Successfully reported this slideshow.
UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA – UDESC
            CENTRO DE CIÊNCIA DA EDUCAÇÃO – CCE
     DEPARTAMENTO DE BIBL...
em determinado momento. Neste tipo de mercado, como nos outros existentes, os
autores afirmam que se troca um bem escasso ...
transferido se ele for absorvido por uma das partes, caso contrário a terceira etapa da
gestão do conhecimento não terá se...
com certeza será reconhecido no âmbito organizacional. Então poderá institucionalizar-
se, fará parte da organização e pas...
Upcoming SlideShare
Loading in …5
×

O gerenciamento do conhecimento nas organizações empresariais

7,464 views

Published on

Resenha apresentada na disciplina Tópicos Especiais em Gestão da Informação e do Conhecimento no curso de Biblioteconomia - Hab. Gestão da Informação da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)

Published in: Business, Technology
  • Be the first to comment

O gerenciamento do conhecimento nas organizações empresariais

  1. 1. UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA – UDESC CENTRO DE CIÊNCIA DA EDUCAÇÃO – CCE DEPARTAMENTO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO O GERENCIAMENTO DO CONHECIMENTO NAS ORGANIZAÇÕES EMPRESARIAIS: resenha Paula Carina de Araújo DAVENPORT, Thomas H. ; PRUSAK, Laurence. Conhecimento empresarial: como as organizações gerenciam o seu capital intelectual. 9. ed. Campus: Rio de Janeiro, 2004. Os autores são estudiosos da área de sistemas de informação e gestão do conhecimento. Davenport atua hoje na Escola de Gestão da Universidade de Boston e Prusak é diretor do grupo de pesquisa e consulta do uso da organização do conhecimento da IBM. Ambos têm inúmeros livros e artigos publicados em revistas conceituadas no mundo inteiro na área de gestão da informação e do conhecimento. Na publicação “Conhecimento Empresarial” os autores apresentam o conhecimento como matéria prima essencial para a sobrevivência das organizações e mostram a nova ênfase nesse tema tão antigo. Têm como objetivo principal desenvolver um entendimento do significado do conhecimento dentro das organizações, para então decidir o que fazer em relação a ele e poder fornecer uma perspectiva geral de como as empresas trabalham, assim proporcionando formas para melhorar o desempenho empresarial. São apresentados inúmeros casos reais de gestão do conhecimento, vivenciadas ou de conhecimento dos autores, o que possibilita o maior entendimento do processo. O livro está dividido em nove capítulos. O primeiro, de título “O que queremos dizer com conhecimento?”, conceitua a palavra conhecimento contextualizando-a no ambiente empresarial. Os autores mostram a importância da distinção dos termos conhecimento, informação e dado, pois muitas vezes o sucesso ou fracasso organizacional pode depender disso. O conhecimento é apresentado como um elemento ligado às ações dentro da organização e são apresentados como seus componentes básicos, a experiência, a verdade, o discernimento e as normas práticas. Ainda neste capítulo é reconhecido que atualmente o conhecimento vem sendo cada vez mais enxergado como um ativo corporativo e como elemento de vantagem competitiva nas empresas, daí surge a necessidade do seu gerenciamento. A exploração máxima do conhecimento organizacional é maior agora do que no passado, pois cada vez mais as empresas serão diferenciadas pelo que sabem. A vantagem do conhecimento é entendida como uma vantagem sustentável visto que gera retornos crescentes e age de forma continuada. As novas tecnologias de informação são apontadas como facilitadoras e não geradoras de conhecimento, pois proporcionam o intercâmbio, distribuição e armazenamento de conhecimento. No capítulo dois, “A promessa e o desafio dos mercados do conhecimento”, é utilizada a metáfora “mercado”, para explicar o surgimento e o fluxo do conhecimento dentro e fora das organizações. Em uma perspectiva econômica, dentro do mercado do conhecimento espera-se que os processos que nele ocorrem tragam algum benefício, o conhecimento está relacionado à utilidade, o que importa é o conhecimento relevante
  2. 2. em determinado momento. Neste tipo de mercado, como nos outros existentes, os autores afirmam que se troca um bem escasso por um valor presente ou futuro. O entendimento da existência desse mercado faz-se necessário para o sucesso da gestão do conhecimento nas organizações. Os atores do mercado do conhecimento são os compradores, vendedores e corretores. O conhecimento organizacional está principalmente nas pessoas, em suas experiências pessoais e para promover a circulação, troca, e compartilhamento do conhecimento, na maioria das vezes é preciso promover o contato entre as pessoas com interesses comuns e está é a função dos corretores do conhecimento, que são os agentes que tornarão o mercado eficiente, quem faz a intermediação. Os autores apontam o bibliotecário como corretor do conhecimento, é um novo mercado de trabalho que vem se abrindo para esse profissional. Cabe ao corretor, mapear o conhecimento e as informações de interesses da organização existentes dentro e fora da mesma. Por isso, componentes como confiança, motivação e transparência são essenciais para a gestão do conhecimento. Para que esse processo seja bem sucedido, o ponto principal a ser trabalhado são as pessoas, sua especialização e a interação umas com as outras. Os capítulos três (“A geração do conhecimento”), quatro (“Codificação e coordenação do conhecimento”) e cinco (“Transferência do conhecimento”), tratam do processo de gestão do conhecimento em si, que é composto por essas três etapas. O capítulo três discute a geração consciente e intencional do conhecimento dentro das organizações, pois sem conhecimento elas não poderiam se organizar e manter-se em funcionamento. A gestão do conhecimento não pode se limitar a contratar pessoal especializado, mas acima de tudo proporcionar a disseminação do conhecimento que cada um possui, em prol da empresa e propiciar o seu constante aperfeiçoamento, pois é a partir do pensamento sistêmico que o conhecimento é distribuído na organização. São apresentados cinco modos de gerar o conhecimento: aquisição, recursos dedicados, fusão, adaptação e rede do conhecimento. É importante entender que o conhecimento pode ser visto tanto como um ato ou processo como um artefato ou coisa. Pode-se dizer que a empresa que deixar de gerar conhecimento, logo deixará de existir. O capítulo quatro aborda a codificação do conhecimento, que consiste na sua transformação em código, em formatos acessíveis e aplicáveis. De nada adianta uma organização rica em conhecimento, que não os disponibiliza. Antes de codificar as fontes de conhecimento é preciso reconhecê-las, que podem ser de conhecimento tácito ou explícito. Uma ferramenta eficaz apresentada neste livro para a codificação do conhecimento organizacional é o mapa do conhecimento que tem por finalidade orientar as pessoas para onde ir quando necessitarem do conhecimento. Ele representa um retrato do que existe na empresa e sua localização. Codificar o conhecimento é importante para agregar valor a ele, pois esse processo possibilita a sua permanência dentro da organização e disponibilização para todos os seus membro e não apenas na mente de cada indivíduo. Os autores apresentam como desafio a codificação do conhecimento, mantendo seus atributos distintivos e originais. A transferência do conhecimento que se dá, segundo os autores, a partir da contratação de pessoal especializado e posterior contato entre eles para que compartilhem suas experiências é apresentada no capítulo cinco. Nessa parte do livro são apresentadas estratégias de transferência do conhecimento, mas a maioria delas acaba voltando sempre ao mesmo ponto, propiciar formas de encontro entre os seus funcionários, como conversa informal, encontro em feiras, fóruns, etc. Para que a transferência aconteça, mais uma vez é preciso lembrar que a confiança entre os interessados é essencial, é preciso falar a mesma língua. O conhecimento só terá sido
  3. 3. transferido se ele for absorvido por uma das partes, caso contrário a terceira etapa da gestão do conhecimento não terá se efetivado. Entender a gestão do conhecimento como um processo que ocorre em toda a empresa e é realizado por todos os seus funcionários é essencial para o seu sucesso. O capítulo seis “Funções e qualificações da área do conhecimento” apresenta algumas funções e qualificações que devem existir para desempenhar o trabalho de apreender, distribuir e usar o conhecimento na organização. Os especialistas são importantes para o sucesso da gestão do conhecimento, contudo os outros profissionais também são importantes, pois todos precisam criar, compartilhar, pesquisar e usar o conhecimento em seu trabalho diário. São apresentados vários tipos de trabalhadores do conhecimento, o bibliotecário está entre eles. Entretanto, para que o bibliotecário possa ocupar efetivamente um cargo do conhecimento, ele precisa enxergar um novo campo de atuação profissional, traçar novos objetivos. Os autores apresentam como objetivo neste capítulo auxiliar as organizações a estimularem seus funcionários a se tornarem gerentes do conhecimento, são apresentadas as funções de um gerente do conhecimento e do diretor do conhecimento que estará na linha de frente da gestão do conhecimento. É o diretor do conhecimento que será responsável por construir uma cultura do conhecimento e torna toda a atividade do conhecimento compensadora. Para que a empresa se desenvolva é essencial que cada um se preocupe cem gerir seu próprio conhecimento e compartilhe com os outros. Com o título “Tecnologias para a gestão do conhecimento”, o capítulo sete apresenta a tecnologia como fator integrante e impulsionador da gestão do conhecimento. As novas tecnologias afetam os processos de geração, difusão e armazenamento do conhecimento, possibilitando o uso de novas ferramentas para auxiliarem nesses processos. Pode-se apontar o telefone, as vídeo conferências, intranets e portais corporativos como exemplos de implementação de tecnologias eficazes para a gestão do conhecimento, mesmo que seja através da simples transferência de conhecimento tácito entre duas pessoas por telefone. Aplicar as novas tecnologias à gestão do conhecimento é importante, mas também é preciso preocupar-se com a sua estruturação. São apresentadas ferramentas como a internet e intranet como conhecidos repositórios do conhecimento, mas é importante saber de que forma este conhecimento estará sendo disponibilizado para os demais, para não haver dificuldades na sua recuperação e utilização, com relação a busca e confiabilidade. Para que as tecnologias de gestão do conhecimento sejam realmente utilizadas, antes de tudo é interessante que exista uma cultura organizacional voltada para o aprendizado e compartilhamento do conhecimento. Os funcionários precisam entender que a gestão do conhecimento é algo que só trará benefícios para a organização como um todo e para cada um individualmente. Não há uma “receita” de como a gestão do conhecimento deve acontecer nas organizações. O capítulo oito “Projetos de gestão do conhecimento na prática” aponta os projetos de gestão do conhecimento como uma tentativa de se fazer o uso prático do conhecimento para atingir um objetivo organizacional com estruturação de pessoas, tecnologia e conteúdo do conhecimento. Os autores fizeram um estudo detalhado de trinta projetos diferentes em vinte empresas, afirmam que a gestão do conhecimento é uma prática em evolução. Nos projetos avaliados reconheceram três tipos de objetivos em comum, a tentativa de criação de repositórios de conhecimento, tentativa de melhoria de acesso ao conhecimento e a tentativa de melhoria da cultura e ambiente do conhecimento. Detectaram que metade dos projetos estava na categoria de bem sucedido. Sabe-se que obter o reconhecimento do Projeto de gestão do conhecimento é muito difícil porque o conhecimento é intangível, mas se ele gerar eficiência e eficácia,
  4. 4. com certeza será reconhecido no âmbito organizacional. Então poderá institucionalizar- se, fará parte da organização e passará a receber recursos e apoio, criando uma cultura organizacional a favor da Gestão do conhecimento. No último capítulo “A pragmática da gestão do conhecimento” são discutidos vários pontos de partida para a gestão do conhecimento em uma organização. Pode-se começar pela tecnologia, pela reengenharia da empresa, pelo aprendizado organizacional, talvez pelo processo decisório ou pela contabilidade, mas é importante lembrar que a gestão do conhecimento deve partir de um problema empresarial relacionado ao conhecimento, com o intuito de solucioná-lo. Mas é importante perceber que a adoção de inúmeros impulsionadores pode ser bem vinda para consolidar o processo. Os autores apontam como fatores mais importantes na hora de decidir por onde começar, a importância da área específica do conhecimento para a empresa e a viabilidade do projeto. As empresas geralmente já desenvolvem métodos de gestão em outras áreas (recursos humanos, financeiros, etc.), portando inconscientemente já tem alguma experiência que pode ser aplicada à gestão do conhecimento. Ainda neste capítulo são apresentadas algumas ciladas da gestão do conhecimento, algumas empresas são um foco muito grande à tecnologia e esquecem das outras vertentes. Outras não se preocupam em gerar conhecimento e utilizam os novos meios de transferência de conhecimento como simples repositórios. Apesar de todos estarem envolvidos na gestão do conhecimento, o planejamento é importante estabelecer a função de cada um com vistas as suas habilidades é essencial. Utilizar o bom senso, ter equilíbrio e trabalhar em múltiplas vertentes são conselhos para alcançar o sucesso na gestão do conhecimento. No que diz respeito à gestão do conhecimento, percebe-se que é uma prática que já acontece há algum tempo, mas que vem sendo resignificada a cada dia nas organizações. Com as mudanças na economia, cada vez mais as empresas buscam uma forma se sair à frente na competitividade com outras empresas e a gestão do conhecimento organizacional é uma arma poderosa. Combinar as habilidades humanas, técnicas e econômicas é o que trará sucesso para a gestão conhecimento que envolve vários aspectos. Algo que não é mencionado pelos autores e que pode ser considerado de grande importância é a visão do profissional, futuro gerente ou diretor do conhecimento, com relação ao seu papel na gestão do conhecimento. Uma construção pessoal, entendimento do seu papel no processo, é indispensável. Atualmente as universidades têm procurado desenvolver no bibliotecário, por exemplo, habilidades para que ele possa ser um gerente do conhecimento, mas o que vem sendo feito ainda é pouco, tendo em vista o mercado de trabalho que vem se abrindo. Esta visão engloba a vivência pessoal, o conhecimento organizacional a motivação e principalmente a sua auto-visão, que determinará que tipo de profissional ele será e de forma poderá agir em prol da gestão do conhecimento. O que as empresas sabem coletivamente, como usam o seu conhecimento, a forma como adquirem e transferem conhecimento é o que a coloca a frente das outras, para tanto a Gestão do conhecimento deve ser cada vez mais incentivada e aperfeiçoada. Paula Carina de Araújo Acadêmica da 6ª fase do Curso de Biblioteconomia – Hab. Gestão da Informação. Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC E-mail: paula.carina@terra.com.br

×