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Gota

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Artropatias microcristalinas
Prof.Renan

Published in: Health & Medicine
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Gota

  1. 1. Artropatia por Cristais Disciplina de Clínica Médica - Reumatologia
  2. 2. Artropatia por Cristais •Doenças que ocorrem pela deposição de cristais nas articulações ou outros tecidos e que podem se manifestar com artrite aguda ou crônica
  3. 3. Artropatia por Cristais •O diagnóstico dessas artropatias depende do aspirado e do estudo do líquido sinovial, com o objetivo de identificar cristais no microscópio sob luz polarizada •Principais cristais: • Cristais de monourato de sódio • Cristais de Pirofosfato de cálcio • Cristais de hidroxapatita
  4. 4. Gota •Doença inflamatória e metabólica que cursa com hiperuricemia e que ocorre pela deposição de cristais de monourato de sódio nas articulações, ossos ou outros tecidos
  5. 5. Gota •Epidemiologia • 9 homens x 1 mulher • A prevalência de gota na mulher na pós-menopausa é semelhante ao homem • Prevalência • 5 a 28/1000 homens • 1 a 6/1000 mulheres • Pico na 5ª década
  6. 6. Fisiopatologia •Ácido úrico • Produto final do metabolismo das purinas • Ausência da enzima uricase em humanos • Pode ser causada: • Redução da excreção renal • Superprodução de ácido úrico • Combinação dos anteriores
  7. 7. Hiperuricemia • Primária • Na ausência de drogas ou doenças que alterem o balanço de ácido úrico • Secundária • Defeitos enzimáticos hereditários • Fosforibosilpirofosfato sintetase • Hipoxantinaguanina fosforibosiltransferase • Deficiência de glicose 6-fosfatase • Doenças que aumenta a produção de purina • Doenças mieloproliferativas, neoplasias, psoríase, obesidade, síndrome de down • Drogas/condições que aumentam a síntese de purina • Etanol, dieta, deficiência de vitamina B12, drogas citotóxicas, laxantes, Etambultol, diuréticos
  8. 8. Fisiopatologia
  9. 9. Fisiopatologia
  10. 10. Fisiopatologia
  11. 11. Gota – Formas Clínicas •Artrite gotosa aguda •Período intercrítico •Recorrência crônica/gota tofácea • Geralmente a doença segue esta sequência, com redução dos intervalos intercríticos e desenvolvimento de artropatia crônica e tofos
  12. 12. Gota – Artrite Aguda •Dor intensa, eritema, edema •Geralmente monoarticular (* 1ª MTF) •Resolução espontânea em poucos dias (mesmo sem tratamento) •Fatores predisponentes • Trauma, cirurgia, fome, dieta, desidratação, drogas, álcool
  13. 13. Gota
  14. 14. Gota – Período Intercrítico •Duração variável •Extremamente incomum nas doenças articulares (com exceção da gota e reumatismo palindrômico)
  15. 15. Gota – GotaTofácea Crônica •Tofos • Geralmente indolores • Depósito de cristais cercado de inflamação granulomatosa • Tecidos moles
  16. 16. Gota
  17. 17. Gota – Complicações Renais •Nefropatia crônica •Uropatia obstrutiva
  18. 18. Gota - Diagnóstico •Diagnóstico definitivos -> presença de cristais de monourato de sódio intracelulares na análise do líquido sinovial •Diagnóstico presumido pode ser feito de acordo com achados clínicos, laboratoriais e radiológicos •*Dosagem sérica de Ácido Úrico
  19. 19. Gota - Diagnóstico
  20. 20. Gota – Diagnóstico Diferencial •Artrite séptica •Trauma •Pseudogota
  21. 21. Tratamento – Crise Aguda •Princípios gerais • Deve ser iniciado rapidamente e suspender medicação 2-3 dias após o término dos sintomas • Não iniciar medicamentos que reduzem o ácido úrico • A escolha do medicamento depende das comorbidades
  22. 22. Tratamento – Crise Aguda •Anti-inflamatórios não-hormonais •Colchicina •Glicocorticóides •Infiltração de glicocorticoide •Anti IL-1 • Anakinra • Canakimumabe
  23. 23. Tratamento – Prevenção de Recorrência •Mudança de estilo de vida • Obesidade e dieta • Álcool • Hipertensão e diuréticos
  24. 24. Tratamento – Prevenção de Recorrência •Terapia Farmacológica – Indicações • Ataques frequentes (> 2/ano) • Sinais clínicos ou radiográficos de artrite crônica/tofos • Gota + DRC • Uricosúria > 1100mg/dia
  25. 25. Tratamento – Prevenção de Recorrência •Terapia Farmacológica – Metas • Ácido úrico sérico < 6mg/dL • Considerar Ácido úrico < 5mg/dL se houver presença de tofo
  26. 26. Tratamento – Prevenção de Recorrência •De maneira geral, o tratamento é iniciado pelo menos após 2 semanas da crise aguda •Duração indefinida
  27. 27. Tratamento – Prevenção de Recorrência • Alopurinol • Inativação irreversível da xantina oxidase • Dose habitual 300mg/dia (máxima 900mg/dia) • Efeitos colaterais: citopenias, farmacodermia, síndrome de hipersensibilidade ao alopurinol • Benzobromarona • Uricosúrico • Indicados em pacientes hipoexcretores • 50-200mg/dia • *Nefrolitíase
  28. 28. Tratamento – Profilaxia durante início do tratamento •Colchicina por 6 meses junto com o anti- hiperuricemiante •Ingesta de água •Avaliar alcalinizar a urina
  29. 29. Doença por Pirofosfato •Mais comum em idades avançadas •Maior parte é assintomática •Doenças relacionadas • Hemocromatose, hiperparatireoidismo, hipomagnesemia, acromegalia, DM
  30. 30. Doença por Pirofosfato – Formas Clínicas •Assintomático •Pseudogota •Pseudoartrite reumatoide •Pseudoosteoartrose •Doença articular pseudoneuropática
  31. 31. Doença por Pirofosfato – Diagnóstico •Líquido sinovial • Presença de cristal com birrefringência fracamente positiva em forma de barra
  32. 32. Doença por Pirofosfato – Diagnóstico •Radiológico • Calcificação, geralmente linear na fibrocartilagem ou cartilagem articular
  33. 33. Doença por Pirofosfato –Tratamento •Infiltração •Colchicina •AINH •Hidroxicloroquina

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