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Baralhações na pimpumplay

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A Liliana Domingos, psicóloga da ARISCO, veio partilhar as suas ideias sobre como desenvolver competências pessoais e sociais com grupos, através do Baralhações, o material lúdico-pedagógico criado por esta associação portuguesa Se quiser saber mais sobre o baralhações entre em www.pimpumplay.pt e faça uma pesquisa!

Boas brincadeiras... divertidas e construtivas!

Published in: Education
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Baralhações na pimpumplay

  1. 1. Liliana Domingos Psicóloga ARISCO 19-07-2014
  2. 2. 1. Dar a conhecer o material baralhações e algumas das suas possíveis aplicações; 2. Experimentar formas de aplicação do material.
  3. 3. A ARISCO, constituída em 1993, é uma I.P.S.S. vocacionada para o trabalho na área da Prevenção e da Promoção Global da Saúde. Os seus projetos visam o desenvolvimento pessoal e social, com recurso a metodologias ativas e a um contexto de intervenção de carácter lúdico-pedagógico.
  4. 4. Alguns pensamentos base • No início dos anos 80, com a Carta de Otawa, a nova definição de Saúde – com a deslocação do foco da doença para a saúde – abriu espaço a todo um conjunto de intervenções direcionadas à responsabilização do indivíduo pelo seu próprio bem- estar. • O desenvolvimento de competências, como estratégia, parte do pressuposto que “o alargamento do reportório de comportamentos sociais ajuda os indivíduos a identificar situações e problemas, a procurar e implementar soluções, a avaliar resultados e a manter ou alterar estratégias”
  5. 5. Alguns pensamentos base A O.M.S. definia, em 1993, como competências fundamentais à manutenção da saúde mental: – A Capacidade de Gerir Emoções; – A Capacidade de Ter Consciência de Si; – A Habilidade nas Relações Interpessoais; – A Capacidade de Comunicação; – A Capacidade de Resolução de Problemas; – A Capacidade de Tomar Decisões; – O Desenvolvimento de Pensamento Critico e Criativo; – A Capacidade de Empatizar com o Outro; – A Capacidade de Gerir o Stress.
  6. 6. Alguns pensamentos base • Os programas de intervenção neste domínio e os materiais que lhe servem de base recriam situações que promovem a experimentação de papéis, a reflexão sobre a vivência e a partilha de experiências. • Esta Metodologia de Ação-Reflexão-Ação faz do Jogo a sua principal estratégia.
  7. 7. Alguns pensamentos base • O trabalho de desenvolvimento pessoal pode acontecer dentro de uma intervenção individual, de casal ou de grupo, no qual a dinâmica vem aprofundar a consciencialização de comportamentos atitudes e valores. • A compreensão da dinâmica de grupos posta ao serviço da prevenção é fundamental no plano do desenvolvimento de sentimentos de pertença e protagonismo.
  8. 8. Eixos que orientaram a construção do material  A Promoção da Saúde  Desenvolvimento de Competências  Teoria do Jogo  Dinâmica de Grupos.
  9. 9. O material Foi desenvolvido pela Arisco, no âmbito do Programa Quadro Prevenir 1998, com o apoio do Projeto Vida. Ficha Técnica • Ideia Original: Raul Melo • Desenvolvimento do Projeto: Sónia Duarte Lopes e Dolores Gamito • Textos: Sónia Duarte Lopes, Dolores Gamito, Raul Melo, Patrícia Santos, João Domingues e Lúcio Santos • Desenhos: Fernando Ferreira
  10. 10. O material É constituído por um baralho que contém: – 70 “Cartas de Emoções” – imagens de situações que remetem para diferentes emoções/sentimentos. – 10 “Cartas do EU” – desenhos de 10 vultos diferentes. – 1 Manual com sugestões de utilização e regras do Jogo, Lista das Emoções e Sentimentos correspondentes a cada desenho
  11. 11. O material Egoísmo Terror Competição Inveja Descriminação Ressentimento Timidez Gratidão Horror Aborrecimento Ciúme Pânico Descanso Sintonia Esperança Contemplação Aceitação/Resignação Saudade Entendimento Vergonha Paixão Cansaço Manipulação Vaidade Criatividade Acusação/Culpa Integração Cooperação Zanga Avaliação Insegurança Impotência Felicidade Angústia Luto Humilhação Proteção Divertimento Indiferença/Rejeição Saudosismo Prepotência Sonhar Empatia Pena Perda Altruísmo Crueldade União Discórdia Gozo Maldade Coragem Amizade Excitação Desilusão Alegria Raiva Ternura Superioridade Cobardia Satisfação Medo Euforia Fanatismo Dor Força Curiosidade Orgulho Incompreensão Liberdade
  12. 12. O material Pode ser utilizado em diferentes contextos: – Dinamização de Grupos; – Sessões de Formação; – Debates sobre um Tema; – Avaliação de um acontecimento; – … e Clínica.
  13. 13. Vamos jogar Inventar um “Outro Eu” Objetivos: Apresentação; desenvolver a imaginação e criatividade. Descrição da Dinâmica: Distribui-se aleatoriamente uma carta do Baralhações por cada jogador. Pede-se a cada jogador que, com base na carta que recebeu, invente um “outro eu” para si próprio. Tudo o que o jogador criar da nova personagem deverá ser falso, com exceção do nome, que deverá ser o seu. Para ajudar na criação do “novo eu”, podem ser sugeridas linhas orientadoras (ou ser entregue uma folha com as mesmas), tais como: “idade”; “onde vive”; “o que faz”; “principais hobbies”; “o maior sonho”; “os 3 dias mais importantes da sua vida”; “o filme que mais marcou a sua vida”; etc. No final, todos os jogadores se apresentam aos outros, assumindo o seu “novo eu”. Temas de reflexão: A liberdade de podermos ser alguém diferente; os vários “eus” que cada um de nós tem; o que damos a conhecer de nós quando inventamos algo; o que somos vs o que gostaríamos de ser.
  14. 14. Vamos jogar Cadeia de emoções Objetivos: Trabalhar a identificação e a expressão de emoções de forma não-verbal; verificar a transformação da informação com a passagem por vários interlocutores. Nº Jogadores: A partir de 4 jogadores Temas de reflexão: Diferentes formas de transmitir uma emoção; ambiguidade da interpretação de emoções; a constante presença da expressão não-verbal de emoções, mesmo quando acompanhada de discurso verbal; possíveis más interpretações e consequências; o exagerar ou atenuar das emoções; a transformação que a mensagem sofre quando passa por vários interlocutores.
  15. 15. Vamos jogar Quem conta um conto Objetivos: Desenvolver a imaginação e criatividade; desenvolver a atenção e concentração. Nº Jogadores: A partir de 5 jogadores Descrição da Dinâmica: Distribui-se aleatoriamente uma carta do Baralhações por cada jogador. Um dos jogadores, mostra a sua carta e começa uma história com base nela. Deve, depois, dirigir-se a um colega, a quem entrega a sua carta, e que deve continuar a história tendo em conta a carta que recebeu no início. O processo continua até que todas as cartas sejam englobadas na história. As histórias podem ser livres ou subordinadas a um tema dado previamente pelo moderador. Temas de reflexão: Ouvir e ser ouvido; vantagens e desvantagens de criar uma história em conjunto (a riqueza da variedade de ideias vs a frustração de não controlar o rumo da história); a variedade de coisas que se podem criar através do mesmo material; a dificuldade de criar algo em conjunto; o que colocamos nas histórias que construímos (valores, crenças, experiências, etc.).
  16. 16. Vamos jogar Quem conta um conto Objetivos: Desenvolver a imaginação e criatividade; desenvolver a atenção e concentração. Nº Jogadores: A partir de 5 jogadores Descrição da Dinâmica: Distribui-se aleatoriamente uma carta do Baralhações por cada jogador. Um dos jogadores, mostra a sua carta e começa uma história com base nela. Deve, depois, dirigir-se a um colega, a quem entrega a sua carta, e que deve continuar a história tendo em conta a carta que recebeu no início. O processo continua até que todas as cartas sejam englobadas na história. As histórias podem ser livres ou subordinadas a um tema dado previamente pelo moderador. Temas de reflexão: Ouvir e ser ouvido; vantagens e desvantagens de criar uma história em conjunto (a riqueza da variedade de ideias vs a frustração de não controlar o rumo da história); a variedade de coisas que se podem criar através do mesmo material; a dificuldade de criar algo em conjunto; o que colocamos nas histórias que construímos (valores, crenças, experiências, etc.).
  17. 17. Reflexão O momento da reflexão, no final de cada sessão de trabalho, é o tempo de passar em revista as vivências experimentadas, sintetizá-las nas suas componentes essenciais, decidir sobre os conteúdos a partilhar com os outros, encontrar a fórmula certa para os expressar, perceber as reações dos outros e reequacionar linhas anteriores de pensamento e comportamento. Os temas de reflexão não são aqueles que foram definidos nos objetivos mas aqueles passíveis de emergir de cada dinâmica (a importância de já ter jogado o jogo previamente para saber quais as vivências que jogo proporciona);
  18. 18. Reflexão Apesar do momento da reflexão ser um processo básico da comunicação, uma das áreas mais problemáticas no relacionamento interpessoal, a exposição aos outros, o sentimento de nada de importante ter para dizer, o medo do ridículo e o sentimento de incompreensão são alguns dos aspetos que a condicionam, em especial entre os adolescentes. Cabe ao dinamizador ajudar cada elemento do seu grupo a ultrapassar estas barreiras, garantindo o direito de todos se expressarem e a aceitação da diferença quer de opiniões quer de atitudes
  19. 19. Nota final A utilização do “Baralhações” presta-se à criatividade do seu utilizador. O material foi desenhado para ser facilmente adaptado a diferentes e novas abordagens ao tema das “Emoções”. Qualquer abordagem deve respeitar o modo de participação – ou de não participação – de cada um, pelo que é fundamental garantir o respeito individual e evitar uma postura normativa ou paternalista. O momento mais importante de todo o trabalho a desenvolver com o “Baralhações” é aquele que decorre durante a reflexão e a partilha de experiências.
  20. 20. Nota final Por muito que o material seja apelativo e interessante... ... a relação é o principal instrumento de prevenção.
  21. 21. Vamos jogar Desenha a tua emoção Objetivos: Avaliar um processo/jogo/sessão Descrição da Dinâmica: Utilizando a parte de trás das cartas, cada jogador pode preencher a expressão da cara lá desenhada, atribuindo-lhe assim a emoção que corresponde ao sentimento que teve durante o jogo ou em relação a qualquer outra circunstância definida pelo animador. Após todos terem preenchido, cada um explica ao grupo as suas sensações utilizando deste modo o material como suporte ao trabalho de avaliação da intervenção desenvolvida.
  22. 22. Muito obrigada!

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