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Localização na estrutura interna<br /><ul><li>Este episódio combina os dois níveis narrativos da obra “Os Maias”: a intrig...
Intriga principal, relacionada com o título  Carlos vai ver a corrida com o intuito de se apresentar à “Senhora Castro Go...
Crónica de costumes, relacionada com o subtítulo “Episódios da vida romântica”  Eça serve-se deste episódio para realçar ...
Carlos vê Maria Eduarda no Hotel Central pela 1ª vez;
Dâmaso pede a Carlos para ir ver a filha de Maria Eduarda, que se encontrava doente;
Carlos mantém uma relação amorosa com a Condessa de Gouvarinho;</li></li></ul><li>Resumo<br /><ul><li>Carlos começa a fica...
Através do Marquês; fica a saber que a corrida foi alterada para o próximo Domingo e fica radiante por considerar esta uma...
Ao ver Maria Eduarda a passar no seu coupé, Carlos pensa num plano para a conhecer: levar os Castro Gomes a ver as colecçõ...
Aposta em Vladimiro, ao contrário de todos que tinham apostado em Minhoto, e acaba por ganhar doze libras;
Para ver Maria Eduarda, arranja a desculpa de querer falar com Cruges. Porém, a sua empregada informa-o que não está e Car...
Dâmaso parte para Penafiel, devido à morte de um tio, e quando volta fica cheio de ciúmes de Carlos por ter tanta intimida...
Afonso da Maia
Dâmaso Salcede
Alencar
Condessa de Gouvarinho
Craft</li></li></ul><li>Carlos da Maia:<br />Caracterização Física:<br /><ul><li>Era alto, olhos negros, pele branca, cabe...
Condessade Gouvarinho<br />Caracterização Física:<br /><ul><li>Cabelos crespos e ruivos, nariz petulante, olhos escuros e ...
Alencar<br />Caracterização Física:<br /><ul><li>“Muito alto, com uma face encarreirada, olhos encovados, e sob o nariz aq...
Dâmaso Salcede<br />Caracterização Física:<br /><ul><li>Era baixo, gordo. A ele e ao tio se devem, respectivamente, o iníc...
Craft<br />É uma personagem com pouca importância para o desenrolar da acção, mas que representa a formação britânica, o p...
Questões sociais retratadas<br /><ul><li>As corridas serviam como um palco para a alta sociedade se mostrar e conviver;
Deveriam ser um local simples e de alegria, mas cá existia um ambiente provinciano onde havia carência de motivação e vita...
Desejo de imitar o estrangeiro;
Visão caricatural da assistência feminina, “que nada faz de útil”</li></li></ul><li>Actualidade da crítica<br /><ul><li>O ...
As pessoas, numa tentativa de se mostrarem civilizadas, caem no ridículo, não se sabendo comportar face às diferentes situ...
Criticam, mas também não se esforçam por ajudar a melhorar;
Contraste entre o ser e o parecer</li></li></ul><li>Marcas do estilo <br /><ul><li>Ironia
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Corrida de cavalos2

Análise do episódio da Corrida de Cavalos da obra « Os Maias».

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Corrida de cavalos2

  1. 1.
  2. 2. Localização na estrutura interna<br /><ul><li>Este episódio combina os dois níveis narrativos da obra “Os Maias”: a intriga principal e a crónica de costumes;
  3. 3. Intriga principal, relacionada com o título  Carlos vai ver a corrida com o intuito de se apresentar à “Senhora Castro Gomes”;
  4. 4. Crónica de costumes, relacionada com o subtítulo “Episódios da vida romântica”  Eça serve-se deste episódio para realçar as diferenças entre ser e parecer.</li></li></ul><li>Antes do episódio<br /><ul><li>Carlos, recém- formado em Medicina, abre um consultório;
  5. 5. Carlos vê Maria Eduarda no Hotel Central pela 1ª vez;
  6. 6. Dâmaso pede a Carlos para ir ver a filha de Maria Eduarda, que se encontrava doente;
  7. 7. Carlos mantém uma relação amorosa com a Condessa de Gouvarinho;</li></li></ul><li>Resumo<br /><ul><li>Carlos começa a ficar cansado dos encontros com a Gouvarinho e pensa libertar-se dela
  8. 8. Através do Marquês; fica a saber que a corrida foi alterada para o próximo Domingo e fica radiante por considerar esta uma oportunidade de conhecer a “Senhora Castro Gomes”
  9. 9. Ao ver Maria Eduarda a passar no seu coupé, Carlos pensa num plano para a conhecer: levar os Castro Gomes a ver as colecções de Craft, nos Olivais;</li></li></ul><li><ul><li>Dâmaso conta-lhe que Castro Gomes partiu para o Brasil e que Maria Eduarda está num apartamento no prédio do Cruges;
  10. 10. Aposta em Vladimiro, ao contrário de todos que tinham apostado em Minhoto, e acaba por ganhar doze libras;
  11. 11. Para ver Maria Eduarda, arranja a desculpa de querer falar com Cruges. Porém, a sua empregada informa-o que não está e Carlos acaba por não ver Maria Eduarda;</li></li></ul><li>Depois do episódio<br /><ul><li>Devido à doença de Miss Sara, Carlos vai-se familiarizando com Maria Eduarda, descobrindo gostos e afinidades entre ambos;
  12. 12. Dâmaso parte para Penafiel, devido à morte de um tio, e quando volta fica cheio de ciúmes de Carlos por ter tanta intimidade com Maria Eduarda;</li></li></ul><li>Personagens no Episódio Social:<br /><ul><li>Carlos da Maia
  13. 13. Afonso da Maia
  14. 14. Dâmaso Salcede
  15. 15. Alencar
  16. 16. Condessa de Gouvarinho
  17. 17. Craft</li></li></ul><li>Carlos da Maia:<br />Caracterização Física:<br /><ul><li>Era alto, olhos negros, pele branca, cabelos negros e ondulados. Tinha barba fina, castanha escura, pequena e aguçada no queixo.</li></ul>Caracterização psicológica:<br /><ul><li>Culto, bem educado, de gostos requintados. Educação à Inglesa. Corajoso e frontal, generoso. Destaca-se na sua personalidade o cosmopolitismo, a sensualidade, o gosto pelo luxo, e diletantismo e o dandismo</li></ul>Neste episódio...<br />Assiste às corridas com o único objectivo de rever Maria Eduarda, constitui mais uma visão caricatural da sociedade.<br />
  18. 18. Condessade Gouvarinho<br />Caracterização Física:<br /><ul><li>Cabelos crespos e ruivos, nariz petulante, olhos escuros e brilhantes, bem feita, pele clara, fina e doce; </li></ul>Caracterização psicológica:<br /><ul><li>É imoral e sem escrúpulos. Envolve-se com Carlos e revela-se apaixonada e impetuosa. Trai o marido, com Carlos, sem qualquer tipo de remorsos. Carlos deixa-a, acaba por perceber que ela é uma mulher sem qualquer interesse, demasiado fútil.</li></ul>Neste episódio...<br />Representa o adultério, estando a sua atenção apenas virada para Carlos. Representa também os comportamentos desajustados das senhoras, que se vestem com “vestidos sérios de missa”.<br />
  19. 19. Alencar<br />Caracterização Física:<br /><ul><li>“Muito alto, com uma face encarreirada, olhos encovados, e sob o nariz aquilino, longos, espessos, românticos bigodes grisalhos". </li></ul>Caracterização psicológica:<br /><ul><li>Eracalvo, em toda a sua pessoa "havia alguma coisa de antiquado, de artificial e de lúgubre". Simboliza o romantismo piegas. Eça serve-se desta personagem para construir discussões de escola, entre naturalistas e românticos, numa versão caricatural da Questão Coimbrã. Não tem defeitos e possui um coração grande e generoso. É o poeta do ultra-romantismo.</li></ul>Neste episódio...<br />Alencar apresenta alguma vaidade, vestindo um “fato novo de cheviote claro”.<br />
  20. 20. Dâmaso Salcede<br />Caracterização Física:<br /><ul><li>Era baixo, gordo. A ele e ao tio se devem, respectivamente, o início e o fim dos amores de Carlos com Maria Eduarda.</li></ul>Caracterização psicológica:<br /><ul><li> Dâmaso é uma súmula de defeitos. Filho de um agiota, é presumido, cobarde e sem dignidade. Mesquinho e convencido, provinciano e tacanho, tem uma única preocupação na vida o "chic a valer". Representa o novo riquismo e os vícios da Lisboa da segunda metade do séc. XIX. O seu carácter é tão baixo, que se retracta, a si próprio, como um bêbado, só para evitar bater-se em duelo com Carlos. </li></ul>Neste episódio…<br />Destaca-se pela negatividade graças ao ridículo das suas roupas, pois usa uma sobrecasaca branca e véu azul no chapéu. <br />
  21. 21. Craft<br />É uma personagem com pouca importância para o desenrolar da acção, mas que representa a formação britânica, o protótipo do que deve ser um homem. <br />Defende a arte pela arte, a arte como idealização do que há de melhor na natureza. <br />É culto e forte, de hábitos rígidos, "sentindo finamente, pensando com rectidão". <br />Inglês rico e boémio, coleccionador de "bric-a-brac".<br />
  22. 22. Questões sociais retratadas<br /><ul><li>As corridas serviam como um palco para a alta sociedade se mostrar e conviver;
  23. 23. Deveriam ser um local simples e de alegria, mas cá existia um ambiente provinciano onde havia carência de motivação e vitalidade;
  24. 24. Desejo de imitar o estrangeiro;
  25. 25. Visão caricatural da assistência feminina, “que nada faz de útil”</li></li></ul><li>Actualidade da crítica<br /><ul><li>O povo português tenta adaptar costumes estrangeiros, esquecendo-se dos nossos;
  26. 26. As pessoas, numa tentativa de se mostrarem civilizadas, caem no ridículo, não se sabendo comportar face às diferentes situações;
  27. 27. Criticam, mas também não se esforçam por ajudar a melhorar;
  28. 28. Contraste entre o ser e o parecer</li></li></ul><li>Marcas do estilo <br /><ul><li>Ironia
  29. 29. Comparação
  30. 30. Enumeração
  31. 31. Metáfora
  32. 32. Aliteração
  33. 33. Antítese
  34. 34. Sinestesia
  35. 35. Personificação
  36. 36. Anáfora
  37. 37. Adjectivação
  38. 38. Uso do diminutivo
  39. 39. Uso do advérbio
  40. 40. Uso do gerúndio
  41. 41. Discurso indirecto livre
  42. 42. Caricatura
  43. 43. Empréstimos</li></li></ul><li>Sinestesia<br />“Era um dia já quente, azul-ferrete, com um desses rutilantes sóis de festa que inflamam (...)”; “estalar alegre dos foguetes morria no ar quente”<br /> “(...) parecendo, depois da poeirada quente da calçada e das cruas reverberações da cal, mais fresco, mais vasto com a sua relva já um pouco crestada pelo sol de junho, e uma ou outra papoula vermelhejando aqui e além. (...) uma aragem larga e repousante chegava vagarosamente do rio”<br />
  44. 44. Ironia <br /><ul><li>“À entrada para o hipódromo, abertura escalavrada num muro de quintarola, o faetonte teve de parar atrás do dog-cart do homem gordo - que não podia também avançar porque a porta estava tomada pela caleche de praça, onde um dos sujeitos de flor ao peito berrava furiosamente com um polícia. (...) Tudo isto está arranjado com decência - murmurou Craft.”</li></li></ul><li>Comparação<br />“éguas luzidias como um cetim castanho (...)”<br />“(...) as peles apareciam murchas, gastas, moles, com um baço de pó-de-arroz.”<br /><ul><li>Metáfora</li></ul>“(....) as pestanas mortas, parecia oferecer a todas aquelas mãos, que se estendiam gulosamente para ela, o seu apetitoso peito de rola.” <br />“(...)os seus cabelos cor de brasa (...)”<br />
  45. 45. Enumeração<br />“Aquela corrida insípida, sem cavalos, sem joquéis, com meia dúzia de pessoas a bocejar em roda (...)” <br />“(...) a jaqueta do joquéi, furioso, perdido, injuriando o juiz das corridas, que arregalava os olhos, aturdido”<br />“(...) as senhoras que vêm no High Life dos jornais, as dos camarotes de S. Carlos, as das terças-feiras dos Gouvarinhos.”<br />
  46. 46. Aliteração<br />“(...) o touro? Está claro! O touro devia ser n'este país como o ensino é lá fora: gratuito e obrigatório”<br />“dizer-te... Tu vais gostar d'ela; tem lido muito, entende também de literatura”<br />“que durante os dois dias de corridas (...) dos dois lados da tribuna real”<br /> “Gritou Dâmaso, triunfante, a estoirar”<br />
  47. 47. <ul><li>Antítese
  48. 48. “todos perdiam, ele ganhava as apostas (...)”
  49. 49. Personificação</li></ul>“(...) com os olhos afogados”<br /> <br />“O hipódromo elevava-se suavemente em colina (...)”<br />
  50. 50. <ul><li>Anáfora</li></ul>“andava ali; pasmando para a estrada, pasmando para o rio (...)”<br />“O bufete estava instalado debaixo da tribuna, sob o tabuado nu, sem sobrado, sem um ornato, sem uma flor (...)”<br /><ul><li>Adjectivação
  51. 51. “espaço verde (...) tons claros e sombrios (…)” ; “brilho sereno, sorrir calmo(...)” ; “largo espaço verde”</li></li></ul><li><ul><li>Uso do advérbio
  52. 52. “olhava tranquilamente”; “procurando espavoridamente”; “vibravam furiosamente” “(...) dizer-lhe que não, secamente, desabridamente”
  53. 53. Uso do diminutivo</li></ul>“o pequenito”; “o barão pequenino, aos pulinhos”<br />“Carlos cumprimentou as duas irmãs do Taveira, magrinhas, loirinhas, ambas correctamente vestidas de xadrezinho (...)”<br />
  54. 54. <ul><li>Uso do gerúndio
  55. 55. “passou correndo”; “ olhando”
  56. 56. Discurso indirecto livre
  57. 57. “(...) Já vira o "Mist", a égua do Clifford, e decidira apostar pela "Mist". Que cabeça de animal, meninos, que finura de pernas!...”</li></li></ul><li><ul><li>Caricatura
  58. 58. “À entrada para o hipódromo, abertura escalavrada num muro de quintarola (...) O bufete estava instalado debaixo da tribuna, sob o tabuado nu, sem sobrado, sem um ornato, sem uma flor (...)”
  59. 59. Empréstimos
  60. 60. “toilette”; “gentleman”; “dog-cart” ; “cigarette”</li></li></ul><li>Excertos<br />“No centro, como pendido no longo espaço verde, negrejava, no brilho do Sol, um magote apertado de gente, com algumas carruagens pelo meio, donde sobressaíam tons claros e sombrios (…) Por vezes a brisa lenta agitava no alto dos dois mastros o azul das bandeiras. Um grande silêncio caía do céu faiscante.(...) No recinto em declive, entre a tribuna e a pista, havia só homens, a gente do Grémio, das Secretarias e da Casa Havanesa; a maior parte à vontade, com jaquetões claros, e de chapéu-coco; outros mais em estilo, de sobrecasaca e binóculo a tiracolo, pareciam embaraçados e quase arrependidos do seu chique. Falava-se baixo, com passos lentos pela relva, entre leves fumaraças de cigarro. Aqui e além um cavalheiro, parado, de mãos atrás das costas, pasmava languidamente para as senhoras. Ao lado de Carlos dois brasileiros queixavam-se do preço dos bilhetes, achando aquilo uma "sensaboria de rachar"”<br />
  61. 61. “...as senhoras que vêm no High Life dos jornais, as dos camarotes de S. Carlos, as das terças-feiras dos Gouvarinhos estavam ali todas as senhoras. A maior parte tinha vestidos sérios de missa.(...) Aqui e além um desses grandes chapéus emplumados à Gainsborough, que então se começavam a usar...” <br />
  62. 62. “E no silêncio que se fez, de lassidão e de desapontamento, ondeou mais viva no ar, lançada pelos flautins da banda, a valsa de madame Angot. Alguns sujeitos tinham-se conservado de costas para a pista, fumando, olhando a tribuna — onde as senhoras continuavam debruçadas no parapeito, á espera do Senhor dos Passos. Ao lado de Carlos, um cavalheiro resumiu as impressões, dizendo que tudo aquilo era uma intrujice.”<br /> “De repente, fora, houve um rebuliço, e vozes sobressaltadas gritando: "Ordem!" (...)Era uma desordem! (...) Por entre o alarido vibravam, furiosamente, os apitos da polícia; senhoras, com as saias apanhadas, fugiam através da pista, procurando espavoridamente as carruagens — e um sopro grosseiro de desordem reles passava sobre o hipódromo, desmanchando a linha postiça de civilização e a atitude forçada de decoro...”<br />
  63. 63. “Isto é um país que só suporta hortas e arraiais... Corridas, como muitas outras coisas civilizadas lá de fora, necessitam primeiro gente educada. No fundo todos nós somos fadistas! Do que gostamos é de vinhaça, e viola, e bordoada, e viva lá seu compadre! Aí está o que é!”.<br />
  64. 64. Sintese:<br />
  65. 65. Bibliografia<br />http://pt.wikipedia.org/wiki/Cosmopolitismo<br />http://www.notapositiva.com/trab_estudantes/trab_estudantes/portugues/portugues_trabalhos/cronicadecostumes.htm<br />Pinto, Elisa Costa & Baptista, Vera Saraiva & Fonseca, Paula – Português 11.º. Lisboa: Lisboa editora, 2010<br />Colecção resumos- Os Maias. Ideias de ler<br />
  66. 66. Trabalho elaborado por<br />Ana Manuela, n.º 3<br />Ana Sofia, n.º 4<br />Carlos Pais, n.º 8<br />Maria Ferreira, n.º 17<br />

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