Successfully reported this slideshow.
We use your LinkedIn profile and activity data to personalize ads and to show you more relevant ads. You can change your ad preferences anytime.

Competição

13,315 views

Published on

Competição

Published in: Education
  • Be the first to comment

Competição

  1. 1. Ecologia de Populações Competição Prof. Dr. Harold Gordon Fowler popecologia@hotmail.com
  2. 2. Interações entre IndivíduosEfeitos de uma espécie podem ser negativos, positivos ou neutros.Essas interações regulam a densidade populacional e diversidade de espéciesInterações podem afeitar a distribuição e abundanciaInterações podem influenciar a evolução
  3. 3. Recursos Qualquer item que afeita asobrevivência ou reprodução alimento any factor consumed água by an organism and nutrientes supports increased espaço population growth rates
  4. 4. De espécies solitárias a sistemas de duas espécies Efeito de espécie 1 sobre espécie 2 - + Efeito de espécie 2 - Competição Predaçãosobre espécie 1 + Predação Mutualismo Sobre a taxa per capita de crescimento
  5. 5. De espécies solitárias asistemas de duas espéciesCompetição (– / –) * – Quando duas espécies competem, a abundancia de ambas espécies será reduzida – Predação (ou parasitismo) (+ / –) Deve aumentar a abundancia do predador (ou parasita) E diminuir a abundancia da presa (ou hospedeiro) - *mutualismo (+ / +) - *comensalismo (+ / 0)
  6. 6. Competição (-/-)Qualquer uso ou defesa de um recurso comum por umindivíduo que diminua a disponibilidade desse recursopara outrosContribuía a K(capacidade desuporte)iCompetiçãointerespecífica –entre espécies
  7. 7. Competição – duas espécies compartilham umrequisito de um recurso limitado  reduz oaptidão de uma ou as duas espécies
  8. 8. Nicho EcológicoNicho – Grinnell (1918): uma sub-divisão do habitat que contem as necessidades deitarias de uma espécie, sua temperatura, pH e outros requerimentos. – Elton (1927) e Hutchinson (1958): o papel da espécie dentro de uma comunidade
  9. 9. Comentário sobre “nichos” O nicho é o papel ecológico único de uma espécie no ambiente e inclua o que come, onde forrageia, quando forrageia, e o que precisa para sobreviver e reproduzir, além de outros fatores.Nicho fundamental: o conjunto de condições ambientais e bióticas onde a espécie pode sobreviver na ausência de um competidor inter-específico. = nicho fundamental de .. +Nicho realizado: o conjunto de condições ambientais e bióticas que uma espécie utiliza na presença de competidores inter-específicos = nicho realizado de ..
  10. 10. As espécies criam nichos enão ocupam nichos vazios. .. .. .. .. .. .. .. .. Se isso é o resultado Se isso é o resultado da competição, então da competição, então somente existe um existem dois nichos. nicho.Os nichos refletiam as capacidades de espécies paradiferenciar entre recursos e habitats, os nichos não existem independentes das espécies
  11. 11. As espécies criam nichos enão ocupam nichos vazios. A competição pode restringir asespécies a seus nichos realizados. Mas se as interações competitivas são de força suficiente, podem resultar numa resposta evolutiva nas populações de competidores.Isso muda o nicho fundamental.
  12. 12. Passado evolutivo de duas espécies de roedores: .. .. .. A seleção natural torna.. .. .. .. cada espécie mais .. adaptada ao habitat usado mais (preferências A espécie sobrevivente se distintas) evolua para virar um .. generalista melhor de .. As diferenças pequenas .. habitat. .. permitiram a espécie maior ocupar o habitat .... .. .. melhor (preferências compartilhadas). As amplitudes das espécies mudaram de modo que duasUma espécie é extinta .. .. .. .. espécies similares ocuparam o localmente. mesmo lugar querendo os mesmos recursos. .. As duas espécies evoluíram .. independentemente de um ancestral distante comum.
  13. 13. Previsão: Se as espéciescompetidoras se evoluamde essa forma,1) Membros de uma confraria (grupo funcional) que compartilham a mesma localidade geográfica devem ser mais dissimilares na média do que os membros de uma confraria amostrada em várias regiões geográficas.2) Os membros muito similares de uma confraria não devem coexistir na mesma localidade geográfica.
  14. 14. Fantasma da competição passada (Connell)O escape evolutiva da competição resulta na diferenciação do nicho (especialistas de habitat). .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. ..
  15. 15. Deslocamento de caracteresA divergência co-evolutiva de espécies com requerimentos similares de recursos ou habitat (nichos). Competição reduzida ou .. .. ausente. Coexistência. .. .. Inicialmente: competição forte.Possibilidade de exclusão competitiva ou deslocamento de caracteres
  16. 16. Contigüidade do espaço donicho:• Neohaustorius schmitze – praias da inter-mareia superior,SE U.S.• Haustorius spp. - maxillae mais compridas – podem filtrarpartículas maiores•Assim, a divisão do nicho é pelo tamanho de partícula•Estilos da competição :• Premissa é que a exclusão competitiva é hierárquica • A(superior)B(superior)C • (Não forma hierarquia, ou rede, triangular)
  17. 17. Curvas de utilização de recursos As espécies evoluíam para minimizar o impacto da competição. Quantidade comida Tamanho do item alimentar Quantidade comidaQuantidade comida Tamanho do item alimentar Tamanho do item alimentar
  18. 18. Observações na natureza sugerem que a competição inter-específica existe Muitas espécies de ungulados que ocorrem na savana africana aparentemente ocupam habitats diferentes Gazelas de Thompson Zebras
  19. 19. O repartição de recursos diminua a competição inter-específicaA repartição derecursos reduz a Nichos alimentares de avescompetição e permite ocompartilhamento de aquáticosrecursos limitantes,como alimento. Assimpermite a coexistênciade mais espécies.A repartição derecursos• em tempos diferentes,• De formas diferentes, ou• Em locais diferentes.
  20. 20. Deslocamento de CaracteresDefinição: – Em áreas onde as espécies sobrepõem, pode existir uma divergência entre as duas espécies, com a premissa de serem resultados da Competição.Porque o grau de competição depende do grau de sobreposição do nicho,A competição inter-específica deve resultar numa seleção direcional para reduzir a sobreposição do nicho
  21. 21. Deslocamento de Caracteres Diferenças em morfologia ou comportamento - – Facilita o compartilhamento de habitat e assim reduz a competiçãoAs espécies alopatrias não vivem na mesma área geográfica e por isso não se competem  nenhuma competição  nenhuma seleção
  22. 22. Deslocamento de Caracteres Diferenças em morfologia ou comportamento - – Facilita o compartilhamento de habitat e assim reduz a competiçãoAs espécies simpatrias ocupam a mesma área geográfica – Evitam a competição pelo compartilhamento de recursos – Competição inter-específica  seleção direcional para reduzir a sobreposição do nicho
  23. 23. Deslocamento de caracteresFenchel, 1975 observou quepopulações simpatrias de caramujosHydrobia ulvae e H. ventrosa semprediferem em tamanho, mas populaçõesalopatrias não demonstram diferenciasde tamanhoO deslocamento de caracteres –tamanho corporal e tamanho da bocacorrelacionados
  24. 24. Deslocamento de Caracteres Distribuição de 3 espécies de 3 Herpestes H.j. H.e. Deslocamento de caracteres: evidencia da “fantasma da competição passada” -soltura competitiva em ilhas tamanho do dente canino no macho e fêmea de H. javanicus
  25. 25. Raposa vermelha (4 – 8 kg) Uso Coiote (10 – 25 kg)Relativo doalimento insetos aves roedores coelhos bezerras Tamanho do item alimentarAlimento: ratos, camundongos, coelhos, Alimento: ovelhas, frangos, ratos,esquilos, frutas, insetos, aves e ovos. coelhos, esquilos de chão, outrosCarcaças, lixo, anfíbios, e répteis. roedores pequenos, insetos, répteis, fritas.
  26. 26. • Competição e morfologia – intra-específica e inter-específica: • Influencias da seleção natural sobre dentes • Dentes correspondem o tipo e tamanho da presa (redução de sobreposição) Diâmetro (mm) dos caninos
  27. 27. Deslocamentos naNatureza:Macoma balthica – restrita aos sedimentos brejososinter-mareios de habitats abertos da salinidadenormal. Porém, em áreas salobras (Bahia deChesapeake e Mar Báltico) – amplitude muito maior• (Kohn, 1971, 1966) Conus californicus – sozinha sealimenta de vários tipos de alimentos – radícula muitaespecífica• Conus no Havaí - 30 espécies. – amplitude restritade tipos de alimentos
  28. 28. Deslocamento de Caracteres peixes em lagos de água doce (Columbia Britânica) - se ocorrem duas espécies, o aparelho de alimentação tem uma morfologia divergente
  29. 29. Deslocamento de CaracteresA competição por exploração em espécies de Bombus:- quando em simpatria, especializam em espécies florais distintas- preferência determinada pela eficiência de alimentação que acompanha otamanho do probisco- o “nicho realizado” são os recursos e condições para que uma populaçãoexiste, cresce e reproduz na presença de uma população competidora
  30. 30. Competição e NichosA competição pode restringir espécies a seus nichos realizados. – Interações competitivas fortes  resposta evolutiva = mudança do nicho fundamental
  31. 31. Deslocamento de CaracteresSobre o deslocamento G. fortis G. fuliginosa de caracteres Beak depth – Há uma tendência para % de indivíduos em cada classe de tamanho maior divergência de Santa Maria, San Cristóbal caracteres em populações 40 Populações simpatrias de duas 20 simpatrias espécies do que em 0 populações alopatrias das Los Hermanos mesmas duas espécies 40 G. – Populações alopatrias – 20 fuliginosa, isolamento geográfico 0 alopatrias – Populações simpatrias – Daphne sobreposição geográfica 40 G. fortis, – tendem apresentar 20 alopatrias diferencias favorecidas 0 8 10 12 14 16 pela seleção natural como Profundidade do bico (mm) um mecanismo
  32. 32. Deslocamento de Caracteres
  33. 33. Deslocamento de Caracteres Exemplo: Tentilhões das GalapagosTeoria: – Segundo a teoria de deslocamento de caracteres, as espécies que as vezes se encontram simpatricas terão um caráter que mudou comparado a quando as espécies são alopatricas.Observação: – Existem três espécies de tentilhões nas Ilhas Galapagos que as vezes convivem e as vezes ocupam ilhas sozinhasHipótese: – Haverá uma diferenciação de tamanho de bico quando as espécies se encontram na mesma ilha:Teste (Não um experimento verdadeiro): – Examinar o tamanho de bico de três espécies.Resultados:
  34. 34. Resultados: *Podemos testar isso? Grant encontrou diferenças no tamanho de bico entre tentilhões do chão estavam relacionadas a dieta. O tamanho das sementes consumidas pode ser estimado pela medição dos bicos. Os indivíduos com os bicos mais fundos comeram as sementes mais duras. Após a estiagem de 1977, as sementes restantes foram muito duras. Assim, a mortalidade foi maior para aves com bicos menores. Profundidade do Bico
  35. 35. Deslocamento de Caracteres Great Basin 7 espécies de roedores Granívoros em três desertos: Mojave Menor Sonora Maior Massa corporal (log)
  36. 36. Espécies de roedores de tamanhos similares tem pouca sobreposiçãode amplitude geográfica Menor (<11g) Maior (>100g)
  37. 37. Quatro critérios para determinar o deslocamento de caracteresA mudança do valor médio do caráter nas áreas de sobreposição não deve ser previsível da variação dentro das áreas de sobreposição ou áreas de isolamento.A amostragem deve ser conduzida em mais de um conjunto de localizaçõesCaracteres precisam ser herdados.As espécies precisam ser realmente competindo para recursos.
  38. 38. Coexistência de EspéciesHutchinson (1959). "Homage to Santa Rosalia, or why are there so many kinds of animals?"Examinou diferencias de tamanho de espécies alopatricas e simpatricas
  39. 39. Quanto diferencia precisa para espécies competidoras coexistem?”Partes teóricas existem Razões Hutchinsoniano (homenagem a G.E. Hutchinson) – Envolve atributos morfológicos, como bico, tamanho corporal, comprimento do ovipoistor (parasitóide) – As diferencias (1:1.28 média; 1.1 mínima) relacionadas a diferencias de recursos (nichos) permitam a coexistência – Não bem apoiada no campo, mais ainda debatidaAs espécies podem coexistir em habitats espacialmente heterogêneos por via padrão do nicho inclusivo: Localmente uma competidora inferior coexiste com uma espécie dominante por via de nicho amplo, incluindo as condições (refúgio) não toleradas pela dominante (moluscos de Connell). Essa competição “assimétrica” pode ser comum na natureza
  40. 40. Coexistência de EspéciesExemplos da coexistência – Tentilhões nas Ilhas Galápagos – Tentilhões nas Ilhas de Natal (Ashmole 1968)David Lack: Competição e coexistência em 40 pares de aves foi mediadas pela segregação do habitat.
  41. 41. Coexistência de EspéciesSchoener examinou diferencias de tamanho para avaliar. A razão Hutchinsona de, 1.3Criticas de Hutchinson. Mais testes não demonstraram diferencias entre espécies que não poderiam acontecido por acaso. Os estudos que apoiaram Hutchinson usaram estatísticas não apropriadas As razoes das diferencias de tamanho poderiam ter outra historia evolutiva A significância biológica não sempre pode ser atribuída as razões, particularmente a estruturas não usadas para se alimentar
  42. 42. Aonidiella na California
  43. 43. A. chrysomphali displaced by A. lagnanensis on oranges 100 Condado 80 Orange 60 40 20 0 No competitive displacement Santa 100 Percent of individuals A. chrysomphali Barbara 80 A. lagnanensis (média) 60 A. melinus 40 20 0 100 Deslocamento competitivo de A. lagnanensisSão Fernando 80 (quente) 60 40 20 0 1 2 3 Ano
  44. 44. exclusão competitiva: trocas sucessivas de espécies vespasparasíticas, Aphytis, parasitas de Aonidiella
  45. 45. CompetiçãoQualquer uso ou defesa de um recurso comum por umindivíduo que diminua a disponibilidade desse recursopara outrosContribuía a K(capacidade desuporte)competiçãointraespecífica –dentro de uma espécie(aptidão)i
  46. 46. Competição IntraespecíficaConflito entre membros de uma população porrecursos escassos. Existem dois tipos básicos dacompetição intraespecíficaCompetição intraespecífica adaptadaou programada resulta do comportamento social agressivo como hierarquias de dominância e territorialidade. Somente certos indivíduos com nível hierárquica maior ou que tem territórios tem sucesso reprodutivo. Esse é conhecido como competição de jogo porque envolve jogos agressivos entre indivíduos competidores.
  47. 47. Competição IntraespecíficaA competição intraespecífica não adaptada ouincidental resulta da interação acidental entreindivíduos que usam o mesmo recurso porque osrecursos usados por um indivíduo ficamindisponíveis para outro. Isso é conhecido como acompetição por interferência porque todos seenvolvem numa procura para os recursosescassos.
  48. 48. Competição IntraespecíficaExistem paralelos entre a competiçãointraespecífica e a cooperação. Ambos podem serinduzidos por processos adaptavas (evoluídos) ouincidental (acidentais). Ambos se associam com oproblema de obtenção de recursos ou evitandosendo o recurso de outros. Por isso, esses doisprincípios fortes levam a evolução paralela decomportamentos agressivos e socialmentecooperativos em várias espécies.
  49. 49. Competição IntraespecíficaUma consequência da competição intraespecíficaé que a sobrevivência e/ou a reprodução dosorganismos individuais normalmente declina como aumento da densidade da população, conhecidocomo “dependência de densidade” na literatura.
  50. 50. Competição IntraespecíficaA dependência de densidade gerou maiscontrovérsia e confusão de qualquer outro naecologia. O argumento começou entre dois ecólogosaustralianos A. J. Nicholson e H. G. Andrewartha.Nicholson estudou populações da mosca varejeirahabitando cadáveres e concluiu que houve uma brigadependente de densidade para obter os alimentos, oque chamamos a competição intraespecífica e foi oprincipal fator na regulação do tamanhopopulacional. Andrewartha estudou populações detripes de roseiras e encontrou que os númerosforam determinados principalmente pelo clima, oqual não é dependente da densidade.
  51. 51. Competição InterespecíficaEntre  2 espécies – Dentro da mesma guilda ou nível trófico – Mesmo recurso ou conjunto de recursosInteração mutuamente negativa (-/-) ambas as espécies sofremQueda de aptidão (ex, fecundidade) atribuído a abundancia reduzidaOs indivíduos de uma espécie sofrem uma redução de fecundidade, sobrevivência e ou crescimento devido a exploração ou interferência de indivíduos de outra espécie por recursos limitadosNão envolve a predação
  52. 52. O princípio da Exclusão CompetitivaHardin (1960): O princípio de Gause: “competidoras completas não podem coexistir”; i.e., alguma diferencia do nicho necessária para coexistênciaNasceu da generalizações dos experimentos de campo e laboratório, demonstrando deslocamento competitivo de espécies ecologicamente similaresLaboratório – Tribolium --antagonismo mútuo (Come os ovos de outro) – Paramecium (aurelia, caudatum, bursarum) de GauseCampo – Invasoras – Aphytis (parasitoides) sobre Aonidiella – Solenopsis invictus – Scapteriscus
  53. 53. Sumário: Competição InterespecíficaO que é a competição interespecífica?Quais são alguns mecanismos da competição na natureza?Quais são os resultados da competição interespecífica?Como os ecólogos modelam a competição interespecífica, e que nós informa sobre os fenômenos?Quais tipos e quantidades de diferencia entre espécies permite sua coexistência?
  54. 54. Competição Interespecífica A competição entre espécies ecologicamente similares é o fator principal que determina a estrutura de comunidades de plantas e animais. O problema principal é se as espécies competidoras podem coexistir e quais são os fatores principais que afeita a coexistência. Esse tópico é a ponte entre a ecologia de populações e comunidades.
  55. 55. Competição Interespecífica Temas aplicadas principais: Na conservação: prever a extinção de espécies; prever as perdas potencias de espécies após a introdução de competidores; reduzir os efeitos da competição. No controle biológico: encontrar inimigos naturais exóticos que encaixam na comunidade de inimigos naturais existentes; encontrar competidores exóticos não pragas que podem expulsar espécies de pragas.
  56. 56. Competição InterespecíficaCompetição – Quando duas espécies usam o mesmo recurso limitado com perdas de ambas as espécies. – / –• exemplo, formiga lava-pés e formigas nativas na América do Norte;• exemplo, plantas competindo para luz, água, nutrientes.Avaliação – alguns atributos gerais da competição inter-específicaCoexistência: redução da competição pela compartilhamento de recursos
  57. 57. Competição interespecíficaINTERFERÊNCIA (-) C2 CONSUMIDORES C1 (-) RECURSOS IMPLÍCITOS EXPLORAÇÃO C1 C2 CONSUMIDORES RECURSOS EXPLÍCITOS R1 R2
  58. 58. Coexistência de Espécies a1 a aSegunda Dimensão do Nicho b1 a2 b b c1 b2 c c c2 A B C A1 B1 C1 A 2 B2 C2 Primeira Dimensão do Nicho
  59. 59. Ordenamento da repartição de recursos Por habitat (Schoener 1974) 20 Macro-habitat (55%) Tipo de alimento (40%) Hora do dia ou estação (5%)Segregando ao largo de eixos diferentes Número de pares de espécies Por nicho alimentar 10 Por geografia 0
  60. 60. Coexistência de Espécies d Disponibilidade de Recursos, K A B CUso de Recurso w Espectro de Recursos(x) Apoio para Hutchinson (1959).
  61. 61. Coexistência de Espécies Pares de folhas N2 1 50 N1 Distribuição de A 2 20 50 3 20 50 4 20 Distribuição de A 5 20 6 20 Hutchinson (1959) 7 20 8 P.S. = 0 + 0.166 + 0.166 + 0 + 0 + 0 + 0 + 0 = 0.333
  62. 62. Coexistência de Espécies 0.4 Distribuição descontinua de recursos Espécie A Sobreposição de nicho entre dois insetos 0.3 que se alimentam de arbustos Quantidades medidas PS = SpiProporção PS = similaridade proporcional 0.2 S = soma de todos as unidades, 1 a n, no conjunto de recursos Espécie B 0.1 0 1 2 3 4 5 6 7 8 pi = proporção do membro menos abundante do par PS < 0.70 indica a coexistência para recurso único PS > 0.70 indica exclusão competitiva para recurso único
  63. 63. Coexistência de Espécies – Quantidade medida. Índices de similaridade proporcional para duas ou mais recursos podem ser combinados •Multiplique valores separados de PS para determinar o valor global de PS •Coexistência para dois recursos – 0.7 x 0.7 = 0.49 ou menos
  64. 64. Efeitos evolutivos da competição interespecíficasimilaridade limitante: qual o grau de diferencia precisa demonstrar nichopara a coexistência? - a seleção natural favorece indivíduos com menos sobreposição de nichocom espécies competidoras- coexistência mais fácil quando indivíduos competem mais com a mesmaespécie d>w, d<<w
  65. 65. Coexistência competitiva porvia da diferenciação do nichoMoluscos de ConnellCoexistência de Panicum e Glycine na Austrália quando Glycine contem Rhizobium como fonte de nitrogênioEspécies de plantas invasoras (seleção r)Aranhas orbiculares baseadas em diferencias sutis da teiaBicos dos tentilhões de Darwin
  66. 66. Coexistência por via de diferencias denichos nos moluscos de Joseph Connell
  67. 67. Outros resultados da competição interespecíficaResultado depende das condições experimentais – Tribolium estudado por Parks no laboratório – Qual espécie ganha depende da temperatura, unidade T. castaneum ganha em unido quente T. confusum ganha em seco frio – Genética determina tambémNão determinado: qual competidora ganha não é previsível e depende das condições iniciais, como densidades iniciais. Sem definição = estocasticidade do resultado – T. castaneum & T. confusum
  68. 68. CoexistênciaCoexistência de espécies num ambiente estável depende das diferencias dos nichos realizados – Sem diferenciação, uma espécie exclui outraPadrão não sempre ligado ao processo: nichos diferentes não implicam competição presente ou passada – (espécies podem diferir por outras causas evolutivas)Competidoras próximas podem coexistir devido a perturbação ambiental, raramente permite a exclusão competitivaAs equações de Lotka e Volterra de competição podem ser descartadas porque fazem premissas simples sobre a homogeneidade individual e ambiental, … mas os modelos indicam que a coexistência é possível quando os nichos variam
  69. 69. Os competidores completosnão podem coexistir.A exclusão competitiva é alcançada de formamais lenta com abundancias maiores derecursos.A coexistência estável requer a diferenciaçãodo nicho, de modo que os membros de cadaespécie competem mais entre eles do que comos membros da outra espécie.  (intraespecífica > interespecífica)
  70. 70. Princípio de exclusão competitiva Se duas espécies tem o mesmo nicho, a competidora mais forte eliminará a outra competidora. “Competidores completas não podem coexistir”
  71. 71. Número de ratos veados capturados k ratos excluídos 1 .8 .6 .4 .2 0 testemunho 1978-80 1988-90 (Heske, E. J., J. H. Brown, e S. Mistry 1994) O que é o efeito do rato canguru em competição com o rato veado?
  72. 72. Princípio de exclusão competitivaPor que o rato canguru excluía o rato veado?O que acontecerá se colocamos mais sementesno ambiente?O que acontecerá se adicionamos outro recursoao ambiente?
  73. 73. Princípio de exclusão competitivaRetirada da competidora dominanteResulta na soltura ecológica decompetidoras mais fracas Retirada Aumento rápido De espécies menores
  74. 74. Dois roedores no Deserto de Negev de Israel:
  75. 75. Os dois roedores sediferem em tamanho: Gerbillus pyramidum (ca. 40 g) Gerbillus allenbyi (ca. 26 g) • vivem sozinhos em tocas • forrageiam sementes a noite • escondem e guardem sementes nas tocas • defendem agressivamente as fontes alimentares.
  76. 76. Gerbillus pyramidum ~40 g Gerbillus allenbyii ~20 g Padrão de atividade Controle retirada Tempo(hrs após por do sol)
  77. 77. O modelo de preferência distinta:As espécies preferem habitats diferentes. Porém em densidades altas, cada espécie vaza ao habitat menos preferido. N1 no habitat A, N1 no habitat B, N2 no habitat A e B. N2 no habitat A. N2 N1 isoclinal N2 isoclinal N1 no habitat A e B, N2 no habitat B. N1
  78. 78. O modelo de preferência compartilhada daseleção de habitat: Duas espécies preferem o mesmo habitat e compartilham-no em densidades baixas. Quando as densidades de ambas as espécies aumentam, a espécie mais agressiva ou mais forte ganha e defende o habitat preferido. Ambas as espécies no habitat preferidoN2 (G. allenbyi) As espécies selecionam habitats diferentes N2 usa ambos os habitats N1 usa ambos os habitats N1 usa o habitat preferido, N2 usa o habitat menos preferido. N1 (G. pyramidum)
  79. 79. N1 isoclinal N1 no habitat A, N1 no habitat B,N2 isocline N2 no habitat A e B. N2 no habitat A. N2 (G. allenbyi) N1 e N 2 no N1 no habitat A e B, habitat . N2 no habitat B. N1 (G. pyramidum)
  80. 80. Competição difusa entre “confrarias” de espécies similares comProporção da dieta Roedores sobreposição de dieta: - sobreposição do tamanho de semente foi demonstrado Formigas experimentalmen te limitar as abundancias relativas no deserto Tamanho do semente (mm) americano
  81. 81. a) Competição difusa AB AB BC AC A B C D CD AD BC BD Besouro Rato Ave CD Formiga Oferta de Recurso Uso de Recursosb) A C Formiga Rato Espectro de recursos, (por exemplo, tamanho de semente
  82. 82. Competição difusa assimétrica entre frutívoros
  83. 83. Três espécies de peixes noslagos da Columbia Britânica (Gasterosteus aculeatus)
  84. 84. Os lagos foram colonizados por umancestral marinha ao fim da última era glacial • O ancestral marinho é um comedor pequeno de zooplancton.
  85. 85. Os lagos tem ou uma ou duas espécies:• Bentônico: se alimenta de invertebrados no sedimento do lago e da vegetação• Limnetico: se alimenta de zooplancton da superfície Bentônico (grande) Limnetico (pequeno)
  86. 86. Taxa de crescimento na zona litoral bentônico hibrido limnetico Taxa de crescimento em água aberta (mg/day)As duas espécies são especialistas de habitat
  87. 87. Quando somente existe uma espécie: • Um generalista consume os invertebrados bentônicos e zooplancton de superfície Bentônico (grande) Generalista solitária (intermediário)
  88. 88. Historia Evolutiva Proposta: maiorSchluter 2000
  89. 89. Historia Evolutiva Proposta:1) As formas ancestrais competem mais do que as formasatuais? espécies marinhas vs generalista solitária > espécies marinhas vs espécies bentonicas 2) A seleção natural favorece a divergencia morfológica em populações competidoras? espécies intermediarias + espécies narinhas aptidão (peixe menor)> aptidão (peixe maior)
  90. 90. As formas ancestrais competem mais do que as formasatuais? Divisoria de plástico +1000 +1000 marinhas marinhas +2000 generalista +2000 solitária bentonicas Poço experimental
  91. 91. Poço 1 Crescimento de marinhas Comprimento (mm) Poço 2 Poço 3 Intermédio Bentônico TratamentoSob condições identicas, as espécies marinhas cresceram mais rapidamentena presença da espécies bentonicas mais divergentes do que na presença da espécies intermediária menos divergente
  92. 92. A seleção natural favorece a divergencia morfológica empopulações competidoras?Cria uma população com um aumento de variação de caracteres pela hibridização: int X lim int X ben int X int
  93. 93. Deixar a população híbrida competir com espécies marinhas: Divisória de plástico +hibridizadas +hibridizadas +planctivoro limnetico Poço experimental Após 3 meses, matar peixes, coletar e medir o comprimento
  94. 94. Log (Taxa de crescimento) - limnetico Índice MorfológicoMais bentônico Mais limneticoc (maior) (menorr) Peixes mais dissimilares crescem mais rapidamente
  95. 95. Simpatria Alopatria A competição por interferência mediada pelo comportamento agressivo dependente da temperatura… mas nenhuma evidencia da dominância de DV a elevações maiores (córregos de temperatura baixa) O nicho fundamental maior do que o nicho realizado: amplitude expandida com somente uma espécie
  96. 96. A maioria da competição interespecífica é assimétrica: moluscos intermareios…Balanaus > Chthamalus excepto nazona de alta dissicação
  97. 97. Resumo da Competição Interespecífica: A coexistência de espécies competidoras requer requerimentos divergentes de recursos e/ou habitat (diferenciação do nicho). Se espécies competidoras não se excluem, as espécies coevoluíam ao afeitar a disponibilidade dos recursos da outra espécie. A coevolução de competidoras tende tornar as competidoras mais distintas no tempo, assim reduzindo a competição entre elas e estabilizado sua coexistência ainda mais (evolução do nicho). Conseqüências biogeográficas: • Deslocamento de caracteres: membros de uma comunidade são mais distintos do esperado se as comunidades foram construídas aleatoriamente do poço maior de espécies. • A exclusão espacial de espécies com nichos muito similares.
  98. 98. Resumo de CompetiçãoA competição pode ser inter- ou intra- específicaA competição pode ser visto como a competição por recursos ou a competição por interferênciaO resultado da competição pode ser influenciado por – Condições ambientais – A presença ou ausência de inimigos naturais – A cepa genética das espécies competidoras
  99. 99. Resumo de CompetiçãoA competição intraespecífica em plantas pode ser descrito pela rega de auto- diminuição populacional de 3/2
  100. 100. Resumo de CompetiçãoEstudos experimentais demonstram que a competição ocorre entre tipos diferentes de organismos numa escala ampla na natureza – Tais estudos enfocam em espécies exóticas e por isso generalizações a sistemas naturais são duvidosas – A competição entre espécies nativas e exóticas Impõem conseqüências serias aos ecossistemas naturais
  101. 101. Fim da Aula sobre Competição

×