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Proposição

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Proposição

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Proposição

  1. 1. PROPOSIÇÃO:<br />SISTEMATIZAÇÃO<br />Turma Rede – turmarede.blogspot.com<br />
  2. 2. A proposição funciona como uma apresentação geral da obra, uma síntese daquilo que o poeta se propõe fazer. <br /> Propor significa precisamente apresentar, expor, anunciar, mostrar.<br />
  3. 3. As armas e os barões assinaladosQue, da Ocidental praia Lusitana,Por mares nunca dantes navegadosPassaram ainda além da Taprobana,Em perigos e guerras esforçadosMais do que prometia a força humanaE entre gente remota edificaramNovo Reino, que tanto sublimaram; <br />PLANO DA VIAGEM<br />
  4. 4. E também as memórias gloriosas <br /> Daqueles Reis que foram dilatandoA Fé, o Império, e as terras viciosasDe África e de Ásia andaram devastando,E aqueles que por obras valerosasSe vão da lei da Morte libertandoCantando espalharei por toda a parteSe a tanto me ajudar o engenho e arte.<br />PLANO DA HISTÓRIA<br />PLANO DO POETA<br />
  5. 5. HERÓI COLECTIVODE OS LUSÍADAS<br /> Cessem do sábio grego e do troianoAs navegações grandes que fizeram;Cale-se de Alexandro e de TrajanoA fama das vitórias que tiveram;Que eu canto o peito ilustre lusitano,A quem Neptuno e Marte obedeceram.Cesse tudo o que a Musa antiga canta,<br /> Que outro valor mais alto se alevanta."<br />PLANO DA MITOLOGIA<br />
  6. 6.
  7. 7. da Ocidental praia Lusitana<br />PORTUGAL<br />Esta expressão é uma perífrase, uma vez que o poeta diz por muitas palavras o que poderia ser dito apenas por uma — Portugal. Além disso, encontramos também uma sinédoqueporque Portugal (o todo) é aqui designado por uma das suas partes.<br />
  8. 8. SINÉDOQUE – figura de estilo que consiste em se tomar a parte pelo todo e vice-versa, o singular pelo plural, etc. <br />Ex.: “Ocidental praia Lusitana” = Portugal (parte pelo todo) <br />Toda a aldeia = os habitantes (todo pela parte) <br />O português é sentimental = Todos os Portugueses (o singular pelo plural) <br />PERÍFRASE -Figura que consiste no emprego de muitas palavras em lugar de poucas. A substituição de uma palavra por uma expressão mais longa e indirecta, com o intuito de ocultar a realidade que se quer nomear, ou um dos seus aspectos, ou ainda, de a descrever mais explicitamente.<br />Exemplos:<br />"nos meses de águas vivas." (= no Inverno)<br />"na tristeza das horas sem luz." (= das noites)<br />"neste vale de lágrimas." (= neste mundo)<br />"uma noite de sete palmos." (= sepultura)<br />"em menos de três tempos." (= rapidamente)<br />
  9. 9. “Cantando espalharei por toda a parte”(v.7, est.2)<br />Cantarsignifica exaltar, enaltecer ou celebrar.<br />
  10. 10. “Cantando espalharei por toda a parte”(v.7, est.2)<br />O quê?<br />
  11. 11. 1. “As armas e os barões assinalados”<br />(v.1, est.1)<br />…porque….<br />:<br />Viajaram por mares nunca antes navegados;<br />Pelos perigos e guerras enfrentados;<br />Edificaram um novo império.<br />
  12. 12. “E também as memórias gloriosas <br /> Daqueles reis…”<br />(v. 1 e 2, est.2)<br />…porque….<br />a) Aumentaram a fé e o império pela África e Ásia.<br />
  13. 13. “E aqueles que por obras valerosas<br /> Se vão da lei da morte libertando:”<br />(vv. 5 e 6, est.2)<br />Os que por terem realizado grandes obras se tornam imortais, ou seja, conhecidos para sempre.<br />…porque….<br />a) Fizeram obras grandiosas.<br />
  14. 14. Cantando espalharei por toda a parte<br />as armas e os barões assinalados<br />as memórias gloriosas daqueles reis<br />aqueles que por obras valerosas<br />se vão da lei da morte libertando<br />o peito ilustre lusitano <br />a quem Neptuno e Marte obedeceram<br />
  15. 15. Esqueça-se<br />1. “O sábio grego e o troiano”<br />NAVEGAÇÕES<br />2. “Alexandre” e “Trajano” <br />GUERRAS<br />PORQUE (“QUE”)<br />“eu canto o peito ilustre lusitano”<br />
  16. 16. “A quem Neptuno e Marte obedeceram”<br />MAR<br />GUERRA<br />VITÓRIAS <br />NAS <br />GUERRAS<br />NAVEGAÇÕES<br />
  17. 17. “CESSE TUDO QUANTO A MUSA ANTIGA CANTA”<br />Entidade mitológica que inspirava os poetas, escritores, <br />historiadores da Antiguidade<br />Logo, tudo o que foi escrito na Antiguidade <br />devia ser esquecido…<br />“QUE OUTRO VALOR MAIS ALTO SE ALEVANTA”<br />(Porque os feitos dos portugueses são superiores <br />a todos os cantados na Antiguidade.)<br />
  18. 18. Atenta nas seguintes formas verbais da 3ª estrofe e indica o tempo verbal em que se encontram.<br />“cessem” <br /> “cale-se” <br /> “cesse” <br />
  19. 19. Apesar de estarem no Presente do Conjuntivo, as três formas transmitem a ideia de ordem (Imperativo). Para o poeta, os feitos dos outros heróis até agora venerados não têm comparação com os dos portugueses que merecem, por isso, ser dignificados – <br />“Que outro valor mais alto se alevanta”.<br />
  20. 20. Resumindo…<br />
  21. 21. Análise externa O texto é constituído por três estâncias (oitavas);<br /> os versos são decassílabos com acentos na 6.ª e 10.ª sílabas: As-ar-mas-eos-ba-rões-as-si-na-la<br />Proposição- análise<br />
  22. 22. Análise externa <br />Estes versos decassílabos, com acentos rítmicos na 6.ª e 10.ª sílabas, denominados versos heróicos, dão ao poema esse som alto e sublimado, de tuba canora e belicosa, isto é, assinalam, no seu ritmo, um compasso de marcha guerreira.<br />A rima é cruzada e emparelhada, conforme o esquema rimático ABABABCC, esquema este que se repete invariavelmente em todas as estrofes do poema.<br />Proposição- análise<br />

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