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ISSN 1808-3757
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Interdisciplinaridade: uma pesquisa envolvendo educação e ensino de artes
Lucas Pacheco Brum
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desta pesquisa. Salienta-se que...
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Interdisciplinaridade, uma pesquisa envolvendo educação e ensino de artes, brum, moraes, wolffenbüttel

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Interdisciplinaridade, uma pesquisa envolvendo educação e ensino de artes, brum, moraes, wolffenbüttel

  1. 1. ISSN 1808-3757 1 Interdisciplinaridade: uma pesquisa envolvendo educação e ensino de artes Lucas Pacheco Brum Pibid/Capes/UERGS Patrick Aozani Moraes Pibid/Capes/UERGS Cristina Rolim Wolffenbüttel Pibid/Capes/UERGS Resumo: Esta comunicação constitui-se na pesquisa em andamento sobre a interdisciplinaridade no ensino das artes. Encontra-se inserida nas atividades do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Pibid/Capes/UERGS). Neste programa, inserido na Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS), Unidade de Montenegro, busca-se aprofundar teorias e metodologias relacionadas à epistemologia em suas áreas específicas, bem como conhecer e construir metodologias apropriadas ao fazer artístico em sala de aula. Neste contexto surgiu o interesse em pesquisar sobre a interdisciplinaridade, procurando responder questões como O que é interdisciplinaridade na educação? Quais teóricos têm tratado da interdisciplinaridade? O que é interdisciplinaridade em artes? Quais as contribuições da interdisciplinaridade para os processos pedagógicos em artes? Como planejar e desenvolver atividades interdisciplinares em artes? Para alcançar este objetivo tem- se utilizado a abordagem qualitativa, investigando as Artes Visuais e a Dança em espaços escolares. Acredita-se que esta investigação possa contribuir com o desenvolvimento de ações integradas e mais positivas para o ensino das artes em ambientes escolares. Palavras-chave: interdisciplinaridade; ensino de artes; processos interdisciplinares de ensino. Introdução O presente texto é um relato de uma pesquisa com resultados parciais. Encontra-se inserida nas atividades do Grupo de Pesquisa “Arte: criação, interdisciplinaridade e educação”, da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (CNPq), contando com bolsa do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (PIBID/CAPES). Neste programa, estudantes dos cursos de Graduação: Licenciatura em Artes Visuais, Dança, Música e Teatro, da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS), Unidade de Montenegro, buscam aprofundar teorias e metodologias relacionadas à epistemologia em suas áreas específicas, bem como conhecer e construir metodologias apropriadas ao fazer artístico em sala de aula. Essa pesquisa partiu de um dialogo entre os alunos bolsistas do Pibid/Capes/UERGS graduandos em Dança e Artes Visuais. No decorrer das
  2. 2. ISSN 1808-3757 2 inserções nas escolas, das discussões e dos relatos de experiências sobre as observações identificamos que havia questões em comum entre o ensino de artes nas duas escolas, mais especificamente em Artes Visuais e Dança. A partir da inserção de estudantes envolvidos no Pibid/Capes/UERGS em escolas públicas estaduais da cidade de Montenegro/RS, surgiram alguns questionamentos: O que é interdisciplinaridade na educação? Quais teóricos têm tratado da interdisciplinaridade? O que é interdisciplinaridade em artes? Quais as contribuições da interdisciplinaridade para os processos pedagógicos em artes? Como planejar e desenvolver atividades interdisciplinares em artes? Alguns desses questionamentos são o que tentaremos respondermos nesse texto. Partindo destas questões de pesquisa, a presente investigação objetiva investigar, a partir de práticas cotidianas de escolas de Ensino Fundamental da cidade de Montenegro, práticas e concepções pedagógicas que envolvam atividades interdisciplinares em Artes Visuais e Dança. Como objetivos específicos pretende-se aprofundar e problematizar o ensino das artes, identificar como a interdisciplinaridade se apresenta nos currículos escolares, verificar as manifestações interdisciplinares na escola, bem como diagnosticar os rebatimentos de propostas interdisciplinares nas propostas pedagógicas inseridas nas escolas públicas estaduais. Pressupostos metodológicos Como metodologia escolhida para a pesquisa pressupõe-se o uso da abordagem qualitativa, sendo o método o estudo multicasos, visto serem investigadas duas escolas. Cada estudante está inserido em uma escola desenvolvendo suas atividades, bem como coletando dados. Dentre as técnicas para a coleta dos dados serão realizadas entrevistas semiestruturadas as quais já estão sendo realizadas, neste primeiro momento incluindo professores e gestão escolar. Pretende-se, também, realizar observações no cotidiano escolar e coletar documentos da escola, como projeto político pedagógico e outros documentos.
  3. 3. ISSN 1808-3757 3 Todas estas técnicas de coleta dos dados visam auxiliar na análise dos processos interdisciplinares existentes no cotidiano escolar. O lócus desta investigação, conforme dito anteriormente, inclui duas escolas públicas estaduais da cidade de Montenegro, onde são desenvolvidas as atividades do Pibid/Capes/UERGS. Considerando-se a relevância de as escolas buscarem, cada vez mais, a integração das atividades escolares nos tempos e espaços das escolas e a necessidade de realizar revisões curriculares, pensando um trabalho escolar mais coeso, integrado e, principalmente, significativo, acredita-se que este estudo poderá subsidiar repensares sobre currículos escolares. Alguns resultados da pesquisa Para esta comunicação optou-se por apresentar e discutir os dados a partir de três das cinco questões de pesquisa que originaram esta investigação, e apresentadas anteriormente: O que é interdisciplinaridade na educação? Quais teóricos têm tratado da interdisciplinaridade? O que é interdisciplinaridade em artes? Interdisciplinaridade na Educação Existem diversos estudos sobre interdisciplinaridade. Houve um crescimento nas pesquisas e na produção textual neste assunto, principalmente a partir de meados do século XX, principalmente nas ciências humanas, notadamente na educação. As pesquisas têm trazido grandes resultados para pensar em fundamentos epistemológicos sobre sua terminologia do próprio termo; muitos autores apontam que faltam um amadurecimento epistemológico sobre a questão, bem como construir uma metodologia interdisciplinar, pensando-se nas possibilidades e nos desafios que se apresentam aos educadores que pretendem trabalhar de forma interdisciplinar. Há um aumento progressivo em simpósios, congressos, encontros e salões de pesquisas de iniciação cientifica abordando a interdisciplinaridade. Esses
  4. 4. ISSN 1808-3757 4 eventos que circulam os meios acadêmicos com pesquisas, trabalhos e discussões sobre o tema apresenta-se, de certo modo, como um modismo. Escuta-se, constantemente, discussões em cerca da terminologia interdisciplinar “a moda ocorre quando uma concepção pedagógica é verbalmente redigida, sem que, no entanto, impregne a ação das pessoas; fica no plano do discurso e, por isso, não é utilizado para transformar a realidade” (LÜCK, 2010, p. 23-24). Do ponto de vista da autora (LÜCK, 2010) a interdisciplinaridade não é um modismo, pois corresponde a uma necessidade que o homem e a sociedade precisa para suprir, comparar, integrar seus conhecimentos. No campo da educação vale compreender que a interdisciplinaridade corresponde a uma necessidade de superar uma visão fragmentada da produção do conhecimento. A humanidade não constrói conhecimentos separadamente, mas sim de diversas maneiras e diferentes pontos de vistas. Dessa forma pensa-se que na educação existem barreiras epistemológicas que dificultam a associação de duas ou mais disciplinas discutindo e construindo conhecimento em prol de um mesmo objeto. Conforme Lück (2010), a “interdisciplinaridade representa a possibilidade de promover a superação das dissociações das experiências escolares entre si, também delas com a realidade social” (p.43-44). Conforme explica Japiassu (1976), a interdisciplinaridade exige uma reflexão profunda e inovadora sobre o conhecimento que demonstra a insatisfação com o saber fragmentado. Neste sentido, a interdisciplinaridade propõe um avanço em relação ao ensino tradicional, com base na reflexão crítica sobre a própria estrutura do conhecimento, na intenção de superar o isolamento entre as disciplinas. Para Fazenda (1993), autora que possui suas pesquisas voltadas à educação, a interdisciplinaridade é caracterizada pela intensidade das trocas entre os especialistas e pela integração das disciplinas num mesmo projeto de pesquisa (...) Em termos de interdisciplinaridade ter-se-ia uma relação de reciprocidade, de mutualidade, ou, melhor dizendo, um regime de co-propriedade, de interação, que irá possibilitar o diálogo entre os interessados. A interdisciplinaridade depende então, basicamente, de uma mudança de atitude perante o problema do conhecimento, da substituição de uma concepção fragmentária pela unitária do ser humano. (FAZENDA, 1993, p.31).
  5. 5. ISSN 1808-3757 5 Entende-se, a partir de Fazenda (2008), que a interdisciplinaridade na educação precisa se alicerçar no envolvimento, comprometimento e engajamento dos educadores. Parte do diálogo da reciprocidade, compromisso com as demais disciplinas, tendo respeito e sendo humildade para escutar, aprender e saber contribuir com seus saberes. Parece que “hoje mais do que nunca reafirmamos a importância do diálogo, única condição possível de eliminação das barreiras entre as disciplinas. Disciplinas dialogam quando as pessoas se dispõem a isto” (FAZENDA, 2003, p. 50). Assim, o processo educativo precisa se fundamentar no diálogo, tanto entre pessoas, quanto entre as disciplinas possibilitando uma cooperação entre todos porque, entre os interdisciplinares todas são autores entre docentes e discentes. Todos aprendem juntos; a interdisciplinaridade quebra com o paradigma da disputa de saber. Todos engajados em um projeto interdisciplinar ou em uma ação, todos estão no mesmo nível e um aprende com os outro. Conforme explica Fazenda (2008) o desenvolvimento básico da interdisciplinaridade é a comunicação, e a comunicação envolve sobre tudo participação. Fazenda (2008) aponta, também, que: Além do desenvolvimento de novos saberes, a interdisciplinaridade na educação favorece novas formas de aproximação da realidade da realidade social e novas leituras das dimensões sócio culturais das comunidades humanas. [...] O processo interdisciplinar desempenha papel decisivo para dar corpo ao sonho ao fundar uma obra de educação à luz as sabedoria, da coragem e da humanidade. [...] A lógica que a interdisciplinaridade imprime é a da invenção, da descoberta, da pesquisa, da produção cientifica, porém gestada num ato de vontade, num desejo planejado e construído em liberdade. (FAZENDA, 2008, p.166). Um dos papeis fundamentais da interdisciplinaridade é despertar a curiosidade e a criatividade. Freire (1999) explica que para nós, discentes, a pesquisa tem o potencial de instigar nos integrantes a curiosidade e a própria autonomia do seu próprio conhecimento. Corroborando, Musacchio (2012) amplia a compreensão explicando que o sujeito “se percebe um mundo de possibilidades e alternativas, provocando uma revolução na sala de aula, tornando o ensino e aprendizagem mais dinâmico, criativa, reflexiva, colaborativa e interativa” (p. 195).
  6. 6. ISSN 1808-3757 6 Tornar o ensino interdisciplinar não é tarefa fácil, requer grandes mudanças, como na metodologia empregada do docente, na exposição das aulas, na apresentação dos trabalhos dos discentes, no repensar dos processos que utiliza para proceder às avaliações, ale, é claro do ensino e aprendizagem. Trabalhar de forma interdisciplinar é reconstruir todos os paradigmas existentes. É procurar diluir as barreiras entre as disciplinas, é uma tentativa de romper com ensino através da transmissão de conhecimentos. É, em síntese, deixar de lado o discurso baseado no ensino com vistas aos resultados acadêmicos para assumir o discurso do ensino para o desenvolvimento humano (ARMSTRONG, 2008). Ou, ainda, “promover a interdisciplinaridade é fazer a interdisciplinaridade e não discutir a interdisciplinaridade”. (MUSACCHIO, 2012, p.43). Nesse contexto os docentes têm optado por uma metodologia interdisciplinar, pois acreditam no potencial dos especialistas em trabalhar em conjunto em uma educação contemporânea no qual todos são ativos. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9394, de 20 de dezembro de 1996 e os Parâmetros Curriculares Nacionais sinalizaram para uma maior flexibilização dos conteúdos a serem desenvolvidos possibilitando mudanças no currículo das escolas no sentido de reduzir a fragmentação característica de um currículo totalmente disciplinar. Os temas transversais propostos pelo governo também podem facilitar esta articulação entre as disciplinas. Os temas transversais: Meio Ambiente, Ética, Saúde e Orientação Sexual, por exemplo, podem ser trabalhados de forma interdisciplinar e é desejável que isso ocorra. A utilização da interdisciplinaridade pode promover um trabalho de integração e interatividade com as outras ciências, rompendo com perspectivas individualistas no trabalho pedagógico. Segundo Lück (2010) a interdisciplinaridade no contexto da educação: é o processo que envolve a integração e o engajamento de educadores, num trabalho conjunto, de interação das disciplinas do currículo entre si e com a realidade, de modo a superar a fragmentação de ensino, objetivando a formação integral dos alunos, a fim de que possam exercer criticamente a cidadania, mediante uma visão global de mundo, e serem capazes de enfrentar os problemas amplos e globais da realidade. (LÜCK, 2010.p.47).
  7. 7. ISSN 1808-3757 7 Teóricos que têm tratado da Interdisciplinaridade Quais teóricos têm tratado da interdisciplinaridade? A partir de uma ampla revisão da literatura sobre interdisciplinaridade foi encontrada uma grande quantidade de trabalhos sobre o assunto, incluindo teses, dissertações, monografias, trabalhos de conclusão em geral, bem como artigos e ensaios, entre outros trabalhos. Observou-se que a interdisciplinaridade percorre por várias ciências, desde as exatas até as humanas. Entre eles se encontram precursores do tema no Brasil destaca-se Hilton Japiassu (1976) que se refere à interdisciplinaridade em um campo mais histórico, antropológico, terminológico e epistemológico. Também pode ser mencionada Heloísa Lück que propõe uma abordagem metodológica, fundamento para se pensar uma metodologia interdisciplinar. Ivani Fazenda que tem uma grande quantidade de materiais publicados tratando da educação e propondo possibilidades para a construção de uma metodologia interdisciplinar. Vale salientar, também, Claudio Musacchio que trata da interdisciplinaridade, das mídias e tecnologias na educação. Além desses teóricos podemos citar alguns outros que tratam desse assunto de maneira mais indireta, como Gaudêncio Frigotto e Edgar Morin. Seguindo estas menções podemos citar Jean Piaget que contribuiu através de seus estudos sobre trandisciplinaridade originados de seus experimentos sobre as fases do desenvolvimento cognitivo. Com essa revisão de literatura foi possível perceber que cada teórico se refere, de algum modo, à interdisciplinaridade. Entende-se, portanto, a amplitude de possibilidades de abordagem. Portanto é imprescindível buscar todos, cada um com suas especificidades para uma melhor compreensão do que venha ser a interdisciplinaridade no campo da educação. Dentre esses autores alguns respaldarão a presente pesquisa. Interdisciplinaridade nas Artes
  8. 8. ISSN 1808-3757 8 O que é interdisciplinaridade na área das artes? Esta é uma das propostas desta pesquisa. Salienta-se que esta questão está em processo de análise, não estando finalizada, devido à complexidade do questionamento. Parte, portanto, de possibilidades de serem integradas, as áreas das artes numa perspectiva de produzirem conhecimentos, significativos despertando nos discentes o interesse pela pesquisa e buscar conhecimentos sozinhos. Promover a interdisciplinaridade nas artes é um desafio, pois essa prática pedagógica parte de todos em função de um mesmo objetivo. Por exemplo: todos juntos reunidos estudando um determinado assunto. Caso fosse escolhido o estudo de uma determinada cultura, por exemplo, a cultura japonesa, todas as disciplinas voltar-se-iam para este estudo. A dança, por exemplo, poderia estudar as manifestações de dança nos rituais japoneses. O teatro, a literatura japonesa, suas representações, o figurino, as práticas cênicas que existem no Japão, a música, as composições japonesas, as melodias, as letras, as músicas dos rituais religiosos, as artes visuais, as representações o alfabeto japonês, os códigos e seus significados, suas pinturas e tantas outras formas de manifestação da cultura japonesa, por exemplo. É um universo imenso a ser explorado no qual os estudantes podem fazer relações e terem sua curiosidade despertada. O que se tem observados nas escolas são as disciplinas tentado juntar os conteúdos pensando, assim, praticarem a interdisciplinaridade. Mas, mesmo assim, cada disciplina continua bem estabelecida em seu reduto epistemológico. Na visão de Musacchio (2012): O que realmente faz diferença na educação contemporânea é a aplicação da interdisciplinaridade e da metodologia contemplam experimentos científicos na sala de aula. A mera associação de duas ou mais disciplinas discutindo temas comuns já é um avanço paradigmático substancial levando-se em considerações que até bem pouco isso seria impraticável. (MUSACCHIO, 2012, p.185). Até o presente momento esta pesquisa entende que a interdisciplinaridade nas artes parte de alguns pressupostos, à semelhança da interdisciplinaridade na educação. Posturas como compromisso, humildade, comprometimento, cooperação,
  9. 9. ISSN 1808-3757 9 desapego, compreensão, respeito, diálogo e atitude são fundamentais para que a interdisciplinaridade ocorra nas artes. Sendo assim, buscamos aprofundar nossos estudos para as possíveis propostas interdisciplinares em artes visuais e dança, o que dar-se-á na continuidade desta investigação. Mas, para isso, procuremos ter sempre em vista, conforme propõe Musacchio (2012) que “a interatividade é o instrumento mais importante utilizado para permitir a interdisciplinaridade” (p. 47). Considerações finais Considerando que a presente pesquisa se encontra em andamento, vale salientar que a próxima etapa consistirá na finalização da coleta dos dados e as respectivas análises. Neste sentido o foco será, a partir destes dados, responder às questões, como: Quais as contribuições da interdisciplinaridade para os processos pedagógicos em artes? Como planejar e desenvolver atividades interdisciplinares em artes? Além disso, também será intensificada a coleta dos dados empíricos nos ambientes escolares de duas escolas públicas municipais da cidade de Montenegro, RS, nas quais ocorrem as atividades ligadas ao Pibid/Capes/UERGS. Entende-se, assim, contribuir com a educação e a educação em artes, notadamente nas áreas de Artes Visuais e Dança. Por fim, concorda-se com Fazenda (1998) que postula: “A característica profissional que define o ser como professor alicerça-se preponderantemente em sua competência, interdisciplinarmente expressa na forma como exerce a profissão” (p. 14). Referências ARMSTRONG, Thomas. As melhores escolas: a prática educacional orientada pelo desenvolvimento humano. Porto Alegre: Artmed, 2008.
  10. 10. ISSN 1808-3757 10 FAZENDA, Ivani Catarina Antares (Org). Interdisciplinaridade: um projeto em parceria. São Paulo: Loyola, 1993. ____. Didática e interdisciplinaridade. 17 ed. São Paulo: Papirus, 1998. ____. Interdisciplinaridade: qual o sentido? São Paulo: Paulus, 2003. ____. O que é interdisciplinaridade? São Paulo: Cortez, 2008. FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia. Rio de Janeiro: Paz e Terra. Coleção Leitura, 1999. JAPIASSU, Hilton. Interdisciplinaridade e patologia do saber. Rio de Janeiro: Imago, 1976. LÜCK, Heloísa. Pedagogia interdisciplinar: fundamentos teóricos metodológicos. Rio de Janeiro: Vozes, 2010, ed 17. MUSACCHIO, Claudio. Ensaios: interdisciplinaridade e pesquisas científicas em sala de aula. Porto Alegre: Alcance, 2012.

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