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Ecologia de Populações




 Nicho Ecológico


Prof. Dr. Harold Gordon Fowler
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Cada organismo tem um nicho, ou
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tem um nicho que incluía várias atividades
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O espaço de um organismo em
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Nicho Ecológico

  1. 1. Ecologia de Populações Nicho Ecológico Prof. Dr. Harold Gordon Fowler popecologia@hotmail.com
  2. 2. Cada organismo tem um nicho, ou função no ecossistema. Uma minhoca tem um nicho que incluía várias atividades que melhoram o solo. Nicho Traz minerais a Ajuda a penetração Superfície do solo do ar e água no solo Carrega matéria vegetal morta abaixo do solo
  3. 3. O espaço de um organismo em seu ambiente Nicho O habitat do organismo + seu papel + os limites de tolerância a todos os fatores limitantes O nicho de uma espécie consiste de: Seu papel no ecossistema (herbívora, carnívora, produtor, ...) Seus limites de tolerância (solo, pH, umidade) Seus requerimentos para abrigo, locais de nidificação, e outras, todos que variam no tempo
  4. 4. Nicho Ecológico O nicho ecológico não é uma noção da ecologia quantitativa de populações ainda que existem tentativas de sua definição quantitativa. Existem várias definições do nicho ecológico. Grinnell (1917) definiu o nicho como todos os locais onde um indivíduo de uma espécie pode viver (ou onde as condições permitem sua sobrevivência).
  5. 5. Nicho Grinnell 1917 “The niche relationships of the California thrasher” – Sub-divisão do ambiente que atenda as necessidades da espécie: Tolerâncias fisiológicas, como a temperatura, umidade alimentação Interações inter-específicas – “nenhuma de duas espécies de aves ou mamíferos ocuparão precisamente o mesmo nicho”
  6. 6. Nicho Ecológico Elton (1927) descreveu o nicho como a função realizada pela espécie na comunidade no qual está. A primeira definição enfatizou o ”endereço" da espécie e a segunda definição enfatizou a "profissão" (Miller 1967). – O papel funcional na rede alimentar e seu impacto sobre o ambiente (como o que come)
  7. 7. Nicho Ecológico Hutchinson (1957) definhou o nicho como região (uma hiper-volume de n dimensões) num espaço multidimensional de fatores ambientais que atingem o bem estar de uma espécie. Essa definição é parecida a do Grinnell. Foi popular porque a escala de tolerância aos fatores ecológicos pode ser mensurada, não como a "profissão da espécie".
  8. 8. Nicho Ecológico Hutchinson 1957 – Revolucionou o conceito do nicho ao torna-o uma unidade quantificável que permite uma análise teórica explicita e previsão – Lembre: uma hiper-volume de n dimensões que engloba a amplitude das condições físicas e biológicas necessárias a uma espécie que permite manter uma população estável ou em crescimento
  9. 9. Nicho Ecológico O papel de uma população na comunidade – Dimensões de um nicho: Habitat e micro-habitat (espaço ocupado) Espectro de alimentos, nutrientes essenciais Requerimentos reprodutivos – Nutrição, locais de nidificação ou tocas Sazonalidade: Quando os recursos são requeridos e usados.
  10. 10. Tamanho do Nicho de uma Espécie O nicho de uma espécie é influenciado por vários variáveis Esses variáveis incluem a temperatura preferida, a época do ano que reproduz, o que gosta comer, e onde encontra seu alimento A amplitude intera de oportunidades de recursos que um organismo potencialmente é capaz de ocupar dentro de um ecossistema é seu nicho fundamental
  11. 11. Os Nichos são Multidimensionais Não baseados somente em um recurso ou fator ambiental Mas várias coisas afeita o nicho: – Recursos: Alimento, cobertura, espaço, locais de nidificação e outros… – Fatores ambientais (afeita a fisiologia e aptidão): temperatura., unidade, salinidade e outros.…. – Como representar essa complexidade?....
  12. 12. G.E. Hutchinson- – Definiu nicho como um hiper- volume multidimensional. Podemos representar graficamente o nicho multidimensional: – Cada recurso ou fator ambiental necessário é representado por um eixo. – As espécies podem sobrepor em um eixo mais nunca em todos
  13. 13. Hiper-volume de n dimensões que engloba a amplitude das condições físicas e biológicas necessárias a uma espécie que permite manter uma população estável ou em crescimento
  14. 14. Nicho Ecológico Hutchinson 1957 – Nicho fundamental = todos os aspectos da hiper-volume n- dimensional na ausência de outras espécies – Nicho realizado = a parte do nicho fundamental a qual a espécie fica restrita devido as interações inter-específicas Nicho Nicho fundamental realizado
  15. 15. As espécies pode sobrepor em um eixo mais nunca em todos
  16. 16. Nicho Ecológico – Resultou na Teoria do Nicho Modelos teóricos que investigaram quanto e quanta similares as espécies co-existentes poderiam ser numa comunidade Inspirou estudos de campo para medir a amplitude do nicho, a sobreposição do nicho, e a assembléia do nicho, e outros.
  17. 17. Nicho Ecológico Mas o menos no mesmo tempo, o ecólogo eminente, Dr. Seuss, poeticamente descreveu o princípio da exclusão competitiva no livro, On Beyond Zebra!
  18. 18. Nicho Ecológico
  19. 19. Nicho Ecológico
  20. 20. O nicho tem uma forma de duas dimensões Espécie A O nicho representado pela área de duas dimensões
  21. 21. O que é o nicho ecológico? Conjunto de condições dentro das quais um espécie pode sustiver uma população viável intensidade da luz Nicho ecológico Oba! multidimensional salinidade temperatura com tantas dimensões que correspondem as condições limitantes
  22. 22. Nicho Ecológico (1) a mensuração do volume do nicho é subjetivo (2) algumas dimensões importantes do nicho podem ser desconhecidas (3) os nichos mudam durante o ciclo de vida, (4) os nichos mudam de uma região geográfica a outra.
  23. 23. Nicho Fundamental versus Nicho Realizado
  24. 24. Nicho Nicho Ecológico Ecológico: • • Nicho Fundamental: Nicho Realizado: • •
  25. 25. Hutchinson (1957) definhou o nicho como: “hiper-volume de n dimensões” n é o número de fatores ambientais importantes para a sobrevivência e reprodução de uma espécie. G. Evelyn Hutchinson Nicho Fundamental – hiper-volume hipotético Nicho Realizado é a porção do nicho fundamental onde uma espécie pode viver, refletindo as interações, tais como a competição, que limita o número de condições ambientais viáveis
  26. 26. Nicho Nicho Fundamental – Todos os recursos que seriam disponíveis na ausência da competição.
  27. 27. Nicho Nicho Realizado – Recursos realmente usados na presença de um competidor.
  28. 28. Nichos Fundamentais e Realizados Mueller-Dombois e Ellenberg (1974) Competidores restringem a espécie Z a sua curva de resposta ecológica (nicho realizado) Abundancia Espécie Z Fisiológico Ecológico Gradiente Ambiental
  29. 29. Nicho Fundamental S = sobrevivência G = crescimento R = reprodução O = ótimo Performance Gradiente ambiental (temperatura)
  30. 30. O conceito do nicho e populações Nicho Fundamental R0 < 1.0 predação Fator II Nicho Realizado R0 > 1.0 competição Fator I
  31. 31. Interações: Impactos Nicho Fundamental: onde um organismo poderia viver Nicho Realizado: onde um organismo realmente vive Nicho Fundamental ≠ Nicho Realizado
  32. 32. Divisão de Recursos Entre as Espécies Muitas espécies ocupam somente uma porção de seu nicho fundamental A parte do nicho fundamental que uma espécie ocupa é conhecida como o nicho realizado
  33. 33. Abundância da Espécie Gradiente ambiental
  34. 34. Acer Acer Oxydendrum nigrum saccharum arboreum
  35. 35. Seis espécies de Solidago são encontradas juntas em campos. nemoralis missouriensis speciosa canadensis gigantea graminifolia
  36. 36. Freqüência de ocorrência Umidade do solo (%) (Werner e Platt 1976)
  37. 37. Nicho Hutchinsono Redefinição de 1958.
  38. 38. Nicho Hutchinsono  Redefinição de 1958.  Dois variáveis ambientais podem produzir um espaço ambiental ou um espaço de nicho.  Pode agregar outros fatores ambientais.  Hiper-volume de n dimensões  Ou o nicho fundamental da espécie  Porém, porque a competição pode limitar o nicho fundamental, o que observamos na natureza é o:  Nicho Realizado
  39. 39. Duas espécies podem viver no mesmo nicho?
  40. 40. Duas espécies podem viver no mesmo nicho?
  41. 41. Duas espécies podem viver no mesmo nicho? Observação: – Vários tipos de aves vivem na mesma espécie de árvore. Hipótese baseada na teoria de competição: – As aves usam partes diferentes das árvores. Experimento: – Nenhum experimento realizado, mas observações foram registradas para testar a hipótese.
  42. 42. Joe Connell
  43. 43. Estudos de Competição no Campo O estudo clássico da competição no campo foi realizado por Joseph Connell (1961) Connell estudou a distribuição de duas espécies de moluscos na zona inter- mareia. Connell documentou que a maioria das zonas inter-mareias demonstram uma zoneamento vertical marcado.
  44. 44. Moluscos
  45. 45. Estudos de Competição no Campo Para essas duas espécies de moluscos, existe uma sobreposição grande nas porções da zona inter-mareia onde os estágios larvais se afixam depois a dispersão no mar. Mas os adultos têm distribuições que não sobrepõem.
  46. 46. Estudos de Competição no Campo Balanus ocupa a maior parte da zona inter- mareia. Chthalamus se encontra somente na zona que resseca da zona inter-mareia (parte mais alta). – (zona de maior dessecação)
  47. 47. Estudos de Competição no Campo
  48. 48. Estudos de Competição no Campo O que explica as distribuições que não sobrepõem dos adultos? 1. Diferencias nos Nichos Fundamentais? 2. A competição inter-espécifica? 3. Ambas?
  49. 49. Estudos de Competição no Campo A resposta é: ambas. 1. Competição inter-específica: Em todas as áreas embaixo da zona de mareia contínua, Balanus é a competidora superior. Ou cresce por acima ou por embaixo de Chthalamus, causando sua eliminação.
  50. 50. Estudos de Competição no Campo 2. Balanus não pode sobreviver por muito tempo sob condições de ventos e luz solar direto. 3. O nicho fundamental de Balanus não incorpora essa zona.
  51. 51. Estudos de Competição no Campo Para Chthalamus, porém, o nicho fundamental inclua a zona inter-mareia total. Ao ser exposta a competição com Balanus, porém, o nicho realizado se restringe somente a parte superior da zona de mareia alta.
  52. 52. Efeitos da Competição de Duas Espécies de Moluscos Nicho Nicho Fundamental Realizado O nicho realizado de Chthamalus é menor do que seu nicho Fundamental devido a competição do Semibalanus que cresce Mais rapidamente
  53. 53. O nicho fundamental depende das condições físicas (abióticas). O nicho realizado depende das condições abióticas e bióticas. O que é o nicho realizado de cada molusco? O que é o nicho fundamental de cada molusco?
  54. 54. Como podemos determinar o nicho realizado de cada espécie? Onde crescem quando competem? Taxa de crescimento Balanus e Chthamalus Nicho realizado de Balanus Nicho realizado de Chthamalus baixo meio alto Localização na zona Inter-mareia
  55. 55. Como podemos determinar o nicho fundamental de cada espécie? Experimentos de remoção – remover cada espécie e determinar onde a outra espécie cresce Taxa de crescimento Balanus sozinha Nicho fundamental de Balanus Chthamalus sozinha Nicho fundamental de Chthamalus baixo meio alto Localização na zona Inter-mareia
  56. 56. O nicho de uma espécie pode se contrair na presença de uma espécie competidora. Esse fenômeno resulta no compartilhamento de recursos (nicho) e a coexistência de espécies funcionalmente similares. O nicho mais estreito é o nicho realizado. O que acontece se a espécie competidora é retirada?
  57. 57. O nicho de uma espécie pode contrair na preença de uma espécie competidora. Esse fenômeno resulta no compartilhamento de recursos (nicho) e a coexistência de espécies funcionalmente similares. O nicho mais estreito que resulta da competição é o nicho realizado. Quando a competidora dominante é removida, o nicho da espécie competidora inferior pode expandir pela soltura competitiva.
  58. 58. A soltura competitiva – nicho da espécie competivamente inferior expanda na ausência da espécie competitivamente superior Taxa de crescimento Soltura competitiva Chthamalus com Chthamalus Nicho Balanus Sozinha realizado Nicho fundamental baixo meio alto Localização na zona Inter-mareia
  59. 59. Estudos de Competição no Campo
  60. 60. Córregos com somente espécie A de Planaria Córregos com somente espécie B de Planaria Córregos com ambas espécies de Planaria Quais são os nichos fundamentais e realizados de cada espécie?
  61. 61. Estudos de Competição no Campo Chthalamus tem seu limite superior fixo pela dessecação e o limite inferior imposto por Balanus A retirada de Balanus fortalece o crescimento de Chthalamus Com a retirada de Chthalamus, Balanus não invade O limite superior de Balanus estabelicido pela dessecação e o limite inferior pela predação de estrelas de mar Com a retirada das estrelas de mar, Balanus invade
  62. 62. Interações: Impactos O estudo clássico de Connell das distribuições de moluscos na zona inter-mareia de Escócia Stress Abiótico + Interações inter- específicas
  63. 63. Coexistência de Espécies Algumas espécies não podem coexistir Aquelas espécies que coexistem demonstram diferencias inter- específicas do uso de recursos Ainda as espécies que são similares ecologicamente se diferem de algum grau
  64. 64. Nicho Os modelos prever que a co-existência depende de diferencias inter-específicos no uso de recursos = compartilhamento de recursos Nicho “O conceito de nicho existe como uma das temas com mais confusão, e mais importante da ecologia,” Root (1967)
  65. 65. Nicho abiótico Área apresentando as combinações apropriadas das condições bióticas e abióticas (= distribuição potencial ou nicho fundamental) Distribuição geográfica atual (condições bióticas e abióticas realizadas, Acesso a dispersores) Acesso Interações Bióticas
  66. 66. Interações de Espécies Nicho abiótico Acesso Interações Bióticas
  67. 67. Nichos sobrepostos Espécie B Espécie C A competição inter-espécifica ocorre onde os nichos sobrepõem
  68. 68. Esse nicho não é suficiente grande para as duas espécies! Espécie A Espécie D A competição intensa resulta na exclusão competitiva Uma espécie precisa sumir
  69. 69. Nichos Separados Espécie A Espécie B Sem sobreposição dos nichos. Assim, a coexistência pode ocorrer
  70. 70. Importância das Interações de Espécies Nicho abiótico Acesso Interações Bióticas
  71. 71. Interações: Impactos Modelo bio-climático da distribuição de Tsuga heterophylla: Por que Tsuga heterophylla não ocupa o Nicho nicho Realizado fundamental no interior?  competição  Tempo desde a Nicho dispersão (ainda em Fundamental expansão) Predicted distribution of western hemlock based on bioclimatic modeling. From Gavin and Hu, 2006. Journal of Biogeography 33, 1384–1396.
  72. 72. Interações de Espécies não Importantes Nicho abiótico Interações Bióticas Acesso
  73. 73. A especialização evita a competição Espécie B Espécie C Evolução pela seleção natural para formar nichos separados Espécie B’ Espécie C’ Especialização em dois nichos separados
  74. 74. Efeitos sobre o nicho realizado de Mutualismos Nicho fundamental Nicho realizado A competição e a exploração Mutualismos podem podem reduzir o nicho aumentar o tamanho realizado de uma espécie do nicho realizado comparado a seu nicho comparado ao nicho fundamental fundamental
  75. 75. Coiote (10 – 25 kg) Alimento: ovelhas, frangos, ratos, coelhos, esquilos de chão, outros roedores pequenos, insetos, répteis, fritas. Raposa vermelha (4 – 8 kg) Alimento: ratos, camundongos, coelhos, esquilos, frutas, insetos, aves e ovos. Carcaças, lixo, anfíbios, e répteis.
  76. 76. Amplitude Do coiote:
  77. 77. Amplitude da Raposa vermelha
  78. 78. Uso Relativo Coiote do Raposa alimento insetos aves roedores coelhos bezerras Tamanho do item alimentar
  79. 79. • Competição e morfologia – intra-específica e inter-específica: • Influencias da seleção natural sobre dentes • Dentes correspondem o tipo e tamanho da presa (redução de sobreposição) Diâmetro (mm) dos caninos
  80. 80. Mudança Climática Nicho abiótico Acesso Interações Bióticas
  81. 81. Efeitos da Mudança Climática Nicho abiótico Acesso Interações Bióticas
  82. 82. Mudança Climática Nicho abiótico Acesso Interações Bióticas
  83. 83. Efeitos da Mudança Climática - acesso Nicho abiótico Acesso Interações Bióticas
  84. 84. Mudança Climática Nicho abiótico Acesso Interações Bióticas
  85. 85. Efeitos da Mudança Climática - interações Nicho abiótico Interações Bióticas Acesso
  86. 86. Escala Espacial da Análise Nicho abiótico Acesso Interações Bióticas
  87. 87. Escala Espacial da Análise - fina Nicho abiótico Acesso Interações Bióticas
  88. 88. Escala Espacial da Análise - grossa Nicho abiótico Acesso Interações Bióticas
  89. 89. Nicho de Regeneração Grubb (1977) Outra forma que as espécies podem compartilhar o hiper- volume físico e biológico As diferencias de fenologia, timing da germinação, especialização de micro-locais
  90. 90. Invasão de Espécies Nicho abiótico Acesso Interações Bióticas
  91. 91. Invasão de Espécies Nicho abiótico Acesso Interações Bióticas
  92. 92. Nichos As espécies invasores excluem competitivament e as espécies nativas – Lava-pés – Kudzu – tiririca – Molusco Zebra
  93. 93. Exclusão Total A espécie A tem um nicho maior porque é mais generalista A espécie D tem um nicho menor e é mais especializada As especialistas, porem, têm tendência evitar a competição Por isso, aqui incorpora seu nicho pela espaço da Espécie A
  94. 94. O Princípio da Exclusão Competitiva G.F. Gause (1934) Se duas espécies, com o mesmo nicho, coesistem no mesmo ecossistema, então uma será excluida da comunidade devido a competição intensa Se crê que a intensidade de competição e proporcional ao grau de sobreposição do nicho.
  95. 95. Nichos A exclusão competitiva – Ao ser forçado competir, uma espécie elimina outra(s)
  96. 96. Exclusão Competitiva Hardin (1960) – princípio da exclusão competitiva – Competidores completos (ou seja, aqueles que competem para EXACTAMENTE os mesmos recursos da mesma forma) NÃO podem coexistir Por isso, as espécies que coexistem precisam ser diferentes na utilização de recursos – Compartilhamento do nicho ou recursos, enpacotamento de espécies
  97. 97. Compartilhamento de Recursos As espécies que coexistem diferem em algum aspecto de seu estilo de vida (hiper-volume de n dimensões) MacArthur (1958) – Diferencias de forrageio de 5 espécies de aves – Compartilhamento de recursos ao se especializar nos estratos estruturais distintos na floresta
  98. 98. Nichos Compartilhamento de recursos evita a competição; Os nichos realizados dividem os recursos entre várias espécies.
  99. 99. Compartilhamento do nicho entre diatomas onde Si ou P são recursos limitantes
  100. 100. Nicho – Regras de Assembléia (Diamond 1975) Tipo de Ordenamento de Espécies: padrões não aleatórios e repetidos na composição de comunidades locais Assembléia de comunidade deterministica e baseada no nicho Fox 1987 – Mamíferos australianos: todos os grupos funcionais são representados por pelo menos uma espécie na comunidade antes do que qualquer grupo funcional contem 2 espécies, ... – Regra de Assembléia: “Existe uma probabilidade muito maior que cada espécie que entra uma comunidade serão escolhido de um grupo de espécies com dietas similares até que cada grupo está representado.” Fox e Brown 1993 – Roedores do deserto da América do Norte
  101. 101. Nicho
  102. 102. Nicho – Regras de Assembléia Estrutura de sub-conjunto aninhado (Patterson e Atmar 1986) – Perda previsível de espécies particulares com a queda de riqueza – Comunidades pobres em espécies são sub-conjuntos de comunidades ricas em espécies
  103. 103. Nicho – Regras de Assembléia Estrutura de sub-conjunto aninhado Exemplo: Kodric-Browne Brown 1993
  104. 104. Nicho – Regras de Assembléia Estrutura de um sub-conjunto aninhado – Exemplo: Kodric-Brown e Brown 1993
  105. 105. Nicho – Regras de Assembléia Estrutura de um sub-conjunto aninhado – Extinção é altamente previsível e é baseado no tamanho do córrego Refletia o tamanho populacional mínimo via’vel da espécie e Disponibilidade do nicho – Os grupos de peixes grupos de peixes têm nichos que não sobrepõem e organizadas hierarquicamente Evite a exclusão competitiva de um grupo Dentro de um grupo, há exclusão competitiva (espécies cripticas de cabeças duras) – Encontrada em vários grupos taxonômicos: aves, mamíferos, insetos, plantas, parasitas, etc. – Ferramenta de conservação para avaliar a vulnerabilidade de uma espécie a fragmentação do habitat
  106. 106. Duas hipóteses principais lidam da como as espécies coexistem: equilíbrio e não equilíbrio. As espécies ficam em densidades não variantes por processos biológicos e ecológicos? Ou as perturbações externas inibem que um equilíbrio seja estabelecido.
  107. 107. O efeito da competição inter-específica: Como espécies relacionadas coexistem. Como os nichos tem arranjos reais. Existem dois fenômenos que sugerem que a competição inter-específica tem um papel real na coexistência ou não das espécies.
  108. 108. Mudanças nas dimensões do nicho Comparar nichos fundamentais e realizados. Robert MacArthur estudou como os recursos são compartilhados entre cinco espécies similares de aves nas florestas boreais.
  109. 109. As espécies são similares em tamanho e forma do bico. Todas são insetivoras.
  110. 110. MacArthur demonstrou que as cinco espécies forrageim em locais diferentes dentro das árvores. Não usam o mesmo nicho.
  111. 111. Padrões da distribuição das espécies O estudo da distribuição de aves de Jared Diamond no arquipélago de Bismarck . Essa é evidencia forte que a distribuição de espécies nessas ilhas se deve, em parte, a competição por via da exclusão competitiva.
  112. 112. Explicações de Equilíbrio O efeito da predação: A predação tem um papel importante na organização de comunidades. Porém, o mecanismo pelo qual a predação funciona inclua um papel fundamental da competição.
  113. 113. Um dos estudos clássicos do papel da predação sobre a diversidade Paine documento de espécies foi realizado por que a retirada da Robert Paine na zona inter-mareia estrela de mar de um costão rochoso do Pacífico. Pisaster from experimental plots, species diversity was significantly lower. Somente 8 das 15 espécies não foram eliminadas pela predação de Pisaster .
  114. 114. Paine believed this was related to competition. In the absence of sea stars, the mussel Mytilus came to dominate the community and eliminated several species. Competitive exclusion by a few dominant species led to decreased community diversity. This phenomenon gave rise to the keystone predator hypothesis. A keystone predator is one whose presence is central to the organization of the community.
  115. 115. Competição Inter-específica Influencia o Nicho das espécies. Nicho Fundamental- – A amplitude inteira de condições e recursos que um organismo poderia usar na ausência de interferência de outras espécies i.e. Habitat que potencialmente pode ser usado. Nicho Realizado – nicho atual usado – A porção do nicho fundamental usada como resultado das interações com outras espécies
  116. 116. Nicho realizado e fundamental
  117. 117. Sobreposição de nichos- duas ou mais espécies usam uma porção dos recursos simultaneamente A soltura competitiva- quando uma espécie expande seu nicho em resposta a retirada de uma espécie competidora
  118. 118. Redefinição da Exclusão Competitiva “Espécies que são competidoras completas, ou seja com uma sobreposição completa dos nichos, não podem coexistir por muito tempo.”
  119. 119. Repartição de recursos: = Divisão de recursos por populações de espécies coexistentes de modo que – Os nichos das espécies coexistentes diferem por ≥ 1 fator significante – Exemplo, espécies simpatricas podem comer alimentos diferentes ou usar outros recursos de forma distinta.
  120. 120. • Repartição vertical no solo – de 3 espécies. – usam 3 níveis de solo
  121. 121. Repartição de recursos: – reduz a competição entre espécies similares – As diferencias de fisiologia, de morfologia ou de comportamento que permitem a repartição de recursos são produtos da competição inter- específica. – *A melhor evidencia da repartição de recursos: Diferencias nas características dos indivíduos de sub- populações de ambientes competitivos diferentes.
  122. 122. As mudanças de nicho podem causar: – Deslocamento de caracteres- mudanças da morfologia, do comportamento ou da fisiologia de uma espécie devido a competição.
  123. 123. Exclusão Competitiva Kudzu
  124. 124. McArthur sugeriu a competição para explicar os padrões de distribuição de aves Fantasma da competição passada. Como as espécies coexistem? – Recursos diferentes de alimento, ou seja, especialização de dieta E as plantas? – Planta usualmente precisam dos mesmos recursos, água, nutrientes, luz. – E o fitoplâncton?
  125. 125. Como o fitoplâncton vive no mesmo local? Fitoplâncton – Poço comum de nutrientes – Freqüentemente com muitas espécies – Mesmo ambiente, como quantidade de luz e temperatura. – Em muitos corpos de água, os nutrientes são limitados. Razões? – Instabilidade ambiental – Sistema de não equilíbrio.
  126. 126. Nicho - Resumo O papel ecológico de uma espécie é seu nicho O nicho fundamental – nicho potencial nicho realizado- atual A competição inter-específica resulta na exclusão competitiva - sobreposição absoluta não pode existir na natureza
  127. 127. Controles das distribuições: resumo “Nicho”  uma propriedade da espécie “Nicho Fundamental”  locação potencial em gradientes ambientais  “Nicho Realizado”  localizações atuais nos gradientes, determinadas pelas interações entre os fatores bióticos e abióticos 140
  128. 128. Nicho Ecológico Fim do tópico
  129. 129. Interações: Impactos Limite abiótico Elevação na zona inter-mareia Interações bióticas:  competição  predação Nicho Adultos Larvas Realizado Distribuição Efeitos relativos Textbook Fig. 4.12 142

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