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Disturbios hídricos

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Distúrbios hídricos

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Disturbios hídricos

  1. 1. Distúrbios Hídricos Clínica Médica I
  2. 2. Distúrbios Hídricos DESIDRATAÇÃO A desidratação é um distúrbio decorrente da perda de água e eletrólitos frequente nos pacientes com diarréia e/ou vômitos. • Um complexo sistema hidroregulador e neuroendócrino tenta manter o equilíbrio (homeostase) entre a ingestão e a eliminação de água e sais.
  3. 3. Na+
  4. 4. Considerações Na+ NL
  5. 5. O que é osmolalidade plasmática ? Osmolalidade refere-se ao número de partículas osmoticamente ativas de soluto presentes em um quilograma do solvente.
  6. 6. Talvez o termo desidratação seja melhor empregado em situações em que existe déficit de água, como nas hipernatremias
  7. 7. IMPORTANTE •A) Distúrbios do Equilíbrio do Sódio/Volume extracelular •B) Distúrbios do Balanço de água
  8. 8. DISTÚRBIOS HÍDRICOS • A) Distúrbios do Equilíbrio do SódioVolume extracelularDepleção ou expansão do volume extracelular • B) Distúrbios do Balanço de águaDistúrbios da osmolalidade plasmáticaDepleção ou excesso de água
  9. 9. Distúrbios Hídricos A) Distúrbios do Equilíbrio do SódioO diagnóstico é feito pela história clínica e do exame físico,detectando-se a depleção ou o excesso (edema) B) Distúrbios do Balanço da águaO diagnóstico é feito pela dosagem do sódio plasmático
  10. 10. Causas de depleção de Sódio/Volume extracelular Riella 2003
  11. 11. O diagnóstico de alteração do volume extracelular se baseia na história clínica, exame físico e alguns exames laboratoriais. O dado mais importante para o diagnóstico é a história de perda de líquidode perda de líquido que contém sódioque contém sódio
  12. 12. HISTÓRIA CLÍNICA • Vômitos/Diarréia • Sudorese profusa • Poliúria • Fraqueza • Anorexia • Náuseas • Tonturas/Síncope • Estado de colapso circulatório • Sede
  13. 13. Os sintomas dependem • A) Magnitude da perda de volume • B) Velocidade na perda de volume • C) Natureza do fluido perdido • D) Resposta vascular à perda do fluido
  14. 14. Exemplo • Em uma hemorragia gastrointestinal com perda aguda de 1 litro de sangue resulta em oligúria e manutenção do hematócrito. Há pouca contribuição do líquido intersticial em expandir o intravascular. A perda mais lenta da mesma quantidade de sangue permite que haja transferência do fluido do interstício para o intra- vascular, com consequente queda do hematócrito
  15. 15. Tipo de Fluido Perdido • 1-Perda de 1 litro de água sem eletrólitos em 1 paciente de 70 Kg: • Volume sanguíneo em 2,5% Hemodinâmica renal e sistêmicas inalteradas • 2-Perda de 1 litro de fluido extracelular em 1 paciente de 70 Kg: • Volume sanguíneo em 6,6% Oligúria e Taquicardias discretas (Deitado) • 3-Perda de 1 litro de sangue em 1 paciente de 70 Kg: • Volume sanguíneo em 20 % Oligúria grave e choque
  16. 16. PROPEDÊUTICA FÍSICA DOS DISTÚRBIOS HÍDRICOS Um dos sinais mais sensíveis no diagnóstico de um inadequado volume circulante são as alterações ortostáticas da pressão arterial e a determinação simultânea do pulso periférico. Deitado/Sentado/De pé Deitado/Sentado/De pé
  17. 17. Semiotécnica •Determinam-se a pressão arterial e o pulso com o paciente deitado, sentado no leito, com os pés para fora da cama e de pé.
  18. 18. INTERPRETAÇÃO POSIÇÃO DEITADO POSIÇÃO DE PÉ POSIÇÃO SENTADO PAs normal Pad aumenta 5-10 mmHg PAs normal Pad aumenta 5-10 mmHg
  19. 19. INTERPRETAÇÃO Nos casos de depleção do volume circulante as pressões sistólicas e diastólicas caem 10 mmHg ou mais, e nota-se aumento da frequência cardíaca ou pulso periférico Obs.Queda ortostática da PA pode ocorrer no comprometimento do Sistema nervoso autônomo periférico como ocorre no diabetes melito, Insuficiencia renal crônica ou com uso de bloqueadores adrenérgicos.
  20. 20. Avaliação do enchimento venoso no Pescoço • No paciente em decúbito dorsal ,as veias jugulares são visíveis até quase o ângulo da mandíbula. Se as veias jugulares não forem visíveis ,suspeita-se de depleção de volume extracelular • Obs. Podemos ter pacientes sem Com jugulares invisíveis e outros Com veias jugulares cheias por possuirem válvulas ou alterações da elasticidade.
  21. 21. AVALIAÇÃO DAS MUCOSAS-MUCOSAS ÚMIDAS
  22. 22. AVALIAÇÃO DO TURGOR Quando o sinal do turgor diminuído da pele estiver presente Significa que o grau de depleção do volume extracelular é de tal ordem que o paciente está quase em choque.Lembrar que pessoas obesas ,jovens ou com depleções leves podem Apresentar turgor de pele normal
  23. 23. PRESSÃO VENOSA CENTRAL • A pressão venosa central (PVC) ou pressão da Aurícula direita refere-se à pré- carga do ventrículo direito (VD), ou seja, a capacidade de enchimento do ventrículo direito ao final da diástole. • A determinação da pressão venosa central poderia ser um indicador sensível de redução no retorno venoso e débito cardíaco
  24. 24. PRESSÃO VENOSA CENTRAL • 1-É impossível medir hipovolemia em uma única medida (limites amplos de normalidades em indivíduos diferentes) • 2-Observar a resposta cardiovascular à expansão de volume • 3-PVC reduzida não significa contração de volume • 4-Paciente em choque com PVC baixa: expandir • 5-PVC alta não contra-indica expansão de volume mas deverá se manter ou diminuir a medida que o volume aumenta.Por outro lado se a PVC aumentar com a infusão deverá ser suspensa. • 6-A PVC não nos dá informação do ventrículo esquerdo
  25. 25. ALTERAÇÕES LABORATORIAIS • Hematócrito elevado • Aumento das proteínas plasmáticas • Uréia e creatinina podem estar elevadas • Na e Cloro diminuídos na urina • Densidade urinária>1015 Urina concentrada
  26. 26. Distúrbios Clínicos do metabolismo da água Alterações da osmolalidade
  27. 27. Essa integração permite a manutenção da osmolalidade em níveis constantes mesmo com grandes variações Nas ingestas líquidas
  28. 28. Déficit de águaAumento da osmolalidadeAumento da sede Liberação de HADAlteração da permeabilidade do epitélio do ducto coletor <diurese. Excesso de água Diminuição da osmolalidadeAusencia da sede<liberação de HAD< permeabilidade do epitélio do ducto coletor>diurese.
  29. 29. CAUSAS DE HIPERNATREMIA
  30. 30. Hipernatremia com hipovolemia • Perda concomitante de água e sódio,porém proporcionalmente com >perda de água. • Quadro clínico de contração de volume e dosagem do sódio alta. • 1)Diarreia osmótica Sódio urinário baixo (<20 meq/L) • 2) Perdas de fluidos hipotônicos pelos rins pode ser observado nas diureses osmóticas (diabetes-glicosúria). Sódio urinário é alto (>20 mEq/L)
  31. 31. Hipernatremia com Hipervolemia • Ocorre em pacientes que receberam grandes quantidades de cloreto ou bicarbonato de sódio • Apresentam congestão pulmonar e ingurgitamento dos vasos do pescoço • Dosagem do sódio alta
  32. 32. Hipernatremia com volume normal • É o tipo mais frequente de hipernatremia • Perda de água sem eletrólitos • 1-Perdas insensíveis pelo suor e respiração,queimaduras, febre, taquipneia e exercícios intensos urina hipertônica • 2-Diabetes insipidus central ou nefrogênico urina hipotônica
  33. 33. Excesso de água/Hiponatremia/Estado hiposmolar Situações clínicas associadas a hiponatremia
  34. 34. Classificação •1) Desidratação Isotônica •2) Desidratação Hipotônica •3) Desidratação Hipertônica
  35. 35. 1) Desidratação Isotônica • É a forma mais comum (70-90% dos casos), tendo como etiologia principal à diarréia e os vômitos. É caracterizada por perdas proporcionais de água e eletrólitos. Tem como achados: • (1) Sódio plasmático entre 130-150 mEq/L • (2) Osmolaridade plasmática entre 280 e 310mOsm/L; • (3) Redução do líquido extracelular (LEC), sem modificação da pressão osmótica; • (4) Nenhuma alteração do líquido intracelular(LIC).
  36. 36. 2) Desidratação Hipotônica • É a forma mais grave de desidratação e corresponde a 8-20% dos casos. Caracteriza-se por uma perda de eletrólitos superior a de água. • Tem como principais causas: a diarréia e os vômitos em crianças com desnutrição grave, respirações com soluções hipotônicas e perdas excessivas de suco gástrico. A desidratação hipotônica apresenta os seguintes achados: • (1) sódio plasmático abaixo de 130mEq/L; • (2) osmolaridade plasmática menor do que 280mOsm/L; • (3) maior perda de eletrólitos do que de água; • (4) diminuição de sódio no LEC; • (5) entrada de água para o LIC.
  37. 37. 3) Desidratação Hipertônica • É uma outra forma perigosa de desidratação corresponde a 2-10% dos casos. Observa-se perda de água maior do que a de eletrólitos. As principais causas são: reposição com soluções hipertônicas, diabetes insipidus e uso de diuréticos osmóticos. • Os principais achados são: • (1) sódio plasmático acima de 150mEq/I; • (2) osmolaridade plasmática maior do que 310mOsm/L; • (3) maior perda de água do que de eletrólitos; • (4) maior concentração de sais no LEC; • (5) saída de água do LIC; • (6) desidratação intracelular.

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