O Passe Magnético - seminário

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Estudo sobre o passe magnético, dividido em duas partes, que podem ser apresentadas separadamente. versão 18.

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O Passe Magnético - seminário

  1. 1. ““[…] os que tinham enfermos de diferentes[…] os que tinham enfermos de diferentes moléstias lhos traziam; e ele os curava,moléstias lhos traziam; e ele os curava, impondo as mãos sobre cada um.”impondo as mãos sobre cada um.” (Lucas 4,40)
  2. 2. Parte IParte I 01 – Vestígios na antiguidade 02 – Passe na Bíblia 03 – Magnetismo 04 – Os fluidos: conceito e qualidades 05 – Perispírito 06 - Os centros de força (chacras) 07 – Na Codificação, tem mais alguma coisa sobre o passe?
  3. 3. Vestígios na antiguidade
  4. 4. “[…] no Egito dos Ramsés, velho papiro trazido aos nossos dias já preceituava quan-to ao magnetismo curativo: – 'Pousa a tua mão sobre o do- ente e acalma a dor, afirmando que a dor desaparece.'” (EMMANUEL, Religião dos Espíritos, p. 157) No livro Religião dos Espíritos, cap. “Fenômeno Magnético”, Emmanuel, o autor espiritual, informa-nos que:
  5. 5. 'O papiro mágico, chamado de Harris, conserva- do em Londres, escrito em língua hierática, cer- ca de 3.000 anos antes de Cristo, e traduzido em 1860 por Chabas, registra nitidamente o processo dessas curas.'” (CARLOS IMBASSAHY, As re- ligiões e as curas). [1 ] dr. Édouard Bertholet (1883-1965). Hierática: relativo a qualquer língua de uso restrito, como, p. ex., uma língua reservada a cultos religiosos. (HOUAISS). “O mais notável historiador [1 ], em matéria de Psiquis- mo, refere o seguinte, ao tratar das curas no antigo Egito:
  6. 6. Passe na Bíblia (imposição de mãos)
  7. 7. 2 Reis 5,10-11: “Então Eliseu lhe mandou um mensageiro, dizendo: Vai, e lava-te sete vezes no Jordão, e a tua car- ne será restaurada e ficarás limpo. Naamã, porém, muito se indignou, e se foi, dizendo: Pensava eu que ele sairia a ter comigo, por-se-ia de pé, invocaria o nome do Senhor, seu Deus, moveria a mão so bre o lugar da lepra e restau- raria o leproso.”
  8. 8. Mateus 8,2-3: “E eis que um leproso, tendo-se aproximado, adorou-o, dizendo: 'Senhor, se quiseres, pode purificar-me'. E Jesus, estendendo a mão, tocou-lhe, dizendo: 'Quero, fica limpo!' E imediata- mente ele ficou limpo da sua lepra.”
  9. 9. Marcos 5,22-23: “Chegou um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo e, logo que viu a Jesus, lançou-se-lhe aos pés, e lhe rogava com instância, dizendo: 'Minha filhinha está nas últimas; rogo-te que venhas e lhe imponhas as mãos para que sare e viva.'”
  10. 10. Marcos 8,22-25: “[…] trou- xeram um cego, rogando-lhe que o tocasse. Jesus, tomando o cego pela mão, […] e impondo-lhe as mãos, perguntou-lhe: 'Vês alguma coisa?' […] respondeu: 'Vejo os homens, porque como árvores os vejo, andando.' Então, novamente lhe pôs as mãos nos olhos, e ele, passando a ver claramente, ficou restabelecido; e tudo distinguia de modo perfeito.”
  11. 11. Marcos 16,14-18: “Finalmente, apareceu Jesus aos onze, […] disse-lhes: 'Ide por todo mundo e pregai o evangelho a toda criatura. […] sinais hão de acompanhar aqueles que creem: em meu nome expelirão demônios, falarão novas línguas; pegarão em serpen- tes; e, se alguma coisa mortífera beberem, não lhes fará mal; se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados.'”
  12. 12. Deuteronômio 34,9: “Josué, filho de Num, estava cheio do espírito de sabedoria, por- quanto Moisés impôs sobre ele as mãos; assim os filhos de Israel lhe deram ouvidos e fizeram como o Senhor ordenara a Moisés.” Em nota: “A imposição das mãos simbolizava a transferên- cia de poderes ou qualidades de um indivíduo para outro (cf Lv 16,21; Gn 48,14; At 6,6; 8,17; 1Tm 4,14).” (BÍBLIA SAGRADA SHEDD).
  13. 13. Atos 8,14-19: “[…] enviaram-lhe Pedro e João; os quais, descendo para lá, oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo, porquanto não havia ainda descido sobre ne- nhum deles, […] Então, lhes impunham as mãos, e recebiam estes o Espírito Santo. Vendo, porém, Simão que, pelo fato de impo rem os apóstolos as mãos, era concedido o Espírito [Santo], ofereceu-lhes dinheiro, pro- pondo: 'Concedei-me também a mim este poder, para que aquele sobre quem eu impu- ser as mãos receba o Espírito Santo.'”
  14. 14. Magnetismo
  15. 15. Franz Anton Mesmer (1734-1815), médico alemão responsável pela codificação e demonstração prática do magnetismo. (MELO, 2003). Paulo Henrique de Figueiredo, “Mesmer e a ciência negada e os textos desconhecidos”.
  16. 16. . Planetarum influxu in corpus humanum Mesmer formou-se em “Medicina, e em 1766, aos 32 anos, obteve o Doutorado com a tese […] onde falava da influência dos planetas e da gravidade sobre a saúde.” (SITE CONHECIMEN-TO HOJE)
  17. 17. “[…] sua tese defendia a ideia de um Univer- so preenchido por um fluido invisível e de na-tureza magnética, emanado das estrelas, e que influenciaria os fenômenos físicos e or- ganismos vivos. Esse fluido também seria produzido pelos ímãs (magnetismo mineral) e pelos seres vivos (magnetismo animal). Um enfraquecimento ou distúrbio no fluxo deste fluido vital (ou magnetismo animal) no organismo humano, o colocaria fora de har- monia com o ritmo universal, produzindo do- enças nervosas e mentais.” (SITE CONHECIMENTO HOJE).
  18. 18. “Por volta de 1773, Mesmer começou a tratar pacientes usando placas metálicas magneti- zadas, cujo método de fabricação infelizmen- te se perdeu. Mas abandonou seu uso ao con cluir que o magnetismo animal transmitido através de passes era perfeitamente capaz de curar os pacientes. Mesmer conhecia as curas efetuadas pelo padre jesuíta Maximilian Hell pela imposição de magnetos, e do padre Jean-Joseph Gassner, pela imposição de mãos e toques de um grande crucifixo de metal. […] A teoria de Mesmer do magne- tismo animal explicava essas curas.” (SITE CONHECIMENTO HOJE).
  19. 19. “[…] o grande número de curas que inegavel- mente conseguiu e o apoio de pessoas alta- mente colocadas, não foram suficientes para sustentar sua posição. A hostilidade da classe médica crescia incontrolavelmente por várias razões: - Pelo fato de Mesmer ser estrangeiro, os mé- dicos franceses o encaravam com má vontade. - Pura inveja profissional, pois Mesmer curava pacientes que já haviam sido atendidos inutil- mente por outros médicos. - Mesmer dava consultas gratuitas, e além dis- so, o seu estilo de atender às multidões, pro- duzindo espetáculos quase circenses, devia de sagradar profundamente aos acadêmicos da época. […].” (SITE CONHECIMENTO HOJE).
  20. 20. a) A prática do magnetismo, com o método de imposição das mãos, fez surgir, ainda que indiretamente, três novos campos do conhe- cimento: 1º – Hipnotismo 2º – Psicanálise (provavelmente) 3º – TVP (ou TRVP) TVP: Terapia de Vidas Passadas TRVP: Terapia Regressiva a Vivências Passadas
  21. 21. “[…] nas célebres experiências do Hospital de La Salpêtrière, no período de 1880 a 1890, quando a hipnose estava sen- do aplicada pelo eminente pa- tologista, para poder penetrar em área desconhecida da me- mória. Não se sabendo exatamente onde ficava localizada essa área, o professor Charcot de- nominou-a como subconscien- te, […].” (FEP, Conversando com Di- valdo Pereira Franco, p. 14). (1825-1893)
  22. 22. “Merece ressaltar, que naque- las experiências de Charcot, entre os anos 1885 a 1887, esteve presente Sigmund Freud. Freud procurava entender a razão por que determinadas enfermidades físicas não pos- suíam qualquer gênese de na- tureza física e porque deter- minados transtornos de natu- reza psicológica afetavam o organismo. […].” (FEP, Conversan- do com Divaldo Pereira Franco, p. 14) Sigmund Schlomo Freud (1856- 1939), mais conhecido como Sigmund Freud, foi um médico neurologista e criador da Psicanálise.
  23. 23. “Freud iniciou seus estudos pela utilização da técnica da hipnose como forma de acesso aos conteúdos mentais no tratamento de pa- cientes com histeria. Ao observar a melhoria de pacientes de Charcot, elaborou a hipótese de que a causa da doença era psicológica, não orgânica.” (WIKIPÉDIA).
  24. 24. “No campo do magnetismo e do espiritismo, estudou a polarida- de, contribuiu para a atual clas- sificação das fases do estado sonambúlico, observou sistema- ticamente os fenômenos espíri- tas, pesquisou a exteriorização da sensibilidade [1] e mostrou o mecanismo do desdobramento fí- sico. Por meio de passes longitu- dinais, aplicados em alguns sen- sitivos, conseguia provocar neles a regressão da memória.” (WIKI- PÉDIA). [1] Entre 1903 e 1910 (SITE MENSAGEM ESPÍRITA). Eugène Auguste Albert de Rochas d'Aiglun (1837-1914) Engenheiro militar, historiador da ciência, pesquisador de fenômenos espíritas, escritor, tradutor e administrador da Escola Politécnica de Paris.
  25. 25. Eugène Auguste Albert de Rochas d'Aiglun (1837-1914) Engenheiro militar, historiador da ciência, pesquisador de fenômenos espíritas, escritor, tradutor e administrador da Escola Politécnica de Paris.
  26. 26. Eugène Auguste Albert de Rochas d'Aiglun (1837-1914) Engenheiro militar, historiador da ciência, pesquisador de fenômenos espíritas, escritor, tradutor e administrador da Escola Politécnica de Paris.
  27. 27. b) A relação íntima do magnetismo com o Espiritismo:
  28. 28. Na Revista Espírita 1858, mês junho, numa fa- la de Kardec, se lê uma informação curiosa: “No dia 26 de maio, aniversário do nascimento de Mesmer, ocorreram dois banquetes anuais que a elite dos magnetizadores de Paris, e aqueles adeptos estrangeiros que querem a eles se juntarem. […]. […] Em nossa opinião, a ciência magnética, ciência que nós mesmos professamos há 35 anos, deveria ser inseparável da compostura; parece-nos que à sua verve satírica não faltam alimentos nesse mundo, sem tomar por ponto de mira as coisas sérias. […].” (KARDEC, Revista Espírita 1858).
  29. 29. Na obra intitulada Instruções práticas sobre as manifestações espíritas (1858) [1], lemos esta explicação: “O magnetismo animal pode ser assim defini- do: ação recíproca de dois seres vivos por intermédio de um agente especial chamado fluido magnético.” (KARDEC, Instruções práticas so- bre as manifestações espíritas). [1] Kardec informa que, em agosto de 1860, essa obra já estava esgotada e que seria substituída por uma outra, cuja publicação ocorreu em janeiro de 1861, com o título de O Livro dos Médiuns.
  30. 30. Eis o que nos informa José Herculano Pires (1914-1979): “Quando a Academia de França reconheceu a realidade do magnetismo e seu interesse científico, mas mudando-lhe o nome para hipnotismo, Kardec escreveu um artigo sobre o fato na Revista Espírita, lembrando que o magnetismo cansara de bater à porta da Academia, sendo sempre enxotado. Por fim resolvera mudar de nome e entrar na casa pela porta dos fundos, sendo então recebido e aclamado pelos cientistas. ==>
  31. 31. O mesmo acontece agora com o Espiritismo, que, sendo batizado na universidade de Duke com o nome de Parapsicologia, teve entrada franca e entusiástica na URSS e no Vaticano. Na verdade, a Parapsicologia, com roupa no- va, linguagem grega e seguindo as pegadas de Kardec, para atingir os seus mesmos ob- jetivos, nada ofereceu de novo ao mundo atual além de sua roupagem tecnológica.” (HERCULANO PIRES, Ciência Espírita).
  32. 32. “O magnetismo preparou o caminho do Espi- ritismo, e os rápidos progressos desta última doutrina são incontestavelmente devidos à vulgarização das ideias sobre a primeira. Dos fenômenos magnéticos, do sonambulismo e do êxtase às manifestações espíritas há ape- nas um passo: sua conexão é tal que, por assim dizer, é impossível falar de um sem falar de outro. […]. “(…) A ele (o magnetismo) não nos referi- mos, pois, senão acessoriamente, mas de maneira suficiente para mostrar as relações íntimas das duas Ciências que, na verdade, não passam de uma.” (KARDEC, citado por Jacob Melo, Cure-se e cure pelos passes).
  33. 33. “O Espiritismo e o magnetismo nos dão a chave de uma imensidade de fenômenos sobre os quais a ignorância teceu um sem- número de fábulas, em que os fatos se apresentam exagerados pela imaginação. O conhecimento lúcido dessas duas ciências que, a bem dizer, formam uma única, mos- trando a realidade das coisas e suas verda- deiras causas, constitui o melhor preservati- vo contra as ideias supersticiosas, porque revela o que é possível e o que é impossível, o que está nas leis da Natureza e o que não passa de ridícula crendice.” (KARDEC, O Livro dos Espíritos, questão 555).
  34. 34. Do discurso de Camille Flammarion (1842- 1925), astrônomo francês, junto ao túmulo de Kardec, publicado na Revista Espírita, mês de maio de 1869, transcrevemos o seguinte: “[…] As manifestações obtidas por intermédio dos médiuns, como as do magnetismo e do sonambulismo, são da ordem natural e devem ser severamente submetidas à verificação da experiência. Não há mais milagres. […].”
  35. 35. “Sonambulismo (do lat. somnus, sono, e ambu lare, marchar, passear) – estado de emancipa- ção da alma mais completo do que no sonho. O sonho é um sonambulismo imperfeito. No sonambulismo a lucidez da alma, isto é, a faculdade de ver, que é um dos atributos de sua natureza, é mais desenvolvida. Ela vê as coisas com mais precisão e nitidez, o corpo pode agir sob o impulso da vontade da alma. O esquecimento absoluto no momento do des- pertar é um dos sinais característicos do ver- dadeiro sonambulismo, visto que a indepen- dência da alma e do corpo é mais completa do que no sonho.” (KARDEC, Instruções práticas sobre as manifestações espíritas).
  36. 36. Kardec, em A Gênese, cap. I, “Caráter da re- velação espírita”, afirma: “O estudo das propriedades do perispírito, dos fluidos espirituais e dos atributos fisioló- gicos da alma abre novos horizontes à Ciên- cia e dá a chave de uma multidão de fenô- menos incompreendidos até então, por falta de conhecimento da lei que os rege – fenô- menos negados pelo materialismo, por se prenderem à espiritualidade, e qualificados como milagres ou sortilégios por outras cren- ças. ==>
  37. 37. Tais são, entre muitos, os fenômenos da vis- ta dupla, da visão a distância, do sonambu- lismo natural e artificial, dos efeitos psíquicos da catalepsia e da letargia, da presciência, dos pressentimentos, das aparições, das transfigurações, da transmissão do pensa- mento, da fascinação, das curas instantâ- neas, das obsessões e possessões, etc. […].” (KARDEC, A Gênese).
  38. 38. Sonambulismo natural – o que é espontâ- neo e se produz sem provocação e sem influ- ência de nenhum agente exterior. Sonambulismo magnético ou artificial – o que é provocado pela ação que uma pessoa exerce sobre outra, por meio do fluido mag- nético que esta derrama sobre aquela.” (KARDEC, Instruções práticas sobre as manifestações espí- ritas).
  39. 39. Do material sobre Passe de Astolfo Olegário (1944), transcrevemos: “Tendo vivido em uma época anterior ao advento do Espiritismo, Mesmer participou, como Espírito, da obra da codificação da doutrina espírita. Uma de suas comunicações na Sociedade Espírita de Paris ocorreu no dia 18/12/1863. Nela, o Espírito de Mesmer explica qual é o mecanismo das curas obtidas pela imposição de mãos. A mensagem foi publicada na Revista Espírita de 1864 – Edicel, pp. 7 e 8. Eis as infor- mações transmitidas nessa comunicação:
  40. 40.  A vontade, que existe no homem em dife- rentes graus de desenvolvimento, tanto de- senvolve o fluido animal quanto o espiritual.  Há vários gêneros de magnetismo, em cujo número estão o magnetismo animal e o magnetismo espiritual, que, conforme o caso, pode pedir apoio ao primeiro.  Um outro gênero de magnetismo, muito mais poderoso ainda, é a prece que uma alma pura e desinteressada dirige a Deus.  Os médiuns curadores começam por elevar sua alma a Deus e a reconhecer que, por si mesmos, nada podem, realizando dessa forma um ato de humildade, de abnegação.
  41. 41.  Deus lhes envia, então, poderosos socorros, porque sempre recompensa o humilde sin- cero, elevando-o, ao passo que rebaixa o orgulhoso.  Esse socorro enviado por Deus são os bons Espíritos que vêm penetrar o médium do seu fluido benéfico, que é transmitido ao doente.  É por isso que o magnetismo empregado pe los médiuns curadores é tão potente e pro- duz essas curas qualificadas de miraculosas e que são devidas simplesmente à natureza do fluido derramado sobre o médium.” (AS- TOLFO OLEGÁRIO, O passe segundo a Doutrina Espírita).
  42. 42. Os fluidos: conceito e qualidades
  43. 43. “[…] além do estado gasoso e mesmo do estado radiante […] a matéria, tornada invisível, imponderável, se encontra sob formas cada vez mais sutis, que denominamos 'fluidos'. À medida que se rarefaz, adqui- re novas propriedades e uma capacidade de irradiação sem- pre crescente; torna-se uma das formas de energia. […].” (LÉON DENIS, No Invisível, p. 175-176)
  44. 44. “[…] Sendo esses fluidos [espirituais] o veículo do pensamento e podendo este modificar- lhes as propriedades, é evidente que eles de- vem achar-se impregnados das qualidades boas ou más dos pensamentos que os fazem vibrar, modificando-se pela pureza ou impu- reza dos sentimentos. Os maus pensamentos corrompem os fluidos espirituais, como os miasmas deletérios corrompem o ar respirá- vel.” (KARDEC, A Gênese, Cap. XIV, item 16).
  45. 45. “[…] eles [os fluídos] são designados pelas suas propriedades, seus efeitos e tipos origi- nais. Sob o ponto de vista moral, trazem o cunho dos sentimentos de ódio, de inveja, de ciúme, de orgulho, de egoísmo, de violência, de hipocrisia, de bondade, de benevolência, de amor, de caridade, de doçura, etc. Sob o aspecto físico, são excitantes, calmantes pe- netrantes, adstringentes, irritantes, dulcifican tes, soporíficos, narcóticos, tóxicos, reparado res, expulsivos; tornam-se força de transmis- são, de propulsão, etc. ==> Adstringente: diz-se de ou substância que provoca cons- trição [aperto, compressão] (HOUAISS).
  46. 46. “Os fluidos espirituais atuam sobre o perispírito e este, por sua vez, reage sobre o organismo material com que se acha em contacto molecular. Se os eflúvios são de boa natureza, o corpo ressente uma impressão salutar; se forem maus, a impressão será penosa. Se os eflúvios maus forem permanentes e enérgicos, poderão ocasionar desordens físicas; certas enfermidades não têm outra causa.” (KARDEC, A Gênese, Cap. XIV, item 18) Eflúvio: 1 emanação imperceptível exalada de um fluido; efluência; 2 emanação sutil que se desprende dos corpos organizados; miasma, perfume; 3 ocultismo: emissão de energia ou de matéria. (HOUAISS)
  47. 47. A T U A Ç Ã O D O P A S S E
  48. 48. Perispírito
  49. 49. Em O Livro dos Médiuns, Capítulo XXXII – “Vocabulário Espírita” (p. 514), encontra-se a seguinte definição: “perispírito (Do grego – peri – em torno). – Envoltório semimaterial do Espírito. Nos en- carnados, serve de intermediário entre o Es- pírito e a matéria; nos Espíritos errantes, constitui o corpo fluídico do Espírito.”
  50. 50. Kardec: “O perispírito é o traço de união entre a vida corpórea e a vida espiritual. É por seu inter- médio que o Espírito encarnado se acha em relação contínua com os desencarnados; é, em suma, por seu intermédio, que se ope- ram no homem fenômenos especiais, cuja causa fundamental não se encontra na ma- téria tangível e que, por essa razão, pare- cem sobrenaturais. […] ==>
  51. 51. O perispírito é o órgão sensitivo do Espírito, por meio do qual este percebe coisas espiri- tuais que escapam aos sentidos corpóreos. Pelos órgãos do corpo, a visão, a audição e as diversas sensações são localizadas e limi- tadas à percepção das coisas materiais; pelo sentido espiritual, ou psíquico, elas se gene- ralizam o Espírito vê, ouve e sente, por todo o seu ser, tudo o que se encontra na esfera de irradiação do seu fluido perispirítico.” (KARDEC, A Gênese).
  52. 52. Os Centros de Força (chacras)
  53. 53. Que se deve pensar da opinião dos que situam a alma num centro vital? “Quer isso dizer que o Espírito habita de pre- ferência essa parte do vosso organismo, por ser aí o ponto de convergência de todas as sensações. Os que a situam no que conside- ram o centro da vitalidade, esses a confun- dem com o fluido ou princípio vital. Pode, to- davia, dizer-se que a sede da alma se encon- tra especialmente nos órgãos que servem para as manifestações intelectuais e morais.” (KARDEC, O Livro dos Espíritos, q. 146-a). O centro da vitalidade, corresponde ao chacra esplênico. (Centro Espírita Assistencial Maria de Nazaré – Taubaté, SP)
  54. 54. Léon Denis (1846-1927), o continuador da divulgação do Espiritismo, após o desencarne de Kardec, em O grande enigma, disse: “A física atual nos demonstra que a matéria se dissocia pela análise, se resolve em cen- tros de forças, e que a força se reabsorve no éter universal.” (LÉON DENIS, O grande enigma, p. 19).
  55. 55. Mais especificamente, nas obras ditadas por André Luiz, encontramos referência a eles: “– Como não desconhecem, o nosso corpo de matéria rarefeita está intimamente regido por sete centros de força, que se conjugam nas ramificações dos plexos e que, vibrando em sintonia uns com os outros, ao influxo do poder diretriz da mente, estabelecem, para nosso uso, um veículo de células elétricas, que podemos definir como sendo um campo eletromagnético, no qual o pensamento vibra em circuito fechado. […].” (CLARÊNCIO, Entre a terra e o céu, p. 126).
  56. 56. Nessa obra Entre a terra e o céu, temos mais informações: “[…] Analisando a fisiologia do perispírito, classifiquemos os seus centros de força, aproveitando a lembrança das regiões mais importantes do corpo terrestre. Temos, as- sim, por expressão máxima do veículo que nos serve presentemente, o 'centro coroná- rio' que, na Terra, é considerado pela filosofia hindu como sendo o lótus de mil pétalas, por ser o mais significativo em razão do seu alto potencial de radiações, de vez que nele assenta a ligação com a mente, fulgurante sede da consciência. […]. ==>
  57. 57. […] Logo após, anotamos o 'centro cerebral', contíguo ao 'centro coronário', que ordena as percepções de variada espécie, percepções essas que, na vestimenta carnal, constituem a visão, a audição, o tato e a vasta rede de processos da inteligência que dizem respeito à palavra, à cultura, à arte, ao saber. É no 'centro cerebral' que possuímos o comando do núcleo endocrínico, referente aos poderes psíquicos. ==> Centro cerebral = centro frontal
  58. 58. Em seguida, temos o 'centro laríngeo', que preside aos fenômenos vocais, inclusive às atividades do timo, da tireoide e das parati- reoides. Logo após, identificamos o 'centro cardíaco', que sustenta os serviços da emo- ção e do equilíbrio geral. Prosseguindo em nossas observações, assinalamos o 'centro esplênico' que, no corpo denso, está sediado no baço, regulando a distribuição e a circula- ção adequada dos recursos vitais em todos os escaninhos do veículo de que nos servi- mos. ==>
  59. 59. Continuando, identificamos o 'centro gástri- co', que se responsabiliza pela penetração de alimentos e fluidos em nossa organização e, por fim, temos o 'centro genésico', em que se localiza o santuário do sexo, como templo modelador de formas e estímulos.” (CLA- RÊNCIO, Entre a terra e o céu, p. 127-128).
  60. 60. Energias Coronário Frontal Laríngeo Cardíaco Esplênico Gástrico Genésico Centros vitais
  61. 61. “É através desses centros de força, ou cha- kras, que se estabelece a ligação com o pla- no espiritual. Conforme a atuação das entidades espirituais se faça neste ou naquele chakra, ocorrerá de terminado mecanismo de mediunidade. Por exemplo, se o Espírito “toma” o centro laríngeo – que atua sobre o plexo faríngeo – gera uma manifestação psicofônica. Se faz a ligação eletromagnética pelo chakra umeral, atuando indiretamente no plexo braquial – que inerva o braço, a mão e os dedos – a comunicação far-se-á por psicografia mecâ- nica.” (JOSÉ NÁUFEL, Do ABC ao infinito, p. 52).
  62. 62. A respeito dos Centros de Força (Centros Vitais ou Chacras) além dos autores Espirituais André Luiz e Joanna de Ângelis e os encarnados aqui mencio- nados, listamos estas obras, onde são citados:  Astolfo Olegário de Oliveira Filho, Seminário “Passes e Passistas”.  Carlos A. Torres Pastorino, Técnica da Mediunidade.  FEB – Estudo e Prática da Mediunidade – Programa I.  Jacob Melo, O passe e Cure-se e cure pelos passes.  João Sérgio Sell, Perispírito.  José Náufel, Do ABC ao infinito, Vol. 4.  Luiz Gonzaga Pinheiro, O perispírito e suas modelações.  Salvador Gentile, O passe magnético: seus fundamentos e sua aplicação.  Zalmiro Zimmermann, Perispírito.
  63. 63. Na Codificação, tem mais alguma coisa sobre o passe?
  64. 64. Revista Espírita 1863, um Espírito superior reco- menda a respeito de um caso de obsessão: “[…] podeis curá-la, mas é preciso para isso uma força moral capaz de vencer a resistência, e essa força não é dada a um só. Que cinco ou seis Espíri- tas sinceros se reúnam todos os dias, durante al- guns instantes, e peçam com fervor a Deus e aos bons Espíritos para assisti-la; que vossa ardente prece seja, ao mesmo tempo, uma magnetização mental; não tendes, para isto, necessidade de estar junto dela, ao contrário; pelo pensamento podeis levar sobre ela uma corrente fluídica salutar, cuja força estará em razão de vossa intenção e aumen- tada pelo número; por esse meio, podereis neutra- lizar o mau fluido que a envolve. Fazei isto; tende fé e confiança em Deus, e esperai.” (RE 1863, 2000, p. 6)
  65. 65. Revista Espírita 1864, lemos: “É, pois, um erro dos mais graves, e podemos dizer dos mais funestos, o de não ver na ação magnética senão uma simples emissão fluídica, sem ter em conta da qualidade íntima dos flui- dos. Na maioria dos casos, o sucesso repousa inteiramente sobre essas qualidades, como na terapêutica depende da qualidade do medica- mento. Não saberíamos muito chamar a atenção sobre este ponto capital, demonstrado, ao mes-mo tempo, pela lógica e pela experiência.” (RE 1864, 1993, p. 14)
  66. 66. Revista Espírita 1865, mês de setembro: “3. O fluido magnético tem, pois, duas fontes mui to distintas: os Espíritos encarnados e os Espíritos desencarnados. Essa diferença de origem produz uma diferença muito grande na qualidade do flui- do e em seus efeitos. O fluido humano é sempre mais ou menos impreg nado das impurezas físicas e morais do encarna- do; o dos bons Espíritos é necessariamente mais puro e, por isto mesmo, tem propriedades mais ativas que levam a uma cura mais rápida. Mas, passando por intermédio do encarnado, pode-se alterar como uma água límpida passando por um vaso impuro, como todo remédio se altera se per- manece em um vaso impróprio, e perde em parte suas propriedades benfazejas. […]. ==>
  67. 67. 4. O fluido espiritual é tanto mais depurado e ben fazejo quanto o Espírito que o fornece é, ele mes- mo, mais puro e mais desligado da matéria. Con- cebe-se que o dos Espíritos inferiores deve se a- proximar do homem e pode ter propriedades mal- fazejas, se o Espírito for impuro e animado de más intenções. Pela mesma razão, as qualidades do fluido huma- no apresenta nuanças infinitas segundo as quali- dades físicas e morais do indivíduo: é evidente que o fluido saindo de um corpo malsão pode ino- cular princípios mórbidos no magnetizado. (RE 1865, 2000, p. 260)
  68. 68. Revista Espírita 1865: “12. Se a mediunidade curadora pura é o privi- légio das almas de elite, a possibilidade de a- brandar certos sofrimentos, de curar mesmo, embora de maneira não instantânea, certas doenças, é dada a todo o mundo, sem que seja necessário ser magnetizador. O conhecimento dos procedimentos magnéticos é útil em casos complicados, mas não é indispensável. Como é dado a todo o mundo chamar os bons Espíritos, orar e querer o bem, frequentemente, basta impor as mãos sobre uma dor para acalmá-la; é o que pode fazer todo indivíduo se nisso põe a fé, o fervor, a vontade e a confiança em Deus. […].” (RE 1865, 2000, p. 262)
  69. 69. “A cura é obtida sem o emprego de nenhum me dicamento, portanto, ela é devida a uma influên cia oculta; e tendo em vista que se trata de um resultado efetivo, material, e que nada pode pro duzir alguma coisa, é preciso que essa influên- cia seja alguma coisa de material; isso não po- de, pois, ser senão um fluido material, embora impalpável e invisível. O Sr. Jacob não tocando o doente, não fazendo mesmo nenhum passe magnético, o fluido não pode ter por motor e propulsor senão a vontade; ora, a vontade não sendo um atributo da matéria, não pode ema- nar senão do espírito; é, pois, o fluido que age sob o impulso do espírito.” (RE 1867, 1999, p. 341)
  70. 70. Parte IParte I
  71. 71. Parte IIParte II 01 – O que é passe? 02 – Finalidade do passe 03 – Tipos de passe 04 – Mecanismo do passe 05 – Passista: uma variedade de médium? 06 – Requisitos e qualidades do tarefeiro de passe 07 – Três recomendações aos passistas 08 – Postura física e mental no momento do passe 09 – Resultados do passe 10 – Sete conselhos para o serviço do passe 11 – Atividade sexual do passista 12 – Com o progresso da Ciência... 13 – Água fluidificada 14 – Os animais podem receber passe?
  72. 72. O que é passe?
  73. 73. Herculano Pires define: “O passe espírita é sim- plesmente a imposição das mãos, usada e ensi- nada por Jesus, como se vê nos Evangelhos.” Em resposta aos que acham ser o passe um sor tilégio, Astolfo Olegário disse: “[…] o passe adotado nas instituições espíritas desde os seus primórdios é, em verdade, um recurso terapêutico que se assemelha em tudo ao que Jesus e seus apóstolos praticavam. Quando alguém, seja por ignorância, seja por preconceito, disser que o passe espírita é tão somente um sortilégio, pergunte-lhe se já leu Atos dos Apóstolos e, caso a resposta seja afir- mativa, indague-lhe se Paulo de Tarso e Jesus foram também feitores de sortilégios.” (ASTOLFO OLEGÁRIO, site O CONSOLADOR).
  74. 74. “[…] o passe nada mais é do que a transmissão ou a manipulação de um fluido, de uma energética curadora, de quem a possui para quem a necessita. […]. […] entendemos por fluidos as emanações sutis do organismo humano (também cha- mado de fluidos anímicos, magnetismo ani- mal, magnetismo humano; isso tudo reali- zado pelas estruturas do e no perispírito), do mundo espiritual ou da união dos dois mundos (físico e espiritual).” (JACOB MELO, Cure- se e cure pelos passes).
  75. 75. “Passe é uma transmissão conjunta, ou mis- ta, de fluidos magnéticos – provenientes do encarnado – e de fluidos espirituais – oriun- dos dos benfeitores espirituais, não devendo ser considerada uma simples transmissão de energia animal (magnetização). […]. O passe é, usualmente, transmitido pelas mãos, mas também pode ser feito pelo olhar, pelo sopro ou, à distância, por intermédio das irradiações mentais.” (MARTA A. MOURA, O que é passe? - site FEB).
  76. 76. Finalidade do passe
  77. 77. “A aplicação do passe tem como finalidade auxiliar a recuperação de desarmonias físicas e psíquicas, substituindo os fluidos deletérios por fluidos benéficos; equilibrar o funciona- mento de células e tecidos lesados; promo- ver a harmonização do funcionamento de es- trutura neurológicas que garantem o estado de lucidez mental e intelectual do indivíduo.” (MARTA A. MOURA, O que é passe? - site FEB).
  78. 78. “Para que é necessário o passe? Para várias coisas: restabelecimento da saú- de física, psíquica, perispiritual e espiritual; para renovação de nosso campo fluídico; pa- ra reforço fluídico (energético); para fazer- mos o bem através dele e para melhor per- mutarmos vibrações.” (JACOB MELO, Cure-se e cure pelos passes).
  79. 79. Tipos de passe
  80. 80. “A ação magnética pode produzir-se de mui- tas maneiras: 1º pelo próprio fluido do magnetizador; é o magnetismo propriamente dito, ou magne- tismo humano, cuja ação se acha adstrita à força e, sobretudo, à qualidade do fluido; 2º pelo fluido dos Espíritos, atuando direta- mente e sem intermediário sobre um encar- nado, seja para o curar ou acalmar um so- frimento, seja para provocar o sono sonam- búlico espontâneo, seja para exercer sobre o indivíduo uma influência física ou moral qual- quer. É o magnetismo espiritual, cuja quali- dade está na razão direta das qualidades do Espírito;
  81. 81. 3º pelos fluidos que os Espíritos derramam sobre o magnetizador, que serve de veículo para esse derramamento. É o magnetismo misto, semiespiritual, ou, se o preferirem, humano-espiritual. Combinado com o fluido humano, o fluido espiritual lhe imprime qua- lidades de que ele carece. Em tais circuns- tâncias, o concurso dos Espíritos é amiúde espontâneo, porém, as mais das vezes, pro- vocado por um apelo do magnetizador.” (KAR- DEC, A Gênese, cap. XIV, “Fluidos”, tópico: As curas).
  82. 82. Da Apostila Curso de Espiritismo e Evangelho do CEAC, transcrevemos: “O passe ainda pode ser classificado sob o as pecto da presença ou ausência do paciente: • Direto, o passe dado na presença física da- quele que recebe.
  83. 83. • À distância, situação em que o enfermo es- tá ausente. O médium, neste caso, ora e pe- de o passe em favor da pessoa que está dis- tante, e a espiritualidade, conforme a von- tade do Pai, aplica-o.” (CENTRO ESPÍRITA AMOR E CARIDADE, Curso de Espiritismo e Evangelho)
  84. 84. “Há criaturas que oferecem extraordinária re-ceptividade aos fluidos magnéticos. São aque las que possuem fé robusta e sincera, recolhi mento e respeito ante o trabalho, que, a seu e a favor de outrem, se realiza. Na criatura de fé, no momento em que recebe o passe, a sua mente e o seu coração funcio- nam à maneira de poderoso ímã, atraindo e aglutinando as forças curativas.
  85. 85. Já com o descrente, o irônico e o duro de co- ração o fenômeno é naturalmente oposto. Re pele ele os jorros de fluidos que o médium ca naliza para o seu organismo.” (MARTINS PERAL- VA, Estudando a mediunidade)
  86. 86. Mecanismo do passe
  87. 87. “O mecanismo do passe baseia-se na trans- missão do fluido vital: – O fluido vital se transmite de um indivíduo a outro. Aquele que o tiver em maior porção pode dá-lo a um que o tenha de menos e, em certos casos, prolongar a vida prestes a extinguir-se. (KARDEC, O Livro dos médiuns). – A energia transmitida pelo passe atua no perispírito do paciente e deste sobre o corpo físico. O perispírito recebe a energia através de pontos determinados que André Luiz cha- ma de centros de força e certas escolas espi- ritualistas chamam de chacras. (SALVADOR GENTILE, O passe magnético).” (FEB, Estudo e Prática de Mediunidade).
  88. 88. “Quanto ao mecanismo do passe, os fatos mais importante são: o pensamento (fazendo a sintonia com a espiritualidade encarregada do trabalho), a vontade e a condição recepti- va tanto do passista, quanto do paciente. Através do pensamento e da vontade, o pas- sista capta os fluidos e os direciona para o assistido. Mas, se esse não estiver preparado no que diz respeito a uma boa condição rece- ptiva, o passe torna-se sem efeito. ==>
  89. 89. Além do preparo por parte de ambos, tem de haver um clima de confiança entre os dois, formando assim um elo, onde o auxílio possa se fazer na proporção do crédito de cada um. Quanto à forma de se aplicar o passe, o fator externo pouco importa, o que vale mais, co- mo já dissemos, é a sintonia, a vontade e a condição receptiva dos envolvidos no proces so.” (CENTRO ESPÍRITA AMOR E CARIDADE, Curso de Es- piritismo e Evangelho).
  90. 90. Passista: uma variedade de médium?
  91. 91. Voltando ao companheiro Astolfo Olegário: “Em sua obra 'O Livro dos Médiuns', cap. XIV, item 176, Kardec reproduziu o seguinte diálogo entre ele e um benfeitor espiritual: 1ª Podem considerar-se as pessoas dotadas de força magnética como formando uma variedade de médiuns? "Não há que duvidar."
  92. 92. 2ª Entretanto, o médium é um intermediário entre os Espíritos e o homem; ora, o magne- tizador, haurindo em si mesmo a força de que se utiliza, não parece que seja interme- diário de nenhuma potência estranha. "É um erro; a força magnética reside, sem dúvida, no homem, mas é aumentada pela ação dos Espíritos que ele chama em seu auxilio. Se magnetizas com o propósito de curar, por exemplo, e invocas um bom Espí- rito que se interessa por ti e pelo teu doente, ele aumenta a tua força e a tua vontade, dirige o teu fluido e lhe dá as qualidades necessárias." (ASTOLFO OLEGÁRIO, Passe segundo a Doutrina Espírita).
  93. 93. Requisitos e qualidades do tarefeiro de passe
  94. 94. Do artigo “Mediunidade Curadora”, publicado na Revista Espírita, setembro 1865, transcre- vemos novamente visando relembrar: “O fluido humano é sempre mais ou menos impregnado das impurezas físicas e morais do encarnado; o dos bons Espíritos é neces- sariamente mais puro e, por isto mesmo, tem propriedades mais ativas que levam a uma cura mais rápida. Mas, passando por in- termédio do encarnado, pode-se alterar co- mo uma água límpida passando por um vaso impuro, como todo remédio se altera se per- manece em um vaso impróprio, e perde em parte suas propriedades benfazejas. ==>
  95. 95. Daí, para todo verdadeiro médium curador, a necessidade absoluta de trabalhar em sua de puração, quer dizer, em sua melhoria moral, segundo este princípio vulgar: limpai o vaso antes de vos servir dele, se quereis ter algu- ma coisa de bom. Só isto basta para mostrar que o primeiro que chega não poderia ser mé dium curador, na verdadeira acepção da pala vra.” (KARDEC, Revista Espírita 1865).
  96. 96. Do Seminário “Passes e passistas” ministrado pelo confrade Astolfo Olegário: “1. O tarefeiro do passe, na esfera espiritual, precisa revelar determinadas qualidades de ordem superior e certos conhecimentos espe cializados. Não lhe basta a boa vontade: ele não pode satisfazer em semelhante serviço, se ainda não conseguiu manter um padrão superior de elevação mental contínua, condi- ção indispensável à exteriorização das facul- dades radiantes (Missionários da Luz, cap. 19, pp. 321 e seguintes). ==>
  97. 97. 2. O êxito do trabalho reclama experiência, horário, segurança e responsabilidade do ser vidor fiel aos compromissos assumidos. A ora ção é prodigioso banho de forças. O missio- nário do auxílio magnético, na Crosta ou na esfera espiritual, necessita ter grande domí- nio sobre si mesmo, espontâneo equilíbrio de sentimentos, acendrado amor aos semelhan- tes, alta compreensão da vida, fé vigorosa e profunda confiança em Deus. ==> Acendrado: 1 livre de impurezas (ouro e outros metais preciosos); limpo, puro, purificado, acrisolado; 2 p.ext. fig. que se purificou; depurado, aperfeiçoado, acrisolado, apura- do. (HOUAISS).
  98. 98. 3. Alexandre ressalva, em “Missionários da Luz”, cap. 19, que, na Crosta, a boa vontade sincera, em muitos casos, pode suprir essa ou aquela deficiência, devido a que o passis- ta é, na verdade, um instrumento da ajuda, mas não a fonte exclusiva dessa ajuda. Adqui rida a vontade de servir, os passos seguintes, para o servidor encarnado, serão: elevação, equilíbrio do campo das emoções, alimenta-ção equilibrada, libertação do álcool e de ou-tras substâncias tóxicas, seguidos do aperfei-çoamento moral contínuo.” (ASTOLFO OLEGÁRIO, Seminário “Passes e Passistas”).
  99. 99. “[…] O orgulho e o egoísmo sendo as princi- pais fontes das imperfeições humanas, disso resulta que aqueles que se gabam de possuir esse dom, que vão por toda a parte enalte- cendo as curas maravilhosas que fizeram, ou que dizem ter feito, que procuram a glória, a reputação ou o proveito, estão nas piores condições para obtê-la, porque esta faculda- de é o privilégio exclusivo da modéstia, da humildade, do devotamento e do desinteres- se. Jesus dizia àqueles que tinha curado: 'Ide dar graças a Deus, e não o digais a nin- guém.'” (KARDEC, Revista Espírita 1865).
  100. 100. “[…] As qualidades morais do magnetizador, quer dizer, a pureza de intenção e de senti- mento, o desejo ardente e desinteressado de aliviar seu semelhante, unido à saúde do cor- po, dão ao fluido um poder reparador que pode, em certos indivíduos se aproximar das qualidades do fluido espiritual.” (KARDEC, Revista Espírita 1865).
  101. 101. Três recomendações aos passistas
  102. 102. “A primeira recomendação aos passistas é, portanto, libertar-se dos vícios arraigados, tais como o fumo, o álcool e as drogas, para não transferirem aos pacientes, junto com seus fluidos, as emanações naturais desses vícios. ==>
  103. 103. A segunda é abster-se de aplicar o passe quando estiverem enfermos, fracos ou intoxi- cados por excessos de alimentação e medica mentos, ou quando se encontrarem perturba dos espiritualmente, por encostos ou obses- sões, visto que pelo passe se transmitem fluidos perniciosos decorrentes desses esta- dos. ==>
  104. 104. A terceira é procurar renovar os hábitos para que, através da mudança de pensamentos, sentimentos e atos, sua atmosfera individual seja cada vez mais elevada.” (ASTOLFO OLEGÁ- RIO, Seminário “Passes e Passistas”).
  105. 105. Postura física e mental no momento do passe
  106. 106. Ainda do Seminário “Passes e Passistas”: “1. O valor da oração e do pensamento eleva do é uma coisa bem conhecida no meio espí- rita. Ensina André Luiz (Missionários da Luz, cap. 5): 'A prece, a meditação elevada, o pen samento edificante refundem a atmosfera, purificando-a'. Na mesma obra, André anota: 'O pensamento elevado santifica a atmosfera em torno e possui propriedades elétricas que o homem comum está longe de imaginar'.
  107. 107. 2. Emmanuel (Caminho, Verdade e Vida, cap. 153) ensina: 'Onde exista sincera atitude men- tal do bem, pode estender-se o serviço provi- dencial de Jesus. Não importa a fórmula exte- rior'. Em outra obra (Pensamento e Vida, cap. 2 e 26), Emmanuel nos diz que o pensamento é força eletromagnética e a vontade, 'o impac- to determinante': 'A prece impulsiona as recôn ditas [ocultas] energias do coração, libertando- as com as imagens de nosso desejo, por intermédio da força viva e plasticizante do pensamento, imagens essas que, ascendendo às Esferas Superiores, tocam as inteligências visíveis ou invisíveis que nos rodeiam, pelas quais comumente recebemos as respostas do Plano Divino'.
  108. 108. 3. Compreende-se, então, que a postura físi- ca não é relevante: não existe posição con- vencionada para que o beneficiado receba as energias. Pernas descruzadas, mãos em con cha voltadas para o alto etc. são convenções sem fundamento doutrinário: o importante é a disposição mental de quem aplica e de quem recebe o passe, e não a posição do cor po ou a técnica adotada pelo passista. Quan- to a esta, já vimos que a imposição de mãos, tal como utilizada por Jesus e pelos apósto- los, é a mais recomendada por sua simplici- dade e por estar ao alcance do entendimento de qualquer pessoa.” (ASTOLFO OLEGÁRIO, Seminá- rio “Passes e Passistas”).
  109. 109. Em Cure-se e cure pelos passes, lemos: “Fisicamente, como ficar na cabine? […] Pernas e braços cruzados, assim como contra ções musculares e tensões em geral, são de- saconselháveis por “travar” os sistemas mus- cular e nervoso, dificultando a corrente san- guínea no paciente. Como os fluidos, quando somatizados, circulam no corpo do paciente pela corrente sanguínea e pelo sistema nervo so, havendo contrações e tensões os alcan- ces dos fluidos vão diminuídos, o que não é vantagem para ninguém.” (JACOB MELO, Cure-se e cure pelos passes).
  110. 110. A escritora Therezinha Oliveira (1930-2013), na obra Fluidos e passes, diz o seguinte: “Deve-se ou não cruzar braços e pernas? Wenefledo de Toledo, em 'Passes e Curas Es- pirituais', diz que, ao nos concentrarmos ou nos colocarmos em “estado receptivo”, não devemos cruzar braços e pernas, porque isso interrompe a marcha das correntes fluídicas (centrífugas e centrípetas). De nosso parte, porém, o que podemos dizer é que, não cru- zando braços, pernas ou mãos, o corpo fica melhor acomodado e a circulação sanguínea se faz livre e perfeitamente.” (THEREZINHA OLI- VEIRA, Fluidos e passes).
  111. 111. “É necessário roupa ou fardamento especial para a aplicação do passe? […] O ideal é que o passista vista-se respei- tosa e confortavelmente, dentro dos critérios de higiene, conveniência e bom senso. Use roupas limpas e evite exageros, pois a cabine de passes não é lugar de desfiles de moda nem ambiente para exposição de sensualida- de.” (JACOB MELO, Cure-se e cure pelos passes, p. 178- 179).
  112. 112. “E o uso de roupas brancas ou padronizadas, é correto? Se o branco ou o fardamento fizesse o ho- mem, não precisaríamos empreender tantos esforços para realizarmos nosso avanço nem nossa qualificação. Contra a roupa branca, ou de qualquer outra cor, não há nada. O pro blema é a mística que envolve o seu uso. Mui tos a usam por 'recomendação espiritual' ou para 'purificar os fluidos'. […] como os fluidos são usinados nos centros vitais, não será a cor das roupas que interferirá na sua pureza ou irradiação. Portanto…” (JACOB MELO, Cure-se e cure pelos passes, p. 211-212)
  113. 113. “Assim, não é a cor da roupa do passista ou a sua gesticulação ou a sala ser azul ou bran ca que irão influir na qualidade da transmis- são energética no instante do passe, mas sim a sua mente impulsionando e direcionan- do as energias fluídicas, o seu desejo de ser- vir, a sua capacidade de ser solidário com aquele que ali está e de amá-lo como a um irmão. Por isso, a simplicidade deve ser a tô- nica no momento do passe, já que este é, es sencialmente, um ato de amor. E o amor é simples, desataviado e puro, tal como exem- plificou Jesus.” (SUELY CALDAS SCHUBERT, Dimensões espirituais do centro espírita, p. 59).
  114. 114. Resultados do passe
  115. 115. “Nem todos os homens são sensíveis à ação magnética, e, entre os que o são, pode haver maior ou menor receptividade, o que depen- de de diversas condições, umas que dizem respeito ao magnetizador e outras ao próprio magnetizado, além de circunstâncias ocasio- nais oriundas de diversos fatores. Comumen- te, o magnetismo não exerce nenhuma ação sobre as pessoas que gozam de uma saúde perfeita. (Michaelus, Magnetismo Espiritual).” (FEB, Estudo e Prática da Mediunidade).
  116. 116. Seminário “Passe e passistas”: “Os resultados do passe, dependendo das condições do trabalho e do passista, podem então ser maléficos, nulos ou benéficos: a) maléficos: quando o passista está com estado de saúde precário, com o organismo intoxicado por excesso de alimentação ou ví- cios (como fumo, álcool, drogas) e quando esteja em estado de desequilíbrio espiritual (revolta, raiva, orgulho etc.) e, nesses casos, o paciente esteja com suas defesas nulas; ==>
  117. 117. b) nulos: quando, na hipótese descrita na letra "a", o paciente possui defesas positivas diante da torrente de energias negativas transmitidas pelo passista, o que se dá nos casos de merecimento individual e por ação dos protetores desencarnados; e quando, apesar de receber um recurso favorável, o paciente mantém posição refratária com re- lação ao passe (descrença, aversão, sarcas- mo); ==>
  118. 118. c) benéficos: quando o passista apresenta estado de saúde equilibrado e equilíbrio espi- ritual e o paciente apresenta receptividade ao recurso espiritual, bem como disposição de melhora efetiva.” (ASTOLFO OLEGÁRIO, Seminário “Passes e Passistas”).
  119. 119. Sete conselhos para o serviço do passe
  120. 120. “Em sua obra intitulada Conduta Espírita, cap. 28, André Luiz nos propõe sete conse- lhos, que adiante resumimos: a) Quando da aplicação de passes, fugir à indagação sobre resultados e jamais temer a exaustão das forças magnéticas. O bem aju- da sem perguntar; b) Lembrar que na aplicação de passes não há necessidade da gesticulação violenta, da respiração ofegante ou do bocejo costumeiro, nem do toque direto no paciente. O passe dispensa qualquer recurso espetacular;
  121. 121. c) Esclarecer sobre a inconveniência da peti- ção de passes todos os dias, sem que haja necessidade real. É falta de caridade abusar da bondade alheia; d) Proibir ruídos, o fumo, o álcool e o ajunta- mento de pessoas, ou a presença de criatu- ras sarcásticas ou irreverentes no recinto da assistência e do tratamento espiritual. De ambiente poluído, nada de bom se pode es- perar; e) Interromper as manifestações mediúnicas no horário do passe. Disciplina é a alma da eficiência;
  122. 122. f) Interditar, se necessário, a presença de enfermos portadores de moléstias contagio- sas nas sessões de assistência em grupo, situando-os em regime de separação para o socorro previsto. A fé não exclui a previdên- cia; g) Quando for oportuno, adicionar o sopro cu rativo aos serviços do passe magnético, bem como o uso da água fluidificada ou do atendi- mento a distância, através da oração. O Bem Eterno é bênção de Deus à disposição de to- dos.” (ASTOLFO OLEGÁRIO, Seminário “Passes e Passis- tas”).
  123. 123. “Aos conselhos de André Luiz poderíamos adi- tar mais um, fundamental a um bom trabalho na atividade do passe: o passista deve prepa- rar-se convenientemente para a tarefa, atra- vés da elevação espiritual, da prece, da medi- tação e do estudo contínuo, entendendo que a transmissão do passe é um ato eminentemen- te fraterno, pelo qual doamos o que melhor podemos ter em sentimentos e vibrações. […] 'O passe é, antes de tudo, uma transfusão de amor'.” (ASTOLFO OLEGÁRIO, Seminário “Passes e Pas- sistas”).
  124. 124. Atividade Sexual do Passista
  125. 125. Therezinha Oliveira explicando sobre “Os cui dados do passista com o físico visarão prin- cipalmente” lista-os em: a) higiene b) alimentação c) abolir vícios, finalizando com: “d) evitar atividades esgotantes e exces- sos desnecessários (no trabalho, nos es- portes, na atividades sexual, etc.), a fim de manter suas reservas de energia vital em condições de servir.” (THEREZINHA OLIVEIRA, Fluidos e Passes, p. 117-118)
  126. 126. “[…] Há pessoas que têm temores de pensar no sexo, de falar nele, e certamente, de con- viver com o sexo oposto; e há outros que se envolvem em demasia na prática destes as- suntos. São regimes de vidas opostos, com desequilíbrios visíveis. Não há mal algum nas coisas feitas por Deus. O erro, se existe, está no modo pelo qual se sentem e se vivem as situações. […] meditemos na opinião acerca da pureza, que Paulo registrou, em Epístola a Tito, 1:15, expressando assim: “Todas as coi sas são puras para os puros; todavia, para os impuros e descrentes, nada é puro, porque tanto a mente como a consciência deles es-tão corrompidas.” ==>
  127. 127. Mediunidade disciplinada não exclui o sexo: educa-o. Não foge das tentações: vence-as. Não se escandaliza com propostas irreveren- tes: responde com serenidade, vivendo os preceitos do Cristo. Nas boas maneiras de um médium cristão configura-se em maior escala, o respeito aos seus semelhantes. E, para que se faça a sintonia entre duas ou mais pessoas, Jesus deve permanecer no meio, com a nossa aquiescência, para que a dignidade prevaleça.” (MIRAMEZ, em Médiuns, psico- grafia João Nunes Maia)
  128. 128. Água fluidificada
  129. 129. Transcrevemos do site “Espíritas na Net”: “A água fluidificada surgiu inicialmente com as experiências dos magnetizadores e depois passou a ser utilizada na prática espírita. Allan Kardec, no livro A Gênese, afirma: 'as mais insignificantes substâncias, como a água, por exemplo, podem adquirir qualida- des poderosas e efetivas, sob a ação do flui- do espiritual ou magnético, ao qual elas ser- vem de veículo, ou, se quiserem, de reserva- tório'”. ==>
  130. 130. “Em geral, são os Espíritos desencarnados que, durante as sessões de fluidoterapia, flui dificam a água, mas a água pode ser magne- tizada tanto pelos fluidos espirituais quanto pelos fluidos dos homens encarnados, assim como ocorre com os passes, sendo necessá- rio, para isso, da parte do indivíduo que irá realizar a fluidificação, a realização de preces e a imposição das mãos, a fim de direcionar os fluidos para o recipiente em que se encon- trar a água.” (SITE ESPÍRITAS NA NET).
  131. 131. O Livro dos Médiuns, no tópico Ação magnética curadora, cap. VII, item 131: “Esta teoria nos fornece a solução de um fato bem conhecido em magnetismo, mas inexplica- do até hoje: o da mudança das propriedades da água, pela ação da vontade. O Espírito atuante é o do magnetizador, quase sempre assistido por outro Espírito. Ele opera uma transmutação por meio do fluido magnético que, como atrás dissemos, é a substância que mais se aproxima da matéria cósmica, ou elemento universal. Ora, desde que ele pode operar uma modificação nas propriedades da água, pode também produzir um fenômeno análogo com os fluidos do orga-nismo, donde o efeito curativo da ação magné-tica, convenientemente dirigida.” (LM, cap. VIII, 2007, p. 142)
  132. 132. Com o progresso da Ciência...
  133. 133. No site Aracati em Foco (Ceará), em o artigo “O passe como terapia alternativa”, lemos: “Todo o processo de desenvolvimento dessa pesquisa nasceu em 2000, como tema de mestrado do pesquisador Ricardo Monezi, na Faculdade de Medicina da USP. Ele teve a ini- ciativa de investigar quais seriam os possí- veis efeitos da prática de imposição das mãos. 'Este interesse veio de uma vivência própria, onde o Reiki (técnica) já havia me ajudado, na adolescência, a sair de uma crise de depressão', afirmou Monezi, que hoje é pesquisador da Unifesp.” Vejamos o início dessa reportagem:
  134. 134. Em nov/2008, Ricardo Rodrigues Garé apre- senta na Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP, São Paulo, a dissertação de mestrado, intitulada: “Efeitos do reiki na evolução do granuloma induzido através da inoculação do BCG em hamsters e do tumor ascítico de Ehrlich induzido em camundon- gos”. (BIBLIOTECA DIGITAL USP, Teses e Mestrados). “Granuloma, em patologia, são pequenos nódulos de cará- ter inflamatório produtivo formados especialmente por ma- crófagos, mas que também podem conter outros leucócitos, e servem para isolar bactérias, fungos ou substâncias estra- nhas insolúveis que o organismo foi incapaz de expulsar.” (WIKIPÉDIA).
  135. 135. Os animais podem receber passe?
  136. 136. Aqui temos a opinião de Jacob Melo numa entrevista concedida ao site “A Jornada”, em 17.07.2001: A Jornada: – O passe tem o mesmo efeito nos animais? Jacob Melo: Não. Dependendo do fluido que se aplica, pode o passe no animal chegar a matá-lo. O próprio Allan Kardec fulminou um cachorro dele. (JACOB MELO, site Batuira.net)
  137. 137. Aqui temos a opinião de Jacob Melo numa entrevista concedida ao site “A Jornada”, em 17.07.2001: A Jornada: – O passe tem o mesmo efeito nos animais? Jacob Melo: Não. Dependendo do fluido que se aplica, pode o passe no animal chegar a matá-lo. O próprio Allan Kardec fulminou um cachorro dele. (JACOB MELO, site Batuira.net)
  138. 138. “[…] mas, repito-o, nós não medianimizamos diretamente nem os animais, nem a matéria inerte; sempre nos é preciso o concurso, consciente ou inconsciente, de um médium humano, porque nos é necessária a união de fluidos similares, o que não encontramos nem nos animais, nem na matéria bruta. O Sr. Thiry, disse, magnetizou o seu cão; a que chegou? Matou-o; porque esse infe- liz ani mal morreu depois de ter caído numa espécie de atonia, de languidez, consequên- cia de sua magnetização.” (KARDEC, RE 1861, p. 249; LM, Cap. XXII, item 236, p. 315).
  139. 139. No artigo sobre a propagação da mediunidade curadora, Kardec, a certa altura, diz o seguinte: “É preciso, além disto, levar em conta a varie- dade das nuanças que esta faculdade apresen- ta, que está longe de ser uniforme em todos aqueles que a possuem. Ela se apresenta sob aspectos muito diferentes. Em razão do grau de desenvolvimento da força, a ação mais ou me- nos rápida, extensa ou circunscrita. Tal médium triunfa de certas enfermidades, sobre certas pessoas e em circunstâncias dadas, que fracas- sa completamente nos casos em aparência idên ticos. Parece mesmo que, em alguns, a facul- dade curadora se estende aos animais.” (KARDEC, Revista Espírita 1866, p. 347).
  140. 140. Herculano Pires, que segundo Emmanuel foi o “melhor metro que mediu Kardec”, ao tecer explicações sobre “Mediunidade Zoológica”, faz a seguinte consideração: “A assistência mediúnica aos animais é pos- sível e grandemente proveitosa. O animal doente pode ser socorrido por passes e pre- ces e até mesmo com os recursos da água fluidificada.” (HERCULANO PIRES, Mediunidade – Vida e comunicação).
  141. 141. “No socorro aos animais doentes, usar os re- cursos terapêuticos possíveis, sem desprezar mesmo aqueles de natureza mediúnica que aplique a seu próprio favor. A luz do bem de- ve fulgir em todos os planos.” (ANDRÉ LUIZ, Con- duta Espírita, por Waldo Vieira) “[…] recebei como obrigação sagrada o dever de amparar os animais na escala progressiva de suas posições variadas no planeta. Esten- dei até eles a vossa concepção de solidarie- dade […].” (EMMANUEL, Emmanuel, por Chico Xavier).
  142. 142. Referências bibliográficas: DENIS, L. No Invisível. Rio de Janeiro: FEB, 1987. DENIS, L. O grande enigma. Rio de Janeiro: FEB, 1988. FARJADO, C. (Cood). Curso de Espiritismo e Evangelho. CEAC, 2007, em pdf. Estudo e Prática da Mediunidade. Programa I, Brasília: FEB, 2010. FIGUEIREDO, P. H. Mesmer: a ciência negada e os textos escondidos. São Paulo: Lachâtre, 2007. FRANCO, D. P. Conversando com Divaldo Pereira Franco. Curitiba: FEP, 2011. KARDEC, A. A Gênese. Rio de Janeiro: FEB, 2007. KARDEC, A. Instruções Práticas sobre as manifestações espíritas. Matão, SP: O Clarim, s/d. KARDEC, A. O Livro dos Espíritos. Rio de Janeiro: FEB, 2006. KARDEC, A. O Livro dos Médiuns. Rio de Janeiro: FEB, 2007. KARDEC, A. Revista Espírita 1858. Araras, SP: IDE, 2001. KARDEC, A. Revista Espírita 1861. Araras, SP: IDE, 1993. KARDEC, A. Revista Espírita 1863. Araras, SP: IDE, 2000. KARDEC, A. Revista Espírita 1864. Araras, SP: IDE, 1993. KARDEC, A. Revista Espírita 1865. Araras, SP: IDE, 2000. KARDEC, A. Revista Espírita 1866. Araras, SP: IDE, 1993. KARDEC, A. Revista Espírita 1867. Araras, SP: IDE, 1999. KARDEC, A. Revista Espírita 1869. Araras, SP: IDE, 2001. MAIA, J. N. Médiuns. Belo Horizonte: Fonte Viva, 1989. MELO, J. Cure-se e cure pelos passes. Natal, RN: Vida & Saber, 2003. NÁUFEL, J. Do ABC ao infinito. Vol. 4. Rio de Janeiro: FEB, 1999. OLIVEIRA, A. O. Seminário “Passe e Passistas”. Londrina, PR, 2005. OLIVEIRA, A. O. Passe segundo a Doutrina Espírita, 2014. OLIVEIRA, T. Fluidos e passes. Capivari, SP: EME, 1995. PERALVA, M. Estudando a Mediunidade. Rio de Janeiro: FEB, 1987. PIRES, J. H. Ciência Espírita. São Paulo: Paideia, 1988. PIRES, J. H. Mediunidade (Vida e Comunicação). São Paulo: Edicel, 1987. SCHUBERT, S. C. Dimensões espirituais do centro espírita, Rio de Janeiro: FEB, 2007 VIEIRA, W. Conduta Espírita. Rio de Janeiro: FEB, 1986. XAVIER, F. C. Emmanuel. Rio de Janeiro: FEB, 1987. XAVIER, F. C. Entre a terra e o céu. Rio de Janeiro: FEB, 1986. XAVIER, F. C. Religião dos Espíritos. Rio de Janeiro: FEB, 1988. CEECAL – Cruso de Passe: http://www.ceecal.com/admin/pdf_apostilas/Passe.pdf
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  144. 144. Imagens: Capa: http://www.neas.org.br/wp-content/uploads/2014/09/passe.jpg Naamã: http://missaoaupe.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/11/Naam%C3%A3-5.jpg Jesus cura criança: http://files.ajoradecaruaru.webnode.pt/system_preview_detail_200000065- 08b030912f-public/Cristo%20Curador.jpg Jesus cura leproso: http://daitompson.files.wordpress.com/2012/05/23curaciones18leprosos.jpg Frase Chico: https://scontent-b-mia.xx.fbcdn.net/hphotos- ash3/t1/1962697_652832174763944_429350786_n.jpg Papiro Harris: http://www.britishmuseum.org/images/ps343100_l.jpg Egípcio aplicando passe: http://www.oconsolador.com.br/ano3/136/edgard1.jpg http://missaoaupe.com.br/portal/wp-content/uploads/2012/11/Naam%C3%A3-5.jpg Léon Denis: http://www.verdadeluz.com.br/wp-content/uploads/2016/08/l%C3%A9on-Denis.jpg Mesmer: http://images.fineartamerica.com/images-medium-large-5/2-franz-mesmer-1734-1815-granger.jpg Tese Mesmer: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/d/de/De_planetarum_influxu_in_corpus_humanu m_manuscript.jpg/492px-De_planetarum_influxu_in_corpus_humanum_manuscript.jpg Magnetismo: http://www.renaissance-psychotherapy.com/Mesmer-a.jpg Albert de Rochas: http://www.buenosbooks.fr/images/Rochas300.jpg Vidas sucessivas: http://skoob.s3.amazonaws.com/livros/24967/AS_VIDAS_SUCESSIVAS_1240364377P.jpg Passe longitudinal: http://images.slideplayer.com.br/3/388670/slides/slide_13.jpg Jesus cura leproso: http://daitompson.files.wordpress.com/2012/05/23curaciones18leprosos.jpg Espiritinhas: http://1.bp.blogspot.com/-ISEiWMSZU9A/UVjWe6kWL7I/AAAAAAAAA1Q/BHIIh- xdT4E/s1600/121-para_prevenir.png
  145. 145. Frase Chico: https://scontent-b-mia.xx.fbcdn.net/hphotos- ash3/t1/1962697_652832174763944_429350786_n.jpg Espírito, perispírito e corpo: http://www.febnet.org.br/blog/geral/bancode- Aulas-fundamental-i-mod-i/ Chacras:http://2.bp.blogspot.com/- y3zbQqtLxEo/UYOuFFGquMI/AAAAAAAAAOI/n9VXWvpS2YA/s1600/chakras.jpg Jesus curando cego: https://encrypted-tbn1.gstatic.com/images? q=tbn:ANd9GcTsAvebvvY838Xe18xbio9oHcV-ib0SPB-GWVuCxQzdG1VzZrUr Centros de força: http://duplavista.com.br/wp-content/uploads/2009/01/centros-de-forca.jpg; http://www.grupodocanto.org/albumimagens/images/27_jpg.jpg e http://dc161.4shared.com/doc/hnVJd57k/preview003.png Centros de força: http://images.slideplayer.com.br/46/11681475/slides/slide_3.jpg Água fluidificada: http://bp3.blogger.com/_7U7wqOuGicg/R4IxHEh_WII/AAAAAAAAAfI/HzD3o3IC5io/s320/Fluidific a%C3%A7%C3%A3o_%C3%A1gua.jpg Acarati em Foco: http://www.aracatiemfoco.com.br/2013/02/passe-magnetico-como-terapia- alternativa.html Cure e cure-se pelos passes: http://jacobmelo.webs.com/Curesesmall.jpg Fim: http://mprcoiso.blogs.sapo.pt/arquivo/Coiso_fim.gif Passe mundo espritual: http://virusdaarte.net/wp-content/uploads/2013/02/nola.jpg Postura no momento do passe: http://3.bp.blogspot.com/- HRcXPWCVnd0/VGpo30f_CTI/AAAAAAAAo5A/mBO2nuL0ylU/s1600/ESQUECENDOOLIVRO.jpg Linha do tempo: http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRnDPW-tCg6Zkkr_VD12Py4- acjuipdogE627qFIIHcNY0Uw4dnzA Aquecimento das mãos: https://www.facebook.com/asamar.sc/posts/1195778883770647 Hospitais de Portugal aderem: https://www.facebook.com/ReikiDeCascais/photos/a.373388512760188.81058.37338217609415 5/823316204434081/?type=3&fref=nf
  146. 146. Site: www.paulosnetos.net E-mail: paulosnetos@gmail.com Versão 19

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