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entrevista Diário de Canoas

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Entrevista para o caderno Bah, Jornal Diário de Canoas, sobre selfies e redes sociais

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entrevista Diário de Canoas

  1. 1. 28 Quinta-feira, 10.7.2014 / DIÁRIO DE CANOAS Eles curtem “Tiro fotos quando vou sair e posto nas redes sociais as roupas que estou e ainda faço muitas caretas.Também tiro selfies na aula e me importo com o número de likes que recebo”. Thays Oliveira, 17 anos, aluna do 3º ano do Ensino Médio. “Eu tiro muitas selfies com meus amigos e quando a galera está reunida. Às vezes não me acho bonita nas fotos, aí tenho que fazer várias para poder aproveitar uma boa”. Bianca Foiato, 16 anos, aluna do 1º ano do Ensino Médio. “Faço selfies quando chego na aula, na hora do intervalo, quando vou ao cinema ou saio em lugares diferentes. Já virou um hábito eu mostrar para as pessoas onde estou e com quem”. Carolina Kisara Takeuchi, 14 anos, aluna do 1º ano do Ensino Médio. “Tiro fotos entre amigos e em qualquer lugar. Gosto de tornar público onde estou e faço check-in em todos os lugares que eu frequento”. RenãTiecher, 14 anos, aluno da 8ª série do Ensino Fundamental. “Faço selfies todos os dias para ver como estou e se estou ajeitado. Depois publico em várias redes sociais. Não consigo largar o celular das mãos porque para mim ele é uma ferramenta para interagir e fazer mais amizades”. Matheus Paltian, 16 anos, aluno do 3º ano do Ensino Médio. CAnoas CurtiMOS NÃO CurtiMOS Madonna teve um dia de cidadã comum e passou parte da última segunda-feira, 7, em um tribunal de Manhattan, em Nova Iorque. A pop star americana foi convocada como jurada. No entanto, as autoridades acabaram a dispensando. Pamela Anderson entrou pela segunda vez com um pedido de divórcio contra Rick Solomon, após apenas seis meses de casamento. A informação foi confirmada à revista norte-americana People pelo representante da atriz e modelo. Compartilhe seu jeito de ser e dê ideias em: Email variedadesdc@gruposinos.com.br Facebook www.facebook.com/bahdigital Twitter e Instagram @bahdigital CINEMA Teorema zero André Moraes   Enquanto não termina a Co- pa, a semana tem poucas es- treias nos cinemas. As produ- ções entrando em cartaz são para público que gosta de filmes de gênero ou de histórias mais complicadas. É bem o caso de O Teorema Zero, uma ficção científica que tem a assinatura do diretor loucão Terry Gilliam. Ele foi do grupo de comediantes ingleses Monty Python (O Cáli- ce Sagrado, A Vida de Brian) e costuma dirigir histórias muito loucas, como O Mundo Imagi- nário do Doutor Parnassus e Os 12 Macacos. Seus filmes costumam ter imagens aluci- nadas e um humor meio debo- chado. Mas não espere enten- der muita coisa.   Teorema Zero tem Christoph Waltz (de Bastardos Inglórios e Django, de Quentin Tarantino) como um hacker que está ten- tando descobrir o sentido da vi- da.Mas cada vez que ele chega perto de conseguir algum resul- tado, aparece uma bela mulher para perturbá-lo, que parece ter sido contratada por alguma agência secreta só para atrasar suas pesquisas.Lá pelas tantas ele desconfia que pode ter des- coberto alguma verdade pro- funda e perturbadora.É quando começa a trabalhar noTeorema Zero.Você sabe, né? Teoremas são coisa lá da Matemática.   O elenco tem também Mélanie Thierry (ela ficou famosa como a adolescente que Vin Diesel tinha que proteger em Missão Babilônia) e DavidThewlis (o lo- bisomem de Harry Potter). Na onda selfieGalera curte postar as autofotos nas redes sociais A gente nunca esteve tão exposto como nos dias de hoje. A tecnologia mudou nossos hábitos e criou no- vos costumes. Um exemplo disto as selfies, os autorre- tratos tirados e postados instantaneamente nas redes sociais. Estas fotos já vira- ram mania e invadiram Ins- tagram, Facebook e Twit- ter. Para saber mais sobre esta onda, o Bah! Canoas conversou com alunos do Colégio Espírito Santo e com a jornalista e mestre em Processos e Manifesta- ções Culturais, Poliana Lo- pes, a Poli. Como podemos definir a selfie? Poli - Selfies são autorretratos, que ganharam destaque mais recentemente, mas que já existem há uns 10 anos. O termo foi usado pela primeira vez em 2002, mas começou a aparecer um pouco mais frequentemente em 2004, em álbuns no Flickr, em fotologs, depois no Orkut. Entretanto, a selfie parece recente devido ao boom tecnológico. Hoje, postamos fotos em qualquer lugar, literalmente da palma da mão, com a colaboração de suportes feitos para essa instantaneidade. Temos 3G, temos wi-fi em lugares público e privados, temos tablets e smartphones, inclusive com câmera frontal que facilita esse tipo de foto. Não dependemos mais de “clicar + ir pra algum lugar com conexão + baixar a foto + publicar”, basta clicar e postar. Como a tecnologia mudou o comportamento dos jovens? Poli - Entendo que estes novos suportes tornaram tudo mais rápido. Assim como reclamamos que o sinal da internet está ruim e por isso uma mensagem demora pra ser enviada, entendemos que uma resposta precisa ser imediata. Além disso, a disponibilidade móvel faz com que todos tenham que estar disponíveis o tempo todo. E isso se reflete nos likes: se a guria posta uma foto e poucas pessoas curtem, ela fica chateada, mas nem sempre se dá conta de que postou a foto às 2 horas da manhã de uma segunda-feira, horário em que muitos dos seguidores devem estar dormindo. Ou seja, tudo tem que ser instantâneo: desde o postar a foto no momento em que ela é clicada até o reconhecimento dos amigos por likes e comentários. Por que esta onda pegou? Poli - Sempre se disse que “uma imagem vale mais que mil palavras” e hoje vivemos isso intensamente. O fato de os posts mais compartilhados em outras redes, como o Facebook, serem fotos e vídeos, tem relação direta com o crescimento de redes focadas em fotos, como o Instagram, e vídeos, como o Vine. Muito do que vemos no Facebook hoje é replicado automaticamente destas outras redes. A selfie ganha espaço quando o mostrar “uma coisa legal” que a pessoa faz torna-se irrelevante em relação ao mostrar-se fazendo, mesmo que o cenário da foto não indique o fato, a legenda assume esse papel. É o caso da selfie em jogos da Copa: o cara faz a selfie usando a camiseta da seleção e com o copo de refrigerante personalizado na mão e usa a hashtag #tatendoCopa. Quem ver a foto saberá que ele estava no jogo. Qual a tua avaliação sobre esta onda? Poli - Ela tem prós e contras. Claro que acho válida a interação, a troca de informações e de experiências que as redes sociais proporcionam. Mas, ao mesmo tempo, vejo que a exposição pode ultrapassar limites, quando a pessoa mostra efetivamente tudo, pode causar problemas. Pra entender quais basta ler a seção de comentários, especialmente de celebridades, para ver que a felicidade e a beleza - assim como uma roupa mal colocada ou uma maquiagem mal feita, no caso das gurias - pode causar uma avalanche de comentários horríveis, que depreciam, ofendem e até discriminam. Saber lidar com isso de forma saudável é algo que talvez os mais jovens não estejam bem preparados. É preciso saber separar o que é simples inveja do que é construtivo. Bah - Como o jovem se relaciona com a internet e as redes sociais? Poli - O ser humano é social e as redes sociais potencializam essa socialização.Tanto que o conceito de redes é maior do que esse que a internet potencializa hoje: o grupo de amigos da escola, a turma da sala de aula, os colegas de trabalho, os amigos de festa, todos formam redes sociais que, em determinados pontos, são interligadas. Entre os jovens, vejo que as redes sociais servem como espaço de socialização e de autoafirmação. Quanto mais curtidas em uma foto, quanto mais seguidores, mais importante - e relevante - a pessoa é. Isso sem falar da quantidade de amigos: nunca a frase do Roberto Carlos”eu quero ter um milhão de amigos” esteve tão em alta. Quanto mais pessoas mostramos que conhecemos, mais influentes somos. ESCOLA: nos momentos de descontração, gurizada aproveita para tirar fotos Vinicius Carvalho/GES

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