27. apostasia

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27. apostasia

  1. 1. 1| Apostila –Apostasia APOSTASIAOs homens não podem impunemente rejeitar as advertências que Deusem Sua misericórdia lhes envia. No tempo de Noé, uma mensagem doCéu foi endereçada ao mundo, e a salvação do povo dependia damaneira como a recebesse. Rejeitada a advertência, o Espírito de Deusfoi retirado da raça pecadora, e pereceram nas águas do dilúvio. Nosdias de Abraão, a misericórdia cessou de contender com os culpososhabitantes de Sodoma, e todos, com exceção de Ló, a esposa e duasfilhas, foram consumidos pelo fogo enviado do Céu. Assim foi nos diasde Cristo. O Filho de Deus declarara aos judeus incrédulos daquelageração: "Vossa casa vai ficar-vos deserta." Mat. 23:38. Olhandoatravés dos tempos para os últimos dias, o mesmo Poder infinitodeclara a respeito dos que "não receberam o amor da verdade parase salvarem": "Por isso Deus lhes enviará a operação do erro, paraque creiam a mentira; para que sejam julgados todos os que nãocreram a verdade, antes tiveram prazer na iniqüidade." II Tess.2:10-12. Sendo rejeitados os ensinos de Sua Palavra, Deus retira o SeuEspírito e os deixa entregues aos enganos que amam. (Cristo em SeuSantuario, 104) [Sl 14; Mat 24: 37-39; 12: 43-45; 23: 37-39; Jer 8: 5-13;Isa 1: 3-7; Ml 2: 8, 9; Rom 2: 17-24; 11: 5; 9: 27; Isa 1: 9; 10: 20-23]A Bíblia declara que nos últimos tempos os homens estariam absortosem empresas mundanas, prazeres e enriquecimento. Estariam cegospara as realidades eternas. Cristo diz: "E, como foi nos dias de Noé,assim será também a vinda do Filho do homem. Porquanto, assimcomo, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam edavam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não operceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim serátambém a vinda do Filho do homem." Mat. 22: 1 – 14; 8: 11, 12. (PJ, 228)A condição da igreja neste tempo é indicada nas palavras doSalvador, em Apocalipse: "Tens nome de que vives, e estás morto”.Aos que se recusam despertar de seu descuidoso sentimento de
  2. 2. A p o s t i l a – A p o s t a s i a |2segurança, é dirigido aviso solene: Se não vigiares, virei a ti comoladrão, e não saberás a que hora sobre ti virei.” Apoc 3: 1, 3. (GC, 309)[Amós 3: 10-15; 4: 12; 6: 8; 8: 10-13; 9: 1-10; Oseías 8: 1-12; 3: 1-5; 4:1-12, 17; Rom 3: 10-12]A vinda do esposo foi à meia-noite - a hora mais tenebrosa. Assima vinda de Cristo será no período mais tenebroso da história destemundo. Os dias de Noé e de Ló ilustram a condição do mundoexatamente antes da vinda do Filho do homem. Apontando para essetempo, declaram as Escrituras que Satanás trabalhará com todo poder e"sinais, e prodígios de mentira". II Tess. 2:9. Sua obra é reveladaclaramente pelas trevas que se adensam rapidamente, pelamultidão de erros, heresias e enganos destes últimos dias. Satanásnão só leva cativo o mundo, porém suas ilusões infectam até asprofessas igrejas de nosso Senhor Jesus Cristo. A grande apostasia sedesenvolverá em trevas tão densas como as da meia-noite,impenetráveis como a mais intensa escuridão. Para o povo de Deusserá uma noite de prova, noite de lamentação, noite de perseguição porcausa da verdade. Mas nessa noite de trevas brilhará a luz de Deus.Fez que "das trevas resplandecesse a luz". II Cor. 4:6. Quando "a Terraera sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e oEspírito de Deus Se movia sobre a face das águas. E disse Deus: Hajaluz. E houve luz". Gên. 1:2 e 3. Também na noite das trevas espirituais aPalavra de Deus diz: "Haja luz." A Seu povo, diz Ele: "Levanta-te,resplandece, porque já vem a tua luz, e a glória do Senhor vai nascendosobre ti." Isa. 60:1."Eis", diz a Escritura, "que as trevas cobriram a Terra, e aescuridão, os povos; mas sobre ti o Senhor virá surgindo, e a Suaglória se verá sobre ti." Isa. 60:2.A escuridão do falso conceito acerca de Deus é que está envolvendo omundo. Os homens estão perdendo o conhecimento de Seu caráter.Este tem sido mal compreendido e mal-interpretado. Neste tempo deveser proclamada uma mensagem de Deus, uma mensagem de influênciailuminante e capacidade salvadora. O caráter de Deus deve tornar-senotório. Deve ser difundida nas trevas do mundo a luz de Sua glória, aluz de Sua benignidade, misericórdia e verdade.
  3. 3. 3| Apostila –ApostasiaEsta é a obra esboçada pelo profeta Isaías, nas palavras: "Tu,anunciador de boas novas a Jerusalém, levanta a tua vozfortemente; levanta-a, não temas e dize às cidades de Judá: Eisaqui está o vosso Deus. Eis que o Senhor Jeová virá como o forte, e oSeu braço dominará; eis que o Seu galardão vem com Ele, e o Seusalário, diante da Sua face." Isa. 40:9 e 10.Os que aguardam a vinda do esposo devem dizer ao povo: "Eis aquiestá o vosso Deus." Isa. 40:9. Os últimos raios da luz misericordiosa, aúltima mensagem de graça a ser dada ao mundo, é uma revelação docaráter do amor divino. Os filhos de Deus devem manifestar Suaglória. Revelarão em sua vida e caráter o que a graça de Deus por elestem feito.A luz do Sol da Justiça deve irradiar em boas obras - em palavras deverdade e atos de santidade.Cristo, o resplendor da glória do Pai, veio ao mundo como sua luz. Veiorepresentar Deus aos homens, e dEle está escrito que foi ungido "com oEspírito Santo e com virtude", e "andou fazendo o bem". Atos 10:38. Nasinagoga de Nazaré, disse: "O Espírito do Senhor é sobre Mim, poisque Me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-Me a curar osquebrantados do coração, a apregoar liberdade aos cativos, a darvista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o anoaceitável do Senhor." Luc. 4:18 e 19. Esta foi a obra de queencarregou os discípulos. "Vós sois a luz do mundo", disse Ele."Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para quevejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que estános Céus." Mat. 5:14 e 16.Esta é a obra que o profeta Isaías descreve, dizendo: "Porventura, não étambém que repartas o teu pão com o faminto e recolhas em casa ospobres desterrados? E, vendo o nu, o cubras e não te escondasdaquele que é da tua carne? Então, romperá a tua luz como a alva, e atua cura apressadamente brotará, e a tua justiça irá adiante da tua face,e a glória do Senhor será a tua retaguarda." Isa. 58:7 e 8.Assim, pois, a glória de Deus deve brilhar mediante Sua igreja na noitede trevas espirituais, soerguendo os oprimidos e confortando os quechoram. (PJ, 414 – 417)
  4. 4. A p o s t i l a – A p o s t a s i a |4Diz o Apostolo Pedro nos últimos dias virão escarnecedores,andando segundo as suas próprias concupiscências, e dizendo:Onde está a promessa da Sua vinda porque desde que os paisdormiram todas as coisas permanecem como desde o princípio." IIPed. 3: 3, 4; Jd 18;Isa 5: 19; Luc 18: 8. Não ouvimos estas mesmaspalavras repetidas, não simplesmente pelos declaradamente ímpios,mas por muitos que ocupam o púlpito em nosso país? "Não há motivopara alarme", exclamam eles. "Antes que Cristo venha, todo o mundo seconverterá, e a justiça reinará durante mil anos. Paz! paz! todas ascoisas continuam como eram desde o princípio. Que ninguém seperturbe com a excitante mensagem desses alarmistas." Mas taldoutrina do milênio não se harmoniza com os ensinos de Cristo e Seusapóstolos. Jesus fez a significativa pergunta: "Quando porém vier o Filhodo homem, porventura achará fé na Terra?" Luc. 18:8. E, conformevimos, Ele declara que o estado do mundo será como nos dias de Noé.Paulo nos adverte que podemos esperar a iniqüidade aumentar aoaproximar-se o fim: "O Espírito expressamente diz que nos últimostempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritosenganadores, e a doutrinas de demônios." I Tim. 4:1. O apóstolo diz que"nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos". II Tim. 3:1; Rom 1:29-32. E ele dá uma lista surpreendente de pecados que se encontrarãoentre os que têm uma forma de piedade. (PP, 103)O apostolo Paulo tenta levar a firme convicção da volta de Cristo, porémtenta deixar firme no coração dos crentes a não se desviarem dos firmesfundamentos e não serem levados por ventos de doutrinas (Ef 4: 14). Oscrentes devem ser firmes em seu modo de pensar.O apostolo reconhece que o perigo de um engano é real e grave (Mat24: 4). Os métodos de engano seriam muitos, e Paulo não trata delimitá-los aos três mencionados (II Tes 2: 2). Mas tenta os manter firmes.O inimigo da igreja fará sinais e milagres aparentes para induzir aosincautos a que aceitem o grande engano ou mentira (ver 9-11). O povode Deus deve, por tanto, estar alerta para não ser desraigado. Sua fédeve fundamentar-se nas claras afirmações da Palavra de Deus.Deixa claro que Cristo não virá sem que antes seja revelado o homemdo pecado – O anticristo. E fala de uma grande apostasia, aponto deescurecer o verdadeiro cristianismo (Atos 21: 21). Paulo deu
  5. 5. 5| Apostila –Apostasiainstruções definidas aos cristãos de tessalonicense a cerca destaapostasia que viria. E predisse que essa apostasia seria por causa dehomens que se levantariam dentro da igreja, para arrastar atrás de si osdiscípulos (Atos 20: 30). Ele admoestou a Timóteo acerca do perigosimilares, dizendo que chegaria o tempo quando os homens prefeririamas fabulas e fechariam os olhos a verdade (I Tim 4: 1-3; II Tim 4: 3-4).Pedro e Judas falam em tons duro, a cerca dos que tem abandonado ocaminho da verdade (II Pe 2: 1, 12-22; Jud 4, 10-13); e João testificaque no tempo, quando escrevia, havia surgido muitos anticristo (I João2: 18). O Senhor mesmo instou com seus discípulos, que tivessemcuidado com os falsos profetas (Mat 7: 15; 24: 24), e predisse quemuitos tropeçariam (Mat 24: 10). Paulo não define bem o tipo deapostasia, apenas deixa claro, que apostasia é religiosa é uma rebeliãoespiritual e que tem uma relação primordial com a política e essa facçãoera para o futuro, quando escrevia Paulo. Que seria antes do segundoadvento de Cristo, e seria como um sinal da aproximação de Sua volta.(II Tes 2: 2). Por isto não se deveria esperar a vinda de Cristo sem quetivesse uma grande apostasia. A profecia a cerca desta caída espiritualparcialmente se cumpriu nos dias de Paulo e muito mais durante achamada idade Média. Porém seu cumprimento completo ocorreria nosdias imediatos prévios ao regresso de Jesus. (II Cor 11: 13 – 15)Se manifestarTirar o véu, descobrir, fazer saber. Se revelar. (ver com Apoc 1: 1) esteverbo se repete em II Tes 2: 6, 8, e se usa em outras partes do NT parareferir-se a revelações sobrenaturais (Mat 16: 17; Luc 10: 22;) eespecialmente para referir-se a aparição de Cristo (Luc 17: 30;)revelação, em ( I Cor 1: 7, manifestação, em I Pe 1: 7,13, manifestado,em I Pe 4: 13, revelação. Isto sugere que a manifestação do homem dopecado implicaria elementos sobrenaturais e que sua esfera deascensão seria claramente de caráter religioso. O fato de que o homemdo pecado vai se manifestar significa que estaria oculto até certomomento, e então se manifestaria ao mundo. – do qual ate este tempose fazia escondido – que se tiraria seu disfarce e aparecia tal como é, ouque tiraria seu disfarce e se daria conhecer sua verdadeira naturezaperante os habitantes da terra.O homem do pecado – cuja característica distintiva é o pecado. Ou filhodestinado para a perdição, que se encontra só uma vez mais nas
  6. 6. A p o s t i l a – A p o s t a s i a |6Escrituras onde se usa esta denominação. O Salvador aplicou á Judas,João 17: 12. Apostolo que uma vez foi companheiro dos discípulos eigual a eles, porem que permitiu de tal maneira que Satanás entrar emseu coração João 13: 2, 27, que traiu o seu Senhor Mat. 26: 47-50.(Comentário Bíblico de II Tes 2: 2-3.).Antes que os irmãos possam esperar a vinda de Cristo, deviamanifestar-se o homem do pecado e fazer sua obra de exaltamento eblasfêmia. Este grande acontecimento devia ser precedido por umaapostasia: se revelaria uma forma de anticristo, e devia atuar a levedurada apostasia até o fim do tempo (RH 31-7 1888)Ao mesmo tempo que exaltava a "firme palavra dos profetas" como guiaseguro em tempos de perigo, o apóstolo solenemente advertia a igrejacontra a tocha da falsa profecia, que seria erguida por "falsos doutores",os quais introduziriam encobertamente "heresias de perdição, e negarãoo Senhor". II Ped. 2:1. Esses falsos mestres que apareceriam na igreja eseriam considerados verdadeiros por muitos de seus irmãos na fé, sãocomparados pelo apóstolo a "fontes sem água, nuvens levadas pelaforça do vento; para os quais a escuridão das trevas eternamente sereserva". II Ped. 2:17. "Tornou-se-lhes o último estado", declarou ele,"pior do que o primeiro." "Porque melhor lhes fora não conhecerem ocaminho da justiça, do que, conhecendo-o, desviarem-se do santomandamento que lhes fora dado." II Ped. 2: 20 – 22; Mat 12: 43 – 45;Prov, 26: 11.Olhando através dos séculos para o fim do tempo, Pedro foi inspirado aesboçar as condições que prevaleceriam no mundo antes da segundavinda de Cristo. "Nos últimos dias virão escarnecedores", escreveu,"andando segundo as suas próprias concupiscências, e dizendo: Ondeestá a promessa da Sua vinda? Porque desde que os pais dormiramtodas as coisas permanecem como desde o princípio da criação." II Ped.3:3 e 4. Mas "quando disserem: Há paz e segurança; então lhessobrevirá repentina destruição". I Tess. 5:3. Nem todos, porém, seriamenganados pelos ardis do inimigo. Ao aproximar-se o fim de todas ascoisas terrestres, haveria fiéis capazes de discernir os sinais dostempos. Conquanto um grande número de professos crentes negasse asua fé por suas obras, haveria um remanescente que preservaria até ofim. (Atos dos Apóstolos, 535-536) Rom. 9: 27 -28; Isa 1: 9; 10: 22, 23;Isa 11: 11, 12.
  7. 7. 7| Apostila –ApostasiaO apóstolo advertia Timóteo contra os falsos mestres que seintroduziriam na igreja. "Sabe, porém, isto", escreveu, "que nos últimosdias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes desi mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos,desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos... tendo aparência depiedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te." II Tim 3:1-5."Mas", continuou, "os homens maus e enganadores irão de mal parapior, enganando e sendo enganados. Tu, porém, permanece naquiloque aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o tensaprendido, e que desde da tua meninice sabes as Sagradas Letras, quepodem fazer-te sábio para a salvação. ... Toda a Escritura divinamenteinspirada é proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, parainstruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, eperfeitamente instruído para toda a boa obra." II Tim 3:13-17. Deusproveu meios abundantes para o êxito na luta contra o mal que há nomundo. A Bíblia é a armadura com que nos podemos equipar para aluta. Nossos lombos devem estar cingidos com a verdade. Nossacouraça deve ser de justiça.Na mão devemos ter o escudo da fé, e na cabeça o capacete dasalvação; e com a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus,devemos abrir caminho por entre as obstruções e embaraços dopecado.Paulo sabia estar perante a igreja um tempo de grande perigo. Sabiaque uma obra fiel e zelosa devia ser feita pelos que tinham aresponsabilidade das igrejas; assim escreveu a Timóteo: "Conjuro-te,pois diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivose os mortos, na Sua vinda e no Seu reino, que pregues a Palavra, instesa tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda alonganimidade e doutrina." II Tim 4:1- 5; I Tim 4: 1-5; I Tim 1: 9-10.Esta solene incumbência a alguém tão zeloso e fiel como era Timóteo éum forte testemunho da importância e responsabilidade da obra doministro evangélico. Chamando Timóteo ao tribunal de Deus, Paulo lheordena pregar a Palavra, não fórmulas e ditos humanos; a testemunharprontamente de Deus onde quer que se lhe apresentasse oportunidade- diante de grandes congregações ou de limitados círculos, junto aoscaminhos e nos lares, a amigos e a inimigos, fosse em segurança ouexposto a dificuldades e perigos, injúria e danos.
  8. 8. A p o s t i l a – A p o s t a s i a |8Temendo que a disposição branda e condescendente de Timóteopudesse levá-lo a esquivar-se de uma parte essencial de sua obra,Paulo exorta-o a ser fiel em reprovar o pecado, e a repreender mesmocom firmeza os que fossem culpados de males graves. Contudo deviafazê-lo "com toda a longanimidade e doutrina". II Tim. 4:2. Devia elerevelar a paciência e o amor de Cristo, tornando claras suasreprovações e reforçando-as pelas verdades da Palavra.Odiar e reprovar o pecado, e ao mesmo tempo mostrar piedade ecomiseração pelo pecador é uma difícil tarefa. Quanto mais ardentesnossos próprios esforços para manter a santidade do coração e da vida,tanto mais aguda nossa percepção do pecado, e mais decidida nossadesaprovação de qualquer desvio do direito. Precisamos guardar-noscontra a indevida severidade no trato com os que erram; masprecisamos também ser cuidadosos para não perder de vista aexcessiva malignidade do pecado. Há necessidade de mostrar-sepaciência e amor semelhantes aos de Cristo pelo que erra, mas hátambém o perigo de se mostrar tão grande tolerância pelo seu erro queele se considerará não merecedor de reprovação e a rejeitará comoinoportuna e injusta. Os ministros do evangelho às vezes causamgrande dano permitindo que sua tolerância pelo que erra degenere emtolerância pelos pecados, e mesmo participação deles. Assim sãolevados a desculpar e passar por alto o que Deus condena; e depois decerto tempo tornam-se tão cegos que chegam a louvar aqueles a quemDeus manda reprovar. Aquele que tem suas percepções espirituaisembotadas pela pecaminosa tolerância por aqueles a quem Deuscondena, em breve estarão cometendo maior pecado pela severidade erudeza no trato para com aqueles aos quais Deus aprova.Por se orgulharem de humana sabedoria, por menosprezarem ainfluência do Espírito Santo e por desprazer às verdades da Palavra deDeus, muitos que professam ser cristãos e que se imaginamcompetentes para ensinar a outros, serão levados a voltar as costas aosrequisitos de Deus. Paulo declarou a Timóteo: "Porque virá tempo emque não sofrerão a sã doutrina; mas tendo comichão nos ouvidos,amontoarão para si doutores conforme as suas própriasconcupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando àsfábulas." II Tim 4:3 e 4. O apóstolo não faz aqui referência a abertairreligiosidade, mas a professos cristãos que fazem da inclinação guia,tornando-se assim escravos do eu. Tais pessoas estão dispostas a
  9. 9. 9| Apostila –Apostasiaatentar apenas às doutrinas que lhes não repreendam os pecados oucondenem a vida de amor ao prazer. Sentem-se ofendidos pelas claraspalavras dos fiéis servos de Cristo, e escolhem mestres que os louveme adulem. E entre os professos ministros há os que pregam as opiniõesdos homens em lugar da Palavra de Deus. Infiéis ao dever, desviam osque a eles vão em busca de orientação espiritual. (Atos dos Apóstolos,502-505)Cristo predisse que se levantariam enganadores, por cuja influência fariatransbordar a iniqüidade e esfriaria o "amor de muitos". Mat. 24:12.Advertiu os discípulos de que a igreja se encontraria em maior perigopor motivo desse mal, do que pela perseguição movida por seusinimigos. Vezes e mais vezes Paulo advertiu os crentes contra essesfalsos ensinadores. Contra este perigo, acima de qualquer outro, deviameles precaver-se; pois que, recebendo falsos ensinadores, abririam aporta aos erros mediante o que o inimigo turbaria as percepçõesespirituais e abalaria a confiança dos recém-conversos à fé doevangelho. Cristo era a norma pela qual deviam eles testar as doutrinasapresentadas. Tudo o que não estivesse em harmonia com Seusensinos devia ser rejeitado. Cristo crucificado pelo pecado, Cristoressurgido dos mortos, Cristo assunto ao Céu - esta era a ciência dasalvação que eles deviam aprender e ensinar.As advertências da Palavra de Deus com respeito aos perigos querodeiam a igreja cristã pertencem a nós hoje. Como nos dias dosapóstolos os homens procuravam destruir a fé nas Escrituras pelastradições e filosofias, assim hoje, pelos aprazíveis sentimentos da "altacrítica", evolução, espiritismo, teosofia e panteísmo, o inimigo da justiçaestá procurando levar as almas para caminhos proibidos. Para muitos aBíblia é uma lâmpada sem óleo, porque voltaram a mente para canaisde crenças especulativas que produzem má compreensão e confusão.A obra da "alta crítica", em dissecar, conjeturar, reconstruir estádestruindo a fé na Bíblia como uma revelação divina. Está roubando aPalavra de Deus em seu poder de controlar, erguer e inspirar vidashumanas. Pelo espiritismo, multidões são ensinadas a crer que o desejoé a mais alta lei, que licenciosidade é liberdade, e que o homem deveprestar contas apenas a si mesmo. (Atos dos Apóstolos, 473-474).Por meio de adulteração e falsificação os emissários de Satanásbuscavam suscitar oposição às doutrinas de Cristo; e como
  10. 10. A p o s t i l a – A p o s t a s i a | 10conseqüência disso, dissensões e heresias estavam pondo em perigo aigreja. Alguns que professavam a Cristo pretendiam que Seu amor oslibertara da obediência à lei de Deus. Por outro lado muitos ensinavamque era necessário observar os costumes e cerimônias judaicos; que amera observância da lei, sem fé no sangue de Cristo, era suficiente paraa salvação. Outros mantinham que Cristo fora um homem bom, masnegavam Sua divindade. Alguns que simulavam ser leais à causa deDeus, eram enganadores, e na prática negavam a Cristo e Seuevangelho. Vivendo eles mesmos em transgressão, introduziamheresias na igreja. Muitos eram assim levados a um labirinto deceticismo e engano. (Atos dos Apóstolos, 553)João enchia-se de tristeza ao ver surgirem na igreja esses venenososerros. Viu os perigos a que a igreja seria exposta, e enfrentou aemergência com prontidão e decisão. As epístolas de João respiram oespírito de amor. É assim como se ele escrevesse com a pena molhadano amor. Mas quando entrou em contato com os que estavam a quebrara lei de Deus, embora declarando estar vivendo sem pecado, nãohesitou em adverti-los de seu perigoso engano.Estamos autorizados a ter na mesma consideração indicada pelodiscípulo amado os que alegam permanecer em Cristo ao mesmotempo que vivem em transgressão da lei de Deus. Existem nestesúltimos dias males semelhantes àqueles que ameaçavam aprosperidade da igreja primitiva; e os ensinos do apóstolo João sobreestes pontos deveriam ser cuidadosamente considerados. "Necessitaismostrar caridade", é o clamor que se ouve em todos os lugares,principalmente da parte daqueles que professam santificação. Mas averdadeira caridade é demasiado pura para acobertar um pecadoinconfessado. Conquanto devamos amar as almas por quem Cristomorreu, não nos devemos comprometer com o mal. Não nos podemosunir aos rebeldes e chamar a isto caridade. Deus requer de Seu povonesta fase do mundo que permaneça firme pelo direito tanto quantoJoão, em oposição aos erros que arruínam a alma. (Atos dos Apóstolos,554-555)O apóstolo exortava os gálatas a deixar os falsos guias por quemhaviam sido desviados, e a voltar à fé que havia sido acompanhada porinquestionáveis evidências de aprovação divina. Os homens que oshaviam procurado desviar de sua fé no evangelho eram hipócritas, de
  11. 11. 11 | Apostila –Apostasiacoração não santificado e vida corrupta. Sua religião era feita de umacervo de cerimônias, por cujas práticas esperavam ganhar o favor deDeus. Não tinham interesse num evangelho que requeria obediência àpalavra: "Aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino deDeus." João 3:3. Sentiam que uma religião baseada em tal doutrinarequeria demasiado sacrifício, e assim se apegavam a seus erros,enganando-se a si e aos outros.Suprir formas externas de religião em lugar de santidade de coração ede vida, é ainda tão agradável à natureza não renovada como o foi nosdias desses ensinadores judeus. Hoje, como então, existem falsos guiasespirituais, para cujas doutrinas muitos atentam avidamente. É estudadoesforço de Satanás desviar as mentes da esperança da salvação pela féem Cristo e obediência à lei de Deus. Em cada século o arquiinimigoadapta suas tentações aos preconceitos ou inclinações daqueles aquem está procurando enganar. Nos tempos apostólicos levou osjudeus a exaltar a lei cerimonial e rejeitar a Cristo; no presente ele induzmuitos cristãos professos, sob a pretensão de honrarem a Cristo, a pôrem controvérsia a lei moral, e a ensinar que seus preceitos podem sertransgredidos impunemente. É dever de cada servo de Deus opor-sefirme e decididamente a esses pervertedores da fé, e expordestemidamente seus erros pela Palavra da verdade. (Atos dosApóstolos, 386-387)As palavras de advertência do apóstolo à igreja de Corinto, sãoaplicáveis a todos os tempos, e especialmente adaptadas a nossos dias.Por idolatria entendia ele não apenas a adoração de ídolos, mas oegocentrismo, o amor das comodidades e a condescendência com oapetite e paixão. Uma mera profissão de fé em Cristo, um presumidoconhecimento da verdade, não tornam um homem cristão. Uma religiãoque busca apenas o deleite dos olhos, dos ouvidos, do paladar, ou quesanciona a condescendência própria, não é a religião de Cristo. (Atosdos Apóstolos, 317)Estamos agora a entrar nesta batalha - batalha entre as leis dos homense os preceitos de Jeová, entre a religião da Bíblia e a religião dasfábulas e da tradição.A incredulidade prevalece em assustadora proporção, não somente nomundo mas também na igreja. (GC, 582-583).
  12. 12. A p o s t i l a – A p o s t a s i a | 12Inumeráveis são as doutrinas errôneas e as fantasiosas idéias queestão ganhando terreno entre as igrejas da cristandade. É impossívelavaliar os maus resultados de remover um dos marcos que foramfixados pela Palavra de Deus. Pouco dos que se arriscam a fazer istoparam com a rejeição de uma única verdade. A maioria continua a pôrde lado, um após outro, os princípios da verdade, até que se tornamefetivamente incrédulos.Os erros da teologia popular têm arrastado ao ceticismo muitas almasque poderiam de outra maneira ter sido crentes nas Escrituras.Impossível lhes é aceitarem doutrinas que lhes ofendem o senso dejustiça, misericórdia e benevolência; e, desde que tais são apresentadascomo ensinos da Bíblia, recusam-se a recebê-la como a Palavra deDeus. (GC, 525).Quando se corrompeu a primitiva igreja, afastando-se da simplicidadedo evangelho e aceitando ritos e costumes pagãos, perdeu o Espírito eo poder de Deus; e, para que pudesse governar a consciência do povo,procurou o apoio do poder secular. Disso resultou o papado, uma igrejaque dirigia o poder do Estado e o empregava para favorecer aos seuspróprios fins, especialmente na punição da "heresia". Foi a apostasiaque levou a igreja primitiva a procurar o auxílio do governo civil, e istopreparou o caminho para o desenvolvimento do papado - a besta. DissePaulo que havia de vir "a apostasia", e manifestar-se "o homem dopecado". II Tess. 2:3.Assim a apostasia na igreja preparará o caminho para a imagem àbesta.A Escritura Sagrada declara que antes da vinda do Senhor existiráum estado de decadência religiosa semelhante à dos primeirosséculos. (GC, 443-444)Satanás há de excitar a indignação contra uma minoria queconscienciosamente se recusa a aceitar costumes e tradiçõespopulares. Magistrados perseguidores, ministro e membros de igreja,hão de conspirar contra eles. (II TS, 150).O último grande engano deve logo patentear-se diante de nós. Oanticristo vai operar suas obras maravilhosas à nossa vista. Tãometiculosamente a contrafação se parecerá com o verdadeiro, que será
  13. 13. 13 | Apostila –Apostasiaimpossível distinguir entre ambos sem o auxílio das EscriturasSagradas. (GC, 593)Serão introduzidas teorias com as quais não será sábio lidarmos.Satanás é um astuto obreiro, e introduzirá falsidades sutis paraobscurecer e confundir a mente e extirpar as doutrinas da salvação. Osque não aceitam a Palavra de Deus tal qual reza, serão apanhados emsua armadilha.Acho-me instruída a dizer que no futuro será necessária grandevigilância. Importa que não haja nenhuma ignorância espiritual entre opovo de Deus. Espíritos maus acham-se ativamente empenhados embuscar controlar a mente de seres humanos. Os homens estão-seatando em molhos, prontos a serem consumidos no fogo dos últimosdias. Os que rejeitam a Cristo e Sua justiça aceitarão o engano que estáinundando o mundo. Os cristãos devem ser sóbrios e vigilantes,resistindo com firmeza ao adversário, o diabo, que anda em derredorbramando como leão, buscando a quem possa tragar. Homens sobre ainfluência de espíritos maus operarão milagres (II ME, 52-53)Nova ordem de coisas entrou no ministério.Há desejo de moldar-se segundo outras igrejas, e simplicidade ehumildade são quase desconhecidas. Os ministros jovens procuram seroriginais, e introduzir idéias e planos novos para o trabalho. Algunsiniciam reuniões de reavivamento, trazendo assim muitos conversospara a igreja. Passada, porém, a emoção, onde estão os convertidos?Não se vêem arrependimento e confissões de pecados. O pecador éinstado a crer em Cristo e aceitá-Lo, sem consideração quanto a suavida passada de pecado e rebelião. O coração não é quebrantado. Nãohá contrição de alma. Os supostos conversos não caíram sobre aRocha, Cristo Jesus.O Antigo e o Novo Testamentos mostram-nos o único meio por que estaobra deve ser feita. Arrependei-vos, arrependei-vos, arrependei-vos, eraa mensagem que João Batista fazia soar no deserto. A mensagem deCristo ao povo, era: "Se vos não arrependerdes, todos de igual modoperecereis." Luc. 13:5. E aos apóstolos foi ordenado pregar em todaparte que os homens se arrependessem. O Senhor deseja que Seusservos hoje preguem a antiga doutrina evangélica - tristeza pelo pecado,arrependimento e confissão. Precisamos sermões à moda antiga,
  14. 14. A p o s t i l a – A p o s t a s i a | 14costumes à antiga, pais e mães em Israel à antiga. É preciso trabalharpelo pecador perseverantemente, zelosa e sabiamente, até que ele vejaque é transgressor da lei de Deus, e exerça arrependimento para comDeus, e fé no Senhor Jesus Cristo. Manuscrito 111. (II ME, 18-19)Falsas doutrinas minarão os fundamentos de muitos, porque eles nãoaprenderam a discernir a verdade do erro. Nossa única salvaguardacontra as astúcia de Satanás é estudar as Escrituras diligentemente,possuir inteligente compreensão da razão de nossa fé, e cumpri fielmentetodo dever conhecido. A indulgência com um pecado conhecido causaráfraqueza e trevas, e sujeita-nos a ardente tentação. (II ME, 58)Haverá conversões muitas, segundo uma ordem particular, mas nãoapresentarão a assinatura divina. Penetrará a imoralidade, eextravagância, e muitos naufragarão na fé. Haverá areias movediçasnas quais muitos estão em perigo de submergir-se. (II ME, 59)Toda variedade de erro será trazida à luz na misteriosa operação deSatanás, a qual, se possível fora, enganaria até os escolhidos,desviando-os da verdade. Haverá sabedoria humana a enfrentar - asabedoria de homens de saber, os quais, como os fariseus, são mestresda lei de Deus, mas não obedecem eles próprios à lei. Haverá aignorância e a loucura humana a enfrentar em desconexas teoriasaparelhadas em novas e fantásticas roupagens - teorias que será tantomais difícil enfrentar quanto não há nelas nenhuma razão.Haverá falsos sonhos e visões, que encerram alguma verdade, masdesviam da fé original. O Senhor deu uma regra pela qual distingui-los:"À lei e ao testemunho: se eles não falarem segundo esta palavra, éporque não têm iluminação." Isa. 8:20, Versão Trinitariana. Se elesdesmerecem a lei de Deus, se não dão atenção a Sua vontade tal comoé revelada nos testemunhos de Seu Espírito, são enganadores. Elessão controlados por impulso e impressões, que acreditam serem doEspírito Santo, e consideram mais dignos de confiança que a PalavraInspirada. Pretendem que todo pensamento e sentimento é umaimpressão do Espírito; e quando se raciocina com eles segundo asEscrituras, declaram que possuem alguma coisa mais digna deconfiança. Ao passo, porém, que pensam ser guiados pelo Espírito deDeus, estão na verdade seguindo uma imaginação trabalhada porSatanás. (II ME, 98-99).
  15. 15. 15 | Apostila –ApostasiaNa história e na profecia a Palavra de Deus descreve o longo econtinuado conflito entre a verdade e o erro. Esse conflito se acha aindaem processo. As coisas que foram, repetir-se-ão. Velhas controvérsiasserão reavivadas, e novas teorias estarão continuamente a surgir. Opovo de Deus, porém, que em sua crença e cumprimento de profeciadesempenhou uma parte na proclamação da primeira, segunda eterceira mensagens angélicas, sabe onde se encontra. Possuem umaexperiência que é mais preciosa que o ouro fino Devem permanecerfirmes como a rocha, retendo firmemente o princípio de sua confiançaaté o fim.Um poder transformador acompanhou a proclamação das mensagensdo primeiro e do segundo anjos, da mesma maneira que apóia amensagem do terceiro. Perduráveis convicções foram feitas em menteshumanas. O poder do Espírito Santo foi manifestado. Houve diligenteestudo das Escrituras, ponto por ponto. Quase noites inteiras foramconsagradas ao diligente exame da Palavra. Pesquisávamos em buscada verdade como de tesouros ocultos. O Senhor Se nos revelou. Foiderramada luz sobre as profecias, e conhecemos que recebíamosinstrução divina. ...(II ME, 109)Frio Formalismo ou FanatismoFormalidade, sabedoria mundana, certa esperteza e métodosmundanos, parecerão a muitos o próprio poder de Deus, mas quandoaceitos, ficam como obstáculo impedindo a luz de Deus emadvertências, reprovação e conselho de atingir o mundo.Ele [Satanás] está trabalhando com todo o seu poder insinuante,enganador, para desviar os homens da mensagem do terceiro anjo, quedeve ser proclamada com forte poder. Se Satanás vê que Deus estáabençoando Seu povo e preparando-os para discernir-lhe os enganos,trabalha com sua magistral capacidade para introduzir fanatismo de umlado e frio formalismo de outro, para que ele possa ceifar uma colheitade almas. Agora é nosso tempo de vigiar incessantemente. Vigiai, barraio caminho ao mínimo passo de avanço que Satanás possa fazer entrevós.Há perigo contra o qual estar acautelados à direita e à esquerda. Haverápessoas inexperientes, recém-conversas, que necessitam serfortalecidas, e terem diante de si um exemplo correto. Alguns não farão
  16. 16. A p o s t i l a – A p o s t a s i a | 16o uso devido da doutrina da justificação pela fé. Apresentá-la-ão demaneira unilateral.Outros lançarão mão de idéias que não foram devidamenteapresentadas, e passam completamente sobre o limite, passando detodo por alto as obras.Ora, a fé genuína sempre opera por amor. Quando olhais ao Calvárionão é para aquietar vossa alma na falta de cumprimento do dever, nempara vos acalmar para dormir, mas para criar fé em Jesus, fé que opere,purificando a alma do lodo do egoísmo. Quando lançamos mão deCristo pela fé, nossa obra apenas começou. Todo homem tem hábitoscorruptos e pecaminosos que precisam ser vencidos por combatevigoroso. Requer-se de toda alma que combata o combate da fé. Sealguém é seguidor de Cristo, não pode ser astuto no negócio, não podeser duro de coração, falto de compaixão. Não pode ser vulgar nalinguagem. Não pode ser cheio de arrogância e presunção. Não podeser despótico, nem usar palavras ásperas, e censurar e condenar.O trabalho de amor brota da operação da fé. A religião bíblica significaconstante trabalho. "Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens,para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, queestá nos Céus." Mat. 5:16. Operai vossa salvação com temor e tremor,pois é Deus que opera em vós tanto o querer como o efetuar segundo aSua boa vontade. Devemos ser zelosos de boas obras, cuidadosos demanter boas obras. E a Testemunha fiel diz: "Eu sei as tuas obras."Apoc. 2:2. Se bem que seja verdade que nossas atarefadas atividadesnão nos asseguram, em si mesmas, a salvação, também é verdade quea fé que nos liga a Cristo estimulará a alma à atividade. Os que não têmtempo para dar atenção a sua própria alma, a se examinaremdiariamente, se estão no amor de Deus, e colocarem-se no conduto daluz, terão tempo para dar às sugestões de Satanás e à execução deseus planos.Satanás insinuar-se-á mediante pequenas cunhas, que se ampliam àmedida que abrem caminho. As perigosas armadilhas dele serãointroduzidas na obra especial de Deus nestes dias. (II ME, 19-21)Neste século, justamente antes da segunda vinda de Cristo nas nuvensdo céu, o Senhor chama homens que sejam fervorosos e preparem umpovo que subsista no grande dia do Senhor. Os homens que passaram
  17. 17. 17 | Apostila –Apostasialongos períodos em estudos dos livros, não estão manifestando em suavida aquele zeloso ministério essencial para este último tempo. Não dãoum testemunho simples, direto. Há necessidade, entre ministros ealunos, do derramamento do Espírito de Deus. Os fervorosos apelosapoiados de oração que partem do coração de um mensageiro quenisso põe toda a alma, cria convicções. Não são necessários homensletrados para isto fazerem; pois eles dependem mais de sua instruçãolivresca do que de seu conhecimento de Deus e de Jesus Cristo a quemEle enviou. Todo aquele que conhece o único Deus vivo e verdadeiroconhecerá a Jesus Cristo, o unigênito Filho de Deus, e pregará a JesusCristo, e Ele crucificado. ...Supõe acaso alguém que as mensagens de advertência não vêmàqueles a quem Deus reprova? (II ME, 152).Os ministros de Deus têm a fazer soleníssima e sagrada obra nomundo. O fim está perto. A mensagem da verdade precisa ir avante.Como fiéis pastores do rebanho, os servos de Deus devem dar claro evigoroso testemunho. Não deve haver perversão da verdade. A graçadivina nunca desvia da misericórdia e do amor de Deus. É o poder deSatanás que faz isto. Quando Cristo pregava, Sua mensagem era qualespada aguda, de dois gumes, penetrando a consciência dos homens erevelando-lhes os mais íntimos pensamentos. A obra feita por Cristoterão de fazer Seus fiéis mensageiros. Devem pregar a Palavra emsimplicidade, pureza, e na mais estrita integridade. Os que trabalham napalavra ou doutrina, devem ser fiéis a seu encargo. Devem velar pelasalmas como quem por elas tem de dar contas. Nunca devem revestir um"Assim diz o Senhor" de atraentes palavras de sabedoria humana.Destroem-lhe assim a energia viva, tornando-o fraco e destituído depoder, de modo que ele deixa de convencer do pecado. Toda palavraproferida sob a direção do Espírito Santo será cheia da mais profundasolicitude pela salvação de almas.A aceitação do ministro por Deus não depende de exibição exterior, masde seu fiel desempenho do dever. A senda de Cristo para a exaltação foiatravés da mais profunda humilhação. Os que partilham dos sofrimentosde Cristo, que Lhe seguem fielmente as pegadas, serão participantes deSua glória. (II ME, 159)
  18. 18. A p o s t i l a – A p o s t a s i a | 18Excessiva Diplomacia nas Coisas SagradasO evangelho sofre agora oposição de todos os lados. A confederaçãodo mal nunca esteve tão forte como atualmente. Os espíritos do mal seestão combinando com agentes humanos para combater osmandamentos de Deus. A tradição e a mentira são exaltados acima dasEscrituras; a razão e a ciência acima da revelação; o talento humanoacima dos ensinos do Espírito; formas e cerimônias acima do poder vitalda piedade. Pecados ofensivos têm separado o povo de Deus. Ainfidelidade se está rapidamente tornando moda. "Não queremos queEste reine sobre nós", é a linguagem de milhares. Luc. 19:14. Osministros de Deus devem erguer a voz como uma trombeta, e mostrarao povo as suas transgressões. Os sermões suaves tão freqüentementepregados, não fazem impressão duradoura. Os homens não sãotocados até ao fundo do coração, porque as claras e penetrantesverdades da Palavra de Deus não lhes são ditas.Muitos dos que professam crer na verdade, diriam, caso exprimissemseus sentimentos reais: "Que necessidade há de se falar tãopositivamente?" Bem poderiam então perguntar: "Por que necessitavaJoão Batista de dizer aos fariseus: Raça de víboras, quem vos ensinoua fugir da ira futura? Mat. 3:7. Que necessidade tinha ele de provocar aira de Herodias, dizendo a Herodes que lhe era ilícito viver com a mulherde seu irmão? Perdeu a vida, por falar assim positivamente. Por quenão poderia ter agido de maneira a não incorrer na cólera de Herodias?"Assim têm os homens raciocinado, até que a excessiva diplomaciatomou o lugar da fidelidade. Permite-se ao pecado passar semrepreensão. Quando se há de ouvir mais uma vez na igreja a voz darepreensão fiel: "Tu és este homem"? II Sam. 12:7. Não fossem tãoraras essas palavras, e veríamos mais do poder de Deus. Osmensageiros do Senhor não se devem queixar de que seus esforçossejam infrutíferos, enquanto não se arrependerem de seu amor pelaaprovação, seu desejo de agradar aos homens, o qual os leva a suprimira verdade, e a clamar: Paz, quando Deus não falou paz. (ObreirosEvangélicos, 149-150)
  19. 19. 19 | Apostila –ApostasiaFALSOS PROFETASMat 7: 15-17; Cf, Mat 24: 5,11, 24; Mar 13: 22. O verdadeiro profeta éaquele que fala no lugar de Deus. Em conseqüência, o falso profeta é oque pretende falar em lugar de Deus, quando na realidade; só profereos pervertidos pensamentos de seu próprio coração corrupto (Isa 30: 10;Jer 14: 13-15; 23: 16-17, 21, 25, 30-32, 38; 29: 8-9; Ez. 13: 2-3, 10-11).Comparar isto com o período de Jeremias com os falso profetas de seutempo (Jeremias caps 27-29). Os falsos profetas são os que pretendemque os homens podem entrar pela a porta larga e o caminho espaçoso epoderão chegar de tos os modos ao destino da porta apertada e ocaminho estreito. Estas são os ladrões, cujo o único propósito é roubar,matar e destruir (João 10: 7-10; Atos 20: 28-31; II Tes 2: 3, 7; II Pe 2; IJoão 2: 18-19). As advertências apostólicas contra os falsos profetas.As semelhanças dos lobos com as ovelhas é só no exterior. Não têmocorrido uma mudança de coração, mas só o aspecto.Indubitavelmente, o propósito era enganar as ovelhas e criar nelasuma falsa segurança. Com freqüência se descreve o povo e Deuscomo ovelha e Deus como Seu pastor. (Sl 23: -12; 78: 52; 100: 3; Isa40: 11; 53: 6; Ez 34: 10-19; João 10: 1-16;)Os Lobos Cf, Sof 3: 3-4; Mat. 10: 16; João 10: 12. Esses lobos não sósão de coração malvados, mas que se opõem a verdade para os que osque desejam seguir-lhes. Têm o propósito de prejudicar a ovelha, parabeneficiar a si mesmo. Ansiosos de ganâncias e de poder são maisperigosos que os cães ou os porcos do versículo 6, ver com Miq. 3: 5-12.Mas as ovelhas não estão totalmente desamparadas, pois tem ahabilidade de detectar os lobos. Por seu porte e por sua conduta. Asatraentes pretensões destes falsos profetas não demonstra seuverdadeiro caráter. Suas formosas palavras e sua excelsa profissão nãosão provas validas de que realmente são, nem podem ser consideradascomo uma promessa de que as ovelhas que conhecem a voz de Seupastor (João 10: 4) não serão enganadas pelas as formosas palavrasdos lobos.Quem ama a verdade e ao Senhor e está inteiramente entregue asua vontade obedecerão á voz de Deus que fala a suas almas pormeio de Sua Palavra e mediante os conselhos que Deus tem dado. Ena grande hora de prova que se aproxima, só os que conhecem e
  20. 20. A p o s t i l a – A p o s t a s i a | 20amam a verdade poderão salvar-se dos enganos de Satanás. Oséias4: 6; Jer 50: 6; II Tes 2: 9-11; Mat 12: 33-35; Luc 6: 43-45.Segundo a nota adicional do cap 13 de Romanos temos:Alguns dos escritores do NT. Dão à impressão de referir-se a segundavinda de Cristo como se fosse algo imediato. Se citam os seguintetextos como mostra tópico destes ensinamentos Rom 13: 11-12; I Cor 7:29; Fil 4: 5; I Tes 4: 1, 17; Heb 10: 25; Tiag 5: 8-9; I Pe 4: 7; I João 2: 18.Quem sabe alguns se apressa a concluir que os escritores bíblicosestavam completamente equivocados, ou que pelo ou menos nada sepode saber quanto ao tempo da volta de Cristo; porem a evidencia nãorequer uma conclusão tal.Na repetida discursão das Escrituras quanto ao fim do mundo ou davinda de Jesus, se destaca claramente certos fatos. E o crente que temem conta este fato é possível chegar a uma conclusão totalmenteconsecutiva com a crença da inspiração da Bíblia e o fato solene dosegundo advento. Estes fatos são os seguintes: 1. Os escritores sempre falam da certeza do segundo avento. Isto se aplica tanto aos escritores do AT. Com do NT. O leitor da Bíblia, que dá as palavras deste seu significado mais evidente, concluirá que o dia do Senhor virá. (II Pe 3: 10). 2. Ao referir-se a este tema os escritores bíblicos parecem estar tão dominados pela a grandeza da gloria e a natureza apoteósica do acontecimento para cada ser humano e para toda a criação, que com freqüência falam como se fossem os únicos e exclusivos acontecimentos futuro. A luz deslumbradora do dia Deus, parece com freqüência excluir todos os demais da vista e da mente do profeta. O leitor recebe a clara impressão de que o autor inspirado considera todos os demais que possa proceder o advento como de menor importância, como um prólogo do grande clímax para o qual se encaminha toda a criação; com freqüência quem sabe sinta-se como se o grande dia estivesse por sobrevir.É evidente que esta clara apresentação do advento começou comEnoque, sétimo depois de Adão, que advertiu os ímpios de seus dias.Eis que vem o Senhor com suas dezenas de milhares, para fazer juízocontra todos (Jud 14-15). Não há nada no contexto que sugere queEnoque houvesse explicado que a vinda teria lugar mil anos mais tarde,
  21. 21. 21 | Apostila –Apostasiaé o mais seguro é que não sabia. Havia-lhe sido revelado que Senhorviria para julgar; nada mais importava.Os escritores bíblicos destacaram que o dia do Senhor viria de súbito einesperadamente. As afirmações de Cristo são os melhores respaldosdeste ensinamento. Ele disse: “Vede, pois, porque não sabeis a quehora há de vir vosso Senhor (Mat 24: 42)”. “Olhai também por vosmesmos, para que vossos corações não se carreguem de glutonaria eembriaguez e dos afãs desta vida, e venha de repente sobre vos aqueledia”. Porque como um ladrão vem sobre todos os que habitam sobre aface de toda a terra. Vigiai, pois a todo tempo, orando para que sejaistidos por dignos de escapar de todas estas coisas que virão, e de estarem pé diante do Filho do Homem. (Luc 21: 34-36). As palavras de Paulosão um eco das de Nosso Senhor. “O dia do Senhor vira como umladrão de noite (II Pe 3: 10)”.Que o dia da predição do segundo advento é uma cálida de iminênciapelo menos potencialmente, foi à única segurança que esteacontecimento ocorreria e que seria inesperado e repentino.A hora o Senhor não lhe pareceu conveniente revelar o dia e a hora(Mat 24: 36) de sua vinda, e como instou a seus seguidores quevelassem constantemente para que esse dia não lhes surpreendessecomo um ladrão. Que outra coisa se poderia esperar, se não que osautores do NT escrevessem sobre a vinda com um tom de eminência?Isto não projeta nenhuma sombra sobre a inspiração que receberam.Sabiam por revelação e por instruções direta procedente de Cristo, queele viria outra vez, que sua vinda seria precedida por tempostumultuosos, que seria súbita e inesperada, e que eles e quem elespregassem deviam velar continuamente. Porem não lhes foi revelado odia e a hora. Por tanto, devido a essa limitação a revelação que lhes foidada, apresentava aos crentes a exortação constante e a advertênciaacerca do dia do Senhor.Era evidente no plano de Deus que seus profetas não dispuseram decerto conhecimento acerca da exatidão do momento do advento deCristo. Precisamente antes de sua ascensão nosso Senhor pô fim nasperguntas dos discípulos quanto a calcular tempo das ações futuras deDeus, quando declarou: “Não vos compete a vós saber o tempo ou aépoca que o Pai reservou pela a Sua excessiva autoridade”. (Atos 1: 7)
  22. 22. A p o s t i l a – A p o s t a s i a | 22Os autores bíblicos não escreveram sensivelmente para seus dias oupara determinado grupo a quem dirigiam uma carta. Se assim fosseentão a importância das Escrituras havia concluído com a geração querecebeu diretamente as mensagens dos portas-vozes de Deus. Não;escreveram sob a inspiração e sem duvida compreendendo comfreqüência só em parte, para todas as gerações ate que voltasse oSenhor. É certo que alguma coisa que escreveram, por exemplo, sobrea circuncisão tinha uma importância particular para as gerações dosautores do NT quanto que outras porções têm tendo e tem umaimportância crescente a medida que se aproxima o fim da historia daterra.O fato de que os autores inspirados da Bíblia escrevessem para exortar,admoestassem e instruíssem a todos os que vivessem até ao segundoadvento, clareia mais as declarações do NT, que fala da eminência dasegunda vinda de Cristo. É certo que as mensagens, dentro de seucontexto histórico, estão dirigidas a grupos específicos que viviam nessetempo e não há duvida alguma de que a maioria dos conselhosespirituais das Escrituras se situam dentro de um contexto histórico quecorresponde com determinadas pessoas e determinado temo dopassado.Porém ainda que uma declaração se tenha dirigido a certos crentes,pode aplicar-se não tanto a eles como a seus descendentes espirituais.Quando Cristo descreveu a seus discípulos certos acontecimentoschave que precederiam a sua vinda e serviram como sinais dela,abarcou um período de uns dois mil anos; e quando começou adescrever a queda de Jerusalém, disse: “Quando vires no lugar santo aabominação desoladora de que falou o profeta Daniel (Mat 24: 15).Vedes correspondia com os discípulos a quem se estava dirigindo;porem segue falando da grande tribulação da qual havia falado Danielna profecia que abarcaria ate o século XVIII, e continua com a exortação“então se alguém vos disser (ver 23). Agora bem poderia dizer queCristo está aqui advertindo outra vez a seus doze discípulos contaenganos ameaçadores. Porem todo o contexto nos obriga a crer que eleesta falando também, e ainda com mais razão a seus seguidores queviveriam no século XVIII e posteriormente.Este fato bíblico, que o grupo presente nesse momento pode ser orecipiente desta mensagens, não só para eles, mas também, e quem
  23. 23. 23 | Apostila –Apostasiasabe mais particularmente, para uma geração posterior, nos protege denão cair em conclusões sem fundamento acerca do tempo histórico decertos acontecimentos vindouros.Pareceria que imediatamente depois da acessão “os irmãos”, gruposque tal vez incluía aos apóstolos, pensavam que Cristo poderia voltarem seus dias: “Este dito se estendeu então entre os irmão, que aquelediscípulo João não morreria (João 21: 23), mais que ficaria vivo paracontemplar o regresso de Seu Senhor (Atos 1: 6-7)Sem duvida, há certa evidência no NT de que Deus deu alguma luz aseus portas- vozes acerca do tempo que transcorreria antes de queCristo regressassem. Em sua primeira carta aos tessalonicenses, Paulolhes escreveu do advento e disse: “Nós que vivemos que temos ficadoaté a vinda do Senhor (I Tes 4: 15); porém queria Paulo que ostessalonicenses chegassem a conclusão de que o dia do Senhorvirtualmente estava as portas? É evidente que alguns chegaram a estaconclusão, porque em sua segunda carta o apostolo volta ao tema: “Osrogamos irmão, que não os deixeis mover facilmente de vosso modo depensar, nem contribuis, nem por espírito, nem por palavra e nem porcarta, como se fosse nossa, no sentido de que o dia do Senhor estarperto (I Tes 2: 1-2). Depois procede a descrever acontecimentos quedevia acontecer antes da vinda de Cristo (vers 3-12). Processo chaveseria determinada “apostasia” (ver 3). Porém Paulo explica em outraspassagens que essa “apostasia” ocorreria principalmente depois de suamorte (Atos 20: 28-30; II Tim 4: 6-8). Depois de apresentar-lhes umrascunho de certos acontecimentos precederia a vinda e exorta-os aestar firmes para os dias vindouros. (II Tes 2: 15-17).Na cela da prisão onde estava para morrer, Paulo escreveu ao seu filhoespiritual Timóteo: “O tens ouvido de mim perante muitas testemunhas,isto encarrega a homens fieis que sejam idôneos para ensinar também aoutros (II Tim 2: 2). É claro que Paulo esta instruindo a Timóteo queficava certo período de tempo antes de que Cristo regressasse.Por tanto é evidente que quando Paulo disse em I Tes 4: 15 “irmãosficamos’ não estava incluindo ele, mas que estava falando daquelescrentes cristãos que viveriam nos dias finais. O plural da primeirapessoa do verbo indicava sensivelmente que Paulo pertencia ao grupode fieis que de forma interrompida abarcava os séculos.
  24. 24. A p o s t i l a – A p o s t a s i a | 24Pedro escreveu. O fim de todas as coisas se aproxima sede, poissóbrios e vigiai em oração (I Pe 4: 7). Essas palavras se aplicavamnecessariamente ao grupo próximo a ele, a quem escrevia? A respostaparecer ser: Lemos em sua segunda epistola escrita não sabemosquanto tempo depois da primeira. Para que tenhais memória daspalavras que antes tem sido ditas pelos santos profetas, e domandamento do Senhor e Salvador dada por vossos apóstolos;sabendo primeiro isto, que nos posteriores dias viriam escarnecedores,andando segundo suas próprias concupiscências e dizendo. Onde estáa promessa de seu advento? (II Pe 3: 4). O mais razoável é admitir queestas palavras sugere que Paulo algum processo futuro, em queapareceria certas classe de escarnecedores.Nota-se especialmente que Paulo, ao ocupar-se do avento vindouro,exorta aos crentes a ter memória das palavras que antes tem sido ditaspelos os santos profetas. Anteriormente nesta mesma epistola,declarou: “tenhamos também a palavra profética mas segura, a qualfazeis bem é estar atentos como um ancora que ilumina em lugarescuro, ate que dia clareia e nasça em vossos corações ( II Pe 1: 19).Segundo estas palavras é evidente que Pedro ensinava que tinha detranscorrer certo lapso antes do advento. Os crente deviam deixar guiarpela a luz profeta ate que o dia clareasse. Respondendo ao mesmopropósito Paulo declarou aos tessalonicenses: Porem a cerca dostempos e das ocasiões não tem necessidade irmos de que eu osescreva. Porque vos sabeis perfeitamente que o dia do Senhor virácomo ladrão de noite e que quando disserem pez e segurança, entãovira sobre eles destruição repentina, e não escaparão é como as doresda mulher grávida, e não escaparão, mas vos irmãos não estais emtrevas, para que aquele dia os surpreenda como ladrão (I Tes 5: 1-4).A forma em que os apostos recorrem ao que escreveram os profetasé um eco das palavras de Cristo, a cerca do que o profeta Danielhavia escrito quanto aos acontecimentos futuros. O que ler entenda(Mat 24: 15).Neste quadro a exortação dirigida aos crentes para guiar seus passoscom a luz profética logicamente reconhecemos que a Bíblia contémalguma profecia especifica acerca da vinda do Senhor, as quaisabarcam grandes períodos e que nos ajuda saber o que advento deCristo está próximo, as portas (Mat 24: 33). Referimo-nos especialmenteaos livros de Daniel e Apocalipse. Dentro da sabedoria de Deus esses
  25. 25. 25 | Apostila –Apostasialivros ainda no melhor dos casos, só foram palidamente entendidos nosprimeiros séculos da era cristã. Algumas das profecias de Daniel ficaramsem duvida fachadas e seladas até o tempo do fim (Dan 12: 9), pois amaior parte era para o tempo do fim.Atualmente dispomos de um caudal de luz adicional que irradia daspaginas de Daniel e Apocalipse. Suas profecias nos capacitam praconhecer, os tempos e as ocasiões (I Tes 5: 1). As profecias destes doislivros nos permitem dizer com segurança profética que o fim de todas ascoisas, certamente esta próximo.Comentário de I Cor 7: 29. diz: Tempo.Um momento ou período determinado, “tempo oportuno” (ver com Rom13:11). O Senhor mesmo instava aos crentes que vivessem naexpectativa de sua segunda vinda e do fim do mundo (Mat 24: 42; 25:13; Mar 13: 32-37). Os ensinamentos de Jesus e se Seus apóstolosdemonstram que a principal tarefa da vida é prepara-se para um lugarno reino de Deus, de gloria eterna (ver Mat 6: 19-21, 33; 10: 38-39; Mar10:21). O tempo no qual pode fazer esta preparação sempre tem sidoapresentado como curto (ver com Rom 13: 11). Para nós o juizoinvestigativo está encerrado rapidamente e sua terminação é quandoterminar será demasiado tarde para alcançar a idoneidade para o céu.Por tanto, todos devem assegurar sua aceitação como candidato para oreino de gloria (ver Isa 55: 6-7; Dan 8: 14; 9: 24-27; Ron 9: 28; II Cor 6:2; Heb 3: 13; II Pe 1: 10; Apoc 22: 10-12). Todos têm que viver em tãointima comunhão com o céu, que quando chegar o momento de deixaras fadigas desta vida, nada possa surpreendê-los desprevenidos (verMat 13: 35-37; Luc 18: 1;21: 34-36; I Tes 5: 1-6, 17, 22-23). O cristãoque está atento a este importante fato – que sempre deve estar prontopara encontrar-se com Deus – não põe seus afetos nas coisas terrenas,mas que sempre tem em conta a incerteza da vida e da natureza fugaze transitória deste mundo, e vive em um estado de continua preparaçãopara a vinda do Senhor. (Col 3: 1-2). Em vista da brevidade do tempodisponível para que os homens se preparem para eternidade – o melhordos casos neste período não é maior que o curto lapso de vida – oscristãos não se ligarão indevidamente nos vínculos e possessõesterrenas. Não permitirão que nada, nem ainda as relações familiares,interfiram com sua determinação de estar prontos para o céu.
  26. 26. A p o s t i l a – A p o s t a s i a | 26O argumento prévio leva a conclusão de que não fica outra opção paraos que têm esposa, exceto não permitir que o estado matrimonial induzao olvidar sua obrigação de estar sempre em harmonia com o céu. Emoutras palavras, que as responsabilidades, as satisfações e os cuidadosmatrimoniais devem ser postos em segundo lugar perante o grandepropósito da vida que é uma constante comunhão com o Senhor e umafervente preparação para a sua vinda. Este versículo destaca amandatos devem ocupar o primeiro lugar na vida do crente (ver Deut 6:5; 10: 12; Ed 12: 13; Mat 22: 37-38). Não se deve entender que esteversículo ensina que deve haver falta de afeto ou de bondade narelação matrimonial, ou que contradiz aos ensinamentos específicos dePaulo nos primeiros versículos deste capitulo.O cristianismo como religião ilícitaOs judeus estavam ressentidos com o cristianismo por muitas razões.Tinham temor de que o cristianismo poderia atrair a ira dos romanossobre os judeus. Odiavam o Cristo dos cristãos como um rival de seuesperado Messias. Odiavam ainda mais os cristãos porque aceitavamos gentios em sua comunhão. Portanto, os judeus criavam dificuldadesaos cristãos em toda oportunidade que tinham, perseguindo-os até ondelhes era possível, na Palestina e em outras partes ajuntando turba parase levantar contra os cristãos. Há vários exemplos disto no livro de Atos.Um documento, o matrimonio de Policarpo, narra coisas semelhantes,sucedidas na cidade de Esmirna no século II. No século III Tertulianochamou as sinagogas judia. Manancial de Perseguição.Estando as relações em tal situação, não se necessita buscar na leiromana para achar algum decreto contra os cristãos. Não senecessitava nenhum decreto, pois os cristão não tinha lei que lhesprotegesse. No ano anterior foram promulgadas disposições legaiscontra os cristãos. E esta se fez cada vez mais severa. Os primeirosataques da magistradura romana contra os cristãos foram esporádicas.Não foi decretada legalmente, mas que devido a caprichos, ou rancordos imperadores. Tais foram as perseguições de Nero (64 d.C), e deDominciano (95 d.C) contra os cristão.Disposições legais romanas. Perseguição provocada por capricho. – Ohistoriador romano Tácito, narra corretamente, pois culpa a Nero de terincendiado a Roma. Para tirar de si mesmo a acusação, e colocou a
  27. 27. 27 | Apostila –Apostasiaculpa nos cristãos. Uma quantidade de seguidores de Jesus foramusado como tochas para iluminar as orgias noturnas no Jardim de Nero.A perseguição sem duvida se estendeu algumas pelas as províncias,ainda que poucas se foram registradas. Como já se tem dito. TantoPedro como Paulo pereceram na cidade de Roma devido a perseguiçãode Nero. (pp 32, 36).As seguintes perseguições dos cristãos na mão dos romanos, quemsabe surgiu do rancor do imperador Domiciano, homem instável ecaprichoso. Quem sabe descobriu que havia cristão em sua própriacasa, e por estas e outras razões, perseguiu a seita. João foi exilado nailha de Patmo durante o governo deste imperador. A perseguiçãodestacada por Domiciano, quem sabe não se estendeu tanto e nem foitão destruidora, porém foi uma dificuldade para a igreja e representousofrimentos para os que a suportaram diretamente.Exemplo de disposição legalA primeira disposição claramente legal contra os cristãos decretada porum imperador romano, foi expedida por Trajano (98 – 117 d, C ) Plínio ojovem, amigo e protegido de Trajano, era governador do Porto, na costaSul do Mar Negro. Plínio estava muito preocupado pela a propagaçãodo cristianismo em sua província. Os templos pagãos descuidavam dosque comerciavam com animais para os sacrifícios e com materiais parao culto, os templos se queixavam de seus negócios sofriam muitíssimo;por isso Plínio começou a ocupar-se dos cristãos. Fazia dar morte aosque estavam dispostos a admitir que pertenciam a essa fé. Paraassegurar-se de sua conduta, escreveu a seu amigo imperador e lhepediu que aprovasse o que estava fazendo. A carta de Plínio se fala nacoleção de seus escritos. Nesta carta apresenta uma interessantedescrição do culto cristão, ele se referia ao que já estava feito e depoisconta como havia estado tratando aos cristãos. O supplicium, a penacapital romana, havia caído sobre eles.Trajano escreveu em resposta a Plínio, para aprovar o que seurepresentante havia feito no Porto. Porém o imperador, que em geral erabom e justo estipulou que ninguém devia ser morto por ser cristãos amenos que reconhecia sem duvida que o era, ou a menos quehouvesse suficientes testemunhas que provasse que era. Não devia sercondenado por meros rumores, mas que devia ter quem testificasse
  28. 28. A p o s t i l a – A p o s t a s i a | 28contra ele para que o testemunho fosse valido. Esta disposição legalnão era outra coisa, se não a aplicação dos poderes ordinários dapolítica comum a um problema da sociedade. Trajano não se propunhadestacar esta perseguição; porem como os cristãos não tinham lugar nasociedade e por isso deviam ser eliminados. Se não, para eles sepoderia se tornar um verdadeiro perigo. Plínio informou que seu métodopara tratar os cristãos havia tido êxito e que havia recomeçado o cultonos templos pagãos.Esta disposição policial ordenada por Trajano continuou como umanorma do Império Romano durante uns 150 anos seguintes. Foi o maisdesdenhoso em seu modo de atuar, porque o governo romano todavianão havia chegado ao ponto de tomar a serio o cristianismo como ummovimento. Por isso, os cristãos foram perseguidos durante o reinadosdos imperadores Antonio Pio (138-161 d. C) e Marco Aurélio (161-180d.C) que, em outros sentidos, foram benévolos. Esta freqüência, porinstigação dos judeus e em parte devido ao zelo pagão de governanteslocais, porém com o conhecimento e o consentimento dos imperadores.Política de extermínioAo meado do século III imperou a política romana em sua relação comos cristãos. Os governantes já se haviam dado conta de que deviatomar a serio a propagação do movimento cristão. Diz-se, que oimperador Filip (chamado “o árabe”), foi cristão. No final de seu curtoreinado foi celebrado o milésimo aniversario da fundação da cidade deRoma e houve um grande ressurgimento do sentimento patrióticoromano. Décio o rival político de Filipe e seu sucessor quando, essaonda de patriotismo no seu apogeu, se criam que os cristãos tinhamfavorecido a Filipe, e por isso no ano 220 começou uma política deextermínio contra eles. Sua sangrenta perseguição dos cristãos foirepetida pelo o imperador Valeriano uns sete anos mais tarde.A perseguição finalPor este tempo os cristãos tinham crescido em popularidade eaumentado extraordinariamente em numero. Este aumento continuounus anos de relativa paz que seguiram a perseguição de Valeriano, pazque terminou com severa perseguição destacada por Diocleciano eGalerio, que começou no ano 303 d.C e continuou durante dez anos.
  29. 29. 29 | Apostila –ApostasiaEsta perseguição assinalou uma troca de política, no sentido de querepresentou um intento de completo extermínio. Foi um caso de guerraentre acerbos inimigos. E nessa guerra perdeu o império pagão.Comportamento da igreja frente ao EstadoAo examinar o comportamento da igreja frente ao Estado durante osséculos quando o cristianismo era uma religião ilícita, semreconhecimento oficial na sociedade. Deve recordar-se, que nestesanos a igreja não buscava seu estabelecimento material no mundo,como ensinou depois Santo Agostinho, um lugar no reino do céu comJesus Cristo como governante. Portanto, o comportamento dos cristãosera de uma paciente resignação até que Cristo os resgatasse.É certo que a significativa declarou de Cristo: “Daí, pois a Cezar o que éde Cezar, e a Deus o que é de Deus”(Mat 22: 21) raras vezes seencontra nos escritos dos cristãos dos primeiros séculos; sem duvidaaplicavam esta admoestação a sua relação com o império. Pauloexortou a igreja no mesmo sentido quando escreveu: “Submetam-setoda pessoa as autoridades superiores; por que não há autoridade sinão da parte de Deus, e as que há por Deus tem sido estabelecida. Demodo que quem se opõe a autoridade, estabelecida por Deus resiste; eos que resistem, traz condenação para si mesmo. Por que osmagistrados não estão para infundir temor ao que faz bem, sim ao mau.Pelo o qual é necessário estar- lhes sujeitos não somente por razão docastigo, mas também por causa da consciência. Pois por isto pagaistambém os tributos, por quer são servidores de Deus (Rom 13: 1-6).Pedro disse: Honrai ao rei (I Pedro 2: 17). Por tanto inda quando suareligião era ilegal, os cristãos procuravam viver como bons cidadãos emum ambiente hostil, aplicando todos os dias a ética manifestada na vidade Jesus e contida nos exemplos dos ensinamentos dos apóstolos.Ganharam boa reputação pela a pureza de sua vida e por sua bondadepara com o próximo. O governo odiava e finalmente chegou a temermais e mais o cristianismo, porém o povo apreciava cada vez mais aclasse de vida manifestada pelos os cristãos. Quando eram arrastadospelos os tribunais, ao responder a perguntas dos juízes, com freqüênciaos cristãos sensivelmente contestavam: “Sou cristão e iam a mortesorrindo no meio de seu sofrimento, admoestando a outros cristão paraque fossem fieis e exortando os pagãos que presenciavam a sena paraseguissem a Jesus Cristo Seu Senhor e Mestre. Os cristãos que
  30. 30. A p o s t i l a – A p o s t a s i a | 30presenciavam a morte de tais mártires admiravelmente fieis. ETertuliano pode dizer: “O sangue dos cristão é semente”.Uma inumerável quantidade de mártires cristãos morreu porque Cristohavia dito: “Daí a Deus o que é de Deus”. Pedro tinha afirmado: “énecessário obedecer a Deus antes que os homens” (Atos 5: 29), “Sealguma coisa padeceis por causa deles, não os conturbeis” (I Pedro 3:14). Não vós surpreendeis do fogo de prova, que vos de sobrevir comouma coisa estranha os acontecessem, se não gozo por ser participantesdo padecimento de Cristo. Se alguém padece como cristão não se sintaenvergonhado, mas glorifique a Deus por ele (I Pedro : 12-16). Paulosabia por experiência própria o que era viver uma vida conseqüentepara Cristo. Tem deixado uma lista para a posteridade de seus primeirossofrimentos por causa de seu Senhor (II Cor 11: 23-27).Por principio os cristãos eram cidadãos cumpridores da lei, sempre queas autoridades lhe indicavam o que era se dever fazer. Porem quandose lhes exigia negar á Cristo, participando de um culto falso e viver umaclasse de vida que houvesse significar a separar dos princípios cristão,na maioria dos casos se mantinham firmes do lado do correto.Escolhiam obedecer a Deus antes que os homens e como resultado,sofriam açoites encarceramento ou morte. A separação era muito clarae as conseqüências seguras: morte aqui, porém vida eterna com Cristo.Separação da igreja e do EstadoEsta filosofia da separação da Igreja e o Estado resultava necessáriacom o pensamento de que devia manifestar-se certo grau decooperação com o ambiente pagão devido a necessidade do momento,até que Cristo os transportara a um novo ambiente. Tertuliano, noséculo III e Lactancio no século IV, insistiam que a Igreja cristã deviamanter-se separada do Estado pagão.Porém como a segunda vinda de Cristo não aconteceu de imediato, noséculo III foi formando uma nova filosofia. O cristianismo se iapopularizando e continuamente aumentava seu numero de membros, osmestres cristãos eram aceitos com mais e mais respeito, e surgiu aesperança de que perante muito, o cristianismo poderia manejar omundo. Por tanto, cada vez que era possível, se incorporava costumesmundanos que eram “batizados”, dando se lhes um nome de cristão etambém uma aparência exterior cristã. Tinha-se cuidado de ofender o
  31. 31. 31 | Apostila –Apostasiamínimo possível ao Estado. E quando que a situação ficou clara. Osdirigentes da igreja e aqueles a quem eles dirigiam procuravam manterse firmes. Com freqüência sem duvida resultava em momento de lutas eseparação, e mais de uma ocasião as decisões foram rebaixar asnormas, e aceitação do paganismo. Bem poderia supor que durante oséculo III os governantes romanos houvessem sido mais complacentes.O cristianismo houve por bem seguir um programa tal que foi levado aoponto de viver satisfeito em um ambiente pagão, e quem sabefinalmente houvesse sido modificado por esse ambiente e absorvido porele. Felizmente para a igreja, o governo continuou sendo um acerboinimigo do cristianismo e este se viu obrigado a permanecer separadodo Estado até que Constantino fez que o governo romano tomara asformas externas do cristianismo.Diz o Espírito de Profecia:Qual foi a origem desta grande apostasia? Como, a princípio, se afastoua igreja da simplicidade do evangelho? Conformando-se com as práticasdo paganismo, a fim de facilitar a aceitação da doutrina cristã pelospagãos. O apóstolo Paulo, em seus dias declarou: "Já o mistério dainjustiça opera." II Tess. 2:7. Durante a vida dos apóstolos a Igrejapermaneceu relativamente pura. Mas, "pelo fim do século II, a maioriadas igrejas tomou nova forma; desapareceu a primitiva simplicidade, e,insensivelmente, ao baixarem ao túmulo os velhos discípulos, seusfilhos, juntamente com os novos conversos, ... puseram-se à frente dacausa e lhe deram novo molde". - Pesquisas Eclesiásticas, RobertoRobinson. Para conseguir conversos, aviltou-se o elevado estandarte dafé cristã, e, como resultado, "uma inundação pagã, invadindo a igreja,trouxe consigo seus costumes, práticas e ídolos. - Conferências deGavazzi. Como o cristianismo conseguisse o favor e apoio dos príncipesseculares, foi nominalmente aceito pelas multidões; mas, conquantomuitos se intitulassem cristãos, "na realidade permaneciam nopaganismo, e, especialmente em segredo, adoravam os ídolos". - Nãose tem repetido o mesmo caso em quase todas as igrejas que seintitulam protestantes? Com o desaparecimento dos fundadores, dosque possuíam o verdadeiro espírito de reforma, seus descendentespõem-se na dianteira e "dão novo molde à causa". Embora se apeguemcegamente ao credo dos pais, e se recusem a aceitar qualquer verdadealém da que lhes foi dada conhecer, os filhos dos reformadores se
  32. 32. A p o s t i l a – A p o s t a s i a | 32afastam grandemente do exemplo paterno de humildade, abnegação erenúncia do mundo. Assim, "a primitiva simplicidade desaparece". Umdilúvio de mundanismo invade a igreja e "leva consigo seus costumes,práticas e ídolos".Ai! até que ponto terrível a amizade do mundo, que é "inimizade contraDeus", é hoje acalentada entre os professos seguidores de Cristo! Quãolargamente se têm as igrejas populares de toda a cristandade afastadoda norma bíblica da humildade, abnegação, simplicidade e piedade!(GC, 384-385).O impacto da tradição sobre a igreja.A palavra “tradição” paradosis em si mesma não tem um malsignificado. Parádosis significa transmissão, entrega. Pauloaconselhava aos crentes de Tessalônica a reter a doutrina que tinhamaprendido (II Tes 2: 15) e advertia que não tivessem comunhão comqualquer que não fosse segundo os ensinamentos que receberamdeles.(cap 3: 6). Paulo expressou este conceito, porque é evidente quealguns já haviam apresentado aos Tessalonicenses com uma carta, quediziam que era de Paulo, acerca da eminente volta de Cristo (cap 2:2).As tradições que Paulo mantinha como dignas de confiança eram seuspróprios ensinamentos orais pelas as quais os Tessalônicos deviamprovar qualquer suposta mensagem sua, usando também as cartas queverdadeiramente eram dele.Porém Paulo advertiu os crentes de Colossenses que não se deixaramenganar por meio de filosofias e vãs sutilezas segundo as tradições doshomens, conforme os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo. (Col2: 8). Pedro fez lembrar aos que se haviam convertido á Cristo medianteseu ministério, que estavam salvos pelo o poder de Cristo, da vãmaneira de viver, “a qual recebeste de vossos pais”.Mais clara é ainda a condenação que Cristo fez da tradição. Quando lheperguntaram, porque Ele permitia que Seus discípulos quebrassem atradição dos anciões (Mat 15: 2), Ele colocou a autoridade de lei daDeus por cima da tradição e mostrou que a tradição dos judeus os havialevado a quebrar a os mandamentos de Deus (ver 3-6). Citou Isaias (29:13, tal como se conserva até a LXX) como se falava em nome de Deus:“Em vão me honram, ensinando como doutrinas, mandamentos dehomens”(Mat 15: 9); e pronunciou esta sentencia: “Toda planta que não
  33. 33. 33 | Apostila –Apostasiaplantou o Meu Pai celestial, será desarraigada” (Mat 15: 13).Estabeleceu claramente que as Escrituras “dão testemunho” dEle (João5: 39) e usou os escritos do AT para confirmar seu messianismo,quando falou com seus discípulos depois de sua ressurreição (Luc 24:27, 44). Paulo entendia que as Escrituras são suficientes para asalvação e para a edificação do cristão (II Tim 3: 15-17). João admoestaduramente a qualquer que intenta suprimir as palavras do livro de Apoc,que lhe foi dado por inspiração (Apoc 22: 18-19).As Escrituras foram subordinadasNão há duvida de que o mau uso dos Judeus deram as Escriturasquando se opuseram ao cristianismo, e o que lhe deram os falsosprofetas dentro da igreja, os hereges e especialmente os gnósticos,debilitou um pouco a fé dos cristãos na autoridade das Escrituras.Tertuliano escreveu ao começo do século III que as Escrituras não sãosuficiente para fazer frente aos ataques dos hereges, porque osmesmos hereges usam as Escrituras, como fundamento de suasopiniões. Irineu bispo das Galias, escreveu sua notável obra Contraheresias próximo do ano 185 d. C ele faz frente ao mesmo problemaque Tertuliano enfrentou uns poucos anos depois. Como já se destacou,Irineu estabeleceu o princípio de que a verdade do cristianismo se de eencontrar nas igrejas fundadas pelos os apóstolos os quais transmitirama verdade aos bispos, os sucessores dos apóstolos segundo a opiniãode Irineu. Para ele essa verdade transmitida era a tradição e insistia queesta devia ser uma norma de verdade posto que os hereges usavam asEscrituras. Tartuliano apresenta a máxima defesa possível em favor datradição de sua obra. De Corona3, 4.Averigüemos, por tanto se a tradição não deve ser aceita a menos queesteja escrita. Certamente diremos que não deve ser aceita se não hácasos de outras praticas registradas anteriormente que, sem nenhumainstrumento escrito, mantenhamos só sobre a base da tradição, eadiante o apoio do costume nos proporcione algum precedente. Paratratar este assunto brevemente começarei com o batismo. Um poucoantes de entremos na água, na presença da congregação e sobre amão do presidente, solenemente afirmamos que renunciamos ao diabo,a sua pompa e a seus anjos. Depois somos submergidos três vezesfazendo uma promessa algo mais amplia ao que o Senhor temestabelecido no Evangelho, logo somos levantados (como meninos
  34. 34. A p o s t i l a – A p o s t a s i a | 34nascidos de novo) degustamos em primeiro lugar de uma mistura deleite com mel, e depois deste dia nos abstemos do banho diário durantetoda uma semana. Também tomamos congregados antes da alva eunicamente da mão dos presidentes, o sacramento da eucaristia que oSenhor ordenou que fosse comido somente na hora de comer e édesfrutado por todos sem exceção. Cada vez que chega o aniversariofazemos ofertas pelos os mortos como homenagem decompanheirismo. Consideramos que é contra lei ajudar o arrodilar-se noculto no dia do Senhor. Nós regozijamos no mesmo privilegio também,desde a páscoa de ressurreição até o domingo de Pentecoste. Sentimostristeza se algo do vinho e do pão ainda que seja nosso, é jogado nochão, em cada passo em cada movimento que damos, em cada entrar esair, quando nos vestimos e nos calçamos, quando nos banhamos,quando nos sentamos a mesa, quando acendemos as lâmpadas, em péou assentado, em todos atos e costumes da vida diária fazemos nafrente o sinal da cruz.Se para estas e outras regras parecidas insistis em ter uma ordempositiva das Escrituras, não as encontrareis. A tradição lhes apresentarácomo a originadora da razão sustenta a tradição e os costumes e a fé opercebereis por vos mesmo ou aprendereis de alguém que o temrecebido. Quando tanto creia que tem alguma razão da qual se deveaceitar.Ensinamento da tradiçãoO seguinte é um argumento sumamente interessante. Afirma-se que atradição teve que ser aceita como autoridade para certas pratica naigreja. Ao começar o século III, para as quais se reconhece não háautoridade bíblica. Depois se diz que estas práticas são autenticasporque a igreja as segue. Logo se afirma a autoridade da tradiçãoporque a segue baseada em uma autoridade tradicional. A atrevida listade Tertuliano das coisas que a igreja de seus dias fazia baseando natradição, nos da uma idéia até a onde havia chegado a igreja no séculoIII apartando da base das Escrituras.De ali em diante se fez muito mais se baseando na tradição. Quando aigreja aceitou esta autoridade não bíblica, se abriram as comportas paraque entrasse uma inundação quase interminável de rituais sem basebíblica e de ensinamentos errôneos. Estes se posicionaram na igreja
  35. 35. 35 | Apostila –Apostasianão só na Idade Media, mas que tem chegado aos tempos modernos; enão só nas mais antigas igrejas ritualistas, mas também em certamedida nas igrejas mais evangélicas. Ainda que segue em pé estaverdade: “Em vão me honram, ensinando como doutrinas,mandamentos de homens”. (Mat 15: 9).Veneração dos santosA doutrina do estado consciente dos mortos e o castigo eterno dosímpios no inferno, aparece desde muito antigo na historia cristã. Osserviços comemorativos ante a tumba dos mártires logo foram seguidospor orações em favor dos mártires, que se pensava que estavam emuma espécie de purgatória. Logo como se cria que os santos profetashaviam ido a uma eterna bem aventurança, se ofereciam orações aossantos para que intercedesse pelos os que estavam na terra. Aveneração dos santos e mais tarde o culto a Virgem Maria foram áconseqüência lógica de uma má interpretação da doutrina da naturezado homem.A expiaçãoA expiação também foi mal compreendida. Foi envolvida em umaatmosfera de magia. O povo chegou a pensar que os emblemas da Ceiado Senhor estavam investidos de uma espécie de poder mágico. Logose criou que a presença de Cristo nos emblemas, repartia poder literalde Cristo nos participantes. Apareceu depois o ensinamento da“presença real” – que Cristo estava pessoalmente no pão e no vinho –assim surgiu facilmente á doutrina da transubstanciação: que o pão evinho se transformam literalmente no corpo e o sangue de Cristo, não sóem aparência exterior, mas em sua natureza intrínseca. Como já sehavia dito, os emblemas se haviam transformado em um sacrifício eCristo novamente era oferecido como oferta pelo o pecado. Os anciõesse transformaram em sacerdotes, necessários para cumpri a funçãosacerdotal de oferece novamente a Cristo. (ver pp 46-47).O batismo chegou a ser um ritual que salva os meninos, que segundose cria, haviam herdado a culpa de seus pais. Para administrar este ritocom propriedade salvadora, era necessário outra vez de um sacerdote.A compreensão errada da expiação e dos rituais que os representavamfizeram possível o estabelecimento de um sacerdócio humano que de
  36. 36. A p o s t i l a – A p o s t a s i a | 36uma maneira blasfema ocupou o lugar na crença do povo, dosacerdócio de Jesus Cristo no santuário celestial.Um novo legalismo e ascetismoCom a propagação do anti-judaismo na igreja sobreveio uma onde deanti-legalismo, devido em parte a uma tergiversação de certasdeclarações de Paulo (II Pedro 3: 15-16). Isto fez com que a igrejaespecialmente no Ocidente estivesse pronta para por de lada o sábadosemanal e para descuidar de outros ensinamentos das Escrituras. Istodurou na igreja o tempo necessário para fazer dano. Veio depois umaespécie de neo-legalismo que fez que a igreja observasse de novo asfestividades que ocupavam o lugar dos dias de repouso anual do AT, ea observar o domingo o primeiro dia da semana em memória daressurreição. Detalhes e rituais foram aderidos as cerimônias que seintroduziram na igreja, como pode ver pelas as passagens de Tertulianojá citadas, devido em parte a pressão de crenças tomadas dopaganismo. A igreja tergiversou o que Paulo disse em I Cor 7, e chegoua considerar o celibato como demonstração de consagração. Diversaspraticas ascéticas proporcionaram aos cristãos sinceros uma novonorma para expressar seu zelo. O jejum se tornou em algo necessáriopara a salvação. Finalmente alguns entusiastas, insatisfeitos com aigreja, desceram para o deserto e se converteram em eremitas quepraticavam o celibato e outras formas de ascetismo. Chegaram a serfinalmente tão numerosos, que foi necessário organizá-los emcomunidades. Desta forma o monasticismo, com todos seus malesinerentes, se converteu em uma instituição da igreja.Devido á pressão do anti-judaismo o sábado semanal gradualmenteperdeu sua importância. Ainda mais rapidamente, se abandonou porcompleto á distinção ente alimentos limpos e imundos. Ao converterem-se os anciões em sacerdotes e incorporarem-se muitas crenças dopaganismo se produziu uma nova estrutura, e o cristianismo perdeu detal maneira sua natureza original e seu caráter, que se os apóstolostivessem ressuscitado, dificilmente havia podido reconhecer o sistemaque ajudaram a fundar. Em sua estrutura oficial e em sua naturezageral, o cristianismo chegou a ser próximo do ano 400 pouco mais queum culto de mistério pagão. No que aconteceu a igreja primitiva com oEstado e com sociedade, há lições de advertência para a igrejaremanescente.
  37. 37. 37 | Apostila –ApostasiaA igreja como uma empresa missionáriaE quanto os alcance da pregação do Evangelho no fim do século I, játinha apresentado um panorama ao tratar a obra dos discípulos. Osregistros do século II nos são claros. No ultimo terço do século II haviauma prospera congregação cristã no vale do Ródano, da França atual, eao mesmo tempo prosperava o cristianismo no Oriente. Ao começo doséculo III havia progressos visíveis do cristianismo no Norte da África ehavia estendido para Espanha e Inglaterra. Ao começo do século IV sehavia estabelecido igrejas ao longo do rio Rín. Informes incidentais quese falam dos escritos dos cristãos primitivos mostram uma propagaçãogradual do cristianismo, que significou o estabelecimento de igrejas e àsvezes sua extinção devido a perseguição. Ao mesmo tempo sedescreve uma sociedade que lentamente começava a cristianizar-se.Quando foi legalizado o cristianismo, os cristãos sem duvida podiamcontar-se por milhes e se usaram edifícios de igrejas desde o século IIIem diante. É evidente que as igrejas não eram estabelecidas com apureza do cristianismo apostólico, mas com a natureza e acomplexidade das apostasias em que havia caído a igreja. A água nãopode alcançar um nível mais alto que o de sua fonte. As novas igrejasseguiram naturalmente as que lhes haviam dado existência e as haviamnutrido.A extensão da mensagem evangélicaHá uma declaração impressionante nos escritos do apostolo Paulo. Elefala da esperança do evangelho que haveis ouvido, o qual se pregava atoda a criatura, que esta debaixo do céu (Col 1: 23). Este é um indiciobastante claro de que o progresso da obra missionária da igreja não semedia nos primeiros anos pelas as igrejas estabelecidas que seconheça historicamente. Há suficiente base para crer que com o poderdo Espírito do Pentecoste e com o zelo e o valor dos apóstolos, amensagem do Evangelho foi levado rapidamente a todo o mundoconhecido. Ainda que não desse como resultado em todas as partes doestabelecimento das comunidades cristãs permanente cumpriu com opropósito de admoestar aos homens para que cressem no Messias quehavia sido crucificado, e havia ressuscitado e subido ao céu onde estavacumprindo sua obra de mediação para todos os que cressem nEle. Simfoi assim, deve pensar que é algo paralelo com a mensagem deadmoestação que deve ser pregada ao mundo inteiro antes da segunda
  38. 38. A p o s t i l a – A p o s t a s i a | 38vinda de Cristo (Mat 24: 14; Apoc 14: 6-12), e agora esta em marcha.(Comentário Bíblico vol. 6, pp 63-69). Primeira estância: GC. 338, 464; TM,265; PJ, 315-316; IV. TI, 210; II ME, 378; TM, 277; V TI, 75-76; III TS, 252,253,254; I ME, 204; II ME,388, 389, 390,391; II TS, 419-423; GC,382-383; GC, 383-384; Segunda estância: II ME, 380; reforma a ter lugar hoje. PR,677-678; I ME, 386- 387,388; 5 TI, 66, 11; I ME, 122;

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