Doencas Ocupacionais

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Doencas Ocupacionais

  1. 1. Doenças Ocupacionais do Cirurgião-Dentista:<br />PAIR<br />Marta Nuernberg<br />Orientador: Cassius Torres Pereira<br />
  2. 2. Doença profissional é qualquer manifestação mórbida em decorrência das atividades ocupacionais do indivíduo. A odontologia, como as demais profissões, apresenta riscos operacionais que podem levar a doenças, à invalidez e, até mesmo, à morte. <br />(BARBOSA et al, 2003)<br />
  3. 3. Resultante do efeito contínuo de um agente prejudicial<br />Longo tempo para se manifestar<br />
  4. 4. Coordenação motora;<br />Raciocínio;<br />Discernimento;<br />Paciência;<br />Segurança; <br />Habilidade; <br />Delicadeza;<br />Firmeza; <br />Objetividade.<br />Trabalho Odontológico<br />
  5. 5. Agentes Biológicos <br /> Infecções Virais<br />Doenças Infecciosas <br /> Infecções Bacterianas<br />Agentes Químicos<br />Contaminação por materiais dentários<br />Agentes Mecânicos<br />Distúrbios Posturais<br />LER ou DOR<br />Riscos Ocupacionais<br />
  6. 6. Agentes Psíquicos<br />“Stress”<br />Agentes Acidentais<br />Agentes Físicos<br />Radiações Ionizantes<br />Iluminação<br />Temperatura<br />Ruído<br />
  7. 7. PAIR<br />Perda Auditiva Induzida por Ruído<br />
  8. 8. Caracterizada por uma deterioração auditiva, lentamente progressiva, com características neurossensoriais, quase sempre bilateral, simétrica e irreversível . <br />(SILIGMAN, 1997) <br />
  9. 9. As perdas auditivas são expressas em decibéis (dB), que são unidades de intensidade sonora padronizadas em relação à audição humana normal, enquanto que a frequência se mede em Hertz (Hz), que é a unidade de frequência do som. <br />(BARBOSA et al , 2003)<br />
  10. 10. A Norma Regulamentadora n.º 15 (NR-15), da Portaria MTb n.º 3.214/1978 (BRASIL, 1978), estabeleceu alguns limites de exposição a ruído contínuo.<br />Limites de Tolerância<br />
  11. 11. Limites de Tolerância (Lts) para Ruído Contínuo ou Intermitente (NR-15)<br /> (BRASIL, MS, 2006)<br />
  12. 12. Os níveis de ruído devem ficar situados entre 60 e 70 dB, para que não causem danos à saúde; acima disto já trarão sensação de desconforto e com valores acima de 140 dB, poderão resultar em dano irreversível na membrana timpânica. <br />(OLIVEIRA et al, 2007)<br />
  13. 13. (SOUZA, 1989)<br />
  14. 14. A utilização diária de diferentes aparelhos, intercalados, por um longo período de tempo, tem feito do cirurgião–dentista um profissional em potencial ao grupo de risco da Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR). <br />Nível de ruído no Consultório Odontológico<br />75 a 100 dB(A)<br />(OLIVEIRA et al, 2007)<br />PAIR e o Cirurgião-Dentista<br />
  15. 15. (BERRO;NERM, 2004)<br />
  16. 16. SAQUY (1994) realizou medições de 3 marcas de peças-de-mão de alta-rotação nacionais:<br />Dabi-atlante <br />68,87 dB(A)<br />Kavo <br />71,57 dB(A)<br />Rucca <br />89,72 dB (A)<br />(OLIVEIRA et al, 2007)<br />
  17. 17. Compromete as atividades:<br />Físicas<br />Fisiológicas<br />Mental<br />Ruído x Saúde<br />
  18. 18. Auditivos:<br />Zumbidos<br />Dificuldade de entendimento da fala<br />Dificuldade na localização da fonte sonora<br />Sensação de audição “abafada”<br />Perda auditiva<br />(SELIGMAN,2001)<br />Sinais e Sintomas da Pair:<br />
  19. 19. Não-Auditivos:<br />Repercussões sobre o sistema nervoso<br />Perturbações emocionais – estresse e ansiedade<br />Neurose da exaustão e irritabilidade<br />Insônia<br />Aumento da frequência respiratória<br />Contração dos vasos periféricos<br />Aumento do trabalho cardíaco<br />Alteração do equilíbrio<br />Impotência<br />(SELIGMAN,2001)<br />
  20. 20. Evitar fontes internas de poluição sonora<br />Retirar compressores da sala de atendimento clínico<br />Substituição de peças e equipamentos inadequados<br />Planejamento do ambiente <br />Utilizar protetores auriculares nas atividades que o ruído seja exessivo<br />Evitar fontes externas de poluição sonora<br />(BARBOSA et al, 2003)<br />Medidas Preventivas para Diminuição do Ruído<br />
  21. 21. Exame Audiométrico<br /> Início das atividades odontológicas <br /> Estabelecer perfil<br />Reavaliação audiológica completa e periódica<br />(BARBOSA et al, 2003)<br />Prevenção  Única Estratégia<br />
  22. 22. SOUZA, Hilda Maria Montes Ribeiro de. Análise experimental dos níveis de ruído produzido por peça de mão de alta rotação em consultórios odontológicos: possibilidade de humanização do posto de trabalho do cirurgião dentista. [Doutorado] Fundação Oswaldo Cruz, Escola Nacional de Saúde Pública; 1998. 107 p.<br /> <br />BERRO, R.J.; NEMR, K. Avaliação dos ruídos em alta frequência dos aparelhos odontológicos. Rev. CEFAC, São Paulo, v.6,n.3, 300-5, jul-set, 2004. Disponível em: <http://www.cefac.br/ revista/ revista63/Artigo%2012.pdf>. Acesso em 09 maio 2011.<br />GONÇALVES, C.G.O; LACERDA, A.B.M; RIBAS, A; OLIVA, F.C; ALMEIDA, S.B; MARQUES, J.M. Occupational exposition to noise in dentists of State Paraná: perception and effects on hearing. Rev Odontol UNESP. 2009; 38(4); 235-43.<br />Oliveira ALBM, Campos JADB,Garcia PPNS. Ambient noise and its perception by students of dentistry. Rev Odontol UNESP. 2007; 36(1):9-16.<br />BRASIL.Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas.Perda auditiva induzida por ruído (Pair) / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. – Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2006.<br />SELIGMAN J. Sintomas e sinais da PAIR. In: Nudelmann AA, Andrade da Costa E, Seligman J, Ibañez RN, organizadores. PAIR: perda auditiva induzida pelo ruído. Porto Alegre: Bagaggem Comunicação; 1997. p.143-51.)<br />BARBOSA, M.B.C.B; CALDAS, A. F; MARQUES, J.A.M; MUSSE, J.O. Odontologia em Debate: Ergonomia e as Doenças Ocupacionais. Feira de Santana: Universidade Estadual de Feira de Santana, 2003. 222p.: il.<br />Referências Bibliográficas<br />
  23. 23. OBRIGADA!<br />

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