul><ul><li>Conceito de lesão </li></ul><ul><li>Método da coleta de dados </li></ul><ul><li>Seleção da população (profissionais, idade, sexo) </li></ul>
  7. 7. Registro de dados <ul><li>“ Epidemiologia das lesões no futebol profissional e propostas de medidas preventivas” </li></ul><ul><li>Data: 1997, publicado em 1998. </li></ul><ul><li>Registro da pre’-temporada e temporada (campeonato regional e copa do Brasil), 1º semestre/1996. </li></ul><ul><li>Equipe profissional de futebol de Belo Horizonte. </li></ul>
  8. 8. Prevalências de lesões (futebol)
  9. 9. Prevalências de lesões
  10. 10. Levantamento por registro de dados
  11. 11. Levantamento por inquérito <ul><ul><li>“ Análise da percepção dos alunos de academia de B.H., com relação a ocorrência de lesões músculo-esqueléticas e identificação dos segmentos corporais mais acometidos” </li></ul></ul><ul><ul><li>(Rolla, A. e Zibaoui, N.; 2003) </li></ul></ul><ul><li>Academias licenciadas em B.H.: 177 </li></ul><ul><li>Destas 53% se localizam na região centro-sul. </li></ul><ul><li>Estudo: 06 academias região centro-sul de B.H. </li></ul>
  12. 12. Levantamento por questionário <ul><li>Dos 356 questionários utilizados para análise: </li></ul><ul><li>Sexo: 55% masc. </li></ul><ul><li> 45% fem. </li></ul><ul><li>Idade: variou de 18 a 69 anos (média 33). </li></ul><ul><li>Tempo de prática: varia de 0.25 a 42 meses. </li></ul><ul><li>Modalidades: 76% musculação </li></ul><ul><li> 20% musc. + aulas coletivas </li></ul><ul><li> 4% aulas coletivas </li></ul><ul><li>Freqüência de treinos: 72% acima de 3X/sem. </li></ul><ul><li>Tempo de dedicação diária: 70% entre 1 e 2hs </li></ul>
  13. 13. Levantamento por questionário <ul><li>Lesões: </li></ul><ul><li>58% (N=205), relatam a percepção de alguma lesão. </li></ul><ul><li>Destes, 48% associaram a lesão com a atividade de academia. </li></ul><ul><li>Incidência por segmento corporal: </li></ul><ul><li>41% joelhos </li></ul><ul><li>30% ombro </li></ul><ul><li>20% coluna vertebral </li></ul><ul><li>09% outros </li></ul><ul><li>Oliva et al, 1998; encontraram que o segmento mais acometido referente a prática de musculação foi ombro, seguido de coluna vertebral e cotovelos. </li></ul>
  14. 14. Exemplo: natação <ul><li>Qual segmento é mais afetado pelos nadadores? </li></ul><ul><li>Quais lesões preferenciam a modalidade? </li></ul><ul><li>Qual o mecanismo lesivo associado (fator etiológico)? </li></ul><ul><li>Quais fatores de risco poderão estar presentes? </li></ul><ul><li>Fatores de risco intrínsecos = disfunções. </li></ul><ul><li>Avaliação. </li></ul>
  15. 15. Fatores de risco (disfunções) para lesões no esporte <ul><li>Fator associado ao treinamento (excesso) </li></ul><ul><li>(extrínseco) </li></ul><ul><li>Fator associado ao próprio atleta: </li></ul><ul><li>(intrínseco) </li></ul><ul><li>1- Mobilidade: </li></ul><ul><li>Hipomobilidade (estruturas que restringem a ADM) </li></ul><ul><li>Hipermobilidade (instabilidades) </li></ul><ul><li>2- Força e ativação (estabilidade articular) </li></ul><ul><li>3- Biomecânico </li></ul><ul><li>Magnitude das forças de compressão, tensão, cisalhamento. </li></ul><ul><li>Distribuição de cargas (stress) </li></ul>
  16. 16. Região cervical
  17. 17. Fatores de risco (disfunções) para lesões no esporte <ul><li>Fator associado ao treinamento (excesso) </li></ul><ul><li>(extrínseco) </li></ul><ul><li>Fator associado ao próprio atleta: </li></ul><ul><li>(intrínseco) </li></ul><ul><li>1- Mobilidade: </li></ul><ul><li>Hipomobilidade (estruturas que restringem a ADM) </li></ul><ul><li>Hipermobilidade (instabilidades: controle muscular de proteção) </li></ul><ul><li>2- Força e ativação (estabilidade articular) </li></ul><ul><li>3- Biomecânico </li></ul><ul><li>Magnitude das forças de compressão, tensão, cisalhamento. </li></ul><ul><li>Distribuição de cargas (stress). </li></ul>
  18. 18. Reabilitação e Traumatologia <ul><li>Marco Aurélio L. Miranda (mlopesmiranda@yahoo.com.br) </li></ul>
  19. 19. Etiologia das lesões no esporte <ul><li>Fatores extrínsecos: </li></ul><ul><li>Qualidade do ambiente de treinamento e jogos </li></ul><ul><li>Qualidade do material utilizado </li></ul><ul><li>Qualidade do treinamento (relação volume x intensidade) </li></ul><ul><li>Modalidade esportiva (lesões condicionadas ao gesto técnico) </li></ul><ul><li>Fatores intrínsecos: </li></ul><ul><li>Associação a algum quadro patológico </li></ul><ul><li>Idade </li></ul><ul><li>Mecânico: carga (imposição de força sobre o tecido). </li></ul>
  20. 20. Atletismo
  21. 21. Atletismo
  22. 22. Natação
  23. 23. Aspectos etiológicos das lesões no esporte <ul><li>Agressão mecânica (carga) </li></ul><ul><li>Lesões por macrotrauma (macrotraumáticas): Força aleatória em intensidade e direção afetando a integridade de um dado tecido. </li></ul><ul><li>Microtraumáticas: Estresse sub máximo repetitivo (over use): </li></ul><ul><li>Freqüência de exposição ao stress supera a capacidade tecidual de renovação (turn over). Lesões de caráter inflamatório. Tendem a evoluir para degeneração. </li></ul>
  24. 24. Aspectos etiológicos de lesões no esporte: <ul><li>Lesões por macrotrauma (macrotraumáticas) </li></ul><ul><li>Estrutura Lesão Prevenção Osso fratura ? </li></ul><ul><li>Cartilagem falha ? </li></ul><ul><li>Ligamento entorse T reino de proteção articular </li></ul><ul><li>Músculo contusão ? </li></ul><ul><li>distensão c ontrole sobre fatores de risco </li></ul>
  25. 25. Aspectos etiológicos de lesões no esporte <ul><li>Microtraumáticas: Estresse sub máximo repetitivo (over use) </li></ul><ul><li>Estrutura Lesão </li></ul><ul><li>Tendão tendinite (ose) </li></ul><ul><li>Cápsula capsulites </li></ul><ul><li>Bursa bursites </li></ul><ul><li>Cartilagens degeneração (“artrose”) </li></ul><ul><li>Prevenção: controle sobre fatores de risco </li></ul>
  26. 26. Modelo multifatorial etiologia de lesões esporte
  27. 27. Fator mecânico: lesões por stress sub máximo repetitivo (academias) <ul><li>Magnitude das forças </li></ul><ul><li>(compressão, tensão, cisalhamento) </li></ul><ul><li>Distribuição de cargas </li></ul><ul><li>Alinhamento postural </li></ul><ul><li>Relação de mobilidade (hipo ou hipermobilidade) </li></ul>
  28. 28. Biomecânica: conceitos básicos <ul><li>Massa: Quantidade de matéria que compõe o corpo. </li></ul><ul><li>Exemplo: halter 2/3kg. </li></ul><ul><li>Força: Todo agente capaz de produzir ou modificar o movimento, </li></ul><ul><li>ou de deformar corpos. </li></ul>
  29. 29. Fator Biomecânico <ul><li>Força </li></ul><ul><li>Fisicamente: definida como produto da massa de um corpo pela aceleração deste corpo. </li></ul><ul><li>F = m x a </li></ul><ul><li>Unidade de força utilizada: </li></ul><ul><li>Newton = Kg x m/s² </li></ul><ul><li>Peso </li></ul><ul><li>É uma força? </li></ul><ul><li>Quantidade de força gravitacional exercida sobre um corpo </li></ul><ul><li>Qual o seu peso? </li></ul>
  30. 30. Fator Biomecânico <ul><li>Forças externas: são forças aplicadas sobre o corpo mas que têm origem em fontes fora do corpo. P.ex: gravidade, resistência do ar, um empurrão. </li></ul><ul><li>Forças internas: são forças que agem sobre o corpo e que têm origem no interior do corpo. Músculos, único tecido capaz de gerar força interna. Cápsulas, fáscias e ligamentos: transmitem força. </li></ul><ul><li>Força muscular: é a capacidade de um músculo gerar força contra alguma resistência ou carga. </li></ul><ul><li>Forças agem no corpo promovendo: </li></ul><ul><li>carga (stress) </li></ul><ul><li>ou movimento. </li></ul>
  31. 31. Forças internas ou externas geram: <ul><li>Cargas: </li></ul><ul><li>Tensão, compressão, cisalhamento. </li></ul><ul><li>Combinadas (inclinação e torção) </li></ul><ul><li>Movimentos: </li></ul><ul><li>Movimento translatório ou linear: </li></ul><ul><li>Corpo movimenta-se como uma unidade, </li></ul><ul><li>as partes não se movimentam em relação a outras. </li></ul><ul><li>Movimento angular: </li></ul><ul><li>Movimento do objeto em volta de um eixo fixo </li></ul><ul><li>Percorre uma trajetória curvilínea </li></ul><ul><li>Segmentos que se movem se comportam-se como alavancas </li></ul>
  32. 32. Fator Biomecânico <ul><li>Alavanca </li></ul><ul><li>É uma barra sólida rígida e imóvel do ponto de apoio </li></ul><ul><li>Elementos de uma alavanca </li></ul><ul><li>Ponto de apoio: eixo do movimento </li></ul><ul><li>Potência ou força motriz </li></ul><ul><li>Resistência </li></ul><ul><li>Braço de força: distância perpendicular da linha de ação de força ao eixo de rotação </li></ul><ul><li>Braço de resistência: distância perpendicular da linha de ação de força dada pela resistência ao eixo de rotação </li></ul>
  33. 33. Fator Biomecânico <ul><li>Torque </li></ul><ul><li>é capacidade de qualquer força para causar movimento da alavanca, conhecido também como momento de força. </li></ul><ul><li>representa o efeito rotacional de uma força com relação a um eixo. </li></ul><ul><li>T= força x braço de momento </li></ul><ul><li>Sua unidade é N x m </li></ul>
  34. 34. Fator Biomecânico <ul><li>Vantagem mecânica </li></ul><ul><li>É uma medida da eficiência da alavanca </li></ul><ul><li>Relação entre os braços de força </li></ul><ul><li>VM = BP/BR </li></ul><ul><li>Quanto maior o braço de força ou menor o braço de resistência maior a vantagem mecânica </li></ul><ul><li>Sistema de alavanca: não basta avaliar somente a magnitude da força, mas deve-se considerar a distância do ponto de aplicação da força ao eixo do sistema </li></ul>
  35. 35. Fator Biomecânico <ul><li>Tipos de alavanca </li></ul><ul><li>Variam de acordo com a posição de ocupação de seus componentes </li></ul>
  36. 36. Fator Biomecânico <ul><li>Primeira classe ou interfixa </li></ul><ul><li>Eixo situado entre o braço de resistência e o braço de força </li></ul>
  37. 37. Fator Biomecânico <ul><li>Segunda classe ou inter-resistente </li></ul><ul><li>Força e resistência se localizam no mesmo lado do eixo, estando a resistência mais próxima deste. </li></ul><ul><li>Alavanca de força </li></ul>
  38. 38. Fator Biomecânico <ul><li>Terceira classe </li></ul><ul><li>Força e resistência se localizam no mesmo lado do eixo, estando a força mais próxima deste. </li></ul><ul><li>Alavanca de velocidade e de amplitude de movimento. </li></ul>
  39. 39. Fator Biomecânico <ul><li>PROBLEMA: Quanta força deve der produzida pelo bíceps braquial, tendo o cotovelo fletido à 90 graus e a uma distância de 3 cm do centro de rotação na articulação do cotovelo, para sustentar um peso de 70N na mão a uma distância de 30 cm da articulação do cotovelo? (ignorar o peso da mão e do ante-braço). </li></ul><ul><li>Bf= 3 cm </li></ul><ul><li>Br= 30 cm </li></ul><ul><li>Resistência: 70N </li></ul><ul><li>Força muscular: ? </li></ul><ul><li>Solução: </li></ul><ul><li>Somatória do torque = 0 </li></ul><ul><li>Torque muscular = torque resistência </li></ul><ul><li>FM. X 0,03m = 70N X 0,30m </li></ul><ul><li>FM = 700N </li></ul>
  40. 40. <ul><li>Quanta força deve ser desenvolvida pelos eretores da espinha com um braço de força de 6cm a partir do centro da articulação L5-S1 para manter o corpo em uma posição de levantamento com os braços de momento dos segmentos conforme especificados? (os pesos dos segmentos são aproximados para uma pessoa de 600N). </li></ul><ul><li>Segmento peso braço de momento </li></ul><ul><li>Cabeça 58N 25cm </li></ul><ul><li>Tronco 328N 10cm </li></ul><ul><li>Braços 81N 20cm </li></ul><ul><li>Caixa 111N 40cm </li></ul><ul><li>Fm 6cm </li></ul><ul><li>Solução: Somatória do torque = O </li></ul><ul><li>Torque muscular = Torque de resistência </li></ul><ul><li>(Fm) (0,06m)= (58N) (0,25m) + (328N) (0,10m) + (81N) (0,20m) + (111N) (0,40m) </li></ul><ul><li>Fm = 1798N </li></ul>
  41. 41. Fator Biomecânico <ul><li>Agachamento </li></ul>
  42. 42. Fator Biomecânico <ul><li>Braço de momento de um músculo: </li></ul><ul><li>Distância perpendicular entre alinha de ação de um músculo e o centro da articulação, esta se modifica a medida que a articulação se movimenta. </li></ul><ul><li>Braço de momento de resistência: </li></ul><ul><li>Distância perpendicular da linha de ação de resistência ao centro da articulação. </li></ul>
  43. 43. Fator mecânico: lesões por stress sub máximo repetitivo (academias) <ul><li>Magnitude das forças </li></ul><ul><li>(compressão, tensão, cisalhamento) </li></ul><ul><li>Distribuição de cargas </li></ul><ul><li>Alinhamento postural </li></ul><ul><li>Relação de mobilidade (hipo ou hipermobilidade) </li></ul>
  44. 44. Hiperlordose cervical: transtornos mecânicos
  45. 45. Fugas posturais padrão.
  46. 46. Fator mecânico: lesões por stress sub máximo repetitivo (academias) <ul><li>Magnitude das forças </li></ul><ul><li>(compressão, tensão, cisalhamento) </li></ul><ul><li>Distribuição de cargas </li></ul><ul><li>Alinhamento postural </li></ul><ul><li>Relação de mobilidade (hipo ou hipermobilidade) </li></ul>
  47. 47. Fator mecânico: lesões por stress sub máximo repetitivo <ul><li>Relações de mobilidade </li></ul><ul><li>Hipomobilidade: restrição da adm. </li></ul><ul><li>Tecido capsulo-ligamentar: restrição movimentos acessórios </li></ul><ul><li>Tecido muscular: técnicas de alongamento </li></ul><ul><li>Hipermobilidade: </li></ul><ul><li>Instabilidade: excesso de movimento translatório, sem proteção muscular) </li></ul><ul><li>Estabilização segmentar: subsistemas passivo, neural e ativo. </li></ul>
  48. 48. Estabilidade segmentar <ul><li>Conceito: </li></ul><ul><li>Refere-se ao controle do movimento que ocorre entre as superfícies articulares. </li></ul><ul><li>Estruturas envolvidas: </li></ul><ul><li>Estabilizadores passivos: Sistema estrutural capsulo-ligamentar. </li></ul><ul><li>Raramente está em posição de assegurar por si só todo o controle estabilizador. </li></ul><ul><li>Estabilizadores ativos: </li></ul><ul><li>Músculos locais: pequenos músculo profundos situados próximos a cápsula da articulação, agem controlando excessos indesejáveis de movimentos acessórios (deslizamento, rolamento e torções) </li></ul>
  49. 49. <ul><li>Sistema global: </li></ul><ul><li>Função: gerar torque articular: produzir movimento </li></ul><ul><li>Características: Mono (sustentação) e biarticulares (iniciar movimentos rápidos) </li></ul><ul><li>Sistema local: </li></ul><ul><li>Função: estabilização segmentar </li></ul><ul><li>Características: </li></ul><ul><li>Ventre curto e profundo </li></ul><ul><li>Linha de ação de força próximo à articulação </li></ul><ul><li>Fibras com disposição transversal </li></ul><ul><li>Ricamente inervados para propriocepção </li></ul><ul><li>Predomínio de fibras tipo I </li></ul>Classificação de um músculo de acordo no sistema de tensão miofascial (Bergmark,1989)
  50. 50. Ação dos músculos locais <ul><li>Ação antecipatória ao movimento. </li></ul><ul><li>Agem independentes da posição articular (ao longo de todo o arco do movimento). </li></ul><ul><li>Não se afastam mais que 20% do seu comprimento original. </li></ul><ul><li>São solicitados em intensidade para no máximo 30% de 1 RM. </li></ul><ul><li>Reeducação proprioceptiva: atividade muscular constante, enquanto o movimento ocorre na superfície articular (Donish e Basmajian, 1972; Richardson, 1986; Hodges e Richardson, 1997). </li></ul>
  51. 51. Característica muscular e resposta a agressão ou dores <ul><li>Músculos globais: tendência a apresentar hiperatividade (hipertonia, dores miofasciais). </li></ul><ul><li>Músculos locais: inibição da contração (atrofia e fraqueza). </li></ul><ul><li>Disfunção dos músculos locais: </li></ul><ul><li>Instabilidades segmentares </li></ul><ul><li>Má distribuição de cargas (sobrecarga mecânica) </li></ul><ul><li>Dores músculo-esqueléticas </li></ul><ul><li>Programas de reabilitação constituem de medidas terapêuticas apontadas como as mais eficazes no nível dos músculos locais para obter um alívio prolongado das dores recidivantes (O’Sullivan, Twomey et al., 1995; Hides et al., 2001). </li></ul>
  52. 52. Fatores de risco (disfunções) para lesões no esporte <ul><li>Fator associado ao treinamento (excesso) </li></ul><ul><li>(extrínseco) </li></ul><ul><li>Fator associado ao próprio atleta: </li></ul><ul><li>(intrínseco) </li></ul><ul><li>1- Mobilidade: </li></ul><ul><li>Hipomobilidade (estruturas que restringem a ADM) </li></ul><ul><li>Hipermobilidade (instabilidades) </li></ul><ul><li>2- Força e ativação (estabilidade articular) </li></ul><ul><li>3- Biomecânico </li></ul><ul><li>Magnitude das forças de compressão, tensão, cisalhamento. </li></ul><ul><li>Distribuição de cargas (stress). </li></ul>
  53. 53. Processo Inflamatório <ul><li>Resposta do corpo a uma lesão que em condições ideais, resulta no reparo da lesão e substituição do tecido traumatizado com restauração associada da função. </li></ul>
  54. 54. Processo inflamatório <ul><li>Resposta do corpo a agressão independe: </li></ul><ul><li>Do agente agressor: químico, térmico, mecânico. </li></ul><ul><li>Do tecido acometido: qualquer tecido que perde sua integridade reage inflamando. </li></ul><ul><li>Reação ou resposta sempre inespecífica. </li></ul><ul><li>Caracterizado pelas fases de: </li></ul><ul><li>Reação </li></ul><ul><li>Proliferação (fibroplastia) </li></ul><ul><li>Remodelação </li></ul>
  55. 55. Processo inflamatório: fase de reação <ul><li>À partir de um suposto dano mecânico ao tecido -> resposta generalizada e inespecífica (qualquer tecido). </li></ul><ul><li>Lesão celular local </li></ul><ul><li>Resposta imediata: vaso constrição com hipóxia local e morte de células adicionais (poucos minutos). Segue... </li></ul><ul><li>Liberação de substâncias capazes de induzir à alterações vasculares. </li></ul><ul><li>Resposta vasomotora secundária: </li></ul><ul><li>Vasodilatação </li></ul><ul><li>Aumento da permeabilidade capilar. </li></ul>
  56. 56. Mediadores químicos do processo <ul><li>Prostaglandina </li></ul><ul><li>Macrófago </li></ul><ul><li>Vasodilatação: aumento do fluxo sanguíneo </li></ul><ul><li>Rubor e calor </li></ul><ul><li>Histamina </li></ul><ul><li>Mastócito </li></ul><ul><li>Aumento da permeabilidade capilar </li></ul><ul><li>Tumor, dor e edema </li></ul><ul><li>Interferon </li></ul><ul><li>Linfócitos </li></ul><ul><li>Ativa macrófagos </li></ul><ul><li>Interleucina </li></ul><ul><li>Macrófago </li></ul><ul><li>Ativa colagenase e produção de prostaglandina </li></ul><ul><li>Edema: peptídeos extravasados para o meio fazem carrear líquido. </li></ul>
  57. 57. Processo Inflamatório: fase de reação <ul><li>Finalidade: remoção dos detritos celulares. </li></ul><ul><li>Duração: 0 – 6 dias. </li></ul><ul><li>Se o tempo da fase de reação puder ser minimizado, a fase seguinte poderá ter início mais precocemente. </li></ul><ul><li>Recomenda-se : </li></ul><ul><li>Repouso: abolir a carga sobre o tecido lesado; </li></ul><ul><li>Crioterapia; </li></ul><ul><li>Medidas anti-inflamatórias. </li></ul>
  58. 58. Processo Inflamatório: fase de proliferação <ul><li>Finalidade: Reparo tecidual </li></ul><ul><li>cicatrização x regeneração </li></ul><ul><li>Fase delicada: estímulo ofertado determinará o caminho da recuperação: </li></ul><ul><li>Cicatrização: cicatriz composta de colágeno tipo III -> calo fibrótico </li></ul><ul><li>Regeneração: tecido original </li></ul>
  59. 59. Processo Inflamatório: fase de proliferação <ul><li>Duração: poucos dias a 3 semanas </li></ul><ul><li>Recomenda-se: </li></ul><ul><li>Calor </li></ul><ul><li>Cinesioterapia: </li></ul><ul><li>Alongamentos suaves </li></ul><ul><li>Introdução gradativa ao trabalho de reforço/estabilização </li></ul><ul><li>Atenção!! Nesta fase a dor e edema cederam, não servindo de referência para restabelecer o retorno a prática esportiva ou ocupacional. </li></ul>
  60. 60. Processo inflamatório <ul><li>Fase de Remodelação: </li></ul><ul><li>Ativação da síntese celular </li></ul><ul><li>Alinhamento do colágeno </li></ul><ul><li>Recomenda-se: Progressão no trabalho de alongamento e reforço/ativação. </li></ul>
  61. 61. Lesão muscular tipo distensão <ul><li>Conceito (quais estruturas são rompidas?) </li></ul><ul><li>Mecanismo (como acontece) </li></ul><ul><li>Sinais clínicos </li></ul><ul><li>Classificação </li></ul><ul><li>Processo de recuperação ou reparo </li></ul><ul><li>Tratamento </li></ul><ul><li>Retorno a função </li></ul><ul><li>Fatores de predisposição </li></ul><ul><li>Prevenção </li></ul>
  62. 62. Lesão muscular: distenção <ul><li>Conceito rompimento do tecido </li></ul><ul><li>Classificação </li></ul><ul><li>Dor muscular tardia: microrrupturas </li></ul><ul><li>Grau leve: rupturas de algumas fibras, perimísio e fáscia intacta. </li></ul><ul><li>Grau moderado: ruptura parcial do músculo com dor, equimose, depressão estrutural palpável, comprometimento funcional (afastamento da prática). </li></ul><ul><li>Grau severo: ruptura total do músculo. </li></ul><ul><li>Mecanismo da Lesão </li></ul><ul><li>Teoria do alongamento ativo. </li></ul><ul><li>Dano estrutural: </li></ul><ul><li>Inflamação: fase de reação. </li></ul><ul><li>Processo de reparo: Cicatrização x Regeneração. </li></ul><ul><li>Tratamento e Prevenção </li></ul>
  63. 63. Remodelação do Tecido Muscular <ul><li>As fibras musculares esqueléticas adultas possuem grande potencial de adaptação. Esse elevado potencial adaptativo é atribuído a uma população de células residentes no músculo demoninadas de células satélite . </li></ul><ul><li>Estas foram descobertas em 1961, fazem parte de células com grande atividade mitogênica que contribuem para o crescimento muscular pós natal, manutenção e reparo do tecido muscular esquelético adulto. </li></ul>
  64. 64. Remodelação do Tecido Muscular <ul><li>Há evidências de que tais células constituem população heterogênea, algumas sofrem diferenciação imediata sem divisão prévia e outras dividem-se gerando uma célula filha para diferenciação e outra para proliferação. </li></ul><ul><li>Se fundem a fibras musculares já existentes ou a células satélites vizinhas e geram novas fibras musculares. </li></ul><ul><li>Células satélites inativas/latentes: mioblastos. </li></ul><ul><li>Células satélites ativas: miotúbulos. </li></ul>
  65. 65. Células satélites <ul><li>Regeneração Muscular </li></ul><ul><li>Em condições fisiológicas </li></ul><ul><li>inalteradas, permanecem </li></ul><ul><li>em estado Quiescente , e não se proliferam. </li></ul><ul><li>Em resposta a estímulos </li></ul><ul><li>como microtrauma , </li></ul><ul><li>tornam-se ativas, </li></ul><ul><li>proliferam e expressam </li></ul><ul><li>marcadores da </li></ul><ul><li>Miogênese (Mioblastos). </li></ul><ul><li>Mioblastos........Miotúbulos.......fibra madura. </li></ul>
  66. 66. Processo do Reparo <ul><li>A medida que os macrófagos já removeram parte significativa dos detritos da lesão, aparecem células miogênicas fusiformes para formar longos miotubos com cadeias de núcleo centrais. </li></ul><ul><li>A medida que aumentam, os miotubos constroem seu retículo sarcoplasmático e começam a montar feixes organizados de filamentos contratéis. Cadeias centrais de núcleos quebram-se e migram para periferia do miotubo, completando a transição de miotubo para fibra muscular. </li></ul><ul><li>Uma vez que tenham aparecido fibras musculares, a matriz extra celular continua a se remodelar. </li></ul><ul><li>Se as células musculares forem inervadas, a contração muscular controlada aumenta a força do músculo lesado. </li></ul>
  67. 67. Seqüência de Eventos que Caracterizam o Processo de Cura <ul><li>Lesão primária estrutural </li></ul><ul><li>Lesão secundária (hipóxia tecidual) </li></ul><ul><li>Alteração vascular secundária </li></ul><ul><li>(hemorragia, edema, infiltrado inflamatório) </li></ul><ul><li>Aumento do fluxo sanguíneo </li></ul><ul><li>Debridação celular </li></ul><ul><li>Ativação de células satélite </li></ul><ul><li>Proliferação fibroblástica </li></ul><ul><li>Maturação </li></ul>
  68. 68. Lesão crônica microtraumática <ul><li>Etiologia: Persistência do fator etiológico </li></ul><ul><li>Caracterização: </li></ul><ul><li>Ausência de infiltrado inflamatório. </li></ul><ul><li>Caracterizada por degeneração : </li></ul><ul><li>Aumento de células não típicas </li></ul><ul><li>Hipocelularidade parenquimatosa </li></ul><ul><li>Má qualidade e alinhamento de fibras colágenas </li></ul><ul><li>Perda de matriz tecidual </li></ul><ul><li>Hipovascularização </li></ul><ul><li>Necrose/cicatrização </li></ul><ul><li>Calcificação </li></ul>
  69. 69. Estrutura do tendão <ul><li>Os tendões são estruturas que por estabelecerem a ligação entre a massa muscular contrátil e o osso, são quase inextensíveis, muito resistentes às forças de tração. Em alguns casos revestidos por uma bainha sinovial de nome paratendão. </li></ul><ul><li>  São constituídos por numerosos fascículos de fibras de colagéno, que se dispõe paralelamente. </li></ul><ul><li>Vascularizados por pequenas arteríolas, dispostas longitudinalmente a partir dos músculos adjacentes. </li></ul>
  70. 70. Tendão
  71. 71. Tendinopatias: tendin ite x tendin ose <ul><li>Recentes estudos têm demonstrado que tendões acometidos por lesões desenvolvem lesões de caráter degenerativo , ou seja, que ocorrem ao longo do tempo. Estes estudos trazem uma nova nomenclatura para essas lesões: “ tendinose” . </li></ul><ul><li>Mecanismo da lesão: microtraumas repetitivos. </li></ul><ul><li>Achados clínicos: dor e perda funcional. </li></ul><ul><li>Ao exame: </li></ul><ul><li>Palpação: rigidez e espessamento </li></ul><ul><li>Testes específicos: irritativos (função muscular ou alongamento). </li></ul>
  72. 72. Tendinopatias: tratamento <ul><li>Fatores extrínsecos: controle sobre excesso de volume de treinamento?? </li></ul><ul><li>Fatores intrínsecos: </li></ul><ul><li>Identificar o fator mecânico etiológico e intervir (correção biomecânica). </li></ul><ul><li>Calor </li></ul><ul><li>Fricção transversa (Método Cyriax) </li></ul><ul><li>Treino excêntrico </li></ul><ul><li>Reforço muscular global (adaptação de fortalecimento do tendão lesado) </li></ul><ul><li>Mobilidade: alongamento?? </li></ul>
  73. 73. Síndrome do impacto: <ul><li>Conceito e mecanismo da lesão </li></ul><ul><li>Estruturas envolvidas </li></ul><ul><li>Disfunções: </li></ul><ul><li>Pobre aporte sangüíneo tendíneo </li></ul><ul><li>Postural: alinhamento escapular e alinhamento cervical </li></ul><ul><li>Alteração do ritmo escápulo-umeral </li></ul><ul><li>Mobilidade: Gleno-umeral, escapular, clavicular (esterno e acrômio clavicular) </li></ul><ul><li>Ativação músculos locais: Gleno-umeral e escapular </li></ul>
  74. 74. Coluna vertebral <ul><li>Mecanismo lesivo: </li></ul><ul><li>stress submáximo repetitivo. </li></ul><ul><li>Fatores extrínsecos: </li></ul><ul><li>Sobrecarga: ocupacional, esportes </li></ul><ul><li>Maus hábitos: sentar... </li></ul><ul><li>Fatores intrínsecos: </li></ul><ul><li>Má distribuição de cargas: </li></ul><ul><li>Alinhamento postural </li></ul><ul><li>Mobilidade </li></ul>
  75. 75. Coluna vertebral: mobilidade
  76. 76. Biomecânica da coluna vertebral
  77. 77. C 0 – C 1 C 1 – C 2
  78. 78. Flexão Lateral da Cabeça e Pescoço
  79. 79. Ligamentos da coluna <ul><li>1- longitudinal anterior 4- intertransversal </li></ul><ul><li>2- longitudinal posterior 5- interespinhoso </li></ul><ul><li>3- flavo (amarelo) 6- supraespinhoso </li></ul>
  80. 80. Coluna Vertebral
  81. 81. <ul><li>Absorve e ajuda a distribuir as forças que agem sobre a coluna </li></ul><ul><li>Apesar de ser considerado avascularizado, recebe nutrientes por difusão 2/3 internos do ânulo fibroso não apresentam inervados, 1/3 externos inervado. </li></ul><ul><li>Ânulo Fibroso: </li></ul><ul><li>Camada fibrocartilaginosa, eficiente para suportar forças compressivas são mais espessas e numerosas anteriormente </li></ul><ul><li>Núcleo Pulposo: </li></ul><ul><li>Gel de mucopolissacarídeos que comporta-se como líquido viscoso 80-90% água, restante colágeno absorve e distribui uniformemente forças aplicadas à coluna </li></ul>
  82. 82. <ul><li>Comportamento das estruturas aos movimentos da coluna. </li></ul>
  83. 83. Hiperlordose cervical: transtornos mecânicos
  84. 84. Vista lateral
  85. 85. Fugas posturais padrão.
  86. 86. Retificação Hipercifose
  87. 87. Lordose normal Hiperlordose
  88. 88. Ritmo lombo-pélvico
  89. 89. Relação de mobilidade toraco-lombar
  90. 90. Hérnia e degeneração discal
  91. 91. Hérnia de disco
  92. 93. FISIOPATOGENIA <ul><li>Protusão Discal: Ruptura interna do disco mais prolapso com LLP integro; </li></ul><ul><li>Hérnia Extrusa: Ruptura do LLP com material discal dentro do canal medular; </li></ul><ul><li>Hérnia Seqüestrada: Quando um fragmento migra para cima, baixo, ou para interior do forame (Também chamado de hérnia foraminal). </li></ul><ul><li>OBS: O comprometimento neurológico pode ocorrer por compressão mecânica ou secundária a processos inflamatórios com edema das estruturas nervosas. </li></ul>
  93. 94. Hérnia discal posterior
  94. 95. Resumo dos sinais clínicos <ul><ul><li>Ao exame físico: </li></ul></ul><ul><ul><li>Espasmo muscular; </li></ul></ul><ul><ul><li>Postura antálgica; </li></ul></ul><ul><ul><li>Perda da lordose lombar; </li></ul></ul><ul><ul><li>Diminuição da flexão e extensão da coluna; </li></ul></ul><ul><ul><li>Dor a inclinação lateral do tronco( protusão ou extrusão); </li></ul></ul><ul><ul><li>Lasegue + </li></ul></ul><ul><ul><li>Hipoestesia, hiporreflexia; </li></ul></ul><ul><ul><li>Diminuição de força; </li></ul></ul><ul><ul><li>Valsalva +. </li></ul></ul>
  95. 96. Indicações cirúrgicas <ul><li>2 a 4% dos pacientes; </li></ul><ul><li>Síndrome da cauda eqüina; </li></ul><ul><li>Disfunção vesical; </li></ul><ul><li>Déficit motor severo e progressivo; </li></ul><ul><li>Déficit neurológico persistente; </li></ul><ul><li>Falha do tratamento conservador. </li></ul>JBMR 14(2000) 79-88
  96. 97. Espondilólise Caracterizada por um distúrbio adquirido secundariamente a uma fratura por fadiga na pars interarticularis (evidência em ginastas femininos e atacantes de futebol americano). Ocorre mais comumente no nível de L5-S1; menos frequentemente na região de L4-L5; Porção Interarticular do Cão Escocês
  97. 98. Estrutura geral da vértebra
  98. 99. Espondilólise: <ul><li>Fatores de predisposição: </li></ul><ul><li>Hiperlordose lombar </li></ul><ul><li>Repetitividades em extensão da coluna (ginástica olímpica, academias). </li></ul><ul><li>Fragilidade da pars articular </li></ul><ul><li>Disfunção: INSTABILIDADE </li></ul><ul><li>TRATAMENTO: Estabilização segmentar lombar. </li></ul>
  99. 100. Mecânica da hiperextensão da coluna
  100. 101. ESPONDILOLISTESE O termo ESPONDILOLISTESE deriva da palavra grega SPONDYLOS = COLUNA OLISTHESIS = “ESCORREGAR”
  101. 102. É A DEFICIÊNCIA DE NASCIMENTO DA FACETA SACRAL SUPERIOR OU DA QUINTA LOMBAR INFERIOR, OU DE AMBAS. PROPORÇÃO 2:1 MULHER / HOMEM É O DEFEITO TÍPICO NA PORÇÃO INTERARTICULAR E ESTA CONDIÇÃO PODE ESTAR RELACIONADA COM FRATURA AGUDA, FRATURA POR FADIGA OU ALONGAMENTO DA PORÇÃO INTERARTICULAR INTACTA. É UMA FRATURA AGUDA NA ÁREA DO PEDÍCULO, LÂMINA OU FACETAS. É CAUSADA POR PROCESSO DEGENERATIVO ENVOLVENDO DISCO, LIGAMENTOS, FACETAS, CAUSANDO UMA INSTABI- LIDADE SEGMENTAR. É AQUELA CAUSADA POR DOENÇA ÓSSEA GENERALIZADA OU LOCALIZADA. EX. TUMORES OU INFECÇÕES QUE DESTROEM O ARCO NEURAL. Congênita Ístmica Traumática Degenerativa Patológica
  102. 103. 0 – 25% 26 – 50% 51 – 75% 76 – 100% CLASSIFICAÇÃO DA ESPONDILOLISTESE (Proposta por MEYERDING) Baseia-se no degrau de deslocamento anterior de L-5 em relação a S-1. Observou-se que somente pacientes com uma espondilolistese maior do que 25% apresentam dor lombar contínua. Portanto, não há motivos para restrições ao trabalho.
  103. 104. Estabilizadores da coluna vertebral <ul><li>Passivos: </li></ul><ul><li>Disco intervertebral </li></ul><ul><li>Ligamentos </li></ul><ul><li>Cápsula articular </li></ul><ul><li>Articulações facetárias </li></ul><ul><li>Tensão passiva muscular </li></ul><ul><li>Dinâmicos </li></ul><ul><li>Músculos: </li></ul><ul><li>Região lombar: multífidos e transverso do abdomen (porção posterior do íleo-psoas, oblíquo interno). </li></ul><ul><li>Região cervical: multífidos e longo do pescoço. </li></ul>
  104. 105. Músculos paravertebrais
  105. 106. Multífidos
  106. 107. Músculos Abdominais
  107. 108. Abertura Torácica Inferior Íl.posas, Quadrado Lombar e Diafragma
  108. 109. Músculos abdominais
  109. 110. Diafragma
  110. 111. Fáscia tóraco-lombar
  111. 112. Protocolos: estabilização lombar
  112. 113. Estabilização lombar
  113. 114. Longo do pescoço/ escalenos Esternocleidomastóideo
  114. 115. Pelve: elementos ósseos e ligamentares
  115. 116. Lesões de fixação da sacroilíaca <ul><li>Estiramento dos ligamentos S.I. </li></ul><ul><li>Estímulo neural elétrico que chega a medula. </li></ul><ul><li>Facilitação nervosa no nível medular provoca espasmo muscular. </li></ul><ul><li>Espasmo leva a fixação da lesão. </li></ul>
  116. 117. Síndrome do Piriforme
  117. 118. Manobra de Weber-Barstow
  118. 119. Medição do comprimento real
  119. 120. Discrepância é de origem femural ou tibial
  120. 121. Discrepância real de membros e escoliose funcional
  121. 122. Articulação do quadril (coxo-femural)
  122. 123. Complexo articular do joelho <ul><li>3 ossos: </li></ul><ul><li>Fêmur </li></ul><ul><li>Tíbia </li></ul><ul><li>Patela </li></ul><ul><li>2 articulações: </li></ul><ul><li>Tibio-femural </li></ul><ul><li>Patelo-femural </li></ul>
  123. 124. Cápsula posterior e bursas do joelho
  124. 125. Superfícies articulares tibio-femural meniscos medial e lateral
  125. 126. Estabilizadores passivos: ligamentos e meniscos
  126. 127. Lesão ligamentar <ul><li>Etiologia: traumáticas </li></ul><ul><li>Denominação: entorses </li></ul><ul><li>Severidade: </li></ul><ul><li>Grau 1: Estiramento livre de rompimento microscópico, sem perda funcional (hipersensibilidade e edema local). </li></ul><ul><li>Grau 2: Rompimento parcial sem perda funcional. </li></ul><ul><li>Grau 3: Rompimento parcial com perda funcional (instabilidade articular). </li></ul><ul><li>Grau 4: Rompimento total </li></ul>
  127. 128. Ligamento cruzado anterior (LCA) <ul><li>Tensão durante toda a amplitude de movimento: </li></ul><ul><li>Feixe ântero medial + tenso em flexão </li></ul><ul><li>Feixe póstero lateral + tenso em extensão </li></ul><ul><li>Funções estabilizadoras: </li></ul><ul><li>Contenção para gaveta anterior em 85% </li></ul><ul><li>Controle de stress em valgo e varo </li></ul><ul><li>Controle sobre stress em hiperextensão </li></ul>
  128. 129. LCA: reabilitação pós-operatório <ul><li>Semana 1: </li></ul><ul><li>2 muletas </li></ul><ul><li>Controle da dor, derrame </li></ul><ul><li>Mobilização da patela </li></ul><ul><li>ADM ativa: 20 a 80º </li></ul><ul><li>Extensão passiva </li></ul><ul><li>Semana 2 a 4: </li></ul><ul><li>1 muleta/ apoio parcial </li></ul><ul><li>Controle de dor e edema </li></ul><ul><li>Mobilização da patela </li></ul><ul><li>Exercícios de fortalecimento geral (quadril e tornozelo) </li></ul><ul><li>Reforço de quadriceps em cadeia cinética fechada (período crítico enxerto). </li></ul><ul><li>ADM: 0 a 110º </li></ul>
  129. 130. LCA: Reabilitação pós-operatório <ul><li>Semanas 5 a 8: sem derrame, mobilidade patelar normal, marcha normal, ADM plena. </li></ul><ul><li>Avançar nos exercícios de fortalecimento </li></ul><ul><li>Iniciar propriocepção (proteção articular, estabilização). </li></ul><ul><li>3 meses: fortalecimento do quadriceps em cadeia cinética aberta sem restrição da ADM. </li></ul><ul><li>4 a 6 meses: iniciar trote. Propriocepção específica para o desporto praticado. </li></ul><ul><li>6 a 9 meses: reiniciar as atividades esportivas. </li></ul>
  130. 131. Articulação patelo-femural
  131. 132. Força de reação articular
  132. 133. Áreas de contato patelo-femural da extensão para flexão
  133. 134. Stress patelo-femural Cadeia aberta x Cadeia fechada
  134. 135. Alinhamento patelo-femural
  135. 136. Síndrome da dor patelo-femural <ul><li>Fuga de alinhamento = má distribuição de cargas = stress aumentado = risco (SPF) </li></ul><ul><li>Fatores de risco podem comprometer o alinhamento patelar: </li></ul><ul><li>Fatores biomecânicos (disfunções) </li></ul><ul><li>Lesões de ilíaco (alinhamento pélvico) </li></ul><ul><li>Discrepância de membros </li></ul><ul><li>Ângulo de anteroversão femural aumentado </li></ul><ul><li>Valgismo de joelho aumentado </li></ul><ul><li>Rotação tibial proximal externa </li></ul><ul><li>Pronação excessiva da subtalar </li></ul>
  136. 137. Fugas de alinhamento patelar
  137. 138. Ângulo entre colo e diáfise femural <ul><li>Ângulo < 125º ->coxa vara. </li></ul><ul><li>Ângulo reduzido, membro fica encurtado, os abdutores ficam mais efetivos, a cabeça femoral recebe menor carga, mas o colo é mais sobrecarregado. </li></ul><ul><li>Ângulo > 125º ->coxa valga. </li></ul><ul><li>Deste modo o membro, reduz a efetividade dos abdutores, aumenta a carga sobre a cabeça do fêmur e diminui a carga sobre o colo do fêmur. </li></ul>
  138. 139. Coxa vara =Joelho valgo Stress tensivo L.C. medial stress de compressão no compartimento lateral
  139. 140. Ângulo de anteversão do colofemural <ul><li>Relação entre o linha do colo femural e entre epicôncilos (distal). Normal 8 -15º </li></ul><ul><li>Aumentado: </li></ul><ul><li>Patela vesga </li></ul><ul><li>Rotação interna do quadril (pés apontando para dentro). </li></ul>
  140. 142. Sinal de baioneta
  141. 143. Joelho em vista lateral
  142. 144. Altura da patela
  143. 145. Fatores de risco (disfunções) para SPF <ul><li>Retração tecidual: </li></ul><ul><li>Banda íleo-tibial (fáscia latta) </li></ul><ul><li>Retináculo dos estensores </li></ul><ul><li>Reto femural </li></ul><ul><li>Ísquitibiais </li></ul><ul><li>Gastrocnêmios </li></ul><ul><li>Falha de ativação: estabilização medial patelar: vasto medial oblíquo. </li></ul><ul><li>Fraqueza: quadriceps </li></ul>
  144. 146. Região glútea e lateral da coxa
  145. 147. Face lateral – BIT/Bíceps femoral
  146. 148. Face posterior – semitendinoso,semimembranoso, biceps femoral e grácil.
  147. 149. Estabilização patelar: retináculo medial e VMO
  148. 150. Lesões inflamatórias <ul><li>Tendinose do patelar </li></ul><ul><li>Tendinose da pata de ganso </li></ul><ul><li>Síndrome do Trato Íleo-tibial </li></ul><ul><li>Sinovites </li></ul>
  149. 151. Face anterior da coxa e joelho
  150. 152. Face Medial Face Lateral
  151. 153. Face medial – Pata de ganso
  152. 154. Canelite <ul><li>É o nome popular da Síndrome de stress do tibial posterior ou periostite medial da tíbia. </li></ul><ul><li>Inflamação dos tendões do compartimento posterior tibial e periósteo adjacente. </li></ul><ul><li>Comum em atletas corredores, de futebol e tênis. </li></ul><ul><li>Fatores de risco: </li></ul><ul><li>Intr: pronação excessiva subtalar </li></ul><ul><li>Extr: prática em solo rígido, calçado inapropriado. </li></ul><ul><li>Tratamento: </li></ul><ul><li>Pode evoluir para fratura por stress local. </li></ul>
  153. 155. Músculos do compartimento posterior
  154. 156. Fraturas por stress <ul><li>Local:Terço distal ântero-medial tibial. </li></ul><ul><li>Mecanismo: Remodelação óssea não acompanha o stress local. </li></ul><ul><li>Tratamento conservador para canelite não evolui: atenção/encaminhar ortopedia. </li></ul><ul><li>Diagnóstico: imagem. </li></ul><ul><li>Tratamento: suspensão das atividades esportivas. </li></ul><ul><li>Evidenciar fatores biomecânicos. </li></ul><ul><li>Confirmar calçado adequado. </li></ul><ul><li>Retorno progressivo. </li></ul>
  155. 157. Sindesmose tibio-femural
  156. 158. Divisões anatômicas do pé
  157. 159. Pinça tibio-talar Artic. Sub-talar
  158. 160. Alinhamento normal do tornozelo e pé <ul><li>Pronação subtalar: </li></ul><ul><li>Normal </li></ul><ul><li>Anormal: alguns tipos de arranjo causam compensação sob forma de pronação anormal. </li></ul>
  159. 161. Antepé varo: A- forma não compensada e B- compensada <ul><li>Ante pé invertido: hiperpronação quando contato medial com o solo. </li></ul><ul><li>Pronação não disponível: pressão aumenta para cabeça 4 e 5 metatarsos. </li></ul><ul><li>Forma compensada: calcâneo evertido com pé tendendo para plano. </li></ul>
  160. 162. Pronação excessiva subtalar
  161. 163. Antepé valgo: A- compensado e B- não compensado <ul><li>Estrutura medial em contato e face lateral suspensa. </li></ul><ul><li>Fase de apoio supinação e em seguida hiperpronação. </li></ul><ul><li>Forma compensada leva a pé cavo com arco aumentado. </li></ul>
  162. 164. Retropé varo <ul><li>Subtalar hiperprona para posicionar o calcâneo verticalmente em contato com o solo. </li></ul>
  163. 165. Tíbia vara Dorsoflexão Limitada <ul><li>Desvio do terço inferior na direção da inversão. </li></ul><ul><li>Quando em descarga de peso, ocorre semelhança com ante pé varo. </li></ul><ul><li>Marcha normal tíbia deve evoluir no mínimo 10º sobre o talus antes da elevação do calcanhar. Na ausência de dorsoflexão disponível: hiperpronação compensatória. </li></ul>
  164. 166. Entorse de tornozelo <ul><li>Lesão traumática de maior prevalência do membro inferior. </li></ul><ul><li>Mecanismo mais comum: entorse por inversão e flexão plantar associados (posição articular de maior instabilidade). </li></ul><ul><li>Ligamento mais afetado: talo fibular anterior. </li></ul><ul><li>Severidade: disfunção. </li></ul><ul><li>Tratamento: </li></ul><ul><li>Fases do processo inflamatório </li></ul><ul><li>Drenagem local </li></ul><ul><li>Dorso flexão diminuída: Bloqueio articular do tálus, encurtamento dos flexores plantares. </li></ul><ul><li>Bloqueio articular: Fíbula. </li></ul><ul><li>Ativação: fibulares, tibial posterior (principais estabilizadores dinâmicos do tornozelo). </li></ul><ul><li>Propiocepção: “proteção articular” , “estabilização segmentar”. </li></ul>
  165. 167. Ligamentos do tornozelo e pé
  166. 168. Talo Fibular Ant. Calcâneo Fibular
  167. 169. Músculos extrínsecos do pé (face lateral)
  168. 170. Músculos do compartimento posterior
  169. 171. Estabilização do tornozelo <ul><li>Co-contração do tibial posterior e fibular longo. </li></ul>
  170. 172. Estabilização do tornozelo:có-contração tibial posterior e fibular longo
  171. 173. Fáscia plantar <ul><li>Fáscia: </li></ul><ul><li>Composta de tecido conjuntivo fibroso. </li></ul><ul><li>À partir do calcâneo, dirige-se anteriormente para a cabeça dos metatarsos. </li></ul><ul><li>Sustenta o arco plantar longitunal </li></ul><ul><li>Auxilia na potência de impulsão </li></ul>
  172. 174. Fasceíte Plantar <ul><li>Etiopatogenia: abuso mecânico deste tecido leva a microtraumas repetitivos e cronicidade inflamatória. </li></ul><ul><li>Fatores de risco: </li></ul><ul><li>Obesidade </li></ul><ul><li>Biomecânico: Pé cavo rígido, hiperpronação da subtalar associada com diminuída dorso-flexão. Hipomobilidade do primeiro raio. </li></ul><ul><li>Observa-se: </li></ul><ul><li>Início incidioso e gradual. </li></ul><ul><li>Sensibilidade a palpação próximo a sua inserção calcaneana. </li></ul><ul><li>Dor intensa aos primeiros passos pela manhã. </li></ul>
  173. 175. Fasceíte plantar <ul><li>Tratamento: </li></ul><ul><li>Supressão das atividades que possam agravar os sintomas. </li></ul><ul><li>Uso de órteses de absorção. </li></ul><ul><li>Técnicas para alívio da tensão fascial (compressão, release, alongamento). </li></ul><ul><li>Compensação biomecânica. </li></ul><ul><li>Mobilidades: do primeiro raio e médio e retro-pé. </li></ul>
  174. 176. Retináculos e sinóvias dos extensores
  175. 177. Músculos dos compartimentos lateral e anterior
  176. 178. Faces tibiais anterior e posterior
  177. 179. N. ciático
  178. 180. Complexo do ombro <ul><li>Síndrome do impacto: </li></ul><ul><li>Conceito </li></ul><ul><li>Estruturas acometidas: bursas e tendões. </li></ul>
  179. 181. Biceps braquial: tendinose
  180. 182. Síndrome do impacto: <ul><li>Conceito e mecanismo da lesão </li></ul><ul><li>Estruturas envolvidas </li></ul><ul><li>Disfunções: </li></ul><ul><li>Pobre aporte sangüíneo tendíneo </li></ul><ul><li>Postural: alinhamento escapular e alinhamento cervical </li></ul><ul><li>Alteração do ritmo escápulo-umeral </li></ul><ul><li>Mobilidade: Gleno-umeral, escapular, clavicular (esterno e acrômio clavicular) </li></ul><ul><li>Ativação músculos locais: Gleno-umeral e escapular </li></ul>
  181. 183. Hiperlordose cervical: transtornos mecânicos
  182. 184. Teste de encurtamento peitoral menor
  183. 185. Peitoral Maior e Menor
  184. 186. 1- Artéria Subclávia 2- Plexo Braquial 3- Artéria Carótida Comum
  185. 187. Longo do pescoço/ escalenos esternocleidomastóideo
  186. 188. Manguito rotator
  187. 189. Serrátil anterior
  188. 190. Trapézio
  189. 191. Elevador da Escápula
  190. 192. Romboídes
  191. 193. Estabilizadores escapulares <ul><li>Vetores de força dos músculos relacionados com movimento e estabilização da escápula: </li></ul><ul><li>Peitoral menor </li></ul><ul><li>Serrátil anterior </li></ul><ul><li>Rombóides </li></ul><ul><li>Elevador da escápula </li></ul><ul><li>Trapézio (sup/méd/inferior) </li></ul>
  192. 194. Articlação radiocárpica
  193. 195. Obrigado!!! <ul><li>100 anos !! Clube Atlético Mineiro </li></ul>

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