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O divórcio, a lei e jesus

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O divórcio e um novo casamento são tópicos de muita discussão. O propósito deste artigo é inspirar o leitor a considerar a atitude da igreja frente a um novo casamento em vista do real sentido de termos originais hebraicos e gregos que definem corretamente a diferença entre “repúdio” e “divórcio”.

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O divórcio, a lei e jesus

  1. 1. O DIVÓRCIO, A LEI E JESUSWalter L. CallisonO divórcio e um novo casamento são tópicos de muita discussão. Opropósito deste artigo é inspirar o leitor a considerar a atitude da igrejafrente a um novo casamento em vista do real sentido de termos originaishebraicos e gregos que definem corretamente a diferença entre“repúdio” e “divórcio”.“A lei veio por meio de Moisés, mas a graça e a verdade vieram por meio deJesus Cristo” (João 1:17).Receberão graça os que estão sofrendo a tragédia matrimonial, comodescreve a lei no Novo Testamento? Afirmamos que a graça e a verdadevieram por Jesus Cristo! Então, como superabundará a graça àqueles quetêm sofrido a tragédia de um fracasso matrimonial e um subseqüentedivórcio?Cristo não só ensinou com palavras, mas também com Sua vida. Ele deunovas idéias a Seus seguidores, rejeitou o antigo ditado popular de “olho
  2. 2. por olho” realçando o amor, não a si mesmo, mas ao semelhante, tirando amulher da condição de “objeto” para ser reconhecida como pessoa. Eletambém ensinou a respeito da velha lei judaica.Quando estudamos o que Jesus disse a respeito do divórcio, devemostambém estudar a vida que Ele viveu junto com os que tinham matrimôniosdesfeitos, bem como o que ensinou sobre a lei judaica, especialmente no quese refere à lei do divórcio.Mas, o que há acerca de Suas palavras? Se uma pessoa divorciada se casanovamente, o que dizem suas palavras? “Todo aquele que repudiar suamulher e se casar com outra, adultera; e aquele que se casar com a repudiadapelo marido, também adultera”. Podemos imitar a natureza compassiva emisericordiosa de Cristo, que enviou a mulher do poço de Jacó para Samariaa fim de que Dele testemunhasse. Mas Suas palavras acaso negam suasações? Acaso as pessoas divorciadas que voltam a desposar alguém viverãopor isso em adultério? Estarão proibidas, desse modo, de servir a Cristo?Também precisamos dar ouvidos às palavras do apóstolo Paulo em ITimóteo 3:2 (“Mas é necessário que o ministro seja irrepreensível, maridode uma só mulher. . .”). O texto fala de uma pessoa que se divorciou e secasou novamente?Neste aspecto, Lucas faz somente um comentário muito conciso: “Porém,mais fácil é passar céus e terra, que se mude ou tire um só til da lei. Todoaquele que repudiar a sua mulher e se casar com outra, adultera; e aqueleque se casar com a mulher repudiada, também adultera” (Lucas 16:17, 18).Ele é conciso. Mas Jesus deixou claro que o Velho Testamento tinha algosignificativo a dizer.Quando questionado pelos fariseus no evangelho de Marcos “se era lícitoum marido repudiar a sua mulher” (Mar. 10:2) Jesus respondeu: “O queordenou Moisés?” (Mar. 10:3). Eles responderam: “Moisés permite darcarta de divórcio e repudiá-la” (Mar. 10:4). Existia uma lei.A lei se encontra em Deuteronômio 24:1-4 e era nesse contexto que Jesusvivia. Flávio Josefo, que também viveu nessa ocasião, referiu-se a ela comoa “lei dos judeus”: “Aquele que deseja divorciar-se de sua esposa porqualquer razão (e em muitos casos isso ocorre com o homem) é permitidodar testemunho por escrito que não voltará a casar-se com aquela mulher.Portanto, ela estará em liberdade de se casar com outro homem. Contudo,antes dessa carta de divórcio ser-lhe dada, a ela não se permitirá casar
  3. 3. novamente. . .” (Antigüidades dos Judeus, “The Life e Work of FlaviusJosephus”, Livro IV, Cap. VIII, Sec. 23, pág. 134; trad. De Woman.Whiston; Holt, Rinehart e Wiston, N.Y.).Eis a lei de que trata Deuteronômio: “Quando algum homem tomar ummulher e se casar com ela e não se agradar por haver achado nela algoindecente, lhe escreverá uma carta de divórcio e entregará em suas mãos, e amandará embora de casa. E saindo de sua casa, poderá casar-se com outrohomem” (Deut. 24: 1 e 2).A lei ainda vigorava ao tempo de Cristo. Portanto, devemos tratar com os“códigos da lei”.A Bíblia fala unicamente de um divórcio. Deus disse e o fez. Em Jeremias2, Deus lembra a Judá que estava procurando problemas. Israel havia sidolevado cativo. Deus disse a Jeremias que prevenisse Judá de que haviatestemunhado a infidelidade de sua irmã Israel, e que Deus havia despedidoe dado carta de divórcio a ela, e nem assim se arrependera (Jer. 3:6-8).Houve outras coisas que os homens fizeram com suas esposas. Muitoshomens se casavam com mais de uma mulher e não se incomodavam empensar em divórcio. Alguns foram servos de Deus: Salomão, Davi, Abraão eEsaú, por exemplo. Heróis das revoluções de Deus, mas também produto desuas culturas.Se eles não se divorciavam, que faria um homem de sua época com suaesposa, quando resolvia casar com outra? Deixava-a de lado? Há umapalavra para isso no Velho Testamento, o termo hebraico shalach. Édiferente da palavra hebraica para divórcio, que é keriythuwth, e quesignifica literalmente “incisão”, “corte do vínculo matrimonial”. O divórciolegal foi escrito como se pede em Deuteronômio 24, e o novo matrimôniopermitido, shalach, é normalmente traduzido como “repudiada”. Asmulheres eram “repudiadas” quando seus maridos se casavam com outrasmulheres, repudiadas para estarem disponíveis se alguém delasnecessitassem ou as quisessem. Repudiadas para serem daí simplespropriedades, como escravas, ou repudiadas em total isolamento. Aquele foium tempo cruel para a mulher. Elas eram repudiadas para favorecimento aoutra mulher, mas não lhes era dada carta de divórcio e, conseqüentemente,tampouco tinham o direito de se casar novamente. Esta palavra descreveuma tradição cruel e comum, mas contrária à lei judaica.
  4. 4. Algumas das injustiças e do terror experimentado por mulheres queforam “repudiadas” podem ser vistas nesta palavra hebraica shalach,descrita no Langenscheid Pocket Hebrew Dictionary (McGraw-Hill, 1969),que assim expõe:A fé cristã tomou raízes e floresceu numa atmosfera quase totalmentepagã, onde a crueldade e a imoralidade sexual eram tomadas comopresentes e direitos e onde a escravidão e a inferioridade da mulher eramquase universais, enquanto que a superstição e as religiões rivais comtoda classe de falsas reivindicações existiam em todo o mundo.Deus não gostava que “fossem repudiadas”. O profeta Malaquias com seucoração quebrantado instou com o povo de Deus para deixar essa prática.Ouçam Malaquias a implorar com eles. A palavra traduzida por“repudiando” em Mal. 2:16 não é a palavra hebraica para “divórcio”, que éshalach (repudiar): “E direis: Por que? Porque Jeová tem testificado entre tie a mulher da tua juventude, contra a qual tens sido desleal, sendo ela tuacompanheira e a mulher do teu pacto. Não os fez um, havendo abundânciade espírito? E por que um? Porque buscava uma descendência para Deus.Guardai, pois, em vossos espíritos e não sejais desleais”.Mas Jesus veio, e Suas palavras não negaram Suas ações. Ele falou dissoquando declarou: “Todo o que repudiar sua mulher, e se casar com outra,adultera; e o que se casa com a repudiada, adultera” (Luc. 16:18). Todo oque assim fizer, comete adultério! Esta prática era cruel e adúltera, mas nãoera o divórcio.O termo do Novo Testamento traduzido na versão King James como“repudiar” é uma forma da palavra grega apoluo. Este é o termo em grego,língua do Novo Testamento, semelhante ao hebraico shalach (deixar, ourepudiar).Existe uma palavra hebraica no Velho Testamento para divórcio,keriythuwth, e uma palavra grega do Novo Testamento, apostasion. OArnd’t Gingrich Lexicon,do Novo Testamento, cita o uso da palavraapostasion como termo técnico de uma carta ou escritura de divórcio queremonta a 258 AC. Apoluo, termo grego com o sentido de “deixar de lado”ou “repudiar”, não significa tecnicamente divórcio, apesar de amiúde serusada sinonimamente. Naquela era de total domínio masculino, os homens
  5. 5. geralmente tomavam outras esposas e não davam carta de divórcio quandoas abandonavam, e casavam-se com outras. A lei judaica que requeria cartade divórcio (Deut. 24:1, 2) era por demais ignorada. Se um homem secasasse com outra mulher, o que importava? Se um homem “repudiava”(apoluo) sua esposa e não se incomodava em dar-lhe carta de divórcio,quem iria se opor? A mulher?Jesus tinha algumas objeções a isso. Ele disse: “É mais fácil que passemos céus e a Terra do que não cumprir-se um til da lei” (Luc. 16:17). E dissemais: “Todo aquele que repudia a sua mulher e se casa com outra, adultera;e aquele que se casa com a mulher repudiada, adultera” (Luc. 16:18).A diferença entre “repudiar” e “divorciar”, entre o grego apoluo eapostasion, é séria. Apoluo indicava que a mulher era escrava, repudiada,sem direitos, sem recursos, desprovida do direito básico do matrimôniomonogâmico. Apostasion significava que o casamento havia terminado, oque permitia um matrimônio legal subseqüente. No papel existe a diferença.E a mulher que havia saído de casa, podia ir-se e casar com outro homem(Deut. 24:2). Essa era a lei.Como começamos a ler “todo aquele que se divorcia de sua mulher”nos lugares onde Jesus literalmente disse: “todo aquele que repudia ouabandona a sua mulher”?Existem outras passagens, além de Lucas 16: 17, 18, em que Jesus tratoudeste assunto. Tais passagens incluem Mateus 19:9, Marcos 10:10-12 (ondeé dito que Jesus deixou firmada a mesma lei para homens e mulheres), e emMateus 5:32. Jesus empregou uma forma da palavra apoluo 11 vezes e emtodas elas proibiu o apoluo--repúdio. Ele nunca proibiu o apostasion, cartade divórcio, requerida pela lei judaica.Deveria a palavra grega apoluo traduzir-se como divórcio? Kenneth S.Wuest, na sua tradução ampliada do Novo Testamento, sempre traduziu“repudiada” ou “deixada”, mas nunca “divorciada”. A versão antiga e literalda American Standard Version (em inglês) sempre traduziu como “deixar”.A versão King James traduz “deixar”, e Jesus a emprega umas onze vezes. Onúmero onze parece ser a fonte do problema. Em 1611, os tradutores daKing James num trecho grafaram “divorciada” em lugar de “repudiada”, ou“posta de lado”, ou “deixada”. Em Mateus 5:32 escreveram “e todo aquele
  6. 6. que se casar com uma mulher divorciada comete adultério”. A palavra não éo termo grego apostasion (divórcio), mas uma forma da mesma palavragrega apoluo a qual não inclui a carta de divórcio para a mulher. Ela,tecnicamente, ainda estaria casada.Mateus 19:3-10 fala que os fariseus perguntaram a Jesus sobre esteassunto, dizendo: “Assim, que não sendo dois, mas uma só carne; portanto,o que Deus uniu, não o separe o homem” (vs. 6).Eles então perguntaram: “Por que Moisés ordenou que se desse uma cartade divórcio (apostasion) ao repudiar a mulher?” (vs. 7). Jesus replicou: “Porcausa da dureza dos vossos corações” (vs. 8). O primeiro direito humanobásico que Deus nos concedeu foi o de nos casarmos. Nenhuma outracompanhia era adequada. Os direitos humanos estavam dirigidos só para oshomens nesses dias. Jesus mudou isso. Ele requereu obediência à lei edireitos iguais no matriônio para a mulher. A graça superabunda em Cristo.Jesus disse àqueles homens que, quem repudiasse a sua esposa e secasasse com outra, cometia adultério! ADULTÉRIO!!! A lei (Deut. 22:22)se refere à pena de morte como castigo para o adultério, tanto para o homemquanto para a mulher. Esse era um fato amargo para os homens que faziamcom suas mulheres o que bem queriam. Mat. 19:10 nos dá a saber oseguinte: Se é essa a condição do homem com sua mulher, não convémcasar-se”. Eles não viviam numa cultura em que se esperava que o homemvivesse com uma só mulher pela vida toda, que direitos iguais fossem dadoscaso o casamento não perdurasse.Como começamos a ler “a todo aquele que se divorcie de sua mulher”naquelas citações em que Jesus diz literalmente: “a todo aquele queabandone ou repudie a sua mulher?”Parece que o lugar onde constava apoluo foi traduzido erroneamente por“divórcio” e em 1611 começou todo o processo. A Versão AmericanaStardard corrigiu o erro em 1901. Não chegou a ser suficientemente popularpara fazer muita diferença. Wuest foi cuidadoso em evitar citações erradascomo temos notado acima. Mas quase tudo o que tem saído do prelo temsido influenciado pela Versão Bíblica King James, e ainda os léxicos gregose tradutores mais modernos parecem ter-se deixado influenciar pelaocorrência da tradução de apoluo como “divórcio, ainda quando o
  7. 7. significado da palavra não inclui um divórcio escrito (apostasion). Isso, portradição, nos é ensinado a ter em mente, ainda que nossos olhos leiam“repudiar” na Versão King James.Seria o divórcio escrito a solução para a prática cruel de “repudiar’, comoindica Deuteronômio? O Capítulo 24 de Deuteronômio é uma evidência deque tal como Deus atentou às queixas do povo no Egito e propiciouliberdade de sua escravidão, Ele também considerou as súplicas dasmulheres que eram como escravas, dando-lhes liberdade do abuso por meioda trágica necessidade do divórcio; trágica porque termina com algo quenunca deve terminar—o matrimônio; necessário para proteger as vítimasdaqueles que não obedecem as regras do nosso Criador, o Todo-Poderoso.Necessária originalmente porque o homem “repudiou” a mulher, colocando-a entre matrimônios ilegais, múltiplos e adúlteros.O Divórcio é uma TragédiaO divórcio é um privilégio concedido como um corretivo para situaçõesintoleráveis. É um privilégio que, contudo, pode ser abusado. Divórcio nãoé um quadro bonito na maioria dos casos. Solidão, rejeição, um sentimentoprofundo de haver falhado, perda da auto-estima, crítica de familiares,dificuldades para cuidar dos filhos e muitos outros problemas que defrontamos divorciados.O divórcio poder ser mais traumático do que a morte de um cônjuge. Amorte de um esposo(a) é dura de suportar, mas um cônjuge morto não voltanovamente. Como via de regra, o divorciado volta, e assim se prolonga asituação. O divórcio é, porém, ainda como ao tempo de Jesus, uma soluçãoparcial para uma situação séria e cruel, e pode ser a única solução razoável.Pode ser necessária, mas sempre é uma tragédia!É fácil pregar contra o divórcio, mas é difícil para a igreja ser construtivaem propiciar preparo para o matrimônio. Devemos estar prontos paraprevenir alguns divórcio, ajustando nossas leis de divórcio ou proibiçõesreligiosas contra o divórcio, pois tais ações não impedem o rompimento doscasamentos. Quando os pares permanecem juntos só pela preocupação coma notoriedade atraída pelas leis do divórcio, e pela “segurança dos filhos”,isto pode resultar em tragédia. Desastrosos triângulos matrimoniais,crueldade doméstica, abuso de crianças, homicídio e suicídio são algumas
  8. 8. das conseqüências comprovadas de matrimônios falidos, mas nãoterminados. Que opção mais tenebrosa! Um lar destruído é uma tragédia,mas nunca duvide de um homem jovem que ponha uma pistola na boca etermine seu matrimônio, a alternativa que encontrou para o divórcio. Suaigreja havia proibido o divórcio.Nosso alto índice de divórcios não é o problema real. O fracasso nosmatrimônios vem primeiro, e logo depois o divórcio. O índice de divórcios ésomente um indício de nosso elevado índice de maus matrimônios. Paracorrigir isso, devemos fazer mais do que falar contra o divórcio. Parecedifícil para a igreja ser construtiva em prover preparação para o matrimônioe reforçá-lo. Nisto é que se acha nosso desafio!Pode uma pessoa divorciada ser ordenada como diácono ou pastor? Oapóstolo Paulo, um homem culto, conhecia a palavra grega para o divórcio(apostasion) e conhecia sua cultura. Ele também sabia que Cristo aceitariaqualquer um, mesmo ele, o “maior pecador” (I Tim. 1:15). É inadmissívelque pastores e diáconos tenham muitas esposas, esposas escravas econcubinas. Cada uma dessas relações, que tinham o bonito título depoligamia, era adultério. Paulo rejeitava tais pessoas como líderes na igreja.O pedido da carta de divórcio em Deuteronômio 24 limitou o homem a umasó mulher e, além disso, é necessário que o ministro seja “irrepreensível,marido de uma só mulher, sóbrio, prudente, honrado, hospedeiro, apto paraensinar”. Ele rejeita a poligamia, não o divórcio.Apesar do sério abuso, a lei do divórcio (Deut. 24) ainda tem validade. Odivórcio é uma solução radical a problemas matrimoniais insuperáveis. Istoacaba com todas as esperanças de que o matrimônio deva ser conservado, edeclara publicamente que está falido. O pecado relativo a essa falência deveser confessado. “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo paranos perdoar e purificar-nos de toda maldade” (I João 1:9). Isto tambéminclui o perdão para a falência do matrimônio.Ao contrário do repúdio, a carta de divórcio, que provém da lei, provê umbenefício de dignidade humana para mulheres sujeitas ao abuso cruel,poligamia adúltera, e os caprichos dos homens de coração duro. Não existealgo de tão grande impacto como “desejo divorciar-me de você”, não éverdade? O divórcio declara o término legal do casamento, e havendoqualquer situação de adultério ou bigamia, qualquer das partes pode voltar ase casar. O divórcio rompeu a aliança matrimonial e todo o controle sobre a
  9. 9. esposa anterior. O divórcio requeria estrita monogamia e prevenia contra otérmino unilateral, preservando o direito fundamental de casar-se. Odivórcio faz o mesmo hoje em dia. Abandono, negligência, deserção, oucomo se queira chamar ao coração duro que deixa sua mulher por outramulher, sem divorciar-se, foram estão probidos pelo Senhor Jesus Cristo(Mat. 19:9; Mat. 5:32; Mar. 10:11,12; Luc. 16:18).Por séculos, muitas das comunidades cristãs têm interpretado estesensinamentos de Jesus como:1. O divórcio está absolutamente proibido, ou melhor, está permitidosomente no caso em que se admita ou comprove adultério.2. À pessoa divorciada, não se permite casar novamente.3. Uma pessoa divorciada que se case novamente, vive em adultério.4. Uma pessoa que se divorcia não pode ser ordenada como diácono oupastor.Todas as pessoas que possuem estas crenças estão erradas. As trêsprimeiras são contrárias à lei de Moisés e baseiam-se na passagem em queJesus nem sequer usou a palavra grega apostasion, a quarta baseia-se numapassagem em que Paulo também não empregou tal palavra. A palavra queJesus empregou foi apoluo, para “repudiar”. Este era o problema do qualtratava, não o divórcio.Uma pessoa divorciada deve ter muita graça e determinação para servirnuma igreja que adota as quatro posições acima mencionadas. Como podeser possível isto, quando a igreja é o Corpo de Cristo na Terra, para ser eservir como a pessoa de Cristo?Cristo, que uma vez levantou a voz por Jerusalém, deve olhar para baixoe levantar a voz por nós. Ele veio e chamou a Simão, o zelote, um radicalanti-romano, e Mateus, um servo rejeitado em Roma, um par deincompatibilidades tais como se pode encontrar hoje, mas os pôs paratrabalharem juntos na construção de Seu Reino. Logo, eles foram paraSamaria, e Jesus mostrou-Se diante de uma mulher de antecedentes defracassos matrimoniais, e a enviou para compartilhar da revelação de Deusem Cristo, como se ela fosse como qualquer outra pessoa. Ele deve levantara voz quando nos vê desperdiçar tempo tratando de calcular quem podemosproibir de servir em Sua igreja.
  10. 10. Jesus abertamente ministrava a todos que a Ele iam. Ainda muitos denossos amigos divorciados têm medo de nossas igrejas. Entendem que o queensinamos acerca do divórcio é o que a Bíblia indica. Podemos estarcorretos em relação a nós mesmos e tão opostos a Cristo? Se assim for,estamos equivocados. Ele veio para salvar os pecadores.As únicas pessoas que Jesus sempre rejeitou foram os que queriamjustificar-se a si mesmas, os religiosos “justos”. Está correta nossacompreensão de suas palavras simplesmente porque não se harmoniza com asua vida? As pessoas divorciadas são merecedoras de verdadeiro respeito!Por séculos têm-se excluído essa gente das congregações e do serviço, dogozo e da igualdade, até mesmo da salvação, seres humanos pelos quaisCristo morreu. Se é ou não o divórcio um pecado, esta atitudepreconceituosa sem dúvida o será! Conceda-nos o Senhor Sua graça paramediar a misericórdia de Cristo para os divorciados.

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